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RESUMO - Processo Penal I - 2° Bi

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de decadência e extinção da punibilidade.
A queixa deve, necessariamente, ser feita por advogado e a procuração deve ser com poderes específicos para o caso.
Se a vítima assinar a petição inicial, junto com o advogado, chancelando o texto, admite-se a procuração genérica, para evitar que a vítima se valha da imunidade do advogado para imputar falsamente um crime a terceiro. Se for mentira, haverá denunciação caluniosa.
4. Ação Penal Privada Subsidiária da Pública
É a forma de ação que veio no lugar da Pública. Nesses casos a legitimidade é do MP, porém, devido a sua inércia a vítima pode ingressar com a ação.
Prazo para oferecimento da denúncia após o relatório do Inquérito Policial.
Prazo para indiciado preso: 5 dias
Prazo para indiciado solto: 15 dias
O prazo é impróprio. O prazo de verdade é o prazo prescricional.
No 16º dia, a vítima pode oferecer uma ação penal pública subsidiária, é um controle externo da vítima. Pois é o caso de inércia do MP. Em caso de arquivamento ou diligências, não cabe ação penal privada subsidiária, tão somente na absoluta inércia do MP.
O pedido de novas diligências ou o pedido de arquivamento não enseja ação pública privada subsidiária da pública, pois não houve inércia do promotor.
5. Ação Penal Personalíssima
Legitimidade apenas da vítima. O único caso que existe é o Art. 236, CP: 
Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior:
Pena - detenção, de seis meses a dois anos.
Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento.
Condições da Ação
1. Possibilidade jurídica do pedido
No processo civil, só não se tem possibilidade jurídica do pedido quando a lei vedar.
No processo penal, só se pode ingressar com uma ação penal quando o comportamento, pelo menos na aparência, amoldar-se a um tipo penal. Só se pode agir quando estiver previsto na lei.
Utiliza-se a expressões: Tipicidade aparente e Criminosidade aparente – A lei determina o que pode. Não há pedido.
2. Interesse de agir - Punibilidade concreta.
3. Legitimidade das partes - Restrita
A doutrina mais tradicional importa a terminologia do processo civil (possibilidade jurídica do pedido, interesse de agir e legitimidade da parte), mas tem dificuldades para incorporar o próprio conceito.
4. Justa causa
Afrânio Silva Jardim: justa causa é uma necessidade de verificação de um lastro probatório mínimo que dê suporte ao fato narrado na denúncia ou na queixa. 
03-05-2013 - Condições genéricas da ação
Condições específicas da ação de procedibilidade
Representação
Requisição do Ministro da Justiça
Art. 236, parágrafo único, CP:
Art. 236 - Contrair casamento, induzindo em erro essencial o outro contraente, ou ocultando-lhe impedimento que não seja casamento anterior:
Parágrafo único - A ação penal depende de queixa do contraente enganado e não pode ser intentada senão depois de transitar em julgado a sentença que, por motivo de erro ou impedimento, anule o casamento.
Art. 7º, §2º, CP:
Art. 7º - Ficam sujeitos à lei brasileira, embora cometidos no estrangeiro: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 1984)
§ 2º - Nos casos do inciso II, a aplicação da lei brasileira depende do concurso das seguintes condições: (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
a) entrar o agente no território nacional; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
b) ser o fato punível também no país em que foi praticado; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
c) estar o crime incluído entre aqueles pelos quais a lei brasileira autoriza a extradição; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
d) não ter sido o agente absolvido no estrangeiro ou não ter aí cumprido a pena; (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
e) não ter sido o agente perdoado no estrangeiro ou, por outro motivo, não estar extinta a punibilidade, segundo a lei mais favorável. (Incluído pela Lei nº 7.209, de 1984)
Pressupostos de validade da denúncia ou da queixa
Art. 41.  A denúncia ou queixa conterá a exposição do fato criminoso, com todas as suas circunstâncias, a qualificação do acusado ou esclarecimentos pelos quais se possa identificá-lo, a classificação do crime e, quando necessário, o rol das testemunhas.
A denúncia sem rol de testemunhas não é inepta, o rol de testemunhas não chega a ser um pressuposto de validade. 
Ainda que o promotor erre a tipificação legal, a denúncia continua sendo válida. Se faltar a tipificação jurídica, a denúncia também não é inepta, no máximo o juiz determinará que o promotor o faça.
A qualificação do acusado não é imprescindível, desde que hajam outras informações que permitam identificar o sujeito.
Qualificação do acusado ou esclarecimentos
Exposição do fato criminoso com todas as suas circunstâncias
Quando? (Prescrição) Onde? (Competência) Quem? Fez o que? De que forma? Por quê? Contra quem?
É fundamental ter um balizador temporal (quando).
Se o local onde for cometido o delito for ignorado por completo, primeiro é o endereço do réu que determina a competência e se o réu não possui residência, a competência é a do primeiro juiz que tomar conhecimento.
Tipo objetivo e subjetivo: Fez o que? De que forma? Por quê?
É recomendável que seja usado o verbo do tipo para descrever a conduta, algum sinônimo pode, inclusive, gerar a inépcia da denúncia.
Art. 70.  A competência será, de regra, determinada pelo lugar em que se consumar a infração, ou, no caso de tentativa, pelo lugar em que for praticado o último ato de execução.
§ 1o  Se, iniciada a execução no território nacional, a infração se consumar fora dele, a competência será determinada pelo lugar em que tiver sido praticado, no Brasil, o último ato de execução.
§ 2o  Quando o último ato de execução for praticado fora do território nacional, será competente o juiz do lugar em que o crime, embora parcialmente, tenha produzido ou devia produzir seu resultado.
§ 3o  Quando incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições, ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições, a competência firmar-se-á pela prevenção.
10-05-2013 - Tribunal do Juri
O tribunal do Juri é bifásico:
1ª fase) formação da culpa:
MP oferecendo a denúncia – juiz decide receber a denúncia -> citação – resposta – absolvição sumária.
Caso não seja absolvido: -> Audiência de Instrução e Julgamento (vítima, testemunhas, interrogatório do réu, alegações finais orais) 
-> Após audiências: possibilidade decisórias do juiz:
Pronunciar: é uma decisão de adminissibilidade. O juiz aceitou a acusação e vai a juri.
Impronunciar: é o inverso. Há falta de provas para ir ao juri e também para absorver. Então rejeita-se a denúncia.
Absolver sumariamente: não menor dúvida de que não foi ele ou há excludente de ilicitude. Tem que ter absoluta certeza, ou seja, não há qualquer prova em contrário ou que coloque em dúvida.
Desclassificar: É quando o juiz não submete a juri porque não é um crime doloso contra a vida, tornando o juizo incompetente. O juiz encaminha, então, para o outro juiz competente.
Em caso de PRONÚNCIA, haverá a 2ª fase)
Pronúncia – petição promotor – defesa (nessa fase é possível apresentar novas provas e arrolar as testemunhas – até 5 testemunhas por fato) – Sorteio dos jurados* - Int. – Sessão de Julgamento em Plenário.
* O tribunal do Juri é composto de 25 jurados e um juiz presidente, dos quais serão sorteados 6 para compor o conselho de sentença.
Fase de Preparação
1° Conferência (chama dos 25 jurados. Tem que estar presente no mínimo 15 jurados. Os que faltaram serão multados. Sorteia-se 7 que comporão o conselho de sentença. Cada parte pode recusar até 3 jurados imotivadamente. 3 para desefa e 3 para acusação).
2° Juramento dos Jurados – investidura de poderes.
3° Testemunhas