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Projeto de pesquisa - Prazer e Sofrimento no Trabalho: Um estudo de caso sobre saúde ocupacional em organizações privadas de ensino no Distrito Federal.

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Universidade de Brasília 
Faculdade de Administração, Contábeis, Economia e Gestão de Políticas Públicas 
Departamento de Administração 
Abordagens Críticas ao Estudo das Organizações 
 
 
 
 
 
Prazer e Sofrimento no Trabalho: 
Um estudo de caso sobre saúde ocupacional em organizações 
privadas de ensino no Distrito Federal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Alunos: 
Leonardo Grassi Alencar Matricula: 16/0131421 
Luis Artur de Oliveira Matricula: 16/0134293 
Matheus Soares Matricula: 16/0137870 
 
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Introdução 
 A rotina de trabalho nas organizações vem sendo utilizada como base para 
vários estudos que buscam compreender seus benefícios e principalmente como essa 
rotina pode ser prejudicial à saúde humana. São vários os estudos que tratam 
especificamente sobre os malefícios causados pelas atividades massivas do trabalho, 
exploração do capital humano, trabalhos noturnos, e consequentemente suas 
implicações na saúde do trabalhador. 
 As organizações sabem, mesmo que de forma discreta, que a dinâmica de 
trabalho utilizada é extremamente cansativa e prejudicial à saúde do trabalhador, 
entretanto devido sua ambição por alcançar resultados cada vez maiores, poucas 
atitudes são tomadas no combate a essas práticas. Algumas organizações tentam de 
certa forma suavizar os malefícios com práticas laborais, muitas dessas práticas são 
advindas dos estudos voltados à saúde ocupacional. A saúde ocupacional, busca em 
sua essência proporcionar atividades laborais que sejam capazes de proporcionar 
uma maior qualidade de vida no trabalho, quando colocadas em prática, espera-se 
ainda um ambiente de bem-estar produzido por elas. 
 Os trabalhos em organizações voltadas para a educação, em escolas por 
exemplo, são recorrentemente estudados devido à presença de um alto grau de 
estresse no desenvolvimento dessas atividades, a rotina em uma sala de aula pode 
ser altamente prejudicial à saúde do trabalhador em questão, o professor. Práticas de 
saúde ocupacional são utilizadas nesses ambientes como forma de minimizar os 
efeitos degradantes à saúde. 
 
Contextualização 
 A situação emocional dos funcionários nas empresas é alvo de observações há 
bastante tempo, foi comprovado que o aumento da produção, e a melhoria da 
eficiência dos serviços prestados pelos funcionários estão ligados a sua motivação e 
o seu bem estar, porém muitas empresas não utilizam de práticas motivacionais 
corretas, devido ao custo, a indisponibilidade de tempo e de recursos para promover 
atividades motivacionais. Muitas empresas abrem mão de conceder benefícios, a 
motivação natural para a realização dos trabalhos nessas organizações vem da 
 
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pressão psicológica, a alta procura por emprego leva os empregados a se 
empenharem cada vez mais a fim de permanecerem nos seus cargos, ocasionando, 
dessa forma, uma cobrança exacerbada e perigosa para exercer papel de 
“multifuncionalidade” dentro da empresa, não é de hoje que o estresse e a ansiedade 
causam mortes e aumento dos casos de depressão, com a atual situação do mercado 
de trabalho acentuando a necessidade de estabilidade e de segurança financeira a 
tendência é de que os índices de qualidade de vida nos ambientes de trabalho caiam 
ainda mais, agravando casos de sofrimento no trabalho. 
 
Problema 
 No cenário atual em que o país enfrenta uma crise financeira onde vagas de 
emprego possuem enormes filas de procura, diante dessa situação de enorme 
competição e instabilidade, os serviços de saúde ocupacional conseguem prover 
condições de bem-estar e qualidade de vida no trabalho? 
 
Solução para o problema 
 
 A utilização correta dos conceitos de Saúde Ocupacional é benéfica para a 
eficiência das organizações, mesmo em cenários de crise. O conceito de saúde 
organizacional ressalta a importância dos funcionários para a organização e 
apresentam possíveis formas de melhorar a eficiência das atividades desenvolvidas. 
As pessoas que trabalham em uma organização não devem ser vistas como um 
recurso, um patrimônio da empresa, na verdade as empresas competitivas, que 
desejam consolidar-se no mercado em que atuam, veem seus funcionários como 
parceiros da organização, sendo vistos desta forma buscarão cada vez mais participar 
das atividades desenvolvidas pela empresa. 
 
Objetivo Geral 
 O objetivo geral da pesquisa é possibilitar uma visão sobre qual a situação da 
relação entre saúde ocupacional e ambiente de trabalho em um cenário de crise 
econômica. 
 
 
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Objetivos Específicos 
 Através de um estudo de caso em organizações de ensino privadas no Distrito 
Federal, verificar a prática de saúde ocupacional, analisar a percepção de estresse 
por parte dos professores, ainda, verificar a rotatividade desses profissionais por conta 
de problemas de saúde no trabalho. 
 
Referencial teórico 
 Segundo o artigo “O impacto do trabalho em saúde mental: transtornos 
psiquiátricos menores, qualidade de vida e satisfação profissional”, existem uma 
carência de investimento em saúde mental, isso acaba ajudando o desenvolvimento 
de doenças acarretadas pela pressão devido à alta demanda de trabalhos e alta 
concorrência para uma vaga de trabalho. A grande oferta de trabalho faz com que os 
profissionais empregados desempenhem atividades além das suas funções, logo, 
sobrecarregando eles e gerando doenças como workaholic, burnout, sintomas 
depressivos e ansiosos. No artigo é estudada a relação de profissionais que atuam na 
área de saúde mental, os profissionais possuem diversas formações, e o estudo 
comprova a satisfação profissional dos serviços oferecidos por eles. 
Depois da revolução industrial tem sido estudado o desempenho do trabalhador nas 
suas tarefas, e foi compreendido que com uma melhor saúde, se tem uma maior 
produtividade. Desde então foi criado uma vertente de estudos especializada em 
saúde no trabalho, com o intuito de aumentar a produtividade de uma empresa, como 
é dito no artigo do René Mendes e da Elizabeth Costa Dias, “Da medicina do trabalho 
à saúde do trabalhador”. 
 Existem carreiras que requerem mais de seus funcionários, desde o início até 
o final, isso acaba gerando um profissional acostumado a condições insalubres, como 
é relatado no artigo da Regina Zanella Penteado e Isabel Maria Teixeira Bicudo 
Pereira, “Qualidade de vida e saúde vocal de professores”. No artigo ele fala um pouco 
sobre as condições de trabalho que os professores são submetidos, como o 
instrumento de trabalho dessa profissão é a voz, ela é muito utilizada, devido a isso, 
os profissionais tem-se acostumam com dores de garganta e com medicamentos para 
 
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aliviar essas dores, pois sabem que isso é um maleficio da profissão. No artigo há 
uma pesquisa para saber sobre o que s próprio funcionários acham da sua saúde, 
muitos são otimistas e não veem isso como problema. 
 
Metodologia 
 Quanto a metodologia, será um estudo de natureza qualitativa, sob a 
perspectiva social, cujo o delineamento será de uma pesquisa descritiva. O método 
utilizado será um estudo de caso em organizações de ensino privado do Distrito 
Federal, os procedimentos para a coleta de dados se darão por meio de entrevistas 
com professores dessas instituições. Serão entrevistas semiestruturadas com o 
objetivo de deixar a coleta de dados mais flexível. Após a coleta de dados, será 
realizada uma análise de conteúdo para identificação dos aspectos que contribuirá 
para o alcance dos objetivos dessa pesquisa. A coleta de dados ocorrerá de forma 
transversal. 
 
Referências Bibliográficas 
DE MARCO, Patrícia Furuta et al. O impacto

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