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Infecções orais - espiroquetídeos

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ESPIROQUETÍDEOS 
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TAXONÔMIA DOS 
ESPIROQUETÍDEOS 
• Família Spirochaetaceae. 
• Gênero Treponema. 
• Espécies: 
–Microbiota humana 
–pallidum 
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ESPIROQUETAS 
ORAIS 
• Pertencentes à microbiota suplementar. 
• Ex: Treponema dentícola, T. vincentii, 
T. oralis, T. macrodentium. 
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ESPIROQUETAS ORAIS 
“ Estudos mostram um relacionamento entre 
sangramento gengival e um aumento na 
proporção de espiroquetas.” 
 Nisengard, 2001 
 
 
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ESPIROQUETAS ORAIS 
 
 
 “ Quando a gengivite está instalada, a proporção 
de espiroquetas aumenta até mesmo para 8 a 20% 
dos organismos da placa. Se a gengivite é aguda, 
como na GUNA, ou de natureza grave e 
generalizada, as espiroquetas chegam a mais de 
30% da microbiota da placa”. 
Lorenzo, 2004 
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OUTRAS ESPIROQUETAS 
• Pertencentes à microbiota 
intestinal. 
• Causadoras de graves infecções: 
–Treponema pallidum (4 subespécies) 
–Leptospira interrogans 
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Treponema pallidum 
(4 subespécies) 
 
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SÍFILIS 
• Introdução: 
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SÍFILIS 
• Transmissão: 
– Relações sexuais 
– Congênita 
– Via hematogênica 
– Transfusões sanguíneas 
– Instrumentais médicos e 
odontológicos não esterilizados 
 
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SÍFILIS 
• Patogênese da infecção: 
“Os treponemas são introduzidos no 
hospedeiro pela mucosa, através de 
ferimentos ou cortes, ou ainda através 
de abrasões na pele, atingindo 
posteriormente a corrente circulatória e 
linfática disseminado-se pelo corpo.” 
Trabulsi, 2005 
 
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SÍFILIS ADQUIRIDA 
•Período de incubação: 
– 03 a 90 dias (média de 3 semanas) 
 
• Fase primária. 
• Fase secundária. 
• Fase latente. 
• Fase tardia ou terciária. 
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FASE PRIMÁRIA 
•Formação do cancro duro (resposta 
frente a reação inflamatória local) 
– mácula – pápula – úlcera (cancro duro) 
•Locais mais atingidos na cavidade 
oral: lábios e língua. 
•Cicatrização espontânea mesmo sem 
tratamento (entre 3 a 6 semanas). 
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FASE PRIMÁRIA 
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FASE PRIMÁRIA 
Pápula 
Cancro duro 
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FASE PRIMÁRIA 
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FASE SECUNDÁRIA 
• Infecção generalizada com sintomas 
inespecíficos. 
• Erupção maculopapular ou 
pustulosa mucocutânea. 
•Exantemas característicos: pés e 
mãos 
 
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FASE SECUNDÁRIA 
• Lesão característica da mucosa 
oral: Placa mucosa recorrente. 
• Língua e amígdalas. 
• Lesões persistentes e 
recidivantes. 
• Duração de dias a meses 
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FASE LATENTE 
• Infecção subclínica, não 
necessariamente inativa. 
• Latente precoce: 4 anos iniciais, 
podendo ocorrer recaídas clínicas. 
•Latente tardia: duração indefinida. 
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FASE TARDIA 
• Comprometimento cardiovascular, 
neurológico e lesões granulomatosas 
(gomas) em qualquer órgão. 
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FASE TARDIA 
• Lesão cardiovascular: 
– ocorre em cerca de 10% dos pacientes não tratados, 
e é chamada aortite sifilítica. 
– Causada pela inflamação de pequenos vasos que 
nutrem a aorta ascendente, provocando dilatação do 
anel aórtico, levando à insuficiência cardíaca. 
 
• Alterações do SNC: 
- Ampla variedade de alterações 
- Qualquer nervo craniano pode ser atingido pela 
inflamação, resultando em surdez e alterações 
visuais. 
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FASE TARDIA 
• Lesões gomosas em qualquer órgão. 
• Envolvimento mucosa oral geralmente no 
palato e língua. 
• Palato – freqüente perfuração buco-nasal 
 
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FASE TARDIA 
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SÍFILIS CONGÊNITA 
• Crianças nascidas de mãe sifilíticas 
apresentam na grande maioria das 
vezes, a Síndrome de Hutchinson (tríade 
da sífilis congênita). 
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SÍNDROME DE HUTCHINSON 
• Surdez. 
• Queratite intersticial. 
• Más formações na cavidade oral: 
–Dentição retardada. 
–Lábio leporino 
–Desenvolvimento anormal de 
dois grupos de dentes. 
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DESENVOLVIMENTO ANORMAL 
DE DOIS GRUPOS DE DENTES 
• Incisivos centrais superiores. 
–Amplo diastema. 
–Coroas convergentes. 
• Primeiros molares permanentes: 
–Cúspides mal orientadas e 
recobertas por esmalte defeituoso. 
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DESENVOLVIMENTO ANORMAL 
DE DOIS GRUPOS DE DENTES 
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DESENVOLVIMENTO ANORMAL 
DE DOIS GRUPOS DE DENTES 
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DIAGNÓSTICO 
LABORATORIAL 
• Testes sorológicos: 
– VDRL 
– FTA-abs 
 
• Testes microbiológicos: 
indicados apenas em fase 
primária 
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TRATAMENTO 
√ 1ª escolha: Penicilina 
√ 2ª escolha: pacientes alérgicos à 
penicilina podem utilizar 
cefalosporinas, tetraciclinas ou 
eritromicina 
√ A dosagem depende do estágio da 
doença, podendo ocorrer a chamada 
Reação de Hersheimer (causada pela 
destruição intensa dos Treponemas) 
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REFERÊNCIAS 
BIBLIOGRÁFICAS 
• Trabulsi, L.R.. Microbiologia. Ed. 
Atheneu, 5ª ed., 2008. 
• Lorenzo, J.L.. Microbiologia para o 
estudante de Odontologia. Ed. Atheneu, 
2004. 
•Nisengard, N. Microbiologia Oral e 
Imunologia. Ed. Guanabara Koogan, 2ª 
ed., 1996. 
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OBRIGADA PELA 
ATENÇÃO!!!!!!!