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Professora: Cristiane Guimarães Pessoa- MSc
• A artroplastia do quadril é uma das cirurgias mais bem
sucedidas de toda a medicina moderna
• Evoluído continuamente nos últimos anos
• Com avanços tanto dos materiais quanto das técnicas
cirúrgicas
• O período de hospitalização é curto
• A recuperação é acelerada
• O risco de complicações atualmente é considerado baixo
• Embora seja uma cirurgia segura, na maior parte dos
casos, é importante ressaltar que trata-se de um
procedimento de grande porte com riscos envolvidos
Artroplastia de Quadril
• Definição
• Tipos de AQ
• metal, cerâmica, titânio, polietileno
• O sucesso de uma ATQ depende de três fatores críticos:
1. Escolha do paciente
2. Escolha do implante
3. Escolha da técnica cirúrgica
Artroplastia Total de Quadril
Artroplastia de Quadril
• Indicações e Contra-Indicações:
Articulação artrítica dolorosa e incapacitante (sem
sucesso no tratamento conservador)
Uma patologia bilateral do quadril dolorosa e grave
(indicação para a ATQ em um dos lados)
Indivíduos jovens: envolvimento poliarticular decorrente
de doenças sistêmicas (AR, espondilite anquilosante). No
entanto geralmente o procedimento está indicado para
pacientes mais idosos (mais de 65 anos)
Artroplastia de Quadril
• Indicações e Contra-Indicações:
Imaturidade esquelética
Doenças neurológicas progressivas
Déficit da musculatura abdutora
Artropatia neuropática
Sepse articular recente ou em curso
Artroplastia de Quadril
• Materiais e tipos de fixação:
Combinação clássica de um metal articulado com uma
superfície de polietileno
Os implantes devem ser biocompatíveis e não devem
gerar uma reação inflamatória ou alérgica que possa
causar um afrouxamento do componente.
Artroplastia de Quadril
Da mesma forma o implante não deve produzir reação
sistêmica a partir dos íons metálicos absorvidos
Procedimentos:
Fatores que determinam o procedimento utilizado pelo
cirurgião: familiaridade com a técnica, conforto, porte do
paciente e cicatrizes de cirurgia ou trauma prévio
O tamanho e a localização da incisão de pele variam de
acordo com a técnica utilizada pelo cirurgião e com as
características corporais
Procedimentos:
• Na prótese total de quadril clássica a cabeça femoral é
removida junto com sua cartilagem desgastada
• Procede-se à fresagem (ou raspagem) do acetábulo.
Cria-se uma cavidade hemisférica e removem-se os
restos da cartilagem danificada.
Procedimentos:
• O implante acetabular é geralmente fixado ao osso
por press-fit (pressão), com ou sem o uso de parafusos
suplementares de fixação. Também pode ser cimentado,
dependendo do tipo de prótese usada
• O "cimento ósseo" ou polimetilmetacrilato é um polímero
acrílico de secagem rápida. É muito usado em cirurgias
ortopédicas e na odontologia.
• O canal do fêmur é preparado para receber a haste
femoral. Esta também pode ser fixada ao osso por press-
fit ou por cimento ortopédico, dependendo do modelo
indicado
Procedimentos:
Tipos disponíveis:
Artroplastia de Quadril
• Abordagens cirúrgicas:
1. Ântero-lateral: intervalo entre o TFL e glúteo médio.
Uma certa porção do abdutor é liberado do trocânter
maior e o quadril é deslocado anteriormente. Marcha
antálgica
2. Lateral direta: deixa a porção posterior do glúteo médio
inserida ao trocânter maior. Deixa também os tecidos
moles posterior e capsular intactos
Artroplastia de Quadril
3. Póstero-lateral: ganha acesso à articulação do quadril
ao dividir o glúteo máximo. Liberação dos rotadores
externos e os abdutores são retraídos anteriormente. O
fêmur é então deslocado posteriormente.
Fixação:
Cimentada (polimetilmetacrilato) e não cimentada (fixação
direta na superfície óssea: press-fit)
A tecnologia sem cimento foi introduzida como estratégia para
melhorar os resultados da ATQ cimentada
O crescimento interno excelente do osso foi demonstrado em
implantes revestidos porosos inseridos sem cimento
Indicações X fixação não cimentada: jovens, indivíduo ativo.
* Prótese Híbrida
Fixação Cimentada:
• Aplicada e estabilizada ao osso por meio de cimento ósseo
• O cimento pode ser visto na radiografia como uma névoa
esbranquiçada ao redor dos implantes
• O cimento é um polímero de secagem rápida
• Não é adesivo, apenas preenche o espaço entre os implantes
e o microtrabeculado ósseo e desta forma suporta e estabiliza
o implante
• É mais indicada em certas condições ósseas do paciente,
como presença de osteoporose importante, canal femoral
largo, etc
Fixação Cimentada:
Fixação Híbrida:
• Tem a parte superior (acetábulo) presa ao osso por
“press-fit” (encaixe sob pressão, sem cimento) e a parte
inferior cimentada
• Atualmente bastante usada devido aos bons resultados
clínicos dos acetábulos não-cimentados e a
confiabilidade da cimentação femoral.
• É muito popular também em alguns países da Europa
Fixação Híbrida:
Fixação não cimentada:
• Os componentes são feitos principalmente de ligas de
titânio, podendo apresentar alguma cobertura osteo-
integrável, como a hidroxiapatita
• De modo geral, são usadas em pacientes com ossos bem
corticalizados ("fortes"), nos quais busca-se uma fixação
biológica
• A fixação é dita "biológica" porque depende do
crescimento ósseo dentro das micro-porosidades da
prótese
Fixação não cimentada
Artroplastia de Quadril
• Complicações associadas a ATQ:
TVP (5 a 10 dias PO a 3 meses)
Ossificação Heterotópica
Fraturas femorais (sexo feminino, AR, deformidade
femoral pré-operatória, cirurgia de revisão, osteólise)
Deslocamento (85% acontecem dentro de dois meses de
PO)
Lesão neurovascular
Artroplastia de Quadril
Artroplastia de Quadril
• Intervenção educacional: leito
• Cuidados/prevenção:
TVP (meias e posicionamentos)
Pontos cirúrgicos (removidos 12º a 14º DPO)
Posicionamento X incisão cirúrgica
Artroplastia de Quadril
• Flexão de quadril além de 90º (pp PL)
• Adução de quadril (linha média)
• Rotações de quadril (incisão)
• Extensão de quadril (lateral ou AL)
• OBS: Precauções por, no mínimo, 6 semanas
Artroplastia de Quadril
• Objetivos:
Prevenir complicações PO:
1. TVP (sinais e sintomas)
2. Infecção PO
3. Efeitos nocivos da imobilização
4. Embolia pulmonar
5. Treinos de deitar e sentar na cama/cadeira
(inicialmente adaptadas)
6. Levantar da cama
7. Ortostatismo
Artroplastia de Quadril: Fase 1
8. Treino de marcha (dispositivo de auxílio)
9. Modalidades terapêuticas: dor e edema
10. Programa de exercícios terapêuticos
Artroplastia de Quadril: Fase 1
CNT:
• Exercícios para a extremidade não afetada
• RV tornozelos
• ADM: deslizamento (precaução para quadril)
• FM MI operado (precauções devidas)
• Exercícios respiratórios
Artroplastia de Quadril: Fase 1
• Instruções para mobilidade/transferências na cama
• Mobilização da cicatriz
• Ortostatismo (PA e pulsação)
• Treino de marcha (2º DPO)
• OBS: Intensidade de suporte de peso em MI operado: em
ATQ não cimentada decidida pelo cirurgião. Já em ATQcimentada costuma ser sustentação parcial de peso por 6
semanas até a sustentação total
Artroplastia de Quadril
Cuidados domiciliares:
• Segurança
• Mobilidade
• Altura de móveis
• Remoção de objetos perigosos: tapetes
• Transferências
• Precauções com a ATQ: deslocamento
Artroplastia de Quadril
2ª a 8ª semana PO
• Modalidades terapêuticas: dor e edema
• ADM quadril: 70 a 90º flexão
• Equilíbrio e propriocepção (cuidados com relação à
sustentação de peso no MI PO)
• FM no MI PO
• Independência nas transferências
• Marcha “normal” (dispositivo)
Artroplastia de Quadril: Fase 2
• Exercícios para flexibilidade (dentro dos limites de
precaução do quadril): IP, RF, TS, IQT
• CNT: MMSS
• Condicionamento cardiovascular
• Mobilização da cicatriz
Artroplastia de Quadril
A partir da 9ª semana
• ADM quadril: em 90º de flexão
• FM MMII
• Marcha independente*
• Equilíbrio e propriocepção: treino
• Independência funcional nas AVDs
Artroplastia de Quadril
• Resultados:
Análise da QV: intervenção extremamente custo-efetiva
comparada a outras intervenções médicas em outras
áreas