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SEQUENCIAMENTO DA PRODUÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO CIENCIA E TECNOLOGIA 
Jhessica Viana de Almeida 
Paulo Hyder 
17 de outubro de 2016 
SEQUENCIAMENTO DA PRODUÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO 
Quixadá 
2016

JHÉSSICA VIANA DE ALMEIDA
SEQUENCIAMENTO DA PRODUÇÃO E CONTROLE DA PRODUÇÃO 
1 INTRODUÇÃO 
O sequenciamento e controle da produção é uma ferramenta importante que atua 
estrategicamente na administração da produção, buscando garantir que a produção seja eficaz 
e atenda a demanda do mercado. 
Programar os recursos tem como objetivo determinar onde e quando uma determinada 
ordem de produção irá ser feita. Isso se traduz na determinação da sequência de produção em 
cada recurso de forma que os operadores possam saber a exatamente o que se deve fazer e 
qual é o reação alternativa se acontecer algum problema na produção. 
Normalmente a programação deve tentar entregar o produto devidamente acabado na 
data estabelecida pelo Plano Mestre de Produção (PMP), com objetivo de garantir os prazos 
estabelecidos pela equipe de vendas. Para que isso seja possível, é necessário que, já no plano 
mestre da produção, as capacidades de cada recurso, seja ele máquina, ferramenta, 
funcionário ou matéria-prima, tenham sido observadas, do contrário, a programação não terá 
datas corretas o suficiente para tentar atender os prazos, formando um grande número de 
atrasos e gargalos na produção. Outra função importante da programação é tentar se antecipar 
a problemas e contornar eventuais desvios que possam ocorrer, por exemplo, no caso da 
quebra de uma máquina, o programador terá que tomar uma ação imediata de procurar 
máquinas alternativas. 
O Plano Mestre de Produção (PMP) ou Programa Mestre de Produção ( Master 
Production Schedule - MPS) é um documento que mostra quais itens serão produzidos e em 
que quantidades, durante um período de tempo. O PMP guiará as ações de produtivas em um 
horizonte de tempo de normalmente 6 a 12 meses com base semanal, considerando os pedidos 
existentes. 
2 DESENVOLVIMENTO 
2.1 REGRAS DE SEQUENCIAMENTO 
 Para organizar o processamento de pedidos pode-se usar regras de sequenciamento 
GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO !1
JHÉSSICA VIANA DE ALMEIDA
que estabelecem um meio lógico de saber qual lote terá prioridade na fila de processamento 
em um recurso. Tais condicionantes são respeitadas com a intenção de atingir objetivos, como 
cumprimento de prazo dos clientes, redução de custos de produção entre outros. Assim, 
existem várias regras de sequenciamento, como (Tubino, 1997): 
PEPS – Primeira que Entra Primeira que Sai: os lotes são processados de acordo com 
sua chegada no recurso; 
MTP – Menor Tempo de Processamento: os lotes serão processados de acordo com os 
menores tempos de processamento no recurso; 
MDE – Menor Data de Entrega: os lotes serão processados de acordo com as menores 
datas de entrega; 
IPI – Índice de Prioridade: os lotes serão processados de acordo com o valor da 
prioridade atribuída ao cliente ou ao produto; 
ICR – Índice Crítico: os lotes serão processados de acordo com o menor valor do 
resultado de: 
(data de entrega) - (data atual) 
(tempo de processamento) 
IFO - Índice de Folga: os lotes serão processados de acordo com o menor valor do 
resultado de: 
(menor valor de data de entrega) - (somatório dos tempos de processamento) 
(número de operações restantes) 
IFA – Índice de Falta: os lotes serão processados de acordo com o menor valor do 
resultado de: 
(quantidade em estoque) 
(taxa de demanda) 
 No caso em que se trabalha com itens que tem um prazo de validade baixo, pode-se 
trabalhar com o PEPS que acaba reduzindo o tempo em espera de produtos perecíveis. É um 
método mais simples porém pouco eficiente em alguns casos. É muito empregada quando o 
cliente está presente. Pode fazer com que lotes com tempo grande retardem toda a seqüência 
de produção, gerando tempo ocioso nos processos à frente, fazendo com que o tempo de 
espera médio seja elevado (2,4 h). 
GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO !2
JHÉSSICA VIANA DE ALMEIDA
 Nos casos em que o PEPS não é necessário, usa-se outras regras, como o MTP, que 
visa aumentar o número de lotes a ser produzido, uma vez que prioriza lotes com menor 
tempo de processamento. O MTP obtém um índice de lead time médio baixo, reduzindo os 
estoques em processo, agilizando o carregamento das máquinas à frente e melhorando o nível 
de atendimento ao cliente. Como ponto negativo, a regra MTP faz com que as ordens com 
tempos de processamento longos sejam sempre preteridas, principalmente se for grande a 
dinâmica de chegada de novas ordens com tempos menores. Uma solução para este problema 
seria associarmos ume regra complementar que possibilitasse à uma ordem que fosse 
preterida um determinado número de vezes, ou após um determinado tempo, avançar para o 
topo da lista. 
 Pode-se ainda combinar duas ou mais regras. Clientes melhores deverão ter seus 
produtos com mais urgência, para isso aplica-se o IPI que juntamente com o MDE pode 
resultar num melhor cumprimento dos prazos de entrega para atingir uma maior satisfação do 
cliente. O uso do IPI é mais conveniente apenas como critério de desempate para outra regra. 
 Enfim, são inúmeras as possibilidades de condutas adotadas para se estabelecer a 
ordenação no sequenciamento de ordens. A escolha de qual é a regra mais apropriada para o 
sequenciamento da produção depende dos objetivos da fábrica. 
2.2 SEQUENCIAMENTO DE SISTEMAS DE CAPACIDADE FINITA (FCS) 
2.2.1 Sequenciamento Baseado em Trabalho – Job-Based; 
O Sequenciamento Baseado em Trabalho é um método simples que programa as 
operações dos trabalhos de acordo com regras de sequenciamento. O algoritmo deste método 
escolhe o trabalho (job) com a maior prioridade e sequencia todas suas operações nos 
recursos, ao finalizar este processo o algoritmo seleciona o próximo trabalho mais prioritário 
e repete o procedimento até que todos estejam sequenciados. 
Os programas que usam este método oferecem vários critérios para estabelecer 
prioridades, como data de entrega, data de chegada, tempo de processamento total do 
trabalho, entre outros. O usuário pode escolher um ou uma combinação destes critérios para 
sequenciar os trabalhos nos recursos. Além disso, ele pode interferir nestas regras e definir 
alterações nas prioridades dos trabalhos 
2.2.2 Sequenciamento baseado em eventos (Event-Based) 
GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO !3
JHÉSSICA VIANA DE ALMEIDA
Os programas que fazem o sequenciamento baseado em eventos usam simulação. Isto 
permite um grande nível de detalhamento sem, contudo, exigir um longo tempo de 
processamento. A lógica é simular a produção, alocando as operações de cada pedido de 
acordo com que as máquinas são liberadas de outras operações. A figura 1 ilustra um 
fluxograma representando um exemplo de método de sequenciamento baseado em eventos. 
 
Figura 1. Fluxograma ilustrando um exemplo de método de sequenciamento baseado em eventos 
REFERENCIAS 
FERNANDES, Rafael Otávio P., 2006, Estudo de Seqüenciamento da Produção 
em uma Indústria de Meias [Juiz de Fora] Monografia - Universidade Federal de 
Juiz de Fora, Coordenação de Curso de Engenharia de Produção. 
TUBINO, Dalvio, F., 1997, Manual de Planejamento e Controle da Produção. 1ª ed. 
São Paulo, Editora Atlas
GERENCIAMENTO DA PRODUÇÃO !4

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