Gastro   obstrução intestinal
4 pág.

Gastro obstrução intestinal


DisciplinaGastroenterologia1.020 materiais2.029 seguidores
Pré-visualização2 páginas
e quando não é observado ar no cólon, 
caracteriza obstrução completa de delgado. Na obstrução do cólon em alça fechada 
notamos a distensão na periferia, as haustrações colônicas são reduzidas e a 
ausência de ar na ampola retal é característica de obstrução total. 
b. Exame contrastado do cólon: as principais indicações são determinar o local da 
obstrução com precisão com precisão, diagnóstico diferencial com pseudo-obstrução 
e reduzir volvo de sigmoide. 
c. Hemograma, eletrólitos, ureia, creatinina, gasometria e ionograma. 
d. ECG para idosos ou em casos de alteração no pulso. 
e. TC \u2013 Útil, particularmente em pacientes com história prévia de neoplasia, é bastante 
precisa, nas obstruções completas a especificidade e sensibilidade chega a 90%. A TC 
diagnostica ainda com precisão o estrangulamento por vólvulo, porém, geralmente 
em estágios avançados. O RX detecta até 60% dos casos, mas em 30% são 
necessárias a TC. 
f. Exames endoscópicos: todo paciente com suspeita de obstrução colônica deve ser 
submetido a uma proctossigmoidoscopia. A colonoscopia é contraindicada, pois a 
insuflação de ar para realização do procedimento pode levar a perfuração intestinal. 
NA AULA: Ele disse que a retossigmoidoscopia e colono são reservadas a situações 
específicas como o volvo de sigmoide e síndrome de Olgivie 
Tratamento (o tratamento inicial é igual para todas as obstruções): Jejum, aspiração com 
sonda nasogástrica calibrosa, hidratação para corrigir distúrbios eletrolíticos e desidratação, 
ATBterapia (espectro para gram \u2013 e anaeróbios) se houver leucocitose e acidose metabólica, 
Scheila Maria 
2016 
4 
 
cirurgia imediata em casos de sinais de sofrimento e por fim o tratamento específico das 
eventuais complicações. 
Na maioria dos casos o TTT é cirúrgico: insucesso do tratamento clínico ou incruento e 
quando há obstrução completa. Em casos de pacientes instáveis hemodinamicamente e com 
distúrbio hidroeletrolítico deve-se estabiliza-los 12 a 14h antes da operação. 
Hérnia encarcerada é indicação cirúrgica para redução e reparo da hérnia. 
Insussuscepção no adulto é sempre cirúrgica. 
Obstrução intestinal por brida normalmente responde ao TTT clínico, com dieta ZERO, 
sucção nasogástrica e hidratação venosa, e posteriormente realiza-se a divisão cirúrgica das 
adesões. 
Outras condições respondem bem ao TTT clínico como: obstrução no pós operatório, 
doença de crohn, intussuscepção em criança (redução hidrostática com contraste baritado). 
 
Independente da etiologia deve-se sempre determinar a viabilidade da alça, e em caso de 
dúvida, resseca-la (maioria indica isso). Em alguns casos a fim de proteger a anastomose pode 
optar-se por colostomia para fechamento em segundo tempo. 
Obstruções funcionais: 
\uf0b7 Íleo Paralítico \u2013 Bastante comum na prática clínica, quadro bastante semelhante a uma 
obstrução de delgado (porém não há obstrução mecânica), não apresenta borborigmos, 
mas sim diminuição dos sons desde o princípio associada a parada na eliminação de 
gases e fezes, náuseas, vômitos e distensão abdominal. Em caso de dificuldade de 
diferenciar de uma obstrução mecânica, faz estudo contrastado. TTT com jejum, 
drenagem nasogástrica e hidratação venosa, se os sintomas perdurarem mais de 5 dias 
deve-se investigar outras causas. TC é útil. Algumas causas são: pós-lapartomia, 
distúrbios eletrolíticos, fármacos, isquemia intestinal, sepse, processos inflamatórios. 
\uf0b7 Pseudo-Obstrução Intestinal \u2013 Severa dismotilidade do tubo, que simula uma 
obstrução, pode ser primária, relacionada a distúrbios neuromusculares ou secundária, 
relacionada à doença sistêmica (Mixedema, DM, Parkinson e AVE), aguda ou crônica. 
Tem relação com hiperatividade simpática e responde bem a neostigmina e anestesia 
geral. Sintomas variáveis (crônicos se mais de 3 meses) que incluem dor e distensão. 
MANEJO: Suspeita \uf0e0 Exclui obstrução mecânica com exames \uf0e0 Diferenciar se primária 
ou secundária \uf0e0 Realizar avaliação fisiológica \uf0e0 Plano terapêutico (Correção de 
distúrbios, nutrição, suporte psicoterapêutico, suspensão de fármacos agravantes, uso 
racional de fármacos da motilidade e antibióticos) \uf0e0 Tratar supercrescimento 
bacteriano se houver \uf0e0 Casos graves ou refratários = Cirurgia. 
\uf0b7 Pseudo-obstrução colônica Aguda = Síndrome de Oglivie, ocorre uma dilatação 
marcante do cólon, pode estar associada a IAM, sepse. É mais comum em acamados e 
idosos. Se não responder ao TTT clínico (por até 48h) ou apresentar ceco > 12cm pode 
se utilizar neostigmina 2,5mg, IV, dose única. Sem melhora deve ser feita a desobstrução 
(por colonoscopia descompressiva sem preparo), mas com cuidado devido ao enorme 
risco de perfuração. Por fim há a opção terapêutica cirúrgica.