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anti-diabeticos

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periféricos: Biguanidas e Tiazolidinodionas (são euglicemiantes, ou seja, trazem a glicemia para o nível normal – 99mg, nunca abaixo). Biguanida + sulfa pode provocar hipoglicemia.
Anti-hiperglicemiantes: Inibidores da - glicosidase (previne a hiperglicemia, mas não tem ação se a glicose já está alta; é mais usada como coadjuvante, auxilia o tratamento com outros medicamentos).
Sulfoniluréias – reduz o nível de glicemia plasmática de maneira DOSE DEPENDENTE.
Mecanismo de ação: Bloqueio do canal de potássio despolarização e abertura dos canais de cálcio, a entrada de cálcio faz com que a insulina seja liberada. Todo secretagogo provoca esse mecanismo de maneira dose dependente, se aumentar a dose do fármaco mais o canal é fechado e mais insulina é liberada fazendo reduzir o nível de glicemia plasmática de acordo com a quantidade de fármaco administrado. É dependente também da alimentação.
O efeito adverso principal é hipoglicemia.
Primeira geração: Tobultamida (bem absorvido, adm por VO, metabolizada rapidamente no fígado, meia-vida curta de 4-5horas, mais segura para uso em idosos, reações adversas: hipoglicemia/ IH faz com que ocorra acúmulo do fármaco levando a hipoglicemia adicional). Clorpropamida (mais antigo, por isso tem mais efeito adverso; metabolizada no fígado; 20-30% excretados na forma inalterada na urina; meia-vida longa de 32h; dose única pela manha, fica mais tempo no organismo e tem mais chance de causar hipoglicemia caso o paciente não se alimente; contra-indicado em pacientes com IR ou IH; reações adversas: icterícia – acima de 500mg/dia, rubor hiperêmico, hiponatremia dilucional – hipoglicemia).
No início pode começar com um secretagogo, após certo tempo pode ter necessidade de associação de sulfa + agente sensibilizador. Não é interessante combinar sulfas, pois seu efeito é aumentar secreção de insulina, o mecanismo de ação é o mesmo, o ideal é combinar mecanismos de ação diferentes.
Segunda geração: devem ser utilizados com cautela em pacientes com doença cardiovascular ou em pacientes idosos (eliminação renal diminuída em ambos podendo ocorrer acúmulo do fármaco e hipoglicemia). Gliburida ou Glibenclamida (metabolizada no fígado; administrada em dose única pela manha; contra-indicada para pacientes com IH ou IR – devido eliminação; reações adversas: rubor – raramente após consumo de álcool e leve aumento na depuração de água livre).
Meglitinidas:
Repaglinida: modula a liberação de insulina pelas células ao regular o fluxo de potássio através dos canais de potássio. Metabolizada no fígado pela CYP3A4 (se inibir a CYP3A4 aumenta o efeito da Repaglinida causando hipoglicemia e podendo ser fatal). Efeito máximo ocorre dentro de 1h após a ingestão. A duração de ação é de 5-8h. Deve ser tomado imediatamente antes de cada refeição. Pode ser utilizado em associação com Biguanidas (um secretando e o outro provocando melhor ação periférica). Utilizado com cautela em indivíduos com comprometimento hepático ou renal (pois é metabolizado e eliminado por essas vias). OBS.: pacientes diabéticos podem ter IR, então deve-se ficar atento para ajustar posologia ou substituir o medicamento.
Derivado da D-fenilalanina:
Nateglinida: metabolizada no fígado pela CYP2CP e CYP3A4 (deve-se ter cuidado quanto a CYP3A4, pois inibidores ou indutores enzimáticos podem diminuir ou aumentar o efeito do fármaco; se aumenta o metabolismo diminui o efeito do fármaco – fica menos tempo no organismo e a duração de ação diminui podendo desregular os níveis de glicemia; se diminui o metabolismo aumenta o efeito e gera hipoglicemia). Meia-vida de 1,5 h. Ingerida 1h antes da refeição. Pode ser administrada em associação a fármacos orais não secretagogos (metformina). OBS.: sua utilização é segura em indivíduos com acentuada redução da função renal e em idosos.
Biguanidas:
Metformina: reduz concentração de glicose de jejum e pós-prandial em DM1 e 2. Facilita a entrada de glicose quando a insulina está presente. Associada a sulfoniluréias causa efeito hipoglicemiante adicional, o secretagogo aumenta liberação de insulina, mas com o tempo pode diminuir a sensibilidade periférica, a insulina não consegue provocar a entrada de glicose na célula, então entra em cena o agente sensibilizador (metformina) para facilitar a entrada de glicose na célula quando a insulina está presente, então pode ser usada para DM1 e 2. Não tem efeitos diretos nas células na liberação de insulina e não causam hipoglicemia. Pode levar a acidose lática, mas a possibilidade é menor. A FENFORMINA é uma Biguanida, mas foi retirada do mercado devido alta incidência de acidose lática. Mecanismo de ação – é um sensibilizador periférico que as concentrações de glicose sem secreção de insulina (facilita a permeação da glicose para o interior da célula, por facilitar a ação do substrato do receptor de insulina e esse substrato melhora o número de transportadores de glicose na superfície celular). Melhora sensibilidade à insulina que é resultante da da produção hepática de glicose e do estímulo da insulina à utilização da glicose pelos tecidos periféricos (diminui a quebra de glicogênio, pois quando a glicose está alta e não entra na célula o organismo interpreta que precisa de glicose como fonte de energia, então quebra a reserva energética, o glicogênio, aumentando ainda mais os níveis de glicemia). Quando o paciente tem dislipidemia associada a diabetes a metformina é empregada, pois faz o paciente perder peso e reduzir o LDL. Reações adversas – efeitos gastrointestinais (diarreia, náusea, vômitos, cólicas, dor abdominal, flatulências, constipação e anorexia) / efeitos hematológicos (diminuição dos níveis séricos de vitamina B12 em cerca de 9% dos pacientes – se necessário é utilizado um complexo vitamínico, lembrando que deve-se observar o excipiente que pode conter carboidrato prejudicando ação do fármaco nos diabéticos). Acidose Lática – acúmulo de Metformina que pode ocorrer em pacientes com distúrbios renais; o produto da biotransformação da metformina é o ácido lático; ocorre associado à hipóxia tissular ou hipoperfusão; os sintomas são mal estar, mialgias, dificuldade respiratória, sonolência crescente, desconforto abdominal, hipotermia e hipotensão. OBS.: o tratamento deve ser interrompido se houver aumento dos níveis de lactato e creatinina sérica no sangue; a dosagem de creatinina é o diagnóstico mais eficaz para determinar a Acidose Lática. O uso por idosos deve ser com cautela devido redução da função renal e possibilidade de acúmulo; não é recomendado para pacientes acima de 80 anos. O uso em crianças ainda não foi estudado. Informações ao paciente – ingerir o medicamento com alimento para evitar irritação estomacal; evitar ingestão de bebida alcoólica pois aumenta a incidência de acidose lática; notificar surgimento de diarreia, dor muscular intensa, câimbras, alterações respiratórias, cansaço, fraqueza e sonolência acentuada, podem ser característicos de acidose; ao usar o medicamento não interromper o controle dietético (importante para todos os fármacos); nunca tentar compensar a alimentação com o uso do medicamento, ou seja, comer demais e administrar mais insulina.
Tiazolidinodionas:
Pioglitazona: diminui os níveis séricos de triglicerídeos e eleva os níveis de HDL sem alteração pronunciada nos níveis de LDL. É aprovada para uso como monoterapia e em associação com metformina, sulfoniluréias e insulina. Alimentos podem retardar sua absorção, mas a biodisponibilidade total não é alterada (leva mais tempo, mas absorve). OBS.: É um indutor enzimático, por isso não pode ser associado à Repaglinida. Combinar um agente secretador + um sensibilizador as vezes não pode, no caso da Pioglitazona, é um indutor. 
Rosiglitazona: é absorvida rapidamente e apresenta significativa ligação às proteínas plasmáticas. Metabolizada no fígado, produzindo metabólitos com atividade mínima, ou seja, sem significância clínica. Meia-vida de eliminação plasmática é de 2 a 3 horas. É muito pareceida com a Pioglitazona, a diferença é que