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CANTO CORAL 
AULA 1 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Priscilla Battini Prueter 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Nesta aula, vamos conhecer o sistema fonador e experimentar alguns 
exercícios. Durante a leitura, você irá encontrar propostas de exercícios práticos 
e várias reflexões sobre o sistema fonador e as diferenças entre a voz falada e 
a cantada. Para um melhor aproveitamento, é interessante utilizar o gravador de 
voz do seu celular ou do seu navegador, pois, durante a leitura, você será 
convidado a exercitar e a ouvir, percebendo algumas diferenças na sua voz. 
TEMA 1 – A ANATOMIA DO SISTEMA FONADOR 
O sistema – ou aparelho fonador, como também é conhecido – é formado 
pelo uso em conjunto de três sistemas: o sistema respiratório, o sistema 
articulatório e o sistema fonatório. O sistema respiratório é composto pelos 
seguintes órgãos: pulmões, músculos pulmonares, brônquios, traqueia. O 
sistema articulatório é formado por: faringe, língua, nariz, palato, dentes e lábios. 
Figura 1 – Anatomia do sistema fonador (I) 
 
Crédito: Magic Mine/Shutterstock. 
 
 
 
3 
Figura 2 – Anatomia do sistema fonador (II) 
 
Crédito: Eliane Ramos. 
Já o sistema fonatório é formado pela própria laringe. A laringe é um órgão 
em formato de tubo, que possui duas funções: respiratória e fonatória. 
Figura 3 – Anatomia do sistema fonador (III) 
 
 
dg 
Crédito: Ikkilacerda/Pixabay. 
Vamos começar fazendo exercícios de propriocepção corporal. A 
propriocepção é a capacidade que temos de localizar espacialmente o nosso 
corpo. Levante-se da cadeira em que está no momento e respire bem fundo. 
 
 
4 
Sinta o ar entrando pelos seus pulmões e solte-o devagar. Repita isso algumas 
vezes. 
Onde terminam os seus pulmões? Existe alguma estrutura que se 
modifica de acordo com a sua respiração? Ao final das costelas, existem umas 
costelas “falsas”, chamadas de costelas flutuantes. Elas possuem esse nome, 
pois não estão conectadas a nenhum osso da coluna. É importante, nesse 
momento, que você tente encontrar essas costelas, pois, para dominar o uso da 
respiração para o canto, é fundamental que desenvolva essa percepção sobre o 
seu próprio corpo. É também no final dessas costelas que fica o famoso 
diafragma. Ele é o músculo que separa o pulmão e o coração do abdômen. Tem 
também função importante no controle respiratório. Quando inspiramos, o 
diafragma se contrai, movimentando-se para baixo; quando expiramos, esse 
músculo relaxa, retornando a sua posição original. 
Figura 4 – Inspiração e expiração 
 
Crédito: Alila Medical Media/Shutterstock. 
Apalpe o final das costelas flutuantes, mantenha suas mãos pressionadas 
e inspire profundamente. Consegue sentir a abertura das suas costelas? 
Consegue perceber que existe um abaixamento do seu diafragma em direção ao 
abdômen? Para o estudo do canto, o controle da respiração costo-diafragmática-
abdominal é fundamental. O diafragma é tão importante nesse processo que, 
quando ele decide trabalhar de forma involuntária, sons são emitidos sem que 
desejemos. É isso que acontece quando soluçamos. O soluço nada mais é do 
que o som produzido por conta de fortes movimentos involuntários do diafragma. 
Se soubermos utilizar esse músculo em prol do canto, os benefícios são 
 
 
5 
incríveis. Podemos também notar a importância do diafragma para a emissão do 
som quando estamos dando risadas. Quem nunca ficou com dor de barriga de 
tanto rir, não é mesmo? Essa dor de barriga, na verdade, nada mais é do que 
uma dor muscular do diafragma. 
Após a compreensão do funcionamento do sistema respiratório e de sua 
relevância para o canto, vamos conhecer um pouco mais o sistema articulatório. 
O sistema articulatório é responsável por articular o som produzido pela laringe. 
Por meio dessa articulação é que conseguimos falar diferentes letras e vogais, 
dando inteligibilidade à língua falada. Os órgãos pertencentes a esse sistema, 
como mencionado anteriormente, são a faringe e as cavidades nasal e oral. 
Quando falamos, usamos a língua, os dentes, o palato, a faringe e os 
ressonadores. Vamos experimentar? 
Nesse primeiro exercício, vamos explorar o som do S e o som do Z. Com 
a mão na garganta, solte um S longo e contínuo. Sem parar o som, mude para 
Z. O que aconteceu? Tanto o fonema do S quanto o fonema do Z são articulados 
no mesmo lugar da boca: próximo aos dentes da frente. O que muda o som entre 
eles é apenas a presença da adução da prega vocal, no Z. 
Agora, vamos experimentar a diferença entre M e N. Fale as seguintes 
palavras: nana neném. Onde a língua encosta para produzir o som do N? Agora 
fale: mamão e mimosa. Quais são as diferenças entre a produção do M e do N? 
Experimente com outras consoantes. Essas diferenças são produzidas pelo 
sistema articulatório. Vale lembrar que cada língua no mundo é constituída por 
fonemas próprios e, inclusive, quando aprendemos uma nova língua, é comum 
termos sotaque porque nosso sistema articulatório aprendeu a produzir sons de 
uma certa maneira, com força e músculos próprios da língua materna. 
A última camada de conhecimento a aprendermos sobre o sistema 
fonador compreende a própria laringe. Ela é composta por uma série de 
músculos, mucosas e cartilagens e é responsável por ligar a traqueia à faringe. 
Não iremos nos aprofundar, nesse momento, no estudo de todas essas 
cartilagens e musculaturas, mas existem dois músculos que precisam ser 
conhecidos. São eles o cricotireoideo e o tireoaritenoideo. O músculo 
tireoaritenoideo, também conhecido como TA, é o que forma a massa das pregas 
vocais. Já o músculo cricotireoideo, conhecido como CT, faz parte do grupo de 
tensores da laringe e é responsável por modificar a altura do som produzido, pois 
ele alonga as pregas vocais. 
 
 
6 
Ao uso de grupos musculares chamamos de registro, que será tema de 
estudos futuros. 
TEMA 2 – POR QUE AS PREGAS VOCAIS VIBRAM? 
Ao inspirarmos, os pulmões enchem-se de ar e, durante a expiração, esse 
ar passa pela glote, onde ficam as pregas vocais. A saída de ar, no entanto, pode 
ocorrer sem a fonação. Vamos experimentar. Inspire, segure o ar e solte-o com 
a boca aberta, sem produzir nenhum som. Uma sugestão boa é colocar uma das 
mãos no pescoço, na região das pregas vocais. 
Figura 5 – Sentindo a vibração das pregas vocais 
 
Crédito: Lapina/Shutterstock. 
Agora, vamos repetir esse exercício, mas produzindo com ele algum som. 
Mantenha a mão na garganta para sentir a vibração produzida pelas pregas 
vocais. Inspire, segure o ar um pouco e solte-o com um som contínuo de Z 
(zzzzzzz). A diferença entre o primeiro e o segundo exercício é que, quando 
falamos o Z, as pregas vocais precisam fazer a adução para que o som seja 
produzido. Só a passagem de ar pela prega vocal não é capaz de emitir sons – 
posteriormente, trataremos sobre princípios da fonética e iremos nos aprofundar 
no assunto de sons vozeados e não vozeados. Para cantar ou falar, apenas 
possuir um aparelho fonador não é suficiente. Na produção do canto e da fala 
humana, o cérebro tem um papel fundamental. Todo o processamento de dados 
e de comandos musculares faz parte desse órgão. 
 
 
7 
Existem muitos estudos sobre o início da comunicação humana e, na 
verdade, talvez o que nos torne humanos é a capacidade de nos comunicar por 
meio das línguas, das expressões, da música, da dança etc. A espécie humana, 
que, em um primeiro momento, apenas produzia gritos e grunhidos, foi capaz, 
ao longo de sua evolução, de criar mais de 6 mil línguas e expressões artísticas, 
por exemplo a ópera, a canção popular e o teatro. 
Por mais fisiológica que possa parecer a produção sonora, somos seres 
repletos de sentidos e significados. Por isso, quando falamos sobre a geração 
do som partindo do fluxo de ar para o canta ou a fala, estamos tratando também 
de outras estruturas linguísticas, culturais e cognitivas. 
TEMA 3 – CONTROLE DA VIBRAÇÃODAS PREGAS VOCAIS 
O controle vibracional das pregas vocais acontece por meio de treino 
muscular e do controle do fluxo de ar. Este está intimamente ligado ao controle 
da respiração costo-diafragmática-abdominal. Um exercício importante para se 
fazer é: 
a. inspirar profundamente, evitando levantar os ombros; 
b. certificar-se de que as costelas flutuantes estão sendo abertas, durante a 
inspiração; 
c. soltar o ar, fazendo o som de CH, porém cuidando para que as pregas 
vocais estejam totalmente abertas e relaxadas, durante a expiração; 
d. buscar deixar as costelas flutuantes abertas, durante a saída do ar. 
Esse e outros exercícios semelhantes acabam por fortalecer e condicionar 
a musculatura para se controlar a saída do fluxo de ar. No começo, pode ser um 
pouco mais difícil conseguir manter as costelas abertas ou até mesmo ter a 
percepção corporal suficiente para sentir se as pregas vocais estão abertas ou 
não. Algo muito interessante no estudo do canto é que vamos conquistando e 
ampliando a consciência corporal sobre essas estruturas. 
Posteriormente, após conseguir ampliar o tempo de saída de ar com as 
costelas abertas, você poderá utilizar o mesmo exercício proposto, mas com 
consoantes vozeadas, como é o caso do Z. Assim, começará a vincular o 
controle da saída de ar com a produção de som laríngeo. Esse domínio será 
muito importante para administrar a intensidade da voz, ou seja, o seu volume, 
sem prejudicar as pregas vocais. Além do controle do fluxo de ar, também existe 
 
 
8 
o direcionamento apropriado do som produzido na laringe. Com esse conjunto, 
podemos obter um excelente resultado sem causar prejuízos ao nosso aparelho 
fonador. 
TEMA 4 – DO FLUXO DE AR AO SOM 
A voz possui propriedades físicas, pois existem aspectos acústicos 
envolvidos na produção sonora. Quando a prega vocal produz um som, essa 
onda sonora percorre a faringe e as cavidades orais e nasais, podendo alcançar 
resultados diferentes de acordo com as características anatomofisiológicas de 
cada pessoa. 
As propriedades acústicas ligadas à voz humana são: vibração, 
intensidade, harmônicos e ressonâncias. A vibração é o ato físico responsável 
pela origem das ondas sonoras (Figura 6). 
Figura 6 – A vibração: à esquerda, as pregas vocais ainda abertas, sem emissão 
de som; à direita, as pregas vocais estão fazendo adução, ou seja, o ar, ao 
passar pela musculatura da laringe, em atuação, produzirá as ondas sonoras 
 
Crédito: Aldona Griskeviciene/Shutterstock. 
O padrão da afinação no mundo todo é o Lá 440 Hz. Isso significa que 
uma onda sonora, ao vibrar 440 vezes por segundo, irá emitir a nota Lá. No 
entanto, após esse som ser produzido, ele precisa ser amplificado e o nosso 
corpo possui amplificadores naturais. Nossos ressonadores são a faringe, as 
fossas nasais e a própria boca. 
A faringe é dividida em três partes: a hipofaringe, a orofaringe e a 
rinofaringe. A hipofaringe, também conhecida como laringofaringe, é a parte 
 
 
9 
mais baixa da faringe, já próximo à entrada do esôfago. A orofaringe é aquela 
parte que conseguimos ver no fundo da boca, como se fosse uma parede. Já a 
rinofaringe, também conhecida como nasofaringe, fica atrás do nariz e acima do 
palato mole. 
Figura 7 – Nasofaringe, orofaringe e laringofaringe 
 
Crédito: Rage Against/PD. 
Quando estudamos canto, aprendemos a direcionar o nosso som para 
cada um desses ressonadores e, como resultado, temos diferentes qualidades 
sonoras. Se uma pessoa concentrar todo o fluxo de ar na região nasofaríngea, 
o som de sua voz provavelmente será anasalado. Portanto, é imprescindível 
conhecer e exercitar as estruturas envolvidas no processo da fala e do canto, a 
fim de evitar desgastes ou danos à voz, principalmente durante seu uso 
profissional. Professores, regentes e cantores, por exemplo, são profissionais da 
voz e, mais adiante, veremos dicas sobre cuidados que precisam ser tomados, 
assim como sobre a higiene vocal. 
TEMA 5 – AS DIFERENÇAS ENTRE A VOZ FALADA E A VOZ CANTADA 
Pense em um cantor ou em uma cantora que você gosta de ouvir. Por que 
gosta dele(a)? É por sua voz? É pelo estilo de música? É pela letra de suas 
músicas? 
Agora, pense num cantor ou numa cantora que você não gosta de ouvir. 
Por que você não gosta desse(a) cantor(a)? Quais são as principais 
 
 
10 
características da voz dessa pessoa? É interessante pararmos para pensar no 
que faz com que gostemos ou não da voz de uma pessoa, não é mesmo? 
O canto pode ser considerado uma das formas mais antigas de o ser 
humano se expressar. Foi por meio da evolução da comunicação e da expressão 
humana que a música surgiu. A expressão e a entonação da fala são 
superimportantes na nossa comunicação. Você conhece alguém que fala o 
tempo inteiro com a voz aguda? Ou anasalada? Já foi assistir a uma palestra 
cujo orador falava muito devagar e grave? Qual foi a sensação? Quando você 
telefona para alguém (quem é que telefona para alguém, hoje em dia?) e a 
pessoa lhe atende com a voz um pouco triste, na hora você pergunta: “nossa, 
está tudo bem? O que aconteceu?”. 
Nosso ouvido também presta atenção nas vozes das pessoas. Por 
exemplo, identificamos pessoas pela sua voz. Você já se pegou falando: “essa 
voz... É do dublador do outro personagem” ou “é a voz do personagem X”. Às 
vezes, também comentamos: “nossa, você tem a voz muito parecida com a da 
atriz X”. 
Somente nesses primeiros exemplos temos vários tópicos a serem 
desmembrados e trabalhados. Então, a proposta é começarmos com algumas 
experiências vocais. Vamos iniciar explorando os sons falados da nossa voz. 
Seria interessante usar um gravador (pode ser o do celular mesmo) para que 
você depois possa ouvir o exercício gravado. Experimente falar o seu nome 
completo, normalmente. Agora vamos propor algumas modificações, certo? 
Faça essa sequência de alterações: 
a. fale seu nome completo o mais rápido que conseguir; 
b. fale seu nome o mais devagar que conseguir; 
c. fale seu nome dando risadas; 
d. fale seu nome chorando; 
e. fale seu nome imitando a voz de uma criança; 
f. fale seu nome com uma voz chata; 
g. fale seu nome com a voz mais grave que puder; 
h. fale seu nome de um jeito sensual; 
i. fale seu nome de um jeito feliz; 
j. fale seu nome como se fosse um robô. 
Agora, pare e ouça todos os sons que você produziu. Tente perceber se 
conseguiu fazer sua voz soar diferente em cada uma das dez propostas. Talvez 
 
 
11 
algumas alterações propostas tenham sido mais fáceis que outras, mas o fato é 
que a voz humana é muito flexível. Nossa voz consegue se adaptar a diversas 
situações porque nossa comunicação verbal necessita de que assim o seja. 
Agora, vamos fazer outro teste. Escreva a seguinte frase no Google 
Tradutor: “Quais as principais características da voz do Google?”. 
Figura 8 – Google tradutor 
 
Crédito: Google Tradutor. 
Aperte o símbolo do som e ouça. Essa voz é produzida automaticamente 
tendo como base de dados a voz da locutora Regina Bittar. Ela foi a responsável 
pela gravação das vozes do Google Tradutor e da assistente virtual Siri (iPhone), 
aqui no Brasil. Como você faria se tivesse que imitar a voz do Google? 
Experimente, grave-o e se ouça! Intuitivamente, conseguimos imitar a voz 
automatizada pois nosso ouvido percebe que a entonação, o ritmo, a intenção 
daquela voz são completamente diferentes do que nós humanos faríamos ao 
falar a mesma frase. 
Toda essa expressividade da voz humana é possível por meio do uso de 
estruturas do nosso aparelho fonador. Tanto na voz cantada quanto na voz 
falada existem diversas possibilidades e combinações que irão alterar a 
qualidade do som por nós produzidos. Os profissionais da voz, falada ou 
cantada, estudam e utilizam esses recursos naturais do sistema fonador para 
explorar as possibilidades sonoras, além de protegerem a voz, devido ao uso 
profissional. Agora, vamos explorar juntos cada uma dessascaracterísticas: 
invente uma melodia e fale seu nome cantando. Como é cantar um nome? Você 
sente diferença entre falar seu nome e cantar o seu nome? 
 
 
12 
Eis então uma grande diferença entre a voz cantada e a falada: a 
prosódia. Na voz falada, seguimos a acentuação natural da fala e, muitas vezes, 
isso não é respeitado na música. Um exemplo clássico é o final de Atirei o pau 
no gato. Por anos, achamos que Doberrot era uma palavra francesa até 
descobrirmos, já na fase adulta, que se tratava de “do berro que o gato deu”. 
A prosódia musical é o ato de fazer coincidir a acentuação das palavras 
com os tempos fortes, ou seja, sílaba tônica com os tempos que são acentuados. 
No exemplo de Atirei o pau no gato, a acentuação da sílaba tônica muda porque 
uma sílaba átona foi colocada no primeiro tempo do compasso, o tempo mais 
forte. 
Figura 9 – Atirei o pau no gato (I) 
 
Crédito: Priscilla Battini Prueter. 
Notamos que a sílaba tônica da palavra berro está no tempo fraco do 
compasso e a sílaba átona está no tempo forte. Para que a palavra berro tivesse 
a prosódia correta, coincidindo sílaba forte com tempo forte, a música poderia 
sofrer uma alteração como a mostrada na sequência: 
Figura 10 – Atirei o pau no gato (II) 
 
Crédito: Priscilla Battini Prueter. 
Você conhece outras músicas cujas prosódias não estejam de acordo 
com a voz falada? Pense um pouco! Quando se lembrar de alguma coisa, pense 
em como resolver a prosódia. É um excelente exercício! 
As principais diferenças entre a voz falada e a cantada podem ser 
percebidas por conta do seu próprio uso e finalidade. As estruturas anatômicas 
utilizadas para cada uso também serão modificadas de acordo com a 
 
 
 
 
13 
necessidade: se é uso profissional ou não, se existe algum tipo de alteração por 
conta do uso da voz etc. 
NA PRÁTICA 
Ao longo da nossa aula, foram apresentadas propostas de percepção 
corporal e alguns exercícios. Vamos agora procurar ampliar a nossa percepção 
sobre o funcionamento do sistema fonador. No Quadro 1, escolha três cantoras 
ou cantores dos quais você goste. Selecione uma música de cada um(a), ouça-
a e depois preencha com os dados que você perceber sobre alguns dos aspectos 
solicitados. 
Quadro 1 – Artistas e suas respectivas características de voz 
Nome do artista e 
da música 
escolhida 
Como é a respiração 
dessa pessoa durante 
o canto? 
Quais as principais 
características da 
articulação dessa 
pessoa? 
Percebe algum 
“erro” de 
prosódia na 
letra da canção? 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FINALIZANDO 
Nesta aula, conhecemos as principais estruturas anatômicas da produção 
da fala e do canto. Conhecer o aparelho fonador e entender como é o processo 
da origem do som farão parte do dia a dia do professor de música. É preciso 
conhecer, praticar e cuidar para que possamos ser bons exemplos corais para 
os nossos alunos.

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