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Guia de Bolso de Procedimentos de Enfermagem

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• Os microorganismos que, com maior frequência são 
responsáveis pela infecção urinária são: 
o Echerichia coli 
o Klebsiella 
o Proteus 
o Enterococcus 
o Pseudomonas 
o Enterobactéria 
o Serratia 
o Cândida 
• A probabilidade de infecção aumenta com o tempo de 
cateterização, devendo a algália ser retirada o mais 
precocemente possível. 
• Utilização de técnica asséptica com uso de máscara cirúrgica. 
• A incontinência urinária não é uma indicação para a 
algaliação. 
• A lavagem higiénica das mãos, antes e após o manuseamento 
do sistema de drenagem é uma das medidas mais 
importantes na prevenção da infecção. 
• O sistema de drenagem urinária deve manter-se sempre 
fechado de forma a diminuir o risco de infecção. 
• Observação da drenagem livre da urina para o saco colector 
graduado e proceder a nova algaliação em caso de obstrução 
da algália. 
• Em situações de desconexão acidental ou rotura do sistema, 
deve proceder-se à sua substituição utilizando técnica 
asséptica após a desinfecção com álcool a 70o da junção da 
algália com o sistema. 
 
55 
• A utilização de um colector graduado de urina com filtro anti 
bacteriano e válvula anti-refluxo diminui o risco de infecção. 
• A higiene dos órgãos genitais deve ser efectuada com água e 
sabão ou cloreto de sódio a 0,9%, seguida de secagem. 
• Evitar a manipulação desnecessária da algália durante a 
limpeza perineal, uma vez que a infecção urinária resulta da 
entrada de bactérias entre o cateter e a parede da uretra. 
• A selecção do tipo de algália depende do objectivo da 
algaliação: 
 
Algália 
Objectivo Folley 
Látex 
Folley 
Silicone 
Duplo e 
triplo 
lúmem 
Bequille 
 Esvaziamento por 
retenção urinária 
X X 
 Avaliação do 
volume residual 
X X 
 Controlo do débito 
urinário 
X X 
 Prevenção da 
reestenose 
X X 
 Exames auxiliares 
de diagnóstico 
X 
 Irrigação X 
 Algaliação difícil X 
 
• O calibre da algália depende das características do doente e 
do objectivo da algaliação. 
 
 
56 
CALIBRES ACONSELHADOS 
� Criança – CH 6, 8 ou 10; 
� Adolescentes – CH 10,12,14; 
� Mulheres – CH 14,16,18; 
� Homens – CH 18,20,22. 
• Deve usar-se o calibre menor, no sentido de permitir uma 
drenagem adequada, minimizando o risco de traumatismo da 
uretra. 
• A substituição das algálias depende da constituição das 
mesmas e das características do doente: 
 
Constituição da algália 
Periodicidade de 
substituição 
� Látex 
� Com revestimento de 
silicone 
� Silicone 
� - 10 em 10 dias 
� - 30 em 30 dias 
 
� - 3 em 3 meses 
 
• O esvaziamento da bexiga deve ser realizado gradualmente, 
alternando a drenagem de 100 a 300 ml com a clampagem, 
até ao máximo se 500 a 800 ml/hora, no sentido de prevenir o 
traumatismo da bexiga (hematúria) e reacção vagal. 
• Manter uma fixação correcta do sistema de forma a permitir o 
fluir livre da urina, evitar traumatismos e diminuir o aporte de 
bactérias. Evitar angulações no sistema de drenagem, e 
colocar o saco colector de urina abaixo do nível da bexiga em 
suporte adequado, de forma a não estar em contacto com o 
pavimento. 
• Ensino ao doente algaliado em relação à necessidade de 
manter o saco colector sempre abaixo do nível da bexiga, 
 
57 
aquando deambulação, evitando clampagem ou tracção do 
sistema e contacto com o pavimento. 
 
MATERIAL 
Carro de higiene ou tabuleiro com: 
• Toalhete impregnado de sabão; 
• Toalha; 
• Resguardo; 
• Luvas não esterilizadas de uso único; 
• Luvas esterilizadas (2 pares); 
• Máscara cirúrgica; 
• Cuvete esterilizado 
• Seringa 
• Cloreto de Sódio a 0,9% (SF) 
• Compressas esterilizadas 
• Cateter vesical (algália) (2) 
• Adesivo hipoalérgico 
• Lubrificante (Lidocaína gel) 
• Saco colector ou saco graduado 
• Gancho 
 
 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM 
Intervenções Justificação 
→ Identificar o doente 
→ Proceder à lavagem 
higiénica das mãos; 
→ Preparar todo o material 
necessário e transportá-lo 
para junto do doente; 
→ Explicar ao doente o 
→ Evitar erros 
→ Prevenir infecção cruzada; 
 
→ Economizar tempo; 
 
 
→ Obter a sua colaboração; 
 
58 
procedimento; 
→ Isolar o doente; 
→ Expor unicamente a região 
perineal; 
→ Colocar o doente em 
decúbito dorsal com 
membros inferiores 
flectidos (se possível); 
→ Colocar luvas de vinil (uso 
único); 
→ Proceder à lavagem dos 
genitais, com água e sabão 
ou cloreto de sódio a 0,9%: 
No homem: retrair o 
prepúcio, expor a 
glande e lavar o meato, 
a glande, o sulco balano 
prepucial, utilizando 
uma compressa de 
cada vez. 
Na mulher: lavar no 
sentido descendente na 
direcção do ânus: 
primeiro os grandes 
lábios, os pequenos 
lábios e por fim o meato 
urinário, utilizando uma 
compressa de cada vez. 
→ Secar. 
→ Descalçar as luvas; 
→ Colocar máscara cirúrgica 
 
→ Respeitar a privacidade; 
→ Respeitar a privacidade e 
diminuir o desconforto; 
→ Facilitar a visualização dos 
órgãos genitais, facilitar a 
higiene; 
 
→ Prevenir a infecção 
nosocomial; 
→ Prevenir complicações e 
proporcionar conforto; 
→ Prevenir infecção cruzada; 
→ Técnica asséptica 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
59 
→ Calçar luvas esterilizadas 
→ Destacar a extremidade do 
invólucro e aplicar o 
lubrificante hidrossolúvel 
na extremidade da algália 
→ A introdução da algália 
implica previamente: 
No homem: segurar no 
pénis elevando-o a uma 
posição vertical para 
desfazer o ângulo 
peniano-escrotal ao 
sentir resistência na 
progressão da algália 
Na mulher: afastar os 
grandes lábios 
→ Introduzir o cateter vesical 
de forma suave e com 
movimentos rotativos. 
→ Adaptar o cateter vesical 
ao saco colector de urina. 
→ Aquando da saída de urina 
introduzir a algália mais 1 a 
2 cm. 
→ Introduzir a quantidade de 
água destilada ou SF no 
cateter, no balão da 
algália. 
 
→ Puxar suavemente a 
algália, até esta se fixar. 
 
→ Prevenir complicações 
(traumatismo) e 
proporcionar conforto 
(facilita a progressão do 
cateter); 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Prevenir a contaminação do 
ambiente; 
→ Assegurar a permanência da 
algália na bexiga 
 
→ Fixar internamente a algália 
→ Prevenir a contaminação do 
ambiente 
→ Prevenir a desalgaliação 
acidental 
 
 
 
60 
→ Retirar luvas 
→ Fixar o sistema de 
drenagem na posição 
correcta 
No homem: na região 
supra púbica 
desfazendo o ângulo 
peniano-escrotal e na 
face anterior da coxa. 
Na mulher: na face 
interna da coxa. 
→ Reposicionar o doente de 
acordo com a sua situação 
clínica e preferência; 
→ Recolher e dar destino 
adequado ao material e 
equipamento; 
→ Proceder à lavagem 
higiénica das mãos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
→ Promover o conforto do 
doente 
 
→ Prevenir a contaminação do 
ambiente 
 
→ Prevenir infecção cruzada. 
 
 
 
 
REGISTOS 
• Procedimento (data/hora); 
• Características da urina; 
• Reacções do doente; 
• Integridade cutânea; 
• Existência de exsudados e suas características; 
• Sinais vitais. 
 
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NOTAS: 
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COLOCAÇÃO DA APARADEIRA OU URINOL 
 
DEFINIÇÃO 
Colocação de dispositivo externo, que permite ao doente satisfazer

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