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ReaçõesReações de de EliminaçãoEliminação--ββ
Irene Lee
Case Western Reserve University
Cleveland, OH
©2004, Prentice Hall
Organic Chemistry
4th Edition
Paula Yurkanis Bruice
1
2
Reações de EliminaçãoReações de Eliminação-- Unimoleculares (E1)Unimoleculares (E1)
Mecanismo da Reação E1:
3
Estereoquímica da EliminaçãoEstereoquímica da Eliminação-- E1E1
Sempre ocorre a formação da olefina mais estável como produto, independentemente da
estereoquímica do reagente. Exemplo de uma reação ESTEREO-SELETIVA
Porque se forma este produto? Se trata do produto cinético ou termodinâmioco?
Regioquímica da EliminaçãoRegioquímica da Eliminação-- E1E1
CH2C
R
CH3
CH3
X
HNuc
CH2C
R
CH3
CH3
+ X-
CH2C
R CH3
CH3
Nuc + HX
C C
CH3
CH3
H
R
H2C
R
C
CH3
CH2
+ HX + HNuc + HX + HNuc
E1
SN1
•saída do próton não ocorre no passo
limitante, porém, observa-se
comumente a orientação Saytzeff
(formação da dupla mais substituída);
•caráter de C=C no ET;
produto principal produto secundário
Exemplo: Exemplo: CH3C
X
Ph
CH2 CH3
HOAc
C C
H3C
Ph
CH3
H
+ C C
H3C
Ph
H
CH3
+ CH2 C
H
C2H5
X = Cl: 68 9 23
OAc 53 2 45
NHNH2 40 0 604
Menos substituido
Mais substituido
coordenada
En
er
gi
a
p
o
te
n
ci
al
Regioquímica da EliminaçãoRegioquímica da Eliminação-- E1E1
Estabilização por Hiper-conjugação:
5 Interação * (C=C) com (C-H)
6
DiagramaDiagrama de de coordenadascoordenadas dada reaçãoreação de 2de 2--bromo2bromo2--metilmetil--
butano butano parapara 22--metilmetil--11--buteno e 2buteno e 2--metilmetil--22--buteno buteno porpor E1E1
7
Eliminação E1: Ocorrência de RearranjosEliminação E1: Ocorrência de Rearranjos
deslocamento
1,2 de Me
8
Reações de EliminaçãoReações de Eliminação-- Bimoleculares (E2)Bimoleculares (E2)
Eliminação ocorre a partir de conformação que permite a
sobreposição dos orbitais das ligações quebradas.
A eliminação anti é favorecida sobre a eliminação sin.
Uma melhor sobreposição de orbitais é atingida quando a
eliminação ocorre de maneira anti-periplanar.
9
Estereoquímica da Eliminação E2Estereoquímica da Eliminação E2
Estado de transição syn-coplanar: maior energia
X
X
H
H
B
B
repulsão
sem
repulsão
X
H
X H
B
B
eclipsado
alternado
Estado de transição anti-coplanar: menor energia
Estereoquímica da Eliminação E2Estereoquímica da Eliminação E2
10
(i) O alceno mais estável, mais substituido (hiperconjugação) é formado
preferencialmente: estabilização maior da ligação C=C parcial no estado
de transição: Regra de Saytzev
(ii) forma-se maior quantidade da olefina com os grupos mais
volumosos em lados opostos (trans, E);
11
RegioquímicaRegioquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Utilizando-se base com impedimento estérico se obtém mais
do produto com dupla menos substituida (Produto Hofmann)
12
RegioquímicaRegioquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Alcenos conjugados são preferidos ao invés de alcenos mais
substituídos. Porque? Estabilidade?
13
RegioquímicaRegioquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
14
Eliminação E2 consecutiva: Eliminação E2 consecutiva: FormaçãoFormação de Alcinosde Alcinos
(i) Tanto na E1 quanto na E2 ocorre a formação da olefina mais
estável; alceno mais substituído e trans, ou conjugado;
(ii) Na E1 ocorre esta regio-seletividade Saytzev apesar do fato de que
se tratar no segundo passo do passo não limitante para a velocidade
da reação;
(iii) O uso de bases impedidas estericamente pode mudar a relação
dos produtos;
(iv) As reações E1 e E2* são estereo-seletivas para formação de
alcenos trans (mais estáveis);
*para reações E2 isso aplica para substratos sem definição
estereoquímica.
15
Regioquímica e Estereoquímica das Reações de Regioquímica e Estereoquímica das Reações de
Eliminação E1 e E2Eliminação E1 e E2
16
Reações pelo Mecanismo E1cBReações pelo Mecanismo E1cB
Orientação:
•determinada pela acidez do próton, não pela estabilidade da C=C;
•A orientação Hofmann (dupla menos substituída é preferencial):
(i) Diminuição da acidez por substituintes alquilas;
(ii) Impedimento estérico.
Exemplo típico: Eliminação de Hofmann de sais de amônio.
Formação do produto Hofmann explicada pela abstração do próton
mais ácido (do carbono menos substituído).
Estado de transição da E1CB envolve formação de carbânion.
17
Mecanismo de Eliminação E1Mecanismo de Eliminação E1CBCB
RegioRegio--seletividadeseletividade: Estabilidade do Estado de Transição: Estabilidade do Estado de Transição
C:
R
R
R - C:
R
H
R - C:
R
H
H - C:
H
H
H -< < <
EstabilidadeEstabilidade RelativaRelativa de de CarbânionsCarbânions
MenosMenos estávelestável MaisMais estávelestável
E1E1CBCB acontece quando o grupo abandonador é ruim e a base é forte.acontece quando o grupo abandonador é ruim e a base é forte.
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CarbânionCarbânion
terciárioterciário
CarbânionCarbânion
secundáriosecundário
CarbânionCarbânion
primárioprimário
CarbânionCarbânion
metilametila
19
Degradação de Hofmann: formação do alceno menos substituido
+ -
Reações que Ocorrem pelo Mecanismo Reações que Ocorrem pelo Mecanismo E1cBE1cB
Orientação Saytzev Orientação Saytzev versus versus HofmannHofmann
20
Eliminação de HF de Perfluoroalcanos:
Reações que Ocorrem pelo Mecanismo E1cBReações que Ocorrem pelo Mecanismo E1cB
CH3C C
H
H
CH
O
CH3CH CHCH
O
CH3C
OH
H
H
C C
O
H
+ OH
+ HOH + HO
H
OHEliminação de Água de Aldois: via enolato
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EstereoquímicaEstereoquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Reagentes com ‘Reagentes com ‘estereoquímicaestereoquímica definida’definida’
C
C
X
H
C
C
H
X
SIN ANTI
eclipsado em oposição ('staggered')
C
C
H
OTs
CH3
CH3
Ph
H
C C
Ph
H3C
H
CH3
NaOEt
EtOH EtOH
NaOEt
C C
Ph
H
CH3
H3C
C
C
H
OTs
CH3
PhCH3
H
Eliminação a partir de tolilato de 3-fenil-2-butila: estereo-específica ANTI
•eliminação ANTI é preferencial com bons grupos de partida; com GP fracos (fluoreto,
trimetilamina) a eliminação SIN pode ser preferencial;
Conformações preferenciais para a
eliminação E2: sobreposição dos
orbitais sp3-p para formação da C=C.
Em uma reação E2, os grupos que serão eliminados devem ser trans
em relação com o outro. No caso do anel ciclo-hexano, a posição dos
dois substituintes deve ser trans – diaxial (anti-periplanar).
H
Br
H
Br
22
EstereoquímicaEstereoquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Eliminação de Sistema CíclicosEliminação de Sistema Cíclicos
23
EstereoquímicaEstereoquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Eliminação de Sistema Eliminação de Sistema CicloCiclo--HexânicosHexânicos
Eliminação somente de substituintes AXIAIS
24
EstereoquímicaEstereoquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Eliminação de Sistema Eliminação de Sistema CicloCiclo--HexânicosHexânicos
Reação de eliminação E2 rápida
25
Reação de eliminação E2 lenta
EstereoquímicaEstereoquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Eliminação de Sistema Eliminação de Sistema CicloCiclo--HexânicosHexânicos
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EstereoquímicaEstereoquímica da Eliminação E2da Eliminação E2
Eliminação de Sistema Eliminação de Sistema CicloCiclo--HexânicosHexânicos
H
H
X
H
(CH3)3C
Br
+ HXbase
(CH3)3C
Br
k (E2) (t-BuOK) 4 10
-3 s-1 8 10-6 s-1
A reação E1 envolve eliminação anti e sin.
27
EstereoquímicaEstereoquímica da Eliminação E1da Eliminação E1
Eliminação de Sistema Eliminação de Sistema CicloCiclo--HexânicosHexânicos
rearranjorearranjo
28
Eliminação de Sistema Eliminação de Sistema CicloCiclo--HexânicosHexânicos
Possibilidade de RearranjosPossibilidade de Rearranjos
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Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1CBCB
Uma Visão (um pouco) mais DetalhadaUma Visão (um pouco) mais Detalhada
C C
H X
lento
C C
H
+ X
- B
-
C C + BH
1
v = k1 [1]
C C
lento
C C
H X
+ B- + X- + BH
v = k2 [1] [B
-]
1
C C
H X
C C
X
+ BH C C + BH + X
-
1
B- +
k1
k-1
k2
E1: eliminação unimolecular: no passo limitante somente a saída do grupo de partida.
E2: eliminação bimolecular: no passo limitante abstração de próton e saída do grupo
de partida.
E1cB: eliminação unimolecular via no passo limitante abstração de próton (antes da saída
base conjugada: do grupo de partida).
-
30
Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1CBCB
Uma Visão (um pouco) mais DetalhadaUma Visão (um pouco) mais Detalhada
C
H
C
X
+ B
-
C C + HX + B
-
-
-
C C
X
H
B
-
-
C C
H
B
X
-
+
E1 E2 E1CB
C
X
C
H
Estados de Transição (do passo lento)Estados de Transição (do passo lento)
31
E2 E2
E1E1
E1cBE1cB
Diagramas de Energia Potencial da Reação Diagramas de Energia Potencial da Reação
32
Estados de Transição para os Mecanismos de EliminaçõesEstados de Transição para os Mecanismos de Eliminações--1,2 1,2
DiagramaDiagrama bidimensionalbidimensional dede coordenadacoordenada dede reaçãoreação dede MoreMore
OO´´FerrallFerrall--JencksJencks parapara osos MecanismosMecanismos dede EliminaçõesEliminações--11,,22
E1
E1cB
E2
CH3CH2X,B
-
CH2=CH2, HX, B
-
CH3CH2
+,B-,X-
-CH2CH2X,BH
C----X
EE
Diagrama de Energia Potencial TridimensionalDiagrama de Energia Potencial Tridimensional
34
Diagrama de Energia Potencial BidimensionalDiagrama de Energia Potencial Bidimensional E1CB
E1
C H
C X
E2
C C
H
X
+ B
+ HBC C
X
C C + BH
+ X
C C
H
+ B
X
35
Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1CCBB
Uma ExemploUma Exemplo
X Br OTs +S(CH3)2 F
+N(CH3)3
kH/kD 7,1 5,7 5,1 4,5 3,0
r 2,14 2,27 2,70 3,12 3,77
+ NaX
HOC2H5
NaOC2H5
X
C C
Ph
H H
H
HC2H5O Br C C
Ph
H H
H
HC2H5O N(CH3)3
(D) (D)
(D) (D)
Estados de Transição para os ExtremosEstados de Transição para os Extremos
36
Diagrama de Energia PotencialDiagrama de Energia Potencial
E1CB
E1
C H
C X
E2
C C
H
X
+ B
C C
H
+ B
X
+ HBC C
X
C C + BH
+ X
X = Br
X = N(CH3)3
37
Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1CBCB
Orientação da Eliminação E2Orientação da Eliminação E2
Orientação: Saytzeff versus Hofmann
•Depende do caráter de C=C versus carbânion no ET
E2 sincronizada e E2/E1: Saytzeff (C=C)
E2/E1CB: Hofman (carbânion)
Influência do GP, da força da base, efeitos estéricos (no
substrato e na base):
•Melhor GP leva ao alceno mais substituído;
•base maior leva ao alceno menos substituído (efeito
estérico);
•base mais forte leva ao alceno menos substituído;
38
Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1CBCB
Influência do substrato e da base: EXEMPLOS Influência do substrato e da base: EXEMPLOS
Qualidade do GP e impedimento estérico da base:
CH3(CH2)3CHCH3
X
base
solvente
C CH2 +
H
C4H9
C C
C3H7
H
H
+ C C
C3H7
H
CH3
HCH3
1- hexeno trans-2-hexeno cis-2-hexeno
Substrato Base/solvente 1-hexeno trans-2-
hexeno
cis-2-
hexeno
X = I 19 63 18
Cl MeO-/MeOH 33 50 17
F 69 21 9
I 78 15 7
Cl t-BuO-/t-BuOH 91 5 4
F 91 1 1
Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1Mecanismo de Eliminação E1, E2 e E1CBCB
Influência da força da base: EXEMPLOS Influência da força da base: EXEMPLOS
•Força da base: eliminação Hofmann aumenta com a basicidade
Base (sal de K) pK *
1-buteno de
2-iodobutano
1-buteno de
2-butiltosilato
p-nitrobenzoato 8,9 5,8 nd
benzoato 11,0 7,2 nd
Acetato 11,6 7,4 nd
Fenolato 16,4 11,4 30,6
metóxido 29,0 17,0 nd
etóxido 29,8 17,1 56,0
t-butóxido 32,2 20,7 58,5
* Valores de pK referentes a solução em DMSO
39
S
N
1 E1
40
Concorrência entre Substituição e EliminaçãoConcorrência entre Substituição e Eliminação
E1 e SE1 e SNN11
S
N
2
E2
41
Concorrência entre Substituição e EliminaçãoConcorrência entre Substituição e Eliminação
E2 e SE2 e SNN22
O direcionamento da reação para um mecanismo SN1,
SN2, E1 ou E2, depende:
1. Estrutura Estrutura do substratodo substrato;
2. Natureza do grupo abandonadorgrupo abandonador;
3. Nucleofilicidade e basicidade do Nu;
4. Solventeolvente da reação;
5. Temperaturaemperatura.
42
Concorrência entre Substituição e EliminaçãoConcorrência entre Substituição e Eliminação
Reagente
Nu fraco –
base fraca
(H2O)
Nu forte –
base fraca
(I-)
Nu forte - base
forte, pequeno
(CH3O
-)
Nu forte –
base forte,
grande
((CH3)3CO
-)
metila Não SN2 SN2 SN2
1o linear Não SN2 SN2 E2 / (SN2)
1o ramif. Não SN2 E2 / (SN2) E2
2o SN1 / E1 SN2 E2 / (SN2) E2
3o SN1 / E1 SN1 / E1 E2 E2
Aumento de temperatura favorece a eliminação (E2Aumento de temperatura favorece a eliminação (E2). ).
Aumento da entropia na eliminação. Aumento da entropia na eliminação.
43
Concorrência entre Substituição e EliminaçãoConcorrência entre Substituição e Eliminação