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Dra Caroline Parrillo 
 
1 
 Sumário 
 
 REVISÃO ANATÔMICA CIRÚRGICA DE CABEÇA E PESCOÇO - TÉCNICAS ANESTÉSICAS-----Página 2 
 MANOBRAS CIRÚRGICAS FUNDAMENTAIS------------------------------------------------------------Página 11 
 EXODONTIA SIMPLES ----------------------------------------------------------------------------------------Página 17 
 FÓRCEPS -------------------------------------------------------------------------------------------------------Página 21 
 ELEVADORES --------------------------------------------------------------------------Página 23 
 EXODONTIA COMPLICADA E SERIADA--------------------------------------------------Página 24 
 ACIDENTES E COMPLICAÇÕES NAS EXODONTIAS ---------------------------------------------------Página 27 
 CIRURGIA PARENDODÔNTICA ---------------------------------------------------------------------------Página 43 
 PROCESSOS SÉPTICOS ------------------------------------------------------------------------------------Página 48 
 
 
 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
2 
REVISÃO ANATÔMICA CIRÚRGICA DE CABEÇA E PESCOÇO - 
TÉCNICAS ANESTÉSICAS LOCAIS DE MAXILA E MANDÍBULA 
 
Objetivo: 
Revisão da Anatômica votada a cirurgias menores e Técnicas Anestésicas 
 
 OSSOS DO CRÂNIO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
FORAMES, FISSURAS E CANAIS: 
• Forame Lacrimal; 
• forame Infra-orbital; 
• forame supra-orbital; 
• forame mentual; 
• forame cego; 
• canal oftálmico; 
• forame parietal; 
• fissura orbital superior; 
• forame redondo; 
• forame oval; 
• forame espinhoso; 
• forame lascero; 
• forame jugular; 
• forame magno; 
• forame palatino maior; 
• forame incisivo. 
• meato acústico interno e externo 
 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
3 
SUTURAS: 
O neurocrânio apresenta zonas de crescimento denominado de suturas, em uma visão superior , pode 
se identificar a: 
• Sutura sagital- (vertical); 
• Sutura coronal- (horizontal anterior); 
• Sutura lambdoide- localiza na região posterior do crânio tendo um formato de triangulo entre os 
ossos parietais e occipitais. 
A estrutura que está entre elas chama-se BREGMA - Sinônimo de fontanela anterior, espaço entre os 
ossos parietais e o osso frontal, presente ao nascimento, este espaço desaparecerá com a fusão dos 
ossos parietais e frontal até os 2 anos de idades. 
 Também no encontro da sutura lambdoide (horizontal posterior– que liga o osso occipital aos ossos 
parietais) com a sutura sagital (vertical – limite superior dos ossos parietais), apresenta-se a LAMBDA, 
que se fecha com o crescimento do neurocrânio. 
 
OSSOS DA FACE: 
• Ossos Nasais (2) 
• Ossos pares que formam o dorso do nariz 
• Ossos Zigomáticos (2) 
Osso par que se localiza na parte lateral da face, formando a proeminência da face, ligando 
o Viscerocrânio ao Neurocrânio, parte lateral e assoalho a órbita e parte das fossas 
temporais e infratemporais. Traumas nesta região são frequentes e sua redução e 
realizada em ambiente hospitalar 
Este osso também pode ser utilizado para fixação de implantes. Esses implantes têm como 
função servir de ancoragem para próteses dentais. Essa técnica quando bem empregada 
apresenta índices de sucesso acima de 90%. 
 A indicação dos implantes zigomáticos obedece um rígido critério de aplicação, devendo 
a sua utilização restringir-se a casos específicos. 
Vantagem: 
• o procedimento é realizado em apenas um tempo cirúrgico. 
• o procedimento cirúrgico pode ser seguido da instalação de prótese imediata. O 
Implante zigomático e a prótese pode ser feito em 3 dias, com uma recuperação em 
menos de uma semana. 
 
Desvantagem: 
• Falha destes implantes pouco tempo após a instalação da prótese, associada a 
absorção do corpo do osso zigomático e em muitos casos associados a sinusites 
severas. 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
4 
 Ossos Lacrimais (2) 
Menores e mais frágeis ossos da face, está situado na porção anterior da parede medial 
da órbita 
 Ossos Palatinos (2) 
Ossos que formam a parte posterior do palato duro, parte do assoalho e parte lateral da 
cavidade nasal, também se liga ao processo pterigoide do osso esfenoide, pelo processo 
piramidal. 
 Conchas nasais inferiores (2) 
Localiza-se ao longo da parede lateral da cavidade nasal 
Apresenta duas faces e duas bordas” 
Face medial – convexa é nesta região no meato média que se localiza o óstio maxilo-sinusal 
com grande importância clínica em casos de sinusites odontogênicas. 
Face lateral – côncava 
 Maxilas (2) 
Se comunica com a cavidade nasal, com exceção da mandíbula, são os maiores ossos da 
face, formam parte do teto da cavidade oral e parte do assoalho da cavidade nasal. 
Contêm os alvéolos dentais superiores 
 Vômer (1) 
É um dos ossos ímpares do crânio e está situado na linha sagital mediana, se relaciona 
com o osso esfenóide, etimóide, palatinos direito e esquerdo e os maxilares direito e 
esquerdo. 
 Mandíbula (1) 
Osso ímpar que contém o arco dental inferior, consiste em uma porção horizontal, o corpo, 
e duas porções perpendiculares, os ramos que se unem ao corpo em um ângulo quase reto 
 
CORPO 
 
 Face Vestibular: 
• Protuberância Mentual- eminência triangular na região anterior da mandíbula 
• Sínfise Mentoniana (Ponto Antropométrico) - crista suave na linha mediana, região de 
doação de enxerto ósseo autógeno 
• Forame Mentual - depressão de cada lado da sínfise. Passagem de vasos e nervo 
mentuais, ponte de referência da técnica anestésica do mesmo nome. 
• Linha Oblíqua aumento volumétrico na face vestibular do corpo da mandíbula, 
próximo ao trígono retro molar, referência para a anestesia do nervo bucal. Também 
pode ser uma região de doação de enxertos ósseos autógenos. 
 
Face Lingual. 
• Espinha Mentual- par de espinhas próximo da sínfise, inserção dos músculos gênio-
hióide 
• Fossa Digástrica - pouco abaixo das espinhas mentais, inserção do músculo digástrico 
ventre anterior. 
• Fossa Sublingual- acima da linha milo-hióidea na região anterior aloja-se nesta região 
a glândula sub-lingual. 
• Fossa Submandibular - abaixo da linha milo-hióidea, localizada na região posterior, 
próximo aos molares inferiores. A glândula sub-mandibular está contida nesta fossa. 
• Linha Milo-hióidea - ao lado da sínfise e dirige-se para trás, insere-se o músculo milo-
hióideo que constitui o soalho da cavidade oral. 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
5 
Bordas 
• Superior ou Alveolar- recebe os dezesseis dentes do arco dentária inferior 
• Inferior corresponde a base da mandíbula. 
 
Ramos 
Apresentam duas faces, quatro bordas e dois processos: 
• Face Lateral - apresenta cristas oblíquas para inserção do músculo masseter 
• Face Medial - apresenta as seguintes estruturas: 
• Forame Mandibular - passagem de vasos e nervo alveolares inferiores 
• Sulco Milo-Hióideo 
• Língula da Mandíbula - crista proeminente acima do sulco milo-hióideo 
• Borda Inferior- encontra-se o ângulo da mandíbula 
• Borda Posterior- é recoberta pela glândula parótida 
• Borda Anterior- continua-se com a linha oblíqua 
• Borda Superior - possui dois processos muito importantes: 
Processo Coronóide e Processo Condilar (articula-se com o disco articular da articulação 
temporomandibular - ATM). 
Entre estes dois processos encontramos a incisura da mandíbula. 
• A mandíbula articula-se com dois ossos: Temporais (2). 
 
12 pares de nervos cranianos: 
• I - Olfatório 
• II- Óptico 
• III- Oculomotor 
• IV- Troclear 
• V- Trigêmio 
• VI- Abducente 
• VII- Facial 
• VIII- Vestibulococlear 
• IX- Glossofaríngeo 
• X- Vago 
• XI- Acessório 
• XII- Hipoglosso 
 
 
 
 
 
 
TRIGÊMIO - V PAR CRANIANO 
• Origem aparente encefálica: região lateral da ponte - pedúnculo cerebelar médio. 
• Origem aparente craniana: fissura orbital superior, forame redondo e forame oval 
• SNP – Aferente (sensitivo) e eferente(motor) (sistema nervoso somático e visceral) A partir 
do Gânglio Trigeminal, o V par craniano divide-se em três ramos: 
 Nervo Oftálmico (V1) 
• Primeira divisão do trigêmio, o oftálmico emerge na FISSURA ORBITAL SUPERIOR, que se divide 
em outros três ramos sensitivos (nervo nasociliar, nervo frontal e nervo lacrimal). 
• O nervo lacrimal recebe o ramo comunicante do nervo zigomático oriundo do nervo maxilar e 
que possui fibras secretoras parassimpáticas para a glândula lacrimal. 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
6 
 Nervo Maxilar (V2) 
• Segunda divisão do nervo trigêmio, também é sensitivo. 
• Penetra no crânio a partir da fossa pterigopalatina, através do forame redondo. 
O nervo maxilar (V2) divide-se em: 
NERVO ALVEOLAR SUPERIOR POSTERIOR - Inerva a polpa e periodonto molares superiores (exceção: 1º Molar 
Superior, inervando a raízes disto vestibular e palatina) 
 
Nervo infra-orbital – que se ramifica em: 
 
NERVO ALVEOLAR SUPERIOR MÉDIO – que inerva a polpa e periodonto dos dentes pré-molares e raiz mesio-
vestibular do 1º Molar Superior, existe em 20% dos casos 
 
NERVO PALATINO - Transmite a sensibilidade proveniente da mucosa do palato duro desde a região de canino 
até o limite anterior do véu palatino. O nervo palatino maior, dentro do gânglio pterigoideo recebe fibras do 
nervo nasopalatino. O trajeto do nervo nasopalatino alcança a fossa incisiva, atravessa o forame incisivo e 
percorre o septo nasal em direção superior e posterior até o teto da cavidade. O nervo palatino maior inerva a 
MUCOSA dos dentes posteriores através do forame palatino maior, já o nervo nasopalatino inerva a MUCOSA 
de canino a canino através do forame incisivo. 
 
NERVO GENGIVAL - Transmite a sensibilidade proveniente MUCOSA gengival dos molares posteriores. 
 
 
• Nervo Mandibular (V3) 
• Essa porção faz com que o Nervo Trigêmio seja caracterizado como nervo misto, pois 
possui parte aferente e eferente (sensitivo e motor, respectivamente), seus ramos 
principais são: 
SENSITIVA: 
 (NERVOS DA MANDIBULA) 
NERVO LINGUAL - Dirige-se para a língua, concedendo sensibilidade geral aos seus 2/3 terços anteriores. 
Lingual de molares até incisivo central e soalho da boca. 
 
NERVO ALVEOLAR INFERIOR - Penetra no forame da mandíbula e percorre o interior do osso pelo canal 
da mandíbula até o dente incisivo central. Aproximadamente na altura do 2°pré-molar, o NAI emite um 
ramo colateral, que é o nervo mental (nervo mentoniano), o qual emerge pelo forame de mesmo nome, 
para fornecer sensibilidade geral às partes moles do mento. 
Dentro do canal da mandíbula, o nervo alveolar inferior se ramifica, porém, seus ramos s e anastomosam 
desordenadamente para constituir o plexo dental inferior, do qual partem os ramos dentais inferiores 
que vão aos dentes inferiores. 
 
NERVO BUCAL - Traz sensibilidade da mucosa e pele da bochecha e gengiva vestibular dos dentes 
molares inferiores. 
 
NERVO MENTUAL - É formado pela junção das fibras nervosas sensitivas provenientes da pele do mento, 
da mucosa e pele do lábio inferior e da mucosa e gengiva vestibular dos dentes anteriores. Penetra na 
mandíbula pelo forame e canal do mesmo nome para contribuir para formação do nervo alveolar 
inferior. 
 
 
NERVOS ALVEOLARES SUPERIORES ANTERIOR - Inerva a polpa e periodonto de caninos e incisivos superiores 
do mesmo lado. 
Dra Caroline Parrillo 
 
7 
MOTORA: 
A parte motora do nervo mandibular inerva os músculos mastigatórios (temporal, 
masseter e pterigoideo medial e lateral), com nervos que tem o mesmo nome dos 
músculos. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICAS ANESTÉSICAS 
• Infiltrativa- pequenas terminações nervosas na área do tratamento odontológico são 
infiltradas com a solução do anestésico local. 
• Bloqueio de campo- a solução do anestésico local é infiltrada próxima dos ramos 
terminais maiores, de forma que a área anestesiada será circunscrita, para evitar a 
passagem de impulsos do dente para o SNC. 
 
 
 
 
 
Técnicas de injeção maxilar – a maxila é um osso extremamente poroso. 
 
BLOQUEIO DE CAMPO – indicado para analgesia de um ou mais dentes ou área limitada 
da maxila 
 
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR ANTERIOR - NASA- irá anestesiar incisivos centrais, 
laterais, caninos e a polpa. 
Referências – acompanham a concavidade da mucosa, distendendo-a (fundo de vestíbulo). 
Deve ser introduzido pelo menos 1cm da agulha e devem ser usados 2/3 do tubete por vestibular e 
1/3 por palatina (para anestesiar a mucosa). 
BLOQUEIO DO NERVO INFRAORBITÁRIO: para bloquear o nervo infraorbitário a agulha é introduzida 
mais profundamente usando como referência uma linha traçada entre a pupila e canino ou a linha 
do pré-molar. O nervo infraorbitário corresponde aos nervos alveolar superior anterior e alveolar 
superior médio. Muitas vezes a anatomia da maxila dificulta, por isso é importante ficar palpando 
para sentir a anestesia. 
Dra Caroline Parrillo 
 
8 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
BLOQUEIO DO NERVO ALVEOLAR SUPERIOR POSTERIOR (TUBEROSIDADE BAIXA): anestesia as raízes 
disto-vestibular e palatina do 1º molar superior e também 2º e 3º molares superiores. 
O ideal é que se utilize uma agulha longa, exige muita cautela pois a artéria maxilar é muito calibrosa 
e está próxima do nervo maxilar. 
BLOQUEIO DO NERVO MAXILAR (TUBEROSIDADE ALTA): boca entreaberta para sentir o processo 
coronóide e para que este não atrapalhe a agulha durante a introdução. Introduz a agulha na região 
do 2º molar, pois se for na região de 1º molar vai tocar no processo zigomático da maxila e o 
anestésico vai ser depositado muito superficialmente. Essa técnica serve para remover qualquer 
dente da maxila. 
TÉCNICA DO NERVO NASOPALATINO: é uma injeção que pode ser muito traumática, anestesia a 
porção anterior do palato duro desde a face medial do 1ºPM direito até a face medial do 1ºPM 
esquerdo. Há duas técnicas: a primeira consiste numa injeção única, onde o anestésico é depositado 
na papila incisiva, entre os dois incisivos centrais; já a segunda técnica consiste em duas inj eções, 
onde anestesia por vestibular e também entre os dois incisivos centrais passando pela papila incisiva 
e, em seguida, complementa com a papila incisiva. 
TÉCNICA DO NERVO PALATINO MAIOR: menos traumático que o bloqueio do nervo nasopalatino; 
anestesia a porção posterior do palato duro e seus tecidos moles subjacentes. A referência é entre 
o 2º e 3º molar, a 1cm da gengiva; não se deve anestesiar muito próximo do dente porque a gengiva 
é inserida e não tem espaço para o anestésico. Pode causar necrose no palato devido a 
vasoconstricção e quando usa uma grande quantidade de anestésico. A agulha deve ser inserida 
perpendicular ao osso, e deve ser usada agulha curta e também um contonete para fazer compressão 
e causar isquemia a fim de diminuir a sensibilidade da punção do paciente. 
Dra Caroline Parrillo 
 
9 
 
 
 TRAJETÓRIA DO NERVO MAXILAR 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnicas Anestésicas na mandibular 
a mandíbula é um osso mais compacto, e deve-se ter noção do comprimento mandibular, 
altura e acidentes anatômicos. 
 
 
 
Bloqueio do NAI e lingual: 
Dra Caroline Parrillo 
 
10 
serão anestesiados os nervos: 
• Alveolar inferior; 
• incisivo; 
• Lingual (gengiva lingual); 
• mentoniano. 
A referência é o ponto de maior curvatura do ramo mandibular (trígono retrodistal), linha 
obliqua externa. 
A referência de altura será dada pelo plano oclusal dos dentes (cerca de 1cm acima do 
plano oclusal). 
A referência em profundidade é dada colocando a agulha na altura dos pré-molares do 
lado oposto; deve-se traçar uma bissetriz entre metade do ramo mandibular e 1cm acima 
do plano oclusal, quandoas linhas se unirem é onde vai injetar o anestésico. 
Para diminuir a possibilidade de erro o ideal é fazer movimentos para anterior e posterior 
e ir injetando o anestésico. 
Pode ser usada uma agulha curta, pois se usa a agulha longa pode chegar até a parótida e 
anestesiar nervo facial. 
A profundidade dessa anestesia é de cerca de 2 a 2,5cm e a punção é feita na prega 
pterigomandibular. Penetra a agulha até alcançar a face interna do ramo da mandíbula, 
quando toca afasta cerca de 2mm e injeta. 
 Os sinais são formigamento do lábio inferior (indica anestesia do nervo mentoniano), 
formigamento ou dormência na língua (indica anestesia do nervo lingual). 
Técnica do nervo bucal: o nervo bucal anestesia a gengiva vestibular, é feita mais por 
vestibular, usando a metade do polegar como referência de altura e vai em d ireção a 
metade do ramo da mandíbula. 
 
 RESUMINDO: 
TECNICA ANESTÉSICA DA MANDIBULA 
N.A.I.- Inerva todos os dentes de hemi-arco inferior e ligamento periodontal 
N. Mentual- Inerva o lábio inferior, a mucosa vestibular de PM até I.C. e região de mento 
N. Bucal- Inerva a mucosa vestibular de MI e mucosa jugal 
N. Lingual- Inerva os 2/3 anteriores da língua, gengiva lingual de M até IC e soalho da boca 
 
TECNICA ANESTÉSICA DA MAXILA 
N.A.S.A.- Inerva a mucosa vestibular de IC ao C e a polpa 
N.A.S.M.- Inerva a mucosa vestibular dos PM e raiz MV do 1°M e polpa dos PM 
N.A.S.P.- Inerva a mucosa vestibular dos M e a polpa 
N. infra-orbital- Inerva a mucosa vestibular dos IC ao 2°PM e polpa 
N. Palatino maior- Inerva a região posterior do palato duro até 1°PM, região palatina de M e PM 
 
• Infiltração local- A anestesia é feita no local que será o procedimento 
• Anestesia perilesional- Envolta da lesão, indicado para biópsias 
• Anestesia intrapulpar- Dentro da polpa, indicado para tratamento endodôntico e cirurgia 
• Anestesia intraligamentar- Ligamento periodontal, indicado para cirurgia 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
11 
MANOBRAS CIRÚRGICAS FUNDAMENTAIS - DIÉRESE, 
EXÉRESE, HEMOSTASIA E SÍNTESE. 
Manobras que visam a realização de um procedimento cirúrgico, de forma ordenada e 
sistematizada, levando ao menor trauma cirúrgico, no menor tempo possível. São elas: 
❖ Diérese; 
❖ Exérese; 
❖ Hemostasia; 
❖ Síntese. 
 
 
• Incisão 
• Osteotomia- Corte do osso 
• Odontosecção- Corte do dente 
 
 MANOBRAS DE DIERESE 
 
Divulsão: 
• Sindesmotomia; 
• Descolamento muco periostal; 
• Divulsão dos tecidos moles. 
 
 
❖ DIÉRESE: Manobras que visam acesso ao objetivo cirúrgico. 
Compõem as manobras de diérese: 
• Incisão; 
• Divulsão. 
Incisão: Manobra para romper a integridade tecidual. 
Propriedades das incisões: 
• Conhecimento anatômico; 
• Conhecimento da técnica; 
• Instrumental adequado; 
• Única; 
• Proporcionar acesso adequado – extensível; 
• Apoiar em suporte ósseo sadio: 
- Quando a incisão não cai em tecido ósseo sadio a sutura não terá apoio 
- Ocorrerá deiscência de sutura 
- Abertura da sutura 
Divulsão: manobra que visa interromper a integridade dos tecidos. 
Tipos de divulsão: 
• Descolamento muco periostal: Descolar, em um único plano, mucosa e periósteo, 
dando possibilidade de afastamento e de visualização do campo operatório. 
• Divulsão por planos: Separação dos tecidos, plano a plano, para acesso a um objetivo 
cirúrgico, possibilitando a aproximação dos mesmos no momento da sutura. 
• Sindesmotomias: Romper os ligamentos dento-gengivais, com o objetivo de expor o 
colo cirúrgico do elemento dentário a ser extraído, para a adaptação e aplicação de 
força através de fórceps. 
Dra Caroline Parrillo 
 
12 
Tipos de Incisões: 
Intra orais: 
 
NEÜMANN – Incisão interpapilar ou sulcular com 1 relaxante divergente para a base- 
triangular. 
 
WASSMUND – incisão linear sobre a gengiva inserida com 2 relaxantes voltada para 
irrigação– Base da incisão indicada pra preservar papilas. 
Onde existe problemas periodontais. Também em pacientes com próteses fixas. 
 
OCHSENBEIN - Incisão sobre a mucosa sem invadir o sulco gengival acompanhando o 
formato das papilas com 2 relaxantes retilíneas divergentes voltada para a região de 
irrigação, onde não se faz incisões relaxantes 
 
 
 
PARTSCH OU SEMI LUNAR 
Reduz a incisão e tempo de descolamento, não é feita a incisal gengival. 
Pode causar deiscência 
 
BORRACE OU DUPLO Y 
É indicado quando se deseja uma maior exposição posterior do palato 
 
 
 
 
NEÜMANN MODIFICADA OU PETER NOVAK – Incisão interpapilar com 2 relaxantes 
divergentes para a base irrigação – Trapezoidal 
- Vantagens: excelente acesso 
- Desvantagem: retração gengival 
ENVELOPE- incisão sulcular - interpapilar 
 muito utilizada para intervenções no palato e na região lingual, 
onde não se faz incisões relaxantes 
WINTER- incisão para terceiros molares retidos 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
13 
❖ EXÉRESE: Manobras de remoção de tecido, lesão, retirada de um órgão ou de parte 
dele. 
• Ostectomia- Remoção de fragmento 
• Avulsão 
• Curetagem. 
• Excisão; 
• Tecidos moles –biopsia incisional/excisional; 
• Ressecção; 
• Debridamento. 
Ostectomia: Remoção de tecido ósseo. 
Quando a ostectomia é realizada com finalidade de atingir acesso cirúrgico ela é 
classificada como Diérese. 
Ex: ostectomia para atingir um dente retido. 
 
Osteotomia: corte do osso 
 
Avulsão: É a retirada total ou parcial de um órgão com o uso de força mecânica. 
 O exemplo mais indicado é a exodontia. 
Curetagem: Manobra pela qual se removem do campo operatório formações 
 
 
❖ HEMOSTASIA: Manobras que visam interromper a perda de sangue pela ferida 
cirúrgica. 
É colocada separadamente por finalidade didática mas deve ser realizada durante todo o 
ato cirúrgico. 
Métodos de hemostasia: 
• Tamponamento - Gaze 
• Compressão -Manobra de Chompret.) 
 
Métodos – Físicos: 
• Tamponamento: Hemostasia temporária, realizado no trans e no pós operatório. É 
obrigatório após todos os passos cirúrgicos ou quando a ferida ficará exposta, sem 
ser manuseada. 
É realizado com gaze. 
 
• Eletrogoagulação: Utilizada para hemostasia definitiva de pequenos vasos 
sanguíneos, com saída constante de sangue. 
Utiliza-se de bisturi eletrônico. 
 
• Pinçamento: Manobra de hemostasia temporária de pequenos vasos, podendo ser 
 associada a eletrocoagulação. 
No caso de ser utilizada isoladamente, deve-se aguardar de 8 a 10 minutos para a 
formação do trombo plaquetário na luz do vaso rompido. 
 São utilizadas as pinças hemostáticas (Kelly, Halstead). 
 
• Ligadura: Manobra hemostática definitiva que consiste na obliteração da luz de um 
vaso sanguíneo através de sutura com fios não reabsorvíveis. Utilizada em vasos de 
maior calibre como a artéria facial. O vaso é pinçado com duas pinças kellys – feito 
um nó no vaso em cada pinça e depois cortado no centro. 
Dra Caroline Parrillo 
 
14 
 
Métodos Quimicos: 
• Hemostáticos locais. 
• Substâncias químicas que atuarão localmente para hemostasia do campo operatório 
Tipos: 
• Fibrina: Extraído principalmente de bovinos, é um dos fatores da coagulação e 
aceleram a formação de um coágulo na área afetada. 
• Esponjas: Tem como característica se expandir em contato com fluidos, realizando 
um tamponamento da região. 
• Cera: Tem como função tamponar a área hemorrágica. É um fator que pode levar a 
infecção do sítio operatório. Temporário 
• Hemostáticos de ação central: Medicamentos administrados com fatores vasoativos 
ou auxiliares dos fatores de coagulação, com o objetivo de diminuir a 
hemorragia. Temporário 
- Estrógenos 
- Premarin ® 
- Styptanon® 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A TÉCNICA DE CONTROLE HEMORRÁGICO DEPENDE: 
1. Do tipo de sangramento: 
• Arterial – pulsátil- fluxo lançado 
• Venosa - fluxo contínuo (lençol) 
• Capilar – pequenos pontos, mais difícil de identificar origem2. Região do sangramento 
• Tecido mole= compressão desloca o vaso 
• Intra ósseo= auto tampão na parede óssea 
3. Relação do vaso com estruturas nobres: 
• Nervos não utilizar eletrocoagulação (lesão irreversível) 
Dra Caroline Parrillo 
 
15 
SINTESE: Manobras que reposicionam os tecidos e os mantém estabilizados, para permitir 
o processo de reparação tecidual. 
Suturas: Técnica operatória que consiste no reposicionamento e estabilização dos bordos 
da ferida cirúrgica, para permitir o processo de reparação. 
 
FIOS DE SUTURA: PROPRIEDADES: 
Físicas: 
• Configuração - monofilamentada / multifilamentada; 
• Capilaridade- Capacidade de absorção de fluidos; 
• Aderência bacteriana; 
• Calibre do fio; 
• Força tênsil- Resistência à tração; 
• Força do nó- Força necessária para desfazer o nó; 
• Elasticidade- Capacidade de retornar à forma e tamanho original após tração; 
• Plasticidade- Manter-se sob nova forma após tração; 
• Memória- Relacionada a elasticidade e a plasticidade após ter sido dado o nó: 
-Alta memória: Nylon® e polipropileno 
- Baixa memória: Seda e algodão. 
 
TIPOS DE FIO DE SUTURA: 
Não absorvíveis: 
Biológicos: 
• Algodão- Derivado da celulose, baixa reação celular, multifilamentodo trançado 
• Seda- Origem animal, Baixa reação tecidual, multifilamento torcido ou trançado 
Sintéticos: 
• Nylon- Derivado das poliamidas, multi ou monofilamento, baixa capilaridade, boa 
elasticidade, pouca reação tecidual 
• Dácron- Derivado do poliéster, monofilamento, baixa capilaridade, simples ou revestido 
com teflon (baixo coeficiente de atrito) 
• Prolene- Derivado das poliefrinas, pouca aderencia bacteriana, indicado para feridas 
contaminadas, monofilamento, boa elasticidade 
• Metálicos- aço inoxidável, fácil esterilização, mono ou multifilamentos, alta força tênsil 
Absorvíveis: 
Naturais: 
• Categute- submucosa de intestino de carneiro ou boi, natureza protéica- reação de corpo 
estranho, grande variação na força tênsil, monofilamento, absorvido por fagocitose em 9 a 
14 dias 
Sintéticos: 
• Ácido poliglicólico (Dexon®) - Multifilamento trançado, reabsorvido por hidrólise em 40-60 
dias 
• Poliglactina 910 (Vycril ®) - Semelhante ao Ácido poliglicólico, Trançado, Hidrólise em 60 a 
90 dias após 15 dias, não oferece resistência tênsil 
• Polidioxanone e Poligliconato - monofilamentados com resistência maior que os anteriores. 
Possuem menor retenção bacteriana e um tempo de absorção maior. 
 
AGULHAS: Classificação 
Dra Caroline Parrillo 
 
16 
Traumáticas 
• Pontas cortantes 
• utilizadas em tecidos resistentes 
• diferença entre o diâmetro da agulha e do fio 
 
Atraumáticas 
• pontas perfurantes 
• Tecidos delicados 
• fios montados 
 
ESPESSURA DE FIO: 
• É medida em milímetros e expressa em quantidade de zeros. 
• Em ordem decrescente de espessura temos os fios: 
 no. 2, 1, 0, 2-0, 3-0, 4-0, 5-0 ... Até 12-0. 
 
TIPOS DE SUTURA: 
• Ponto simples: 
• Ponto contínuo simples 
• Ponto contínuo festonado 
• Ponto donati 
• Ponto em x 
• Osteossíntese a fio – contenção óssea semi rígida 
Fixação com placa e parafuso – fixação interna rígida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
PONTO SIMPLES PONTO CONTÍNUO 
 SIMPLES 
PONTO CONTÍNUO 
 FESTONADO 
PONTO DONATI PONTO EM X 
FORMA DA AGULHA 
SESSÃO TRANSVERSAL COMPRIMENTO 
Dra Caroline Parrillo 
 
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 Exodontia Simples 
 
É a parte da cirurgia buco-maxilo-facial referente à extração dentária. 
Extração ou exodontia é a remoção do dente de seu alvéolo através de uma dilatação 
óssea e rompimento das fibras periodontais que ligam este dente ao tecido ósseo. 
Deve considerar toda exodontia como uma cirurgia pré-protética 
Sua sinonímia é: exodontia, avulsão, extração dentária, odontectomia. 
 
TIPOS: 
 Quanto a complexidade a exodontia pode ser: 
• Simples; 
• Complicada; 
• Dentes inclusos e retidos. 
 
 De acordo com a quantidade de dentes a serem removidos podem ser: 
• Exodontia Unitária: quando extraímos um único elemento dental 
• Exodontia Seriada ou múltiplas: quando extraímos mais de um elemento dental. 
 
REQUISITOS DAS EXODONTIAS: 
• O dente deve ser extraído totalmente; 
• Deve-se evitar ao paciente todo o sofrimento inútil através de uma correta técnica 
anestésica, manobras de biossegurança evitando infecções e orientações pós-
operatórias para completa recuperação do paciente. 
• O traumatismo deve ser o mínimo indispensável através de um bom planejamento 
cirúrgico após a anamnese, exame físico e exames complementares de imagem. 
 
INDICAÇÕES GERAIS DAS EXODONTIAS: 
• Pacientes com cáries graves; 
• pacientes com necrose pulpar; 
• com doença periodontal grave; 
• por razões ortodônticas; 
• dentes mal posicionados; 
• pacientes com dentes fraturados; 
• dentes impactados; 
• presença de supranumerários; 
• dentes associados a lesões; 
• com finalidades pré-protéticas; 
• como terapia pré radioterapia em pacientes oncológicos; 
• dentes envolvidos em traços de fratura nos maxilares; 
• por finalidade estética; 
• por motivos sócio econômicos. 
 
 
INDICAÇÕES PARA AS EXODONTIAS SIMPLES : 
• Dentes com coroas que suportem a ação do fórceps; 
• coroas pouco cariadas ou restauradas; 
• dentes com raiz (es) curta (s) e cônica (s); 
• dentes com raízes sem dilaceração ou hipercementose; 
• dentes sem inserção óssea; 
• Como auxiliar de outras técnicas que utilizem elevadores ou osteotomia. 
 
CONTRA-INDICAÇÕES SISTÊMICAS: 
• Diabetes não controlada; 
• Leucemia e linfoma não controlados; 
• Angina instável; 
• Infarto recente; 
• Hipertensão grave não controlada; 
• Coagulopatia severa; 
• Uso de anticoagulants; 
• Uso de bifosfonatos. 
CONTRA-INDICAÇÕES LOCAIS: 
• Pacientes que realizaram radioterapia 
em região de cabeça e pescoço; 
• Dentes envolvidos em tumores 
odontogênicos; 
• Pacientes com processos infecciosos 
agudos tais como pericoronarites e 
abscessos dento alveolares. 
Dra Caroline Parrillo 
 
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AS ETAPAS CIRÚRGICAS PODEM SER DIVIDIDAS EM: 
 
Pré-operatório: podendo ser subdividido em: 
 Mediato: Realiza o diagnóstico e planejamento cirúrgico do caso através do EXAME 
CLÍNICO que é a associação da anamnese com o exame físico. 
Deve associar sempre a anamnese ao EXAME FÍSICO feito através de manobras 
semiotécnicas de: 
• Inspeção; 
• palpação; 
• percussão; 
• auscultação; 
• olfação; 
• testes de vitalidade pulpar; 
• Vitropressão; 
• punção aspirativa se for o caso. 
 
O exame físico pode ser dividido em: 
• Geral; 
• Local- subdivido em: extra-oral e intra-oral. 
 
Exame físico local intra-oral- É necessária a avaliação das condições gerais da boca como: 
• higiene oral; 
• cavidades cariosas; 
• abertura bucal. 
Também é feita a avaliação clínica dos elementos que serão extraídos se a coroa dental se 
apresenta íntegra, restaurada, seu tamanho e coloração. 
É avaliado o grau de mobilidade do dente, se este apresenta vitalidade ou endodontia 
realizada. 
 
Após realizado o exame clínico associamos estes dados aos exames de imagem dentre 
eles: 
• radiografias periapicais; 
• oclusais; 
• panorâmicas; 
• e se necessário tomografias computadorizadas: 
Nestes exames devem examinar se a coroa dental está íntegra, restaurada, destruída ou 
cariada. 
Avaliar a porção radicular e suas variações anatômicas quanto ao seu: 
• Formato convergente ou divergente; 
• Seu tamanho sendo longo ou curto; 
• O número de raízes; 
 
 anomalias de forma como: 
- Dilacerações que são as curvaturas acentuadas 
- Reabsorções; 
- Hipercementose- acúmulo de cemento na região apical radicular com aumento de seu 
diâmetro; 
 - Anquiloses- união óssea desta raíz ao osso alveolar circundante 
- Se há a presença do septo interradicular. 
 No exame radiográfico também podemos avaliar o tecido dosuporte e condições do 
tecido ósseo e pericemento ao redor do dente a ser removido. 
Dra Caroline Parrillo 
 
19 
Outro fator importante de avaliação são os acidentes anatômicos próximos ao dente a ser 
extraído tais como: 
• Seio maxilar e sua extensão e relação com os ápices radiculares dos dentes ; 
• Fossa nasal onde deve ter um maior cuidado na curetagem dos dentes anteriores 
superiores; 
• Forame mentual também merece especial atenção principalmente na incisão e 
anestesia da região de pré molares inferiores; 
• Trajeto do canal mandibular e nervo alveolar inferior merece cuidado especial durante 
a curetagem e uso de brocas na região posterior de mandíbula. 
 
Associado aos exames de imagem se necessário solicitamos também exames laboratoriais 
na suspeita de doenças sistêmicas levantadas em nossa anamnese. 
Dentre os principais podemos citar: 
• Hemograma; 
• Glicemia em jejum de 12h; 
• Curva glicêmica; 
• Provas da coagulação. 
 
 Imediato (Manobras de Biossegurança) 
 Pode ser subdividido em: 
• Preparo geral com as manobras de assepsia que evitam que microorganismos 
adentrem o campo operatório. 
Inicia com a desinfecção das superfícies e do ambiente. 
Após realizar a Paramentação e colocação dos EPI, remover adornos antes do início da 
lavagem das mãos que é denominada manilúvio. 
 O manilúvio é uma das ações mais importante na prevenção e controle de infecções tem 
a função de remover sujidade e a microbiota transitória. 
• Preparo Local: é realizada a Anti-sepsia sendo a desinfecção feita em tecidos vivos 
iniciando com a intra-oral a base de clorexidina 0,2% por 60 segundos e após a extra-
oral com PVP-I ou clorexidina a 2%. 
O movimento realizado é centrífugo e vai além da fenestra do campo do paciente. 
Após é feita a colocação dos campos estéreis (fenestrado, refletor, odontoprot etores). 
 
TRANS-OPERATÓRIO: 
 O trans-operatório, compreende as manobras cirúrgicas que vão desde a anestesia até a 
sutura. 
 
POSIÇÃO DE TRABALHO: 
• Na maxila o plano oclusal deve estar a 60O em relação ao solo e próximo ao ombro do 
cirurgião. 
• Na mandíbula o plano oclusal deve estar paralelo ao solo, próximo da altura do 
cotovelo do cirurgião. 
 
MANOBRAS PÓS EXODONTIA: 
• LIMAGEM: A limagem deve ser realizada em casos de espículas ósseas, apenas na cortical óssea 
vestibular, com movimentos de dentro do alvéolo para fora ou após alveoloplastias. 
• CURETAGEM: somente em casos de processos infecciosos periapicais e periodontais, após 
exodontias de dentes tratados endodonticamente, para remoção de capuz pericoronários de dentes 
inclusos e remoção de fragmentos ósseos como septos inter-radiculares e espículas ósseas. 
• IRRIGAÇÃO: A irrigação é feita com soro fisiológico ou água destilada com agulha atraumática e bisel 
cortado sempre fora do alvéolo. 
Dra Caroline Parrillo 
 
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MANOBRA DE CHOMPRET: 
A manobra de chompret consiste em uma pressão bidigital nas tábuas ósseas vestibular e 
lingual, devolvendo à posição de origem as tábuas ósseas dilatadas pelos movimentos do 
fórceps. Devemos ter cuidado em dentes extraídos com indicação ortodôntica ou pré 
terapia com implantes. 
 
SUTURA: 
Em seguida devemos realizar a manobra fundamental da síntese, su turando a área 
operada para a hemostasia, manutenção do coágulo no alvéolo e impedir que corpos 
estranhos adentrem a área operada. 
Após é colocada uma gaze na área e solicitado para o paciente realizar uma compressão 
de 5 a 10 minutos. 
 
RECOMENDAÇÕES PÓS OPERATÓRIAS 
• Repouso: o maior tempo possível, nos primeiros 3 dias; ao deitar, manter a cabeça elevada; evitar 
atividades físicas e exposição ao sol por 5 dias e evitar falar muito. 
• Higiene bucal: escovar o dorso da lingual; escovar os dentes normalmente, tomando cuidado com a 
área operada e empregar a solução anti-séptica de acordo com a prescrição da receita. 
• Outros cuidados como se o paciente for fumante, evitar fumar neste período; não tomar beb idas 
alcoólicas de nenhuma espécie; seguir corretamente a prescrição da medicação; não tomar nenhum 
medicamento por conta própria; No caso de dor, edema ou sangramento excessivo, comunicar -se 
com o cirurgião e comparecer ao retorno para a remoção dos pontos. 
 
 REMOÇÃO DOS PONTOS 
A remoção dos pontos pode ser feita de 5 a 15 dias, sendo o mais comum em 7 dias. Para 
a remoção é feita primeiramente a anti-sepsia seguido do tracionamento do fio e o corte 
junto ao nó para sua remoção. 
 
 
 
 
 
 Nas exodontias simples podemos utilizar os ELEVADORES 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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 FÓRCEPS 
AS PARTES DO FÓRCEPS SÃO: 
• Cabo que varia a forma para inferiores e superiores 
- Inferiores apresenta um ângulo ou reto 
- Superior apresenta dois ângulos em sentidos opostos dando um formato de “s”. 
• Ponta ativa também chamada de mordentes, variam a forma, 
- Garra para o uso na furca 
- Lisos em dentes uniradiculares. 
• Articulação, 2 tipos de articulação: 
- Estilo americano- Mais utilizada 
- Estilo inglês. 
 
EMPUNHADURA DO FÓRCEPS: 
• A empunhadura do forceps é com ele espalmado na mão com o polegar próxima a 
articulacão e os outros dedos envolvendo os cabos. 
• A outra mão, mantém a cabeça do paciente estável durante os movimentos de luxação, 
melhora a efetividade da luxação e a percepção táctil da expansão óssea 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA: 
Sindesmotomia 
Manobra de diérese, é o início da exodontia. 
Tem o objetivo de desinserção das fibras gengivais que circundam o dente, evitando dilacerar tecido 
gengival e facilitar a adaptação dos mordentes do fórceps no colo cirúrgico. 
 
Preensão 
Em seguida é feita a PREENSÃO do dente com o fórceps no colo cirúrgico, sendo este a porção inicial ou 
basal da raíz acima do alvéolo revestido pela gengiva inserida que foi afastada pela sindesmotomia. 
Nesta etapa o mordente do fórceps deve estar paralelo ao longo eixo do dente. 
 
Intrusão 
Após realizamos a INTRUSÃO dental com o objetivo de romper as fibras apicais do 
ligamento periodontal, deslocar o centro de rotação para apical, melhorando a 
transmissão das forças e adaptação do forceps e diminuindo a chance de fratura do ápice 
radicular sendo também o início da dilatação óssea 
 
Lateralidade 
Posteriormente realizamos o movimento pendular ou de LATERALIDADE sempre com 
maior amplitude para a tabua óssea mais fina ou delgada, devendo sempre respeitar a 
anatomia radicular e a espessura óssea, realizando movimentos cíclicos, graduais e com 
crescente amplitude para a dilatação (expansão) das tábuas ósseas alveolares . 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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Rotação 
Outro movimento que podemos realizar para a exodontia de dentes com fórceps é a 
ROTAÇÃO indicada em dentes uniradiculares e com raíz cônica e sem dilacerações 
apicais geralmente utilizamos em Incisivos centrais superiores, Caninos superiores e 
Pré-molares inferiores. Este movimento também promoverá uma dilatação óssea e o 
rompimento de fibras do ligamento periodontal. 
 
Tração 
Por fim utilizamos o movimento de TRAÇÃO que seria a retirada do dente de seu 
alvéolo neste momento realizamos a manobra cirúrgica fundamental da Exérese ou 
Avulsão. Devemos sempre tracionar a favor da anatomia radicular, protegendo o 
dente antagonista com a outra mão evitando traumatismos desnecessários. 
 
CUIDADOS PARA MINIMIZAR AS FRATURAS RADICULARES 
• Preensão o mais apical possível; 
• Intrusão antes da lateralidade; 
• Respeitar espessura óssea durante a luxação; 
• Rotação apenas em raízes cônicas; 
• Não apertar os mordentes, mantendo pressão constante e realizar movimentos 
cíclicos com crescente amplitude. 
 
 MAXILA MANDIBULADra Caroline Parrillo 
 
23 
 ELEVADORES 
 
INDICAÇÕES PARA EXODONTIAS COM ELEVADORES: 
• Avulsão de raízes fraturadas; 
• Cariadas; 
• Residuais; 
• Dentes apinhados; 
• Dentes não inclusos; 
• Impactados; 
• Ectópicos. 
 
OS ELEVADORES POSSUEM: 
• Um cabo; 
• Uma haste; 
• Uma lâmina. 
 
EMPUNHADURA: 
Dígito-palmar com indicador próximo a parte ativa ou lâmina. 
 
OS PRINCIPAIS ELEVADORES SÃO: 
• Seldin reto e curvos; 
• Apicais retos ou meia cana e curvos; 
• Existem ainda os apexos com curvaturas especiais e parte ativa serrrilhada. 
 
MOVIMENTOS DOS ELEVADORES: 
 Os três movimentos que realizamos com os elevadores são o de: 
• Cunha- Inserindo-o paralelo ao longo eixo do dente entre este e o osso alveolar; 
• Roda ou sarrilho- Onde deve girar o elevador em seu longo eixo usando como apoio o 
osso alveolar; 
• Movimento de alavanca 
 
 REGRA PARA UTILIZAÇÃO DOS ELEVADORES: 
• O local de utilização do elevador é no espaço do ligamento periodontal, não devendo 
nunca apoiar no dente adjacente, utilizando a cortical vestibular ou lingual a nível de 
margem gengival como ponto de apoio. 
• Deve colocar o dedo da outra mão protegendo o paciente no caso do elevador escapar 
e nunca usar o movimento de cunha em molares superiores 
• Posição digito-palmar e dedo indicador sobre a haste. 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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Exodontia Complicada e Seriada 
 
É a técnica que se utiliza para remoção de dentes próximos a acidentes anatômicos : 
• Problemas de anomalia de posição; 
• coroas destruídas; 
• hipercementose; 
• dilaceração; 
• raízes longas; 
• raízes divergentes; 
• anquilose; 
• ou qualquer outra possibilidade em que não há indicação para uma exodontia 
simples. 
 
PASSOS PARA AS TÉCNICAS CIRÚRGICAS: 
 
Tanto para uni ou multi radiculares temos as seguintes etapas: 
• Incisão 
• Descolamento mucoperiostal e obtenção de um retalho 
• Ostectomia (Apical ou Cervical) 
• Odontosecção 
• Luxação com elevadores (cunha, roda, alavanca) 
• Avulsão 
• Limagem 
• Curetagem 
• Manobra de Chompret 
• Irrigação e sutura - 
Através da incisão, que faz parte das manobras de diérese, efetuadas com lâmina de bisturi 
nº 15, 11 ou 12, realizamos o descolamento muco periostal que se Inicia a partir do vértice 
em gengiva inserida na incisão vertical 
-O retalho é protegido pelo afastador de Minesota 
OS RETALHOS MAIS COMUMENTE UTILIZADOS PARA ESTE ACESSO SÃO O: 
• Retalho de Neumann- Realiza uma incisão nos sulcos gengivais dos dentes envolvidos, 
com uma incisão relaxante, obliqua, em direção apical, deixando-se a base do retalho 
sempre mais larga do que a parte coronal para que haja melhor irrigação, sem risco de 
necrose do mesmo. 
• Retalho de Neumann modificado (ou de Novak-Peter), também conhecido como 
retalho trapezoidal- 2 incisões relaxantes 
• Retalho do tipo envelope- Incisão é horizontal, ao longo do sulco gengival, 
contornando os dentes envolvidos 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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A OSTECTOMIA PRÉVIA PODE SER REALIZADA COM O AUXÍLIO DE: 
• Brocas de aço inox, do tipo Zekria ou esférica grande; 
• Alveolótomo (osteótomo). 
A ostectomia, realizada com muito critério pode ser alcançada pelo lado vestibular tem 
por finalidade remover a resistência para a avulsão e facilitar o apoio dos elevadores ou 
apreensão e luxação pelo fórceps. 
Para a preservação da maior quantidade possível de osso (crista alveolar), para que não 
haja comprometimento da recuperação protética do caso, em alguns casos é 
recomendável a utilização da técnica de perfuração cortical vestibular. 
 Essa técnica consiste na ostectomia na região apical da raiz, se necessário remover o ápice 
e exercer uma força no sentido no sentido cervical com elevadores. 
 
LUXAÇÃO E AVULSÃO- 
Utiliza os elevadores de Seldin reto ou curvos, ou apical reto como também, dependendo 
do planejamento e condições anatômicas o uso de fórceps apropriados. 
 
ODONTOSSECÇÃO: 
É a separação da porção coronária ou radicular dos dentes 
Objetivos: 
• Eliminar impedimento mecânico (resistência) do osso 
• Evitar fratura das cristas e raízes 
• Simplificar a extração pela individualização das raízes 
• Eliminar impacção de dentes retidos 
• Não lesar dentes vizinhos 
Indicações clínicas: 
• Dentes multirradiculares com coroas destruídas 
• Dentes multirradiculares com restaurações extensas 
 
Indicações radiográficas 
• dentes decíduos com o germe permanente alojado entre as raízes 
• raízes divergentes 
• raízes dilaceradas e com hipercementoses 
• dentes retidos 
Nos casos de dentes multiradiculares com raízes divergentes, transformamos, através da separação 
das raízes, a exodontia de um dente com três raízes, por exemplo, em três exodontias de um dente 
unirradicular. 
DECÍDUOS 
Quando existe, por alguma indicação, a remoção de um molar decíduo e, radiograficamente 
percebemos as raízes deste elemento, abraçando a coroa do dente permanente, podemos igualmente 
realizar a Odontossecção do decíduo, evitando lesão ao permanente. 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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REMOÇÃO DE PEQUENOS FRAGMENTOS DE RAIZ DOS ÁPICES RADICULARES 
Nos casos de fratura do terço apical, durante uma exodontia simples, por exemplo, pela 
não observância de alteração anatômica do septo interalveolar, podemos proceder a 
eliminação deste septo (ostectomia) para, na sequência pela aplicação de um elevador 
removermos o ápice ou através do uso de limas endodônticas aplicadas na luz do canal do 
ápice fraturado 
EXODONTIAS MÚLTIPLAS 
Alguns cuidados e modificações da técnica, em relação à exodontia simples devem ser 
obedecidos, entre eles: 
• Exodontia deve ser realizada com o mínimo de ostectomia possível 
• Há a necessidade de regularização de septos ósseos interarticulares e Inter dentários 
• Para uma melhor cicatrização e reabilitação protética, deve-se realizar uma 
Gengivectomia com remoção das papilas interdentais 
• Realiza-se sutura contínua simples ou festonada 
• E, ainda de acordo com o planejamento pode haver colocação de Próteses imediatas 
reembasadas com material resiliente. 
Septos baixos, com base larga e arredondados, não necessitam remoção. 
Existe necessidade de remoção dos septos interalveolares nos casos de: 
• Base estreita e volumosa 
• Base estreita e septo fino 
• Septo alto sobressaindo o alvéolo 
• Septo fraturado durante a exodontia 
O instrumental de escolha para esta regularização é o: 
• Osteótomo; 
• Alveolótomo; 
• Pinça Goiva. 
 
INSTRUÇÕES (ORIENTAÇÕES) PÓS OPERATÓRIAS: 
Com linguagem clara e simples, devemos orientar o paciente no sentido de manutenção 
da hemostasia pedindo para que haja nas próximas 48 horas, alimentação fria e pastosa, 
para que não realize bochechos, evite fumar e aplique uma compressa externa com gelo, 
sobre o lado operado, por 10 min, com intervalo de 20min, repetindo-se o processo nas 
próximas 3 horas. 
 
PROCEDIMENTOS PÓS EXÉRESE (PÓS EXODONTIA) 
Alguns procedimentos devem ser realizados, antes da realização da síntese (sutura) 
• Realiza-se a limagem para remoção de possíveis espiculas ósseas que poderão 
interferir na cicatrização; 
• Cureta-se o alvéolo criteriosamente, utilizando-se as curetas de Lucas para a remoção 
de tecido inflamatório, resíduos dentais ou ósseos, podendo-se proceder a irrigação 
dom soro fisiológico tépido ou água destilada. 
• Utiliza agulha atraumática (bizel cortado) com aspiração simultânea do alvéolo. 
• Realiza-se a sutura, obedecendo-se os princípios das manobras cirúrgicas 
fundamentais e coloca-se uma gaze sobre a ferida cirúrgica para que haja 
compressão do local, auxiliando a hemostasia. 
 
 OSTEÓTOMO ALVEOLÓTOMO PINÇA GOIVA 
Dra Caroline Parrillo 
 
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 ACIDENTES E COMPLICAÇÕES NAS EXODONTIAS 
 
Acidente cirúrgico: Situação de ocorrência durante o trans-operatório - Quebra do 
planejamento 
Complicação cirúrgica: Condição que ocorre no período pós-operatório.PODEMOS CLASSIFICAR AS CONDIÇÕES DE ACIDENTES EM: LESÕES DE TECIDOS 
• Lesões de tecidos moles: 
-Escoriações e abrasões 
-Lacerações e dilacerações 
 
 
 
COMPLICAÇÕES RELACIONADAS AO P.O. 
• Dor; 
• Edema; 
• Trismo; 
• Hemorragia; 
• Hematoma e Equimose; 
• Alveolite; 
• Fistula buco-sinusal; 
• Déficit Sensitivo; 
• Infecção; 
• Angina de Ludwing; 
• Deslocamento anterior agudo do disco articular da 
ATM sem redução. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
LESÕES DE TECIDOS MOLES: 
 
 
• Lesões de tecidos duros 
-Fratura do dente a ser extraído 
-Lesões de dentes adjacentes 
-Luxação \ Avulsão\ fratura coronária e de restaurações 
ACIDENTES: 
• Escoriações a abrasões; 
• Lacerações e dilacerações; 
• Fratura do dente ao ser extraído 
• Luxação avulsão/ fraturacoronária e de 
restaurações; 
• Fraturas do osso maxilar; 
• Fraturas do osso alveolar; 
• Enfisema; 
• Comunicação buco-sinusal; 
• Deslocamento de dentes ou instrumentos para 
região circunvizinhas; 
• Aspiração; 
• Deglutição; 
• Fratura de instrumentos; 
• Luxação da ATM. ACIDENTES: 
As causas principais estão relacionadas a: 
• Pré operatório inadequado; 
• Diagnostico incorreto; 
• Falta de planejamento; 
• Indicação incorreta; 
• Mau uso de instrumentos; 
• Aplicação de força excessiva; 
• Falta de visualização do campo operatório; 
• Despreparo do profissional; 
• Radiografias insuficientes ou distorcidas; 
• Seleção da técnica cirúrgica; 
• Planejamento pouco abrangente; 
• Anatomia regional; 
• Habilidade psicomotora; 
• Uso inadequado de instrumental cirúrgico; 
• Uso do instrumental cirúrgico inadequado. 
Dra Caroline Parrillo 
 
28 
ESCORIAÇÕES E ABRASÕES: 
• Atrito ou raspagem constante contra a superfície da pele ou mucosa; 
• Esfoladura/ ferimentos que se assemelham a queimaduras 
• Causas: trauma dos instrumentos cirúrgicos (afastadores ou brocas); 
• Prevenção: lubrificantes ou pomadas na comissura labial; 
• Condutas: prevenção a infecção, anti-séptico e pomadas com corticosteróides associadas a antibióticos. 
 
LACERAÇÕES 
• Solução de continuidade dos tecidos superficiais e profundos – rasgamento; 
• Causas: técnica cirúrgica inadequada; seleção inapropriada de instrumentos; falta de habilidade cirúrgica; 
• Prevenção: retalhos adequados; evitar movimentos intempestivos, apoio digital na região palatina ou lingual 
e cuidado no afastamento tecidual; 
• Condutas: tecidos dilacerados devem ser reposicionados e suturados. 
 
 
LESÕES DE TECIDOS DUROS: 
 
FRATURA DO DENTE A SER EXTRAÍDO: 
• causas: restaurações e cáries extensas; dilacerações; anquilose; hipercementose; osteotomia e 
odontossecção insuficiente e utilização inadequada de instrumentos; 
• prevenção: planejamento adequado; avaliar a permanência do remanescente (1/3 apical) - acompanhamento 
imaginológico; 
• condutas: retalho, osteotomia e odontosecção. 
 
 
FRATURAS: OSSO MAXILAR 
• Causas: força excessiva nas exodontias de dentes posteriores, 
• Na área da tuberosidade e assoalho da cavidade sinusal 
• Prevenção: exame clínico e radiográfico, avaliar raíz, espessura óssea e 
• Proximidade com o seio maxilar, odontosecção 
Condutas: 
• Finaliza-se a exodontia e estabilização do túber com sutura 
• túber separado do tecido mole: não se recoloca. Regularização óssea e sutura 
 
FRATURAS: OSSO MANDIBULAR 
• Causas: aplicação de força exagerada dos elevadores, ou movimentos intempestivos durante as exodontias dos 
3º molares 
• Prevenção: adequada osteotomia e odontossecção 
• Condutas: comunicar o paciente, sutura - imobilização imediata - bandagem de barton e encaminhamento ao 
bucomaxilo para tratamento hospitalar 
 
 ENFISEMA 
LUXAÇÃO AVULSÃO / FRATURA CORONÁRIA E DE RESTAURAÇÕES 
• Causas: aplicação inadequada do apoio dos instrumentos, movimento intempestivo na avulsão dental, excesso 
proximal de restaurações 
• Prevenção: controle da força de tração durante os movimentos de exodontia com fórceps, apoio do elevador em 
tecido ósseo 
Condutas: 
• Luxação: pericementite, controlada por medicação e rx de controle. 
• Avulsão: reposicionamento imediato e contenção com fios de aço e resina, verificando a oclusão e constante 
avaliação endodôntica 
• Restauração - inspecionar restos da restauração no alvéolo 
Dra Caroline Parrillo 
 
29 
• Introdução de ar no interior dos tecidos, atingindo os espaços fasciais 
• Clinicamente: aumento de volume na área operada, crepitação (bolhas de ar no interior dos tecidos) 
• Causas: saída do excesso de ar na alta rotação 
• Prevenção: manutenção da integridade do periósteo, posicionamento dos tecidos moles sobre a 
cabeça da alta rotação ou substituir por motores elétricos e cinzéis 
• Condutas: antibioticoterapia, anti-inflamatórios e analgésicos, acompanhamento 
 
 COMUNICAÇÃO BUCO-SINUSAL OU BUCO NASAL 
• Causas: exodontia dos molares superiores, caninos retidos, falta de osso entre as raízes e o seio 
maxilar e raízes divergentes 
• Diagnóstico imediato: passagem de ar pelo alvéolo, 
alvéolo irá borbulhar ou o coágulo irá se movimentar 
– manobra de valsalva 
• Diagnóstico mediato: Passagem de líquido pelo nariz 
• Sequelas: sinusite e fístula buco-sinusal 
• Prevenção: avaliação imaginológica e planejamento 
nas técnicas cirúrgicas 
Conduta 
• Estabilizar o coágulo; 
• sutura oclusiva; 
• Cuidados P.O- evitar assoar o nariz, espirrar de boca 
aberta, não fumar, não utilizar canudos na alimentação, dieta líquida/pastosa, morna/fria 
• Comunicações extensas: Fechamento com um retalho cirúrgico deslizado sobre o alvéolo 
• Sinusite crônica ou infecções do seio maxilar: fistula buco-sinusal/oroantral 
• Fechamento com um retalho cirúrgico da mucosa vestibular deslizado sobre o alvéolo: 
- Incisão de Newman modificada; 
- Escarificação do perióstio; 
- Sutura oclusiva do alvéolo; 
- Antibioticoterapia- associação 
• terapêutica- Antibiótico - evitar sinusite 
 
 
 DESLOCAMENTO DE DENTES OU INSTRUMENTOS PARA AS REGIÕES CIRCUNVIZINHAS 
• Dentes inferiores: espaços sublingual e submandibular 
• Dentes superiores: espaço infratemporal e cavidade sinusal 
• Causas: falta do planejamento cirúrgico e imaginológico 
• Prevenção: retalho adequado e evitar o movimento de cunha com elevadores 
Condutas 
• Sutura do alvéolo 
• Comunicar o paciente 
• Exames imaginológicos: adequada localização e planejamento cirúrgico - tc 3d 
• Seio maxilar: acesso de caldwell-lucc 
• Espaço submandibular: acesso extra-bucal – Risdon 
 
 
 
 
 ASPIRAÇÃO 
• dente ou instrumento é deslocado para a orofaringe (faringe, traquéia ou 
Dra Caroline Parrillo 
 
30 
• no parênquima pulmonar) 
• causas: após a remoção do dente do alvéolo, enquanto este permanece na boca 
• prevenção: atenção e vigilância constante, evitar posição supina. TRENDELEMBURG 
Condutas 
• inspeção para localização e retirada manual ou com pinças 
• Estimular a tosse e realizar a manobra de Heimlich 
• manobras não efetivas: conduzir para o pronto-socorro 
MANOBRA DE HEIMLICH- colocar-se atrás do paciente, com os braços envolvendo o abdomem, colocar 
a mão fechada, abaixo do esterno e ligeiramente acima do umbigo, com o polegar para dentro, contra o 
abdómen do paciente; agarrar firmemente o punho com a outra mão; 
efetuar 5 compressões abdominais, para dentro e para cima, de modo a aumentar a pressão torácica, 
que irá expulsar o objeto 
Notar que cada compressão deve ser suficientemente forte para deslocar a obstrução, mas não agressiva 
de forma a causar uma fratura por exemplo; 
 reavaliar verificando se normalizou a respiração e verificando se o corpo estranho saiu pela boca; 
Pode-se repetir a operação algumas vezes até conseguir a normalização das funções. 
 
 DEGLUTIÇÃO 
• O dente é deslocado para as vias aéreas, passando pelo esôfago 
• Paciente mostra-se ansioso, com náuseas, vômitos, ardor na faringe, tosse e dor abdominal. 
Pode ser feita a tentativa de remoção manualmente além de: 
• Estímulo ao vômito 
•Ingestão de líquidos 
• Encaminhamento para Gastroenterologista 
 
 FRATURA DE INSTRUMENTOS 
Os seguintes instrumentais podem estar envolvidos nas principais ocorrências em relação as fraturas dos 
mesmos: elevadores, fórceps, pinças, brocas, agulhas entre outros 
• causas: movimentos bruscos durante as manobras cirúrgicas 
• prevenção: conhecimento teórico e habilidade e vivência cirúrgica 
Condutas 
• comunicar o paciente 
• remoção imediata 
• remoção mediata: formação de uma cápsula fibrosa 
 
 LUXAÇÃO DA ARTICULAÇÃO TEMPORO MANDIBULAR (ATM) 
• Deslocamento bilateral do côndilo da eminência articular do temporal, em decorrência da ação muscular, sem 
o seu retorno espontâneo para a sua posição original 
• Clinicamente: permanece com a boca aberta, aliada á dificuldade de conter a saliva e para falar, gerando um 
quadro de ansiedade e dor local 
• Causas: durante as manobras empregadas nas exodontias quando ao forçar a abertura bucal 
• Prevenção: apoio na mandíbula com uma das mãos pelo assistente, evitando uma abertura excessiva 
Condutas: 
• Redução manual imediata- manobra de nelaton 
• Bandagem facial e prescrição de analgésicos e anti-inflamatórios não esteroidais 
 
MANOBRA DE NELATON- Paciente sentado, apoiando a cabeça contra a parede, e posicionando-se os dedos polegares 
sobre a superfície oclusal dos molares bilateralmente, e com os dedos anulares e médios englobando a região basal da 
mandíbula, realiza-se um movimento para baixo e guiando-o no sentido mais posterior 
COMPLICAÇÕES: 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
31 
 DOR 
• Variada resposta inflamatória de cada intervenção 
• Depende do porte cirúrgico 
• Ideias pré-concebidas da dor que cada um espera sentir 
• Pico da dor pós-operatória: 12 horas 
• Trauma cirúrgico menor: medicação analgésica de ação periférica 
• Média a longa duração: drogas analgésicas e AINES 
• Medida preventiva: AIES em dose única ou associado com inibidores seletivos da cox-2, cerca de 60 minutos 
no pré-operatório 
• Adequada orientação dos cuidados pós-operatórios 
 
 EDEMA 
• aumento do líquido nos espaços teciduais intersticiais, em resposta à agressão sofrida numa certa região 
• pico: 24 a 48 horas 
• edema progressivo: infecção 
• prevenção: cirurgias atraumáticas e medicação sistêmica pré-operatória 
Condutas: 
• gelo extra-oral pelo período de 24 horas 
• repouso pós-cirúrgico 
• compressas úmidas mornas após 24 horas 
 
 TRISMO 
É a limitação na abertura bucal ocasionada pela exacerbação de uma resposta inflamatória decorrente de um 
trauma cirúrgico 
• causas: exodontia dos terceiros molares inferiores, biselamento da agulha anestésica com infiltração 
inadequada, múltiplas injeções na musculatura mastigatória, retalhos mucoperiosteais extensos, lacerações 
durante a divulsão, grandes ostectomias entre outros 
• prevenção: abordagem cirúrgica criteriosa, terapêutica medicamentosa pré-operatória e cuidados locais pós-
operatório. 
• medicação miorrelaxante 
• aplicação de calor úmido 
• bochechos 
• terapia miofuncional oral: fonoaudiólogo 
• infecção associada: antibioticoterapia e se necessário drenagem 
 
 HEMORRAGIA 
• Prevenção: cuidadosa avaliação do paciente, precedente de hemorragia prolongada ou persistente, 
sangramento familiar, coagulopatias, drogas anticoagulantes, quimioterapia e alcoolismo 
• Prevenção local: técnica cirúrgica atraumática, sutura adequada e orientações pós-cirúrgicas 
• Posicionar o paciente na cadeira, e com boa iluminação, visualiza -se e se determina a fonte do sangramento 
• Aspiração cuidadosa e remoção das placas e pedaços de sangue coagulados 
• Gaze dobrada é pressionada firmemente pela mão do cirurgião pelo t empo de 5 minutos 
• Suturas mais suficientes e efetivas 
• Esponjas coagulantes de fibrina, gelatina, celulose oxidadas e cera para osso 
• serviço hospitalar na persistência do quadro hemorrágico 
 
 
 
 HEMATOMA E EQUIMOSE 
• Hematoma: acúmulo de sangue nos tecidos com aumento de volume 
• Equimose: acúmulo de sangue nos tecidos sem aumento de volume 
Dra Caroline Parrillo 
 
32 
• Ocorrência: 24 e 48 horas após a cirurgia 
• Prevenção: hemostasia trans-cirúrgica e frio por 24h. 
• Condutas: compressas mornas, pomadas anticoagulantes (hirudoid) 
• Hematomas extensos: antibioticoterapia profilática 
 
 ALVEOLITE 
Perturbação no reparo alveolar, pela degradação do coágulo 
• Causas: suprimento sanguíneo insuficiente do alvéolo, aumento da atividade fibrinolítica, infecção prévia, 
traumatismo ao osso, excesso de vasoconstritor, contraceptivos, tabagismo, doenças sistêmicas, 
comprometimento imunológico. 
• Prevenção: anti-sepsia (intra e extra), correta técnica e orientações pós operatórias 
Condutas 
• Alveolite seca: anestesia, irrigação com soro fisiológico, água oxigenada 
10v e clorexidina 0,2%. aplicação de medicação intra-alveolar (ALVEOSAN ®, ALVEOGYL ®, ALVEOLEX®) 
• Alveolite úmida: anestesia, irrigação, limpeza com cureta, sutura terapêutica medicamentosa: analgésicos e 
antibióticos 
 
 FÍSTULA BUCO-SINUSAL OU BUCO-NASAL 
• fístula buco-sinusal: permanência de uma comunicação da cavidade bucal com o seio maxilar, devido a 
destruição do soalho e membrana durante exodontias. 
• fístula buco-nasal: exodontias onde os ápices estão em íntima relação com a cavidade nasal 
• clinicamente: falta de continuidade da mucosa, presença de um tecido epitelizado da cavidade sinusal ou 
nasal com a boca, escape de ar, saída de líquidos ingeridos pelo nariz, congestão nasal e rinorréia 
mucopurulenta 
• tratamento diretamente relacionado com o tempo e tamanho 
• antibioticoterapia, descongestionantes e retalhos rotacionados 
• Antibioticoterapia por 10 dias (anaeróbios 
• beta-lactamase – Clavulin BD® 
• Uso de 2 a 4 gotas, 3x/dia de Fluimucil® 
• solução nasal 
• Inalação de Fluimucil® antes de deitar. 
 
• DÉFICITS SENSITIVOS 
 
PARESTESIA -NEUROPRAXIA 
• Distúrbio neuro sensorial com diminuição de sensibilidade de uma determinada região 
• Causas: proximidade de nervos nas exodontias e traumatismos provocados pelas agulhas nas técnicas 
anestésicas 
• Clinicamente: anestesia prolongada da língua, lábio pelo período entre 3 a 12 meses 
• Prevenção: utilizar de forma controlada as soluções nas anestesias, cuidado na incisão e divulsão do retalho 
lingual 
• Condutas: prescrição empírica de ação antineurítica (citoneurin) associada a 
Suplemento vitamínico (b), com ou sem associação de AIES, fisioterapia, infra-vermelho, tens, laser, 
fonoaudiologia e acupuntura 
 
PARALISIA 
• Reversivel onde envolve os nervos motores que fornecem a motricidade para a musculatura e aos seus 
tecidos correspondentes 
• Causa: Falhas nos procedimentos anestésicos 
• Prevenção: Correta técnica anestésica 
• Conduta: Aguardar o efeito anestésico 
 
INFECÇÃO 
Dra Caroline Parrillo 
 
33 
• Causa: Qualquer tipo de extração, 3°M retido ou semi-retenção, sistemicamente comprometido, queda 
momentânea da resistência imunológica e fatores de ordens locais. 
• Clinicamente: Edema endurecido e dolorido a palpação, trismo e secreção purulenta: abcesso ou celulite 
• Prevenção: Profilaxia antibiótica pré-operatória, remoções de espiculas ósseas, remanescentes 
radiculares, lesões periapicais, placa bacteriana e irrigação com soro durante a osteotomia 
• Conduta: 
• Antibiótico terapia- Associação pelas bactérias aeróbias + bactérias anaeróbias 
• Bochechos com clorexidina 
• Abscesso extra oral: Drenagem cirúrgica + cultura/antibiograma 
• Celulite: Internação hospitalar 
 
ANGINA DE LUDWING 
• Conceito: Celulite tóxica, aguda, com envolvimento bilateral das áreas submandibular, submentual e 
sublingual 
• Etiologia: Disseminação de infecção odontogênica, usualmente proveniente de um 2° ou 3°MI para o 
espaço submandibular 
Diagnóstico: 
• Dor moderada a severa 
• Dificuldade de alimentação, deglutição e fala 
• Respiração lenta 
• Elevação da língua e soalho bucal 
• Obstrução de vias aéreassuperiores 
• Sialorreia, halitose e trismo mandibular 
• Mal estar geral e febre 
• Tumefação bilateral do espaço submandibular e região do pescoço 
Tratamento: 
• Hospitalização imediata 
• Manutenção das vias aéreas superiores; 
• Hidratação EV 
• Analgésico EV 
• Corticóide EV 48h 
• Antibióticoterapia EV 
• Dranagem cirúrgica dos espaços fasciais e colocação de drenos. 
 
DESLOCAMENTO ANTERIOR AGUDO DO DISCO ARTICULAR DA ATM SEM REDUÇÃO: 
• Incapacidade de redução do disco articular no movimento de translação durante o fechamento 
mandibular 
• Limitação repentina da abertura bucal 
• Deflexão mandibular para o lado articular envolvido 
Conduta: 
• Manipulação manual para redução 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
34 
 EXODONTIA DOS DENTES RETIDOS 
São aqueles dentes que chegada a época de erupção ficam encerrados parcial ou 
totalmente no interior do osso, com manutenção ou não do folículo pericoronário. 
 
ORDEM DE FREQÜÊNCIA DOS DENTES INCLUSOS: 
• 3° molar inferior e 3º molar superior 
• Canino superior e pré-molares inferiores 
• Canino inferior e pré-molares superiores 
• Incisivos e laterais superiores 
• 2º molares inferiores 
 
TIPOS DE INCLUSÕES: 
• Submucosa: O dente incluso apresenta somente tecido mole sobre ele estando 
totalmente incluso. 
• Intraósseo: Tecido ósseo e mole sobre o dente. 
• Semi-incluso: Parte deste dente apresenta contato com o meio bucal estando 
parcialmente exposto. 
 
ETIOLOGIA DAS INCLUSÕES: 
 Dentre as principais causas das inclusões podemos citar: 
• Miscigenação de etnias; 
• Discrepância no crescimento; 
• Diminuição do espaço para o irrompimento; 
• trauma dento alveolar na infância; 
• Obstáculos biomecânicos locais; 
• alterações patológicas; 
• Dieta refinada. 
 
INDICAÇÕES PARA AVULSÃO DOS DENTES INCLUSOS: 
 
• Pode auxiliar no tratamento periodontal dos dentes adjacentes, devido à grande 
dificuldade da superfície do dente ser mantida limpa em seu aspecto distal do último 
dente da arcada, os pacientes comumente têm inflamação gengival com migração 
apical da junção gengival na face distal do 2° molar. 
• Prevenção da cárie dentária, quando um 3° molar está impactado ou parcialmente 
impactado, a região distal do 2° molar pode ser exposta a bactérias que causam a cárie 
dentária. 
• Posições ectópicas- locais diferentes da normo-implantação dos dentes no arco 
dentário. 
• Facilitar a reabilitação protética: Dentes impactados devem ser removidos antes que 
uma prótese seja confeccionada, porque se o dente impactado for removido após a 
confecção, o processo alveolar poderá ser alterado pela extração e a prótese será 
menos funcional. 
Dra Caroline Parrillo 
 
35 
• Facilitar a movimentação ortodôntica, quando pacientes necessitam de retração do 
1°ou 2° molar por técnicas ortodônticas, a presença de 3° molar impactado pode 
interferir no tratamento. 
• Na linha de fraturas mandibulares, onde se a fratura mandibular se encontra através 
da área do 3° molar impactado, este é, usualmente, removido antes de a fratura ser 
reduzida e fixada. 
• Envolvidos em ressecção de tumores pois quando o dente impactado está 
completamente retido no processo alveolar, o saco folicular associado, podem se 
originar do epitélio contido no folículo dental. Ocasionalmente, outros tumores 
odontogênicos podem ocorrer em conjunto com dentes impactados. 
• Interferindo em osteotomias para cirurgia ortognática do tipo Le Fort I na maxila e 
sagital na mandíbula. 
• Profilática para pacientes com problemas médicos 
• História prévia de pericoronarite - A prevenção da pericoronarite pode ser alcançada 
pela remoção de 3° molares impactados antes que eles atravessem a mucosa, 
tornando-se visíveis. Embora a excisão do tecido mole circunjacente, ou 
operculectomia, tenha sido defendida como um método para a prevenção da 
pericoronite sem a remoção do dente impactado, é doloroso e quase sempre ineficaz. 
O excesso de tecido mole tende a voltar porque ele recobre o dente impactado e causa 
crescimento do opérculo. A bolsa gengival distal também se mantém profunda depois 
da operculectomia. O envolvimento da maioria dos casos de pericoronite pode ser 
prevenida somente com a extração do dente. 
• Prevenção da Reabsorção Radicular, ocasionalmente, um dente impactado causa 
pressão suficiente na raiz de um dente adjacente a ponto de causar 
reabsorção. Apesar de o processo que ocorre na reabsorção radicular não ser bem 
definido, este aparenta ser similar ao processo de reabsorção dos dentes decíduos 
sofrido durante o processo eruptivo de sucessão dos dentes. A remoção de dentes 
impactados pode resultar no salvamento de dentes adjacentes pela reparação do 
cemento associada a terapia endodôntica. 
 
CONTRA-INDICAÇÕES PARA AVULSÃO 
• Grandes extremos de idade; 
• Pacientes com condições médicas comprometidas; 
• Casos de riscos às estruturas nobres adjacentes como proximidade com o nervo 
alveolar inferior; 
• Casos de infecções agudas pelo risco de disseminação do processo séptico. 
 
 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
36 
CONSEQUÊNCIAS NEGATIVAS DOS DENTES INCLUSOS: 
 
❖ PERICORONARITE 
Geralmente envolve pacientes jovens de 18 a 22 anos com os 3°molares erupcionados 
parcialmente, com falta de espaço para erupção, geralmente impactado, apresentando 
sensibilidade local, sendo que apenas a remoção dos tecidos moles não resolve o caso. 
Sinais e sintomas: 
• Edema; 
• Trismo; 
• Linfadenopatia; 
• Sangramento espontâneo; 
• Secreção purulenta; 
• Dor espontânea; 
• Dor ao toque; 
• Hipertermia. 
Tratamento: 
• Remoção do agente causal avaliando se a causa do quadro se deve ao trauma do 
antagonista (3°MS) na região gengival que recobre o 3°MI sendo necessário seu 
desgaste, sua remoção ou a confecção de um dispositivo interoclusal para ali vio do 
contato. 
• Bochechos a base de clorexidina a 0,12% irrigação com soro fisiológico a 0,9%. 
• Pode ser utilizada a água oxigenada a 10 volumes associada a clorexidina 0,2% com o 
uso de uma seringa fazendo uma irrigação vigorosa sob a mucosa para remoção de 
eventuais detritos e bactérias. 
• Em coleções purulentas pode ser necessária uma drenagem e curetagem superficial 
abaixo da mucosa melhorando a efetividade da irrigação. 
• A prescrição de antibióticos é reservada apenas em casos de manifestações sistêmicas 
sendo o de primeira escolha a Amoxicilina 500mg associado a Metronidazol de 250 ou 
400 mg. 
 
❖ CÁRIE DENTAL 
Outra consequência negativa seria o início de uma cárie coronária no 3° molar, ou na 
região radicular na distal do 2° molar sendo está uma possível causa de dor nesta região. 
 
❖ DOENÇA PERIODONTAL 
Os dentes inclusos podem causar uma perda óssea na raíz distal do 2°molar com presença 
de bolsa periodontal podendo levar a perda precoce deste dente. 
 
❖ INTERFERÊNCIA NO IRROMPIMENTO DE DENTES ADJACENTES 
A inclusão dos 3° molares pode levar a inclusão de dentes vizinhos como os 2°e 1°molares. 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
37 
❖ INFECÇÃO 
Processos infecciosos na região de 3° molares pode levar a formação de abscessos 
submandibulares, angina de Ludwig e outros processos sépticos. 
 
❖ REABSORÇÃO RADICULAR DO 2 MOLAR 
A inclusão dos 3° molares podem causar uma reabsorção radicular externa em terço médio 
e apical geralmente da raíz distal dos 2°molares. 
 
❖ CISTOS 
A inflamação do folículo pericoronário ao redor do 3°molar incluso pode levar a formação 
de cistos do tipo dentígero com imagem radiolúcida unilocular partindo do limite 
amelocementário e envolvendo totalmente sua coroa. 
Também pode ter a formação de um cisto lateralmente ao dente incluso chamado de cisto 
paradental. Geralmente são achados radiográficos sendo assintomáticos 
 
❖ TUMORES: 
Podemos ter o desenvolvimento de tumores odontogênicos que geralmente estão 
associados a dentes inclusos, entre eles podemos citar o: 
• Tumor Odontogênico Queratocíscito;• Tumor Odontogênico Adenomatóide; 
• Ameloblastomas. 
 
RECURSOS DE IMAGENS PARA PLANEJAMENTO CIRÚRGICO: 
• Radiografias periapicais exibindo detalhes dentários; 
• A radiografia panorâmica dando uma visão ampla do caso, mas com certo grau de 
distorção; 
• A tomografia computadorizada 3d sendo considerado o “padrão ouro” dos exames de 
imagem com imagem fidedigna e sem distorções nos mostrando relações com 
estruturas nobres como nervos e cavidades anatômicas. 
Em alguns casos onde não é possível a solicitação de tomografias pelo alto custo podemos 
utilizar as técnicas de localização consagradas na literatura como a técnica de Clarck com 
uma radiografia periapical centralizada e outras duas uma mesializada e outra distalizada 
sem alterar a angulação vertical do cone de raio-x, onde se o objeto acompanhar o desvio 
do cone de raio-x o objeto estará por palatino/lingual, por outro lado se o objeto desloca-
se para o sentido contrário do desvio do cone do rx ele estará por vestibular. 
Dra Caroline Parrillo 
 
38 
• Uma outra técnica de localização é a de Miller-Winter onde é feita uma radiografia 
oclusal com o filme periapical e incidência em região submandibular perpendicular 
ao filme com o objetivo de avaliar o sentido vestíbulo-lingual do dente incluso. 
• A técnica de Donovan para localização de terceiros molares inferiores no sentido 
vestíbulo-lingual é feita com o filme inclinado sobre a região do trígono retromolar 
a 450 e incidência do feixe no ângulo da mandíbula. 
• Finalmente a técnica de Parma preconiza um desvio da angulação do filme em 
soalho bucal tentando fazer com que este filme fique com seu longo eixo paralelo 
ao longo eixo de dente objetivando a visualização da porção apical radicular do 
dente incluso. 
 
MODALIDADES DE TRATAMENTOS DOS CANINOS RETIDOS: 
• Exodontia do canino decíduo visando a erupção natural dele. 
• Exposição do canino através de uma incisão na mucosa sobre sua coroa a 
chamada “ulectomia”, visando sua erupção natural em casos de formação radicular 
incompleta e não fechamento do seu ápice. 
Uma outra opção seria a ulectomia para em um segundo tempo cirúrgico a posterior 
instalação de dispositivo ortodôntico para seu aproveitamento ortodôntico. 
• Exposição do dente e imediata instalação de dispositivo ortodôntico que pod e ser 
subdividido em: 
- Perfuração da coroa – apresenta o risco de lesão pulpar e fratura coronária; 
- Laçamento da coroa - necessitando de muita osteotomia e causando a reabsorção do 
cemento do canino; 
- Colagem de dispositivo ortodôntico – sendo este o método mais utilizado utilizando-se 
botão ou bráquetes. 
 
 ENTRE OS FATORES QUE NOS LEVAM A OPTAR PELA EXODONTIA DO CANINO 
PERMANENTE OU SEU APROVEITAMENTO ORTODÔNTICO PODEMOS CITAR: 
• Posição/inclinação do dente – sendo que quanto mais horizontal e próximo a linha 
média, pior o prognóstico para seu aproveitamento; 
• Idade do paciente, onde quanto mais jovem melhor o prognóstico para o 
aproveitamento; 
• Estágio de formação radicular, sendo que quanto mais incompleto o fechamento do 
ápice, mais força eruptiva terá o dente. Por outro lado, quanto mais dilacerada a raíz 
pior o prognóstico para seu aproveitamento; 
• Reabsorção radicular dos incisivos adjacentes nos levam a uma tendência de extração 
do canino; 
• Disponibilidade para tratamentos longos, sendo que se o paciente não puder 
comparecer as consultas mais difícil será o tracionamento do dente incluso; 
• Saúde periodontal da região. Áreas com perda óssea e doença periodontal contra-
indicam o aproveitamento do canino. 
• Saúde geral do paciente. 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
39 
CLASSIFICAÇÃO DOS CANINOS INCLUSOS PODEM SER DE 
ACORDO COM: 
 
❖ Sentido vestíbulo palatino: sendo a posição da coroa que dita 
sua classificação. 
• Vestibular 
• Palatino 
• Vestíbulo-palatino 
• Palato-vestibular 
 
❖ Quanto a posição: 
• Vertical 
• Horizontal 
• Inclinado 
 
❖ Quanto à altura: 
• Alto 
• Baixo 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA: 
❖ Posicionado para vestibular 
Após a anestesia é feito um retalho geralmente do tipo Nëuman 
ou Nëuman modificado, descolamento mucoperiostal, 
osteotomia, odontosecção, exérese dentária, remoção do capuz 
pericoronário, limagem óssea, sutura. 
 
❖ Posicionado por palatino 
Após anestesia é feito um retalho interpapilar de 1°M do dente retido a canino do lado 
oposto, e em inclusão bilateral o retalho deve abranger de 1° molar a 1°molar. Em seguida 
é feito o descolamento Mucoperiostal, osteotomia e odontosecção seguida da exérese 
dentária e remoção do capuz pericoronário seguida de limagem óssea. 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS TERCEIROS MOLARES RETIDOS: 
 
Classificação de Pell e Gregory: 
❖ Quanto a sua inclusão no ramo mandibular. É aplicada somente nos 3° molares 
inferiores. 
• Classe I: Diâmetro mesio-distal do 3°molar é menor que a distância entre o bordo 
anterior do ramo mandibular e a face distal do 2°molar, ou seja, ele está fora do ramo 
• está totalmente incluso no ramo mandibular. mandibular. 
 
• Classe II: Diâmetro mesio-distal do 3° molar é maior que a distância entre o bordo 
anterior do ramo mandibular e a face distal do 2° molar, ou seja, o dente incluso está 
parcialmente incluso no ramo mandibular. 
 
• Classe III: Não há espaço entre a distal do 2° molar e o ramo mandibular, ou seja, o 
dente 
Dra Caroline Parrillo 
 
40 
❖ Quanto ao plano oclusal. 
• POSIÇÃO “A”: Face oclusal do 3° molar no mesmo nível ou acima do 
plano oclusal. 
• POSIÇÃO “B”: Face oclusal do 3° molar entre o plano oclusal e a 
cervical do 2° molar 
• POSIÇÃO “C”: Face oclusal do 3° molar abaixo da cervical do 2° molar. 
 
CLASSIFICAÇÃO DE WINTER 
 Leva em consideração a inclinação do longo eixo do 3° molar. Podem ser: 
• Vertical: quando seu longo eixo for paralelo aos demais dentes 
• Mesioangulado: quando seu longo eixo for convergente em relação aos 
demais dentes. 
• Distoangulado: quando seu longo eixo for divergente em relação aos 
demais dentes. 
• Horizontal: o longo eixo do terceiro molar é perpendicular em relação 
aos demais dentes. 
• Linguo-angulado: Quando a coroa do 3° molar está voltada para a 
lingual. 
• Buco-angulado: Quando a coroa do 3°molar está voltada para o 
vestíbulo bucal. 
• Invertido: quando a coroa do 3°molar está invertida. 
 
CRITÉRIOS DO EXAME CLÍNICO 
• Inspeção do tecido que recobre o dente; 
• Presença de infecção (exsudato, cálculos); 
• Posição do dente; 
• Abertura bucal; 
• Padrão facial; 
• Presença de hábitos deletérios; 
• Espessura do masseter; 
• Proximidade com dentes vizinhos; 
• Se na palpação, apresenta sensibilidade local ao toque. 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA 
Incisões - tipos 
• INCISÃO de WINTER- preconiza uma incisão de alívio na distal do 2°molar levando a 
grande chance de deiscência da sutura com uma invaginação do retalho para o interior 
do defeito ósseo. 
• INCISÃO de WINTER AMPLIADA – esta incisão propicia menos risco de uma deiscência 
da sutura pela confecção da incisão de alívio ou relaxante em região mesial do 2° molar 
com garantia de apoio ósseo da sutura por não realizarmos uma osteotomia nesta 
área. 
POSIÇÃO B 
POSIÇÃO C 
POSIÇÃO A 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
41 
• INCISÃO em ENVELOPE – se trata de uma incisão sem alivio ou relaxante, sendo 
indicada em inclusões dentárias mais superficiais, sendo feito apenas o contorno intra-
sulcular nas papilas dos dentes adjacentes. 
• Descolamento muco periostal – deslocando a mucosa e periósteo do tecido ósseo 
subjacente. 
• Osteotomia – o desgaste ósseo é feito de forma pendular em região mesial, vestibular 
e distal liberando o maior diâmetro do dente e criando um espaço vazio entre o dente 
e o tecido ósseo permitindo a mobilização e luxação do dente. 
• ODONTOSECÇÃO: esta manobra é reservada para alterações do longo eixo do dente 
(inclusões do tipo mesioangulado, horizontal, distoangulado) ou em alterações 
morfológicas radiculares (dilacerações, divergênciasacentuadas, hipercementoses). É 
realizada até dois terços no sentido vestíbulo-lingual com motor e broca e terminada 
de maneira manual com uma torção no espaço criado com a aplicação do elevador 
clivando o restante. 
 
• Odontosecção Coronária mesial é feita em casos de dentes mesioangulados 
impactados na região mesial. 
• Odontosecção Coronária total em casos de dentes horizontais. 
• Odontosecção Coronária distal nos dentes inclusos e distoangulados. 
• Odontosecção radicular é feita nos casos de raízes divergentes e dilaceradas. 
 
• LUXAÇÃO com elevadores através dos movimentos de cunha, roda e alavanca. 
• AVULSÃO – exérese do dente ou sua retirada de seu alvéolo. 
• Remoção do folículo pericoronário com cureta de Lucas. 
• LIMAGEM – removendo irregularidades ósseas e eventuais espículas. 
• SUTURA – iniciando nos ângulos no início da incisão de alívio. 
 
TERCEIROS MOLARES SUPERIORES 
 
INDICAÇÕES DAS EXODONTIAS 
Os 3ºMS apresentam uma grande incidência de inclusão. Em muitos casos a exodontia está 
indicada por finalidades ortodônticas, para a distalização dos molares, ganho de espaço 
para alinhamento e nivelamento do arco dental e procedimento prévio a cirurgia 
ortognática do tipo Le Fort I e casos de Expansão Rápida da Maxila Assistida 
Cirurgicamente (ERMAC). 
Dra Caroline Parrillo 
 
42 
A época ideal para a cirurgia do terceiro molar superior seria após a formação de dois 
terços radiculares, com isso temos maior facilidade do ato cirúrgico, uma menor 
quantidade de osteotomia e conseqüente menor risco de impulsioná-lo para o interior do 
seio maxilar. 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA PARA REMOÇÃO DO 3ºMS 
As Incisões preconizadas para a extração do 3ºMS são: 
• Winter com alívio na mesial de 2ºM; 
• Envelope sem a necessidade de alívio sendo está indicada em inclusões mais 
superificiais. 
- Após a incisão procede-se o descolamento muco periostal com descoladores de Freer e 
Molt. 
- A Osteotomia na maxila na maioria dos casos pode ser realizada com cinzéis 
manualmente pelo osso mais fino e papiráceo desta região. 
O uso de brocas, são reservadas para grandes inclusões com um maior risco de enfisema. 
- A necessidade de uma odontossecção é rara, mas pode ser necessária em grandes 
divergências radiculares ou grandes impactações contra os 2ºM. 
- Segue-se com a luxação e avulsão do dente com o uso dos elevadores e remoção do 
folículo pericoronário que pode ficar aderido na distal do 2ºM. 
- Em seguida realiza-se a limagem de irregularidades ósseas e a sutura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
43 
 CIRURGIA PARENDODÔNTICA 
 
A cirurgia parendodôntica é um procedimento que visa resolver complicações 
decorrentes de um tratamento endodôntico ou insucesso dele. 
 
Sinonímias: 
• Cirurgia Endodôntica; 
• Cirurgia do periápice; 
• Cirurgia periradicular; 
• Cirurgia periapical; 
• Cirurgia parendodôntica; 
• Complementação cirúrgica endodontia. 
Indicações: 
• Dilacerações apicais; 
• Dente com canal e com presença de lesões apicais; 
• Impedimento de instrumentação e obturação; 
• Condutos e raízes supranumerárias; 
• Lesão ou sintomatologia persistente após técnica endodôntica satisfatória realizada. 
Indicada quando esgotou todas as possibilidades com tratamento exclusivamente 
endodôntico; 
• Método considerado conservador pois é a última opção antes da condenação do 
elemento em questão. 
• Lesões refratárias ao tratamento endodôntico 
• Anormalidades anatômicas severas- Obstruções mecânicas intra-canal; 
• Canais severamente curvos 
• Deltas apicais 
• Calcificação intra câmara 
• Impedimento de Instrumentação e Obturação 
• Dentes com lesão e obstrução no canal 
• Rizogênese Incompleta -sem resposta positiva ao fechamento 
• Sustar processos de reabsorção apical; 
• Perfurações radiculares; 
• Fragmentos de instrumentos no terço apical; 
• Economia de tempo; evitar retratamento endodôntico 
• Fraturas no terço apical; 
• Deltas e dilacerações apicais; 
• Presença de cistos. 
• Corpos estranhos localizados no periápice 
• Fratura de instrumentos 
• Obturação inadequada: Sobre-obturação do conduto; ou obturação insuficiente 
sem condições de retratamento 
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44 
• Núcleo metálico com obturação deficiente 
• Coroa bem adaptada, com obturação deficiente 
• Fraturas horizontais radiculares no terço apical 
• Reabsorção radicular 
• Necessidade de cirurgia exploratória 
• Defeitos radiculares 
• Exploração para diagnóstico Histopatológico 
• Alívio da dor 
 
 
FATORES COMPLICADORES 
• Relativos à anatomia regional; 
• Relativos a anatomia radicular; 
• Relativos ao ato cirúrgico; 
• Dificuldade de acesso; 
• Dificuldade de visualização; 
• Extensão do processo patológico; 
• Instrumental adequado. 
Fracasso do tratamento endodôntico 
• Retratamento; 
• Reincidência; 
• Cirurgia do periápice. 
Contra-indicações: 
Gerais: 
• Contraindicações a qualquer ato cirúrgico (ASA III, IV) 
Locais: 
• Processo infeccioso agudo; 
• Perda óssea extensa; 
• Oclusão traumática; 
• Ápice inacessível; 
• Reabsorção apical muito extensa; 
• Proximidade com acidentes anatômicos. 
 
Exame clínico 
• Oportunidade de obturação do conduto radicular; 
• Avaliação da oclusão; 
• Fistulograma; 
• Medicação pré-operatória. 
Exame radiográfico 
• Processo periapical; 
• Raiz; 
• Periodonto; 
• Qualidade da endodontia. 
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45 
Modalidades de Tratamento 
• Curetagem periapical; 
• Apicectomia; 
• Obturação retrógrada. 
 
Tipos de cirurgia: 
• Curetagem periapical/apicoplastia; 
• Apicectomia; 
• Apicectomia com obturação retrógrada ou retroobturação; 
• Apicectomia com retro-instrumentação e obturação retrógrada. 
 
Curetagem periapical/apicoplastia: 
Consiste na remoção cirúrgica de tecidos da região periapical sem reduzir o 
comprimento da raiz. 
Indicação: 
• Quando o tratamento endodôntico radiograficamente apresenta-se adequado, mas 
existe persistência da fístula 
• Inserção alta da lesão - é possivel remover toda a lesão sem ter que remover o apice. 
 
Apicectomia 
É a amputação da porção (terço) apical do dente, seguida da curetagem de todo o tecido 
patológico periapical. 
Indicação: 
• Quando o tratamento endodôntico radiograficamente apresenta-se inadequado, 
com obturação aquém ou sobreobturação; 
• Inserção baixa da lesão; 
• Reabsorção apical. 
 
Apicectomia com Obturação retrógrada ou retroobturação: 
• Consiste no fechamento do extremo radicular por via apical. 
• É a amputação da porção apical do dente, seguida da curetagem de todo o tecido 
patológico periapical. 
Indicação: 
• Quando o tratamento endodôntico radiograficamente apresenta-se inadequado, 
com obturação aquém ou sobreobturação 
• Inserção baixa da lesão; 
• Reabsorção apical; 
• Todos quando a apicectomia não pode atingir o limite da obturação, pois esta está 
muito aquém do terço apical. 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
46 
Materiais Obturadores: 
• Cimento N-Ricket – muita infiltração; 
• Cianocrilato de etila; 
• Polímero de óleo de mamona; 
• Policarboxilato; 
• Guta percha- desuso; 
• Ionômero de vidro; 
• IRM- infiltração; 
• EBA- IRM reforçado; 
• TMA (cimento agregado mineral trióxido) - hoje o mais indicado. 
ASA (AMERICAN SOCIETY OF ANESTHESIOLOGISTS): 
• ASA I: não há distúrbio orgânico, fisiológico, bioquímico ou psiquiátrico. 
• ASA II: paciente com doença sistêmica leve que não resulta em limitação funcional. 
Exemplos: hipertensão controlada, DM sem complicações. 
• ASA III: paciente com doença sistêmica grave que resulta em dano funcional. Exemplo: DM 
com complicações vasculares, IAM anterior, HAS não controlada. 
• ASA IV: paciente com doença sistêmica grave que é uma ameaça constante a vida. 
Exemplos: ICC, angina instável. 
• ASA V: paciente moribundo que não se espera que sobreviva com ou sem operação. 
Exemplo: ruptura de aneurismas aórticos,hemorragia intracraniana com PIC elevada. 
• ASA VI: paciente com morte cerebral declarada, cujos órgãos estão sendo retirados para 
transplante. 
• ASA E: necessidade de operação de emergência. Exemplo: pacientes anteriormente 
saudáveis para apendicectomia de emergência. 
 
TÉCNICA CIRÚRGICA: 
Curetagem apical: 
1- Técnica anestésica 
-Hemostasia – com vasoconstritor 
-Realizar bloqueio quando houver necessidade 
-Preferencialmente infiltrativa 
-Infiltrativa à distância 
-Complementar com anestesia palatina/lingual 
2-Incisão: 
-Seguindo o protocolo de qualquer incisão (desenho, nutrição, etc) 
-Facilitar a exposição da loja cirúrgica 
-Facilitar o rebatimento do tecido 
-Diminuir a possibilidade de acidentes 
-Facilitar a reposição do tecido 
-Sempre com suporte ósseo 
-Utilizar um dente a mais de cada lado 
-Incisões indicadas _ retalhos triangulares ou trapezoidal 
-Descolamento muco periostal 
3-Acesso ósseo 
Ostectomia necessária para a exposição da região do ápice radicular e acesso a lesão. 
4-Curetagem de toda a lesão com curetas e raspagem do ápice – 
5-Irrigação – sutura - se a indicação for apenas curetagem e sutura . 
Dra Caroline Parrillo 
 
47 
APICECTOMIA 
Fazer primeiramente a odontosecção cortando o terço apical da raiz 
(apicectomia) curetando toda a lesão. 
 
Existem duas técnicas para o corte do ápice radicular 
1- Corte em bisel de 45 graus. Com o chanfro para vestibular: 
Vantagens: 
• Facilidade de visualização 
• Acesso direto 
Desvantagens do corte em 45 graus: 
• Aumento do número de túbulos dentinários seccionados e expostos (aumenta 
chance de microinfiltração apical); 
• Requer maior profundidade da cavidade retrógrada. 
 
2- Nova tendência: 90graus - até o selamento apical: 
Vantagens: 
• Redução da microinfiltração apical; 
• Remoção de menor quantidade de tecido dentário; 
 
É a amputação da porção apical do dente, seguida da curetagem de todo o tecido 
patológico periapical 
 
Desvantagem: 
• Dificuldade de acesso e visualização do conduto radicular. 
 
No caso de indicação de retro obturação 
• Preparo da entrada do canal – cavidade com brocas tronco conicas 
• limpeza 
• irrigação 
• secagem 
• inserção do material retroobturador – 
• atualmete o melhor material MTA – agregado trióxido mineral 
 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
48 
PROCESSOS SÉPTICOS - CONTROLE E 
TRATAMENTO, VIAS DE DISSEMINAÇÃO. 
ABSCESSO, CELULITE, EMPIEMA E ANGINA 
 Infecção é o desequilíbrio entre o poder defensivo de um hospedeiro e o poder 
agressivo de microrganismos que o invadem. 
Caracteriza-se por inflamação: 
• formação de pus; 
• necrose tecidual; 
• pode provocar septicemia. 
 
Celulite: 
Celulite infecciosa é uma doença grave que se instala no organismo através de uma 
porta qualquer que pode ser uma ferida, uma espinha, unha encravada etc. 
Bactérias, principalmente do tipo estafilococos e estreptococos, penetram o 
organismo do paciente e alojando-se aí passam a se proliferar induzindo assim a 
uma resposta orgânica inflamação que leva a necrose dos tecidos. 
As bactérias instaladas no indivíduo contaminado atingem o tecido subcutâneo e 
passam a lesioná-lo. 
Frequentemente, a celulite infecciosa causa lesões regionais, ou seja, tecidos 
próximos aos atingidos inicialmente também vão sofrendo infecção propagando 
desta forma a lesão inicial. 
 
Septicemia: 
A septicemia, também conhecida como sepsis, é uma infecção generalizada grave 
que se espalha por todo o corpo, causando sintomas como febre e respiração 
rápida, podendo colocar em risco a vida do paciente em poucas horas. 
Geralmente, a septicemia é a consequência de uma infecção primária normalmente 
localizada nos pulmões, trato urinário, abdômen e cavidade oral, que consegue se 
espalhar para o sangue e, por isso, é comum que a septicemia surja como 
complicação desta infecção primária. 
 
 
 
http://www.infoescola.com/reino-monera/staphylococcus/
http://www.infoescola.com/reino-monera/streptococcus/
http://www.infoescola.com/reino-monera/bacterias/
Dra Caroline Parrillo 
 
49 
Bacteremia: 
A doença também é conhecida por toxemia e pode ser chamada de envenenamento 
no sangue. 
A enfermidade acontece quando o paciente apresenta a presença de bactérias no 
sangue. 
Na maioria dos casos o paciente só desenvolve a doença após algum processo 
cirúrgico, onde fica com a imunidade mais vulnerável. Isso acontece também por 
conta da deficiência dos leucócitos, que corresponde as células que devem 
proteger o corpo do paciente. Com a falha delas, o paciente adquire a doença. 
Outro meio de desenvolvimento da doença é pela boca e gengiva. Se a bactéria 
mantiver contato com essa região é possível que passe a doença ao paciente. 
Outras formas comuns de desenvolver essa doença são todos os processos que 
possam realizar o encontro/contato da bactéria com o sangue. Pequenos cortes e 
machucados, quando não tratados corretamente podem causar o desenvolvimento 
dessa doença, pois o contato com o sangue fica vulnerável a qualquer bactéria, que 
pode facilmente chegar a corrente sanguínea do paciente. 
 
Bactérias na cavidade Oral 
A maior parte dos processos patológicos que afetam a cavidade oral apresenta 
algum agente infeccioso. Entretanto, a microbiota residente na cavidade oral 
desempenha importante papel na resistência inespecífica do hospedeiro frente aos 
patógenos exógenos, além de estimular o sistema imunológico após o nascimento. 
No entanto, a microbiota também pode contribuir para a patogenicidade de 
numerosas condições clínicas, como a cárie dental e as doenças periodontais, 
endodônticas e periapicais, entre outras. Dessa forma seus constituintes 
comportam-se como anfibiontes ou oportunistas, isto é, microrganismos capazes 
de agredir o hospedeiro quando as condições ambientais e imunológicas são 
favoráveis, como se observa, por exemplo, em pacientes imunocomprometidos, 
pacientes com disfunções metabólicas ou que sofreram traumas mecânicos, 
químicos ou térmicos. 
Estima-se que mais de 700 espécies podem ser identificadas na cavidade oral, das 
quais, metade pertence ao periodonto, e as demais ocupariam outros micro -
ambientes, como língua, mucosas lisas e superfície dental. Na cavidade oral, estes 
microrganismos aderem especificamente às células e componentes teciduais do 
hospedeiro ou em outros microrganismos, constituindo a co-agregação, levando ao 
Dra Caroline Parrillo 
 
50 
desenvolvimento de comunidades complexas denominadas de biofilmes, onde a 
transferência de genes associados à virulência microbiana e à resistência a 
antimicrobianos é frequente, e os mecanismos de defesa do hospedeiro têm 
eficácia limitada. 
 
Entre as patologias infecciosas mais comuns da cavidade oral se destacam a cárie 
dental, e sua patogenicidade está intimamente relacionada ao metabolismo 
microbiano altamente respiração anaeróbico, destacando os estreptococos do 
grupo mutans, particularmente, Streptococcus mutans junto com Lactobacillus 
spp., e quando alcança a dentina, Actinomyces spp. 
 
Outa patologia comum são as periodontais. 
Este termo – periodontopatias - é utilizado para designar uma extensa gama de 
patologias, que muitas vezes refletem alterações imunológicas, metabólicas e de 
desenvolvimento. Aqui será empregado apenas para descrever as gengivites e as 
periodontites associadas ao biofilme microbiano. 
 Nestas periodontopatias, após períodos de equilíbrio entre o hospedeiro e a 
microbiota, o quadro inflamatório periodontal se estabelece, amplificando -se a 
resposta do hospedeiro e a expressão da virulência microbiana, o que provoca uma 
modificação significativa da microbiota local, com a seleção de microrganismos 
anaeróbios obrigatórios Gram-negativos e com um metabolismo não fermentativo. 
 
A retenção do biofilme microbiano à margem gengival leva à quebra do equilíbrio 
da relação microbiota-hospedeiro e dará início a uma reação inflamatória afetandoos tecidos de revestimento do periodonto. Apesar da participação de alguns 
microrganismos como Actinomyces spp. e Prevotella intermedia na patogenicidade 
da gengivite, outros microrganismos podem também induzir a reação inflamatória, 
como o fazem os próprios estreptococos bucais. 
 
Nas gengivites necrosantes ou em aquelas associadas às modificações hormonais e 
de imunossupressão observa-se uma microbiota semelhante à observada na 
periodontite avançada, com a participação de Treponema denticola e P. 
intermedia, sendo que este último microrganismo é capaz de utilizar o estradiol no 
seu metabolismo como fonte energética para a cadeia respiratória). 
Dra Caroline Parrillo 
 
51 
Entretanto, geralmente com a reversão das condições hormonais, a microbiota 
retorna para níveis associados à saúde periodontal. 
Apesar da grande importância desempenhada pelos cocos Gram-positivos 
facultativos em abscessos em outras partes do corpo e na mucosa oral, a maior 
parte deles pertence aos gêneros Peptococcus e Peptostreptococcus ao lado dos 
gêneros Prevotella, Porphyromonas, Campylobacter e Fusobacterium. Deste modo, 
com o emprego de antimicrobianos por parte do paciente ou por indicação 
inadequada do profissional, nas infecções periapicais e periodontais laterais, 
podem ocorrer uma seleção biológica que terminará com a predominância de 
microrganismos resistentes ou tolerantes aos antimicrobianos. Segundo Socransky 
& Haffajee, a microbiota presente nos processos periodontais se divide em 
complexos que se relacionam entre si, onde o complexo denominado laranja, 
constituído por Peptostreptococcus micros, P. intermedia, P. nigrescens, F. 
nucleatum e F. periodonticum, daria condições adequadas para um grupo mais 
virulento de patógenos, o complexo vermelho que está constituído por P. gingivalis, 
T. forsythia e T. denticola. Apesar de não existir dados suficientes para discutir as 
possíveis extrapolações destas relações ecológicas para outras infecções mistas, 
como as infecções endodônticas e periapicais, é muito provável que a sucessão 
microbiana que se desenvolve nas mesmas, após a exposição da polpa seja ditada 
pelos mesmos critérios ecológicos observados nas periodontopatias. 
 
VIRULÊNCIA DE MICRORGANISMOS ASSOCIADA ÀS INFECÇÕES ORAIS. 
Fator de virulência é qualquer característica microbiana capaz de, diretamente ou 
indiretamente, permitir que um processo infeccioso se desenvolva. 
 Estes fatores podem ser divididos em três categorias: 
1. fatores associados à transmissão, adesão e colonização dos tecidos do 
hospedeiro; 
2. fatores associados à capacidade de produzir danos teciduais e, 
3. fatores associados à capacidade de evadir a resposta de defesa do hospedeiro. 
Estes fatores são imprescindíveis no desenvolvimento de uma infecção, mas no 
caso das infecções orais, que é de caráter sinergístico, a associação metabólica 
entre alguns membros do biofilme acaba levando a um aumento da virulência 
bacteriana. 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
52 
A ADESÃO MICROBIANA 
A adesão aos tecidos do hospedeiro é determinada pela interação de adesinas 
bacterianas e receptores teciduais. 
Estas proteínas se encontram na superfície da parede bacteriana, como em F. 
nucleatum, ou em fímbrias como em P. gingivalis. 
Geralmente cada espécie microbiana bucal apresenta várias adesinas e a 
expressão das diferentes adesinas está diretamente associada às condições 
ambientais presentes. 
Às vezes estas adesinas também apresentam atividade enzimática, como 
proteases e fosfolipases. Neste sentido, as adesinas de P. gingivalis acabam por 
exercer atividade de hemolisinas, que ao romper os eritrócitos acabam liberando 
ferro, um dos mais importantes macronutrientes bacterianos. 
 
Capacidade de produzir dano 
Os lipopolissacarídeos (LPS) bacteriano estimula a reabsorção óssea, febre e dor 
por mecanismos imunológicos e endocrinológicos. 
 A estabilidade química do LPS retarda o reparo tecidual e ajudam para que a 
adesão bacteriana à superfície dental se mantenha, por tempo prolongado até 
depois da morte da bactéria. 
Determinam a resistência às tetraciclinas, penicilinas, cefalosporinas e 
macrolídeos, entre outras drogas, são frequentemente observados em 
microrganismos bucais, destacando as cepas do gênero Fusobacterium por sua 
resistência aos macrolídeos, e Porphyromonase Prevotella pela produção de β -
lactamases. 
A resistência adquirida ao metronidazol e outros nitroimidazois ainda é 
considerada pequena entre os anaeróbios Gram-negativos residentes na cavidade 
oral, entretanto, isto vem aumentando em anaeróbios intestinais, como 
Bacteroides fragilis. 
Ainda não existe um tratamento eficaz contra infecções associadas aos biofilmes. 
Em parte é devido às alterações fisiológicas microbianas que ocorrem no biofilme, 
com redução da atividade metabólica, o que também, reduz a sensibilidade a 
antimicrobianos, mas pode aumentar a transferência de material genético 
permitindo a disseminação de genes de resistência e de virulência. 
Os benefícios do uso sistêmico ou local de antibióticos e quimioterápicos com 
atividade antimicrobiana são transitórios, mas em pacientes imunocomprometidos 
ou que apresentam formas mais agressivas ou avançadas de periodontopatias, 
estas drogas podem provocar uma redução temporária e significativa da proporção 
Dra Caroline Parrillo 
 
53 
de microrganismos patogênicos envolvidos nestas doenças, permitindo que 
espécies associadas à saúde periodontal proliferem ocupando os nichos ecológicos 
dos periodontopatógenos. Neste sentido, os nitroimidazois, em particular o 
metronidazol, apresenta a vantagem de atuar seletivamente sobre 
microrganismos Gram-negativos anaeróbios que constituem a maior parte da 
microbiota presentes nas infecções periapicais e periodontites marginais. 
 
Apesar de muito utilizados no tratamento das infecções odontogênicas, as 
penicilinas de amplo espectro, como a amoxicilina não são comumente 
empregados como coadjuvantes do tratamento local das periodontites e outras 
infecções anaeróbias mistas com predomínio de microrganismos gram-negativos 
como Prevotella nigrescens e P. intermedia capazes de produzir β-lactamases, o 
que tem levado ao uso crescente dos novos macrolídeos, como a azitromicina, que 
vem mostrando uma atividade antimicrobiana significativa contra anaeróbios 
Gram-positivos e Gram-negativos. 
 
EVOLUÇÃO DAS INFECÇÕES 
A disseminação do processo infeccioso pode ter origem a partir de um foco 
regional, como exemplo um elemento dental necrosado ou ser de origem distante, 
com a infecção migrando pela via hematogênica (anacorese) ou linfática, com a 
infecção se disseminando por meio das áreas de menor resistência dos tecidos e 
pelos espaços fasciais. 
 
Os espaços fasciais (espaço virtual existente entre as fáscias dos músculos) 
acometido será ditado pela localização do foco infeccioso e as particularidades 
anatômicas da região, como espessura tecidual e as inserções musculares da 
região, sendo os espaços submandibulares, submentuais, sublinguais, 
mastigatórios e os parafaríngeos os espaços mais comumente afetados. 
 
Abscessos dento-alveolares 
• Geralmente são pequenas coleções purulentas; 
• Circunscritas; 
• Baixa gravidade; 
• Progressão lenta; 
• Causados por bactérias anaeróbicas, usualmente com menor risco à saúde do 
paciente. 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
54 
Celulites fasciais são: 
• Infecções graves de características agudas; 
• Rápida progressão (2 a 4 dias); 
• Localização difusa; 
• Ausência de secreção purulenta em alguns casos; 
• Consistência endurecida; 
• Área hiperêmica; 
• Causada por bactérias mistas, apresentando maior risco à saúde do indivíduo. 
Com essas informações, torna-se imperativo o diagnóstico rápido e preciso da 
condição do paciente, sendo instituinda imediatamente a drenagem cirúrgica 
exploratória da região acometida, a instalação do dreno, remoção dofoco 
infeccioso e antibioticoterapia o quanto antes possível nos casos de celulite fascial. 
 
Em algumas ocasiões, os espaços fasciais profundos podem ser acometidos a partir 
de infecções consideradas mais brandas e que envolvem inicialmente os espaços 
primários, pondo em risco a vida do paciente. 
 Os espaços fasciais primários podem ser divididos de acordo com a sua localização, 
Sendo classificados na maxila como: 
• Bucal; 
• Palatino; 
• Canino; 
• Infratemporal. 
Na mandíbula, estão presentes os: 
• Espaço bucal; 
• Submentoniano; 
• Sublingual; 
• Submandibular. 
 
 os espaços secundários incluem o mastigatório (temporal superficial e profundo, 
pterigomandibular e massetérico) e os espaços cervicais (retrofaríngeo, 
laterofaríngeo e pré-vertebral). 
 Tal disseminação pode ocorrer pela agressividade dos agentes patogênicos e 
também pela demora no diagnóstico e tratamento do estágio inicial da infecção. 
Pacientes, que apresentarem alterações nos mecanismos de defesa, devem ser 
monitorados rigorosamente, pois neles a infecção tem carácter mais agressivo e 
disseminação facilitada devido à baixa resistência do hospedeiro. Leucemia, 
agranulocitose, diabetes mellitus descompensada, doença de Addison, Aids, 
alcoolismo e leucopenia representam uma das possíveis causas para o 
Dra Caroline Parrillo 
 
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comprometimento das defesas sistêmicas e, por isso, necessitam de sua 
compensação, se possível. 
Trabalhos apresentam situações de infecções graves de origem dental, que 
culminaram em infecções, inclusive, do cérebro, tornando imprescindível o 
diagnóstico precoce e adequado de focos infecciosos de origem odontogênica. 
 
Uma vez constatado o abscesso dentoalveolar, deve-se tentar a conservação do 
elemento dental por meio da sanificação dos condutos radiculares e/ou raspagem 
e, quando não for possível, a exodontia do elemento envolvido deve ser realizada. 
 
A remoção da causa o mais breve possível permite melhora considerável nos sinais 
e sintomas do quadro de infecção, sugerindo-se ainda que a remoção da causa deva 
ser sempre seguida de drenagem da coleção purulenta. 
As incisões para drenagem podem ser tanto intraorais quanto extraorais, porém 
temos de escolher uma área onde a estética não seja comprometida e não haja 
comprometimento muscular e vásculo-nervoso. 
Para tanto, a anatomia da área a ser operada e as linhas de mínima tensão da face 
devem ser de conhecimento do profissional, devendo a incisão para drenagem ser 
realizada no ponto de maior flutuação e o mais estético possível, seguido sempre 
da divulsão dos tecidos. 
Após drenagem, a incisão não deve ser completamente suturada, sendo realizados 
apenas alguns pontos de sutura para a manutenção do dreno. 
 
A natureza da infecção odontogênica é de uma microbiota mista, composta de 
microorganismos aeróbios gram positivos e anaeróbios gram negativos, como os 
streptococcus e bacilos, também presentes na cavidade bucal livre de infecção. Nas 
infecções supurativas, os streptococcus, staphilococcus, pseudomonas, 
veillonellas, eubacterium e lactobacilus estão presentes com frequência, e, quando 
se trata de infecções oportunistas, as pseudomonas representam o tipo bacterioide 
resistente à penicilina, como relatado anteriormente. 
 Nestes casos, é indicada a medicação antimicrobiana capaz de destruir tais 
microorganismos. 
 
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56 
A antibióticoterapia representa um grande aliado no tratamento das infecções 
faciais, porém possui papel coadjuvante no tratamento, pois deve sempre ser 
associado à drenagem e remoção da causa. 
Da sua simples administração não surgirá efeito algum, podendo, em alguns casos, 
exarcebar e intensificar a gravidade da infecção após o seu período de 
administração. 
 Nos casos de infecções graves, não há necessidade de aguardar o resultado do 
antibiograma devido à alta previsibilidade em relação aos microorganismos 
patogênicos, pois são eles os colonizadores na microbiota bucal livre de infecção. 
A associação de amoxicilina e metronidazol abrange todos esses microorganismos 
e atinge seu pico de concentraçao tecidual com grande facilidade em pequeno 
tempo. 
A terapia medicamentosa por via endovenosa deve ser instituída poucos minutos 
antes da cirurgia de drenagem, e mantida alguns dias, após drenagem e instalação 
do dreno. 
 A droga de escolha preconizada pelos autores quando não há nenhuma reação 
de hipersensibilidade ou contra-indicação é a associação de 1 grama de 
Amoxicilina e 1 grama de Metronidazol cerca de 45 minutos antes da drenagem e 
a manutenção destas drogas por via oral, durante 15 dias. 
 
 
PROGRESSÃO DAS INFECÇÕES ODONTOGÊNICAS 
 Quando se estabelece um processo infeccioso, essa se dissemina, em todas as 
direções de maneira igualitária, mas, de preferência para as regiões de menor 
resistência. A infecção se propaga dentro o osso esponjoso até encontrar a cortical, 
que se for fina será perfurada e a infecção penetrará nos tecidos moles vizinhos. - 
Obs.: a antibióticoterapia apenas evitará a progressão da lesão, se a causa não for 
removida ocorrer a recidiva da infecção. O principal tratamento é a remoção da 
causa (exodontia ou a endodontia). 
 
 Dependendo do comprimento da raiz e da altura de inserção do músculo, um 
bom exemplo é o músculo bucinador, a propagação pode ir para o espaço bucal 
(correspondente a face) ou vestibular (correspondente ao vestíbulo – espaço entre 
a mucosa jugal e a vestibular do dentes). 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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Dependendo do comprimento das raizes e da altura de inserção do músculo 
bucinador a propagação pode ir para o espaço bucal ou vestibular. Um dente com 
ápice acima da inserção deste músculo causa acumulação do pus no espaço bucal. 
Um dente com o ápice dentário abaixo da inserção do músculo bucinador causa 
uma acumulação de pus no espaço vestibular isso na maxila, na mandíbula esta 
relação é contrária. 
 
Espaços fasciais primários: 
Maxila 
• Canino; 
• Bucal; 
• Infratemporal. 
 Mandibulares 
• Mentual / Submentual; 
• Bucal; 
• Coletor (Chompret Lirond’ll); 
• Sublingual; 
• Submandibular. 
Espaço Canino: 
 
É um estreito espaço potencial localizado entre os músculos elevador do músculo da boca e elevador do lábio 
superior. 
 Quando esse espaço é infectado, há um aumento de volume na região anterior da face que oblitera o sulco 
naso-labial. 
A drenagem espontânea das infecções desse espaço, normalmente ocorre na parte inferior do canto interno 
do olho. 
 Neste espaço se localiza o feixe vásculo-nervoso infra-orbital. Este espaço é atingido a partir de infecções do 
canino superior, quando seu “ápice” se localiza acima do músculo levantador do ângulo da boca. 
Quando este espaço está infectado, ocorre inchaço na região, causando obliteração do sulco nasolabial. 
A infecção pode atingir o ângulo medial do olho, causando sinais semelhantes a uma Dacriocistite (inflamação 
do saco lacrimal). 
 
Espaço bucal: 
É limitado pela pele da face no seu aspecto lateral e pelo músculo bucinador no seu aspecto medial. 
Esse espaço, pode tornar-se infectado a partir de extensão de infecções tanto dos dentes maxilares quanto 
dos mandibulares. 
Geralmente, o envolvimento desse espaço resulta no aumento de volume abaixo do arco zigomático e acima 
do bordo inferior da mandíbula, portanto, tanto o arco zigomático quanto o bordo inferior da mandíbula são 
palpáveis nas infecções do espaço bucal. 
 Este espaço é preenchido pelo corpo adiposos da bochecha. 
O espaço bucal é geralmente atingido por infecções provenientes de molares superiores, quando seus ápices 
se localizam acima do músculo bucinador. Porém os pré-molares superiores, bem como os molares inferiores, 
também podem atingi-lo . 
 
 Espaços fasciais secundários: 
 -Espaços mastigatórios 
• Temporal superficial; 
• Temporal profundo; 
• Massetérico; 
• Pterigomandibular.- Espaços parafaríngeos 
• Faríngeo lateral 
• Retrofaríngeo 
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Espaço infra-temporal: 
 
Localiza-se posteriormente a maxila, sendo esta seu limite anterior, superiormente é limitada pela 
base do crânio e superfície infratemporal da asa maior do esfenóide; medialmente pela lâmina lateral 
do processo pterigóideo e lateralmente ele se continua com o espaço temporal profundo. 
Nele, se localizam os músculos pterigóideos, sobretudo o pterigóideo lateral. 
É um espaço raramente envolvido como um espaço primário, sendo normalmente atingido em 
infecções mais sérias, já como um espaço secundário. 
Quando ele é invadido diretamente, como espaço primário, o dente causador é o terceiro molar 
superior. 
Os sinais clínicos são pobres, observando-se às vezes, apenas trismo muscular ou espasmo 
muscular. 
 
Espaço submentoniano: 
 
É limitado antero-lateralmente pelos dois ventres anteriores do músculo digástrico, sendo, portanto, 
um espaço ímpar. 
 É limitado superiormente pelo músculo milo-hióideo, inferiormente pelo músculo platisma e a pele 
e, posteriormente, pelo osso hióide. 
Apesar de ser um espaço pouco atingido, as infecções originadas de incisivos e caninos inferiores 
com raízes longas podem alcançá-lo, sobretudo, quando seus ápices se localizam abaixo do 
músculo mentual. 
Assim, a infecção contorna a borda inferior da mandíbula e invade este espaço. Infecções isoladas 
deste espaço são infrequentes. 
 Os sinais clínicos são um discreto inchaço da pele que recobre a região, na linha média. 
 
Espaço bucal: 
pode ser infectado por extensão de uma infecção dos dentes mandibulares, a semelhança do que 
ocorre a partir dos dentes maxilares, mas em menor frequência. 
A propagação se dá a partir de molares inferiores, quando seus ápices se localizarem abaixo do 
músculo bucinador. 
 
Espaço sublingual: 
 
É delimitado lateralmente pelo corpo da mandíbula (fóvea sublingual), superiormente pela mucosa 
do soalho da boca e inferiormente pelo músculo milo-hióide. 
 Sua borda posterior é aberta; portanto, comunica-se livremente com o espaço submandibular e os 
espaços secundários da mandíbula em sua região mais posterior. Este espaço é atingido por 
infecções provenientes dos molares inferiores e, às vezes, de pré-molares inferiores. 
Deve-se observar que ele é atingido quando a infecção perfura a parede lingual e se espalha acima 
do músculo milo-hióideo, o que ocorre mais frequentemente na região mais anterior da mandíbula 
(pré-molares e primeiro molar). 
Como a infecção é limitada inferiormente pelo músculo milo-hióideo, não ocorre inchaço extra - 
bucal. Porém o inchaço intrabucal é grande, elevando o soalho da boca. 
É comum que a infecção atravesse o plano mediano, tornando-se bilateral, o que causa uma 
elevação de língua. 
 
 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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Espaço submandibular: 
É limitado lateralmente pelo corpo da mandíbula (fóvea submandibular), superiormente pelo músculo 
milo-hióideo e inferiormente pela lâmina de revestimento da fáscia cervical, platisma e pele. 
Posteriormente este espaço se comunica com espaços secundários. 
Geralmente as infecções são causadas a partir do terceiro molar e, as vezes, pelo segundo molar, 
quando a infecção perfura a parede lingual da mandíbula, abaixo do músculo milo-hióideo.Observa-
se um inchaço extra-bucal que vai da borda inferior da mandíbula ao músculo digástrico e, 
posteriormente, até o osso hióide. 
Quando os espaços submandibular, sublingual e submentoniano são envolvidos bilateralmente por 
uma infecção, ocorre o que denominamos Angina de Ludwig. 
 
Infecção dos espaços fasciais secundários 
 
 Os espaços primários são imediatamente adjacentes às regiões da maxila e mandíbula 
onde se localizam os dentes. 
Se não for realizado o tratamento adequado para as infecções dos espaços primários, 
estas podem disseminar-se posteriormente e envolver os espaços fasciais secundários. 
Quando esses espaços são afetados, frequentemente as infecções tornam-se mais 
graves, causando complicações maiores. 
Os espaços secundários são circundados por uma fáscia de tecido conjuntivo frouxo, 
de suprimento sanguíneo pobre, por isso as infecções são de difícil tratamento, se não 
houver a intervenção cirúrgica para drenar o exsudato purulento. 
 
 
Espaço massetérico: situa-se entre a face lateral da mandíbula e a face medial do 
músculo masseter. Normalmente o espaço massetérico é envolvido pela disseminação 
da infecção a partir do espaço bucal, uma vez que ele é limite posterior deste espaço, 
ou dos tecidos moles que situam - se ao redor do terceiro molar mandibular. O paciente 
terá como resultado, um trismo de moderado a grave, provocado pela inflamação desse 
músculo. 
 
Espaço pterigomandibular: situa-se medialmente à mandíbula e lateralmente ao 
músculo pterigóideo. O paciente pode apresentar trismo sem aumento de volume, sendo 
este de grande importância no diagnóstico da infecção deste espaço. 
Infecções neste espaço, podem ser originadas a partir do espaço submandibular e 
sublingual. 
 Este espaço também pode ser infectado por agulhas anestésicas contaminadas, no 
momento da anestesia dos nervos alveolar inferior e lingual, que se localizam neste 
espaço. 
 
Espaço temporal: situa-se em posição posterior e superior aos espaços massetérico e 
pterigomandibular. 
Divide-se em duas porções pelo músculo temporal: uma porção superficial que se 
estende até a fáscia temporal e uma porção profunda que continua com o espaço 
infratemporal. 
Os espaços temporal superficial e profundo, raramente são atingidos de forma 
secundária. Tal manifestação ocorre, com freqüência, apenas nas infecções graves. 
Dra Caroline Parrillo 
 
60 
O principal sinal clínico do acometimento deste espaço é o inchaço na região temporal, 
acima do arco zigomático e posterior à borda lateral da órbita. Trismo muscular também 
estará presente 
 
Os espaços massetérico, pterigomandibular e temporal são conhecidos como 
espaço mastigador, porque são limitados pelos músculos e fáscia da mastigação; 
esses espaços comunicam-se livremente entre si, de modo que, quando um é 
envolvido, os outros também podem estar. 
 
 
Tratamento: 
 
 1º - Avaliar a gravidade da infecção: 
 
História completa: 
• Duração 
• Evolução 
• Sinais e sintomas: Dor, tumefação, rubor, calor e perda de função. Houve mal 
estar? A presença deste sinal é indicativo de infecção de moderada a grave. 
• Houve tratamento anterior? Qual? 
 
Exame físico: 
 Sinais Vitais: 
• Temperatura: 36,5º-37,5ºC – Pacientes que apresentarem temperatura acima de 
38,3ºc apresentam infecção grave 
• Pulso: 60-80 bpm – O pulso do paciente aumentará juntamente com a temperatura, 
se a frequência for maior que 100bpm o paciente tem infecção grave e deverá ser 
tratado mais agressivamente. 
• PA: 140/90 mmHg – Este que o sinal que menos se altera na presença de infecção, 
porém em casos de dor severa e o paciente estiver agitado este pode ser aumentado 
e em casos de infecção grave hipotensão está presente. 
• Taxa Respiratória: 14-16 resp./min.- O grande risco de uma infecção ondontogênica 
é a obstrução das vias aéreas superiores. Pacientes com infecção apresentam-se 
com a respiração acelerada. 
• Inspeção geral do paciente 
• Fáceis Tóxicas” – Paciente fadigado, febril e indisposto. 
 
 Exame extra-oral: 
• Inspeção e palpação 
• Procurar áreas de tumefção 
• Linfonodos palpáveis? 
• Avaliar a abertura buca 
 Exame intra-oral: 
• Procura pelo dente foco da infecção 
• Inspeção, palpação e percussão 
 
Dra Caroline Parrillo 
 
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Exame Radiográfico: 
• Periapical, Panorâmica e Tomografia 
 Exames complementares: 
• Leucocitose e desvio à esquerda 
 
 2º - Avaliação do mecanismo de defesa do hospedeiro 
Procurar por tudo que possa comprometer a defesa do hospedeiro sejam fatores 
sistêmicos, doenças adquiridas ou congênitas, uso de drogas depressoras do 
sistema imunológico. 
 
 3º - Tratamento cirúrgico: 
O princípio básicoé a drenagem e remoção da causa. A incisão permite a remoção 
do pus acumulado e das bactérias presentes, facilitando assim que ocorra uma 
melhor vascularização por conta da diminuição da pressão hidrostática e isso 
acelera também a chegada de defesas do hospedeiro. 
Na celulite a incisão serve para impedir a disseminação da infecção. 
A anestesia deve ser regional em uma área afastada do nervo. Se for aplicada a 
anestesia em área infecta a agulha anestésica deve ser descartada. Depois de 
anestesiada fazer antissepsia com iodo. 
Incisão em pele deve ser em área de tecido vital e na mucosa oral diretamente 
sobre o ponto de maior flutuação. Depois de feita a incisão deve-se realizar a 
divulsão para alcançar todas as loja de pus e facilitar a denagem, logo em seguida 
deve-se por um dreno para manter a via de drenagem (2-5 dias). 
 
 
 4º - Suporte sistêmico: 
Hidratação + alimentação com alto teor calórico + analgésico e antibióticos + 
compressas ou bochechos mornos + auto avaliação do paciente. 
 
 5º - Escolher e prescrever os antibióticos apropriados: 
Indicação de antibiótico: 
• Tumefação estendida além do processo alveolar 
• Celulite 
• Trismo 
• Linfoadenopatia 
• Temperatura elevada 
• Pericoronarite e osteomielite 
 
Escolha: 
• 1º Penicilina (clindamicina em alérgicos a penicilina) 
• 2º Penicilina + ácido clavulânico 
• 3º Penicilina + metronidazol 
 
 
IMPORTANTE UTILIZAR DE MANEIRA CORRETA, NA DOSE ADEQUADA, 
INTERVALOS ADEQUADOS E NO PERÍODO ADEQUADO. OS PACIENTES 
ACOMETIDOS COM ESSE TIPO DE IJÚRIA DEVEM TER RETORNO FREQUENTE PARA 
AVALIAÇÃO DA REGRESSÃO DA INFECÇÃO. LEMBRAR QUE O TRATAMENTO DE 
INFECÇÃO ODONTOGÊNICA MAIS EFICAZ É A REMOÇÃO DA CAUSA.

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