RESUMO CIRURGIA I e II
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RESUMO CIRURGIA I e II


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MANOBRAS CIRURGICAS FUNDAMENTAIS

Diérese
\u2013 É o ato de separar os tecidos com fins cirúrgicos (Dividir, cortar ou separar tecidos).

INCISÃO: romper a integridade dos tecidos

TIPOS DE INCISÃO (Corte no tecido)

Neumam : interpapilar com relaxante

Neumam modificada : interpapilar c/ 2 relaxantes

 Partch: semilunar ( quase nunca utilizada)

Wasmund: linear s/ incluir as papilas

Ochenbien: na gengiva inserida seguindo o formato das papilas

 Winter : no reborbo alveolar com 1 relaxante próxima ao 2 molar ( utilizada para 3ª molares)

 Retilinia : reta - linear

 Envelope: interpapilar

*** ENTRAR COM O BISTURI A 90° CORRE A 45° E SAIR A 90°

Extra orais: Elas obedecem as linhas de Langer ( linhas q mostram o trajeto das fibras musculares)

\uf0b7 Rugas das faces

\uf0b7 Anatomia topográfica

\uf0b7 Periorbitais

\uf0b7 Transconjuntivas

DIVULSÃO : separação dos tecidos moles, sem o corte

Sindesmotomia romper os ligamentos das fibras dento gengivais c/ objetivo de expor o colo cirúrgico.

Deslocamento muco periostal: descolar em único plano mucosa e periósteo, possibilitando visualização do campo operatório.

Divulsão por planos: separar tecidos plano a plano ( possibilitando a aproximação na futura sutura)

Exérese \u2013
É a remoção de parte ou a totalidade de um órgão ou tecido com finalidade terapêutica

OSTECTOMIA: Remoção o tecido ósseo com finalidade de diagnostico ou acesso cirúrgico

AVULSÃO: é a retira total ou parcial de um órgão com o uso de força mecânica

\u2022 CURETAGEM : manobra pela qual se removem do campo operatório formações estranha . inspeção do alvéolo com a cureta: não ficar raspando as paredes do alvéolo e remover fibras do ligamento periodontal, curetagem de lesões periapicais e/ou periodontais.

Hemostasia :
 manobra que visa interromper a perda de sangue

Tamponamento : c/ gase temporariamente ( media 20 minutos)

 Técnica de Chompret: apertar o alvéolo com gaze e devolver anatomia e fazer hemostasia - Pressão digital nas tábuas ósseas vestibular e lingual

 Eletrocoagulação : c/ eletricidade, para pequenos vasos

Ligadura : definitiva ou preventiva; pinçar vasos de médio e grande porte.

Química : hemostáticos.

Síntese:
manobra que posiciona os tecidos e os mantem estabilizados para permitir um bom reparo tecidual.

Suturas : técnica operatória, que consiste no reposicionamento e estabilização das bordas da ferida cirúrgica , para permitir processo de reparação.

Primeira intenção: Aquela na qual damos todo o favorecimento ao sistema para que ocorra o reparo. Exemplo: Fazer sutura de uma borda cirúrgica que cada uma esteja para um lado, assim está facilitando o reparo, e demora 7 a 10 dias.

Segunda intenção: Não consegue juntar todas as bordas, assim demora mais comparada a de primeira intenção,
pois é de 21 a 45 dias.

Desenvolvimento do terceiro molar na mandíbula.

Desenvolvimento do terceiro molar na mandíbula
É o dente impactado mais comum.
O germe do terceiro molar da mandíbula usualmente pode ser visto radiograficamente na idade de 9 anos, e a mineralização da cúspide é completada aproximadamente 2 anos mais tarde.  

A mudança na orientação da superfície oclusal, de uma inclinação mesializada para a posição vertical ocorre primariamente durante a formação da raiz. Durante esse período o dente gira de horizontal para mesioangular e para vertical. Portanto, o desenvolvimento normal e padrão de erupção, assumindo que o dente tenha espaço suficiente para erupcionar, traz o dente para sua posição normal na idade de 20 anos.

Maioria dos terceiros molares não seguem essa típica sequência de erupção, ao invés disso, torna-se impactado. Aproximadamente metade não assume a posição vertical e ficam com uma impacção mesioangular. Há várias explicações para isso.
O falha de desenvolvimento da raiz mesial pode resultar em uma impacção mesioangular. Desenvolvimento exacerbado na mesma raiz resulta em uma rotação e impacção distoangular.
Super desenvolvimento da raiz distal, comumente com curvatura para mesial, é responsável por impações mesioangular ou horizontal severas.

A segundo maior razão de falha para um terceiro molar rotacionar para a posição vertical e erupcionar envolve a relação do osso com o tamanho do arco e a soma da largura mesiodistal do dente no arco.

Outro fator que parece estar associado com a incidência da impação é a maturação retardada do terceiro molar. 

Dente impactado vs dente não erupcionado.

Nem todos os dentes não erupcionados são impactados. Um dente é considerado impactado quando ocorre falha para erupcionar totalmente na cavidade oral dentro do tempo de desenvolvimento esperado e que não possa por nenhuma razão esperar que o mesmo erupcione. Consequentemente, para diagnosticar uma impacção deve se ter um claro conhecimento do tempo de cronologia usual e erupção, tanto quanto os fatores que poção influenciar sua erupção.

Numerosos estudos avaliaram a influencia de vários fatores no potencial de erupção do terceiro molar inferior. Dois fatores consistentes surgem como prognóstico:angulação do terceiro molar e espaço disponível para ele emergir. Pela idade de 18 a 20 anos, o terceiro molar inferior está na posição horizontal ou fortemente mesioangulado possuem menos potencial de erupção do que aqueles que estão orientados mais verticalmente.  Dentes distoangulados possuem potencial intermediário de erupção. Entretanto, a grande esperança de erupção recai sobre aqueles terceiros molares que podem ser vistos radiograficamentee possuam espaço  tão largo quanto a sua coroa entre a distal do segundo molar e o ramo ascendente da mandíbula. Na idade de 20 anos, terceiros molares inferiores não erupcionadosque estão quase em posição vertical e possuem espaço horizontal suficiente tem mais probabilidade de erupcionar do que permanecer impactado.
CIRURGIA DOS DENTES RETIDOS
Miscigenação de etnias.
Discrepância no crescimento.
Diminuição da função do sistema estomatognático.
Falta de força de irrompimento.
Diminuição do espaço requerido para o irrompimento.
Consequência: PERICORONARITE , CÁRIE, DOENÇA PERIODONTAL INFECÇÃO

A pericoronarite consiste em uma inflamação que afeta o tecido mole que recobre a coroa de um dente, sendo tipicamente observada nos dentes do siso ou terceiros molares, em especial os inferiores.
Dentre as manifestações clínicas estão:
\u2022 Dor;
\u2022 Inchaço da gengiva no local acometido;
\u2022 Presença de um mau gosto na boca, que pode ser causada pelo vazamento de pus da gengiva à cavidade oral;
\u2022 Linfadenomegalia cervical.

Indicações para a remoção de um dente impactado:

Um dente impactado pode trazer vários problemas  ao paciente caso permaneça impactado. Nem todos os dentes impactados causam problemas clínicos significantes, mas possuem esse potencial. 

Prevenção e tratamento da Pericoronarite

\u2022 Tratamento: Irrigação com agua oxigenada 10 vol. + solução de Clorexidina 0,12%
\u2022 Orientar o paciente a bochechos com água morna e solução antisséptica.
 \u2022 Tirar de oclusão
 \u2022 Antiinflamatório +Antibiótico +analgésico

Quando um terceiro molar, usualmente o terceiro molar mandibular, parcialmente irrompe através da mucosa oral, o potencial de estabelecimento de uma  leve a moderada resposta inflamatória similar a gengivite e periodontite existe. Em algumas situações o paciente pode vivenciar uma infecção severa,que pode requisitar medicação vigorosa e tratamento cirúrgico. Tratamento inicial da pericoronarite é usualmente o debridamento da bolsa periodontal por irrigação ou por meios mecânicos, desinfecção da bolsa com soluções de irrigação como peróxido de hidrogênio ou clorexidina,ou procedimento cirúrgico pela extração do terceiro molar antagonista e , ocasionalmente, o terceiro molar mandibular. Casos severos de pericoronarite com sintomas sistêmicos podem requisitar antioticoterapia.

A prevenção de pericoronarites recorrentes é usualmente alcançada através da remoção