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ATENÇÃO A SAÚDE DO IDOSO

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O envelhecimento, o processo normal das 
alterações relacionadas com ob tempo, começa no 
nascimento e continua por toda a vida. A velhice é 
a fase final do período da vida. Com o aumento da 
expectativa de vida, as profissões assistenciais 
devem focalizar a melhora da qualidade de vida 
das pessoas idosas. Devem ser realizadas 
atividades mentais, sociais e físicas regulares. 
 
 
 
O Processo de Envelhecimento 
 
Envelhecimento primário (fisiológico) consiste nas 
alterações causadas pelo processo normal de 
envelhecimento e caracteriza-se por ser universal, 
progressivo, decrescente (gradativamente menor) 
e intrínseco (da própria pessoa). 
 
Envelhecimento secundário (patológico) do 
envelhecimento resultam de influências externas. 
A doença, a poluição do ar e a luz do sol (raios 
ultravioleta) são exemplos de fatores patológicos 
que podem acelerar o envelhecimento. O 
enfermeiro pode ser importante ao eliminar ou 
retardar os processos secundários de 
envelhecimento. 
 
 
O Processo de Envelhecimento 
Aspectos biológicos e 
psicossociais do envelhecer 
 
Alterações Celulares, Teciduais e Orgânicas 
Relacionadas com a Idade: 
 
As alterações celulares e extracelulares da idade 
avançada causam deterioração da aparência e da 
função física. Existem alterações mensuráveis na 
forma e na composição do organismo. O idoso 
tende a perder altura, seus ombros ficam curvados 
e apresenta um aumento do perímetro torácico, do 
abdome e do diâmetro pélvico. A pele parece fina e 
enrugada. A massa corporal magra diminui e a 
massa gordurosa aumenta. A gordura (tecido 
adiposo) redistribui-se dos tecidos subcutâneos e 
das extremidades para o tronco. 
Alterações estruturais no idoso 
CIFOSE 
Alterações estruturais no idoso 
A pele do idoso 
 Epiderme e derme mais finas; 
Diminuição de tecido adiposo 
subcutâneo; 
Perda de elasticidade e enrugamento da 
pele; 
Diminuição da pigmentação dos pêlos; 
Secreção diminuída do suor; 
Proteção reduzida contra traumas, 
exposição ao sol e extremos de 
temperatura; 
Alterações estruturais no idoso 
F) Sistema Cardiovascular 
 Valvas cardíacas mais rígidas e 
espessas; 
 Veias tornam-se tortuosas; 
 Pressão arterial aumentada; 
 
 
 
Alterações estruturais no idoso 
G) Sistema Respiratório 
 
 Aumento do volume pulmonar 
 residual; 
 Diminuição da capacidade vital, da 
troca gasosa, da capacidade de 
difusão e da eficiência da tosse; 
 
 
 
Alterações estruturais no idoso 
H) Sistema Genitourinário 
 
GENITAIS 
 
 Nos homens - redução no tamanho dos 
testículos e na sensibilidade no pênis (ereção + 
demorada), diminuição no volume de esperma; 
 
 Nas mulheres - queda progressiva dos pelos 
pubianos, atrofiamento dos grandes lábios, 
colo, vagina e redução do volume dos ovários, 
trompas e útero; diminuição na capacidade de 
lubrificação e menor elasticidade da vagina; 
Alterações estruturais no idoso 
I) Sistema Digestório 
 
 Cavidade oral - salivação diminuída e redução do 
paladar; 
 
 Esôfago – Presbiesôfago - disfunção motora 
esofageana atribuída ao envelhecimento; resposta 
desorganizada à deglutição, devido a alteração da 
motilidade, sendo caracterizada por ondas terciárias 
(aperistálticas) sem progressão significativa do bolo 
alimentar. 
 
 Estômago - motilidade gástrica diminuída que leva 
ao esvaziamento gástrico retardado; a secreção de 
ácido e pepsina diminuída leva a redução na 
absorção de ferro, vitamina B12 e cálcio; 
Alterações estruturais no idoso 
I) Sistema Digestório 
 
 Pâncreas – redução da capacidade de secreção de 
lipase e de bicarbonato; redução de secreção de 
insulina. 
 
 Fígado - redução na secreção de albumina e 
glicoproteínas + redução no fluxo sanguíneo 
redução na absorção de medicações; 
 
 Intestino - absorção intestinal é pouco alterada; 
aumento da prevalência de constipação e doença 
diverticular; 
 
Alterações estruturais no idoso 
J) Sistema Nervoso 
 Velocidade reduzida na condução 
nervosa e perda neural; 
 Circulação cerebral diminuída; 
 Redução do sono; 
 
DEMÊMCIA 
 Síndrome clínica decorrente de doença ou disfunção 
cerebral, de natureza crônica e progressiva, na qual 
ocorre perturbação de múltiplas funções cognitivas, 
incluindo memória, atenção e aprendizado, 
pensamento, orientação, compreensão, cálculo, 
linguagem e julgamento. 
 
 A demência produz um declínio apreciável no 
funcionamento intelectual que interfere com as 
atividades diárias, como higiene pessoal, vestimenta, 
alimentação, atividades fisiológicas e de toalete. 
 
 Entre as pessoas idosas, a demência faz parte do 
grupo das mais importantes doenças que acarretam 
declínio funcional progressivo e perda gradual da 
autonomia e da independência. 
DEMÊMCIA 
Doença de Alzheimer (DA) 
Chamada também de demência degenerativa 
primária ou demência senil do tipo Alzheimer 
(DSTA), responde pelo menos 50% de todas as 
demências apresentadas pelo idoso. É uma doença 
neurológica degenerativa, progressiva e 
irreversível. Ainda não há cura para a doença. 
 
Não é exclusiva da pessoa idosa, embora a idade 
avançada seja considerada um fator de risco. Seu 
início pode acontecer aos 40 e/ou 50 anos, sendo 
chamada de demência pré-senil. 
 
A etiologia da doença ainda encontra-se em estudo, 
mas afirma-se que as alterações são de ordem 
neuropatológicas e bioquímicas específicas. 
Doença de Alzheimer (DA) 
Diversas condições fazem parte do processo da 
doença, sendo, portanto, MULTIFATORIAL. Está 
associada a diversos fatores de risco, tais como: 
hipertensão arterial, diabetes, processos 
isquêmicos cerebrais e dislipidemia. Fatores 
genéticos são relevantes, pois além da idade a 
existência de um familiar próximo com demência é 
o único fator sistematicamente associado. 
Escolaridade elevada e atividade intelectual intensa 
estão relacionadas com menor freqüência de 
demência. Ainda que não esteja claramente 
demonstrada, estimular os idosos a manter sua 
mente ativa pode ser uma medida profilática. 
Estágios hierárquicos da DA 
Fase inicial: é caracterizada por sintomas vagos e 
difusos, que se desenvolvem lentamente sendo o 
comprometimento da memória o sintoma mais 
proeminente e precoce, em especial a memória recente. 
Há perda de objetos pessoais (chaves, carteira, óculos) e 
se esquecem dos alimentos em preparo no fogão. Há 
desorientação progressiva em relação ao tempo e ao 
espaço (data, ano, lugar onde mora, hora, dia ou noite). 
Em alguns casos podem apresentar perda de 
concentração, desatenção, perda de iniciativa, 
retraimento social, abandono dos passatempos, 
mudanças de humor (depressão) alterações de 
comportamento (explosões de raiva, ansiedade, 
irritabilidade e hiperatividade) e mais raramente idéias 
delirantes. 
Estágios hierárquicos da DA 
Fase intermediária: caracteriza-se por deterioração 
mais acentuada dos déficits de 
memória e pelo acometimento de outros domínios da 
cognição, como afasia (dificuldade de se expressar 
verbalmente), agnosia (perda da capacidade de identificar 
nomes de objetos), e apraxia (perda da capacidade em 
executar movimentos e gestos precisos). Há dificuldades 
de expressão na fala e na escrita, na compreensão do 
que está escrito ou do que é dito, empobrecimento de 
vocabulário. Há também a perda da capacidade de 
executar movimentos adequados para realizar