Síndrome nefrítica
29 pág.

Síndrome nefrítica


DisciplinaClínica Médica I7.089 materiais74.088 seguidores
Pré-visualização1 página
Síndrome 
Nefrítca
Disciplina: Clínica Média 1 
Dr. Pedro Mendes Filho
Glomerulonefrites
Doenças de natureza imunológica, inflamatórias,que 
acometem os glomérulos podendo ter a sua origem em 
doenças sistêmicas(G.N. secundárias) ou serem doenças 
próprias renais(G.N.primárias) 
Em adultos são doenças evolutivas e que provocam 
insuficiência renal crônica num alto percentual (30% dos 
casos de IRC são devidos às GN)
Fisiopatologia
Lesão 
imunológica
Anticorpos contra 
glomérulo
Imunocomplexos pré - 
formados
Anticorpos contra 
antígeno externo Resposta 
Inflamatória
Resposta Glomerular
\u2022 Proliferação de células (epiteliais, 
mesangiais,endoteliais). 
\u2022 Inflitraçao por células 
inflamatórias(neutrófilos,monócitos, macrófagos) 
\u2022 Aumento da matriz mesangial , alterações da Memb. 
Basal Glomerular 
\u2022 Fibrose
Manifestação Clínica
Proteinúria (sub nefrótica).
Hematúria.
Queda da taxa de filtração glomerular.
Retenção de Sódio.
Síndrome Nefrítica
Síndrome caracterizada por intensa reação 
inflamatória glomerular, manifestada pela 
tríade clássica:
Hematúria
Hipertensão
Edema
Outras Manifestações
Início Súbito
Oligúria
Proteinúria abaixo de 3,5 gramas em 24 horas.
Principais Doenças
Glomerulonefrite pós estreptocócica
Glomerulonefrite membranoproliferativa.
Glomerulonefrite crescêntica
Lupus Eritematoso Sistêmico
Nefropatia IgA
Caso Clínico
PACIENTE 10 ANOS, TRAZIDO PELA MÃE PARA CONSULTA, 
RELATANDO HÁ 3 DIAS COM URINA ESCURA, COM DIMINUIÇÃO 
PROGRESSIVA DO VOLUME URINÁRIO, EDEMA DE MEMBROS 
INFERIORES E PERIORBITAL, SEM OUTRAS QUEIXAS. 
 ANTECEDENTES: 
FARINGITE HÁ 15 DIAS. 
 AO EXAME FÍSICO: 
PA : 170X 120MMHG 
EDEMA DE MEMBROS INFERIORES +++/4 
Glomerulonefrite Pós 
Infecciosa
Causa mais comum de síndrome nefrítica.
Surge após infecção prévia por estreptococo B-
hemolítico do grupo A.
Pode ser causada após outros processos 
infecciosos.
Fisiopatologia da GN - 
PÓS ESTREPTOCÓCICA
Formação de anticorpos contra antígeno do 
estreptococo e formação de imunocomplexos 
circulantes.
Formação de anticorpos contra antígenos 
próprios ou plantados na membrana basal.
Epidemiologia
Ocorre normalmente em crianças em idade 
escolar.
Pode ocorrer em adultos e idosos e costuma ter 
curso mais grave.
Predileção pelo sexo masculino.
Precedida por faringite, amigdalite, impetigo 
ou erisipela.
Quadro Clínico
Relato de processo infeccioso entre 14 a 21 dias 
anteriores.
Hematúria
Hipertensão
Edema
Redução do volume urinário
Exames 
Complementares
EAS:
Hematúria, leucocitúria e proteinúria.
Cilindros hemáticos e Hematúria dismórficas.
Hematúria pode persistir por até 6 meses.
Uréia e creatinina discretamente elevados.
Proteinúria 24 horas < 3,5gramas.
Diagnóstico
Dosagem do complemento:
Consumo da via alternativa ( C3 e CH50)
Complemento consumido por até 8 semanas do início dos sintomas.
Sorológico:
Anti -estreptolisina O 
 Anti-dnase B
Diagnóstico
O padrão diagnóstico é a biópsia renal, porém 
normalmente o diagnóstico é clínico.
Tratamento
O tratamento é sintomático. 
Restrição hidrossalina.
Diuréticos
Anti-hipertensivos ( IECA E BRA devem ser 
evitados)
Erradicação do estreptococo.
Prognóstico
Evolui para cura e sem sequela em 90% dos 
casos.
Percentual se reduz com avançar da idade. 
Quando realizar 
Biópsia Renal
Persistência do complemento consumido por 
mais de 8 semanas.
Piora importante da função renal.
Anúria
Proteinúria nefrótica.
Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva
Edema e hematúria macro ou microscópica
Hipertensão quando presente é leve
Oliguria acentuada ou anúria
Aumento rápido da uréia e creatinina
Instalação aguda.
Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva
Pode ocorrer em qualquer glomerulopatia, 
porém normalmente está associada aquelas que 
cursam com síndrome nefrítica.
Diferentemente da síndrome nefrítica clássica, 
possui prognóstico renal ruim e evolui para 
Insuficiência renal crônica, caso não haja 
tratamento.
Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva
Glomerulonefrite Rapidamente Progressiva
Sempre realizar biópsia renal.
Tratamento:
Terapia imunossupressora
Corticóide + Ciclofosfamida.
Obrigado
pedromendesf@me.com
29