Prévia do material em texto
■ Resumo de Prova Nutrição Clínica na Gestação, Infância e Adolescência 30 min por sessão · 3 capítulos · Foco no que cai ■ Plano de estudo 18–20/mai Capítulo 1 — Gestação (este resumo) 21–23/mai Capítulo 2 — Infância (este resumo) 24–26/mai Capítulo 3 — Adolescência (este resumo) 27–29/mai Revisão geral + gabarito do livro 30/mai manhã Releitura rápida dos destaques ■ CAPÍTULO 1 — Nutrição e Saúde Materno-Infantil na Gestação ■ Ideia central A gestação exige adaptação nutricional por trimestre. Deficiências e excessos impactam o feto de forma permanente (epigenética). O nutricionista deve ir além da prescrição: escuta, contexto social e cultura são essenciais. 1. Necessidades nutricionais por trimestre Trimestre Principal demanda Nutriente-chave / dose 1º Neurulação (formação do tubo neural) Ácido fólico: 400–600 µg/dia (preventivo) 2º Anemia fisiológica, formação óssea fetal Ferro: 30–60 mg/dia · Cálcio: 1.000 mg/dia 3º Aceleração fetal, tecido adiposo, SNC +452 kcal/dia · Proteína: 1,1 g/kg/dia 2. Efeitos da nutrição inadequada no feto • Restrição proteica/energética → redistribuição do fluxo sanguíneo fetal (brain-sparing) → compromete rins, fígado e pâncreas • Deficiência de ferro → alteração na mielinização, redução do hipocampo, prejuízo de memória e cognição • Deficiência de iodo → comprometimento da neurogênese e maturação cerebral (cretinismo em casos graves) • Excesso: hiperglicemia materna (DM gestacional) → hiperinsulinemia fetal, macrossomia, obesidade futura • Epigenética: folato, B12, colina e metionina → metilação do DNA → programação do metabolismo por gerações • Conceito-chave: 'Origem fetal das doenças do adulto' — nutrição na gestação programa o risco de DCNT 3. Fatores que influenciam a alimentação da gestante Socioeconômico Baixa renda → acesso limitado a alimentos in natura; >30% das famílias com insegurança alimentar (IBGE, 2020) Cultural Mitos alimentares regionais (ex: evitar certos peixes, manga). Não confrontar; buscar diálogo respeitoso Fisiológico Progesterona → náuseas, constipação, refluxo (1º trim). Ajustar consistência e fracionamento Imagem corporal Medo de engordar → restrição não recomendada. Risco de transtornos alimentares na gestação 4. Intervenção clínica no pré-natal • Avaliar: IMC pré-gestacional + atual, hemoglobina, ferritina, glicemia, perfil lipídico • Monitorar ganho de peso pelo Institute of Medicine (não usar referência de adultos não gestantes) • Situações especiais com risco maior: gestantes adolescentes, pós-bariátricas, com transtornos alimentares • Abordagem comportamental: escuta ativa, substituições viáveis, respeito cultural e econômico • Atuação multiprofissional: gineco, enfermagem, psicologia, assistência social ■ GABARITO das questões do livro — Capítulo 1 Q1: D — Avaliar hábitos alimentares, orientar substituições acessíveis e fracionar refeições Q2: D — Defeitos do tubo neural (deficiência de folato) Q3: B — Substituir o peixe por outra fonte proteica, mantendo diálogo respeitoso CAPÍTULO 2 — Aspectos Nutricionais no Crescimento e Desenvolvimento Infantil ■ Ideia central Brasil vive o triplo fardo da má nutrição: desnutrição, carências de micronutrientes e obesidade infantil coexistem. Cuidado nutricional deve ir além das calorias — inclui composição corporal, imunidade, ambiente familiar e escuta ativa. 1. Necessidades nutricionais por fase da infância Fase Característica principal Ponto-chave Lactente 0–2 anos Aleitamento exclusivo até 6 meses; introdução alimentar progressiva Padrão ouro: leite materno (IgA, lactoferrina). Iniciar complementar com ferro e zinco Pré-escolar 2–6 anos Desaceleração do crescimento, seletividade alimentar Risco de déficit de ferro, vitamina A e zinco; envolver família e escola Escolar 6–10 anos Maior autonomia alimentar, aumento de ultraprocessados Vigilância de excesso de peso, hipertensão, dislipidemia 2. Nutrição × crescimento físico, neurológico e imunidade • Zinco, vitamina A, vitamina D e ferro → cofatores da resposta imune (proliferação linfocitária, fagocitose, anticorpos) • Deficiência desses nutrientes → infecções respiratórias, diarreia, menor resposta vacinal • Excesso de gordura saturada e açúcar simples → imunorregulação inadequada, alergias, inflamação intestinal • Microbiota intestinal: dieta pobre em fibras → impacta sistema nervoso entérico e comportamento alimentar • Criança com IMC adequado pode ter risco nutricional → sempre avaliar dobras cutâneas, bioimpedância, bioquímica 3. Distúrbios nutricionais prevalentes Desnutrição e carências • Anemia ferropriva → ↓ rendimento escolar, atenção, memória • Déficit vitamina A → ↑ infecções, cegueira evitável • Déficit zinco → ↓ imunidade e crescimento linear • Intervenção: suplementação + alimentação escolar + ação intersetorial Obesidade infantil • >15% das crianças 5–9 anos com excesso de peso • Ambiente obesogênico (não apenas escolha individual) • Consequências: insulinorresistência, dislipidemia, bullying, transtornos alimentares • Conduta: qualidade > quantidade; culinária familiar; sem dieta restritiva 4. Alimentação complementar — pontos críticos • Iniciar aos 6 meses (maturação digestiva, renal e motora oral adequada) • Consistência evolui: papa amassada → pedaços → mesa da família (aos 12 meses) • Priorizar: ferro, zinco, vitamina A, fibras. Base: leguminosas, carnes, frutas, hortaliças • Erros comuns: introdução precoce (em peso — preservar autoestima e promover saúde 4. Fatores psicossociais e interseccionalidade • Refeições em família → ↑ frutas/hortaliças, ↓ fast-food. Ausência fragiliza regulação de fome/saciedade • Escola: cantinas com ultraprocessados + ausência de EAN → reforçam consumo não saudável • Mídia: influenciadores alimentares → padrões corporais idealizados, controle e restrição • Comer emocional: ansiedade, estresse e solidão mediados por alimentos • Interseccionalidade: raça, classe, gênero, território — adolescentes negros, periféricos e LGBTQIA+ em maior risco • Conduta: linguagem acolhedora, respeito ao nome social, plano alimentar adaptado ao território 5. Políticas públicas e atuação multiprofissional • ECA: garante direito à saúde, alimentação e educação • PNAN reconhece adolescência como fase prioritária (execução ainda insuficiente) • Programa Saúde na Escola (PSE): principal estratégia de EAN e triagem nutricional escolar • Tecnologias digitais: apps de registro alimentar, podcasts, grupos de apoio — usar como meio, não fim • Equipe multiprofissional: nutrição + psicologia + enfermagem + serviço social + educação física ■ GABARITO das questões do livro — Capítulo 3 Q1: C — Avaliar peso, estatura, idade óssea e estágio puberal, além de investigar padrão alimentar e contexto psicossocial Q2: C — Propor ações educativas participativas, que discutam criticamente as influências digitais sobre alimentação e imagem corporal Q3: C — Construir um plano alimentar adaptado ao território, incluindo escuta ativa sobre experiências de violência e valorização de alimentos acessíveis ■ Cola Rápida — Revisão Final (30 min antes da prova) Ácido fólico (1º trim) 400–600 µg/dia → previne defeitos do tubo neural Ferro (2º trim) 30–60 mg/dia de ferro elementar → previne anemia ferropriva Energia (3º trim) +452 kcal/dia · Proteína: 1,1 g/kg/dia Cálcio gestação 1.000 mg/dia + vitamina D (essencial para eficácia) Brain-sparing Feto redistribui fluxo p/ cérebro em restrição → prejudica fígado/rins Epigenética Folato, B12, colina → metilação DNA → programa metabolismo do filho AM exclusivo Até 6 meses. Contém IgA secretora e lactoferrina Alimentação complementar Iniciar aos 6 meses. Consistência: papa → pedaços → mesa da família (12m) Triplo fardo (infância) Desnutrição + carências de micronutrientes + obesidade coexistindo Obesidade infantil Ambiente obesogênico, não só escolha. Não usar dieta restritiva Tanner 5 estágios de maturação puberal — essencial para avaliar adolescentes Demanda puberdade +30% de energia. Ferro, cálcio, zinco, proteína, vitamina D EAN adolescente Oficinas, rodas de conversa > listas de alimentos proibidos Interseccionalidade Raça + classe + gênero + território → adaptar conduta e linguagem PSE Programa Saúde na Escola — principal política de EAN para adolescentes Boa prova! ■ Você deu conta do livro todo em tempo recorde.