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Qual é a importância do equilíbrio de Nash para a mediação? Seu equilíbrio é a não competição das partes em uma situação específica. Para a mediação, esta técnica é importante no que tange a relação entre as partes envolvidas na sessão de mediação, especificamente, aquele que optou pelo processo de mediação e quem figura no outro polo, pois conseguindo afastar a competitividade natural existente entre estes, tendo em vista a situação/problema que os levaram a procurar a mediação, mais fácil será alcançar um acordo, objetivo central da mediação. A mediação pode ser utilizada com "partes antiéticas"? Sim, existem dentro da sessão de mediação, este fato pode ser demonstrando pelo seguinte experimento: se ambas as partes forem questionadas a respeito do conteúdo ético de suas condutas, uma tenderá a indicar que as suas próprias condutas são éticas, mas a do outro não, e vice-versa. Em face deste conflito, cabe ao mediador extrair do debate a questão ética e incluir a questão de eficiência, demonstrando que a cooperação produzirá os melhores resultados. Cabe ao mediador fazer uma análise da eticidade da conduta das partes? Sim, analisando a fundo e sabendo qual procedimento adotar. Deve o mediador retirar do debate a questão ética e abarcar a questão de eficiência, desta forma, o mediador seguramente terá mais facilidade de gradualmente auxiliar as partes a compreenderem a importância da cooperação como forma de aumentarem seus ganhos individuais. Seria adequado ao mediador pedir à parte que coopere? O papel do mediador não consiste em apresentar soluções e sim em agir de forma a estimular as partes a questionarem as estratégias de cada um, levando‑os a ponderar sobre o grau de funcionalidade destas, logo o mediador não deve pedir ou impor que as partes cooperem, e sim demonstrar a importância da cooperação para atingir a solução do conflito, culminando em um acordo viável a ambas as partes. Além de ganhos financeiros quais outros podem ser considerados pelos participantes de processos de resolução de disputas? Por que isso se mostra tão importante para a mediação? É importante evidenciar para as partes que, nas dinâmicas conflituosas de relações continuadas, estas têm a ganhar com soluções cooperativas, sendo assim, a cooperação altruísta a mais válida, pois além de facilitar uma solução consensual para o conflito, proporcionará um estado de paz entre as partes envolvidas. Por que em relações continuadas pode‑se afirmar que existe uma solução conceitual pela cooperação? A relação de cooperação com competição em um processo de resolução de disputas não deve ser tratada como um aspecto ético da conduta dos envolvidos e sim por um prisma de racionalidade voltada à otimização de resultados. Isto é, se em uma relação continuada uma das partes age de forma não cooperativa, esta postura deve ser examinada como um desconhecimento da forma mais eficiente de ação para seu conflito, seja por elevado envolvimento emocional ou pela ausência de um processo maduro de racionalização. Com base na fundamentação teórica trazida pela teoria dos jogos (objeto deste estudo), pode‑se afirmar que nas dinâmicas conflituosas de relações continuadas (ou a mera percepção de que determinada pessoa encontra‑se em uma relação continuada) as partes têm a ganhar com soluções cooperativas. Merece destaque também que, por um prisma puramente racional, as partes tendem a cooperar não por razões altruístas, mas visando a otimização de seus ganhos individuais. Quais significados distintos podem existir para a expressão "vencer uma disputa (ou um conflito)"? Concessões recíprocas, onde ambas as partes saem ganhando e satisfeitas, fato conhecido como autocomposição; Uma parte vence em face do prejuízo da outra. Neste caso, apenas um polo da relação apresenta o aspecto de vitória e de satisfação.