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Guia de Bolso de Procedimentos de Enfermagem

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entrados – total de líquidos administrados 
por via oral, gástrica ou alimentação entérica e soluções 
parentéricas. 
� Registar os líquidos saídos - total de urina(incluindo 
incontinência urinaria), diarreia, vómitos, aspiração, drenagem 
de feridas e outras drenagens. 
� Fornecer uma correcta e completa avaliação do estado 
hídrico, electrolítico e acido-base. 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
� Não há contra indicações para a medição das entradas e 
saídas. 
� Pode ser uma prescrição médica ou uma intervenção 
independente da Enfermagem. 
� Deverá ser iniciada em qualquer doente que corra o risco de 
entrar em desequilíbrio hidroelectrolítico ou ácido-base. 
� Todos os elementos da equipa devem estar informados 
sempre que um doente está com balanço hídrico e devem 
comunicar com rigor tudo quanto foi administrado e eliminado. 
� Explicar ao doente 
• O objectivo do balanço; 
• Que o rigor na medição é essencial tanto para a 
Enfermagem como para o Médico, no planeamento 
dos cuidados; 
• A importância de não despejar, total ou 
parcialmente, o conteúdo dos recipientes, sem que 
as quantidades sejam registadas; 
• A importância de guardar o que foi eliminado antes 
de ser registado; 
• Como proceder para medir e registar as entradas e 
saídas, tendo em vista o auto-cuidado. 
 
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� Verificar os diagnósticos, Médico e de Enfermagem e o 
objectivo do balanço. 
� Prestar atenção às prescrições relativamente às medições e 
registos. 
 
MATERIAL 
• Folhas de registo de balanço hídrico 
• Canetas 
• Recipientes de medida com tamanhos variados 
• Dispositivos para colheita de eliminados 
• Luvas irrecuperáveis 
 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM 
 
Medição e Registo das Entradas 
Intervenções Justificação 
→ Identificar o doente; 
→ Proceder à lavagem higiénica 
das mãos; 
→ Antes de retirar o tabuleiro da 
refeição, verificar se, de facto, 
o doente está sob controle de 
balanço hídrico. Usar as 
equivalências do impresso e 
medir e registar com precisão 
as quantidades de líquido 
ingerido incluindo a hora, tipo e 
quantidade de cada líquido 
consumido; 
→ Registar as porções de todos 
os líquidos e alimentos 
→ Evitar erros; 
→ Prevenir infecções cruzadas; 
 
→ Manter o rigor da medição e 
seu registo, sem omissões ou 
duplicações; 
 
 
 
 
 
 
 
→ Ajudar a garantir o rigor na 
ingestão de quilo calorias total; 
 
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ingeridos à refeição, de acordo 
com as normas da instituição, 
se o doente está com controle 
de calorias; 
→ Medir e registar, em intervalos 
regulares, a hora, tipos e 
quantidades de todos os 
líquidos ingeridos durante o 
turno (água, alimentos 
ingeridos, nutrientes pela 
sonda, líquidos endovenosos, 
líquidos utilizados na diluição 
dos medicamentos; 
→ No fim de cada turno e de cada 
24 horas, fazer o total 
numérico para todos os 
líquidos entrados, seguindo as 
orientações da instituição ou 
serviço; 
 
 
 
 
→ Quanto mais frequentemente 
forem registadas as entradas, 
menores as possibilidades de 
omissões; 
 
 
 
 
 
→ A avaliação do estado hídrico é 
feita comparando os totais de 
cada tipo de líquido entrado em 
24 horas, bem como o total de 
líquidos administrados; 
 
Medição e Registo das Saídas 
Intervenções Justificação 
→ Identificar o doente; 
→ Proceder à lavagem 
higiénica das mãos; 
→ Calçar luvas descartáveis; 
 
→ Medir, usando um recipiente 
de medida de tamanho 
apropriado os líquidos 
eliminados. Utilizar um saco 
→ Evitar erros; 
→ Prevenir infecções cruzadas; 
 
→ Prevenir infecção 
nosocomial; 
→ Manter o rigor da medição e 
seu registo; 
 
 
 
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colector com uma câmara 
de medição quando for 
necessário fazer medição 
de hora a hora; 
→ Tratar os líquidos 
eliminados de acordo com 
as normas da instituição 
→ Limpar e desinfectar os 
recipientes de medida; 
 
→ Fazer o cálculo da 
quantidade, se o produto 
eliminado provém de feridas 
que drenam, incontinência 
urinária (por exemplo, 
número de fraldas 
molhadas, quantidade de 
roupa molhada, número e 
tamanho de pensos 
molhados). Se for 
necessário grande rigor, 
comparar o peso do 
material molhado com o do 
material limpo; 
→ Registar a hora, a 
quantidade e o tipo de 
produto eliminado. Nos 
casos em que a quantidade 
é calculada, acrescentar a 
palavra “aproximadamente” 
junto à mesma; 
 
 
 
 
→ Ajudar a prevenir infecções 
cruzadas; 
 
→ Reduzir os riscos de mau 
cheiro e contaminação do 
ambiente; 
→ A pesagem está, geralmente, 
indicada quando o equilíbrio 
hídrico é crucial; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ O registo rigoroso ajuda a 
assegurar o rigor total de 
saídas; 
 
 
 
 
 
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→ No fim de cada turno e de 
cada 24 horas, fazer o total 
numérico para todos os 
líquidos saídos, seguindo as 
orientações da instituição 
ou serviço; 
→ A avaliação do estado hídrico 
é feita comparando os totais 
de cada tipo de líquido saído 
em 24 horas, bem como o 
total de líquidos saídos; 
 
NOTAS: 
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______________________________________________________ 
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______________________________________________________ 
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CATETERISMO VENOSO PERIFÉRICO 
 
DEFINIÇÃO 
É um conjunto de acções que visam a administração de fluídos de forma 
intermitente ou contínua, a administração de terapêutica, a colheita de 
amostras de sangue e a prevenção de infecções. 
Consiste na introdução de um cateter num vaso sanguíneo venoso 
periférico. 
 
OBJECTIVOS 
• Administrar fluídos de forma intermitente ou contínua; 
• Administrar terapêutica; 
• Permitir colheita de sangue; 
 
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• Prevenir infecções. 
 
INFORMAÇÕES GERAIS 
• Confirme a finalidade do cateterismo. 
• Escolha o material e iluminação adequados. 
• Respeite a privacidade do doente. 
• Cateterize o mais distal possível, para preservar o vaso. 
• Evite as zonas de flexão. 
• Verifique a localização, profundidade, espessura e distensão 
do vaso através da observação e palpação. 
• Cateterize se possível, vasos no membro não dominante do 
doente. 
• No doente com insuficiência renal crónica, não cateterize o 
membro do acesso vascular(fístula artério-venosa). 
• No doente com insuficiência renal aguda, evite cateterizar o 
membro superior esquerdo porque este pode vir a ser 
utilizado para efectuar a fístula artério-venosa. 
• Nas doentes mastectomizadas, com remoção de gânglios 
axilares, não cateterizar o membro superior do lado da 
mastectomia. 
• Substitua os cateteres e locais cateterizados de 4 em 4 dias, 
para prevenir infecção e lesão do vaso. 
• Evite administrar substâncias quimicamente irritantes através 
dos cateteres periféricos. 
• Verifique sempre a permeabilidade do cateter antes de 
administrar terapêutica. 
• Não force a entrada de qualquer solução. 
• Se a situação clínica e/ou os sinais vitais se alterarem, 
suspenda a administração da terapêutica e chame o médico. 
 
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• Retire o cateter se surgirem sinais de flebite e/ou infecção, 
seleccione novo vaso mais proximal e substitua todo o circuito 
venoso. 
• O penso do local de inserção do cateter venoso periférico, 
deve ser sempre efectuado de 48/48h e/ou SOS (ver técnica 
de penso). 
• Se a administração de fluídos for contínua, substitua o 
circuito, com técnica asséptica, de 48/48h e SOS e de 24/24h 
em doentes imunodeprimidos. 
• Utilize prolongadores venosos únicos, apenas com o 
comprimento necessário e suficiente,

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