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Leite Conceito - Produto da secreção láctea obtido de uma ou mais vacas sadias e bem alimentadas, eliminando-se o produto 15 dias antes e 5 dias após o parto. Sob o ponto de vista biológico – É o líquido secretado pelas glândulas mamarias das fêmeas dos mamíferos, cuja função natural é a alimentação dos recém-nascidos. Sob o ponto de vista químico - É uma mistura complexa, constituída de substâncias orgânicas e inorgânicas, na qual encontramos água, gordura, carboidratos, proteínas, vitaminas, sais minerais, enzimas e gases, que apresentam-se dispersas das maneiras diferentes, tendo como meio dispersante a água. Sob o ponto de vista legal - Produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. O leite de outras espécies deve denominar-se segundo a espécie da qual proceda (Instrução Normativa nº. 51, MAPA, 18/09/2002). Fatores que afetam a composição química • Raça; • Idade; • Dieta; • Manejo; • Espécie; • Estágio de lactação; • Variações climáticas; • Sanidade do animal. Introdução Tabela 2 – Proporção dos principais constituintes do leite bovino (ARAÚJO et al. 2009) Constituintes do leite Proporção (%) Água 85,4 – 87,7 Lipídio 3,4 – 5,1 Proteína 3,3 – 3,9 Carboidrato (lactose) 4,9 – 5,0 Minerais (cinzas) 0,68 – 0,74 pH = 6.5 – 6.7 Cuidados com controle microbiológico Composição química do leite em diferentes animais Propriedades: em diferentes estados de dispersão • Emulsão - lipídeos, vitaminas A, D, K e E. • Dispersão coloidal – caseínas ligadas a fosfocaseinato de cálcio. • Solução - lactose, ácidos, sais (K+, Na+, Cl-) vitaminas B e C e lactoglobulina e lactoalbumina. Distribuição e tamanho relativo dos componentes do leite (ORDÓÑEZ, 2005) Valor nutritivo • Proteínas – rico em aa essenciais; • Lactose – energia, poder adoçante; • Galactose + glicose - galactosídeo do cérebro e sistema nervoso central; • pH - ↑ ácido – higiene no trato intestinal; • ↑ absorção de Ca, Fe e Mg; • Lipídeos – palatabilidade, energia e ácido graxos essenciais; • Sais minerais - Ca, P, Mg, K, Na, Cl, Zn, Fe e Cu; • Vitaminas - A, D, K e E – β-caroteno; • Elevado Coeficiente de Digestibilidade • 146 g – 100 cal. (http://pt.dreamstime) Água • 83,3 % Perecibilidade – solvente • Afeta a estabilidade em produtos lácteos – Oxidação lipídica: menor com a diminuição da Aa. – Estabilidade das vitaminas (retinol, tiamina e riboflavina): diminui com o aumento da Aa. – Desnaturação térmica das proteínas (aumenta com a diminuição da Aa). – Crescimento de microrganismos. Gordura • É uma emulsão composta por glóbulos de gordura, sendo solúvel em solvente orgânico. Este componente está subdividido em duas frações: saponificável e insaponificável. – Saponificável: é constituída por lipídios simples (glicerídios, e esterídios) e lipídios complexos (lecitina e cefalina). – Insaponificável: encontram-se os carotenoides, tocoferóis, esteróis e as vitaminas lipossolúveis. • Variação: 3,2 - 6%. Proteína • Caseína (80%) – Beta-caseína-30% – Gama-caseína-5% – Alfa-caseína-50% α-s2 -caseína-alergia – Capa-caseína-15%estabilidade da micela de caseína (SALINAS, 2002) Se diferenciam pelo peso molecular, velocidade de migração em um campo elétrico e em conteúdo de fósforo (P). Cálcio, sódio, potássio Caseína • Principal fração protéica do leite. É uma fosfoproteína encontrada sob a forma de sal de cálcio coloidal, forma micelas, que junto com a gordura dão a cor branca ao leite; • Coagula pela ação da renina, uma enzima encontrada no suco gástrico, dando a paracaseína, que é precipitada também por ácidos, porém não coagula pela ação do calor (120°C); • Os aminoácidos de predominância são o ácido glutâmico, leucina e prolina. Micela de caseína Coagulação da Caseína Proteínas b) Proteínas do soro: • Globulares e compacta • Boa solubilidade • Baixa resistência térmica - coagulam a temperaturas superiores a 75oC, somente a -lactoalbumina é relativamente termoestável. • -lactoglobulina se desnatura a temperaturas superiores a 74oC, precipita e é responsável por grande parte do sabor a “cozido” do leite, devido à liberação dos grupos sulfídricos (SH) Relação caseína/proteínas do soro: Vaca = 80:20 (%) Mulher = 20:80 (%) Búfala = 80:20 (%) Cabra = 82:16 (%) Proteína • Quando a caseína é removida do leite, o líquido remanescente recebe o nome de soro. Se a remoção é feita por adição de ácido a um pH igual a 4,6, o soro é denominado “soro ácido” e quando feita pela adição de enzima, como a renina, ter-se-á um “soro doce”, que contem em geral maior quantidade de peptídeos e aminoácidos livres resultantes da ação da renina sobre as caseínas; • As principais proteínas do soro são a -lactoalbumina e a - lactoglobulina, perfazendo cerca de 70 a 80 % das proteínas totais do soro; • Soroalbumina, imunoglobulina, proteoses-peptonas, lactoferrina, transferina. Lactose • 4,78 %. • Açúcar característico do leite resultante da condensação da - ou -glicose com a -galactose, que em conjunto com os sais mantém a pressão osmótica do leite igual a do sangue. • A nível intestinal é hidrolisado pela enzima lactase originando duas moléculas de monossacarídeos. Na ausência desta enzima, a lactose permanece no intestino, favorecendo o aumento da pressão osmótica com a subsequente diluição das fezes, cujo efeito é laxativo = Intolerância. Processamento de leite e derivados LEITES FERMENTADOS Preparados lácteos em que o leite de diferentes espécies sofre um processo fermentativo que modifica suas propriedades sensoriais Objetivos - Conservação - Criação de novos produtos lácteos Elaboração geral: Leite pasteurizado --- Inoculação de cultivo iniciador --- Fermentação (acidificação, coagulação, produção de sabores e aromas) --- Refrigeração e comercialização Processamento de leite e derivados Tipos de leites fermentados • Leites fermentados contendo ácido lático e álcool Ex. Kefir, Kumys • Com bactérias láticas e mofos Ex. Viili • Com bactérias láticas mesófilas Ex. Buttermilk, filmjolk • Com bactérias láticas termófilas Ex. iogurte, labneh, skyr, produtos lácteos probióticos, leite acidófilo Processamento de leite e derivados Kefir Cultivo iniciador – grãos de leveduras= bactérias+ kefirano; Constituidos de Leuconostoc ssp.; Lactococos; lactobacilus lertófilos, bactérias acéticas e leveduras(Sacharomyces cerevisiae, Candida kefir); Leite de vaca é aquecido a 70ºC---Homogeneizado-- -pasteurizado---resfriado (22ºC)---fermentação entre 8-12h até acdez de 1% em ácido lático --- agitação---resfriamento por 10-12h Processamento de leite e derivados Kumys Fabricado c/ leite de égua; Produto acinzentado, leve, efervescente, sabor ácido e alcoólico; Ácido lático (0,7-1,8%); etanol (0,6-2,5%), CO2(0,5-0,9%); Lactococcus delbrueckii subsp. bulgaricus, Lb. acidophilus, Leveduras. Processamento de leite e derivados Viili Encontrado na Finlândia; Adicionam-se bactérias láticas e o mofo Geotrichum candidum; Buttermilk Elaborado a partir do soro da nata; Bebida produzida a partir de fermentação natural Atualmente elaborado com leite desnatado ou semidesnatado, homogeneizado, T=90-95 ºC/10min., Resfria a 22ºC, inoculação (Lactococcus lactis, subsp. cremoris, lactis, diacetylactis, Leuconostoc mesenteroides), incubação até pH=4,6, resfriamento a 4ºC. Iogurte • Obtido a partir da fermentação do leite por Streptococcus thermophilus e Lactobacillus bulgaricus a temperatura de 42ºC; • Microrganismos devem estar viáveis em 107/g ou mL no produto final; • São responsáveis pela acidificação do leite com coagulação protéica, produção de vários compostos voláteis (aldeídos, cetonas, etc) que dão sabor característico do produto; • Pela acidez apresenta maior vida de prateleira; • Boa digestibilidade; • Pode ser adicionado de frutas, flavorizantes, corantes e outras substâncias dando origem a vários produtos diferentes; • As bactérias adicionadas ainda desempenham papel importante na estabilização da microbiota intestinal; Enzimas • Contém mais de 60 enzimas estudadas • Lisozima (peptideoglicano Gram +) • Sistema lactoperoxidase • Lipase catalisa hidrolise de lipídeos (rancidez- maturação) Atividade antimicrobiana Enzimas • Fosfatase desnaturam 63-65°C • Peroxidase desnaturam 85°C • Catalase inflamação • Redutase contaminação microbiológica indicador de pasteurização AAMMIINNOOÁÁCCIIDDOOSS PPAADDRRÕÕEESS FFAAOO//WWHHOO OOVVOO LLEEIITTEE HHUUMMAANNOO LLEEIITTEE DDEE VVAACCAA HHIISSTTIIDDIINNAA ------ 2222 2266 2277 LLIISSIINNAA 5555 7700 6666 7788 LLEEUUCCIINNAA 7700 8866 9933 9955 IISSOOLLEEUUCCIINNAA 4400 5544 4466 4477 MMEETTIIOONNIINNAA ------ ------ ------ ------ CCIISSTTIINNAA 3355 5577 4422 3333 FFEENNIILLAALLAA--NNIINNAA ------ ------ ------ ------ TTIIRROOSSIINNAA 6600 9933 7722 110022 TTRRIIPPTTOOFFAANNOO 1100 1177 1177 1144 VVAALLIINNAA 5500 6666 5555 6644 TTRREEOONNIINNAA 4400 4477 4433 4444 Padrões da FAO/WHO e teores dos aminoácido das proteínas do ovo, leite humano e leite de vaca (em mg/g de proteínas) Sais minerais • Os sais minerais estão presentes no leite numa proporção de 0,90 a 0,95%, os quais são determinados a partir das cinzas; • Os principais minerais presentes são os cloretos, fosfatos e citratos, potássio (K), sódio (Na), cálcio (Ca) e magnésio (Mg); • E em menor proporção os microelementos tais como: alumínio (Al), bromo (Br), zinco (Zn), manganês (Mn), cobre (Cu) e ferro (Fe), que podem ser encontrados em associação com as proteínas. Vitaminas • Compõem a fração vitamínica do leite – Vitaminas lipossolúveis associadas aos glóbulos de gorduras, como a vitamina A e pró-vitamina A; – Vitaminas hidrossolúveis como, a tiamina (B1), Riboflavina (B2), Vitamina C. • A tiamina (B1) participa do metabolismo de açúcares no organismo, a qual é termolábil: pasteurização; • A Riboflavina (B2) mostra-se resistente ao calor, porém pode ser destruída ou reduzida por sua sensibilidade a luz; • A vitamina C mostra-se sensível ao calor, principalmente na presença de oxigênio e cobre, e é encontrada em teores relativamente baixo. Valor nutritivo • Susceptível ao ataque de microrganismos que podem alterar sua composição química; • A pasteurização induz a desnaturação parcial das proteínas do soro, albuminas e globulinas, as quais expõem seus grupos sulfidrilas originando o sabor de amêndoas no leite; • Cerca de 5 a 80% da albumina é coagulada tanto pela pasteurização como pela esterilização; • A fração lipídica é pouco afetada pelo processo de pasteurização, porém observa-se a fusão da gordura em temperatura entre 28 e 36 °C. • A lactose praticamente não é alterada pelo processo da pasteurização, entretanto, a tratamento térmico superior a 100 °C poderá sofrer o fenômeno da caramelização; • As vitaminas podem ser alteradas pelo processo de pasteurização; • As vitaminas A, C, D, tiamina (B1), piridoxina (B6), Ácido nicotínico, ácido pantotênico e a biotina podem ser degradadas, outras vitaminas podem mostrar-se susceptíveis a oxidação e outras sensibilidade a ação da luz; • O efeito do processo de pasteurização sobre os minerais provoca a parcial precipitação do cálcio (Ca) e do fósforo (P), contribuindo para a formação de pedras de leite nos pasteurizadores. ANEXO I - REGULAMENTO TÉCNICO DE PRODUÇÃO, IDENTIDADE E QUALIDADE DE LEITE TIPO A (IN. Nº 62, DE 29/12/2011) Entende-se por Leite Pasteurizado tipo A o leite classificado quanto ao teor de gordura em integral, semidesnatado ou desnatado, produzido, beneficiado e envasado em estabelecimento denominado "Granja Leiteira", observadas as prescrições contidas no presente Regulamento Técnico; Designação (denominação de venda) • Leite Pasteurizado tipo A Integral; • Leite Pasteurizado tipo A Semidesnatado; • Leite Pasteurizado tipo A Desnatado; Classificação e tipos de leite Tipos de Leite Características A Controle total (higiene de animais, pessoal, ambiente, utensílios, equipamentos); animais identificados, registrados e submetidos a exame individual; produto pasteurizado no local logo após o término da ordenha; armazenado e transportado à temperatura máxima de 4ºC (CPP = 5 x 102 UFC/mL e máx. 1 x 103 UFC/mL/ Coliformes = máx. 1NMP/mL; 4,0x104 ; M = 8,0x104) pontos de ordenha com temperatura inferior a 7ºC; distribuído e consumido até 12h após a ordenha, obrigatoriamente ,mecânica B Produzido em instalações apropriadas; controle veterinário permanente; produto pasteurizado no local ou em usinas de beneficiamento; produto pasteurizado em até 2h após ordenha, transportados em carros isotérmicos com distribuição e consumo em até 24h; ordenha manual ou mecânica; CPP = mín. 4,0x104 máx. = 8,0x104 UFC/mL; Coliformes totais mín. 2 e máx. 5 NMP/ mL; Coliformes fecais = 0 C Inspeção sanitária periódica dos rebanhos; pasteurizado em usinas de beneficiamento; leites não refrigerados; recepção nas usinas em até 12h, pasteurizado dentro de 5h após recepção, distribuído nas 24h seguintes a chegada aos entrepostos; CPP = m = 1,0x105 M = 3,0x105; Coliformes fecais = 1-2 NMP/mL Classificação e tipos de leite a) Leite integral – 4-6% de lipídio b) Leite semidesnatado – 1,5-2,5% de lipídio c) Leite desnatado – até 0,5% de lipídio d) Leite em pó (desidratado) – umidade máx = 5% e) Leite evaporado – retirada de 50% da água f) Leite homogeneizado –rompimento dos glóbulos de gordura – emulsão mais estável g) Leite condensado h) Leite acidificado i) Kumis – até 4% de álcool(fermento búlgaro e levedo de cerveja – leite de égua ou camela) j) Kefir – obtido por fermentação pelos grãos de kefir (matriz contendo lactobacilus e leveduras) até 2% de álcool e k) Leites modificados – baixo teor de lactose, adicionados de ácidos graxos, etc. l) Leitelho – mais encorpado, oriundo do processamento da manteiga. Utilizado em pães, biscoitos e panquecas. Nos EUA mais conhecido como buttermilk ANEXO II - REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE LEITE CRU REFRIGERADO (IN. Nº 62, DE 29/12/2011) Entende-se por Leite Cru Refrigerado, o leite, refrigerado e mantido nas temperaturas (7 ºC na propriedade rural/Tanque comunitário e 10 ºC no estabelecimento processador), transportado em carro tanque isotérmico, da propriedade rural para um Posto de Refrigeração de leite ou estabelecimento industrial adequado, para ser processado. Designação (denominação de venda) • Leite Cru Refrigerado REQUISITOS FÍSICOS E QUÍMICOS – LEITE CRUREFRIGERADO (IN. Nº 62, DE 29.12/2011) Requisitos Limites Matéria Gorda, g /100 g Teor Original, com o mínimo de 3,0. Densidade relativa a 15/15OC g/mL 1,028 a 1,034 Acidez titulável, g ácido lático/100 mL 0,14 a 0,18 Extrato seco desengordurado, g/100 mín. 8,4 Índice Crioscópico - 0,530 ºH a -0,550 ºH (equivalentes a -0,512 ºC e a -0,531 ºC) Proteínas, g /100g mín. 2,9 Bactérias no leite cru (bact./mL) 500.000 ANEXO V - REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE LEITE PASTEURIZADO (IN. Nº 62, DE 29/12/2011) Leite Pasteurizado é o leite fluido elaborado a partir do Leite Cru Refrigerado na propriedade rural, que apresente as especificações de produção, de coleta e de qualidade dessa matéria-prima contidas em Regulamento Técnico próprio e que tenha sido transportado a granel até o estabelecimento processador. Designação (denominação de venda) • Leite Pasteurizado Integral • Leite Pasteurizado Semidesnatado • Leite Pasteurizado Desnatado Composição e requisitos Composição • Leite Cru Refrigerado na propriedade rural e transportado a granel Requisitos Características sensoriais • Aspecto: líquido • Cor: branca • Odor e sabor: característicos, sem sabores nem odores estranhos • Características Físicas, Químicas e Microbiológicas Composição e requisitos Principais fraudes no leite • Adição de água; • Retirada de gordura ou adição de leite desnatado; • Adição de água e retirada de gordura; • Adição de neutralizantes (álcalis: NaOH e NaHCO3); • Adição de conservantes (ácido bórico, boratos, H2O2, cloretos, formol); • Adição de sólidos reconstituintes da densidade (açúcares e amido). Teste de Rotinas no Leite • Teste do álcool ou alizarol; • Acidez titulável; • Densidade; • Amido; • Gordura; • Sólidos totais e sólidos desengordurados; • Índice crioscópico e análise microbiológica. Teste do Alizarol (acidez) Maneira rápida de avaliar a acidez do leite, executado nas plataformas de recepção. Avalia o desenvolvimento de cor indicativa do grau de acidez do leite, bastando uma mistura de partes iguais de leite com uma solução alcóolica de alizarina. Método de Dornic (acidez titulável) Verificar o grau de metabolização da lactose a ácido láctico • Indicador do pH (fenolftaleína) desenvolve coloração rósea. • A acidez do leite pode variar de 12 a 20 ºD (graus Dornic) aceitável na faixa de 15 a 18 ºD. • Fora desse limite: – Fase colostral, – Vacas com algum problema sanitário ou nutricional, – Vacas com processo inflamatório. Teste de Densidade Densidade do leite oscila entre 1,028 a 1,034 g/cm3 a 15 °C; Importância tecnológica: • Cálculo do peso do leite cru; • Verificar adulterações (adição de água, desnate, adição de sólidos); • Normalização da gordura. Teste de densidade Determinação por termolactodensímetro: – Obter a leitura da densidade e a temperatura; – Realizar a correção da leitura de acordo com a temperatura; Teste de densidade Amido • Método que detecta fraude: – Prático e fácil; – Aquecimento; – Consiste na afinidade do iodo pela amilose; – Qualitativa. http://biocombustiveis-esag http://biomediclabs.blogspot.com.br http://quimicacaseira http://www.photaki.es Gordura • Método de determinação: Método de Gerber. • Fraudes identificadas: desnate, adição de água, misturas com leite desnatado ou soro. Sólidos totais e sólidos desengordurados • Determinação pelo • disco de Ackermann • Equipamentos automatizados • (métodos instrumentais) Índice crioscópico ou ponto de congelamento É uma media ligada diretamente ao extrato seco do leite Verifica se o leite foi fraudado (adição de água ou sólidos) Ponto de congelamento será de – 0,531 ºC, em um leite contendo 12,5 % EST. Princípios tecnológicos para fabricação de derivados Modificação dos componentes por ação biológica, química ou enzimática Leites fermentados, queijos Retirada ou separação de constituintes Manteiga, nata, creme de leite Sorvetes, sobremesas, doce de leite Adição de açúcar e outros aditivos Composição química do leite integral em pó, semidesnatado e desnatado PPRROODDUUTTOO CCOOMMPPOOSSIIÇÇÃÃOO QQUUÍÍMMIICCAA UUMMIIDDAADDEE ((%%)) PPRROOTTEEIINNAA ((%%)) LLIIPPÍÍDDIIOOSS ((%%)) CCAARRBB.. ((%%)) kkccaall LLEEIITTEE IINNTTEEGGRRAALL EEMM PPÓÓ 33,,00 2266,,00 2266,,33 3377,,55 449933 SSEEMMII--DDEESSNNAATTAADDOO 33,,55 2299,,88 1166,,22 4433,,66 444433 DDEESSNNAATTAADDOO 44,,00 3355,,55 00,,88 4499,,55 335511 Composição química do creme e iogurte TTIIPPOO CCAALL.. PPRROOTT.. ((gg)) GGOORRDD.. ((gg)) GGLLIICCÍÍDD.. ((gg)) CCRREEMMEE CCAASSEEIIRROO 445566 88,,11 4455,,11 66,,44 CCRREEMMEE IINNDDUUSSTTRRIIAALLIIZZAADDOO 330000 22,,55 3311,,33 33,,66 IIOOGGUURRTTEE 7766 33,,55 00,,11 1155,,55 TTIIPPOO CCAALL.. PPRROOTT.. ((gg)) GGOORRDD.. ((gg)) GGLLIICCÍÍDD.. ((gg)) MMAANNTTEEIIGGAA CCOOMM SSAALL 771166 00,,66 8811 00,,44 MMAANNTTEEIIGGAA SSEEMM SSAALL 774433 00,,11 8844 ------ Composição química da manteiga Composição química de alguns tipos de queijos Tipos de queijos Aspecto Externo • Com casca seca – emmental (suíço), parmesão • Com casca lavada – moleson, raclette, gruyer, port-salut • Com mofo branco – Cammembert, friburguinho • Sem casca – mussarela, prato • Pastoso – petit suisse, boursin, requeijão Tipos de queijos Aspecto Interno • Com olhaduras de fermentação – tipos suíços, tilsit, raclette, moleson • Sem olhaduras ou poucas de origem mecânica – minas, prato e mussarela • Com mofo azul ou verde – gorgonzola, roquefort • Com ingredientes – ervas, frutas, condimentos Tecnologia • Tipo de Coagulação – coalho, láctico ou misto • Tratamento Térmico – massa crua, semi-cozida ou cozida Principais etapas de fabricação de alguns leites fermentados Produto Tratamento Térmico % Inoculo Micro- organismo Incubação (h) Acidez ou pH Temp. de Armazena mento(C) Leite Acidófilo Aquecimento 90-95C 5 min; Resf. 37-38C 5.0 Lactobacillus acidophillus 18-24 100D 10 Butter - Milk Aquecimento 80C/30min Rsfr.22C 0.5 Streptococcus Lactis ou S. diacetilatis 12-14 pH 4.5 5 Quefir Aquecimento 85C/30min Resf. 22,2C 2.0 S. lacticus L. caucasicus L. Lactis 24 - 5 Creme acidificado Sour Cream Aq.85C/25s Homogeiniza ção e Resf 22C 1.0 a 2.0 S. cremoris Leuconostoc citrovorum 14 pH 4.6 5 OBRIGADO!!!