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2ºAno 
Joana Franco 
2012/2013 
2ºAno ACSP 
IMUNOHEMOTERAPIA LABORATORIAL I 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
1 
Transfusão: 
 É o acto de transferir sangue ou os seus componentes de uma pessoa (Dador), para o sistema 
circulatório de outra pessoa (Receptor). 
 Nos últimos 25 anos a evolução ocorre: 
Redução do risco das infecções virais 
Produção industrial de factores de coagulação 
Isolamento e conservação de populações de células progenitoras 
Caracterização genética dos grupos sanguíneos 
 Redução das Doenças Transmissíveis como? 
Dadores não são pagos 
Melhoria dos testes de screening –testes de ácidos nucleicos Hepatite B: 1/63 000 unidades; 
Hepatite C: 1 a 3/1 000 000 unidades; VIH: 1 a 2/1 000 000 unidades 
Tecnologias de inactivação do plasma e derivados 
Nas últimas 2 décadas são estabelecidas as bases moleculares da maioria dos grupos sanguíneos. 
São reconhecidas as funções biológicas de muitos antigénios de grupos sanguíneos (receptores de 
agentes patogénicos, transportadores de membrana de iões, etc.). 
 SEGURANÇA TRANSFUSIONAL 
Visa a segurança do dador e do doente 
Abrange numerosos actores 
Envolve todo o processo transfusional 
 Objectivo da Transfusão = trazer benefícios ao doente com um mínimo de prejuízos 
Os benefícios da transfusão têm uma relação directa com a sua Qualidade, e os riscos uma 
relação inversa com a sua segurança. 
Eficácia e Segurança Transfusionais estão intimamente ligadas 
 Processo Transfusional: 
 Actividades que ocorrem desde o momento em que uma pessoa se oferece para dar sangue 
e a administração daquele produto ou de um seu componente ao receptor e à vigilância deste, 
durante e pós transfusão. 
 Obtenção do Sangue: 
A dádiva é voluntária e não remunerada - principio fundamental para a segurança do sangue 
O sangue é um bem escasso mas tem que ter qualidade 
Tem que provir de pessoas saudáveis e de uma selecção criteriosa dos dadores 
 Propósitos da transfusão: 
Manter o transporte de oxigénio/ dióxido de carbbono e o volume sanguíneo 
Corrigir doenças hemorrágicas e de coagulação e um défice imunológico 
 
 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
2 
IMUNOLOGIA - BREVES CONSIDERAÇÕES 
 O sistema imunológico permite ao organismo lutar contra as infecções e viver em harmonia com 
o meio exterior 
Sistema imunológico 
 Constituído por órgãos com características específicas, tecido linfóide, grande variedade de 
células e factores solúveis. 
 As respostas imunológicas são desencadeadas, sobretudo, nos órgãos linfóides. 
 As respostas imunológicas são mediadas por glóbulos brancos ou leucócitos. Mas são os 
linfócitos que conferem especificidade a estas respostas. 
 Distribuição dos órgãos linfóides e vasos linfáticos. Os precursores dos linfocitos têm origem na 
medula óssea, diferenciando-se aqui (LyB) ou no timo (LyT). LyB–BCR (B Cell Receptor). 
 Tipos de Imunidade: 
 
 Imunidade Humoral: 
LYB produzem anticorpos ou imunoglobulinas 
ACS ligam-se especificamente a antigénios (Ags) e 
sinalizam-nos para a destruição destes por outras células do 
sistema imunológico. 
 
LyT com maturação no Timo, são as células principais 
da Imunidade Celular 
Os agentes efectores deste tipo de imunidade são as 
próprias células. Todos os LyT têm receptores T Cell 
Receptor. 
Th(HELPER) CD4+ 
Tc(CITOTÓXICO) CD8+ 
TNK 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
3 
 
 APC: 
As células T só reconhecem o antigénio à superfície de uma APC - célula apresentadora de 
antigénio; esta pode ser de 3 tipos - DC (células dendríticas), macrófagos ou linfócitos B 
O Ly Th (helper) possuio receptor CD4 na superfície, que tem a função de reconhecer os 
macrófagos activados e é o principal alvo do VIH. 
 Entidades Imunológicas com destaque em transfusão: 
 
 
 
 
Complemento 
Antigénios: 
 Imunogenecidade corresponde à capacidade do antigénio induzir uma resposta humoral ou 
celular do SI num indivíduo imuno-competente. 
 Antigenicidade é a capacidade de interação com o anticorpo que ocorre através de epítopos. 
 Epítopos são a parte imunologicamente activade um antigénio - imunodeterminante. 
 O reconhecimento de antigénios por células T e células B é diferente: 
– as B reconhecem o antigénio solúvel quando este se liga diretamente à membrana; como este 
antigénio é “livre”, os seus epitoposestão facilmente expostos 
– As T só reconhecem péptidos combinados com moléculas de MHC à superfície de APCs 
Anticorpos: 
 Os anticorpos (Acs) ou Imunoglobulinas (Igs) são glicoproteínas 
sintetizadas e excretadas por células do sistema imunitário, os 
plasmocitos (linfocitoB). São a resposta ao contacto com antigénios (Ag), 
ligando-se a estes de forma específica. 
 A unidade básica consiste em 4 cadeias ligadas por pontes dissulfeto: 
2 cadeias pesadas e 2 cadeias leves. A região variável determina o Ag 
ao qual o Ac irá ligar-se. A região constante define a classe de imunoglobulina – IgG, IgM, IgD, IgA. 
 Fab – fracção de união do Ag 
 Fc – fracção de fixação de macrófagos e complemento 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
4 
IgG: 
 Imunoglobulina monomérica simples: 
 150.000 daltons 
 Cadeias pesadas tipo g, que perfaz 80% das imunoglobulinas do organismo. 
 Está igualmente distribuída nos compartimentos extracelulares 
 É a única que normalmente atravessa a placenta. 
 É o anticorpo principal nas respostas imunes secundárias e a única classe antitoxina. 
 A região FC realiza ativação de complemento (quando unida ao antigénio) e auxilia a 
fagocitose por se ligar a macrófagos. 
 Com a ativação do complemento, há geração de quimiotaxia de neutrófilos, aumento da 
permeabilidade vascular e amplificação da resposta inflamatória. 
 Estrutura pentamérica: 
 As cadeias pesadas individuais têm um peso molecular de aproximadamente 65.000 daltons 
e a molécula completa tem peso de 970.000. 
 As 5 cadeias são ligadas entre si por pontes dissulfeto e por uma cadeia polipeptídica 
inferior chamada de cadeia J. 
 A IgM é encontrada principalmente a nível intravascular, sendo uma classe de anticorpos 
"precoces" (produzidas agudamente nas fases iniciais das doenças que desencadeiam resposta 
humoral). 
 É uma proteína que não atravessa a placenta (por ser grande). 
 É encontrada também na superfície dos linfócitos monomérica, realizando a função de 
receptor de antigénios. 
 A baixa afinidade de união ao Ag é compensada pelas múltiplas zonas de fixação. 
 Activam o complemento eficazmente. 
Complemento: 
 São cerca de 25 proteinas sintetizadas no fígado. Chama-se 
Complemento a esta entidade porque estas proteinas trabalham 
em complemento com os Acs na destruição dos Ags. As proteinas 
circulam de forma livre no plasma até serem ativadas. 
 Activação do Complemento por IgG e IgM (via clássica) 
O sistema complemento consiste numa família de proteínas 
séricas que podem ser activadas por uma cascata proteolítica: 
uma proteína ativa a seguinte. A via alternativa é desencadeada 
por produtos microbianos ou Ags. 
A via clássica é ativada pela formação de complexos imunes (Ac/Ag). 
Estas proteínas iniciam a sua acção ligando-se à porção FC dos Acs e acabam na lise da 
membrana da célula alvo, danificando-a irremediavelmente ou promovem a actividade fagocítica. 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
5 
 
 O Complemento tem 3 grandes funções: 
Promoção da resposta inflamatória 
Promove a fagocitose, alterando a superfície celular 
Faz a lise celular porque modifica a estrutura dasmembranas. 
 
 
GRUPOS SANGUÍNEOS: 
Anticorpos Naturais: 
 Anti-A: Capazes de destruir glóbuloss vermelhos que possuam Antigénio A na membrana 
 Anti-B: Capazes de destruir glóbulos vermelhos que possuam Antigénio B na membrana 
Determinação dos Grupos Sanguíneos por Reações de Aglutinação: 
 Aglutinação: 
Agrupamento de partículas munidas de Ags à superfície, promovido pelos Acs que forma 
pontes entre os epitopos de células adjacentes. 
É o objectivo final da maioria das provas laboratoriais que envolvem os eritrocitos e os Acs 
dos grupos sanguíneos 
Produz-se em 2 etapas: união do Ac com o eritrocito (sensibilização)e formação de pontes 
entre as células sensibilizadas 
 
SISTEMAS ERITROCITÁRIOS: 
 Constituídos por antigénios de grupos sanguíneos definidos por aloanticorpos 
 Diversidade: 
Sistemas + 29; Locus + 34; Antigénios +240; Alelos + 620 
 Modelo de membrana: inserção dos antigénios de grupos sanguíneos 
 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
6 
 Antigénios de grupos sanguíneos: de genes 
28/29 genes identificados 
Polimorfismos de GS definidos ao nível genético 
Antigénios proteicos são codificados diretamente pelos genes 
Antigénios carbohidratos estão sob o controlo de genes que codificam glicosiltransferases 
(enzimas) 
 Os Ags dos GV determinam o Grupo Sanguíneo 
Os Ags expressos nos GV determinam o grupo sanguíneo. Os principais são o ABO e o Rh 
A nomenclatura começou por letras do alfabeto, A B C D E, mais tarde M N P. 
Não foi possível continuar com esta nomenclatura 
serviram-se do último apelido da pessoa que surgiu com o Ac específico para determinado 
Ag. Ex. Lewis dá o nome ao sistema e as 2 primeiras letras do nome identificam o Ag Le 
Também esta nomenclatura deixou de poder ser aplicada quando surgiu o sr. Duffy com 
Acs, o sistema ficou com o nome Duffy mas o Ag não podia ser Du porque se confundia com O Ag 
D do Rh. Ficou com a designação Ag Fy. 
A nomenclatura actual envolve numeração 
 
SISTEMA ABO 
 Um sistema de grupos sanguíneos é formado pelos Ags produzidos por alelos cromossómicos 
pertencentes a um locus. 
 Os Ags do grupo ABO são moléculas de carbohidratos estruturalmente relacionadas, mediante a 
acção das glucosiltransferases que adicionam acúcares específicos aos extremos das cadeias de 
carbohidratos (oligasacáridos). 
Regra de Landsteiner: 
Os Ags e os Acs correspondentes não coexistem fisiológicamente no sangue do mesmo indivíduo 
Princípios gerais: 
 A determinação do grupo no sistema ABO engloba a prova globular e a prova sérica. 
 A prova globular consiste em testar uma suspensão eritrocitária com soros anti-A, anti-B e de 
modo facultativo com anti-AB. 
 A prova sérica consiste em testar o soro ou plasma contra eritrocitos A1, B e O. 
 A determinação do grupo deve ser feita em 2 amostras de sangue colhidas em ocasiões 
diferentes 
 A determinação pode ser feita em tubo, micrométodo ou lâmina, não sendo este último método 
admitido para realização da prova sérica 
 No caso de haver discrepância entre o resultado das 2 provas, devem ser efectuados os estudos 
necessários de modo a determinar a causa e a esclarecer a situação 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
7 
 Os soros e os eritrocitos reagentes empregados nestes procedimentos devem ser submetidos a 
controlo de qualidade adequado. 
 Fenótipo = informação que se traduz por uma visualização dos caracteres 
Ex: olhos castanhos, cabelos frisados… 
Ex. nas células: grupos sanguíneos do sistema ABO 
 Sistema ABO descoberto por Karl Landsteimer em 1900 
 90 anos depois é definida a base genética deste sistema 
 Gene ABO – braço longo do cromossoma 9, com mais de 19 500 pb 
 Em 1959, Watkins e Morgan determinaram que os genes para os determinantes de hidratos de 
carbono do ABO, na verdade, apenas codificavam enzimas, sendo estas as responsáveis pela 
montagem dos Ags deste sistema. 
Formação dos Locus: 
 3 Loci separados :ABO, Hh, Sese 
 Locus Hh 
Alelo h Amorfo (não codifica produto) 
Locus H h no Cromossoma 19 (19q13.3) FUT 1 
Alelo H codifica para uma transferase que forma o Ag H nos GV 
 Locus ABO 
Alelo O codifica uma transferase inactiva 
Locus A B O no Cromossoma 9 (9q34.1) 
Alelo A e alelo B codificam glucosiltransferases que transformam o Ag H já formado nos GV 
em Ag A e Ag B 
As Transferases A e B diferem apenas em 4 aminoácidos 
As mutações nas Transferases A e B resultam em expressões fracas dos Ags 
 Locus Se e se: 
Locus Se também está localizado no Cr 19 (FUT 2) que codifica uma Transferase que actua 
no epitélio dos tecidos secretores: 
•Glândulas salivares 
•Tracto gastrointestinal 
•Tracto respiratório 
A transferase vai catalisar a produção de Ag H nas secreções 
Alelo se Amorfo (não codifica produto) 
Locus Se se no Alelo Se codifica para uma transferase que forma o Ag H nas secreções 
 Substância H: 
O produto do gene H é uma enzima, a fucosiltransferase que adiciona Fucose a cadeias 
precursoras nos GV (oligossacáridos), formando-se Ag H (ou substância H) 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
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Os Ags do sistema ABO são resíduos terminais encontrados nos hidratos de carbono 
presentes na superfície das células e nas secreções que são sintetizadas por glicosiltransferases 
específicas, codificadas no locus ABO. 
Os acúcares terminais é que determinam a actividade antigénica: 
Fucose, N-acetilgalactosamina e galactose dos Ags 
H, A e B é que conferem a especificidade de grupo sanguíneo 
e também se designam por açúcares imunodominantes 
 
 Resíduos terminais de Hidratos de carbono que definem os Ags A 
e B. Entre os Ags A e B só há a diferença de um grupo acetil aminado no Carbono 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Em Síntese: 
 Os genes de 3 Loci separados (ABO, Hh, Sese) controlam a presenca e localização dos Ag A e 
B 
 O gene H codifica a substância precursora sobre a qual actuam os produtos dos genes A e B 
 As enzimas actuam como transferases especificas 
 O produto do gene H é uma enzima que produz a substância H (o gene H produz a α2 – L -
fucosiltransferase que actua no acucar Fucose e transfere-o p/ cadeias tipo II nos GV, formando-se 
Ag H) 
 As transferases dos genes A e B convertem a substancia H em Ag A e B 
 As transferases de H e Se atuam em precursores diferentes 
 O grupo sanguíneo AB apresenta a actividade das duas transferases (A e B), enquanto o grupo 
O apresenta o antigénio H em grande quantidade na superfície dos GV. 
 Depois da descoberta dos antigénios ABH nos eritrócitos, foram detetados também em 
plaquetas e muitos tecidos. Grandes quantidades são expressas em células endoteliais e epiteliais 
do pulmão e do intestino e nas células epiteliais do trato urinário e reprodutor; daí, também serem 
chamados histo-blood group antigens. 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
9 
 Os Ags ABH também estão presentes nas secreções (particularmente saliva) e fluidos (leite, 
urina e), nos indivíduos secretores (80% da população). 
 ABH nos tecidos confere grande importância ao transplante de orgãos, determinando a rejeição 
e a rápida destruição dos mesmos pelo recetor. 
 Um sistema de grupos sanguíneos é formado pelos Ags produzidos por alelos (genes) 
pertencentes a um locus. 
 Os Ags do grupo ABO são Hidratos de carbono estruturalmente relacionadas, mediante a acção 
das glucosiltransferases que adicionam acúcares específicos aos extremos das cadeias de 
carbohidratos (oligosacáridos): Ag A, Ag B e Ag H 
 A quantidade de Ag H (precursor do A e do B) existe nos glóbulos vermelhos pela seguinteordem decrescente: 
O>A2>B>A2B>A1>A1B 
 O alelo O é idêntico ao A. A diferença está na mutação de um par de bases de DNA resultando 
numa enzima inactiva, permanecendo a substância H inalterada no grupo O. 
 O grupo O também tem deleções nos alelos, existindo subgrupos de O. 
 subgrupos de O: são numerosos mas o mais comum é O1 ou O01. 
 O alelo O1var ou O02 também são comuns. 
 Estas deleções às xs conferem alguma atividade às transferases produzidas proporcionando 
discrepâncias nas fenotipagens. 
 Cada indivíduo apresenta apenas 2 alelos, 1 de origem materna e outro de origem paterna. 
 Ao alelo h não se atribui nenhum produto antigénico (amorfo) 
 O gene Se (80% dos indivíduos são secretores) é o responsável pela expressão do Ag H 
(indirectamente responsável pela expressão dos Ags A e B) nas secreções como a saliva e outros 
fluidos como o plasma 
 Ao gene se não se associa nenhum produto demonstrável (amorfo) 
 Um secretor do grupo A tem substâncias A e H nas secreções 
 Um indivíduo sese não tem substâncias ABH nas secreções 
Combinações dos alelos 
Genótipo Herdado Alelos ABO herdados da Mãe 
A B O 
A
le
lo
s
 
A
B
O
 
h
e
rd
a
d
o
s
 d
o
 P
a
i A AA AB AO 
B AB BB BO 
O AO BO OO 
 
 
 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
10 
Acs do Sistema ABO 
 Anti-A e anti-B são predominantemente IgM, com menos frequência IgG (grupo O) 
 Anti-AB do fenotipo O não é uma mistura de A e de B é um 3º Ac que apresenta reacção 
cruzada 
 Reagem à Temperatura corporal (37ºC) e activam o complemento com rápida destruição 
intravascular dos eritrocitos 
 O título de anti-A e anti-B apresenta-se diminuído nos idosos, em doentes com défice de 
gamaglobulinas e nos recém nascidos até aos 3-6 meses 
 
Caracterização dos Grupos Sanguíneos 
Tipo de Sangue Genótipo Enzimas Ags na membrana Acs no soro 
A AA,AO H,A A,H Anti-B 
B BB,BO H,B B,H Anti-A 
AB AB H,A,B A,B,H - 
O OO H H Anti-A e Anti-B 
 
Reacções de Hemaglutinação esperadas para os Grupos Sanguineos ABO: 
GV Plasma Interpretação 
-A -B -AB GV A1 GV B GV O Grupo ABO 
0 0 0 4+ 4+ 0 O 
4+ 0 4+ 0 4+ 0 A 
4+ 4+ 4+ 4+ 0 0 B 
4+ 4+ 4+ 0 0 0 AB 
 
Fenótipo Bombay (Oh): 
 1952 Bhende 
 Os indivíduos que não herdam o gene H (genotipo hh) pertencem ao fenotipo Oh – sem a 
produção da substância H os genes A e B não se podem expressar, mesmo que sejam herdados 
 O termo fenotipo Bombay resulta da detecção dos 1ºs casos terem acontecido na Índia em 
Bombay. Utiliza-se o símbolo Oh porque os resultados que se obtêm nas determinações de rotina 
do ABO,simulam indivíduos de grupo O 
 Só com a prova sérica se consegue determinar este grupo tão raro: o soro Oh aglutina células 
do grupo O. Porque no soro existe um potente anti-H, para além de anti-A e anti-B 
 O fenotipo Oh só é compatível com outro Oh 
 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
11 
GV Plasma 
Anti-A Anti-B Anti-AB Anti-H GV A1 GV B GV O 
0 0 0 0 4+ 4+ 4+ 
 
 As situações de discrepância entre a prova globular, que detecta a presença ou ausência de 
antigénios na superfície dos glóbulos e a prova sérica, que detecta a presença ou ausência de 
anticorpos no plasma, devem ser esclarecidas antes de se poder afirmar qual o grupo ABO de um 
indivíduo. 
 Diferentes níveis de expressão de antigénios A ou B nos eritrócitos podem ser encontrados, 
sendo chamados de subgrupos de A ou B, conforme a intensidade de aglutinação dos eritrócitos 
com os reagentes anti-A, anti-B, anti-AB, anti-A1 e anti-H. 
 Os dois principais alelos de A, A1 e A2 são diferenciados 
 serologicamente com o uso do reagente lectina anti-A1. 
 LECTINAS – extraídas de plantas ou animais que têm a capacidade de se combinarem com 
açúcares (hidratos de carbono). A lectina de Dolichos biflorus e usada como anti-A1 porque se liga 
a N-acetilgalactosamina. A lectina Ulex europaeus e usada como anti-H porque se liga a fucose. 
 Apesar de os anticorpos monoclonais anti-A e/ou anti-B reconhecerem e aglutinarem a maioria 
dos subgrupos ABO, a determinação daqueles que apresentam baixa expressão de antigénios é 
laboratorialmente trabalhosa. 
 
SISTEMA RH: 
 O 1º exemplo humano de um Anticorpo contra o Ag posteriormente chamado D foi descrito em 
1939 por Levine e Stetson: o Anticorpo foi encontrado numa mulher (cujo feto teve doença 
hemolítica) que sofreu uma reação transfusional após transfusão de sangue do marido. 
 Dador e recetor eram do Grupo O. 
 O soro desta mulher aglutinava os GV (ABO compatíveis) de 80 amostras num total de 104 
doentes. 
 A identificação do Anticorpo só surgiu com a experimentação científica em animais de 
laboratório. 
 O nome Rhesus é consequência do macaco do género Rhesus ter servido a Landsteiner e 
Wiener (1940) para a experiência que está na origem da descoberta deste sistema sanguíneo. 
 Estes investigadores injectaram sangue do macac Rhesus na orelha do coelho, suscitando 
assim neste último a produção de anticorpos (chamados anti-Rh), capazes de aglutinar o sangue 
de certos indivíduos. O factor Rh é um Antigénio situado à superfície dos eritrócitos. 
 Analisando o sangue de muitos indivíduos da espécie humana, Landsteiner verificou que, ao 
misturar o sangue dos indivíduos com o soro contendo anti-Rh, cerca de 85% dos indivíduos 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
12 
apresentavam aglutinação e 15% não apresentavam. Definiu-se, assim, “o grupo sanguíneo Rh+” 
(apresentavam o antigénio Rh), e “o grupo Rh-“ (não apresentavam o antigénio Rh). 
 O fator Rh é um Antigénio situado à superfície dos eritrócitos. 
 Demonstraram que os Anticorpos anti-Rh eram a principal causa de grande número de reações 
hemolíticas 
 Em 1940 foram descobertos mais 4 
Antigénios: C, E, c, e. 
 Hoje conhecem-se cerca de 50 Antigénios 
deste sistema, mas são os 5 Antigénios (D, E, 
C, e, c) e os Anticorpos produzidos contra estes 
que mais contribuem para as complicações 
clínicas transfusionais 
 Depois do reconhecimento destes 
Antigénios, em 1944 conseguiram desenvolver 
a Imunoglobulina RH que preveniu a doença hemolítica do RN. 
 Os antigénios do sistema Rh estão expressos em duas proteínas, produtos de dois genes 
altamente homólogos RHD e RHCE, localizados no cromossoma 1. 
 A proteína RhD expressa o antigénio D. 
 A proteína RhCE expressa os antigénios CE em várias combinações alélicas (ce, Ce, cE ou CE). 
 No braço curto do cromossoma 1 existem dois genes homólogos, que codam para os 
polipéptidos não glicosilados que expressam actividade antigénica Rh. Num locus adjacente, o 
gene RHCE determina os antigénios C, c, E e e. 
 A expressão dos antigénios Rh na superfície dos eritrócitos depende da presença da 
glicoproteína Rh - associada (RhAG), produto do gene RHAG localizado no cromossoma 6. Os 
genes RHD e RHCE possuem cerca de 30% de sequências idênticas à RHAG. 
 A formação do anti-D é sempre resultado de uma exposição prévia a sangue com antigénio D, 
quer por administração directa (transfusão), quer por gravidez. 
 O antigénio D possui o maior grau de imunogenicidade, relactivamente a todos os outros 
antigénios dos glóbulos vermelhos (depois do A e do B). 
 Estudos recentes sugerem que, tanto C/ c, como o E/ e, residem num único produto 
polipeptídico. 
 Dizem-se do fenótipo Rh nulo aqueles indivíduos cujos glóbulos vermelhos não possuem 
nenhum dos antigénios Rh. O facto de existirem, revela que as proteínas Rh são parte de um 
grande complexo membranar, em que a presença das proteínas Rh parecem ser essenciais para a 
correcta expressão ou apresentação de outrosconstituintes. Por exemplo, as glicoproteínas que 
transportam os antigénios Le, Duffy e U parecem precisar da presença das proteínas Rh para total 
expressão. 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
13 
 Diferentes amostras de glóbulos vermelhos D positivos podem apresentar diferentes 
reactividades com os reagentes anti-D. Para alguns glóbulos vermelhos D positivos, a 
demonstração do antigénio D pode exigir incubações prolongadas com o reagente anti-D ou a 
adição de antiglobulina, após a incubação com o anti-D. Apesar da incubação com o anticorpos 
correspondente não ser tão evidente como esperado, estas células devem ser consideradas D+, e 
chamam-se D fraco 
 
Complexo Rh: 
Família Proteica RH = Proteínas RhD, RhCE e RhAG (Formam o Complexo Rh) 
 Estas proteínas – Antigénios - são estruturais e 
funcionais da membrana eritrocitaria: 
 Manutenção das propriedades mecânicas da 
célula 
Transporte de amónia (NH3) 
Transporte de CO2 
 Essenciais para a correcta expressão de outras 
proteínas na membrana 
 Derivam de 2 genes situados no braço curto do 
cromossoma 1 que codificam proteínas que expressam os Antigénios. 
 O gene RHD determina a proteína de membrana que confere atividade D nos eritrócitos 
 Indivíduos caucasianos sem o gene RHD não têm AgD. 
 Noutras populações (africanos, japoneses, chineses) a ausência do AgD está associada a um 
gene RHD inactivo, mutado ou parcial 
 O gene RHCE determina os Antigénios C, E, c, e. Os seus alelos são: RHCe, RHCE, RHcE, 
RHce 
 Os fenotipos apresentam grande variabilidade 
 
 Em termos transfusionais são muito importantes o D, C, E, c, e (responsáveis por 99% das 
reações neste sistema). 
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14 
 A presença ou ausência do Ag D determina se o indivíduo é Rh+ ou Rh–. 
 Depois do A e do B é o Ag eritrocitário de maior importância na prática transfusional. 
 A grande diferença em relação ao ABO: a ausência de D não determina a presença regular 
de anti-D no soro. 
 70% das pessoas Rh-produzem anti-D se receberem Rh+, por transfusão ou gravidez 
 A fenotipagem do Rh é obrigatória em dadores e receptores de forma a comprovar a presença 
ou ausência do AgD 
 A herança dos genes tem efeito de dose: se são herdados genes iguais dos 2 progenitores, o 
indivíduo é homozigóticop/ esse factor e os produtos expressam-se em dose dupla nos GV 
 A expressão do Ag D vai de muito forte até D fraco 
 Em 1953 a observação de que alguns indivíduos Rh + podiam desenvolver Anticorpos anti-D 
originou a hipótese de que o Ag D seria complexo e composto por uma série de epítopos – sabe-se 
hoje que é formado por cerca de 37 epítopos. 
 Sistema complexo 
+ de 49 antigénios 
no mínimo 200 alelos 
um fenótipo pode ser originado por vários genótipos 
 
Principais antigénios 
 D; C/c; E/e 
 Diferentes fenótipos Rh D são provocados por variantes alélicas RH D, com origem em vários 
mecanismos genéticos: 
Mutações 
Inserções 
Delecções 
Splice site 
Recombinações entre os genes RHD e RHCE 
 Diferenças na expressão de Rh D 
D-positivo– tem o gene RH D 
D-negativo -15-17% Europeus-devido a deleção RHD, 3-7% Africanos, 0.5-1% Asiáticos – 
devido a mutações RH D 
D Fraco: 
Requer teste indireto da antiglobulina para detecção trocas de único aminoácido 
(transmembrana) e diminuição na QUANTIDADE DE Rh D (53 “tipos de D fracos” diferentes) 
Densidade antigenica varia de Anticorpoordo com o tipo de D fraco: 66 a 5.000 
sítios/GV. Os diferentes tipos referem-se ao nº de sítios antigénicos nos GV. 
Expressão mais fraca por diminuição de determinantes antigénicas 
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15 
Pode originar a formação de anti-D 
Menos imunogénico 
Definição serológica: não reage com anti-soros anti-D IgM 
Pesquisa-se com anti-D IgG só em dadores (TAI) 
Mais frequente na população Africana 
 
D Parcial: 
Epítopos de D alterados fenotipam como D+ mas podem desenvolver anti-D 
Causas: 
Troca de único aminoácido na superfície do eritrocito 
Parte do gene RHD substituído pelo RHCE 
Faltam epítopos de D: 
Devido a mutações 
Devido a híbridos RhD/RhCE 
densidade antigénica: 500 a 25.000 sítios/GV 
Faltam determinados epítopos do AgD normal 
Indivíduos com D parcial podem produzir aloanticorpo anti-D 
Análise molecular: nucleótidos do gene RHD são substituídos por nucleótidosdo gene 
RHCE. 
Existem várias categorias sendo a D VI a variante mais comum e a que contém menor 
nº de epítopos. 
A distinção serológica é feita com um painel de soros anti-D que definem os vários 
epítopos. 
 
 
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Rh Nulo 
 Estão descritas na literatura 43 pessoas de 14 famílias cujos GV não possuem Antigénios do 
sistema Rh-Rh nulo 
 Sofrem a alteração do transporte do sódio e potássio o que dá lugar: 
anemia hemolítica 
estomatocitose, esferocitose, mAnticorporocitose 
aumento da fragilidade osmótica 
diminuição do tempo de vida do GV 
 Tipo Regulador: (mais comum) 
RHD e RHCE normais 
Homozigotia de Mutações no gene RHAG determinam o Fenótipo Rh nulo 
A expressão das proteínas Rh no GV depende das glicoproteinas do Rh funcional RhAG 
 Tipo Amorfo (raro) 
RHAG é normal 
Homozigóticos para uma mutação no RHCE 
Ausência de RHD Determina Fenótipo Rh nulo 
A expressão das proteínas Rh no GV depende das glicoproteinasdo Rh funcional RhAG 
Fenótipos Rh nulo, se imunizado, produz Anticorpos anti-Rh total (anti-Rh29) e só são 
compatíveis com fenótipo Rh nulo. 
 Os Anticorpos deste sistema são IgG e clínicamente significativos (37ºC) 
 São produzidos por estímulo transfusional ou pela gravidez 
 Não activam o complemento (há excepções) 
 Determinam Reações Transfusionais extravasculares e doença hemolítica do RN 
Reações de Aglutinação (reações químicas reversíveis): 
 Dividem-se em duas etapas: 
ETAPA 1 – Adsorção: 
O anticorpo liga-se ao antigénio. 
É a fase de sensibilização dos eritrócitos. 
É invisível e específica. 
ETAPA 2 – Formam-se os complexosde moléculas ligadas pelos anticorpos. 
Agregados eritrocitários. 
Formação do complexo Ag-Ac: 
 O complexo forma-se após contacto entre Ag/Ac 
 As forças que mantêm o complexo não são as fortes pontes covalentes 
 São forças fracas: Pontes de hidrogénio, iónicas, Van der Waals e hidrofóbicas 
Pontes de hidrogénio – Ag e Anticorpo partilham 1 H 
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Forças Iónicas – atração eletrostática, cargas oposta entre Ag e Ac. A força de atração é 
inversamente proporcional à distância dos 2 grupos 
Forças Vander Waals – polarização momentânea das nuvens de Eletrões (movimento 
contínuo dos eletrões em moléculas apolares) 
Forças hidrofóbicas – quando as moléculas apolares se encontram em meio aquoso 
 Critérios para a formação do complexo Ag-Ac: 
Complementaridade do epítopo com o sítio de ligação ao Anticorpo 
Forças electrostáticas produzidas entre as cargas opostas dos grupos –NH3+ (amina) do 
Anticorpo e os grupos –COOH (carboxilo), sem o protão chama-se carboxilato, no GV. 
Complementaridade do epítopo 
AGLUTINAÇÃO 
 A aglutinação tem lugar quando o Anticorpo fixado se une aos GV adjacentes formando 
aglomerados. 
 A sensibilização só produz aglutinação visível se a porção Fab do Anticorpo se une aos GV 
adjacentes, para o qual estes deverão estar suficientemente próximos 
 A sensibilização por IgG não produz aglutinação, pois a molécula é demasiado pequena para 
suprir a distância entre GV adjacentes. 
 A sensibilização por IgM causaaglutinação com facilidade. 
 Factores condicionantes 
As forças de repulsão que normalmente mantêm os eritrocitos separados (in vivo), interferem 
com o processo de aglutinação: 
Teoria do potencial Zeta: É a teoria mais Anticorpoeite para a explicação deste fenómeno: a 
superfície dos GV possuem moléculas de ácido siálico que lhes confere carga negativa. Quando os 
GV estão em suspensão em soluções com iões livres, os catiões (iões carregados positivamente) 
são atraídos pelas cargas negativas dos GV, formando-se uma nuvem em volta destes que cria a 
repulsão entre as células. É a esta repulsão que se chama Potencial Zeta 
Z - potencial zeta - diferença entre o potencial electrostático da membrana do 
eritrócito (cargas negativas) e a nuvem catiónica do meio de suspensão. Favorece uma força 
de repulsão e mantém uma distância mínima de 35 nm entre os g.v.vizinhos. 
Os catiões Acumulam-se à volta do g.v. formando uma dupla camada de iões (nuvem 
catiónica) cuja densidade: 
É máxima próximo da camada interna (membrana eritrocitária) do GV. 
É mais fraca na camada externa (plano de clivagem), porque as cargas 
negativas excedem as cargas positivas. 
Aglutinação implica que a dimensão do Anticorpo seja igual ou superior a 35 nm. 
Apenas a IgM preenche este requisito; IgG possui 25 nm 
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O potencial zeta pode ser modificado com a variação da carga dos GV ou da 
concentração dos catiões do meio de suspensão 
Estas variações podem afectar a sensibilização e a aglutinação 
Se reduzirmos a densidade da nuvem de catiões que envolve os GV, os Anticorpos 
mais facilmente se aproximam da membrana, favorecendo-se assim a sensibilização. 
A redução do potencial zeta também permite maior proximidade entre os GV, o que 
por sua vez facilita a aglutinação 
Em laboratório utilizam-se estratégias para reduzir o potencial zeta: 
Meio enzimático: 
as enzimas interferem com o ácido siálico dos GV e diminuem as cargas 
negativas : ↓ PZ 
utilização de enzimas proteolíticas (papaína) que diminuem Z em 50% 
permitindo a aglutinação. 
Desvantagem – Destruição de Antigénios de certos grupos sanguíneos. 
Meio de albumina: 
a albumina dispersa as cargas positivas da nuvem de catiões : ↓ PZ 
Estas moléculas aumentam a constante dieléctrica do meio de reacção, 
reduzindo a carga negativa, menor atração de catiões resultando grande 
aproximação dos GV 
A constante dielétrica de um meio é a medida da sua capacidade para 
dispersar cargas. 
Outra teoria: a albumina liga-se à camada externa de fosfolípidos da 
membrana do GV alterando a negatividade: ↓PZ 
Meio de baixa força iónica 
baixar a concentração de catiões do meio, diminui a densidade de 
catiões em redor dos GV: ↓PZ 
Centrifugação: 
Favorece a aproximação entre Ag-Anticorpo 
Outros Factores condicionantes 
Proporção Ag/Ac: 
e os Antigénios têm que estar evidentes (células lavadas) 
Ligações Químicas Ag/Ac (são não covalentes): 
 •Pontes de Hidrogénio 
•Hidrofobicas 
•Electrostáticas ou iónicas 
•Forças van der Walls 
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Muito importante porque os diferentes tipos de ligação têm diferentes 
características termodinâmicas 
•pH do meio de reacção 
Actividade de reacção óptima em pH compreendido entre 6,5 e 
7,2. O ponto isoeléctrico da maior parte dos Anticorpos situa-se próximo 
de 7,5. Em pH inferior o Anticorpo tem carga +, o que facilita a 
aproximação com o GV de carga negativa 
•Temperatura 
a influência varia consoante o tipo de Ag : Antigénios 
carbohidratos ligam-se melhor a temp.< 37ºC (pontes de Hidrogénio); 
Antigénios proteicos ligam-se melhora 37ºC (forças Hidrofóbicas). 
Dependendo das ligações químicas podem ser exotérmicas ou 
endotérmicas. 
•Tempo de incubação (depende do factor anterior) 
•Estrutura das Ig 
IgG (Ac sensibilizantes) e IgM (Ac aglutinantes) com 
características diferentes: Tamanho da IgG (25nm) e da IgM (35nm) 
 
Teste de Coombs 
 1945- Coombs, Mourante e Rece descobriram um teste para detectar no soro, os anticorpos não 
aglutinantes (sensibilizantes) 
 Posteriormente utilizou-se o mesmo teste para pesquisar os GV revestidos in vivo por anticorpos 
e fracções do complemento – teste de Coombs ou prova da antiglobulina 
 Dois tipos de prova – directa e indirecta: 
Directa – diagnostica anemias hemolíticas autoimunes, reações aloimunes frente a GV 
recentemente transfundidos 
Indirecta – demonstração in vitro de reações entre GV e Anticorpos sensibilizantes, PAI, 
IDAI, fenotipagem e provas de compatibilidade 
 Duas principais classes de Anticorpos que reagem com os Antigénios eritrocitários: 
Ac completos (aglutinantes ) –aglutinação dos GV suspensos em S.F. - IgM que podem 
induzir a ligação de fracções do complemento à membrana do eritrocito: 
Ac incompletos (sensibilizantes) – requerem técnicas ≠s para aglutinar os GV – As IgG 
 Teste de antiglobulina (soro de Coombs) detecção de GV sensibilizados com IgG e/ou 
complemento. 
 
 
 
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Prova da AGH 
 Princípios em que se baseia: 
1. As moléculas de Anticorpo e de complemento são globulinas 
2. Quando se injecta globulina humana a um animal estimula-se a produção de Anticorpos 
frente a essa proteína estranha (AGH). O soro do animal, após adsorção das componentes não 
desejadas (outras aglutininas), reagirá especificamente com as globulinas humanas. O fabrico 
destes soros utilizam muitas vezes a tecnologia de hibridomas. Há soro santi-IgG, soros anti-C3d 
do complemento humano e soros poliespecíficos com Actividade anti-IgG e anti-C3d. 
3. A AGH reage com as moléculas de globulina humana quando unidas a células ou livres no 
soro ou plasma. Se não se eliminam as globulinas livres que rodeiam os GV revestidos, estas 
neutralizam a AGH e produzem falsos negativos. 
 Reagentes AGH 
AGH poliespecífica–provas de compatibilidade de rotina, detecção de aloanticorpos e prova de 
antiglobulina directa. Contém anti-IgG e anti-C3d, para além de outros Anticorpos que podem 
estar presentes: anti-cadeias leves IgA e IgM e anti-C3b, anti-C4b e anti-C4d. (policlonal de coelho) 
É muito importante a presença de anti-complemento para a prova directa: anemia hemolítica 
auto imune-por muitas vezes ser o C3d a única globulina que reveste os GV 
AGH monoespecíficas – utilizam-se para determinar quais as proteínas responsáveis pela 
positividade da prova directa. Geralmente são anti-IgG cadeias pesadas e/ou anti-C3d. Também 
se utilizam na prova indirecta para distinguir reações diferentes num mesmo soro: se este contém 
Anticorpos que fixam o complemento e Anticorpos que não o fixam (Ex:anti-Leaeanti-E) 
 
Princípios gerais do Sistema Rh: 
 Antigénio D: agrupagem eritrocitária no sistema Rh(D), consiste na pesquisa do Ag D nos 
eritocitos, utilizando soro anti-D 
 A presença do Ag D define o grupo Rh positivo e a sua ausência o grupo Rh negativo 
 A reactividade do Ag D pode incluir uma expressão mais fraca de natureza quantitativa e/ou 
qualitativa, denominada D fraco. 
 Recomenda-se que sejam utilizados 2 soros anti-D diferentes com os respectivos controlos. A 
não reactividade do controlo negativo valida o teste. 
 É aconselhável que a determinação do grupo seja efectuada em 2 amostras de sangue colhidas 
em ocasiões diferentes. 
 Os reagentes utilizados devem ser submetidos a controlo de qualidade adequado. 
 
 
 
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Dadores de sangue no Sistema Rh: 
 Resultados inicialmente negativos com os 2 soros anti-D, implicam o prosseguimentodos testes 
no sentido da pesquisa de expressão fraca do AgD, utilizando o teste de Coombs (ou Teste da 
Antiglobulina Indirecta / TAI) 
 Na presença de resultado positivo na pesquisa de D fraco, deve assegurar-se que o TAD é 
negativo 
 São classificadas como Rh positivas as Unidades de sangue com pesquisa do Ag D ou D fraco 
positiva e com o Rh negativas as Unidades com pesquisa do AgD e D fraco negativa. 
 1ª Dádiva: a grupagem inicial deve ser repetida utilizando apenas um soro anti-D e de 
preferência por outro técnico, devendo os resultados serem coincidentes. 
 Dádivas seguintes: pode efectuar-se uma só grupagem sem necessidade de repetição, desde 
que não se verifique diferença em relação ao registo existente. 
 
Doentes no Sistema Rh: 
 A determinação do grupo deve obedecer aos mesmos princípios referidos para os dadores, não 
sendo efectuada a pesquisa do Ag D fraco, assumindo-se para efeitos transfusionais como Rh 
negativo, quando esse for o resultado da determinação inicial. 
 
Outros Antigénios do Sistema Rh: 
 A fenotipagem no sistema Rh consiste na determinação dos Antigénios CcEe para além do Ag D 
e, em circunstâncias que o justifiquem, de outros Antigénios do mesmo sistema. 
 A sua determinação por rotina deve ser enquadrada nos meios disponíveis dos serviços de IH, 
tendo em conta o tipo de doentes a transfundir e a disponibilidade orçamental da instituição. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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SISTEMA ABO 
Princípios gerais 
 A determinação do grupo no sistema ABO engloba a prova globular e a prova sérica. 
 A prova globular consiste em testar uma suspensão eritrocitária com soros anti-A, anti-B e de 
modo facultativo com anti-AB 
 A prova sérica consiste em testar o soro ou plasma contra eritrocitos A1, B e O. 
 A determinação do grupo deve ser feita em 2 amostras de sangue colhidas em ocasiões 
diferentes. 
 A determinação pode ser feita em tubo, micrométodo ou lâmina, não sendo este último método 
admitido para realização da prova sérica. 
 No caso de haver discrepância entre o resultado das 2 provas, devem ser efectuados os estudos 
necessários de modo a determinar a causa e a esclarecer a situação. 
 Os soros e os eritrocitos reagentes empregados nestes procedimentos devem ser submetidos a 
controlo de qualidade adequado. 
Dadores de sangue 
 1ª Dádiva: a determinação inicial deve ser repetida. A repetição deve ser preferencialmente 
efectuada por outro técnico, com reagentes diferentes e, eventualmente por outro método. O 
resultado só é considerado válido na ausência de discrepâncias. 
 Dádivas seguintes: Pode efectuar-se uma só determinação sem necessidade de repetição, 
desde que não se verifique diferença em relação ao registo anterior. 
 
ANTICORPOS IRREGULARES 
Pesquisa de anticorpos irregulares 
A maior importância Clínica dos Antigénios (em transfusão) é devida aos Anticorpos que induzem. 
Anticorpos anti-eritrocitários 
 Anticorpos naturais – existem sem necessidade de estimulação antigénica por transfusão ou 
gravidez. Anticorpos regulares que se observam de uma maneira constante no soro de uma 
pessoa que não temos Antigénios correspondentes. Ex. Anticorpos do sistema ABO 
 Induzidos por substâncias do meio ambiente semelhantes aos Antigénios eritrocitários, mais 
exatamente produtos bacterianos, introduzidos no organismo por inalação e ingestão. 
 Anticorpos irregulares ou Imunes – quando resultam de uma estimulação por transfusão e/ou 
gravidez. Anticorpos imunes que se observam de maneira inconstante no soro de uma pessoa que 
não tem os Antigénios correspondentes. Ex: anti-D 
São específicos dos Antigénios que os induziram. 
A extrema importância deve-se a: 
-Reação Transfusional Hemolítica (RTH) 
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-Anemia Hemolítica Auto-Imune (AHAI) 
-Doença Hemolítica do RN (DHRN) 
Consoante o estímulo de produção: 
Auto-anticorpos - dirigidos contra estruturas antigénicas do próprio indivíduo que os produz 
Alo-Anticorpos - dirigidos contra estruturas antigénicas que o indivíduo que os produz não 
possui. 
 A pesquisa de Anticorpos anti-eritrocitários irregulares (PAI) consiste na utilização de técnicas 
serológicas que permitem detectar no soro ou plasma em estudo, Anticorpos que podem causar 
reacção transfusional hemolítica ou DHRN. 
 Procedimento: 
 Juntar o plasma ou soro do doente a 2 ou 3 tipos de GV (eritrocitos reagente). 
 Adicionar os meios necessários, incubar, centrifugar e ler a reacção 
Se positivio – existem Anticorpos 
Identificar os Anticorpos existentes 
 A PAI é uma das provas fundamentais na segurança transfusional. Constitui uma das bases da 
medicina transfusional e tem evitado muitas reações transfusionais. Tem permitido o conhecimento 
de novos Anticorpos e por consequência novos Antigénios. 
 A PAI é obrigatória no soro ou plasma dos dadores quando estes têm história de transfusão 
antes de 1980 e nas dadoras devido à gravidez 
 A PAI deve ser sistematicamente efetuada em todas as grávidas. 
 A PAI em doentes faz parte dos testes pré-transfusionais. 
 A PAI faz parte do estudo das reações transfusionais. 
 
Identificação de anticorpos irregulares 
 Depois de detetada a presença de um Ac irregular, tem que ser determinada a sua 
especificidade e o significado clínico. 
 Os doentes com Anticorpos clinicamente 
significativos, devem receber sangue que careça do Ag 
correspondente. 
 É necessário conhecer o diagnóstico clínico, o nº de 
gestas, a história transfusional e o tratamento 
farmacológico (auto-anticorpos induzidos por fármacos 
obriga a diferentes procedimentos laboratoriais). 
 O soro em estudo tem que ser investigado em todas 
as fases em que mostrou (PAI) ter atividade. Podem 
surgir Anticorpos em fases diferentes da PAI. 
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 Alguns Anticorpos, como os Rh e certos tipos de anti-Lea e anti-Jka que fixam o complemento, 
ficam potenciados com provas enzimáticas 
 Por outro lado o tratamento enzimático desnatura alguns Antigénios, especialmente os do 
sistema MNSs e Duffy (Fya e Fyb). (Os meios enzimáticos tornam-se assim pistas úteis para a 
identificação de Anticorpos) 
 Após a identificação do Anticorpo ou Anticorpos, uma das confirmações a fazer é a fenotipagem 
eritrocitária do Ag ou Antigénios correspondentes, na amostra do doente. 
 0,3 a 38% da população possui Ac irregulares 
 Um Ac clinicamente significativo é aquele que diminui a sobrevida dos GV transfundidos ou está 
associado a anemia hemolítica do RN 
Prova directa da AGH 
 Utiliza-se para comprovar a sensibilização in vivo dos GV por globulinas, especialmente por IgG 
e C3d. Os GV de um doente, uma vez lavados, tratam-se directamente com os reagentes de AGH: 
1º com o poliespecífico, e caso seja positivo, tratam-se com os monoespecíficos. 
 
 Factores de erro na prova da AGH 
Lavagem inadequada dos GV – principal causa de falsos negativos, porque as globulinas livres 
neutralizam a AGH. O processo de lavagem processa-se num mínimo de 3 vezes com soro 
fisiológico, decantando-se o máximo volume possível de solução salina sobrenadante em cada 
passo da lavagem 
Processamento lento – ocorrem falsos negativos quando se atrasa a prova. O processo de 
lavagem deve ser o mais rápido possível, sob pena dos Anticorpos se eluírem dos GV. Todos os 
outros passos da técnica também têm que ser rápidos, pelos mesmos motivos. 
Armazenamento inadequado dos reagentes–perda de Actividade por contaminação bacteriana 
Falta do reagente – ocorre quandose realizam muitas provas simultaneamente. 
Centrifugação incorrecta – uma centrifugação baixa é ineficaz para a ocorrência de aglutinação. 
Com uma centrifugação excessiva os GV ficam tão fortemente unidos que a agitação necessária 
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para os ressuspender tem que ser tão forte, que pode provocar a ruptura das ligações dos 
imunocomplexos. 
Quantidade de células – excesso de GV produz reações fracas e o défice de GV dificulta a 
leitura de reacção de aglutinação. 
Doença Hemolítica do RN: 
 Doença caracterizada pela destruição dos GV fetais/RN resultante da transferência de 
Anticorpos maternos, através da placenta. 
 Os GV fetais são formados às 2-3 semanas de gestação 
 Às 9 semanas esta produção está bem estabelecida no fígado e inicia-se na medula óssea 
 Às 10/12 semanas a maioria dos sistemas antigénicos eritrocitários estão completamente 
expressos 
 Os GV fetais encontram-se revestidos de alo-anticorpos IgG de origem materna, dirigidos contra 
Antigénios de origem paterna, presente nos GV fetais. 
 Os GV revestidos por IgG sofrem uma destruição Anticorpoelerada, tanto antes como após o 
nascimento. 
 A gravidade clínica é muito variável: desde a morte intra-uterina até uma forma atenuada, só 
detectável mediante provas serológicas. 
 Sistema reticuloendotelial (SRE) ou Sistema Mononuclear Fagocitario 
Na mãe faz o reconhecimento das células como estranhas 
Os linfócitos processam os Anticorpos 
Sistema reticulo-endotelial (SRE) ou sistema mononuclear fagocitário é o sistema orgânico 
constituído por células que, situadas em diferentes locais do organismo, têm características 
reticulares e endoteliais e são dotadas de capacidade fagocitária, intervindo, desse modo, na 
formação de células sanguíneas, no metabolismo do ferro, além de desempenharem funções de 
defesa. 
 A resposta primária ocorre geralmente no 1º parto. 
 A resposta secundária ocorre na 2ª e seguintes gravidezes em que basta uma só célula do feto 
para despoletar a resposta de produção de Anticorpos IgG (resposta anamnéstica) 
 As IgG atravessam a barreira da placenta, entram na circulação fetal e ligam-se aos Antigénios 
específicos. Estes GV marcados por IgG são removidos pelos mAnticorporófagosdo fígado e baço 
fetais. 
 Só as IgG atravessam a barreira placentária 
 
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 Categorias: 
Doença hemolítica por Rh: por anti-D (+frequente), ou por anti-C, anti-E, anti-c, anti-e 
Frente a outros Antigénios: anti-kell e outros 
Por ABO, geralmente devida ao anti-AB IgG de mulheres do grupo O 
Anticorpos maternos contra Antigénios plaquetários (trombocitopénia) ou leucocitários 
Outras causas 
Doenças genéticas da membrana dos GV (talassémia, esferocitose) 
Doenças da membrana dos GV adquiridas por rubéola, citomegalovírus ou outras. 
Passagem de GV do feto p/ a circulação materna 
 
 
 
 
 
 Porque se pode dar tão cedo a imunização da grávida? 
Antigénios expressos no feto logo nas primeiras semanas 
de gestação 
Bastam 0,1 ml de sangue Rh+ para iniciar a sensibilização 
Estão bem documentadas pequenas hemorragias transplacentaresàs 6 semanas gestacionais 
Está bem documentada a passagem de GV fetais para a circulação materna em 75% das 
gravidezes 
A baixa sobrevida dos GV potencia a produção de novos eritrocitos, que entram 
prematuramente em circulação, de forma nucleada (eritroblastose). 
O tecido hematopoiético (fígado e baço) aumentam de tamanho (devido à grande 
necessidade de produzir GV e de remover os GV danificados). 
O aporte de O2 diminui (anemia), originando falha cardíaca – morte intra-uterina. 
Se nasce com vida, revela insuficiência cardíaca com anemia profunda e grandes 
quantidades de bilirrubina (destruição acelerada dos GV). 
Antes do nascimento, a bilirrubina (degradação da Hg) fetal processa-se no fígado materno 
(via placenta). 
Depois do nascimento, o fígado neonataltem que conjugar e excretar grandes quantidades de 
bilirrubina indirecta não conjugada, muito tóxica para o sistema nervoso em desenvolvimento 
Para os RN vivos c/doença hemolítica, os elevados níveis de Bilirrubina são um problema 
clínico mais grave que a perda do aporte de O2 resultante da hemólise. 
Coloração amarelada da pele e das mucosas da boca, da parte branca dos olhos, 
causada pela acumulação do pigmento bilirrubina. 
 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
27 
 
 Icterícia Fisiopatológica: 
Muitos recém-nascidos apresentam icterícia nos primeiros dias de vida, sem significar a 
presença de doença. O final devidados GV implicam sempre no RN um défice de transporte e 
excreção da Bil. Indirecta. 
Inicio tardio: após 24 Horas de vida, tornando-se visível ao 2º ou 3º dia 
RN de termo, Valor máximo de Bil Ind. 12mg/dl, e vai diminuindoentre o 5º e o 7º dia sem 
tratamento 
RN pré-termo, Valor máximo de Bil Ind 15mg/dl, podendo prolongar-se até ao 10º ou 15º dias 
Icterícia Patológica: 
A Bilirrubina sérica aumenta sempre mais de 5mg/dl/24horas Icterícia. 
 Tratamento antes do nascimento (focaliza-se na anemia) 
Antecipação do parto, se existe maturidade pulmonar 
Transfusão intra-uterina –para eliminar a anemia. A transfusão de GV com Ag negativo 
assegura uma boa oxigenação dos tecidos fetais (redução da hipoxia) diminuindo a falência 
cardíaca, a produção acelerada dos GV e a sua destruição e o fígado e o baço retomam o tamanho 
normal. 
Duas vias de acesso na Transfusão intra-uterina: 
Intraperitoneal – Punção da parede abdominal da mãe até à do feto (guiada por 
ecografia); Os GV transfundidos são absorvidos pelos canais linfáticos do RN. 
Intravascular – Punção da veia umbilical (guiada por ecografia). 
 Tratamento pós Parto (focaliza-se na Bil.) 
Pode haver decisão de exsanguíneo transfusão (dependente do grau de acumulação de 
Bilirrubina) 
Tipagem ABO e Rh(D) com sangue do cordão (GV lavados 6 vezes, pelo menos, devido à 
geleia de Wharton– substância gelatinosa do cordão umbilical rica em ácido hialurónico, que 
envolve os GV e interfere nos testes serológicos: pode produzir falsas aglutinações com 
fenómenos rouleaux. 
O dador seleccionado tem que ter Antigénios globulares compatíveis com os da mãe. A 
exsanguíneotransfusão remove os GV sensibilizados, os Anticorpos maternos em circulação e 
alguma Bilirrubina. 
Fototerapia: 
A luz diminui a icterícia, transformando a Bilirrubina ao nível da pele em isómeros, que 
podem depois ser excretados pelo fígado ou Rim: 
•RN com peso ≥2500g 
•BI ≥10mg/dl nas primeiras 24 horas 
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Joana Franco 2º Ano ACSP 
28 
A fototerapia é sempre feita precocemente mesmo comvalores de BI baixos, ficando o RN em 
observação 
Lâmpadas fluorescentes, intercalam luz branca com azul 
Exsanguíneo transfusão 
BI que não cede à Fototerapia 
BI entre 20-24mg/dl 
Anemia grave 
Deve-se: 
 
 
GV sensibilizados 
-los por GV não-sensibilizados 
 
Procedimento 
Ambiente estéril 
Berço aquecido 
Monitorização cardíaca 
Manter em fototerapia 
Uma segunda EXT costuma ser necessária em 44% das DHRN por 
incompatibilidade pelo sistema Rh 
 Provas pré-natais 
Em todas as grávidas realizar PAI 
Se positiva identificar o Anticorpo 
A positividade nem sempre implica doença hemolítica, por exemplo caso o RN não tenha o 
Ag correspondente 
Se a grávida tem anti-D, analisa-se o sangue do pai (mesmos/anti-D e com Rh negativo 
também se faz a tipagem do sangue do pai). 
Titulação do anticorpo 
Risco: > 8 para anti-D 
16 ara anti-c 
32 para anti-KImunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
29 
 Provas neonatais: 
Sangue materno Sangue do cordão umbilical 
ABO 
Rh 
PAI e eventual ID 
ABO (só prova globular) 
Rh (D) 
TAD 
Eluição de Anticorpos 
ID dos Anticorpos do eluado, também contra GV A1 e B 
Em Portugal, tal como verificado a nível mundial, cerca de 15% das grávidas são Rh(D)-. 
Cerca de 2% dessas grávidas sensibilizam-se para o Rh(D) antes do parto, e cerca de 16% vão 
fazê-lo durante o parto, se não houver profilaxia. 
Contudo, a administração de Ig anti-D às 28 semanas, ao contrário de outras medidas 
profiláticas após o parto ou o aborto espontâneo / induzido, por exemplo, não é uma prática 
corrente em todas as Instituições em Portugal. 
A administração da Ig anti-D é condicionada pelo prévio consentimento livre e esclarecido por 
parte da grávida. 
Este esclarecimento deve abranger informação relativa ao eventual risco associado aos 
hemoderivados e à possibilidade da não administração se o pai biológico for Rh-. 
 Profilaxia 
Imunização passiva com anti-D 
RhoGam ®; WinRho ®; MaterGam ® 
Mães Rh-/ RN Rh+: todos os partos 
Mulher Rh-: abortos, amniocentese 
Trombocitopenia neo natal aloimune (TNAI): 
Destruição das plaquetas fetais / neonatais induzida por anticorpos plaquetários maternos 
dirigidos contra Antigénios plaquetários fetais. 
As plaquetas humanas expressam na sua superfície Antigénios dos sistemas ABO, 
leucocitários classe I (HLA-”Human Leukocyte Antigen”) e plaquetários específicos (HPA-”Human 
Platelet Antigen”). A nomenclatura HPA foi proposta em 1990 para sistematizar a designação dos 
antigénios plaquetários. 
Mais de 75% dos casos de TNAI devem-se à incompatibilidade feto-materna para o Ag HPA-
1a, seguindo-se a incompatibilidade para o Ag HPA-5b. 
O quadro clínico é denominado por petéquias ou equimoses, no entanto, podem ocorrer 
manifestações hemorrágicas de grande gravidade, nomeadamente hemorragia intracraniana em 
cerca de 10 a 20% dos casos, pré e pós-natal, com risco de morte e de sequelas neurológicas 
irreversíveis. 
As opções terapêuticas incluem: transfusões de plaquetas in útero ou administração de 
imunoglobulina endovenosa e/ou corticoides à mãe. 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
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30 
 
OUTROS SISTEMAS DE ANTIGÉNIOS ERITROCITÁRIOS 
 A Banda 3 é a mais abundante proteína da membrana do eritrócito e sua principal função é 
mediar a troca de cloro e iões do pH. 
 A sialoglicoproteína Glicoforina A (GPA) tem elevado conteúdo de ácido siálico, contribuindo 
para a carga negativa na superfície da membrana do eritrocito, minimizando a interação célula-
célula e prevenindo a agregação. 
 A GPA projeta-se para a parte externa da célula, e é composta em grande parte por 
carbohidratos (Antigénios ABO). 
 Existem cerca de 50O Antigénios de grupos sanguíneos 
 Organizados em cerca de 29 sistemas (conhecidos) 
 Cada Antigénio é reconhecido por um Anticorpo específico 
 Estes Antigénios são genéticamente determinados por um par de alelos cromossómicos 
 Podem existir mais do que 2 alelos em cada locus 
 Podemos ser homozigóticos ou heterozigóticos para qualquer Ag 
 Existem genes amorfos (sem produto antigénico) 
 Cerca de 270 Antigénios estão envolvidos em reações transfusionais e DHRN 
 Possuem funções variadas: 
•Transporte (RH, Kidd) 
•Substrato de enzimas (H) 
•Recetores/Moléculas de adesão (Duffy, MNS) 
•Estruturantes da membrana dos GV (Rh) 
•Complemento (Chido/Rogers) 
 Estão localizados na superfície extracelular da membrana dos eritrócitos. 
 Possuem estruturas variadas: 
•Carbohidratos (glicoesfingolípidos) –ABO, P, I – são produtos indirectos dos genes que se 
estendem para além da superfície dos GV 
•Glicoforinas – MNSs – cadeias longas de aminoácidos glicosiladas 
•Glicoproteinas – Rh, Kell - Estruturam a membrana dos GV 
Sistema Kell 
 O mais importante em Medicina Transfusional, depois dos sistemas ABO e Rh, pois os 
Antigénios são altamente imunogénicos. 
 1946 (Coombs e tal): identificado após descoberta do Teste da Antiglobulina 
Localização cr: 7q33 
Gene: KEL 
Produto: glicoproteína 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
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31 
 Antigénios do sistema Kell (glicoproteinas e conhecem-se + de 20) produzem-se a partir da 
substância precursora Kx, codificada pelo gene XK do cromossoma X 
 Antigénios K (KEL1) e k (KEL2) originam 3 fenótipos: 
•K+k-: 0,2% 
•K+k+: 8% 
•K-k+: 93% 
 Ag K (lê-se Ag kel) é o mais imunogénico 
 Ag k lê-se celano é o mais frequente 
 Fenotipo Mcleod: quando há grande redução de substância precursora Kx nos GV (delecções 
no gene XK) e de Antigénios Kell. Os GV apresentam uma forma anormal–acantocitos, com tempo 
de vida reduzido 
A função de Kx pensa-se ser de transporte de proteínas 
Fenotipo Ko (Kell nulo): não são herdados os genes Kell, os GV não apresentam nenhum 
Ag deste sistema, mas possuem grandes quantidades de substância precursora Kx. 
As alterações da banda 3 estão também confirmadamente relacionadas com a estomacitose 
hereditária, acantocitose e fenótipo McLeod (Kx). 
 Anticorpos Kell: 
São muito frequentes os aloanticorpos anti-Kell 
São geralmente IgG e são estimulados por transfusão e gravidez 
O anti-Kell é um dos anticorpos que com mais frequência está implicado em RTH e na 
DHRN, é por este motivo que muitos laboratórios incluem na rotina dos dadores a pesquisa do Ag 
Kell. 
 
Sistema Lewis 
 Os produtos do gene Lewis é uma Fucosiltransferase 
 Antigénios Lewis não são produtos alélicos 
 Antigénios Lewis são hidratos de carbono formados em glicolípidos 
 2 alelos do cromossoma 19: Le(dominante) e le(amorfo) 
 2 Antigénios Lea(LE1)e Leb(LE2) 
 Resultam da Acção enzimática de glicosiltransferases tal como os Antigénios A, B e H 
 Principal característica que os distingue de todos os outros – não são intrínsecos dos GV, são 
expressos em moléculas nas secreções e lípidos do plasma. 
 O gene Le origina 2 fenótipos no GV: Le(a+b-) e Le(a-b+) 
 Em presença de 2 genes le (amorfo) – fenotipo no Gv é Le(a-b-) 
 O gene Le produz fucosiltransferase que vai transferir uma fucose para moléculas nas secreções 
e em lípidos do plasma 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
32 
 Como surgem nos GV? – são adsorvidos do plasma às membranas e ficam com actividade a 
(Lea) 
 Se para além de se herdar o Le também se herdar o Se (secretor) produzem-se 2 Antigénios 
diferentes: 
1º) Le adicionou fucose a moléculas nas secreções e plasma – originou Lea 
2º) O gene Se também transfere fucose às mesmas moléculas, passando a existir difucose 
com atividade b (Leb) nas secreções e plasma 
 Indivíduos não secretores com gene Le são Le(a+b-) 
 Indivíduos secretores com gene Le têm nas secreções Lea e Leb. Mas no plasma quase só 
existe Leb. Então o fenótipo nos GV é Le (a-b+). 
 Le (a-b+) é o fenótipo mais frequente ( 72% ) 
 O gene Le codifica a fucosiltransferase 
 Que fixa uma Fucose – estrutura monofucosilada resultante corresponde ao Ag Le a (secreções 
e plasma). 
 Nos indivíduos secretores (Se), o gene produz uma transferase que liga uma Fucose e origina o 
AgH solúvel. Por sua vez a transferase do gene Le adiciona outra Fucose ao AgH solúvel. A 
difucolização origina o Ag Leb (secreções e plasma) 
 Slide 18 
 GV com Le(a+b+) são muito raros 
 A preferência de adsorção vai para o Leb 
 A diferença bioquímica na estrutura entre Lea e Leb reside apenas numa molécula de Fucose 
 Antigénios expressos em muitos tecidos humanos 
 Também nas células da mucosa gástrica 
 O Ag Leb é o recetor de excelência parao Helicobacter pylori 
 Anticorpos Lewis: 
Surgem quase exclusivamente nos indivíduos Le(a-b-) e geralmente sem estímulo eritrocitário 
Anti Lea é o mais frequente, quase sempre IgM mas há casos descritos de IgG com ativação 
do complemento 
Anti Leb é muito raro. Só surge em indivíduos Le(a-b-) 
Indivíduos Le(a-b+) não produzem anti-Lea (têm sempre Lea na saliva) 
Podem existir conjuntamente anti-Lea e anti-Leb 
Só são considerados clínicamente significativos os Anticorpos deste sistema que reagem a 
temperaturas > 37ºC 
 Prática Transfusional: 
Antigénios Lewis facilmente se adsorvem ou eluem da membrana dos GV 
GV transfundidos assumem o fenótipo Lewis do receptor quando entram em circulação 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
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33 
Anticorpos Lewis em circulação num receptor são rápidamente neutralizados pela 
substância Lewis do plasma de um dador (transfusão de sangue total). 
Há descrições de reacções hemolíticas pós-transfusão com anti-Lea IgG. Se identificamos 
este Ac temos que seleccionar CE negativo para este Ag. 
RN até aos 6anos de idade consideram-se Le(a-b-), porque as reações de hemaglutinação 
são negativas ou muito fracas 
Nas grávidas os Anticorpos, quase sempre IgM, não afectam o feto que também tem sempre 
Le(a-b-). 
Anti-Lex tem um comportamento como se fosse uma combinação de anti-Lea e anti-Leb mas 
o fAnticorpoto de aglutinar os GV do cordão e células de adultos Le(a-b-) leva a concluir que deve 
existir a determinante antigénica Lex. 
 
Sistema I/i: 
 Os Antigénios deste sistema são estruturas intermédias dos oligosacáridos que dão lugar aos 
Antigénios H, A ou B. A base genética é incerta mas postula-se a presença de 2 genes I e i 
 Ag I existe em grande quantidade no adulto e em pequenas quantidades no RN, em que o Ag i é 
muito abundante 
 Nos 1ºs 18 meses de vida o Ag i dá lugar ao Ag I 
 O Ag i é o precursor do I (grande) 
 São muito raros os indivíduos i adulto, que não expressam o I nos GV 
 I e i encontram-se tb nas secreções. São recetores e ligandos com função na imunidade 
 As cadeias de oligossacáridos ABH podem ser de cadeia linear ou ramificada. No nascimento a 
maioria são de cadeia linear, com o tempo formam-se as cadeias ramificadas. O Ag i está 
associado com as cadeias lineares e o I encontra-se nas cadeias ramificadas. O fenótipo i adulto 
não desenvolve cadeias ramificadas. 
 Anticorpos I e i: 
Os Anticorpos deste sistema são IgM que reagem a 4ºC. Quando reagem à temperatura 
ambiente complicam as provas serológicas 
O anti-I reage com quase todas as células do adulto, só não reage com os GV do cordão 
Com frequência observa-se aumento de anti-I em infecções por Mycoplasma pneumoniae. 
Só produz hemólise intravascular dos GV se tiver Actividade em extensas amplitudes 
térmicas 
Raramente se encontra anti-i em indivíduos sãos, mas pode produzir-se em consequência 
de infecções virais, como a mononucleose infecciosa. Geralmente não têm importância clínica 
 
 
 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
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34 
Sistema MNS: 
 Genes M e N são alelos situados no cromossoma4 que codificam uma sequência de 
aminoácidos sobre a glicoforina A (GPA) que expressa os Antigénios M e N que diferem apenas 
em 2 aminoácidos. 
 Genes S e s (cromossoma 4) estão estreitamente unidos ao locus MN e são expressos pela 
glicoforinaB (GPB) 
 São recetores para o complemento, para citocinas, bactérias, vírus e parasitas como o 
Plasmodio falciparum 
 Exclusivos dos eritrocitos 
 A GPA e a GPB são pontos de ancoragem para 43 antigénios dos sistemas MNSs. 
 A ausência de GPA no homem determina um grupo sanguíneo denominado En(a-) 
 A ausência de GPA e GPB no mesmo indivíduo determina um fenótipo denominado Mk 
 A ausência apenas da GPB determina a falta dos antigénios S e s. 
 Anticorpos MNS: 
Anti-M: mistura de IgM e IgG que produz reações fortes de aglutinação com GV MM e 
reações fracas com GV MN (efeito de dose). Reaje a baixas temperaturas. Existem casos de 
DHRN. 
Anti-N: IgM natural não implicado em RTH nem DHRN. 
Anti-N like: em doentes submetidos a diálise, o equipamento de diálise é esterilizado com 
formaldeído que altera o Ag N, surgindo como uma substância estranha ao organismo → produz 
um anti-N, idependentemente do fenótipo. 
Anti-S: surge mediante estímulo antigénico por GV estranhos e é do tipo IgG. Está implicado 
em RTH e DHRN 
Anti-s: comportamento idêntico ao anti-S mas observa-se mais raramente 
 
Grupo Sanguíneo P e Antigénios relacionados 
 Considera-se hoje, que apesar de P1, P e Pk, derivarem de um precursor comum, os genes que 
controlam o seu desenvolvimento, quase de certeza que não são alelos, pelo contrário, localizam-
se em Loci independentes. 
 1990 – remeteram os Antigénios P e Pk para uma colecção sem classificação, porque apesar de 
se relacionarem, era desconhecida a natureza genética da associação que demonstravam 
 1991 – são ceramidas e deram-lhes a designação de globosidos, devido à sua composição 
química 
 Devido às relações serológicas entre P1, P e Pk, estes Antigénios são sempre considerados 
como pertencentes ao grupo P, mas apenas para simplificar a teoria 
 O Ag do grupo P é produto de um gene do Cr3q 
 Os genes para este sistema são independentes de Hh, AB0, Le le e Ii 
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35 
 A designação P correspondia a 1 Ag presente em quase todos os GV humanos, a designação foi 
depois alterada para P1, que se considera o único Ag deste sistema. 
 Estes Antigénios são constituídos pela adição de açúcares a glicoesfingolípidos precursores 
(idêntico à formação dos Antigénios A, B, H) 
– Lactosilceramida + Gal* → Ag Pk + GalNAnticorpo* → Ag P 
– Nem Pk nem P conduzem ao desenvolvimento de P1: Paraglobosido+Gal*→AgP1 
* Gal: galacotosyltransferase; * NANTICORPO: N-acetylgalactosaminyltransferase 
 Fenótipo Pk quando este não se transforma em P e não tem P1; produzem aloanti-P 
 Fenótipo P2 quando os GV possuem P e não P1; produzem anti-P1 
 Fenótipo p quandoos GV não possuem P1, P e Pk; Existe a entidade anti-p que define este 
fenótipo muito raro (1 em 5.8 milhões). Assim p não deriva de um alelo amorfo. Produzem 
caracteristicamente um potente Anticorpo IgM, com especificidade P1+P+Pk, responsável por RTH 
e DHRN. Todas as pessoas p produzem também Anticorpos com especificidade única P1 e P. 
Cerca de metade das pessoas p produzem também Anticorpos só com especififcidade Pk 
 Fenótipo P1 com frequência de 75%, possui nos GV Antigénios P1, P e Pk 
 São receptores de adesão de microorganismos patogénicos. Também facilitam, como cofactor, a 
entrada do HIV 
 O Ag P é recetor de eritrovirus. O eritrovirus infeccioso B19 causa eritema em crianças e adultos 
e certas complicações como a Anemia Aplásica grave. 
 Anticorpos Grupo Sanguíneo P: 
Anti-P1: frequentemente no soro dos indivíduos P2. Não tem significado clínico, contudo 
existem relatos de destruição de GV in vivo; encontra-se um potente anti-P1 nos doentes sem Ag 
P1 e com quisto hidático; ocorre elevada incidência de anti-P1 em doentes sem P1 e parasitados 
pela fascíola; muito raramente é reativo a 37ºC, e neste caso fixa o complemento e é clinicamente 
significativo 
Anti-P: frequentemente no soro dos indivíduos P1, Pk e p. É clinicamente significativo, 
receptores com fenótipo Pk têm que receber GV sem Ag P. Estão descritos abortos em mulheres p 
e Pk. O autoanti-P (Anticorpo de Donath-Landsteiner) é responsável pela hemoglubinúria 
paroxística a frio. 
Anti-P1+P+Pk: com especificidades inseparáveis, frequentemente no soro dos indivíduos p 
e é responsável por RTH e DHRN 
Anti-p:tem uma especificidade contra todas as formas de paraglobosidos sialados 
(precursores das substâncias antigénicas do grupo P). 
 
 
 
 
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36 
Sistema Lutheran: 
 Antigénios mais importantes em transfusão: Lua e Lub; encontram-se em glicoproteinas e estão 
pouco desenvolvidos no nascimento 
 Fenótipo Lu(a-b+) é o mais frequente (92%) 
 Interagem na receção de moléculas durante a eritropoiese 
 Fenótipo Lu(a-b-) é muito raro e pode surgir por 3 circunstâncias diferentes: 
1. Herança de gene amorfo Lu 
2. Devido a 1 gene inibidor, independente de Lu 
3. Devido a 1 gene supressor recessivo do cromossoma x 
 Anticorpos Lutheran: 
Anticorpos deste sistema surgem muito raramente, encontrando-se também na ausência de 
estímulo por GV. 
Ao anti-Lua não se atribui nenhum caso de DHRN nem RTH 
O anti-Lub está implicado na DHRN e em RTH 
Sistema Duffy (Fy) 
 Descobertos os Anticorpos em 1950 em hemofílicos politransfundidos. Braço longo Cr1 
 Antigénios mais importantes: Fya e Fyb, produto de 2 alelos e expressam-se em glicoproteinas 
 Os indivíduos de origem africana com o fenótipo Fy(a-b-) não produzem anti-Fya nem anti-Fyb 
após estímulo com GV Fy(a+) e Fy(b+). Estes possuem um alelo Fyb amorfo. 
 Os indivíduos de origem diferente, raramente são Duffy negativos, mas nesta situação produzem 
anti-Fya e anti-Fyb 
 Esta situação sugere que o fenótipo Fy(a-b-) provém de genes diferentes, consoante cada 
população 
 Certos autores explicam a situação com a demonstração de mutações nas populações 
Caucasianas 
 Alguns parasitas da malária (Plasmodium knowlesi e vivax) invadem os GV do hospedeiro 
através dos Antigénios Fy. Indivíduos Fy(a-b-) não são infectados pelos parasitas referidos 
 A alta frequência deste fenótipo nos indivíduos de origem africana foi consequência da selecção 
natural ocorrida após muitas gerações 
 São receptores multiespecíficos de Quimiocinas 
 Anticorpos Duffy: 
Anticorpos quase sempre IgG que Activam o complemento 
Causam RTH e DHRN 
Ag Fya é mais imunogénico sendo por isso mais frequente o anti-Fya 
Anti-Fyb é mais comum em receptores que desenvolvem múltiplos anticorpos 
Na PAI, o tratamento enzimático dos GV (ficina, papaina, bromelina) destrói os antigénios 
Fya e Fyb, Anticorpo muito útil na descriminação de múltipos anticorpos 
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37 
 
Sistema Kidd (Jk) 
 Este sistema é de grande importância, porque Anticorpoima de tudo está associado com RTH 
tardias 
 Sabe-se pouco sobre a natureza bioquímica dos Antigénios Jk, mas é assumido que se 
expressam por glicoproteinas, definidas pelos genes alélicos Jka e Jkb. Estas glicoproteinas 
transportam a ureia através da membrana dos GV 
 O raro fenótipo Jk(a-b-) deriva do alelo silencioso Jk 
 Fenótipo Jk(a+b+) é o mais frequente 
 Anticorpos Kidd: 
São da classe IgG e ativam o complemento 
Resultam de estímulo transfusional ou gravidez 
Depois da produção estes Anticorpos geralmente baixam o título a níveis indetectáveis, 
passando muitas vezes despercebidos nos testes pré-transfusionais, dando origem às reações 
transfusionais tardias. É com este tipo de Anticorpos que é muito útil o plietilenoglicol (potenciador 
das reações) 
Estão implicados na DHRN 
 
DÁDIVA DE SANGUE 
IPST: 
 Organização: 
 
 Processo: 
 
Instituto 
Português do 
Sangue e da 
Transplantação
Porto Lisboa Coimbra
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38 
 Triagem: 
1. Preenchimento de Questionário 
2. Medição da Pressão Arterial 
3. Medição da Hemoglobina 
Homens: ≥ 13,5 g/dl 
Mulheres: ≥ 12,5 g/dl 
 Testes Laboratoriais: 
Serologia e TAN 
HBV (Ag HBs e Ac HBc), HCV (Ac anti-HCV e ácidos nucleicos), HIV (ac’s anti-HIV-1 
e - 2 e acidos nucleicos), Treponema pallidum (ac’s), HTLV (ac’s anti-HTLV-I/II) – 1a vez 
Bioquímica 
ALT 
Imunohemoterapia 
Grupagem AB0 e RH, PAI 
 Selecção de Dadores (colheita ST) 
A seguranca transfusional começa com a criteriosa selecção dos dadores de sangue: 
Podem dar sangue todas as pessoas que: 
Bom estado de saúde 
Hábitos de vida saudáveis 
Peso ≥ 50Kg 
Entre 18 e 65 anos 
♂: 3 em 3 meses (4 x ano) 
♀: 4 em 4 meses (3 x ano) 
Observação pelo médico – salvaguardar a saúde do dador bem como a do doente que irá 
receber o sangue 
História clínica com hábitos de vida - não pode dar sangue se: 
Utilização drogas via endovenosa 
Sexo a troco de dinheiro ou drogas 
Contactos sexuais com múltiplos parceiros 
Se e parceiro sexual com qualquer dos grupos anteriores ou de seropositivos para o 
HIV e portadores crónicos dos vírus das hepatites B e C 
Tem história familiar de Doença de Creutzfeldt-Jacob e variante 
Fez tratamento com hormona de crescimento, pituitaria ou gonadatrofina de origem 
humana 
fez transplante 
tem epilepsia, diabetes insulino-dependente ou hipertensão grave 
Teve paludismo/ malária nos últimos 3 anos 
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Teve parto nos últimos 12 meses 
Fez transfusão depois de 1980 
Foi operado nos últimos 6 meses 
Fez endoscopia nos últimos 12 meses 
Fez tatuagem ou piercing nos últimos 12 meses 
Teve um novo(a) parceiro (a) sexual nos últimos 6 meses 
Depois da historia clinica o dador e submetido a um exame sumário com: 
Medição do pulso (50-110 pulsações/min.) 
Medição tensao arterial (diastólica<100 mm Hg; sistolica<180 mm Hg) 
Hb (♂ ≥ 13,5g/dl; ♀ ≥12,5g/dl) 
Se houver anomalia o dador poderá ser suspenso temporária ou definitivamente 
(eliminado) dependendo da situação 
Eliminação de Dadores 
Doença autoimune 
Doenca cardiovascular 
Doença do sistema nervoso central 
Doença maligna ou antecedente da mesma 
Poderá haver excepções em alguns casos concretos 
Colheita de Sangue a Dadores (colheita ST) 
Selecção da veia e procedimento de desinfeccao da pele com solução antiséptica 
antes da venopunção. Nao voltar a tocar na pele. 
Comprovar que existe uma correcta identificação do dador nas etiquetas do sistema 
de sacos (identificação simultânea nos tubos) 
Colheita realiza-se mediante punção única (movimento firme e rapido), em sistema fechado 
e esteril que sera inspeccionado visualmente antes do uso: 
Pressionar p/verificar que o sistema de sacos não tem fugas 
A solucao anticoagulante tem que se apresentar transparente 
O sistema de sacos (saco mãe e sacos satélite) unem-se por tubuladuras que 
garantem a separação dos componentes de forma fechada e asséptica 
Saco mãe (produto inicial para a preparação dos outros componentes): 
63 ml de anticoagulantes e conservantes CPD (citrato, fosfato, dextrose). O citrato 
capta os ioes Ca impedindo a coagulação; o fosfato liga-se aos iões H resultantes do 
metabolismo dos eritrocitos e a dextrose permite a produção de ATP pela via glicolitica – 21 
dias de conservação. 
A solução CPD-A (citrato, fosfato, dextrose e adenina) – a adenina ↑ a taxa de sintese 
de ATP – tempo de conservação ↑ para 35 dias 
O aditivo SAG-M (salino, adenina, glucose, manitol) ↑ a conservacao para 42 dias 
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40 
 
Concentrado Eritrocitário 
 Contém: 
SAG-M 
Cloreto de Sodio (isotonicidade) 
Adenina (produção de ATP) 
Glucose (produção de ATP) 
Manitol (produção de ATP) 
 Durante todo o processo tem que se garantir a homogeneização do sangue com o 
anticoagulante e aditivos (agitação constante) 
 É recomendável que a colheita não ultrapasse 10 min. (numa colheita demorada não se devem 
obter as plaquetas) 
 A unidade de sanguetotal deve conter cerca de 450 ml 
 Manter o dador em vigilancia 
 Recuperação/Vigilância 
Faz-se com uma pequena refeição, durante a qual as reacções do dador são observadas 
Reacções adversas podem acontecer: 
Síncope (reacção Vasovagal) – fraqueza, sudação, tonturas, palidez, perda do conhecimento, 
convulsões 
Náuseas, vámitos 
Hematoma 
Paragem cárdio-respiratória 
 Obtenção dos componentes sanguíneos (colheita ST) 
Após a colheita, o saco deve permanecer em repouso } 2 horas para promover a fagocitose 
de bactérias residuais, o arrefecimento da unidade e a estabilização dos seus componentes 
A separação em componentes faz-se ate 8 horas após colheita ou ate 24 horas se as 
unidades sao colocadas sob placas de butanodiol – estas estão no frigoríco a 4ºC. 
Quando sobre as unidades mantém-nas a •} 22ºC, apressando o arrefecimento das 
unidades e facilitando a fagocitose 
 Separação dos componentes (colheita ST) 
Consiste na separação do sangue total nos seus vários componentes: 
Concentrado Eritrocitário (CE) 
Concentrado Plaquetário (CP) 
Plasma Fresco Congelado (PFC) 
Crioprecipitado (Crio) 
 
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41 
Os diferentes componentes são separados por centrifugação devido as suas diferentes 
massas: 
As celulas do sangue sedimentam segundo o tamanho e densidade. Tambem 
interferem a viscosidade do meio e a temperatura 
Implica padronização da velocidade, tempo e temperatura da centrifugação. 
São definidos programas nas centrífugas para os quais também são levados em 
conta os ≠ tipos sacos de colheita. 
Para uma centrifugação correcta: 
Os contentores (copos) devem ser correctamente tarados 
Colocados na centrífuga diametralmente opostos ou em estrela 
Os sacos e as tubuladuras tem que estar bem acondicionados nos copos, assim 
como os filtros que façam parte do sistema 
Qualquer erro de taragem ou de acondicionamento altera a qualidade dos 
componentes e danos nas centrífugas. 
Desleucocitação 
Circular Normativa 009/CNIPS/97: todos os componentes celulares tem que ser 
desleucocitados com vista: 
Ao aumento da Qualidade dos componentes 
A melhoria das condicoes de conservação 
A diminuição do no de reacções transfusionais 
A circular normativa surgiu devido à evidência de transmissão por transfusão da nova 
variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (BSE doença das vacas loucas), sendo os 
leucocitos o principal veículo de contaminação. 
Método de Plasma Rico em Plaquetas 
1ª centrifugação (baixa rotação)- 1000rpm. Os eritrocitos e alguns leucocitos 
sedimentam e as plaquetas ficam em sobrenadante (no plasma do saco mae- PRP) 
Coloca-se cuidadosamente o saco num expressor manual e os sacos satelite sobre a 
bancada de trabalho de modo a observar a entrada do PRP noutro saco, selam-se as 
respectivas tubuladuras. Depois da passagem pelos filtros, obtem-se: 1 CE e 1 PRP 
desleucocitados 
2ª centrifugação (forte) - 3000rpm. As plaquetas sedimentam e faz-se passar o 
plasma para outro saco satelite. Obtem-se: 1 CPD e 1 PFCD 
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42 
 
 Método Buffy-Coat 
1ª centrifugação (forte e longa)- 3900rpm 25 min. Obtem-se 1 CEB e 1 PPP. A partir do CEB 
faz-se passar todo o BC para um saco satelite e fica-se com o CE 
2ª centrifugação do BC (baixa e rapida)- 850rpm 5 min. As plaquetas permanecem em 
sobrenadante que se passam para outro saco satélite. 
 
 
 Inativação das Plaquetas 
Inicia-se apos os CP´s estarem pelo menos 2 horas em constante agitação, a 22°C; 
Permite inactivar grande variedade de agentes patogénicos: vírus, bactérias, parasitas e 
leucocitos; 
 Aumenta a validade dos CP´s para 7 dias. 
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43 
 
 Metodo Whole Blood (WB) (nao se separam plaquetas) 
Inicia-se pela desleucocitacao do sangue total 
Uma centrifugação forte - 5000rpm a 4ºC 
Obtém-se 1 CE desleucocitado e 1 PPP 
 
Crioprecipitado (Crio) 
 Provém do PFC 
 O PFC e descongelado durante ≃ 18h (2-6oC) 
 Apos centrifugação forte, obtem-se o Crio e o PSC 
(Plasma Sobrenadante Crio) 
 O Crio é constituido por: factor VIII, factor XIII, factor 
Von Willebrand, fibrinogénio e fibronectina. 
 
 
 
 
 
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44 
 Armazenamento dos CS 
Os CP sao muito influenciados pelas condições de armazenamento, necessitam de uma 
oxigenação, Temp. e pH rigorosos: 
Os sacos satelite p/este componente sao permeaveis aos gases 
A câmara de agitação de plaquetas tem que estar sempre fechada, com grafico de temp. 
sempre controlado com alarme 
O volume de plasma que contem as plaquetas tem que ser o suficiente (50 a 60 ml) para 
garantir um pH entre 6.4 e 7.4 
O PFC, independentemente do metodo de separação é sempre processado da mesma 
forma. 
Congelação rapida a -40ºC, 30min. 
Armazenamento a -60ºC 
A congelação rapida impede que a formacao de gelo desloque os solutos plasmaticos de 
forma descontinua, ficando estes homogeneamente retidos no gelo formado. 
 Controlo de Qualidade dos CS 
Mede os desvios relativamente a todas as especificacoes estabelecidas para cada 
componente, resultantes de consenso internacional. 
Ex: cada componente obedece a um peso especifico 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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45 
Aula 10: 
 
 
Mecanismo de ação do amotosaleno para a inativação de Plaquetas: 
 
 
 
 
 
 
Inativação Fotoquímica (Photochemical Reaction): 
 Ligação fotoativada do amotosaleno (psoraleno) ao RNA/DNA dos microorganismos, leva à 
efetiva inativação destes. O psoraleno é utilizado para inativação fotoativada de componentes de 
plaquetas. O amotosaleno é um aminopsoraleno pela introdução de um grupo com carga positiva, 
resultando em formação de fotoadutos com ligação mais forte com os ácidos nucleicos. 
 
Pools de plaquetas 
 Obtenção 
Para uma Pool de plaquetas ser inativada 
necessita ter um volume compreendido entre 300 
e 420 ml e estar em constante agitação pelo 
menos 2 horas, período que se pode estender até 
às 24 horas, a uma temperatura de 22°C. 
 
 Inativação 
1.Agitação 2h 
2.Conexão do kit da Intercept 
3.Adição do amotosaleno 
4.Aplicação da radiação UV 
5.Adsorção do amotosaleno (CAD - dispositivo de adsorção do composto) residual e 
outros produtos 
6.Armazenamento 
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46 
Testes pré-Transfusionais 
 Procedimentos com o objectivo de garantir que os GV transfundidos tenham a maior sobrevida 
possível no receptor: 
1. Correcta identificação da amostra de sangue do receptor com: 
 
 
 
 
 (se o doente já possuir ficha transfusional os 
resultados devem ser sempre comparados com os anteriores) 
2.Testes no sangue do Dador: 
transfundir 
3.Testes no sangue do Receptor: 
 Grupagem ABO e Rh(D) 
 Não se procede à pesquisa 
de Dfraco 
 PAI e eventual IDA 
 
 
4.Selecção do CE para Transfusão: 
 Receptor deve receber CE ABO idêntico ou ABO compatível 
 Receptor Rh – tem que receber CERh – 
 Se detectados anticorpos clinicamente significativos, deve ser seleccionado CE que não 
contenha os Antigénios correspondentes 
 
5.Prova de Compatibilidade (PC): 
– fazer reagir o soro ou plasma do receptor com os GV do dador, prevenindo 
reacção incompatível com vista à segurança imunológica 
– inclui salino à T.A. – detecção de incompatibilidades ABO e outros Acs IgM (Le, 
Lu, M, N, P1, I). TAI, com incubação a 37ºC (Acs IgG de significadoclínico). 
– envia-se CE isogrupal ABO e Rh(D) (ou O, Rh-) e inicia-se de imediato a PC e 
PAI. 
 
 
 
 
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47 
 Interpretação das Provas de Compatibilidade: 
PAI +;PC - 
Anticorpo do doente reage com GV de pesquisa e não reage com GV do dador 
Resolução: Não transfundir sem identificar Anticorpo 
PAI -PC + 
Dador com TAD +; Grupagem errada 
Resolução: Não transfundir. Repetir ABO, Rh e PAI e realizar TAD ao dador. 
 PAI+ PC+ 
Doente com Ac ou Acs; Dador com Ag correspondente 
Resolução: Não transfundir. ID 
 PAI- PC- 
Transfundir 
 
Rotulagem do componente a transfundir: após transfusão, a frente deste rótulo é 
destacada e colada no processo do doente (registo da unidade transfundida –Dec. Nº 16/95, de 29 
de Maio 
 
 
 
 
 
O verso do rótulo devidamente preenchido deve ser devolvido ao serviço de Imuno-
Hemoterapia, nas 24 horas seguintes 
dimentos referidos, existe o risco residual: 
Troca de amostras (erro grosseiro) 
 
 
 
 Quando dador e receptor têm o mesmo ABO e RhD, mesmo que não se façam mais testes – a 
compatibilidade verifica-se em cerca de 98% dos casos; 
 Erros de identificação podem ser evitados a partir de uma criteriosa atenção; 
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48 
 Mas devem ser sempre realizadas as provas de compatibilidade; 
 Tem que ser feita uma verificação final de todos os detalhes, desde os rótulos dos sacos de 
sangue com o nome do recetor até à ficha transfusional do mesmo; 
 Auditorias regulares à prescrição e utilização médica de componentes sanguíneos disciplina a 
boa prática transfusional. 
 
 Considerações Clínicas e Aplicações Terapêuticas dos Diferentes Componentes 
Sanguíneos 
Princípios da Terapêutica 
necessidades específicas de um doente e garantir a utilização óptima do sangue 
A reposição de um componente é somente uma medida transitória devido ao curto tempo 
de vida dos seus constituintes 
 deficiência voltará a produzir-se a menos que a causa da mesma seja devidamente 
identificada e corrigida 
PRINCIPIO 1 
A CAUSA DA DEFICIÊNCIA TEM QUE SER SEMPRE IDENTIFICADA 
deve conter a máxima concentração desse componente e quantidades mínimas de outros 
PRINCIPIO 2 
SÓ SE ADMINISTRA O COMPONENTE DEFICITÁRIO 
-se 
aproximadamente a partir do peso corporal 
Hbde 1g/dl ou de 3% do Ht 
podem ser inferiores aos que foram calculados pqos 
cálculos que se se efectuam supõem um estado constante, sem ter em conta a distribuição 
extravasculardo componente em questão. 
 
PRINCIPIO 3 
O componente sanguíneo e a sua administração tem que oferecer a máxima confiança 
ípio refere-se à importância da maior sobre vida possível dos produtos 
sanguíneos depois da transfusão 
 À redução máxima possível de reacções transfusionais – a transfusão de qualquer 
componente sanguíneo está sempre associada ao risco das reacções adversas 
 
 
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49 
 Aplicações Terapêuticas ST 
ST (450 ±45 ml) 
Restaurar ou manter o volume de sangue e de GV nas perdas agudas e maciças de 
sangue –previne o choque hemorrágico 
–cirurgias cardíaca e ortopédica em crianças 
Acontecem índices elevados de RT alérgicas, sobre carga circulatória, distúrbios de 
coagulação. 
elementos do sangue ficam 
muito diluídos) tem que ser monitorizada a função hemostática, porque no ST após 
armazenamento as plaquetas e os factores de coagulação deixam de funcionar. 
componentes 
adequados 
 
 Aplicações Terapêuticas dos Diferentes Componentes Sanguíneos 
 ST com armazenamento < 4-5 dias é usado na exsanguíneo transfusão em RN porque o 
sangue fresco tem baixa [K ] sendo bem tolerado pelo RN, para além de adequado nível de 2,3-
difosfoglicerato para a oxigenação dos tecidos. Também há uma mais rápida libertação de O2 para 
os tecidos. 
 Melhores resultados com CE “ solidarizado”. Reconstituição baseada nas 
necessidades do RN: CE+CP+PFC, essencialmente na transfusão de pequenos volumes. 
 
 CE (200-250 ml) 
O objetivo da transfusão de CE, quer no adulto quer na criança, é promover o aporte de O2 
aos órgãos e tecidos. Contudo, definir o que constitui uma oxigenação adequada, isto é, se o O2 
libertado pela Hb é suficiente para cobrir as necessidades dos órgãos e tecidos é, na prática atual, 
impossível. 
 
causa maligna 
transfusão de CE, a decisão é sempre ponderada com outros factores do estado de saúde e 
relativamente a terapêuticas alternativas. Reunião de Consenso – ISBT2002 (Vancouver) 
 CE Lavado 
Reacções Alérgicas: a ausência de plasma reduz os riscos de reacções alérgicas a 
proteínas plasmáticas e aos anticoagulantes. 
Défice de IgA: Imunodeficiência Primária que confere aumento de susceptibilidade à 
infecção e a problemas alérgicos, como asma. 
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50 
Em pediatria, quando em grandes transfusões, se não existir CE “fresco”, este tem que 
ser lavado. Ex: redução do K, retirar certos aditivos como o manitol que tem efeito diurético. 
 CE Irradiado 
 
 Aplicações Terapêuticas CE 
Têm sempre em conta: 
-mucosa, Astenia, Desorientação/ 
Confusão, Taquicardia, dispneia. 
- adaptados ao estado de anemia 
 
 Quando Transfundir: 
Hb: 7 -9 g/ dL: depende do médico. Transfusão indicada para doentes com mais de 60 anos 
de idade com doença cardiovascular e respiratória, 
doentes com cancro, em quimioterapia, etc. 
Hb inferior a 6 -7 g/ dL: transfusão de CE quase 
sempre indicado EXCEPTO nos casos cronicamente 
adaptados. 
Reunião de consenso – I SBT 2 0 0 2 ( Vancouver) 
Hemorragia aguda, politrauma, cirurgia - manter Hb acima 
de 10 g/ dL. 
Condições Intensivas com comprometimento 
pulmonar – manter Hb acima de 1 1 g/ dL. 
(Há autores que dizem que estes doentes depois de 
transfundidos tornam-se clinicamente mais graves). 
Em pediatria e acima de tudo no RN, a transfusão 
apresenta especificidades decorrentes da imaturidade dos 
órgãos e Sistemas (hematopoiese, coagulação) e da 
pequena volémia. 
 
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51 
 Quando Não Transfundir 
 Aumentar a sensação de bem-estar ou melhorar o estado nutricional dos doentes - 
bloqueio de produção – efeito sobre a MO; 
 Promover melhor cicatrização de feridas cirúrgicas; 
 Expandir o volume intravascular quando a capacidade de transporte de oxigénio estiver 
adequada; 
 Profilaticamente, na ausência de sintomas; 
 Nas anemias carenciaisem doentes hemodinamicamente estáveis. 
 
 Predominância de Transfusão de Concentrado Eritrocitario relativamente ao plasma e às 
plaquetas: 
 
Eritropoietina – hormona produzida predominantemente 
pelos rins em resposta à hipoxia. 
 É produzida em laboratório pela tecnologia de 
DNA recombinante e é chamada de eritropoietina 
humana recombinante (r-HuEPO) 
 Apesar de ser uma hormona e não CE, tem demonstrado eficácia na estimulação da 
produção de GV em doentes renais. 
 Apresenta efeitos secundários como hipertensão, encefalopatia e fístulas arteriais 
 Aplicações Terapêuticas CP 
CP (5.5 x 106) – dose usual num adulto com hemorragia trombocitopénica }5 a 6 CP 
standard ou 1 CUP 
Geralmente abaixo de 5x10-9/L 
 
de doenças malignas 
 
m 
hemorragia 
 
 
Também com as PLTs a Aloimunização é definida como o resultado da resposta imune do 
recetor contra as células transfundidas, não self, de um dador da mesma espécie. É confirmada 
pela identificação do Ac no receptor contra o/os Ags do dador 
O desenvolvimento de anticorpos contraos aloantigénios plaquetários com capacidade de 
destruição das plaquetas transfundidas é a maior complicação da Transfusão de PLTs. 
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52 
Contra-indicações (quando não há hemorragia ativa incontrolável) 
 
 
 
-esplenismo 
Púrpura trombocitopénica trombótica aos RN dão-se CP ABO compatíveis. Nos 
outros casos o mesmo critério é recomendável, mas geralmente a urgência deste tipo de 
transfusão não permite a selecção ABO. 
 Aplicações Terapêuticas PFC 
PFC (200 - 225 ml) 
 da coagulação quando não estão disponíveis os componentes específicos. O 
PFC mesmo após separação dos CRIO contém os factores de coagulação estáveis como II, VII, IX 
e X. 
 Correcção do défice em múltiplos factores (doença hepática, CID, transfusão massiva) 
 Púrpura trombocitopénica trombótica 
 Deficiência de antitrombina III (ATIII) 
PFC: todos os fatores da coagulação; complemento; isento de plaquetas: 220ml no 
tratamento de coagulopatias e queimados. 
Contraindicações 
 Como fonte de proteinas 
 Como fonte de imunoglobulinas 
*São administrados PFC ABO compatíveis. Só os dados clínicos específicos de cada 
doente determinam este tipo de transfusão 
 Aplicações Terapêuticas CRIO: 
Crioprecipitado: Composto de proteínas de alto peso molecular que se precipitam quando 
uma unidade de plasma é submetida a congelamento rápido (–60 a –80 ºC).• Rico em Fibrinogénio, 
F von Willebrand e FVIII da coagulação. A dose usual para transfusão é de uma unidade a cada 7-
10/Kg de peso. 
CRIO (10-15 ml). 
Contém factor VIII, fibrinogénio, factorXIII 
 
 
 
 
*Sempre que possível administram-se CRIOS ABO compatíveis 
 
 
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53 
 Velocidade da Transfusão 
•Não há velocidade óptima 
•No adulto sem problemas coronários admite-se velocidade de 10 a 15 mL/min. 
•No recém-nascido 3 a 15 mL/Kg/hora 
•Noutros doentes observar e aumentar a velocidade de acordo com a tolerância. 
•Iniciar lentamente sempre ±5mL/min 
•Nunca ultrapassar 4h 
 Transfusão autóloga 
A transfusão autóloga permite conservar os tock do banco de sangue e providencia 
unidades terapêuticas sem riscos transfusionais, porque neste caso o dador é o próprio doente 
3 modalidades de colheita: 
Pré-operatória 
É o processo mais comum, em que o doente colhe de 1 a 5 unidades, com uma 
semana de intervalo, sendo a última colhida com 1 intervalo mínimo de 72h antes da cirurgia 
Os doentes recebem um suplemento de Fe para melhor recuperação entre as 
colheitas 
As unidades são identificadas e ficam armazenadas até à cirurgia 
São administradas durante ou após a cirurgia 
Intra-operatória – hemodiluição 
Podem ser colhidas 1 ou 2 unidades de sangue (aspira-se do próprio local da 
cirurgia), com reposição de igual volume com soluções electrolíticas. As unidades são 
administradas durante ou após a cirurgia. 
Faz a recuperação celular 
Processo automatizado em que o sangue é colhido directamente do campo 
operatório, centrifugado, lavado, filtrado e reinfudido ao doente 
Pós-operatória – Cell-saver 
Faz a recuperação celular 
Processo automatizado em que o sangue é colhido directamente do campo 
operatório, centrifugado, lavado, filtrado e reinfudido ao doente 
É contraindicado em situação de bacteriemia ou células neoplásicas 
 O sangue é recuperado do dreno cirúrgico e posteriormente lavado, filtrado e 
reinfundidoao doente 
Na transfusão autóloga não há limite de idade e as crianças tbpodem integrar estes 
programas. As unidades são submetidas aos testes analíticos, de acordo com a legislação 
existente para o sangue homólogo. 
 
 
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54 
Aula 12 
Efeitos Adversos da TRANSFUSÃO SANGUÍNEA 
 Todos os dias o sangue é necessário e só o ser humano o pode doar. 
 Enquanto um doente com anemia pode necessitar de 1 ou 2 unidades de sangue, um doente 
com transplante de fígado pode necessitar de mais de 20 unidades de sangue e um doente com 
leucemia pode necessitar de mais de 100 unidades de componentes sanguíneos. 
 Reacções Transfusionais 
 
tomatologia e gravidade, desde sintomas ligeiros a 
situações fatais; 
imediata a anos depois (Tardia); 
- imunológicas, Infecciosas, outras 
, Actuar e Prevenir 
 Ser um Participante Activo numa Perspectiva de Hemovigilância 
O sangue é cada vez mais seguro porque se faz a selecção cada vez mais rigorosa dos 
dadores, utilizam-se testes cada vez mais sensíveis no rastreio de doenças transmissíveis pelo 
sangue e procede-se a um rigoroso controlo de qualidade. 
No entanto persiste o risco residual devido à complexidade do processo transfusional, aos 
limites dos testes de rastreio e ao erro humano. 
 ReacçõesTransfusionaisde causa Imunológica 
Imediatas: –minutos ou horas 
Hemolítica Aguda ou Imediata: é a destruição rápida de eritrócitos que ocorre 
imediatamente ou até às 24 horas seguintes à transfusão 
Hemolítica Tardia – dias ou meses 
Resposta anamnéstica a Acs. Transfusão ineficaz, baixa a Hb, surge icterícia. 
Frequentemente não há sinais clínicos; os anticorpos do Sistema Kidd são os que causam 
mais vezes estes sintomas; Os sintomas aparecem habitualmente entre 5-10 dias após transfusão 
e os mais frequentes são febre, diminuição da hemoglobina, icterícia e hemoglobinúria; em 6-10% 
dos casos pode haver hipotensão e insuficiência Renal. 
 Outras Reações: 
Púrpura pós-transfusional 
-10 dias) após a 
transfusão; por vezes durante a transfusão ocorreram reacções febris 
-1a negativo previamente imunizadas por gravidez 
ou transfusão 
plaquetas; há casos reportados após transfusão de plasma 
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55 
 Imediatas 
Sobre carga circulatória. Em doença cardíaca, idosos, crianças, anemia grave. Risco 
mortal. Aumento do volume sanguíneo pulmonar. Insuficiência cardíaca congestiva, dispneia, 
taquicardia, tosse seca 
Contaminação bacteriana. Frequente nos CP. Choque séptico com risco mortal. 
Bacteriémia no dador, na flebotomia, na separação dos componentes, na descongelação. Arrepios, 
febre, choque, hipotensão e outros 
 Reacções pseudo-hemolíticas. Destruição física dos GV. Sangue fora do prazo, má 
conservação, trauma mecânico,hemoglobinúria 
 Tardias 
Sobrecarga de ferro. Em poli-transfundidos (>100 transfusões) 
Transmissão viral. Hepatite B, C; CMV, HIV, HTLV; infecções por espiroquetas – Sífilis; 
doenças por protozoários – malária 
 
 Importância da Comunicação das Reações Transfusionais: 
Todas as reações têm que ser notificadas ao serviço de Imunohemoterapia porque 
Outro doente pode estar em risco (troca de identificação) 
Tem que se estudar a reação 
Tem que se Implementar medidas corretivas e/ou preventivas 
Só a recolha precisa e detalhada de todos os dados relativos aos efeitos adversos das 
transfusões poderá permitir: 
Analisar as circunstâncias de aparecimento 
Determinar a frequência das reacções 
Propor as medidas correctivas necessárias 
 
 Poderão os Riscos Infecciosos da Transfusão de Sangue serem eliminados?? 
As características dos agentes patogénicos que mais preocupações determinam na sua 
transmissibilidade por transfusão são as que ocasionam: 
Períodos longos de infecção assintomática; 
Indivíduos infectados e assintomáticos durante anos, são potenciais dadores de 
sangue; 
Transmissão eficaz e comprovada por componentes sanguíneos contaminados; 
Manifestação de doença grave nos receptores. 
Cada unidade de sangue é submetida aos seguintes exames laboratoriais: 
-Rastreio serológico da sífilis. 
-Pesquisa doantigéniode superfície do vírus da Hepatite B (Ag HBs). 
-Pesquisa do anticorpo contra o core do vírus da Hepatite B (Anti-HBc) 
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56 
As unidades unicamente Anti-HBc positivas deverão ser testadas para o anticorpo de 
superfície do vírus da Hepatite B (Anti-HBs). 
-Pesquisa de anticorpos para o vírus da Hepatite C (Anti-HCV). 
-Determinação da actividade da Alanina Amino Transferase (ALT) 
-Pesquisa de anticorpos para o vírus da Imunodeficiência humana (Anti-HIV1 e Anti-
HIV2). 
Pesquisa de anticorpos para o vírus da leucemia das células T do adulto (ou vírus 
linfotrópicodas células T humanas) – Anti-HTLV I/II. 
 
 E as Doenças infecciosas emergentes ?? 
 
 
 
 
 
-emerging” 
 
Fase Indeterminada: permanece cronicamente e de forma assintomática, ao longo da vida 
em 70 a 80% dos casos, com níveis baixos de parasitemia, podendo manifestar-se em caso de 
imuno-supressão 
Fases cardíaca e digestiva: progridem em 20 a 30% dos infectados que ao fim de algumas 
décadas, desenvolvem miocardite chagásica com cardiomegalia, arritmias, falência congestiva, 
tromboembolismo, aneurisma, de forma progressiva e finalmente fatal. 
 
 Vírus West Nile 
 RNA 
-60nm de Ø 
ocápside icosahedricae envelope 
 
 
Flavivirus 
Imunohemoterapia Laboratorial I 
Joana Franco 2º Ano ACSP 
57 
•Complexo antigénico da encefalite japonesa 
O agente etiológico é um arbovírusdo género flavivírus, pertencente ao complexo 
antigénicoda encefalite japonesa 
Espectro clínico da doença por WNV: 
 
No verão de 2004 foram diagnosticados dois casos de infecção pelo vírus do Nilo 
Ocidental em dois cidadãos irlandeses que tinham passado férias no Algave, na Ria 
Formosa. 
Este vírus foi transmitido pela picada de mosquitos Culex, que se infectaram ao picar 
aves selvagens.

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