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Introdução a Farmacologia

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a um processo cirúrgico, tem que consultar um medico/cardio se pode ou não suspender o AS. O ideal é que se suspenda de 7 a 10 dias antes o medicamento, porque se não, ocorrerá hemorragia, porque boa parte das suas plaquetas não terão atividade de Tromboxano O2. O cardio pode não deixar a suspensão do medicamento porque o paciente tem grande chance de formação de trombo. Então o centro cirúrgico vai se preparar com uma bolsa de plaquetas ativas para evitar hemorragias. 
- Ibuprofeno: se usa muito para febre. Um risco grande com a dengue. Temos que cuidar muito ao utilizar ibupofreno porque precisamos conhecer a etiologia da febre (viral, por exemplo). Porque se for o vírus hemorrágico da dengue e tratarmos com ibuprofeno estaremos matando o paciente (hemorragia interna disseminada). 
- Alguns outros AINEs inibem a COX mas são processos reversíveis (liga e desliga). A enzima está produzindo muito tramboxano O2, mas o uso de AS ou ibuprofeno irá inativar esse processo. 
Moléculas transportadoras:
- Exemplo da fluoxetina: uma fibra nervosa colinérgica e uma adrenérgica e uma transmissão normal. Normalmente liberamos um monte de serotonina, de adrenalina. Ativa receptores pós-sinápticos e tem resposta. Frequentemente em um paciente com depressão, a gente vai observar que ele tem uma pequena quantidade desses neurotransmissores nas fendas sinápticas. E a principal forma de removermos os receptores da fenda sináptica é por meio da receptação (sistema simpático, seratonérgico, colinérgico -- no parassimpático não ocorre isso, a acetil colina não é recaptada, ela é quebrada em colina e a colina será recaptada). Uma das formas que eu tenho de aumentar as concentrações desses neurotransmissores na fenda sináptica é não deixar ocorrer a receptação. Então o que a fluoxetina faz? Ela bloqueia a proteína de recaptação, inibe a proteína de transporte, que levava a serotonina do espaço sináptico para dentro da fibra nervosa. 
Os fármacos podem atuar ativando os receptores (como agonistas), essa resposta é tida como resposta ALFA, atividade intrínseca daquele receptor. 
Alfa = 1, máxima resposta de um receptor (quando estimulado, por exemplo). 
Esse estimulo pode ser dado por uma substancia endógena (adrenalina – agindo no receptor ALFA1) mas pode ser dado também por um medicamento também que agirá no receptor ALFA1, estimulando o receptor.
Nos chamamos que quando o fármaco consegue estimular e produzir uma resposta máxima: AGONISTA TOTAL. (ALFA = 1)
Nos temos alguns medicamentos que se ligam no receptor, ativam o receptor mas ao ativam plenamente, mas não conseguem interagir plenamente: AGONISTA PARCIAL (ALFA < 1). 
Uso do agonista parcial: VARELICLINA – utilizado no tratamento do tabagismo – agonista parcial dos receptores nicotínicos. 
1 dose de vareliclina: uma de manhã e uma a noite (paciente ainda fumando) – na segunda e na terça-feira.
- Na quarta já aumentamos a dose. Primeiros dias: muita nicotina. Terceiro dia: aumento da dose de vareliclina – muita vareliclina, mais do que nicotina. 
- Quando a vareliclina se liga no receptor, haverá uma resposta menor, mas tem uma resposta. Assim o paciente não terá um prazer enorme, mas terá sensação de alivio já que a vareliclina ativa os receptores também.
- O paciente deve diminuir aos poucos a quantidade de cigarro e lá pelo quinto/sexto dia, deixar de fumar. Com o fármaco, ele não sente mais 100% de prazer ao fumar, e também não passa mais mal com a abstinência. Ele está tendo uma ativação dos receptores, mas essa ativação é fraca.
- O paciente mantém o uso do medicamento por mais 30 dias, e depois vai reduzindo a dose até poder tira-la em 100%.
O AGONISTA PARCIAL TEM UM COMPORTAMENTO DE ANTAGONISTA MEDIANTE AO AGONISTA TOTAL.
FARMACOS ANTAGONISTAS: aquele que bloqueiam os receptores. Eles têm afinidade pelo receptor, eles conseguem entrar no receptor, mas não conseguem estimula-lo. Então eles vão ficar ali ocupando espaço. Esse antagonista pode ser COMPETITIVO REVERSIVEL, COMPETITIVO IRREVERSIVEL ou NÃO COMPETITIVO.
Competitivo reversível: paciente com taquicardia, tenho que diminuir a frequência de disparos elétricos no coração para diminuir a FC. A adrenalina é quem dispara o coração, preciso então colocar uma substancia que se pareça com adrenalina, mas que não ative o receptor B1, e dai vai variar a dose para cada paciente. Porque eu preciso tentar buscar o equilíbrio. Normalmente, começamos com a menor dose possível, para ver se tem efetividade e depois aumentamos gradualmente. 
- O propranolol, é um bloqueador competitivo reversível. Um bloqueador de receptores beta. Compete com a adrenalina pelos receptores. E a resposta vai ser dada de acordo com a dose que é utilizada. Mas tomar cuidado, porque se houver muito mais propranolol do que adrenalina, vai predominar a ação de quem tem mais, bloqueio competitivo (buscar EQUILIBRIO). 
Em azul: diferentes doses de um agonista (agonista sozinho) – adrenalina. 
Em vermelho: foi dado o agonista mais o antagonista – antagonista em uma dose fixa (80mg de propranolol), e dai eu comecei a dar adrenalina. O propranolol compete com a adrenalina. Para produzir uma resposta de 50% bastou uma dose de 20mg. Só que quando eu dei adrenalina (20mg) para um ratinho que eu já tinha dado 80mg de propranolol, eu quase não mexi nos batimentos, porque eu tinha um equilíbrio. Agora, a medida que vai passando o tempo, que o agonista vai sendo metabolizado e diminuindo, se eu aumentar as concentrações de adrenalina, eu já não tenho mais equilíbrio, então a resposta do agonista vai aparecer, porque eu aumentei muito mais.
Agonista sozinho e outra curta, antagonista (fixo) e doses crescentes de agonista: a curva se desloca para direita, porque no primeiro momento enquanto eu tinha doses equilibradas de agonista e antagonista, nenhum e nem outro predominavam. Quando essas doses se desequilibravam devido ao aumento de adrenalina, assim não tem jeito, ele domina sozinho. 
** GANHA QUEM ESTIVER EM MAIOR CONCENTRAÇÃO. 
Competitivo irreversível: Até compete, mas a hora que aquele que faz o bloqueio irreversível entrar, o agonista não consegue mais obter resposta. 
Exemplo: Agrotóxico (medidor de colinesterase): se eu tenho a substância sozinha, a medida q eu aumento a quantidade da substancia, maior será a resposta esperada. Quando eu coloco o bloqueador e esse bloqueador entra no sitio ativo e não sai mais, por mais que a gente aumente a quantidade do agonista, a resposta não sobre mais. Não adianta, quando chegar um momento todos os receptores estarão bloqueados. O que mudou no gráfico, foi a dose do antagonista. O antagonista é competitivo pelos receptores do medicamento alvo, mas quando ele se ligou, não desgrudou mais.
- O uso de pouca quantidade do bloqueador irreversível vai fazer com que haja, ainda, uma pequena resposta. 
- Se aumentarmos a dose do bloqueador, ele predomina e não sobra nenhum sitio ativo disponível para o agonista. 
Não competitivo: célula cardíaca. Temos a bomba de sódio e potássio que vai fazer a remoção das unidades de sódio (2NA PRA FORA/3K PRA DENTRO), esse processo ocorre após a despolarização, processo de repolarização/hiperplarização.
- A célula cárdica recebe cálcio, por meio do seu canal. A adrenalina se ligou no receptor B1 que ativou uma proteína G que vai ativar uma Fosfolipase C e que vai promover a abertura do canal de Cálcio, para o cálcio entrar e promover a contração.
Alguns medicamentos podem bloquear o canal de cálcio, para competir com a adrenalina. Veropamil, quando se liga e entra e sai, faz com que todo o processo atrase e não haja a contração rápida, mas sim, contração lenta. Isso fará com que diminua a força dos batimentos e também, a FC.
O agonista sozinho e depois, o verapamil no ratinho e depois a adrenalina. Se eu aumento a dosagem de adrenalina não influenciará em nada. O verapamil não está competindo pelos receptores B1.
ALOSTÉRICOS: ao lado do sitio ativo. Temos alguns fármacos que não atuam diretamente no sitio ativo,