A maior rede de estudos do Brasil

Grátis
4 pág.
ESTUDO DIRIGIDO TSP II

Pré-visualização | Página 1 de 2

ESTUDO DIRIGIDO
Quais são as principais fases do desenvolvimento psicossexual segundo Freud? Escolha duas e as descreva. Discuta inclusive a ideia de perversão.
 No decorrer dessas fases um evento destaca-se: o Complexo de Édipo. Descreva-o.
Dois conceitos fundamentais em Freud – pulsão e inconsciente. Como vc os definiria?
Segundo Garcia Roza no texto sobre a “Interpretação dos sonhos” uma das questões centrais é a descrição da 1ª tópica freudiana. Qual seria a 1ª tópica? 
No texto a Interpretação dos sonhos Freud apresenta alguns conceitos importantes sobre a formação dos sonhos. Apresente-os.
Descreva a 2ª tópica freudiana associando-a aos princípios do prazer e da realidade.
Freud formula em alguns momentos de sua obra dualismos pulsionais na sua Teoria da libido. O primeiro por ele elaborado refere-se à oposição pulsão sexual X pulsões do ego. Apresente as dualidades por ele formuladas posteriormente.
RESPOSTAS:
1. Fase oral, fase anal, fase fálica, período de latência e genital.
Fase oral: De 0 a 1 ano aproximadamente. É pela boca que a criança entra em contato com o mundo, é por esta razão que a criança pequena tende a levar tudo o que pega à boca. O principal objeto de desejo nesta fase é o seio da mãe, que além de alimentar proporciona satisfação ao bebê.
Fase anal: De 2 a 4 anos aproximadamente. Neste período a zona de erotização é o ânus e o modo de relação do objeto é de “ativo” e “passivo”, intimamente ligado ao controle dos esfíncteres (anal e uretral).Este controle é uma nova fonte de prazer.
- podemos caracterizar a neurose como o negativo da perversão. A idéia principal desse primeiro momento do desenvolvimento da teoria é que a Perversão estaria configurada a partir de um predomínio das pulsões parciais (pré-genitais) sobre a genitalidade. Dessa forma, o sujeito que desviava do comportamento sexual da norma (genital e direcionado aos fins de reprodução), produzindo um investimento libidinal em um objeto de desejo perverso, Essa sexualidade estaria definida e cristalizada, por conta de um prejuízo na estruturação do édipo na vida da criança. O que por fim permite dizer que o Perverso não experimentaria o medo da castração.
Também na obra Três ensaios sobre a teoria da sexualidade (1905), Freud traz a existência da atividade sexual infantil, sendo ela modelo para a sexualidade adulta, bem como a condição da criança de “perversa polimorfa”, que aos poucos seria moldada de acordo com padrões e normas ditadas pela cultura. Essa noção da cultura sobrepondo-se à perversão remete à origem do termo como sendo uma fuga da norma social.
2. Complexo de Édipo: Nessa fase a criança passa a amar o progenitor do sexo oposto e a manter um sentimento de ódio em relação ao progenitor do mesmo sexo. No final desta fase, ela percebe que este amor e ódio sentidos são proibidos. O complexo de Édipo é então finalizado com o surgimento do superego, com a desistência deste amor e com a identificação da criança com o progenitor do mesmo sexo.
3. Pulsão: Na psicoanálise se define como Pulsão aquela energia psíquica profunda que direciona ou orienta o comportamento de uma pessoa à um fim. Esta energia se descarregaria uma vez que o objetivo ou fim seja conseguido.
Inconsciente: No inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência. Além disso, há também material que foi excluído da consciência, censurado e reprimido. Este material não é esquecido nem perdido mas não é permitido ser lembrado. O pensamento ou a memória ainda afetam a consciência, mas apenas indiretamente.
4. consciente , pré consciente e inconsciente.
 O consciente é somente uma pequena parte da mente, incluindo tudo do que estamos cientes num dado momento.
O Pré-Consciente é uma parte do Inconsciente, uma parte que pode tornar-se consciente com facilidade. As porções da memória que nos são facilmente acessíveis fazem parte do Pré-Consciente. Estas podem incluir lembranças de ontem, o segundo nome, as ruas onde moramos, certas datas comemorativas, nossos alimentos prediletos, o cheiro de certos perfumes e uma grande quantidade de outras experiências passadas. O Pré-Consciente é como uma vasta área de posse das lembranças de que a consciência precisa para desempenhar suas funções.
No inconsciente estão elementos instintivos não acessíveis à consciência. Além disso, há também material que foi excluído da consciência, censurado e reprimido. Este material não é esquecido nem perdido mas não é permitido ser lembrado. O pensamento ou a memória ainda afetam a consciência, mas apenas indiretamente.
5. Sonhos são fenômenos psíquicos onde realizamos desejos inconscientes. O sonho é o resultado de uma conciliação. Dorme-se e, não obstante, vivencia-se a remoção de um desejo. Satisfaz-se um desejo, porém, ao mesmo tempo, continua-se a dormir. Ambas as realizações são em parte concretizadas e em parte abandonadas
"o sonho é a realização dos desejos reprimidos quando o homem está consciente". Quando o homem dorme, a consciência "desliga-se" parcialmente para que o inconsciente entre em atividade, produzindo o sonho: através do id, os desejos reprimidos são realizados. Para Freud, as causas dos traumas que geram certos comportamentos tidos como anormais estão escondidas no inconsciente das pessoas, onde estão guardados os desejos reprimidos.
- Conteúdo manifesto para referir-se à experiência consciente durante o sono, correspondendo ao relato ou descrição verbal do sonho, ou seja, aquilo que o sonhante diz lembrar. Já o conteúdo latente corresponde às idéias, impulsos, sentimentos reprimidos, pensamentos e desejos inconscientes que poderiam ameaçar a interrupção do sono se aflorassem à consciência claramente.
6. Id, ego e superego.
- O princípio do prazer-desprazer: tem como propósito dominante alcançar prazer e evitar qualquer evento que desperte desprazer.
- O princípio da realidade: tem como propósito obter prazer através da realidade, fazendo uma alteração real na mesma, para que enfim se possa obter prazer.
- O id: é o reservatório inconsciente das pulsões, as quais estão sempre ativas. Regido pelo princípio do prazer, o id exige satisfação imediata desses impulsos, sem levar em conta a possibilidade de conseqüências indesejáveis. 
- O ego: funciona principalmente a nível consciente e pré-consciente, embora também contenha elementos inconscientes, pois evoluiu do id. Regido pelo princípio da realidade, o ego cuida dos impulsos do id, tão logo encontre a circunstância adequada. Desejos inadequados não são satisfeitos, mas reprimidos. 
- O superego: serve como um censor das funções do ego (contendo os ideais do indivíduo derivados dos valores familiares e sociais), sendo a fonte dos sentimentos de culpa e medo de punição. 
7. Pulsão de vida e pulsão de morte.
Na sua teoria das pulsões Sigmund Freud descreveu duas pulsões antagónicas: Eros, uma pulsão sexual com tendência à preservação da vida, e a pulsão de morte (Tânato) que levaria à segregação de tudo o que é vivo, à destruição. Ambas as pulsões não agem de forma isolada, estão sempre trabalhando em conjunto segundo o princípio de conservação da vida. Como no exemplo de se alimentar, embora haja pulsão de vida presente - sendo a finalidade de se alimentar a manutenção da vida - ela implica-se à pulsão de morte, pois é necessário que se destrua o alimento antes de ingeri-lo. Aí presente um elemento agressivo, de segregação, este se articula à pulsão primeira, como sua necessária contraparte na função geral de conservação.
8. Freud definiu dois modos de funcionamento do aparelho psíquico:
a) do ponto de vista tópico: o processo primário caracteriza o sistema inconsciente e o processo secundário caracteriza o sistema pré-consciente- consciente.
b) do ponto de vista econômico-dinâmico: no caso do processo primário, a energia psíquica escoa-se livremente, passando sem barreira de uma representação para outra segundo os mecanismos de deslocamento e de condensação. No caso do processo secundário, a energia começa por estar