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Guia de Bolso de Procedimentos de Enfermagem

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FUNDAMENTOS BÁSICOS 
EM ENFERMAGEM 
 
 
Normas e Procedimentos 
 
Guia de Bolso 
 
 
Sebenta das aulas práticas da disciplina de 
Fundamentos Básicos em Enfermagem I e II 
 
 
 
 
 
Escola Superior de Saúde 
Faculdade de Ciências da Saúde 
Universidade Fernando Pessoa 
2006 
 
Nota inicial: 
 
Este Guia de Bolso não é (nem nunca será) um “produto” acabado. Nele 
estão incluídas muitas das Normas e Procedimentos que são 
leccionadas nas disciplinas de Fundamentos Básicos em Enfermagem I 
e II, na Universidade Fernando Pessoa. Contudo, outras irão sendo 
incluídas oportunamente. Além disso, a evolução do conhecimento faz 
com que, muitas vezes, seja necessário proceder a alterações em 
diferentes passos das Normas; e também essas alterações serão feitas, 
conforme as oportunidades. 
Note que as Normas e Procedimentos não surgem neste Guia por 
nenhuma ordem sequencial pré-estabelecida. Assim, deverá procurar no 
Índice a página em que cada Norma pode ser consultada. 
 
Considere então este Guia não como um Livro com Introdução e 
Conclusão, mas como uma Sebenta que irá sendo construída ao longo 
do tempo, em função das circunstâncias. 
 
3 
ÍNDICE 
 
ÍNDICE 3 
MOBILIZAÇÕES 6 
AVALIAÇÃO DA TEMPERATURA 10 
AVALIAÇÃO DO PULSO 15 
AVALIAÇÃO DA TENSÃO ARTERIAL 18 
AVALIAÇÃO DA RESPIRAÇÃO 22 
AVALIAÇÃO DA DOR 25 
ASPIRAÇÃO DE SECREÇÕES 29 
OXIGENOTERAPIA 36 
NEBULIZAÇÃO 39 
ENTUBAÇÃO NASOGÁSTRICA 42 
ALIMENTAÇÃO ENTÉRICA 47 
ALGALIAÇÃO (INSERÇÃO DE CATÉTER VESICAL) 53 
COLOCAÇÃO DA APARADEIRA OU URINOL 61 
COLOCAÇÃO DE SONDA DE GASES 64 
ENEMA DE LIMPEZA (CLISTER OU ENTEROCLISTER) 67 
BALANÇO HÍDRICO 75 
CATETERISMO VENOSO PERIFÉRICO 80 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA 86 
 
4 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA, VIA ENTÉRICA, 
VIA ORAL 88 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA, VIA ENTÉRICA, 
VIA RECTAL 92 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA, VIAS 
PARENTÉRICAS 95 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA, VIA 
PARENTÉRICA, VIA INTRADÉRMICA 97 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA, VIA 
PARENTÉRICA, VIA SUBCUTÂNEA 101 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA, VIA 
PARENTÉRICA, VIA INTRAMUSCULAR 105 
ADMINISTRAÇÃO DE TERAPÊUTICA, VIA 
PARENTÉRICA, VIA ENDOVENOSA 109 
ADMINISTRAÇÃO DE SOLUÇÕES DE GRANDE VOLUME 113 
COLHEITA DE URINA 116 
NORMA DE EXECUÇÃO DE PENSOS 120 
LIGADURAS 127 
CÁLCULO DE MEDICAÇÃO 142 
NORMA DE ADMISSÃO DE UM DOENTE 148 
NORMA DE AVALIAÇÃO INICIAL DE ENFERMAGEM 151 
NORMA DE BANHO NO LEITO 154 
NORMA DE HIGIENE ORAL NO DOENTE INCONSCIENTE 166 
 
5 
NORMA DE REALIZAÇÃO DE CAMA OCUPADA 169 
NORMA DE POSICIONAMENTOS 176 
NORMA DO PRIMEIRO LEVANTE 183 
NORMA DE COLHEITA DE FEZES 187 
NORMA DE COLHEITA DE AMOSTRAS POR 
ZARAGATOA 190 
NORMA DE LAVAGEM DAS MÃOS 192 
NORMA DE CALÇAR LUVAS ESTERILIZADAS 197 
NORMA DE UTILIZAÇÃO DE BATA ESTERILIZADA 199 
 
 
 
6 
MOBILIZAÇÕES 
 
DEFINIÇÃO 
É um conjunto de acções que visam manter/aumentar a força muscular, 
a resistência e tolerância ao esforço e a amplitude articular, aumentar a 
amplitude respiratória, diminuir a tensão psíquica e muscular, incentivar o 
auto-cuidado e prevenir complicações. 
 
OBJECTIVOS 
• Manter/aumentar a força muscular; 
• Manter/aumentar a resistência/tolerância ao esforço; 
• Manter/aumentar a amplitude muscular; 
• Aumentar a amplitude respiratória; 
• Diminuir a tensão psíquica e muscular; 
• Incentivar o auto cuidado; 
• Prevenir complicações. 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
• Esta é uma técnica executada pelo enfermeiro, pelo enfermeiro 
especialista em Reabilitação ou pelo doente/família após 
ensino. 
• A mobilidade é fundamental no equilíbrio (fisiológico e químico) 
do organismo, sendo que a imobilidade provoca alterações 
nesse equilíbrio. 
• Há três tipos de mobilizações: 
o Mobilizações activas – são todos os movimentos 
realizados pelo doente, sem ajuda. 
o Mobilizações activas assistidas – são todos movimentos 
realizados pelo doente, mas com ajuda. 
o Mobilizações passivas – são todos os movimentos 
realizados ao doente, sem que ele participe. 
 
7 
• São algumas manifestações provocadas pela imobilidade: 
sensibilidade alterada, actividade motora diminuída, labilidade 
do SNC autónomo, diminuição da força muscular, atrofia 
muscular, osteoporose, anquilose das articulações, úlceras de 
decúbito, etc. 
• Ao satisfazer as suas necessidades humanas básicas (higiene 
pessoal, vestir, despir, alimentação e locomoção) ou ao 
colaborar nelas, o doente, ao mesmo tempo que progride na 
sua autonomia, mobiliza as articulações e massas musculares. 
• A locomoção a pé (marcha) tem como benefícios: 
o Combater a osteoporose (através da carga óssea); 
o Treinar o equilíbrio; 
o Fortalecer os músculos da bacia e membros inferiores. 
• Para o treino da marcha, pode recorrer-se a meios auxiliares 
de marcha, como p andarilho, canadianas ou bengala. 
• As mobilizações estão indicadas em doentes que apresentem 
enfraquecimento muscular, na prevenção e tratamento de 
posições viciosas. 
• As mobilizações estão contra-indicadas em doentes com 
taquicardia, osteoporose muito avançada (risco fractura). Em 
situações de fracturas de membros ou da coluna e na patologia 
articular aguda. 
• Os exercícios podem ser efectuados com o doente deitado, 
sentado ou de pé. O doente deve usar roupas largas, 
confortáveis, de modo a facilitar a execução das mobilizações. 
• Para os exercícios na posição de sentado utilizar banco ou 
cadeira (o sofá diminui a liberdade de movimentos). 
 
MATERIAL 
• Não existe equipamento específico para as mobilizações. 
• Meios auxiliares de marcha, se necessário. 
 
8 
 
INTERVENÇÕES ENFERMAGEM 
Movimentos do pescoço Justificação 
1. Flexão lateral. 
2. Rotação. 
3. Flexão anterior /dorsiflexão. 
Proporciona relaxamento e 
conforto. 
Descontrai a cintura escápulo-
umeral. 
Mobilizar a coluna cervical. 
Movimentos do tronco Justificação 
1. Flexão lateral. 
2. Rotação. 
3. Flexão anterior/dorsiflexão. 
Mobilizar os músculos do 
tronco. 
Mobilizar a coluna a nível 
dorso-lombar 
Movimentos dos membros 
superiores 
Justificação 
1. Elevação pela flexão. 
2. Elevação pela abdução. 
3. Rotação do ombro. 
Fortalecer os músculos do 
ombro e peitorais. 
Mobilizar a articulação 
escapulo-umeral. 
Movimentos do cotovelo Justificação 
1. Extensão/flexão. Mobilizar os músculos e a 
articulação do cotovelo. 
Movimentos do antebraço Justificação 
1. Pronação/supinação. Mobilizar o antebraço. 
Movimentos do punho Justificação 
1. Flexão/dorsiflexão. Mobilizar o punho. 
Movimentos da mão Justificação 
1. Flexão/extensão. Mobilizar a mão. 
Movimentos dos membros 
inferiores 
Justificação 
 
9 
1. Flexão/extensão/ 
hiperextensão. 
2. Rotação interna/externa. 
3. Abdução/adução. 
Mobilizar os músculos da anca 
e coxa, vem como a articulação 
coxo-femural. 
Movimentos do joelho Justificação 
1. Flexão/extensão. Mobilizar o joelho. 
Movimentos da articulação 
tíbio-tarsica 
Justificação 
1. Inversão/eversão. 
2. Flexão/dorsiflexão. 
Mobilizar a articulação tíbio-
tarsica. 
Executar os dois movimentos 
em simultâneo. 
Movimentos da bacia Justificação 
1. Báscula anterior. 
2. Báscula posterior. 
Mobilizar a coluna lombo-
sagrada. 
Obrigar a contracção músculos 
perineais e nadegueiros. 
 
 
REGISTOS 
• Procedimento (data e hora). 
• Programa de mobilizações. 
• Ensino. 
• Reacções do doente. 
• Avaliação da colaboração do doente. 
• Complicações 
 
NOTAS: 
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10 
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