PORTFÓLIO licenciaturas   MANUAL MODULO B FASE 2
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PORTFÓLIO licenciaturas MANUAL MODULO B FASE 2

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PORTFÓLIO - LICENCIATURAS 
MÓDULO B \u2013 FASE II 
ANO 1 \u2013 TECNOLOGIA E INOVAÇÃO 
 
MÓDULO B 
FASE II 
Tema: Tecnologia a serviço da inclusão 
Texto (leitura e escrita): notícia 
Prática: blog 
 
 
OBJETIVOS 
- Refletir sobre a importância da relação entre tecnologia e educação 
inclusiva; 
- Escrever a estratégia proposta no formato de notícia, observando as 
especificidades desse gênero textual; 
- Perceber a possibilidade do uso do blog para a troca e divulgação 
de informações. 
 
 
 
 
 
Leia a notícia disponibilizada no site Porvir.org em 28 de junho de 2013 e reflita sobre a 
importância da tecnologia a serviço da educação inclusiva. 
Disponível em: http://porvir.org/jovens-desenvolvem-tecnologias-para-acessibilidade/ Acesso em: 04 jul. 
2016. 
 
Jovens criam tecnologias para 
acessibilidade 
Aplicativos como Hand Talk e Que Fala auxiliam na inclusão escolar 
de crianças e jovens com deficiência auditiva e na fala 
por Vinícius Bopprê 28 de junho de 2013 
ATIVIDADE 
 
 
 
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De acordo com o Censo 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), mais de 
45,6 milhões de brasileiros declaram ter algum tipo de deficiência, sendo que 2,5 milhões deles 
têm entre 4 e 17 anos, ou seja, estão em período escolar e encontram barreiras para estudar. 
De olho nessas estatísticas, jovens desenvolvem ferramentas como o HandTalk e o Que Fala, 
aplicativos para celular que buscam auxiliar o acesso à escola dessas crianças e jovens. 
O HandTalk, por exemplo, vencedor do prêmio WSA-Mobile, promovido pela ONU, é um 
aplicativo para tablets e celulares que traduz em tempo real, qualquer palavra ou frase, em 
português, para Libras (Língua Brasileira de Sinais). Para Ronaldo Tenório, um dos fundadores 
da ferramenta, o uso da tecnologia pode ser um passo para o acesso de crianças com deficiência 
auditiva nas escolas que, apesar do crescimento no número de matrículas, continua baixo. No 
ano 2000, última contagem oficial sobre o assunto, o IBGE mostrou que a população de surdos 
com idade escolar ultrapassava os 350 mil. Em 2010, dez anos depois, o Censo Escolar apontou 
que apenas 70 mil estavam devidamente matriculados nas escolas. 
crédito IMaster / Fotolia.com
 
 
Além de auxiliar no processo de inclusão de jovens com deficiência, esse tipo de tecnologia 
permite um aprendizado em duas vias. \u201cA plataforma é útil para alunos surdos, para que eles 
possam frequentar a escola da maneira adequada. Com a solução implementada nas escolas, 
além de estimular esse aluno com deficiência, será um incentivo para seus colegas aprenderem 
Libras e estreitar o relacionamento entre eles\u201d, explica. 
 (Vídeo disponível no site sobre HandTalk). 
\u201cInclusão é assunto de culturas e políticas públicas, para além das práticas. 
Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há que haver uma 
 
 
 
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mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e 
valores\u201d 
Mônica Pereira dos Santos, professora e pesquisadora da UFRJ (Universidade Federal do Rio 
de Janeiro) e membro da Associação Brasileira de Pesquisadores em Educação Especial, 
considera algo \u201csuper positivo\u201d esse engajamento dos jovens para o desenvolvimento de 
tecnologias para a acessibilidade, mas ressalta que seu impacto depende de como esta 
tecnologia vai ser adotada pela escola e seus profissionais. \u201cInclusão é assunto de culturas e 
políticas públicas, para além das práticas. Uma ferramenta, sozinha, não dá conta do recado. Há 
que haver uma mobilização da comunidade escolar no sentido de rever suas posturas e valores 
(culturas) e tomar decisões que reorientem seu dia a dia em um sentido mais favorável a inclusão 
(políticas)\u201d, diz. 
 
Para ela, uma das maneiras de obter sucesso com essas tecnologias é por meio de uma 
formação continuada dos professores que, segundo ela, ainda é a maior barreira que faz com 
que muitas tecnologias \u201cemperrem\u201d na sala de aula. \u201c[As escolas] podem ajudar convidando os 
pais a conhecerem o trabalho com as tecnologias que é feito com seus filhos para que, quem 
sabe, eles possam reforçá-lo sempre que possível\u201d, explica. 
 
A pesquisadora destaca, ainda, a importância do custo baixo para as instituições e famílias que 
precisam adquirir esses produtos. Pensando nisso, a Que Fala, ferramenta que coloca no tablet 
aquelas pranchas de papel usada por pessoas com deficiência na fala para se comunicar, 
oferece preços diferentes para as escolas que adquirem o aplicativo em grande quantidade (10 
a 15 pessoas), além de oferecer treinamento gratuito a professores e pais. \u201cTudo isso é muito 
importante para dar escala, para fazer acontecer, de fato. Nossa ferramenta foi desenvolvida em 
Android, porque é possível conseguir tablets por preços bem abaixo dos convencionais, sem 
limitar a instituição a qualquer marca, já que existem várias, inclusive nacionais\u201d, explica Daniel 
Barboza, um dos fundadores da ferramenta. 
 
Para Mônica, uma das melhores maneiras para baixar o custo dessas tecnologias, ou \u201cdeixar de 
graça para quem não tem como comprar\u201d, seria com o envolvimento do poder público, que 
ofereceria apoio para essas iniciativas por meio de incentivos fiscais. Entretanto, uma maneira 
rápida de colocar esses produtos no mercado, de um modo que seja capaz de atingir a todos os 
públicos é fazer com que as empresas privadas tenham contato com essas produções. 
 
Nesta semana, por exemplo, aconteceu no Rio de Janeiro, o primeiro Simpósio de Engenharia, 
Automação e Acessibilidade. Ana Pavani, coordenadora do evento e professora da graduação 
do curso de engenharia elétrica da PUC-Rio afirma que já comprovou o modo como as 
tecnologias são, de fato, capazes de fazer o caminho inverso e inspirar outras pessoas. Ela 
acredita que os benefícios trazidos por essas iniciativas à vida daqueles que têm deficiência, 
pode fazer com que eles próprios se inspirem a desenvolver suas próprias ideias na área. \u201cNos 
projetos que coordeno, nossos professores e alunos com deficiência testam tudo para nós, eles 
 
 
 
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se envolvem voluntariamente para validar e fazer sugestões, mesmo não sendo pessoas ligadas 
à tecnologia\u201d, diz. 
 
Exemplo dessa motivação está em Ed Summers, que tem deficiência visual e é um 
desenvolvedor e especialista em softwares para acessibilidade. Liderado por ele, o SAS 
Institute é responsável pelas ferramentas usadas em 79% das principais companhias do mundo, 
listadas pela revista Forbes. Summers também é responsável por programas de capacitação de 
professores, em que os ensina a lidar com tablets na hora de ensinar alunos com deficiência 
visual. 
Pensando na questão da relação do uso de inovações tecnológicas com a 
educação inclusiva, pesquise um aplicativo ou outra ferramenta tecnológica que 
poderia ser utilizado em sala de aula, com alunos de inclusão. Crie uma notícia, 
contando que uma suposta escola/professor faz o uso desse aplicativo nas 
aulas, levando em conta os seguintes elementos: 
 Em qual disciplina e de que maneira o aplicativo é utilizado? 
 O aplicativo é utilizado para qual tipo de deficiência?
 Qual a faixa etária dos alunos?
 Quais objetivos são possíveis atingir com o uso do aplicativo?
 Quais são as vantagens e desvantagens desse aplicativo?
Após construir a sua notícia, poste-a no AVA, link TRABALHOS \u2013 TEXTO 
ESCRITO e, depois, no Blog que o seu polo criou. 
Agora, a sua notícia deverá ser postada em um blog criado por você, por seu 
grupo, por um representante dos alunos ou por seu polo. Além da notícia, o Blog 
poderá apresentar imagens que tenham relação com o seu texto. Assim, você 
conhecerá