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Aula 08  Lingustica e o Ensino de Lngua Portuguesa  Cont. Met. e Prat. de Ensino da Lngua Portuguesa

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a história das suas. 
Leitor maduro é aquele que, em contato com o texto novo, faz convergir para o 
significado deste o significado de todos os textos que leu. E, conhecedor das 
interpretações que um texto já recebeu, é livre para aceitá-las ou recusá-las, e capaz de 
sobrepor a elas a interpretação que nasce de seu diálogo com o texto.” (p.106) LAJOLO, 
Marisa. Do mundo da leitura para a leitura do mundo. 3. ed. São Paulo: Ática, 1997. 
As diretrizes que norteiam as provas de Língua Portuguesa do SAEB² e da Prova Brasil³ 
estão baseadas na questão da leitura, que requer a competência de apreender o texto 
como construção de conhecimento em diferentes níveis de compreensão, análise e 
interpretação. A proposta requer que o aluno tenha competência no uso da língua, de 
modo que saiba interagir, por meio de textos, em qualquer situação de comunicação. 
SEAB e Prova Brasil - Os testes do SAEB e da Prova Brasil apresentam o texto como a 
unidade significativa que indica, efetivamente, as competências e habilidades linguísticas 
relacionadas às situações cotidianas. 
PCN’S - Entretanto, de acordo com os PCNs, tem-se criticado muito os critérios adotados 
nas escolas com relação ao ensino de língua portuguesa no que concerne às questões de 
leitura e escrita. 
Entretanto, de acordo com os PCNs, tem-se criticado muito os critérios adotados nas 
escolas com relação ao ensino de língua portuguesa no que concerne às questões de leitura 
e escrita. Entre as críticas mais frequentes destacam-se: 
� A desconsideração da realidade e dos interesses dos alunos. 
� A apresentação de uma teoria gramatical inconsistente - uma espécie de gramática 
tradicional mitigada e facilitada. 
� O ensino descontextualizado da metalinguagem, normalmente associado a exercícios 
mecânicos de identificação de fragmentos linguísticos em frases soltas. 
� A excessiva escolarização das atividades de leitura e de produção de texto. 
� O uso do texto como expediente para ensinar valores morais e como pretexto para o 
tratamento de aspectos gramaticais. 
� A excessiva valorização da gramática normativa e a insistência nas regras de exceção, 
com o consequente preconceito contra as formas de oralidade e as variedades não 
padrão. 
Nota-se, assim, que o aprendizado da língua deve nortear a representação do mundo no 
qual cada um de nós está inserido, como também, envolver através de todas as áreas do 
conhecimento as práticas de leitura com objetivo de formar leitores competentes. 
A escola deve apresentar a leitura como foco central, propondo atividades diárias que 
seduzam o aluno e desenvolva gradativamente sujeitos críticos, capazes de investigar, 
articular e descobrir os caminhos do mundo. 
O convívio com práticas sociais de leitura permitirá ao aluno ampliar seu conhecimento 
de mundo através da diversidade de textos que propiciará um universo de referências e 
familiaridade crescente com expressões culturais e científicas cada vez mais complexas. 
Atenção! 
Nota-se, assim, que o aprendizado da língua deve nortear a representação do mundo no 
qual cada um de nós está inserido, como também, envolver através de todas as áreas do 
conhecimento as práticas de leitura com objetivo de formar leitores competentes. 
EXERCÍCIO 
RETRATO 
Eu não tinha este rosto de hoje, 
assim calmo, assim triste, assim magro, 
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo. 
Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração 
que nem se mostra. 
Eu não dei por esta mudança, 
Tão simples, tão certa, tão fácil: 
— Em que espelho ficou perdida a minha face? 
MEIRELES, Cecília. Poesia. Por Darcy Damasceno. Rio de Janeiro: Agir, 1974. p. 19-20. 
O tema do texto é: 
( x ) a consciência súbita sobre o envelhecimento. 
( ) a decepção por encontrar-se já fragilizada. 
( ) a falta de alternativa face ao envelhecimento. 
( ) a recordação de uma época de juventude. 
( ) a revolta diante do espelho. 
Segundo Kleiman (2000), é importante sim desenvolver estratégias de leitura na escola. 
Pois estas são formas de abordar o texto a partir da compreensão que o leitor faz do texto. 
As respostas que o aluno constrói, os resumos, as resenhas, as paráfrases, além de destacar 
e sublinhar palavras ou expressões são formas de desenvolver as habilidade linguísticas. 
Entretanto, Kleiman(2000) afirma que o desenvolvimento de estratégias cognitivas e 
metacognitivas são importantes para o desenvolvimento das competências e habilidades 
em leitura. Tais estratégias destacam-se do seguinte modo: 
Metacognitivas - As metacognitivas seriam o desenvolvimento consciente da leitura, 
através da qual o aluno saberá informar o quanto entendeu ou não o texto ou qual a 
importância da leitura daquele texto para o momento. 
Cognitivas - Já as cognitivas seriam o desenvolvimento inconsciente a partir de uma 
leitura que busca atingir um objetivo do texto, tenta depreender de modo implícito o que 
o texto subentende. As inferências sobre o texto são parte deste processo. 
Nesse sentido, percebe-se que alguns alunos apresentam melhor desempenho em uma 
situação de leitura do que em outra, o que justifica a inclusão de diversos tipos de textos 
nas estratégias de leitura. 
Segundo Kleiman(2000), para formar leitores devemos ter paixão pela leitura. A autora 
apresenta a ideia que o autor francês Bellenger faz sobre a leitura: 
“Em que se baseia a leitura? No desejo. Esta resposta é uma opção. É tanto o resultado 
de uma observação como de uma intuição vivida. Ler é identificar-se com o apaixonado 
ou com o místico. É ser um pouco clandestino, é abolir o mundo exterior, deportar-se 
para uma ficção, abrir o parêntese do imaginário. Ler é muitas vezes trancar-se (no 
sentido próprio e figurado). É manter uma ligação através do tato, do olhar, até mesmo 
do ouvido (as palavras ressoam). As pessoas leem com seus corpos. Ler é também sair 
transformado de uma experiência de vida, um apelo, uma ocasião de amar sem a certeza 
de que se vai amar. Pouco a pouco o desejo desaparece sob o prazer.” (BELLENGER, Lionel. 
Os métodos de leitura. p.17) 
Por isso, o professor deve propiciar este ambiente de paixão, de desejo pela leitura. O 
professor deve ser o mediador de uma leitura que pressupõe a construção de sentido da 
diversidade de gêneros textuais que circulam na sociedade. 
Conforme os PCNs de língua portuguesa (1998): 
“Procurando desenvolver no aluno a capacidade de compreender textos orais e escritos e 
de assumir a palavra, produzindo textos em situações de participação social, o que se 
propõe ao ensinar os diferentes usos da linguagem é o desenvolvimento da capacidade 
construtiva e transformadora. O exercício do diálogo na explicitação, contraposição e 
argumentação de ideias é fundamental na aprendizagem da cooperação e no 
desenvolvimento de atitudes de confiança, de capacidade para interagir e de respeito ao 
outro. A aprendizagem desses aspectos precisa, necessariamente, estar inserida em 
situações reais de intervenção, começando no âmbito da própria escola.” 
PCNs de Língua Portuguesa – Terceiro e Quarto ciclos do Ensino Fundamental. 
 
EXERCÍCIO 
A Ciência é Masculina? 
Attico Chassot 
Editora Unisinos, RS (51) 590-8239. 
104 págs. 
O autor procura mostrar que a ciência não é feminina. Um dos maiores exemplos que se 
pode dar dessa situação é o prêmio Nobel, em que apenas 11 mulheres de ciências foram 
laureadas em 202 anos de premiação. O livro apresenta duas hipóteses, uma histórica e 
outra biológica, para a possível superação do machismo em frase como a de Hipócrates 
(460-400 a.C.) considerado o pai da medicina, que escreveu: “A língua é a última coisa 
que morre em uma mulher”. 
Revista GALILEU, fevereiro de 2004 
A expressão “dessa situação” refere-se ao fato de: 
( x ) a ciência não ser feminina. 
( ) a premiação possuir 202 anos. 
( ) a língua ser a última coisa