2ª Prova de Penal IV
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2ª Prova de Penal IV


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2ª Prova de Penal IV (Escopo de Estudo- Glayce Kelly Gomes- FDCON/27/10/2017) 
Matéria: Crimes sexuais art. 213, 215, 216,217 CP. 
Trabalhos: Dupla 09- art.: 42, 47,62 LCP. 
Crimes contra a família- art.: 244,245,246,247 CP. 
Crimes contra incolumidade pública: art.: 250 ao 254 CP. 
Dos crimes contra a segurança e meios de transporte: art.260 a 266 CP. 
Crime Material: É aquele em que existe 1 resultado previsto na lei e é exigido para sua consumação. 
Ex. Art. 121 Homicídio 
Crime Formal: É aquele em que existe 1 resultado previsto na lei, mas não é exigido para sua 
consumação. Ex. Art. 158 Extorsão, Art. 159 \u2013 Extorsão Mediante Sequestro. Não há necessidade de 
receber o que exige. Se exigiu já consumou. Se constrangeu, já consumou. 
 
O tipo objetivo (é o VERBO) abstrato tem como única função descrever os elementos que devem ser constatados 
no plano dos fatos capazes de identificar e delimitar o conteúdo da proibição penal. Tudo aquilo que 
estiver previsto no tipo objetivo deverá estar objetivado no mundo exterior. Os elementos que compõem o tipo 
objetivo são: autor da ação, uma ação ou uma omissão, um resultado, nexo causal e imputação objetiva. 
O tipo subjetivo , de sua parte, corresponde à atitude psíquica interna que cada tipo objetivo requer. A sua afirmava 
que os tipos penais deveriam ser, de regra, objetivos, daí por que os chama de tipos normais. 
Crimes de dano e de perigo 
Essa classificação se refere ao grau de intensidade do resultado almejado pelo agente como consequência da prática 
da conduta. 
Crimes de dano ou de lesão: são aqueles cuja consumação somente se produz com a efetiva lesão do bem jurídico. 
Como exemplos podem ser lembrados os crimes de homicídio (CP, art. 121), lesões corporais (CP, art. 129) e dano 
(CP, art. 163). 
Crimes de perigo: são aqueles que se consumam com a mera exposição do bem jurídico penalmente tutelado a 
uma situação de perigo, ou seja, basta a probabilidade de dano. Subdividem-se em: 
a) crimes de perigo abstrato, presumido ou de simples desobediência: consumam-se com a prática da conduta, 
automaticamente. Não se exige a comprovação da produção da situação de perigo. Ao contrário, há presunção 
absoluta (iuris et de iure) de que determinadas condutas acarretam perigo a bens jurídicos. É o caso do tráfico de 
drogas (Lei 11.343/2006, art. 33, caput). 
b) crimes de perigo concreto: consumam-se com a efetiva comprovação, no caso concreto, da ocorrência da 
situação de perigo. É o caso do crime de perigo para a vida ou saúde de outrem (CP, art. 132); 
c) crimes de perigo individual: atingem uma pessoa ou um número determinado de pessoas, tal como no perigo 
de contágio venéreo (CP, art. 130); 
d) crimes de perigo comum ou coletivo: atingem um número indeterminado de pessoas, como no caso da 
explosão criminosa (CP, art. 251); 
e) crimes de perigo atual: o perigo está ocorrendo, como no abandono de incapaz (CP, art. 133); 
f) crimes de perigo iminente: o perigo está prestes a ocorrer; 
g) crimes de perigo futuro ou mediato: a situação de perigo decorrente da conduta se projeta para o futuro, 
como no porte ilegal de arma de fogo permitido ou restrito (Lei 10.826/2003, arts. 14 e 16). 
Objetos material e jurídico: o objeto material do crime é a pessoa que sofre o 
constrangimento ou o bem que é atingido. O objeto jurídico é o que o direito tutela. 
Crimes sexuais: Ao mencionar a dignidade sexual, como bem jurídico protegido, ingressa-se em cenário moderno 
e harmônico com o texto constitucional, afinal, dignidade possui a noção de decência, compostura e 
respeitabilidade, atributos ligados à honra. Associando-se ao termo sexual, insere-se no campo da satisfação da 
lascívia ou da sensualidade. Ora, considerando-se o direito à intimidade, à vida privada e à honra (art. 5.º, X, CF), 
nada mais natural do que garantir a satisfação dos desejos sexuais do ser humano de forma digna e respeitada, com 
liberdade de escolha, porém, vedando-se qualquer tipo de exploração, violência ou grave ameaça. 
 
Os crimes previstos neste Capítulo atingem a faculdade de livre escolha do parceiro sexual. Essa faculdade 
por ser violada por: 
a) violência ou grave ameaça: crime de estupro (art. 213); 
b) fraude: crime de violação sexual mediante fraude (art. 215). 
 
Estupro 
Art. 213. Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção 
carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: 
Pena \u2014 reclusão, de seis a dez anos. 
§ 1º \u2014 Se da conduta resulta lesão corporal de natureza grave ou se a vítima é menor de 18 ou 
maior de 14 anos: 
Pena \u2014 reclusão, de oito a doze anos. 
§ 2º \u2014 Se da conduta resulta morte: 
Pena \u2014 reclusão, de doze a trinta anos. 
Objeto material: Qualquer pessoa, a dignidade sexual e da pessoa humana. 
Objeto jurídico: liberdade sexual. 
Sujeitos: ativo qualquer pessoa (homem ou mulher); 
Passivo: qualquer pessoa (tipo penal não faz qualquer exigência quanto ao 
sujeito passivo, de modo que até mesmo prostitutas podem ser vítimas deste crime, quando forçadas a 
um ato sexual indesejado). 
Tipo objetivo: constranger alguém mediante violência ou grave ameaça,pode ser através da conjunção carnal ou 
ato libidinoso 
Tipo subjetivo: Dolo. 
Consumação: ocorre quando há envolvimento corpóreo da vítima no ato sexual. 
Para que haja o crime, é desnecessário contato físico entre o autor do crime e a vítima. Assim, se ele 
usar de grave ameaça para forçar a vítima a se auto masturbar ou a introduzir um vibrador na própria 
vagina, estará configurado o estupro. 
O tipo penal é o envolvimento corpóreo da vítima no ato sexual. 
Tentativa: possível quando o agente empregar a violência ou grave ameaça e não conseguir realizar qualquer 
ato sexual com a vítima por circunstâncias alheias à sua vontade. Ex.: o agente aborda a vítima na rua 
com uma arma e a obriga a adentrar em uma casa abandonada onde os atos sexuais ocorrerão, mas ela 
consegue fugir ou é auxiliada por outras pessoas ou por policiais. 
Quanto ao resultado: Material (delito que exige resultado naturalístico, consistente no efetivo tolhimento da 
liberdade sexual da vítima). 
Crime de dano: (consuma-se apenas com efetiva lesão a um bem jurídico tutelado) 
Forma Qualificadora: por violência ou lesão grave ou em razão da idade da vítima. 
(pressupõe que haja dolo quanto ao estupro e culpa em relação ao resultado lesão grave. 
Se ficar demonstrado que houve dolo de provocar lesão grave ou gravíssima, o agente responde por 
estupro simples em concurso material com o crime de lesão corporal grave.). 
Qualificado pela morte (pressupondo dolo em relação ao estupro e culpa quanto à morte). 
O estupro qualificado existe, quer a morte seja decorrência da violência, quer da grave ameaça 
utilizada pelo estuprador. 
Tipo de ação penal: Ação penal condicionada a representação, e no caso dos menores incapazes será a ação penal 
incondicionada. 
 
 
Penal: Caput: reclusão, 6 a 10 anos; 
A pena é aumentada em caso de lesão corporal grave ou se a vitima tiver ente 14 e 18 anos-reclusão, de 8-12 anos, 
Se a conduta resultar em morte-reclusão de 12-30 anos. 
 
 
 
 
 
Art. 215. Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém mediante fraude ou 
outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima: 
Pena \u2014 reclusão, de dois a seis anos. 
Parágrafo único. Se o crime é cometido com o fim de obter vantagem econômica, aplica-se 
também a multa. 
Objeto matéria: Qualquer pessoa, a dignidade sexual e da pessoa humana. 
Objeto jurídico: A liberdade sexual no sentido de consentir na prática de ato sexual sem ser ludibriado pelo 
emprego de uma fraude ou meio similar. 
Sujeitos: