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LITÍASE URINÁRIA Introdução: Uma das doenças mais frequentes do trato urinário Principalmente no sexo masculino (3:1), pico entre 30 e 50 anos Alta prevalência e recorrência 5-15% da população do mundo Impacto na economia e na saúde da população mundial Fatores predisponentes: Raça: caucasianos (rara em negros e índios) Sexo: masculino (3:1) Idade: 30-50 anos Ingestão hídrica: baixa Hábito alimentares: excesso de carne de sal (proteínas) Clima: deserto, áreas tropicais, regiões montanhosas (meses mais quentes) Profissões de risco: ambientes quentes, sedentarismo Exercícios: sedentarismo Hereditariedade Alterações anatômicas (obstrução da junção ureteropiélica – JUP, por estenose, vasos anômalos com compressão extrínseca) – malformação congênita Anatomia: 1ª constricção: JUP (junção uretero-pélvica) - 9mm 2ª constricção: cruzamento com as artérias ilíacas - 7mm 3ª constricção: JUV (junção uretero-vesical). A maior parte dos cálculos param nesse local - 4mm Alterações metabólicas Classificação conforme localização Calicial – cálice Piélico – pelve Coraliforme (completo ou parcial) – pelve e cálices renais- sempre infecciosos, lembra um coral Ureteral (proximal, médio ou distal) – ureter Vesical – bexiga Uretral – uretra Radiografia simples de abdome Contorno renal tem gordura, é possível ver uma projeção renal Possível ver cálculos Coloca-se a localização do cálculo, exemplo: ureter esquerdo, próximo à apófise transversa de L4; bexiga Análise química do cálculo (cristalografia): Oxalato de cálcio – 85,7% (radiopaco) Carbonato de cálcio – 43% (radiopaco) Ácido úrico (paciente com gota tem hiperuricemia) – 21% (radiotransparente) Cálculos nesses pacientes podem não ser bem visualizados no RX, mas são desfeitos com medicamentos Amônia Fosfato Cistina Magnésio Alterações metabólicas encontradas: Hipercalciúria (predomina) Infecção urinária (predomina) Cistinúria Hipocitratúria O citrato é quelante do cálcio; Suco de laranja e de limão tem grande quantidade de citrato, o que previne formação de cálculos Hiperuricosúria Etiologia: Excesso de soluto pode promover a supersaturação e cristalização da urina. Diminuição da ingestão hídrica: não dilui adequadamente os componentes da urina podendo ocorrer supersaturação e cristalização da urina Inibição da cristalização: existem substâncias capazes de inibir o processo de cristalização; sendo a mais conhecida e comercializado o citrato de potássio (litocit) Sintomas: Cólica renal (diferenciar de dor na coluna) Vômitos Hematúria (macro ou microscópica) Sintomas urinários irritativos (cálculos baixos: disúria, polaciúria) Também: Disúria Polaciúria Sensação de morte Diarreia Infecção urinária alta e baixa Dor A dor é decorrente da migração do cálculo com obstrução do ureter (total ou parcial). Com a obstrução ocorre uma uretero-hidronefrose à montante, com distensão da pelve e cápsula, a qual estimula o SNC (nervos esplâncnicos e plexo celíaco) causando a dor. Características da dor devido à obstrução ureteral: Dor em cólica Início súbito Dor lombar no mesmo lado da obstrução Irradiação para testiculos, uretra ou lábios vaginais Forte intensidade Náuseas e vômitos Sem posição de alívio Sintomas urinários (disúria, polaciúria, urgência urinária, hematúria – micro ou macro) Exame físico: Inquietude e ansiedade devido à dor Palidez cutânea Taquicardia Giordano positivo (soquinho nas costa) Exames subsidiários: Urina (EAS): cistina, cálcio, citrato, ac. úrico, oxalato Hemograma: ác. úrico, cálcio, fósforo Ácido úrico Creatinina Exames de imagem: Radiografia simples de abdome Urografia excretora: contraste iodado na veia do paciente, que é eliminado pelo rim (radiopacos) TC SEM CONTRASTE - é preconizado devido a possíveis alterações fisiológicas nos rins (radiopacos e radiotransparentes) A USG de vias urinárias visualiza cálculos de ácido úrico (radiotransparentes) Lembrar: três estenoses fisiológicas: junção uretero-vesical, cruzamento dos vasos ilíacos, JUP – junção ureteropiélica). Rim direito é mais baixo que o esquerdo Tratamento no pronto-socorro: Analgésicos: dipirona Antiespasmódicos: escopolamina AINES: voltarem (diclofenaco sódico), tilatil Opiáceos: morfina, meperidina Tratamentos possíveis: Clínico expectante: espera eliminação espontânea Uso de medicações: alfa bloqueadores (dilatam os ureteres), nifedipino (bloqueador de canal de cálcio), corticoide (efeito anti-inflamatório, reduzindo edema) Cirurgia convencional Litotripsia cutânea por ondas de choque Cirurgia endoscópica percutânea Ureteroscopias Cirurgia convencional: Lombotomia Aberta Em decúbito lateral Planos anatômicos: pele, subcutâneo, aponeurose, oblíquo externo, oblíquo interno, transverso do abdome (nervo abdome genital, se denervado, predispõe a hérnia), gordura, cápsula fibrosa, rim LECO (litotripsia externa por ondas de choque) Depende da dureza do cálculo O paciente pode sentir cólica, eliminar sangue, ter náuseas e vômitos Risco de obstrução ureteral posterior Cirurgia percutânea: Não se resolveu com LECO Quando se trata de um cálculo coraliforme, o tratamento é feito com nefrolitotomia ou cirurgia percutânea Ureteroscopia e retirada endoscópica do cálculo Ureteroscópios vão até o rim e fragmentam o cálculo, ou o capturam O duplo J é um modelador do ureter. Ele evita que se forme estenose no ureter. Deve ser retirado em, no máximo, 6 meses.