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Clínica de grandes animais

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potássio é de 90ml/kg/h. Uma velocidade média gira em torno de 40ml/kg/h, enquanto que as velocidades consideradas baixas ficam em torno de 10 a 20ml/kg/h. Devemos salientar que as velocidades baixas são mais eficientes em corrigir os desequilíbrios, pois restabelecem gradativamente o espaço extracelular e o intracelular. Já o uso de velocidades elevadas de administração não propicia uma adequada correção intracelular.
Os fluidos com potássio devem ser administrados com velocidades máximas de 0,5mEq/kg/h.
Máxima: 90ml/kg/Hr;
Média: 40ml/kg/Hr;
Lenta: 10-20ml/kg/Hr
Técnica:
Fluidos aquecidos;
Cateter;
Solução heparinizada 10UI/ml
Monitorização da fluidoterapia
Durante a fluidoterapia intravenosa é necessário monitorar a quantidade de líquido que está sendo administrado, para se evitar superidratação. Isto pode ser feito avaliando-se:
Peso Vivo diário do paciente: É um método fácil e confiável, principalmente se o animal não está se alimentando.
Produção de urina: Pacientes não oligúricos devem produzir urina quando hidratados.
Pressão Venosa Central;
A fluidoterapia deve cessar quando a causa da desidratação for corrigida, o paciente estiver ingerindo água e alimentos suficientes para mantê-lo hidratado.
A diminuição deve ser gradual.
Algumas regras básicas devam ser observadas para se evitar complicações:
O volume deve ser diminuído gradualmente. Isto é especialmente importante em pacientes com problemas renais em que os rins não conseguem se adaptar as mudanças bruscas no volume circulante.
A administração oral de fluidos deve começar durante a fluidoterapia. A administração de água facilita a transição na fase final da reidratação, além de diminuir as chances de complicações como hipernatremia.
Quando possível usar a via subcutânea na fase final da reidratação. Isto diminui os custos de enfermagem com o cateter.
Sinais de super hidratação
Corrimento nasal seroso;
Tosse;
Taquipnéia;
Ascite;
Estertores úmidos pulmonares;
Efusão pleural.
Sistema Digestivo dos Ruminantes
Introdução
A peculiaridade dos órgãos digestivos dos ruminantes faz necessário um profundo conhecimento de anatomia e fisiologia dos processos de digestão destes animais, bem como do tipo de alimentação adequado à cada espécie.
Partículas maiores geralmente geram proteínas de alta qualidade.
Sua mastigação ocorre em duas etapas.
Possui pré-estômagos: rumem, retículo e omaso. O compartimento rumem-retículo é o responsável pela fermentação dos alimentos verdes (volumoso), tendo capacidade de 200 litros. A fermentação do volumoso ocorre graças a ação de bactérias, protozoários e fungos saprófitas, que além de favorecerem a digestão do verde, são uma importante fonte de proteína para o ruminante.
O sistema digestivo dos ruminantes se divide em:
Vias digestivas anteriores: boca, faringe e esôfago;
Pré-estômagos: retículo, rumem e omaso;
Abomaso (estômago químico);
Intestinos: delgado e grosso (com fígado associado).
Semiologia
Histórico e exame geral
Buscar por informações tradicionais e dados sobre a alimentação do animal: é importante saber o tipo de alimentação que o animal está tendo e se é apropriada para a espécie, para a idade e atividade física. Verificar a composição do alimento (qualidade), quantidade e a forma em que é administrado (freqüência e horário).
Identificar se há alterações de apetite: anorexia, hiporexia, parorexia.
Se há sinais espontâneos de dor, como cólicas, e examinar as mucosas (se estão com hidratação e coloração normais podem apresentar icterícia, cianose).
Localizar anatomicamente o local da disfunção, verificar a gravidade dos sintomas e intensidade do problema. Se forem vários sintomas, identificar a cronologia (ordem em que ocorreram ou ocorrem) dos diferentes sintomas detectados e a freqüência com que aparece cada um deles.
Em caso de vômitos identificar o tipo: têm relação com a ingestão de alimentos – se estão sendo expulsos digeridos, semi-digeridos ou sem serem digeridos. Verificar se o vômito ocorre após a ingestão de alimentos, ou mesmo sem ingestão. Se alguns alimentos causam vômitos e outros não. Em diarréias, verificar a consistência, coloração, odor e freqüência, além de presença de vermes.
Observar sintomas concomitantes, como lesões de mucosa, pele, febre, micção, alteração de linfonodos, cólicas, etc.
Vias digestivas anteriores - Verificar:
Apreensão dos alimentos: em pequenos ruminantes se dá por movimento labial, enquanto nos grandes ruminantes é com a língua.
Mastigação e deglutição: checar se o apetite do animal está normal (normorexia), caprichoso (hiporexia) ou alterado (parorexia - é uma perversão, ou seja, a ingestão de elementos estranhos como terra, parede, fezes; pode ocorrer por lesão no SNC ou processos carenciais - deficiência mineral).
Ingestão de água: a água é muito importante. O ruminante precisa ingerir de 25 a 80 litros de água por dia, variando de acordo com as condições climáticas (dias de sol forte aumentam a necessidade de água) e com o tipo de alimentação que está sendo ingerida (alimentos suculentos diminuem a necessidade de ingestão de água). Algumas alterações de saúde (como insuficiência renal e diarréia, que aumentam a necessidade de ingestão de água) ou características da espécie (vacas leiteiras necessitam de maior ingestão de água) também influem na necessidade diária deste líquido tão precioso. Ao examinar a qualidade da água que está sendo ingerida pelo animal, verificar também a temperatura, pois se estiver muito fria ou quente o animal não irá ingerir a quantidade suficiente, além de causar distúrbios alimentares.
Ruminação: os animais iniciam a ruminação com 2 a 3 semanas de idade. Ela começa entre meia hora a uma hora e meia após a ingestão do alimento. A função da ruminação é quebrar as fibras grossas do alimento em fibras menores, além de regular o pH do suco ruminal (teor de carbonato e fosfato da saliva). A mastigação pode ser superficial (devagar, leve – engole fibras mais grossas, dificultando a ruminação), interrompida (mastiga, pára, mastiga e pára) ou ausente. O normal é o animal ter entre 40 e 70 mastigações em 45 a 60 segundos. As regurgitações são patológicas, causadas por distúrbios da ruminação. Os distúrbios da ruminação podem se originar na região da boca, do esôfago ou dos pró-ventrículos. Podem ocorrer também por doenças graves localizadas fora dos órgãos digestivos. Na análise da ruminação observa-se o início, o número, a duração dos períodos de ruminação, a quantidade, o tempo e o tipo de mastigação. Em 24h o animal deve fazer de 6 a 8 ruminações, tendo uma média total de 7h/dia.
Fermentação ruminal: produz em média 600 litros de gás por dia, que são eliminados pela eructação. Se não eructar (arrotar) causa timpanismo. Eructação é a expulsão reflexa dos gases (produzidos durante os processos fermentativos nos pró-ventrículos) pela boca e pelas narinas. A freqüência depende do tipo da alimentação: verde – 60 a 90 por hora; feno – 15 a 20 por hora.
Salivação: o ruminante produz em média 200 litros de saliva por dia. O aumento da salivação (aumento da secreção de saliva - ptialismo) leva á sialorréia. Aptialismo é a ausência de produção de saliva. Hipossialia é a diminuição da produção de saliva. A atropina pode causar hipossialia.
Exame da cavidade oral: faz-se a inspeção abrindo a boca do animal com as mãos ou com auxílio do “abre-bocas”. Usa-se um espéculo para auxiliar o exame e também avalia-se o odor oral. Observar os músculos mastigatórios, a cavidade oral (língua, dentes, palatos e mucosas), a faringe (presença de tumor, corpo estranho, obstrução – frutas, vegetais) e glândulas salivares (obstrução, fístula, rompimentos).
Esôfago: possui entre 110 a 125cm, sua porção cervical se localiza dorsalmente a traquéia, em seguida segue à esquerda para voltar novamente a ficar dorsal à traquéia. Sua porção torácica também se localiza dorsal à traquéia. Apenas

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