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VI   TÉCNICA DE PREPARO PARA COROA METALOCERÂMICA (TÉCNICA DA SILHUETA)

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VI - TÉCNICA DE PREPARO PARA COROA METALOCERÂMICA (TÉCNICA DA SILHUETA)
A * PARA DENTES ANTERIORES 
O preparo para coroa metalocerâmica utilizando metais básicos (ligas de Ni-Cr) apresenta as mesmas características do preparo para coroa metaloplástica, tanto em relação à quantidade de desgaste quanto ao tipo de término cervical empregado. A execução da técnica é realizada por meio de uma sequência de procedimentos padronizados que serão descritos a seguir: 
1 ) SULCO MARGINAL CERVICAL
A função básica de iniciar o preparo pela confecção de início do mesmo, o ste sulco é estabelecer, já no término cervical. Com a broca esférica 1014, o sulco é realizado nas faces vestibular e lingual até chegar próximo ao contato do dente vizinho. Na ausência de contato proximal, o sulco também deverá estender-se para as faces proximais. A profundidade do sulco de ± 0,7mm (metade do diâmetro da broca) é conseguida introduzindo a broca a 45° em relação à superfície a ser desgastada. Se o limite cervical do preparo for estender-se sub - gengivalmente, o sulco marginal deve ser confeccionado ao nível da margem gengival. Por outro lado, se a margem cervical do preparo apresentar indicação de término aquém do nível gengival, o sulco marginal deve ser localizado supra - gengivalmente e no nível desejado.
2) SULCOS DE ORIENTAÇÃO: NAS FACESVESTIBULAR, INCISAL E LINGUO - CERVICAL
As coroas metalocerâmicas necessitam de 1.5mm de desgaste nas faces vestibular e metade das proximais e 2mm na incisai, para acomodar o metal e porcelana dentro do contorno anatómico normal que o dente apresentava. Assim, a melhor maneira para controlar a quantidade de desgaste, em função das necessidades estéticas e mecânicas do preparo, é através da confecção de sulcos de orientação, que inicialmente, deverão ser realizados em uma das metades do dente.
Inicialmente, com a broca 3216 ou 2215, em alta rotação, faz-se dois sulcos na face vestibular correspondentes ao diâmetro da broca (l,2mm), um no meio e outro próximo à face proximal. Os sulcos devem ser realizados seguindo os planos inclinados dessas faces, um correspondente ao terço médio-cervical e o outro, ao terço médio-incisal. Assim, evitam-se desgastes desnecessários ou insuficientes que possam por em risco a integridade do órgão pulpar e, ao mesmo tempo, proporciona o desgaste ideal para acomodar o metal e porcelana. Os sulcos ficam delimitados na área marginal cervical pelo desgaste prévio realizado com a broca esférica. Os sulcos incisais, também em número de dois, seguem a mesma direção dos sulcos vestibulares e são feitos com a mesma broca, inclinada aproximadamente a 45° em relação ao longo eixo do dente e dirigida para a face lingual nos dentes superiores e para vestibular no preparo de dentes ântero - inferiores. Sua profundidade deve ficar por volta de 2,0mm, o que corresponde a uma vez e meia o diâmetro da broca. Esse desgaste possibilita a obtenção de resultados estéticos satisfatórios para a porcelana, permitindo a translucidez característica do esmalte nesse local. Na região línguo - cervical, os sulcos deverão apresentar profundidade de ± 0,6mm, o que corresponde à metade do diâmetro da broca e permite espessura suficiente para o metal. Os sulcos vestibulares e linguais devem ser orientados, tomando-se o cuidado de verificar previamente em um modelo de estudo a relação de inclinação dos dentes envolvidos na prótese para que esses sulcos tenham uma relação de paralelismo. Para a confecção destes em dentes com coroas curtas, pode-se utilizar a broca nº 2215.
3 - UNIÃO DOS SULCOS DE ORIENTAÇÃO
Com a broca 3216 ou 2215, faz-se a união dos sulcos as faces vestibular, incisal e lingual, mantendo-se a relação e paralelismo previamente obtida. Nesta fase acentua-se o esgaste de l,3mm até a metade das faces proximais, por erem também consideradas importantes na estética. Após esses desgastes, a metade do dente está preparada, o que permite fazer uma avaliação dos procedimentos realizados até o momento, pois a outra metade está intacta. Torna-se, desta maneira, muito fácil o operador controlar os requisitos mecânicos, biológicos e estéticos que requerem um preparo com finalidade protética.
4- DESGASTES PROXIMAIS 
Com o dente vizinho protegido por matriz de aço, procede-se à eliminação da convexidade natural esta área com a broca 3203. A proteção o dente vizinho é importante porque existem trabalhos na literatura que mostram que 75% dos dentes contíguos aos preparados sofrem algum dano, como desgaste inadvertido do esmalte ou das restaurações existentes. A finalidade deste passo é criar espaço para a realização do desgaste definitivo com a broca 216. Os desgastes proximais devem terminar no nível gengival e deixar as paredes proximais paralelas entre si. Esse desgaste deve ser realizado até que se tenha distância mínima de lmm entre o término cervical do dente preparado e o dente vizinho. Esse espaço é indispensável para possibilitar acomodação a papila interproximal e, se houver dois retentores a serem unidos, o espaço ideal deve ser até maior, de ,5 a 2,0mm, o que possibilita espaço para a papila e acesso caos meios convencionais de higienização omo a agulha passafio. 
5- DESGASTE LINGUAL 
Com a broca diamantada em forma de pêra n° 3118, procede-se ao desgaste desta face, seguindo-se a anatomia da área. A região lingual correspondente ao terço médio - incisal deve ser desgastada no mínimo em 0,6mm para acomodar apenas o metal nas coroas de dentes anteriores que apresentam um sobrepasse vertical muito acentuado. Evita-se, assim, deixar a região incisal muito fina e sujeita à fratura. Para os casos com sobrepasse vertical normal, essa região também pode ser coberta com porcelana e, para isso, deve ter um desgaste de 1.3mm. O restante das faces proximais deve apresentar um desgaste de 0,6mm, pois nessas áreas a coroa metalocerâmica deverá apresentar-se somente em metal, estendendo-se para incisal (poste próxima!) para dar sustentação à porcelana. 
O desgaste do 1/3 cervical é realizado com broca nº 3215 ou 2214, com o objetivo básico de formar o término cervical em chanfrete (0,6mm), suficiente para a resistência do metal. Devido à dificuldade ou impossibilidade de confecção de sulcos de orientação nas faces linguais dos dentes anteriores, utiliza-se como elemento de referência a metade íntegra do dente, a oclusão com os antagonistas e, numa etapa posterior, a espessura da face lingual das coroas provisórias. Após a realização dos desgastes, avalia-se o espaço conseguido consultando-se os movimentos de lateralidade, latero- protrusão e protrusão executados pelo paciente. O desgaste da metade íntegra é realizado era seguida, repetindo-se todos os passos citados anteriormente.
6- PREPARO SUBCENCIVAL
Para se obter um término cervical do preparo no interior do sulco gengival, nítido e num nível compatível com a fisiologia do sulco gengival, o primeiro ponto que deve ser muito bem entendido é que a obtenção do término em chanfrado faz-se usando apenas a metade da ponta ativa da boca. 
Assim, o posicionamento correto da broca para estender o término do preparo dentro do sulco gengival deve ser feito deixando metade de seu diâmetro em contato com o dente e a outra metade fora do dente e, consequentemente, em contato com o epitélio sulcular. Procedimentos frequentemente aconselhados de colocação de fios retratores gengivais nos términos cervicais, previamente à extensão subgengival, são mais danosos que a própria ação da broca, por sua ação mecânica de pressão e pela presença de elementos químicos, responsáveis pela retração gengival, o que comumente resulta em recessão gengival e exposição precoce da cinta metálica que se pretendia esconder dentro do sulco. Não se deve encostar a broca nas paredes axiais para a execução desse procedimento, pois corre-se o risco de obter-se ura término irregular semelhante à forma de toda a extremidade broca, visto que a quantidade desgastada nas faces vestibular e metade das proximais correspondeu ao diâmetro da broca. Fica