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Ginastica Geral

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Colocaremos alguns desenhos como exemplos para que o aluno tenha uma base das possibilidades:
• duplas:
Figura 23 – Avião de costas Figura 24 – Volante sentado com apoio dos pés
Figura 25 – Beliche
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GINÁSTICA GERAL
a) b) 
Figura 26 – a) Bandeira de frente (fase 1) e b) Bandeira de frente (fase 2)
Figura 27 – Parada de ombros Figura 28 – Subida nos ombros
• trios:
Figura 29 – Pirâmide de meia‑altura
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Unidade I
• quartetos:
Figura 30 – Primeira altura em quarteto
Figura 31 – Pirâmide em seis apoios em quarteto
Figura 32 – Sugestões em quartetos
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GINÁSTICA GERAL
4.1.5 Segurança
A segurança é um fator primordial para evitar riscos de lesões e minimizar quedas maiores; assim, 
devemos observar cinco tópicos básicos a que o professor e os praticantes devem estar atentos:
• verificar se pegadas, lançamentos e suportes estão de acordo com o nível técnico do ginasta;
• conhecimento, conscientização e execução das técnicas corretas de cada figura;
• auxílio do base durante as aterrissagens ou eventuais quedas;
• quando necessário, o professor deve usar a ajuda manual, geralmente na cintura do volante;
• quando necessário, deve utilizar materiais de auxílio (colchão gordo, cinto, colchões de proteção).
4.1.6 Aspectos didáticos
O método global é o mais simples e que se adapta às figuras de menor dificuldade. Consiste na 
execução completa e global da figura. O sucesso desse método depende da explicação teórica das 
técnicas de execução que cada praticante deve realizar. Caso seja necessário, o professor deve auxiliar o 
grupo durante as primeiras execuções (ALMEIDA, 1994).
O método das etapas consiste na execução de educativos preparatórios, com níveis de complexidade 
crescente, que representam etapas do processo de ensino da figura em questão (ALMEIDA, 1994).
Para finalizarmos sobre a ginástica acrobática, vale ressaltar que na fase de aprendizagem, ou seja, 
na iniciação, é importante que a criança passe por todas as funções (volante, intermediário e base), para 
que possa vivenciar melhor o seu corpo, enriquecendo assim mais o seu repertório motor. Os grupos 
devem ser trocados frequentemente, duplas, trios, quartetos, para que tenham convivência com diversas 
pessoas, aumentando a sociabilidade e, por consequência, o afetivo e o cognitivo.
A questão da ajuda recíproca dos grupos deve ser enfatizada, tanto pelos princípios da cooperação 
quanto pela segurança, o que proporciona à criança responsabilidade através da educação.
Propiciar momentos de criatividade, como criação de figuras, ampliar o repertório motor, autonomia como 
indivíduo e satisfação pessoal são alguns dos aspectos que a ginástica acrobática pode proporcionar pela sua prática.
4.1.7 Ginástica de trampolim
A ginástica de trampolim é, dentre as ginásticas, a menos conhecida como esporte. Entretanto, é 
bastante conhecida como um elemento do circo. O trampolim é muito utilizado como um aparelho 
auxiliar, para o aprendizado de exercícios que tenham uma fase aérea (mortais), como na ginástica 
artística, saltos ornamentais, esqui, alguns esportes radicais, entre outros. Além de ser encontrado em 
áreas de lazer infantis, shoppings e buffets, pois é popularmente chamado de cama elástica.
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Unidade I
O seu maior benefício está no desenvolvimento da coordenação motora e da consciência cinestésica, 
bem como da autoconfiança e da autoestima. Por causa dos benefícios proporcionados aos seus 
praticantes, a GTR tem sido estudada por pesquisadores e terapeutas que começaram a utilizá‑la com 
crianças portadoras de diversas síndromes e deficiências. As atividades realizadas sobre o trampolim são 
muito interessantes e prazerosas para pessoas de todas as idades.
Aspectos históricos
O trampolim surgiu há centenas de anos. Embora não seja possível precisar exatamente 
a sua origem, sabe‑se que durante a idade média havia alguns precursores: os acrobatas de 
circo, que utilizavam tábuas flexíveis nas suas apresentações; e os trapezistas, que realizavam 
novos saltos a partir do impulso da rede de segurança.
Essas podem ou não ser as verdadeiras origens do trampolim, mas é certo que no início 
desse século havia apresentações que usavam uma “cama de pular” para entreter as plateias. 
A cama de pular era, na realidade, um pequeno trampolim coberto com roupas de cama 
sobre o qual os artistas desempenhavam a maior parte de seus atos.
Por outro lado, o trampolim em si, na história circense, foi desenvolvido primeiramente 
por um artista chamado Du Trampolin, que viu a possibilidade de usar a rede de segurança 
do trapézio como uma forma de propulsão e aparelho de decolagem e a experimentou com 
diferentes sistemas de suspensão, finalmente reduzindo a rede a um tamanho prático para 
performances em separado.
No entanto, o trampolim como esporte foi criado apenas em 1936 por George Nissen. 
Em pouco tempo, foi introduzido como modalidade esportiva nos programas de educação 
física em escolas, universidades e treinamentos militares. Recentemente o trampolim virou 
moda nas academias de ginástica de todo o mundo.
Na Segunda Guerra Mundial, também se utilizou o trampolim. A escola da marinha e 
aeronáutica dos EUA aplicou o uso do trampolim no treinamento de seus pilotos e navegadores. 
Oportunizando‑lhes a prática concentrada em orientação, de uma forma que nunca fora possível 
de ser trabalhada antes. Depois da guerra, o desenvolvimento do programa espacial trouxe 
novamente o trampolim, para contribuir no treinamento tanto de astronautas americanos 
quanto de soviéticos, dando a eles a experiência de posições corporais variadas em voo.
Londres sediou em 1964 e 1965 as primeiras competições internacionais da modalidade. 
A partir dessa época, mais de 54 países já disputaram os campeonatos mundiais, realizados 
a cada dois anos. O trampolim e o trampolim acrobático chegaram ao Brasil em 1975, 
trazidos pelo professor José Martins de Oliveira Filho. Os campeonatos regionais e nacionais 
logo se popularizaram. Em 1990, na Alemanha, o Brasil participou pela primeira vez de um 
campeonato mundial. Desde então, o país vem, a cada campeonato mundial, aumentando 
a sua participação e conquistando destacadas posições, no trampolim acrobático, por 
exemplo, o país já possui seis participações.
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GINÁSTICA GERAL
Nos EUA, foi percebido pelos professores de educação física, que o trampolim tinha 
algo a oferecer as pessoas que o praticavam. Essa percepção se deu a partir da observação 
dos benefícios físicos nos quais essa atividade havia produzido durante os anos de guerra 
e também do entusiasmo daqueles que praticavam, e o trampolim foi introduzido nos 
programas de educação física escolares.
Em 1997, o Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a inclusão do trampolim 
como modalidade olímpica. Porém seu reconhecimento como uma modalidade esportiva 
ocorreu em 1998 e a Federação Internacional de Ginástica oportunizou sua estreia nos 
jogos olímpicos de Sydney, dois anos mais tarde. Assim, o esporte participou pela primeira 
vez de jogos olímpicos em Sidney, Austrália (2000).
No Brasil, o esporte obteve repercussão quando o atleta carioca Rodolfo Rangel 
conquistou o 1o lugar na prova de duplo mini trampolim do campeonato