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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE INSPEÇÃO DE PRODUTO ANIMAL.
PORTARIA Nº 5, DE 8 DE NOVEMBRO DE 1988.
O Secretário de Inspeção de Produto Animal, com base no disposto no artigo 99 , parágrafo 19,
letra g da Lei nº 1.283, combinado com o artigo 951 do Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal, aprovado pelo Decreto nº 30.691, de 29 de março de 1952, resolve:
I. Aprovar a Padronização dos Cortes de Carne Bovina, proposta pela Divisão de Padronização e
Classificação de Produtos de Origem Animal (DIPAC), que será divulgada através de ofício circular da
SIPA.
II. Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Vantuil Carneiro Sobrinho
ANEXO
PADRONIZAÇÃO
CONCEITUAÇÕES GERAIS
- CARCAÇA;
- MEIA CARCAÇA;
- QUARTO.
CONCEITUAÇÕES GERAIS
CARCAÇA
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Entende-se por carcaça o bovino abatido, sangrado, esfolado, eviscerado, desprovido de cabeça,
patas, rabada, glândula mamária (na fêmea), verga, exceto suas raízes, e testículos (no macho). Após a
sua divisão em meias carcaças retiram-se ainda os rins, gorduras perirrenal e inguinal, "ferida-de-sangria",
medula espinhal, diafragma e seus pilares.
A cabeça é separada da carcaça entre o osso occipital e a primeira vértebra cervical (atlas). As
patas dianteiras são secionadas à altura da articulação carpometacarpiana e as traseiras na
tarsometatarsiana.
CONCEITUAÇÕES GERAIS
MEIA CARCAÇA
Resulta do corte longitudinal da carcaça, abrangendo a sínfise isquiopubiana, a coluna vertebral e
externo.
CONCEITUAÇÕES GERAIS
QUARTO
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Resulta da subdivisão da meia-carcaça em traseiro e dianteiro, por separação entre a quinta e a
sexta costelas. A incisão deverá ser feita a igual distância das referidas costelas, alcançando as regiões
esternal (peito) e da coluna vertebral, à altura do quinto espaço intervertebral.
O quarto dianteiro corresponde à porção anterior (cranial) da meia-carcaça e o quarto traseiro à
posterior (caudal).
SUBDIVISÃO DA MEIA CARCAÇA EM GRANDES PEÇAS E CORTES
QUARTO DIANTEIRO
Resulta da subdivisão da meia-carcaça, após a retirada do quarto traseiro.
Limites:
- anterior (cranial): superfície do corte transversal das massas musculares, ao nível da articulação
do atlas com o occipital.
- posterior (caudal): face posterior da quinta vértebra torácica, bordas posteriores da quinta
costeIa e sexta estérnebra, extremidades esternais das sexta e sétima costelas, com suasmassas
musculares;
- inferior: face articular do carpo
O quarto dianteiro é subdividido em grandes peças, que são:
- paleta
- dianteiro-sem-paleta
QUARTO DIANTEIRO
PALETA
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A paleta é uma grande peça obtida por seção dos músculos em torno das regiões escapular e
braquial, que as separam da grande peça dianteiro-sem-paleta.
Limites:
- inferior: face articular do carpo
- anterior: pescoço
- medial: acém, costela, do dianteiro e peito
Bases ósseas:
- escápula, úmero, rádio, ulna (cúbito) e carpo
Componentes musculares:
- cutâneo omobraquial
- deltóide
- supra-espinhoso
- infra-espinhoso
- redondo menor
- subescapular
- redondo maior
- grande dorsal
- tríceps braquial
- tensor da fáscia antebraquial
- ancôneo
- bíceps braquial
- coracobraquial
- braquial
- extensor carpo-radial
- extensor digital comum
- extensor digital lateral
- abdutor longo do 1º dedo
- flexor cubital lateral
- flexor radial do carpo
- flexor cubital do carpo
- flexor digital superficial
- flexor digital profundo
- pronador redondo
Gânglios linfáticos regionais:
- pré-escapular
- subescapular (axilar).
Preparação do corte - O corte é obtido pela seção dos músculos em torno das regiões escapular anterior,
superior e posterior, bem como pelo deslocamento da medial.
A paleta é subdividida nos cortes:
- pá
- músculo-do-dianteiro
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QUARTO DIANTEIRO / PALETA
PÁ
Pá - É o corte constituído de massas musculares e bases ósseas correspondentes obtido da paleta
por separação do músculo do dianteiro.
Limite:
- inferior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível da articulação úmero-
radio cubital
Bases ósseas:
- escápula, úmero e ulna
Componentes musculares:
- cutâneo omobraquial
- deltóide
- supra-espinhoso
- infra-espinhoso
- redondo menor
- subescapular
- redondo maior
- grande dorsal
- tríceps braquial
- tensor da fáscia antebraquial
- ancôneo
Gânglios linfáticos regionais:
- pré-escapular
- subescapular
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares inseridas na
escápula, úmero e extremidade proximal da ulna.
A pá pode ser subdividida em outros cortes, que são:
- raquete
- peixinho
- coração-da-paleta
QUARTO DIANTEIRO / PALETA / PÁ
RAQUETE
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Termos utilizados:
- ganhadora, sete, língua e segundo coió.
É o corte constituído da massa muscular situada na porção posterior da espinha escapular (fossa
infra-espinhosa).
Limites:
- medial: fossa infra-espinhosa da escápula
-posterior: coração-da-paleta
- anterior: espinha da escápula
Base óssea:
- escápula
Componente muscular:
- infra-espinhoso
Gânglios linfáticos regionais:
- pré-escapular
- subescapular
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca e por arrancamento, do músculo inserido
na fossa infra-espinhosa.
QUARTO DIANTEIRO / PALETA / PÁ
PEIXINHO
Ternos utilizados:
- coió, lagartinho-da-pá, lombinho e tatuzinho-da-paleta.
É o corte constituído da massa muscular situada na porção anterior da espinha da escápula (fossa
supra-espinhosa).
Limites:
- medial: fossa supra-espinhosa da escápula
- posterior: espinha da escápula
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Base óssea:
- escápula (fossa supra-espinhosa)
Componente muscular:
- supra-espinhoso
Gânglios linfáticos regionais:
- pré-escapular
- subescapular
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca e por arrancamento, do músculo inserido
na fossa supra-espinhosa.
QUARTO DIANTEIRO / PALETA / PÁ
CORAÇÃO DA PALETA
Termos utilizados:
- centro-da-paleta, miolo-da-paleta, pá, cruz machado, carne-de-sete, posta-gorda e posta-de-
paleta.
É o corte constituído da massa muscular separada do peixinho, da raquete e demais músculos da
pá.
Limites:
- anterior: raquete
- inferior: músculo do dianteiro
Bases ósseas:
- escápula, úmero e extremidade proximal da ulna
Componente muscular:
- tríceps braquial
Gânglios linfáticos regionais:
- pré-escapular
- subescapular
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, da massa muscular inserida na borda
posterior da escápula, no úmero e extremidade da ulna, bem como de sua inserção com o corte músculo
do dianteiro.
QUARTO DIANTEIRO / PALETA
MÚSCULO DO DIANTEIRO
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Termos utilizados:
- braço e mão-de-vaca.
É o corte constituído das massas musculares que envolvem o rádio e a ulna, compreendidas entre
o coração-da-paleta e o carpo.
Limites:
- superior: coração-da-paleta
- inferior: face articular do carpo
Bases ósseas:
- úmero, rádio, ulna e carpa
Componentes musculares:
- bíceps braquial
- coracobraquial
- braquial
- extensor carpo radial
- extensor digital comum
- extensor digital lateral
- abdutor longo do 1º dedo
- flexor cubital lateral
- flexor radial do carpo
- flexor cubital do carpo
- flexor digital superficial
- flexor digital profundo
- pronador redondo
Gânglios linfáticos regionais:
- pré-escapular
- subescapular
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares inseridas no
úmero,rádio, ulna e carpo.
QUARTO DIANTEIRO
DIANTEIRO SEM PALETA
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É a grande peça constituída das massas musculares e bases ósseas correspondentes, obtida do
dianteiro, após a retirada da paleta.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível da articulação do atlas
com o occipital
- posterior: face posterior da quinta vértebra torácica, bordas posteriores da quinta costela e sexta
estérnebra, extremidades esternais das sextas e sétima costelas, com suas massas musculares
Bases ósseas:
- vértebras cervicais e as cinco primeiras torácicas; seis primeiras estérenebras, já secionadas
longitudinalmente; cinco primeiras costelas e extremidades esternais das sexta e sétima costelas
Componentes musculares:
- trapézio
- omo transversário
- braquiocefálico
- rombóide
- serrátil ventral
- esplênio
- longo da cabeça
- longo do atlas
- semi-espinhal cervical
- multífido cervical
- intertransversos cervicais
- oblíquo cranial da cabeça
- oblíquo caudal da cabeça
- reto lateral da cabeça
- reto ventral maior da cabeça
- reto ventral menor da cabeça
- reto dorsal maior da cabeça
- reto dorsal menor da cabeça
- escalenos
- serrátil dorsal cranial
- iliocostal torácico
- longo dorsal
- semi-espinhal torácico
- elevadores da costela
- cutâneo tóraco-abdominal
- intercostais externos
- intercostais internos
- longo do pescoço
- reto torácico
- peitoral descendente
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- peitoral transverso
- subclávio
- peitoral ascendente
- transverso torácico
Gânglios linfáticos regionais:
- atlóideo
- pré-escapular
- intercostais
- dorso-aórticos
- subescapular
- supra-esternais
- costo-cervical(gânglio-do-inspetor)
Preparação do corte - a corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares em torno das
regiões escapular e medial.
O dianteiro-sem-paleta pode ser subdividido em outros cortes:
- pescoço
- acém
- costela-do-dianteiro
- peito
- cupim (raças zebuínas)
QUARTO DIANTEIRO / DIANTEIRO SEM PALETA
PESCOÇO
É o corte constituído das massas musculares compreendidas entre o acém e a face anterior do
atlas.
Limites:
- anterior: face anterior do atlas, com suas massas musculares.
- posterior: superfície de corte das massas musculares ao nível da articulação cérvicotorácica,
borda anterior da primeira costela e da extremidade anterior do esterno
Bases ósseas:
- vértebras cervicais,já secionadas longitudinalmente.
Componentes musculares:
- trapézio, porção cervical
- omo transversário
- braquiocefálico
- rombóide, porção cervical
- serrátil ventral, porção cervical
- esplênio
- longo da cabeça
- longo do atlas
- semi-espinhal cervical
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- multífido cervical
- intertransversos cervicais
- oblíquo cranial da cabeça
- oblíquo cauda! da cabeça
- reto lateral da cabeça
- reto ventral maior da cabeça
- reto ventral menor da cabeça
- reto dorsal maior da cabeça
- reto dorsal menor da cabeça
- escalenos
- longo do pescoço
Gânglios linfáticos regionais:
- atlóideo
- pré-escapular
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares inseridas nas
vértebras cervicais, na borda anterior da primeira costela e na extremidade anterior do esterno.
QUARTO DIANTEIRO / DIANTEIRO SEM PALETA
ACÉM
Termos utilizados:
- agulha, lombo-de-agulha, alcatrinha, lombo-d'acém, tirante e lombinho-do-acém.
É o corte constituído das massas musculares situadas entre o pescoço e o filé-da-costela,
limitando-se, em sua porção inferior, com o corte da costela-do-dianteiro.
Limites:
- anterior: face anterior da primeira vértebra torácica, com suas massas musculares.
- posterior: face posterior da quinta vértebra torácica, com suas massas musculares.
- inferior: superfície do corte transversal das massas musculares, ao nível da porção dorsal das
cinco primeiras costelas.
- superior: cupim (raças zebuínas).
Bases ósseas:
- cinco primeiras vértebras torácicas, já secionadas longitudinalmente, e porção dorsal das cinco
primeiras costelas
Componentes musculares:
- trapézio, porção torácica
- rombóide, porção torácica
- serrátil ventral, porção torácica
- escaleno supracostal
- serrátil dorsal cranial
- iliocostal torácico
- longo dorsal
- semi-espinhal torácico
- elevadores das costelas
- intercostais externos
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- intercostais internos
- longo do pescoço
Gânglios linfáticos regionais:
- intercostais
- dorso-aórticos
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares inseridas nas cinco
primeiras vértebras torácicas e da porção dorsal das cinco primeiras costelas, individualizando-as do corte
costela-do-dianteiro.
QUARTO DIANTEIRO / DIANTEIRO SEM PALETA
COSTELA DO DIANTEIRO
Termos utilizados:
- costela e assado.
É o corte constituído das massas musculares e bases ósseas correspondentes às cinco primeiras
costelas, limitando-se em suas porções superior com.o acém e inferior com o peito.
Limites:
- anterior: borda anterior da primeira costela
- posterior: borda posterior da quinta costela
- superior: acém
- inferior: peito
Bases ósseas:
- cinco primeiras costelas
Componentes musculares:
- escaleno supracostal
- serrátil ventral, porção torácica
- reto torácico
- cutâneo tóraco-abdominal
- intercostais externos
- intercostais internos
Gânglios linfáticos regionais:
- subescapular
- costo-cervical
Preparação do corte - A partir do dianteiro-sem-paleta e pescoço, promove-se a seção da peça, por meio
de serra, da primeira à quinta costelas, em suas extremidades ventrais.
A seguir, faz-se a separação da peça, em plano superior e também por serra, partindose da porção
dorsal da primeira à quinta costelas.
A obtenção deste corte resulta na separação de dois outros, respectivamente, peito e acém.
A seção transversal da costela-do-dianteiro é uma variante conhecida como tira-da costela-do-
dianteiro.
QUARTO DIANTEIRO / DIANTEIRO SEM PALETA
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PEITO
Termo utilizado:
- granito.
É o corte constituído das massas musculares que recobrem o esterno e cartilagens costais,
limitando-se, em sua porção superior, como corte denominado costela-do-dianteiro.
Limites:
- posterior: face posterior da sexta estérnebra e extremidades esternais das sexta e sétima costelas.
- superior: costelas do dianteiro
Bases ósseas:
- seis primeiras estérnebras, já secionadas longitudinalmente; cartilagens costais correspondentes
e extremidades esternais das sexta e sétima costelas
Componentes musculares:
- peitoral descendente
- peitoral transverso
- subclávio
- peitoral ascendente
- intercostais externos
- intercostais internos
- transverso torácico
Gânglios linfáticos regionais:
- supra-esternais
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares inseridas nas seis
primeiras estérnebras, cartilagens, costais correspondentes e extremidades esternais das sexta e sétima
costelas.
QUARTO DIANTEIRO / DIANTEIRO SEM PALETA
CUPIM
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Termos utilizados:
- giba e mamilo.
É o corte constituído das massas musculares situadas dorsalmente ao acém.
Limite:
- inferior: acém
Bases ósseas:
- extremidades superiores das cinco primeiras apófises espinhais das vértebras torácicas e
cartilagem das escápulas.
Componentes musculares:
- rombóide
- trapézio
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca, das massas musculares acima da borda
superior das apófises espinhais das cinco primeiras vértebras torácicas e da cartilagem da escápula.
VISÃO DA MEIA CARCAÇA EM GRANDES PEÇAS E CORTES
QUARTO TRASEIRO
Resulta da subdivisão da meia-carcaça,após a retirada do quarto dianteiro, sendo também
conhecido como traseiro comum.
Limites:
- anterior: face anterior da sexta vértebra torácica, bordas anteriores da sexta costela e sétima
estérnebra
- posterior: face articular do tarso (garrão)
O quarto traseiro é subdividido em:
- traseiro-serrote
- ponta-de-agulha
QUARTO TRASEIRO
TRASEIRO-SERROTE
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É obtido do quarto traseiro após a retirada da ponta-de-agulha.
Preparação do corte - O corte é obtido pela incisão que se inicia na extremidade posterior do matambre
(músculo cutâneo tóraco-abdominal), junto ao gânglio linfático précrural, atinge a ponta da anca
(tuberosidade ilíaca), seguindo em linha reta até a sexta costela (primeira do traseiro-serrote), a uma
distância não superior a 4cm da borda lateral da porção muscular do contrafilé.
O traseiro-serrote é subdividido em grandes peças, tais como:
- lombo
- alcatra
- coxão
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE
LOMBO
Lombo - E a grande peça constituída das massas musculares e bases ósseas correspondentes, obtida do
traseiro-serrote, após a retirada da alcatra e do coxão.
Limites:
- anterior: corte transversal das massas musculares ao nível do espaço entre as quinta e sexta
vértebras torácicas
- posterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível de articulação
lombossacral.
Bases ósseas:
- as oito últimas vértebras torácicas (sexta a décima terceira) e as seis lombares, já secionadas
longitudinalmente, bem como a porção dorsal das costelas que permanecem no traseiro-serrote
Componentes musculares:
- glúteo médio
- iliocostais
- longo dorsal ("olho-do-lombo")
- semi-espinhal
- intertransversos lombares
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- retrato r de costelas
- multífidos
- trapézio, porção torácica
- rornbóide, porção torácica
- interespinhais
- grande dorsal
- elevadores das costelas
- intercostais externos
- intercostais internos
- quadrado lombar
- psoas maior
- psoas menor
- ilíaco
Gânglios linfáticos regionais:
- intercostais
- lombo-aórticos
- ilíaco interno
Preparação do corte - A partir do traseiro-serrote, o lombo é obtido por seção das massas musculares, ao
nível da articulação lombossacral, estendendo-se o corte até a extremidade anterior da ponta da anca
(tuberosidade ilíaca).
O lombo é subdividido nos cortes:
- contrafilé
- capa-de-filé
- filé mignon
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / LOMBO
CONTRAFILÉ
Termo utilizado:
- filé.
É o corte constituído das massas musculares compreendidas entre o acém e a alcatra, após a
retirada do filé-mignon e capa-de-filé.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível do espaço entre a quinta
e a sexta vértebras torácicas
- posterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível da articulação
lombossacral
Bases ósseas:
- as oito últimas vértebras torácicas (sexta a décima terceira) e as seis lombares, já secionadas
longitudinalmente, bem como a porção dorsal das costelas que permanecem no traseiro-serrote
Componentes musculares:
- glúteo médio
- iliocostais
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- longo dorsal
- semi-espinhais
- interespinhais
- intertransversos lombares
- retrator. da costela
- elevadores das costelas
- intercostais externos
- intercostais internos
- multífidos
Gânglios linfáticos regionais:
- intercostais
- lombo-aórticos
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação das massas musculares aderidas à porção das
costelas que permanecem no traseiro-serrote, às oito últimas vértebras torácicas (sexta a décima-terceira)
e às seis lombares, já secionadas longitudinalmente.
O corte transversal do contra-filé, quando acompanhado da base óssea correspondente, denomina-
se bisteca.
O contrafilé pode ser subdividido nos cortes:
- filé-de-costela
- filé-de-lombo
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / LOMBO / CONTRA-FILÉ
FILÉ-DE-COSTELA
Termos utilizados:
- entrecote e charneira.
É o corte constituído das massas musculares da parte anterior do contrafilé, entre o acém e o filé-
de-lombo.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível do espaço entre a quinta
e a sexta vértebras torácicas;
- posterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível do espaço entre a
décima e a décima-primeira vértebras torácicas;
- superior: capa-de-filé
Bases ósseas:
- as cinco primeiras vértebras do traseiro serrote (sexta a décima torácica), já secionadas
longitudinalmente, bem como a porção dorsal das costelas que permanecem no corte.
Componentes musculares:
- iliocostal torácico
- longo dorsal
- semi-espinhal torácico
- multífido torácico
- interespinhal torácico
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- elevadores das costelas
- intercostais externos
- intercostais internos
Gânglios linfáticos regionais:
- intercostais
- dorso-aórticos
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação da capa-de-filé e pela liberação das massas
musculares aderidas à porção dorsal das costelas que permanecem no traseiro serrote e as cinco primeiras
vértebras torácicas (sexta a décima), já secionadas longitudinalmente.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / LOMBO / CONTRA-FILÉ
FILÉ-DE-LOMBO
Termos utilizados:
- lombo, filé curto e filé.
É o corte constituído das massas musculares compreendidas entre o filé-de-costela e a alcatra.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível do espaço entre a
décima e a décima-primeira vértebras torácicas
- posterior: superfície de corte transversal das massas musculares ao nível da articulação lombos-
sacral
Bases ósseas:
- três últimas vértebras torácicas (décima-primeira à décima-terceira) e seis lombares, já
secionadas longitudinalmente, bem como a porção dorsal das costelas que permanecem no corte (décima-
primeira à décima-terceira)
Componentes musculares:
- glúteo médio
- iliocostal lombar
- longo dorsal
- multífidos
- intertransversos lombares
- interespinhais lombares
- elevadores das costelas
- intercostais externos
- intercostais internos
- retrator da costela
Gânglios linfátioos regionais:
- intercostais
- lombo-aórticos
- dorso-aórticos
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação das massas musculares aderidas às três últimas
vértebras torácicas (décima-primeira à décima-terceira), às seis lombares, já secionadas
longitudinalmente, e à porção dorsal das três últimas costelas do traseiro-serrote.
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O corte transversal do filé-de-lombo, com as bases ósseas correspondentes, da primeira à sexta
vértebras lombares, incluindo o filé-mignon, é conhecido como tibone.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / LOMBO
CAPA-DE-FILÉ
É o corte constituído das massas musculares sobrepostas ao filé-de-costela.
Limite:
- medial: filé-de-costela
Bases ósseas:
- cartilagem da escápula e apófises espinhais da sexta à décima vértebras torácicas, já secionadas
longitudinalmente
Componentes musculares:
- trapézio, porção torácica
- rombóide, porção torácica
- grande dorsal
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares sobrepostas ao filé-
de-costela.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / LOMBO
FILÉ-MINGNON
Termo utilizado:
- filé.
É o corte constituído das massas musculares aderidas à face ventral das três últimas vértebras
torácicas, seis lombares, ilíaco e fêmur (terceiro trocanter).
Limites:
- superior: face ventral das três últimas vértebras torácicas e das lombares
- posterior: ilíaco (coxal)
- inferior: fêmur (terceiro trocanter)
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Bases ósseas:
- as três últimas vértebras torácicas, as seis lombares, o ilíaco e ofêmur
Componentes musculares:
- psoas maior
- psoas menor
- ilíaco
- quadrado lombar
Gânglios linfáticos:
- ilíaco interno
- lombo-aórticos
Preparação do corte - O corte é obtido pela separação, à faca e por arrancamento, das massas
musculares aderidas às bases ósseas correspondentes, próximo do terceiro trocanter, até a liberação total
do corte.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / LOMBO
VARIANTES DO LOMBO / BISTECA
Termo utilizado:
- chuleta.
É o corte constituído de seções transversais das massas musculares e bases ósseas
correspondentes do lombo após a retirada do filé-mignon e da capa-de-filé.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível do espaço entre a quinta
e a sexta vértebras torácicas
- posterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível da articulação lombos-
sacral
Bases ósseas:
- as oito últimas vértebras torácicas (sexta a décima terceira) e as seis lombares já secionadas
longitudinalmente, bem como a porção dorsal das costelas que permanecem no traseiro-serrote.
Componentes musculares:
- glúteo médio
- iliocostais
- longo dorsal
- semi-espinhais
- interespinhais
- intertransversos lombares
- retrator da costela
- elevadores das costelas
- intercostais externos
- intercostais internos
- multífidos
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Gânglios linfáticos regionais:
- intercostais
- lombo-aórticos
Preparação do corte - O corte é obtido por seções transversais das massas musculares e bases ósseas
correspondentes constituídas da sexta à décima terceira vértebras torácicas, seis lombares e porção dorsal
das costelas que permanecem no corte.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / LOMBO
VARIANTES DO LOMBO / TIBONE
Termos utilizados:
- "T. Bone".
É o corte constituído de seções transversais das massas musculares e bases ósseas
correspondentes, compreendidas entre a primeira e a última vértebras lombares, abrangendo o filé-de-
lombo e o filé-mignon.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares e bases ósseas correspondentes,
ao nível do espaço entre a última vértebra torácica (décima terceira) e a primeira lombar.
- posterior: superfície do corte transversal das massas musculares e bases ósseas correspondentes,
ao nível da articulação lombossacral (sexta vértebra lombar e primeira sacral).
Bases ósseas:
- seis vértebras lombares, já secionadas longitudinalmente.
Componentes musculares:
- glúteo médio
- iliocostal lombar
- longo dorsal
- multífido lombar
- intertransversos lombares
- interespinhais lombares
- retrator da costela
- psoas maior
- psoas menor
- quadrado lombar
Gânglios linfáticos regionais:
- ilíaco interno
- lombo-aórticos
Preparação do corte - O corte é obtido por seção transversal das massas musculares e bases ósseas
correspondentes de parte do filé-de-lombo (primeira à sexta vértebras lombares), incluindo o filé-mignon.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE
ALCATRA
22
Termos utilizados:
- alcatra-grossa, coice e alcatre.
É o corte constituído das massas musculares compreendidas entre o lombo e o coxão.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares ao nível da articulação
lombossacral
- posterior: superfície do corte transversal das massas musculares que se limitam com o coxão, ao
nível da articulação sacrococcígea e da extremidade anterior do trocanter maior.
Bases ósseas:
- sacro, já secionado longitudinalmente, e ilíaco (coxal).
Componentes musculares:
- tensor da fáscia lata
- glúteo bíceps
- glúteo médio
- glúteo acessório
- glúteo profundo
Gânglios linfáticos regionais:
- sacrais
- isquiático
- glúteo
Preparação do corte - O corte é obtido, em sua parte anterior, pela separação, à faca, da articulação
lombossacral. Na extremidade posterior, faz-se um corte, à altura da articulação sacrococcígea, em
direção ao trocanter maior. A seguir, liberam-se as massas musculares aderidas aos ossos sacro e ilíaco. A
partir do trocanter maior, separa-se a maminha-da-alcatra de sua justaposição ao patinho.
A alcatra pode ser subdividida nos cortes:
- maminha-da-alcatra (constituída do músculo tensor da fáscia lata)
- picanha (formada de parte do músculo glúteo bíceps)
- coração-da-alcatra (constituído dos músculos glúteos médio acessório e profundo)
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE
COXÃO
23
Termos utilizados:
- coxão completo e toco.
É a grande peça constituída das massas musculares e bases ósseas correspondentes obtida do
traseiro-serrote, após a retirada da alcatra e do lombo.
Limites:
- anterior: superfície do corte transversal das massas musculares, ao nível da articulação
sacrococcígea e da extremidade anterior do trocanter maior, limitando-se com as massas musculares
posteriores da alcatra
- inferior: face articular do tarso
Bases ósseas:
- ilíaco, fêmur, patela (rótula), tíbia, fíbula (perônio) e tarso.
Componentes musculares:
- isquiocavernoso (no macho)
- sartório
- reto interno (grácil)
- pectíneo
- adutor
- semimembranoso
- semitendinoso
- glúteo bíceps
- vasto lateral
- reto femoral
- vasto medial
- vasto intermediário
- quadrado femoral
- gêmeos
- obturador externo
- obturador interno
- extensor digital longo
- extensor digital lateral
- extensor digital curto
- fibular longo (peroneal longo)
- fibular terceiro (peroneal terceiro)
- tibial cranial
- extensor digital longo do primeiro dedo
- gastrocnêmio
- sóleo
- flexor digital superficial
- flexor digital profundo
- poplíteo
24
Gânglios linfáticos regionais:
- poplíteo
- pré-crural
- inguinais
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares da peça ao redor do
fêmur, tíbia e articulação do tarso.
A musculatura que envolve tibia e fíbula, separada no presente corte, também faz parte do coxão.
O coxão subdivide-se em:
- coxão-mole
- coxão-duro
- lagarto
-patinho
- músculo-mole
- músculo-duro
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / COXÃO
COXÃO-MOLE
Termos utilizados:
- chã-de-dentro, chã, coxão-de-dentro, polpa e polpão.
É o corte constituído das massas musculares da face interna do coxão, separado do patinho, do
lagarto e do coxão-duro.
Limites:
- ântero-lateral: patinho
- superior: face ventral do ilíaco
- lateral: coxão-duro
- inferior: músculo-mole
Bases ósseas:
- ísquio, púbis, fêmur e tíbia (extremidade proximal)
Componentes musculares:
- sartório
- reto interno (grácil)
- pectíneo
- adutor
- semimembranoso
- gêmeos
- obturador externo
- obturador interno
- quadrado femoral
Gânglios linfáticos regionais:
- inguinais
- poplíteo
25
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares aderidas à face
ventral do ilíaco (púbis e ísquio), do fêmur e da tíbia (extremidade proximal). Separa-se ainda o corte de
suas ligações com patinho, coxão-duro e lagarto.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / COXÃO
COXÃO-DURO
Termos utilizados:
- coxão-de-fora, chandanca, posta-vermelha, perniquim, lagarto-plano, lagarto-chato, lagarto-
vermelho, chã-de-fora e lagarto-atravessado.
É o corte constituído da massa muscular da face lateral do coxão, separado do lagarto.
Limites:
- anterior: patinho e alcatra
- posterior: lagarto
- medial: coxão-mole
- inferior: músculo-mole
Bases ósseas:
- fêmur, ilíaco, tíbia e fíbula
Componente muscular:
- glúteo bíceps
Gânglio linfático regional:
- poplíteo
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares aderidas às faces
lateral do fêmur e ventral do ilíaco, extremidades proximais da tíbiae da fíbula. Separa se ainda o corte de
suas ligações com o músculo-mole, lagarto e coxão-mole.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / COXÃO
LAGARTO
26
Termos utilizados:
- lagarto-redondo, lagarto-paulista, lagarto-branco, posta-branca, paulista e tatu.
É o corte constituído da massa muscular localizada entre o coxão-duro e o coxão-mole.
Limites:
- ântero-lateral: coxão-duro
- inferior: músculo-mole
Bases ósseas:
- ilíaco (tuberosidade isquiática) e tarso (tuberosidade do calcâneo).
Componente muscular:
- semitendinoso
Gânglio linfático regional:
- poplíteo
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares aderidas ao coxão-
duro, coxão-mole e músculo-mole.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / COXÃO
PATINHO
Termos utilizados:
- bochecha, caturnil, cabeça-de-lombo e bola.
É o corte constituído das massas musculares da face anterior do coxão separado do coxão-mole,
do coxão-duro e da maminha-da-alcatra.
Limites:
- ântero-superior: maminha-da-alcatra
- póstero-lateral: coxão-duro
- póstero-medial: coxão-mole- inferior: músculo-mole
27
Bases ósseas:
- fêmur e patela
Componentes musculares:
- reto femoral
- vasto lateral
- vasto medial
- vasto intermediário
Gânglio linfático regional:
- pré-crural
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares aderidas à face
anterior do fêmur, após sua liberação do coxão-duro e do coxão-mole, com posterior retirada da patela.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / COXÃO
MÚSCULO-MOLE
Termos utilizados:
- músculo-de-primeira e "tortuguita".
É o corte constitu ído das massas musculares separadas do coxão-duro e coxão-mole, aderidas à
face posterior do joelho (articulação fêmoro-tibial).
Limites:
- anterior: fíbula e faces posteriores da tíbia e do fêmur
- lateral: coxão-duro
- medial: coxão-mole
- inferior: tendão calcaneano (garrão)
Bases ósseas:
- fêmur, tíbia, fíbula e tarso
Componentes musculares:
- gastrocnêmio
- sóleo
- flexor digital superficial
Gânglio linfático regional:
- poplíteo
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares aderidas às faces
posteriores do fêmur e da tíbia. Separa-se ainda o corte de suas ligações com o coxão-duro, com o coxão-
mole e com o lagarto.
QUARTO TRASEIRO / TRASEIRO-SERROTE / COXÃO
MÚSCULO-DURO
28
Termos utilizados:
- garrão, músculo-de-segunda, músculo-da-perna e canela.
É o corte constituído das massas musculares da perna, separadas do patinho e que estão aderidas à
tíbia e à fíbula.
Limites:
- posterior e lateral: tíbia e fíbula
- superior: patinho
- inferior: tarso
Bases ósseas:
- tíbia e fíbula
Componentes musculares:
- extensor digital longo
- extenso r digital lateral
- extensor digital curto
- fibular longo
- fibular terceiro
- tibial cranial
- extensor digital longo do primeiro dedo
- flexor digital profundo
- poplíteo
Gânglio linfático regional:
- poplíteo
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares aderidas às faces
posterior e lateral da tíbia e da fíbula. Separa-se ainda o corte de suas ligações com o patinho e com o
músculo-mole.
A seção transversal do corte músculo-duro, acompanhada das bases ósseas correspondentes, é
uma variante conhecida como ossobuco.
QUARTO TRASEIRO
PONTA DE AGULHA
29
Termos utilizados:
- costela-do-traseiro, pandorga e costelão.
É a grande peça constituída das massas musculares que recobrem as oito últimas costelas, a
última estérnebra, o apêndice xifóide e a região do vazio, obtida do traseiro-comum, na preparação do
traseiro-serrote ou especial.
Limites:
- superior: contrafilé
- posterior: patinho e maminha-da-alcatra
- anterior: bordas anteriores da sexta costela e sétima estérnebra
Bases ósseas:
- oito últimas costelas, última estérnebra (sétima), e apêndice xifóide.
Componentes musculares:
- cutâneo toraco-abdominal (matambre)
- grande dorsal
- serrátil ventral
- peitoral ascendente
- oblíquo abdominal externo
- oblíquo abdominal interno
- transverso abdominal
- reto abdominal
- intercostais externos
- intercostais internos
- transverso torácico
- serrátil dorsal caudal
Gânglios linfáticos regionais:
- pré-crural
- esterno-diafragmático
- paralombar
Preparação do corte - O corte é obtido do traseiro-comum, por meio de incisão que se inicia na
extremidade posterior do matambre, junto ao gânglio linfático pré-crural, atinge a ponta da anca
(tuberosidade ilíaca), seguindo em linha reta até a sexta costela, a uma distância máxima de 4cm da borda
lateral da porção muscular do contrafilé.
A seção transversal da ponta-de-agulha, sem o bife-do-vazio, é uma variante conhecida como tira-
da -ponta -de-agulha.
A ponta-de-agulha pode ser subdividida nos cortes:
- costela-do-traseiro
- vazio
QUARTO TRASEIRO / PONTA-DE-AGULHA
COSTELA DO TRASEIRO
30
Termos utilizados:
- assado e costela.
É o corte constituído das oito últimas costelas e massas musculares correspondentes anteriores ao
vazio e resultante da divisão da ponta-de-agulha.
Limites:
- anterior: borda anterior da sexta costela
- posterior: vazio
- superior: superfície de corte da porção dorsal das oito últimas costelas
Bases ósseas:
- oito últimas costelas, última estérnebra e apêndice xifóide.
Componentes musculares:
- cutâneo toraco-abdominal
- grande dorsal
- serrátil ventral
- peitoral ascendente
- oblíquo abdominal externo
- transverso abdominal
- reto abdominal
- intercostais externos
- intercostais internos
- transverso torácico
- serrátil dorsal caudal
Gânglio linfático regional:
- esterno-diafragmático
Preparação do corte - O corte é obtido da divisão da ponta-de-agulha, por seção, à faca, das massas
musculares ao nível da borda posterior do arco costal até o apêndice xifóide. A seção transversal da
costela-do-traseiro é uma variante conhecida como tira-dacostela-do-traseiro.
QUARTO TRASEIRO / PONTA-DE-AGULHA
VAZIO
31
Termo utilizado:
- aba-de-filé.
É o corte constituído das massas musculares posteriores à costela-do-traseiro e resultante da
divisão da ponta-de-agulha.
Limites:
- superior: filé-de-lombo
- anterior: borda posterior do arco costal (última costela)
- posterior: patinho e alcatra
Bases ósseas:
- não há
Componentes musculares:
- cutâneo toraco-abdominal
- grande dorsal
- serrátil dorsal caudal
- oblíquo abdominal externo
- oblíquo abdominal interno
- transverso abdominal
- reto abdominal
Gânglios linfáticos:
- pré-crural
- paralombar
Preparação do corte - O corte é obtido da divisão da ponta-de-agulha, por seção, à faca, das massas
musculares da borda posterior ao nível do arco costal até o apêndice xifóide.
O vazio pode ser subdividido em:
- bife-da-vazio
- fralda
- diafragma
QUARTO TRASEIRO / PONTA-DE-AGULHA / VAZIO
BIFE-DO-VAZIO
32
Termo utilizado:
- pacu.
É o corte constituído de massa muscular circunscrita, localizada no assoalho da parte posterior da
cavidade abdom!nal, integrante do vazio.
Bases ósseas:
- não há
Componente muscular:
- reto abdominal, porção pré-púbica
Gânglios linfáticos regionais:
- inguinais (escrotal/retromamário)
Preparação do corte - O corte é obtido por incisão da massa muscular individualizada do vazio, próxima
ao tubérculo púbico.
QUARTO TRASEIRO / PONTA-DE-AGULHA / VAZIO
FRALDA
É o corte constituído dá massa muscular obtida do vazio, localizada posteriormente à costela-do-
traseiro e na parte lateral (flanco) da cavidade abdominal.
Basesósseas:
- não há
Componente muscular:
- oblíquo abdominal interno
Gânglios linfáticos regionais:
- inguinais
- ilíaco externo
Preparação do corte - O corte é obtido por incisão da massa muscular volumosa do vazio, com origem
na ponta da anca (tuberosidade coxal), em direção ao apêndice xifóide e terminando próximo à linha alba.
33
QUARTO TRASEIRO / PONTA-DE-AGULHA / VAZIO
DIAFRAGMA
Termos utilizados:
- fraldinha e entranha-fina.
É o corte constituído da massa muscular obtida do músculo diafragma, excluindo os seus pilares,
que são conhecidos isoladamente como "lombinho".
Limites:
- lateral: face medial da sétima à décima segunda costela
- ventral: face dorsal do apêndice xifóide
Bases ósseas:
- seis últimas costelas (sétima . à décima segunda) e apêndice xifóide
Componente muscular:
- diafragma, porções costal e esternal
Gânglio linfático regional:
- esterno-diafragmático
Preparação do corte - O corte é obtido pela liberação, à faca, das massas musculares aderidas às seis
últimas costelas e ao apêndice xifóide.
34
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL
RESOLUÇÃO Nº 1, DE 9 DE JANEIRO DE 2003
O DIRETOR DO DEPARTAMENTO DE INSPEÇÃO DE PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL, DA
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA, DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA
E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 902, do Regulamento da Inspeção
Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal, aprovado pelo Decreto nº 30.691, de 29 de março
de 1952 e art. 84 da Portaria Ministerial nº 574, de 08 de dezembro de 1998. e o que consta do Processo
nº 21000.007392/2001-05, resolve:
Art. 1° Aprovar a uniformização da nomenclatura de produtos cárneos não formulados em uso para
aves e coelhos, suídeos, caprinos, ovinos, bubalinos, eqüídeos, ovos e outras espécies de animais, em
conformidade com os Anexos.
Art. 2° Os produtos cárneos não formulados que não constam nos anexos, deverão ter a sua rotulagem
analisada no SECAR/DOI/DIPOA.
Art. 3° Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
RUI EDUARDO SALDANHA VARGAS
ANEXO I
NOMENCLATURA DE CARNES E DERIVADOS DE AVES E COELHOS
a) PRODUTOS RESFRIADOS
1. Frango Resfriado (7)
2. Frango Resfriado (sem miúdos)
3. Frango Resfriado (meio frango)
4. Frango Desossado Resfriado
5. Frango a Passarinho (Cortes ou Recortes Resfriados de Frango) (8)
6. Galeto Resfriado (máximo de 800 g e máximo de 28 dias de idade) (7)
7. Frango Especial Resfriado (7 e 9)
8. Galinha Resfriada (7)
9. Galinha Resfriada (sem miúdos)
10. Galo Resfriado (7)
11. Galo Resfriado (sem miúdos)
12. Peru Resfriado
13. Pato Resfriado (10)
14. Ganso Resfriado
15. Marreco Resfriado
16. Codorna Resfriada
17. Perdiz Resfriada
18. Faisão Resfriado
19. Galinha d'Angola Resfriada
20. Pombo Resfriado
21. Coelho Resfriado
22. Coelho Resfriado (Meia Carcaça)
23. Coelho Resfriado (em partes)
24. Cortes Resfriados de Frango (1)
25. Cortes Resfriados de Galinha (1)
26. Cortes Resfriados de Galo (1)
35
27. Cortes Resfriados de Peru (1)
28. Cortes Resfriados de Pato (1)
29. Cortes Resfriados de Pato -Meio Peito - (Magret)
30. Cortes Resfriados de Marreco (1)
31. Cortes Resfriados de Coelho (2)
32. Recortes Resfriados de Ave (frango, galinha, galo) (5)
33. Recortes Resfriados de Peru (5)
34. Recortes Resfriados de Pato (5)
35. Recortes Resfriados de Marreco (5)
36. Recortes Resfriados de Coelho (5)
37. Pertences Resfriados para Canja (6)
38. Miúdos Resfriados de Frango (3)
39. Miúdos Resfriados de Galinha (3)
40. Miúdos Resfriados de Galo (3)
41. Miúdos Resfriados de Peru (3)
42. Miúdos Resfriados de Pato (3)
43. Miúdos Resfriados de Coelho (4)
44. Miúdo Resfriado de Pato ou Ganso - Fígado.
45. Testículos Resfriados de Galo ou outra Ave
46. Pele Resfriada de Ave
47. Gordura Resfriada de Ave
48. Carne Mecanicamente Separada Resfriada de Ave (frango, galinha, galo)
OBS: Para Carne Mecanicamente Separada Resfriada de outras aves, deverá constar o nome da espécie.
Ex.: Carne Mecanicamente Separada Congelada de Peru.
49. Cartilagens Resfriadas de Ave
Especificações de Cortes:
(1) Aves:
- Cabeça
- Pés
- Pescoço
- Pescoço sem pele
- Peito
- Peito sem osso
- Peito sem pele
- Peito sem osso sem pele
- Peito sem osso sem pele sem filezinho
- Filé de Peito
- Meio Peito
- Meio peito sem osso
- Meio peito sem pele
- Meio peito sem osso sem pele
- Filezinho (Sassami)
- Peito com dorso
- Dorso
- Dorso com pescoço
- Coxas
- Coxas sem osso
- Coxas sem osso sem pele
- Coxas sem pele
- Filé de coxas
- Sobrecoxas
- Sobrecoxas sem osso
- Sobrecoxas sem pele
- Sobrecoxas sem osso sem pele
- Filé de sobrecoxas
36
- Coxas e sobrecoxas
- Coxas e sobrecoxas sem osso
- Coxas e sobrecoxas sem osso sem pele-
- Coxas e sobrecoxas sem pele
- Coxas e sobrecoxas com porção dorsal
- Filé de coxas e sobrecoxas
- Sambiquira ou Sobre ou Curanxim
- Asas
- Coxinha das Asas (Drumette)
- Meio das asas
- Meio das Asas (Tulipa)
- Coxinhas das Asas Com Meio das Asas
- Meio das Asas com Pontas das Asas
- Ponta das Asas
- Asas sem osso
(2) Coelho:
- Dianteiro
- Traseiro
- Dorso
- Dorso com Costelas
- Lombo
Especificação dos Miúdos:
(3) Aves:
- Coração
- Fígado
- Moela
(4) Coelho
- Fígado
- Coração
(5) Exclusivamente para fins industriais
(6) No rótulo deve estar especificado os cortes contidos na embalagem.
(7) Indicar no rótulo os miúdos contidos
(8) Indicar no rotulo os nomes dos cortes e/ou recortes contidos.
(9) Frangos obtidos a partir de linhagens genéticas especializadas, com no máximo 75 dias no abate e
com 3 Kg de carcaça. Ex: Chester, Bruster, Classic, Briscker, Fiesta, Máster.
(10) Permite-se a inclusão da linhagem do pato. Ex: Pato Mandarim Resfriado
OBS.: Os cortes poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras ou iscas.
b) PRODUTOS CONGELADOS
1. Frango Congelado (7)
2. Frango Congelado (sem miúdos)
3. Frango Congelado (meio frango)
4. Frango Desossado Congelado
5. Frango a Passarinho (Cortes ou Recortes Congelados de Frango) (8)
6. Galeto Congelado (máximo de 800 g e máximo de 28 dias de idade) (7)
7. Frango Especial Congelado (7 e 9)
8. Galinha Congelada (7)
9. Galinha Congelada (sem miúdos)
10. Galo Congelado (7)
11. Galo Congelado (sem miúdos)
12. Peru Congelado
13. Pato Congelado (10)
14. Ganso Congelado
15. Marreco Congelado
16. Codorna Congelada
17. Perdiz Congelada
37
18. Faisão Congelado
19. Galinha d'Angola Congelada
20. Pombo Congelado
21. Coelho Congelado
22. Coelho Congelado (Meia Carcaça)
23. Coelho Congelado (em partes)
24. Cortes Congelados de Frango (1)
25. Cortes Congelados de Galinha (1)
26. Cortes Congelados de Galo (1)
27. Cortes Congelados de Peru (1)
28. Cortes Congelados de Pato (1)
29. Cortes Congelados de Pato ou Ganso (--Meio Peito - (Magret)
30. Cortes Congelados de Marreco (1)
31. Cortes Congelados de Coelho (2)
32. Recortes Congelados de Ave (frango, galinha, galo) (5)
33. Recortes Congelados de Peru (5)
34. Recortes Congelados de Pato (5)
35. Recortes Congelados de Marreco (5)
36. Recortes Congelados de Coelho (5)
37. Pertences Congelados para Canja (6)
38. Miúdos Congelados de Frango(3)
39. Miúdos Congelados de Galinha (3)
40. Miúdos Congelados de Galo (3)
41. Miúdos Congelados de Peru (3)
42. Miúdos Congelados de Pato (3)
43. Miúdos Congelados de Coelho (4)
44. Miúdo Congelado de Pato ou Ganso - Fígado
45. Testículos Congelados de Galo ou outra Ave
46. Pele Congelada de Ave
47. Gordura Congelada de Ave
48. Carne Moída Congelada de Ave
49.Carne Mecanicamente Separada Congelada de Ave (frango, galinha, galo)
OBS: Para Carne Mecanicamente Separada Congelada de outras aves, deveráconstar o nome da espécie.
Ex.: Carne Mecanicamente Separada Congelada de Pato
50. Cartilagens Congeladas de Ave
51. Ossos Moídos Congelados de Ave (para alimentação animal)
52. Ingredientes Congelados de Ave para fabricação de Ração Animal
Especificações de Cortes:
(1) Aves:
- Cabeça
- Pés
- Pescoço
- Pescoço sem pele
- Peito
- Peito sem osso
- Peito sem pele
- Peito sem osso sem pele
- Peito sem osso sem pele sem filezinho
- Filé de Peito
- Meio Peito
- Meio peito sem osso
- Meio peito sem pele
- Meio peito sem osso sem pele
- Filezinho (Sassami)
38
- Peito com dorso
- Dorso
- Dorso com pescoço
- Coxas
- Coxas sem osso
- Coxas sem osso sem pele
- Coxas sem pele
- Filé de coxas
- Sobrecoxas
- Sobrecoxas sem osso
- Sobrecoxas sem pele
- Sobrecoxas sem osso sem pele
- Filé de sobrecoxas
- Coxas e sobrecoxas
- Coxas e sobrecoxas sem osso
- Coxas e sobrecoxas sem osso sem pele
- Coxas e sobrecoxas sem pele
- Coxas e sobrecoxas com porção dorsal
- Filé de coxas e sobrecoxas
- Sambiquira ou Sobre ou Curanxim
- Asas
- Coxinhas das Asas (Drumette)
- Meio das asas
- Meio das Asas (Tulipa)
- Coxinhas das Asas Com Meio das Asas
- Meio das Asas com Pontas das Asas
- Pontas das Asas
- Asas sem osso
(2) Coelho:
- Dianteiro
- Traseiro
- Dorso
- Dorso com Costelas
- Lombo
Especificação dos Miúdos:
(3) Aves:
- Coração
- Fígado
- Moela
(4) Coelho
- Fígado
- Coração
(5) Exclusivamente para fins industriais
(6) No rótulo deve estar especificado os cortes contidos na embalagem.
(7) Indicar no rótulo os miúdos contidos
(8) Indicar no rotulo os nomes dos cortes e/ou recortes contidos.
(9) Frangos obtidos a partir de linhagens genéticas especializadas, com no máximo
75 dias no abate e com 3 Kg de carcaça. Ex: Chester, Bruster, Classic, Briscker, Fiesta, Máster.
(10) Permite-se a inclusão da linhagem do pato. Ex: Pato Mandarim Congelado
OBS.: Os cortes poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras ou iscas.
ANEXO II
NOMENCLATURA DE SUÍNO E JAVALI
39
a) PRODUTOS RESFRIADOS
1. Carne Resfriada de Suíno com Osso
- Meia Carcaça
- Carcaça
- Meia Carcaça sem paleta
- Joelho
- Pernil
- Paleta
- Sobrepaleta
- Costela/Costelinha
- Carré
- Bisteca
- Barriga com costela
- Ponta do Peito/Ponta da Costela
OBS: Nos cortes que se apresentarem com pele, deve constar no nome do produto. Ex: Carne Resfriada
ou Congelada de Suíno com osso - Pernil com Pele
2. Carne Resfriada de Suíno sem Osso
- Pernil
- Paleta
- Costela
- Lombo
- Sobrepaleta/ Nuca
- Filezinho/Filé Mignon
- Coxão Mole
- Coxão Duro
- Patinho
- Alcatra
- Lagarto/ Tatu
- Barriga
- Picanha
- Recortes (Exclusivamente para fins industriais)
OBS: Os cortes que se apresentarem com pele deve constar na rotulagem. Ex: Carne Resfriada ou
Congelada de Suíno sem osso
- Barriga com Pele
3. Miúdos Resfriados de Suíno
- Rim
- Fígado
- Coração
- Língua
- Estômago
- Miolos
- Timo
- Pulmão
- Baço
- Pés
- Orelhas
- Rabo
4. Leitão Resfriado (idade máxima 2 meses, com aproximadamente 20 kg de peso vivo e 8 a 12 kg de
carcaça)
5. Papada Resfriada de Suíno
6. Espinhaço Resfriado de Suíno
7. Máscara Resfriada de Suíno
8. Focinho Resfriado de Suíno
40
9. Toucinho Resfriado de Suíno
10. Toucinho Resfriado de Suíno (sem pele)
11. Medula Resfriada de Suíno
12. Pele Resfriada de Suíno
13. Garganta Resfriada de Suíno
14. Glândulas Resfriadas de Suíno
- Hipófise
- Pâncreas
- Tireóide
- Adrenal
- Ovários
15.Cabeça Resfriada de Suíno
16. Esôfago Resfriado de Suíno
17. Membrana do Diafragma Resfriada de Suíno
18. Pertences Resfriados de Suíno para Feijoada (1)
19. Envoltórios Naturais Resfriados de Suíno
20. Ossos Resfriados de Suíno
21. Fressura Resfriada de Suíno
22. Carne Mecanicamente Separada Resfriada de Suíno.
23. Carne Resfriada de Suíno com Osso (matéria prima para produção de embutidos cozidos)
24. Carne Resfriada de Suíno sem Osso (matéria prima para produção de embutidos cozidos)
25. Carne Resfriada de Suíno sem Osso (matéria prima para produção exclusiva de enlatados)
26. Válvulas Cardíacas Resfriadas de Suíno
OBS. 1: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
OBS.2: Os produtos acima relacionados são aplicados ao javali.
OBS 3: Nos cortes ou miúdos poderá ser incluído o nome regional, após a nomenclatura oficial. Ex:
Miúdos Resfriados de Suíno - Estômago (bucho)
(1) - Na identificação do produto deve estar especificado os cortes, recortes e
miúdos contidos na embalagem.
b) PRODUTOS CONGELADOS
1. Carne Congelada de Suíno com Osso
- Meia Carcaça
- Carcaça
- Meia Carcaça sem paleta
- Joelho
- Pernil
- Paleta
- Sobrepaleta
- Costela/Costelinha
- Carré
- Bisteca
- Barriga com costela
- Ponta do Peito/Ponta da Costela
OBS: Os cortes que se apresentarem com pele deve constar no nome do produto Ex: Carne Congelada de
Suíno com osso - Pernil com Pele
2. Carne Congelada de Suíno sem Osso
- Pernil
- Paleta
- Costela
- Lombo
- Sobrepaleta/ Nuca
- Filezinho/ Filé Mignon
- Coxão Mole
41
- Coxão Duro
- Patinho
- Alcatra
- Lagarto/ Tatu
- Barriga
- Picanha
- Recortes (Exclusivamente para fins industriais)
OBS: Os cortes que se apresentarem com pele deve constar na rotulagem. Ex: Carne Congelada de Suíno
sem osso - Barriga com Pele
3. Miúdos Congelados de Suíno
- Rim
- Fígado
- Coração
- Língua
- Estômago
- Miolos
- Timo
- Pulmão
- Baço
- Pés
- Orelhas
- Rabo
4. Leitão Congelado (idade máxima 2 meses, com aproximadamente 20 kg de peso vivo e 8 a 12 kg de
carcaça)
5. Papada Congelada de Suíno
6. Espinhaço Congelado de Suíno
7. Máscara Congelada de Suíno
8. Focinho Congelado de Suíno
9. Toucinho Congelado de Suíno
10. Toucinho Congelado de Suíno (sem pele)
11. Medula Congelada de Suíno
12. Pele Congelada de Suíno
13. Gordura de Porco em Rama Congelada
14. Garganta Congelada de Suíno
15. Glândulas Congeladas de Suíno
- Hipófise
- Pâncreas
- Tireóide
- Adrenal
- Ovários
16. Cabeça Congelada de Suíno
17. Esôfago Congelado de Suíno
18. Membrana do Diafragma Congelada de Suíno
19. Pertences Congelados de Suíno para Feijoada (1)
20. Envoltórios Naturais Congelados de Suíno
21. Ossos Congelados de Suíno
22. Sangue Congelado de Suíno
23. Plasma Congelado de Suíno
24. Fressura Congelada de Suíno
25. Palato Congelado de Suíno
26.Útero Congelado de Suíno
27. Carne Mecanicamente Separada Congelada de Suíno.
28. Carne Congelada de Suíno com Osso (matéria prima para produção de embutidos cozidos)
29. Carne Congelada de Suíno sem Osso (matéria prima para produção de embutidos cozidos)
30. Carne Congelada de Suíno sem Osso (matéria prima para produção exclusiva de enlatados)
42
31. Matéria Prima Congelada de Suíno para fabricação de Ração Animal
OBS. 1: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
OBS.2: Os produtos acima relacionados são aplicados ao javali.
OBS 3: Nos cortes ou miúdos poderá ser incluído o nome regional, após a nomenclatura oficial. Ex:
Miúdos Congelados de Suíno - Estômago (bucho)
(1) - Na identificação do produto deve estar especificado os cortes, recortes e miúdos contidos na
embalagem.
c) OUTROS PRODUTOS
1. Mucosa Intestinal de Suíno
ANEXO III
NOMENCLATURA DE OVINO E CAPRINO
a) PRODUTOS RESFRIADOS
1. Carne Resfriada de Ovino ou Caprino com Osso
- Carcaça
-Meia Carcaça
- Pernil
- Paleta
- Carré
- Costela
- Espinhaço
- Pescoço
- Peito
- Dianteiro
- Dianteiro sem Paleta
2. Carne Resfriada de Ovino ou Caprino sem Osso
- Pernil
- Lombo
- Costela
- Paleta
- Peito
- Pescoço
- Filezinho
- Coxão Duro
- Coxão Mole
- Alcatra
- Patinho
- Recortes (1)
- Carne Industrial (2)
3. Miúdos Resfriados de Ovino ou Caprino
- Fígado
- Coração
- Rins
- Língua
- Estômago
- Pulmão
- Baço
- Timo
4. Cordeiro Resfriado (com dentes de leite, sem a queda das pinças e peso mínimo de carcaça de 6 kg)
5. Borrego Resfriado (macho castrado ou fêmea com no máximo as pinças da 2ª dentição, sem queda dos
primeiros médios e com peso mínimo de carcaça de 15 Kg.)
43
6. Capão Resfriado (adulto castrado com mais de seis dentes incisivos e peso mínimo de carcaça de 19
Kg.)
7. Medula Resfriada de Ovino ou Caprino.
8. Esôfago Resfriado de Ovino ou Caprino
9. Glândulas Resfriadas de Ovino ou Caprino
- Hipófise
- Pâncreas
- Tireóide
- Adrenal
- Ovários
10. Envoltórios Naturais Resfriados de Ovino ou Caprino
(1)- Somente recortes da sala de desossa
(2)- Carne de cabeça e carnes da sala de matança
OBS: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
b) PRODUTOS CONGELADOS
1. Carne Congelada de Ovino ou Caprino com Osso
- Carcaça
- Meia Carcaça
- Pernil
- Paleta
- Carré
- Costela
- Espinhaço
- Pescoço
- Peito
- Dianteiro
- Dianteiro sem Paleta
2. Carne Congelada de Ovino ou Caprino sem Osso
- Pernil
- Lombo
- Costela
- Paleta
- Peito
- Pescoço
- Filezinho
- Coxão Duro
- Coxão Mole
- Alcatra
- Patinho
- Recortes (1)
- Carne Industrial (2)
3. Miúdos Congelados de Ovino ou Caprino
- Fígado
- Coração
- Rins
- Língua
- Estômago
- Pulmão
- Baço
- Timo
4. Cordeiro Congelado (com dentes de leite, sem a queda das pinças e peso mínimo de carcaça de 6 kg)
5. Borrego Congelado (macho castrado ou fêmea com no máximo as pinças da 2ª dentição, sem queda dos
primeiros médios e com peso mínimo de carcaça de 15 Kg.)
6. Capão Congelado (adulto castrado com mais de seis dentes incisivos e peso mínimo de carcaça de 19
Kg.)
44
7. Medula Congelada de Ovino ou Caprino
8. Esôfago Congelado de Ovino ou Caprino
9. Glândulas Congeladas de Ovino ou Caprino
- Hipófise
- Pâncreas
- Tireóide
- Adrenal
- Ovários
10. Envoltórios Naturais Congelados de Ovino ou Caprino
(1)- Somente recortes da sala de desossa
(2)- Carne de cabeça e carnes da sala de matança
OBS: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
c) OUTROS PRODUTOS
1. Pele Fresca de ovino ou caprino
ANEXO IV
NOMENCLATURA DE EQUINO, ASININO E MUAR
a) PRODUTOS RESFRIADOS
1. Carne Congelada de Eqüino com Osso
- Meia Carcaça
- Quarto Dianteiro
- Quarto Traseiro
- Dianteiro sem Paleta
- Traseiro Serrote
- Paleta
- Lombo
- Costela
2. Carne Resfriada Eqüino sem Osso
- Coxão Mole
- Coxão Duro
- Patinho
- Alcatra
- Contra-filé
- Filé Mignon
- Paleta
- Coração-da-paleta
- Entranha Grossa
- Entranha Fina
- Peito
- Pescoço
- Recortes (1)
- Carne Industrial (2)
3. Miúdos Resfriados de Equino
- Coração
- Língua
- Fígado
- Pulmão
- Rins
- Estômago
- Baço
4. Traquéia Resfriada de Eqüino
5. Tendões Resfriados de Eqüino
45
6. Ligamentos Resfriados de Eqüino
7. Tendões e Ligamentos Resfriados de Eqüino
8. Envoltórios Naturais Resfriados de Eqüino
(1)- Somente recortes da sala de desossa
(2)- Carne de cabeça e carnes da sala de matança
b) PRODUTOS CONGELADOS
1. Carne Congelada de Eqüino com Osso
- Meia Carcaça
- Quarto Dianteiro
- Quarto Traseiro
- Dianteiro sem Paleta
- Traseiro Serrote
- Paleta
- Lombo
- Costela
2. Carne Congelada de Eqüino sem Osso
- Coxão Mole
- Coxão Duro
- Patinho
- Alcatra
- Contra-filé
- Filé Mignon
- Paleta
- Coração-da-paleta
- Entranha Grossa
- Entranha Fina
- Peito
- Pescoço
- Recortes (1)
- Carne Industrial (2)
3. Miúdos Congelados de Equino
- Coração
- Língua
- Fígado
- Pulmão
- Rins
- Estômago
- Baço
4. Traquéia Congelada de Eqüino
5. Tendões Congelados de Eqüino
6. Ligamentos Congelados de Eqüino
7. Tendões e Ligamentos Congelados de Eqüino
8. Envoltórios Naturais Congelados de Eqüino
9. Matéria Prima Congelada de Eqüino para Fabricação de Ração Animal
(1) - Somente recortes da sala de desossa
(2) - Carne de cabeça e carnes da sala de matança
c) OUTROS PRODUTOS
1.Crina da cauda de Eqüino
2.Crina do pescoço de Eqüino
3.Pele Fresca de Eqüino
ANEXO V
NOMENCLATURA DE EMA
46
a) PRODUTOS RESFRIADOS
1. Carne Resfriada de Ema com Osso
- Coxas
- Sobrecoxas
- Lombo
- Pescoço
- Asas
2. Carne Resfriada de Ema sem Osso
- Coxas
- Sobrecoxas
- Lombo
- Filé mignon
3. Miúdos Resfriados de Ema
- Coração
- Fígado
- Moela
OBS: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
b) PRODUTOS CONGELADOS
1. Carne Congelada de Ema com Osso
- Coxas
- Sobrecoxas
- Lombo
- Pescoço
- Asas
2. Carne Congelada de Ema sem Osso
- Coxas
- Sobrecoxas
- Lombo
- Filé mignon
3. Miúdos Congelados de Ema
- Coração
- Fígado
4. Carne Moída Congelada de Ema
OBS: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
c) OUTROS PRODUTOS
1. Pele Fresca de Ema
2. Penas de Ema
3. Bico e Unhas de Ema
ANEXO VI
NOMENCLATURA DE AVESTRUZ
a)PRODUTOS RESFRIADOS
1. Carne Resfriada de Avestruz com Osso
- Carcaça (inclui o pescoço)
- Meia Carcaça
- Coxas
- Sobrecoxas
- Pescoço
- Asas
2. Carne Resfriada de Avestruz sem Osso
47
- Coxas
- Coxa Interna
- Coxa Externa
- Coxa Média
- Músculo Duro
- Sobrecoxas
- Coxão de Fora
- Alcatra
- Filé Ostra
- Filé Leque
- Filé Plano
- Filé de Fora
- Coxão de Dentro
- Filé Pequeno
- Recortes
3. Miúdos Resfriados de Avestruz
- Coração
- Fígado
- Moela
OBS: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
b) PRODUTOS CONGELADOS
1. Carne Congelada de Avestruz com Osso
- Carcaça (inclui o pescoço)
- Meia Carcaça
- Coxas
- Sobrecoxas
- Pescoço
- Asas
2.Carne Congelada de Avestruz sem Osso
- Coxas
- Coxa Interna
- Coxa Externa
- Coxa Média
- Músculo Duro
- Sobrecoxas
- Coxão de Fora
- Alcatra
- Filé Ostra
- Filé Leque
- Filé Plano
- Filé de Fora
- Coxão de Dentro
- Filé Pequeno
- Recortes
3. Miúdos Congelados de Avestruz
- Coração
- Fígado
- Moela
4.Carne Moída Congelada de Avestruz
OBS: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
c) OUTROS PRODUTOS
1. Pele de Avestruz
2. Penas de Avestruz
48
3. Bico e Unhas de Avestruz
ANEXO VII
NOMENCLATURA DE BOVINO E BUBALINO
a) PRODUTOS RESFRIADOS
1. Carne Resfriada de Bovino ou Bubalino com Osso
- Meia Carcaça
- Quarto Dianteiro
- Quarto Traseiro
- Dianteiro sem Paleta
- Paleta
- Traseiro-serrote
- Lombo
- Lombo-Alcatra
- Alcatra-Coxão
- Ponta de Agulha
- Pá
- Costela do Dianteiro
- Coxão
- Bisteca
- Tibone
- Ossobuco
- Costela do Traseiro
- Coxão Bola
OBS: Na costela do traseiro pode ser referida a sua forma de apresentação. Ex: Carne Resfriada Bovino
Com Osso - Costela do Traseiro (ripa da chuleta); Carne Resfriada de Bovino Com Osso - Costela do
Traseiro (minga); Carne Resfriada de Bovino Com Osso- Costela do Traseiro (Janela)
2. Carne resfriada de Bovino ou Bubalino sem osso
- Peixinho- Coração-da-Paleta
- Acém
- Cupim
- Pá
- Paleta
- Pescoço
- Peito
- Raquete
- Músculo-do-Dianteiro
- Ponta de Agulha
- Coxão
- Alcatra
- Alcatra com Maminha
- Filé de Costela
- Costela do Dianteiro
- Capa de Filé
- Filé Mignon
- Coxão Mole
- Coxão Duro
- Lagarto
- Patinho
- Músculo Mole
- Músculo Duro
49
- Filé de Lombo
- Contra-Filé
- Bife do Vazio
- Costela do Traseiro
- Matambre
- Vazio
- Fralda
- Diafragma
- Maminha da Alcatra
- Picanha
- Coração-da-Alcatra
- Recortes (1)
- Carne Industrial (2)
(1)- Somente recortes da sala de desossa
(2)- Carne de cabeça e carnes da sala de matança
3. Recortes Diferenciados de Bovino ou Bubalino
- Carne Resfriada de Bovino sem Osso
- Recorte de Contra-filé (Bananinha):
- Recorte de Alcatra (Aranha):
- Recorte de Alcatra (Rolha):
- Recorte de Coxão Mole (Pêra):
- Recorte de Coxão Mole (Capa):
- Recorte de Diafragma (Lombinho):
- Recorte do Filé mignon (cordão)
OBS: Este mesmo critério poderá ser utilizado para outros recortes obtidos a partir de cortes específicos.
4. Miúdos Resfriados de Bovino ou Bubalino
- Miolos
- Língua
- Coração
- Fígado
- Pulmão
- Timo
- Rim
- Mocotó
- Rabo
- Rúmen
- Retículo
- Omaso
- Abomaso (sem mucosa)
- Baço
5. Carne Moída Resfriada Bovino ou Bubalino
6. Carne Mecanicamente Separada Resfriada de Bovino ou Bubalino
7. Carne Resfriada de Bovino ou Bubalino sem Osso (matéria prima para produção exclusiva de
enlatados)
8. Carne Resfriada de Bovino ou Bubalino sem Osso (matéria prima para produção exclusiva de charque)
9. Testículos Resfriados de Bovino ou Bubalino
10. Glândula Mamária Resfriada de Bovino ou Bubalino
11. Envoltórios Naturais Resfriados de Bovino ou Bubalino (tripas e bexiga)
12. Vergalho Resfriado de Bovino ou Bubalino
13. Ligamentos Resfriados de Bovino ou Bubalino
14. Tendões Resfriados de Bovino ou Bubalino
15. Tendões e Ligamentos Resfriados de Bovino ou Bubalino
16. Aorta Resfriada de Bovino ou Bubalino
17. Cartilagens Resfriadas de Bovino ou Bubalino
18. Lábios Resfriados de Bovino ou Bubalino
50
19. Bochechas Resfriadas de Bovino ou Bubalino
20. Orelhas Resfriadas de Bovino ou Bubalino
21. Glândulas Resfriadas de Bovino ou Bubalino:
- Hipófise
- Pâncreas
- Tireóide
- Adrenal
- Ovários
22. Traquéia Resfriada de Bovino ou Bubalino
23. Glote Resfriada de Bovino ou Bubalino
24. Ossos Resfriados de Bovino ou Bubalino
25. Abomaso Resfriado de Bovino ou Bubalino (para fabricação de coalho)
26. Mucosa do Abomaso Resfriada de Bovino ou Bubalino (para fabricação de coalho)
OBS 1: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
OBS 2: Nos cortes ou miúdos poderá ser incluído o nome regional, após a nomenclatura oficial. Ex:
Carne Resfriada de Bovino sem Osso - Lagarto (tatu)
OBS 3: Quando se tratarem de animais classificados de acordo com a Portaria 612, de 05/10/89 a
categoria dos mesmos poderá constar junto ao nome do produto. EX: Carne Resfriada de Bovino sem
Osso - Picanha de Novilho Jovem
OBS 4: Quando se tratar de Vitelo ou Vitela (animal de até um ano de idade alimentado somente com
leite ou subprodutos do leite), poderá constar na rotulagem. EX: Carne Resfriada de Bovino sem Osso -
Alcatra de Vitelo
b) PRODUTOS CONGELADOS
1. Carne Congelada de Bovino ou Bubalino com Osso
- Meia Carcaça
- Quarto Dianteiro
- Quarto Traseiro
- Dianteiro sem Paleta
- Paleta
- Traseiro-serrote
- Lombo
- Lombo-Alcatra
- Alcatra-Coxão
- Ponta de Agulha
- Pá
- Costela do Dianteiro
- Coxão
- Bisteca
- Tibone
- Ossobuco
- Costela do Traseiro
- Coxão Bola
OBS: Na costela do traseiro pode ser referida a sua forma de apresentação. Ex: Carne Congelada de
Bovino Com Osso - Costela do Traseiro (ripa da chuleta); Carne Congelada de Bovino Com Osso-
Costela do Traseiro (minga); Carne Congelada de Bovino Com Osso - Costela do Traseiro (Janela)
2. Carne congelada de Bovino ou Bubalino sem osso
- Peixinho
- Coração-da-Paleta
- Acém
- Cupim
- Pá
- Paleta
- Pescoço
51
- Peito
- Raquete
- Músculo-do-Dianteiro
- Ponta de Agulha
- Coxão
- Alcatra
- Alcatra com Maminha
- Filé de Costela
- Costela do Dianteiro
- Capa de Filé
- Filé Mignon
- Coxão Mole
- Coxão Duro
- Lagarto
- Patinho
- Músculo Mole
- Músculo Duro
- Filé de Lombo
- Contra-Filé
- Bife do Vazio
- Costela do Traseiro
- Matambre
- Vazio
- Fralda
- Diafragma
- Maminha da Alcatra
- Picanha
- Coração-da-Alcatra
- Carpaccio de ... (Especificar o nome do corte de obtenção)
- Recortes (1)
- Carne Industrial (2)
(1) - Somente recortes da sala de desossa
(2) - Carne de cabeça e carnes da sala de matança
3. Recortes Diferenciados de Bovino ou Bubalino
- Carne Congelada de Bovino sem Osso
- Recorte de Contra-filé (Bananinha)
- Recorte de Alcatra (Aranha):
- Recorte de Alcatra (Rolha):
- Recorte de Coxão Mole (Pêra):
- Recorte de Coxão Mole (Capa):
- Recorte de Diafragma (Lombinho):
- Recorte do Filé mignon (cordão)
OBS: Este mesmo critério poderá ser utilizado para outros recortes obtidos a partir de cortes específicos.
4. Miúdos Congelados de Bovino ou Bubalino
- Miolos
- Língua
- Coração
- Fígado
- Pulmão
- Timo
- Rim
- Mocotó
- Rabo
- Rúmen
- Retículo
52
- Omaso
- Abomaso (sem mucosa)
- Baço
5. Carne Moída Congelada de Bovino ou Bubalino
6. Carne Mecanicamente Separada Congelada de Bovino ou Bubalino
7. Carne Congelada de Bovino ou Bubalino sem Osso (matéria prima para produção exclusiva de
enlatados)
8. Carne Congelada de Bovino ou Bubalino sem Osso (matéria prima para produção exclusiva de
charque)
9. Medula Congelada de Bovino ou Bubalino
10. Testículos Congelados de Bovino ou Bubalino
11. Glândula Mamária Congelada de Bovino ou Bubalino
12. Sangue Congelado de Bovino ou Bubalino
13. Plasma Congelado de Bovino ou Bubalino
14. Envoltórios Naturais Congelados de Bovino ou Bubalino (tripas e bexiga)
15. Vergalho Congelado de Bovino ou Bubalino
16. Tecido Adiposo ou Gordura Congelada de Bovino ou Bubalino
17. Ligamentos Congelados de Bovino ou Bubalino
18. Tendões Congelados de Bovino ou Bubalino
19. Tendões e Ligamentos Congelados de Bovino ou Bubalino
20. Nonato Congelado de Bovino ou Bubalino
21. Aorta Congelada de Bovino ou Bubalino
22. Cartilagens Congeladas de Bovino ou Bubalino
23. Lábios Congelados de Bovino ou Bubalino
24. Bochechas Congeladas de Bovino ou Bubalino
25. Orelhas Congeladas de Bovino ou Bubalino
26. Glândulas Congeladas de Bovino ou Bubalino:
- Hipófise
- Pâncreas
- Tireóide
- Adrenal
- Ovários
27. Traquéia Congelada de Bovino ou Bubalino
28. Glote Congelada de Bovino ou Bubalino
29. Ossos Congelados de Bovino ou Bubalino
30. Abomaso Congelado de Bovino ou Bubalino (para fabricação de coalho)
31. Mucosa do Abomaso Congelada de Bovino ou Bubalino (para fabricação de coalho)
32. Estomago Congelado de Nonato (para fins opoterápicos)
33. Ingredientes Congelados para Ração Animal
OBS 1: Os cortes e miúdos poderão se apresentar sob a forma de cubos, tiras, iscas ou bifes.
OBS 2: Nos cortes ou miúdos poderá ser incluído o nome regional, após a nomenclatura oficial. Ex:
Carne Congelada de Bovino sem Osso - Lagarto (tatu)
OBS 3: Quando se tratarem de animais classificados de acordo com a Portaria 612, de 05/10/89 a
categoria dos mesmos poderá constar junto ao nome do produto. EX: Carne Congelada de Bovino sem
Osso - Picanha de Novilho Jovem
OBS 4: Quando se tratar de Vitelo ou Vitela (animal de até um ano de idade alimentado somente com
leite ou subprodutos do leite), poderá constar na rotulagem. EX: Carne Congelada de Bovino sem Osso -
Alcatra de Vitelo
c)OUTROS PRODUTOS
1. Soro Fetal de Bovino ou Bubalino
2. Pele Fresca de Bovino ou Bubalino
3. Crina da Cauda de Bovino ou Bubalino
4. Cascos de Bovino ou Bubalino
5. Chifres de Bovino ou Bubalino
6. Cerdas Auriculares de Bovino ou Bubalino
53
7. Mucosa Intestinal de Bovino
8.Serosa Intestinal de Bovino
ANEXO VIII
NOMENCLATURA DE OVOS
1. Ovos de Galinha
- Ovos Tipo Jumbo - (peso mínimo de 66 g por unidade)
- Ovos Tipo Extra - (peso entre 60 g e 65 g por unidade)
- Ovos Tipo Grande - (peso entre 55 g e 59 g por unidade)
- Ovos Tipo Médio - (peso entre 50 g e 54 g por unidade)
- Ovos Tipo Pequeno - (peso entre 45 g e 49 g por unidade)
- Ovos Tipo Industrial - (peso abaixo de 45 g por unidade)
- Ovo Líquido Resfriado (produto destinado a pasteurização)
- Ovo Líquido Congelado (produto destinado a pasteurização)
- Gema de Ovo Resfriada (produto destinado a pasteurização)
- Gema de Ovo Congelada (produto destinado a pasteurização)
- Clara de Ovo Resfriada (produto destinado a pasteurização)
- Clara de Ovo Congelada (produto destinado a pasteurização)
- Ovo Integral Pasteurizado Resfriado
- Ovo Integral Pasteurizado Congelado
- Gema de Ovo Pasteurizada Resfriada
- Gema de Ovo Pasteurizada Congelada
- Clara de Ovo Pasteurizada Resfriada
- Clara de Ovo Pasteurizada Congelada
OBS: É obrigatório declarar a cor do ovo no rótulo
OBS.: Ovos de outras espécies de aves não são classificados, devendo constar o nome da espécie de
procedência. Ex.: Ovos de Codorna; Ovos de Pata..
(Of. El. nº OF-SDA253-02)
D.O.U., 10/01/2003
54
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 3, DE 17 DE JANEIRO DE 2000
O SECRETARIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 83, inciso IV, do
Regimento Interno da Secretaria, aprovado pela Portaria Ministerial nº 574, de 8 de dezembro de 1998, e
considerando a necessidade de padronizar os Métodos de Insensibilização para o Abate Humanitário
estabelecer os requisitos mínimos para a proteção dos animais de açougue e aves domésticas, bem como
os animais silvestres criados em cativeiro, antes e durante o abate, a fim de evitar a dor e o sofrimento, e o
que consta do Processo nº 21000.003895/99-17, resolve:
Art. 1º Aprovar o REGULAMENTO TÉCNICO DE MÉTODOS DE INSENSIBILIZAÇÃO PARA
O ABATE HUMANITÁRIO DE ANIMAIS DE AÇOUGUE, constante do Anexo desta Instrução
Normativa.
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
ANEXO - REGULAMENTO TÉCNICO DE MÉTODOS DE INSENSIBILIZAÇÃO PARA O ABATE
HUMANITÁRIO DE ANIMAIS DE AÇOUGUE
ANEXO
REGULAMENTO TÉCNICO DE MÉTODOS DE INSENSIBILIZAÇÃO PARA O ABATE
HUMANITÁRIO DE ANIMAIS DE AÇOUGUE
1. Alcance
1.1. Objetivo: Estabelecer, padronizar e modernizar os métodos humanitários de insensibilização dos
animais de açougue para o abate, assim como o manejo destes nas instalações dos estabelecimentos
aprovados para esta finalidade.
1.2. Âmbito de Aplicação - Em todos os estabelecimentos industriais que realizam o abate dos animais de
açougue.
2. Definições
2.1. Procedimentos de abate humanitário: É o conjunto de diretrizes técnicas e científicas que garantam o
bem-estar dos animais desde a recepção até a operação de sangria
2.2. Animais de açougue: são os mamíferos (bovídeos, equídeos, suínos, ovinos, caprinos e coelhos) e
aves domésticas, bem como os animais silvestres criados em cativeiro, sacrificados em estabelecimentos
sob inspeção veterinária.
2.3. Recepção e encaminhamento ao abate: é o recebimento e toda a movimentação dos animais que
antecedem o abate;
2.4. Manejo: é o conjunto de operações de movimentação que deve ser realizada com o mínimo de
excitação e desconforto, proibindo-se qualquer ato ou uso de instrumentos agressivos a integridade física
dos animais ou provoque reações de aflição;
2.5. Contenção: é a aplicação de um determinado meio físico a um animal, ou de qualquer processo
destinado a limitar os seus movimentos, para uma insensibilização eficaz;
55
2.6. Atordoamento ou Insensibilização: é o processo aplicado ao animal, para proporcionar rapidamente
um estado de insensibilidade, mantendo as funções vitais até a sangria;
2.7. Sensibilidade: é o termo usado para expressar as reações indicativas da capacidade de responder a
estímulos externos;
2.8. Abate: é a morte de um animal por sangria.
3. Requisitos aplicáveis aos estabelecimentos de abate
3.1. A construção, instalações e os equipamentos dos estabelecimentos de abate, bem como o seu
funcionamento devem poupar aos animais qualquer excitação, dor ou sofrimento;
3.2. Os estabelecimentos de abate devem dispor de instalações e equipamentos apropriados ao
desembarque dos animais dos meios de transporte;
3.3. Os animais devem ser descarregados o mais rapidamente possível após a chegada; se for inevitável
uma espera, os animais devem ser protegidos contra condições climáticas extremas e beneficiar-se de uma
ventilação adequada;
3.4. Os animais que corram o risco de se ferirem mutuamente devido à sua espécie, sexo, idade ou origem
devem ser mantidos em locais adequados e separados;
3.5. Os animais acidentados ou em estado de sofrimento durante o transporte ou à chegada no
estabelecimento de abate devem ser submetidos à matança de emergência. Para tal, os animais não devem
ser arrastados e sim transportados para o local do abate de emergência por meio apropriado, meio este que
não acarrete qualquer sofrimento inútil;
3.6. A recepção deve assegurar que os animais não sejam acuados, excitados ou maltratados;
3.7. Não será permitido espancar os animais ou agredi-los, erguê-los pelas patas, chifres, pelos, orelhas ou
cauda, ocasionando dores ou sofrimento;
3.8. Os animais devem ser movimentados com cuidado. Os bretes e corredores por onde os animais são
encaminhados devem ser concebidos de modo a reduzir ao mínimo os riscos de ferimentos e estresse. Os
instrumentos destinados a conduzir os animais devem ser utilizados apenas para esse fim e unicamente
por instantes. Os dispositivos produtores de descargas elétricas apenas poderão ser utilizados, em caráter
excepcional, nos animais que se recusem mover, desde que essas descargas não durem mais de dois
segundos e haja espaço suficiente para que os animais avancem. As descargas elétricas, com voltagem
estabelecidas nas normas técnicas que regulam o abate de diferentes espécies, quando utilizadas serão
aplicadas somente nos membros;
3.9. Os animais mantidos nos currais, pocilgas ou apriscos devem ter livre acesso a água limpa e
abundante e, se mantidos por mais de 24 (vinte e quatro) horas, devem ser alimentados em quantidades
moderadas e a intervalos adequados.
3.10. Nas espécies que apresentarem acentuada natureza gregária, não deve haver reagrupamento ou
mistura de lotes animais de diferentes origens, evitando assim que corram o risco de ferirem-se
mutuamente.
4. Contenção
4.1. Os animais devem ser imediatamente conduzidos ao equipamento de insensibilização,
logo após a contenção que deverá ser feita conforme o disposto na regulamentação de abate de cada
espécie animal;
4.2. Os animais não serão colocados no recinto de insensibilização se o responsável pela operação não
puder proceder essa ação imediatamente após a introdução do animal no recinto.
56
5. Os métodos de insensibilização para o abate humanitário dos animais classificam-se em:
5.1. Método mecânico
5.1.1. Percussivo Penetrativo: Pistola com dardo cativo
5.1.1.1. A pistola deve ser posicionada de modo a assegurar que o dardo penetre no córtex cerebral,
através da região frontal.
5.1.1.2 Os animais não serão colocadosno recinto de insensibilização se o operador responsável pelo
atordoamento não puder proceder a essa ação imediatamente após a introdução do animal nesse recinto;
não se deve proceder a imobilização da cabeça do animal até que o magarefe possa efetuar a
insensibilização.
5.1.2. Percussivo não penetrativo
5.1.2.1. Este processo só é permitido se for utilizada a pistola que provoque um golpe no crânio. O
equipamento deve ser posicionado na cabeça, nas regiões indicadas pelo fabricante e mencionadas em
5.1.1.1;
5.2. Método elétrico
5.2.1. Método elétrico – eletronarcose
5.2.1.1. Os eletrodos devem ser colocados de modo a permitir que a corrente elétrica atravesse o cérebro.
Os eletrodos devem ter um firme contato com a pele e, caso necessário, devem ser adotadas medidas que
garantam um bom contato dos mesmos com a pele, tais como molhar a região e eliminar o excesso de
pelos;
5.2.1.2. O equipamento deverá possuir um dispositivo de segurança que o controle, a fim de garantir a
indução e a manutenção dos animais em estado de inconsciência até a operação de sangria;
5.2.1.3. O equipamento deverá dispor de um dispositivo sonoro ou visual que indique o período de tempo
de sua aplicação;
5.2.1.4. O equipamento deverá dispor de um dispositivo de segurança, posicionado de modo visível,
indicando a tensão e a intensidade da corrente, para o seu controle, a fim de garantir a indução e a
manutenção dos animais em estado de inconsciência;
5.2.1.5. O equipamento deverá dispor de sensores para verificação da resistência, a corrente elétrica que o
corpo do animal oferece, a fim de garantir que a voltagem e a amperagem empregadas na insensibilização
sejam proporcionais ao porte do animal, evitando lesões e sofrimento inútil.
5.2.1.6. Caso seja utilizado equipamento de imersão de aves em grupo, deve ser mantida uma tensão
suficiente para produzir uma intensidade de corrente eficaz para garantir a insensibilização das aves;
5.2.1.7. Medidas apropriadas devem ser tomadas a fim de assegurar uma passagem satisfatória da
corrente elétrica, mediante um bom contato, conseguido, molhando-se as patas das aves e os ganchos de
suspensão.
5.3. Método da exposição à atmosfera controlada
5.3.1. A atmosfera com dióxido de carbono ou com mistura de dióxido de carbono e gases do ar onde os
animais são expostos para insensibilização deve ser controlada para induzir e manter os animais em
estado de inconsciência até a sangria, sem submetê-los a lesões e sofrimento físico;
5.3.2. Os equipamentos onde os animais são expostos à atmosfera controlada devem ser concebidos,
construídos e mantidos de forma a conter o animal adequadamente, eliminando a possibilidade de
compressão sobre o corpo do animal, de forma que não provoque lesões e sofrimento físico;
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5.3.3. O equipamento deve dispor de aparelhos para medir a concentração de gás no ponto de exposição
máxima. Esses aparelhos devem emitir um sinal de alerta, visível e/ou audível pelo operador, caso a
concentração de dióxido de carbono esteja fora dos limites recomendáveis pelo fabricante;
5.3.4. A concentração de dióxido de carbono, em seu nível máximo, em volume, deve ser de, pelo menos,
70% para suínos e 30% para aves.
6. Sangria dos animais
6.1. A operação de sangria deve ser iniciada logo após a insensibilização do animal, de modo a provocar
um rápido, profuso e mais completo possível escoamento do sangue, antes de que o animal recupere a
sensibilidade;
6.2. A operação de sangria é realizada pela seção dos grandes vasos do pescoço, no máximo 1 minuto
após a insensibilização;
6.3. Após a seção dos grandes vasos do pescoço, não serão permitidas, na calha de sangria, operações que
envolvam mutilações, até que o sangue escoe ao máximo possível, tolerando-se a estimulação elétrica
com o objetivo de acelerar as modificações post-mortem;
6.4 . Na sangria automatizada (aves), torna-se necessária a supervisão de um operador, visando proceder
manualmente o processo, em caso de falha do equipamento, impedindo que o animal alcance a
escaldagem sem a devida morte pela sangria.
7. Requisitos para a aprovação dos métodos de insensibilização para o abate humanitário
7.1. Métodos de insensibilização consagrados
7.1.1. Os procedimentos de insensibilização já de pleno uso dos estabelecimentos referidos neste
regulamento, estão dispensados de aprovação; no entanto, no prazo de 60 (sessenta dias) após a
publicação deste regulamento, os estabelecimentos devem apresentar ao Serviço de Inspeção Federal
local, a descrição detalhada dos procedimentos adotados, em conformidade com os itens a seguir deste
Regulamento Técnico, sem prejuízo de, mais tarde, vir a ser incluída nos programas estabelecidos pela
Portaria nº 046, de 10.02.98, publicada no D.O.U. em 16.03.98, que instituem o Sistema de Análise de
Perigo e Pontos Críticos de Controle - APPCC:
7.1.2. Especificações do método de insensibilização
A descrição do método de insensibilização referido no item 7.1. deve contemplar, no mínimo, os
seguintes aspectos:
7.1.2.1. Razão social do estabelecimento;
7.1.2.2. Endereço do estabelecimento;
7.1.2.3. Número de registro do estabelecimento no Departamento de Inspeção de Produtos de Origem
Animal – DIPOA;
7.1.2.4. Espécie animal;
7.1.2.5. Método de insensibilização;
7.1.2.6. Equipamentos utilizados;
7.1.2.7. Princípio da ação;
7.1.2.8. Especificações do equipamento de insensibilização, enfatizando sobretudo os seguintes aspectos:
energia cinética necessária à insensibilização, concentração de CO2, tensão, corrente, duração da
insensibilidade, dependendo do método utilizado;
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7.1.2.9. Forma de emprego do equipamento, indicando a região do corpo do animal e tempo;
7.1.2.10. O fabricante do equipamento de insensibilização deve fornecer treinamento com instalações
apropriadas e pessoal capacitado para :
7.1.2.10.1. Operadores de insensibilizador: manuseio correto torna mais seguro para o operador e evita o
sofrimento inútil para o animal.
7.1.2.10.2. Responsáveis pela manutenção: manutenção correta evita acidentes e quebras constantes do
equipamento.
7.1.2.11. Limites críticos;
No abate em escala, é inevitável que ocorram variações biológicas relacionadas com o início, tempo de
duração da insensibilidade e defeitos da sangria. Esta é razão pela qual, as especificações do processo de
insensibilização devem incluir também os limites críticos baseados em observações práticas, com a
finalidade de monitorar e acompanhar o andamento do processo;
7.1.2.12. Tempos máximos do intervalo compreendido entre: contenção/início da insensibilização e
insensibilização/operação de sangria;
7.1.2.13. Tipo e freqüência da inspeção do equipamento de insensibilização;
7.1.2.14. Responsável técnico do estabelecimento;
7.2. Controle do método de insensibilização e da operação de sangria
Os estabelecimentos de abate devem incluir, no detalhamento dos seus procedimentos apresentados ao
Serviço de Inspeção Federal local, um Programa de Controle do Processo direcionado aos seguintes
aspectos:
7.2.1. Fatores relacionados com o equipamento de insensibilização
São fatores que descritos possibilitarão ações de manutenção preventiva e corretiva, visando a eficácia do
equipamento ao longo de sua vida útil. Mesmo quando o equipamento é adequadamente instalado e
submetido a uma manutenção periódica, o seu desempenho pode ser insuficiente em termos de abate
humanitário, se este não for operado corretamente. Assim, o Programa de Controle do Processo deve
prever:
7.2.1.1. Sistema de contenção dos animais submetidos à insensibilização;
7.2.1.2. Possibilidade de ajuste do equipamento de contenção para cada situação, em função de variações
de peso e tamanho dos animais de uma mesma espécie;
7.2.2. Fator que interfere na insensibilizaçãoatravés dos métodos mecânicos;
7.2.2.1. Limpeza e lubrificação diária da pistola;
7.2.2.2. Energia Cinética (de impacto), suficiente para insensibilizar o animal.
7.2.3. Fatores que interferem na insensibilização através do método elétrico
7.2.3.1. Corrente e tensão aplicadas, proporcionais ao porte de cada animal;
7.2.3.2. Tempo de aplicação da corrente;
7.2.3.3. Checagem do circuito elétrico;
7.2.3.4. Condições físicas dos eletrodos;
7.2.3.5. Limpeza dos eletrodos;
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7.2.4. Fatores que interferem na insensibilização relacionados com a atmosfera controlada
7.2.4.1. Controle da concentração do dióxido de carbono e dos gases do ar, quando também utilizados, no
seu ponto máximo de concentração;
7.2.4.2. Tamanho e peso dos animais de uma mesma espécie;
7.2.4.3. Tempo de permanência do animal no equipamento;
7.2.4.4. Intervalo de tempo entre a saída do equipamento de insensibilização até a sangria.
7.3. Fatores relacionados com a operação de sangria
7.3.1. Descrição da operação de sangria;
7.3.2. Limites críticos.
8. Monitoramento do programa
Cabe ao estabelecimento, realizar, pelo menos uma vez ao dia, o monitoramento do processo de
insensibilização e sangria. Este monitoramento será realizado, no mínimo, através da checagem dos
seguintes aspectos:
8.1. velocidade do fluxo do abate, fluxo mínimo de corrente e tensão para animais de mesma espécie, de
acordo com o tamanho e peso;
8.2. posição dos eletrodos no caso de insensibilização elétrica;
8.3.contrações musculares, tônicas e clônicas após a insensibilização;
8.4. intervalos de tempo entre a contenção e o início da insensibilização e entre a insensibilização e a
sangria.
8.5. da seção das artérias carótidas e/ou do tronco bicarótico;
8.6. do cérebro, para identificar o efeito da ação mecânica.
8.7. outras técnicas para avaliação do método de abate poderão ser incorporadas, desde que se enquadrem
nos métodos estabelecidos em legislação específica.
9. Verificação do processo a ser efetuada pela Inspeção Federal junto ao estabelecimento
O Serviço de Inspeção Federal junto ao estabelecimento é responsável pela fiscalização do cumprimento
deste Regulamento Técnico, devendo proceder à verificação do processo de insensibilização e sangria,
mediante:
9.1. observação, em caráter aleatório, das operações de insensibilização e sangria e inspeção dos
equipamentos respectivos;
9.2. revisão dos registros de monitoramento levados a efeito pelo estabelecimento;
9.3. comparação do resultado das observações e da inspeção efetuadas com os registros correspondentes
ao monitoramento realizado pelo Controle de Qualidade do estabelecimento.
10. Aprovação de outros métodos de insensibilização
Admite-se a adoção de outros métodos de insensibilização. Torna-se necessário, para tanto, que a parte
interessada adote os seguintes procedimentos:
10.1. Requerer ao Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal – DIPOA – da Secretária de
Defesa Agropecuária, do Ministério da Agricultura e do Abastecimento, a aprovação do método. Anexar
ao requerimento literatura
60
especializada ou trabalho técnico-científico, avalizado por instituição de pesquisa, pública ou privada,
registrada e/ou certificada pelo órgão competente.
11. Disposições gerais e transitórias
11.1. No abate de coelhos permitir-se-á a insensibilização através de pequeno golpe no crânio, efetuado
com eficácia, de modo a resultar num estado de inconsciência imediata, até o desenvolvimento de um
sistema de abate humanitário baseado em princípios científicos, devidamente comprovados por
intermédio de literatura especializada.
11.2. A insensibilização dos animais silvestres, criados em cativeiro, deverá ser disciplinada por ocasião
da emissão dos Regulamentos Técnicos que regerão os abates dos mesmos.
11.3. É facultado o sacrifício de animais de acordo com preceitos religiosos, desde que sejam destinados
ao consumo por comunidade religiosa que os requeira ou ao comércio internacional com países que façam
essa exigência, sempre atendidos os métodos de contenção dos animais.
12. Referências
12.1. Anil, M.H & MacKinstry, J.L. The Effectiveness of High Frequency Electrical Stunning in Pigs.
Meat Science 31 (1992) 481- 491
12.2. Blackmore, D. K and Delany, M. W. Slaughter of stock - A pratical Review and Guide.
Publication No 119 - Veterinary Continuing Education - Massey University;
Palmeraton North - New Zealand - 1998
12.3. Jornal Oficial das Comunidades Européias. Diretiva 93/119CE, do Conselho, de 22 de dezembro de
1993, relativa à proteção dos animais no abate e/ou occisão
12.4. Troeger, K. Sacrificio: Protección animal y calidad de carne.
Fleischwirtsch, 71 (9) 1991 - 3 – 9
12.5. Troeger, K. and Woltersdorf, W. Gas anesthesia of slaughter pig.
Fleischwirtsch, español 2/1991 - 1063 – 1068
12.6. Inspeção de Carnes - Padronização de Técnicas, Instalações e Equipamentos, I - Bovinos: Currais
seus Anexos - Sala de Matança - 1971, DIPOA/Ministério da Agricultura, Brasil
12.7. Portaria N.º 711, de 01/11/95, publicada no DOU de 03/11/95, Normas Técnicas de Instalações e
Equipamentos para Abate e Industrialização de Suínos, Ministério da Agricultura, do Abastecimento e da
Reforma Agrária, Brasil
12.8. Portaria N.º 210, de 10/11/98, publicada no DOU de 26/11/98, republicada no DOU de 05/03/99,
Regulamento Técnico da Inspeção Tecnológica e Higiênico-Sanitária de Carnes de Aves, Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil
61
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 4, DE 31 DE MARÇO DE 2000
O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 83, inciso IV do
Regimento Interno da Secretaria, aprovado pela Portaria Ministerial nº 574, de 8 de dezembro de 1998,
considerando que é necessário instituir medidas que normatizem a industrialização de produtos de origem
animal, garantindo condições de igualdade entre os produtores e assegurando a transparência na
produção, processamento e comercialização, e o que consta do Processo nº 21000.003863/99-12, resolve:
Art. 1º. Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Carne Mecanicamente
Separada, de Mortadela, de Lingüiça e de Salsicha, em conformidade com os Anexos desta Instrução
Normativa.
Art. 2º. Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
ANEXO I
REGULAMENTO TÉCNICO PARA FIXAÇÃO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE CARNE
MECANICAMENTE SEPARADA (CMS) DE AVES, BOVINOS E SUÍNOS.
1. Alcance
1.1. Objetivo: Estabelecer a identidade e requisitos mínimos de qualidade que deverá obedecer o produto
Carne Mecanicamente Separada (CMS) para utilização em produtos cárneos.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade, descreve os
procedimentos utilizados para a separação mecânica da carne crua de aves, bovinos e suínos, de ossos,
carcaças ou partes de carcaças e indica ainda as condições de estocagem e manipulação das matérias
primas, bem como da carne mecanicamente separada. Indica-se ainda a composição básica da carne
mecanicamente separada que será destinada a elaboração de produtos cárneos industrializados cozidos
específicos.
2. Descrição
2.1. Definição: Entende-se por Carne Mecanicamente Separada (CMS) a carne obtida por processo
mecânico de moagem e separação de ossos de animais de açougue, destinada a elaboração de produtos
cárneos específicos.
2.2. Classificação: Trata-se de um Produto Resfriado ou Congelado.
2.3. Designação: (Denominação de Venda): O produto será designado de Carne Mecanicamente Separada
(CMS),seguido do nome da espécie animal que o caracterize.
Exemplo:
Carne Mecanicamente Separada de Ave
Carne Mecanicamente Separada de Bovino
Carne Mecanicamente Separada de Suíno
3. Referências
62
- Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal - RIISPOA Decreto nº
30.691 de 29/03/52.
- Codex Alimentarius, Vol. 10, Programa Conjunto FAO/OMS sobre Normas Alimentarias, Comisión
Del Codex Alimentarius, Roma, 1994.
- Code of Federal Regulations, Part 200 to end, USA, 1982.
- Portaria nº 368 , de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- Portaria 371/97 de 04 /09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de Alimentos- Ministério da
Agricultura e Abastecimento, Brasil
- Instrução Normativa n. 20 de 21.07.99, publicada no DOU de 09.09.99 Métodos Analíticos
Físico-químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA Ministério
da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
- Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas): Planos de Amostragem e Procedimentos
na Inspeção por Atributos, Ref. 03.011- NBR 5426 jan/1985.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição: serão utilizadas unicamente ossos, carcaças ou partes de carcaças de animais de
açougue (Aves, Bovinos e Suínos), que tenham sido aprovados para consumo humano pelo SIF (Serviço
de Inspeção Federal). Não poderão ser utilizadas cabeças, pés e patas.
4.1.1. Ingrediente Obrigatório: Carne
4.1.2. Ingredientes Opcionais: Não tem.
4.2. Requisitos:
4.2.1. Tratamento dos Ossos antes da Separação Mecânica: para a conservação e ou transporte de ossos,
carcaças ou partes de carcaças, serão adotadas relações de tempo/temperatura que assegurem as
características de qualidade para posterior utilização na separação mecânica.
4.2.2. Conservação dos Ossos, Carcaças e Partes de Carcaças:
- Manter os ossos, carcaças e partes de carcaças em temperatura até 10ºC e separar mecanicamente em um
prazo não superior a 5 horas
- Manter os ossos, carcaças e partes de carcaças em temperatura de até + 4ºC e separar mecanicamente em
um prazo não superior a 24 horas
- Manter os ossos, carcaças e partes de carcaças em temperaturas de até 0ºC e separar mecanicamente em
um prazo não superior a 48 horas Nota: Deve-se monitorar a temperatura ao longo do tempo de
armazenagem antes da separação.
4.2.3. Processo de Separação Mecânica: O processo de separação mecânica se efetuará de maneira que os
ossos, as carcaças e partes de carcaças, não se acumulem na sala de separação. A carne mecanicamente
separada deverá seguir imediatamente para refrigeração ou congelamento. A sala de separação mecânica
deverá ser exclusiva para tal finalidade. A temperatura da sala não deverá ser superior a +10ºC.
4.2.4. Conservação da Carne Mecanicamente Separada:
a) Se a carne mecanicamente separada não for utilizada diretamente como ingrediente de um produto
cárneo logo após o processo de separação mecânica, a mesma deverá ser refrigerada a uma temperatura
não superior a + 4ºC por no máximo de 24 horas
b) Se a carne mecanicamente separada for armazenada no máximo até 0ºC poderá ser utilizada em até 72
horas após sua obtenção.
c) A carne mecanicamente separada que for congelada, deverá ser em blocos com espessura máxima de
15 cm e conservada em temperatura não superior a -18ºC no prazo máximo de 90 dias.
d) Em todos os casos, deverão ser rigorosamente observados os padrões microbiológicos e proíbe-se o
congelamento da CMS Carne Mecanicamente Separada, resfriada, se vencido o seu prazo de conservação
conforme descritos nas letras a e b
63
4.2.5. Transporte da Carne Mecanicamente Separada:
a) A Carne Mecanicamente Separada poderá ser transportada Resfriada em temperatura não superior a +
4ºC e tempo não superior a 24 horas
b) A Carne Mecanicamente Separada poderá alternativamente ser transportada Resfriada em temperatura
não superior a 0ºC e por um tempo não superior a 72 horas, devendo-se avaliar criteriosamente os padrões
microbianos e a oxidação da CMS O Sistema de transporte deverá seguir os princípios de boas práticas de
manufatura, sendo que o material em contato com a carne mecanicamente separada, poderá ser plástico
ou aço inox, previamente limpos e desinfetados.
4.2.6. Limpeza do Equipamento de Separação: A limpeza e desinfecção dos equipamentos e instalações
da separação mecânica deve-se efetuar em interval suficiente para garantir a higiene em cada turno de
operação segundo as boas práticas de manufatura.
4.2.7. Características Sensoriais:
Cor : Característica
Odor : Característico
Textura: Pastosa
4.2.8. Características Físico-Químicas
Proteína (Mínima): 12%
Gordura (Máximo): 30%
Teor de Cálcio ( Máximo): 1,5% (Base Seca)
Diâmetro dos Ossos: 98% deverão ter Tamanho (máx.) de 0,5 mm
Largura (máx.) de 0,85 mm
Índice de peróxido (máximo): 1 mEq KOH por kg de gordura
4.2.9. Acondicionamento: A carne mecanicamente separada deverá ser acondicionada em
recipientes/embalagens adequados que garantam as condições de armazenamento e estocagem e,
confiram uma proteção adequada contra contaminação microbiana e de materiais tóxicos.
5. Contaminantes
5.1.1. Sugere-se que as práticas de higiene para a elaboração do produto, estejam de acordo com o
estabelecido no: "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos
Elaborados" (Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985).
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a Carne Fresca" (CAC/RCP 11-1976
(rev. 1, 1993).
"Código Internacional Recomendado de Práticas - Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.:
CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985)) - Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994).
5.1.2. Toda a carne mecanicamente separada usada para elaboração de produtos cárneos deverá ter sido
submetida aos processos de inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e
Sanitária de Produtos de Origem Animal" .
5.1.3. Os produtos cozidos e/ou esterilizados nos quais a CMS fizer parte da formulação quer como carne
ou ingrediente opcional deverá estar em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1 à 7.6.7. do "Código
Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimento pouco ácidos e Alimentos ácidos
Envasados".
5.2. Critérios Macroscópicos: Deverá atender a regulamentação especifica.
5.3. Critérios Microscópicos: Deverá atender a regulamentação especifica
5.4. Critérios Microbiológicos: Tendo-se em vista as características distintas de elaboração, a Carne
Mecanicamente Separada, deverá obedecer as seguintes características:
64
Microrganismo
Categoria Critério
Aceitação
Método do análises
Salmonella 10 n=5, c=2
25g
APHA- 1992, ou FDA 7th Ed., 1992 ISO
S. aureus
(UFC/g)
07
n=5, c=2
m= 5x10
2 M=
5x10³
APHA- 1992, ou FDA 7th Ed., 1992.
Clostridium
perfringens
(UFC/g)
07 n=5, c=2
m=1x102 M=
1x10³
FDA 7th Ed., 1992.
6. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
7. Rotulagem
O produto deverá ser devidamente rotulado com aprovação em órgão competente (DIPOA), de acordo
com o que se dispõe a legislação vigente.
8. Métodos de Análise
Instrução Normativa nº. 20 de 21.07.99, publicada no DOU de 09.09.99 &# 150; Métodos Analíticos
Físico-químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA Ministério
da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
9. Amostragem
Seguem os procedimentos recomendados na norma vigente.
Meat and Meat Products Sampling andpreparation of test samples
ISO 3100-2:1988 (E)
ISO 3100-1:1991 (E)
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE MORTADELA
1. Alcance
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto
cárneo industrializado denominado de Mortadela.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente regulamento refere-se ao produto Mortadela, destinado ao
comércio nacional e/ ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição: Entende-se por Mortadela, o produto cárneo industrializado, obtido de uma emulsão das
carnes de animais de açougue, acrescido ou não de toucinho, adicionado de ingredientes, embutido em
envoltório natural ou artificial, em diferentes formas, e submetido ao tratamento térmico adequado.
65
2.2. Classificação
De acordo com a composição da matéria-prima e das técnicas de fabricação:
Mortadela - Carnes de diferentes espécies de animais de açougue, carnes mecanicamente separadas, até o
limite máximo de 60%; miúdos comestíveis de diferentes espécies de animais de açougue (Estômago,
Coração, Língua, Fígado, Rins, Miolos), pele e tendões no limite de 10% (máx) e gorduras.
Mortadela Tipo Bologna - Carnes Bovina e/ou suína e/ou ovina e carnes mecanicamente separadas até o
limite máximo de 20%, miúdos comestíveis de bovino e/ou suíno e/ou ovino (Estômago, Coração,
Língua, Fígado, Rins, Miolos), pele e tendões no limite de 10% (máx) e gorduras.
Mortadela Italiana - Porções musculares de carnes de diferentes espécies de animais de açougue e
toucinho, não sendo permitida a adição de amido.
Mortadela Bologna - Porções musculares de carnes bovina e/ou suína e toucinho, embutida na forma
arredondada, não sendo permitida a adição de amido.
Mortadela de Carne de Ave - Carne de ave, carne mecanicamente separada, no máximo de 40%, até 5%
de miúdos comestíveis de aves ( Fígado, Moela e Coração) e gordura.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
Mortadela
Mortadela Tipo Bologna
Mortadela Italiana
Mortadela Bologna
Mortadela de Ave
3. Referências
- Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990, Brasil.
- Code of Federal Regulations, Animal and Animal Products, USA, 1982.
- Codex Alimentarius - Volume 10 - Programa conjunto FAO/OMS sobre Normas Alimentarias,
Comisión del Codex Alimentarius, Roma, 1994.
- ICMSF- Microorganismus in foods. 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific
applications. University of Toronto. Press, 1974.
- Decreto nº 63.526 de 04 de Novembro de 1968, Ministério da Agricultura, Brasil.
- European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC of 20 February 1995. Official Journal of the
European Communities No L61/1, 18/03/95.
- Portaria INMETRO nº 88 de 24 de Maio de 1996, Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo,
Brasil.
- Padrões Microbiológicos. Portaria nº 451 de 19/09/97 - Publicada no DOU de 02/07/98, Ministério da
Saúde - Brasil.
- Programa Nacional de Controle de Resíduos Biológicos. Portaria nº 110 de 26 de Agosto de 1996,
Ministério da Agricultura, Brasil.
- Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal - RIISPOA - Decreto nº
30.691, de 29 de março de 1952.
- Resolução 91/94- Mercosul, Portaria 74 de 25/05/95, Ministério da Ind., Com. e Turismo, Brasil.
- Resolução GMC 36/93- Mercosul, 1993.
- Portaria nº 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos –
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- Portaria nº 371, de 04/09/97 - Regulamento técnico para Rotulagem de Alimentos - Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) - Plano de Amostragem e Procedimentos
na Inspeção por atributos- 03.011- NBR 5426 - Jan/1985
66
- Portaria n º 1004 de 11.12.98 - Regulamento Técnico Atribuição de Função de Aditivos, Aditivos e seus
Limites Máximo de uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos - Ministério da Saúde, Brasil
- Instrução Normativa n. 20 de 21.07.99, publicada no DOU de 09.09.99 " Métodos Analíticos
Físico-químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA "
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios: Carne das diferentes espécies animais de açougue e sal.
Nota: Nas Mortadelas "Italiana" e "Bologna" o toucinho em cubos deverá ser aparente ao corte.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Água
Gordura animal e/ou vegetal
Proteína vegetal e/ou animal
Aditivos intencionais
Agentes de liga
Açucares
Aromas, especiarias e condimentos.
Vegetais (amêndoas, pistache, frutas, azeitonas, etc.)
Queijos
Nota: Permite-se a adição de proteínas não cárnicas de 4,0% (máx), como proteína agregada. Não
serápermitida a adição de proteínas não cárnicas nas mortadelas Bologna e Italiana, exceto as proteínas
lácteas.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1.Textura: Característica
4.2.1.2.Cor: Característica
4.2.1.3.Sabor: Característico
4.2.1.4.Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Carboidratos Totais (máx.)1 - 10%
Mortadelas Bologna e Italiana (máx.) 3%.
Amido (máx.)1 - 5,0%
Umidade (máx.) - 65%
Gordura (máx.) - 30% - Mortadelas Bologna e Italiana (máx.) 35%
Proteína (mín.) - 12%
PRODUTO TEOR DE CÁLCIO EM BASE SECA
Mortadela 0,9 %
Mortadela de Ave 0,6 %
Mortadela Tipo Bologna 0,3 %
Mortadela Italiana 0,1 %
Mortadela Bologna 0,1 %
67
(1)A somatória dos açúcares totais (carboidratos totais incluindo os de origem do amido ou da fécula) não
deverá ultrapassar o teor de 10% (dez por cento), sendo que o teor máximo de amido se limita a 5%
(cinco por cento).(Redação dada pela Instrução Normativa 36/2011/SDA/MAPA)
__________________________________________________________________ Redações Anteriores
4.2.3. Acondicionamento: A mortadela deverá ser embutida adequadamente para as condições de
armazenamento e que assegure uma proteção apropriada contra a contaminação.
4.2.3.1 Os envoltórios poderão estar protegidos por substâncias glaceantes que deverão estar aprovadas
junto ao órgão competente.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/ Elaboração De acordo com a legislação vigente.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não deverão estar presentes em quantidades superiores ao
limite estabelecido pelo Regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. Sugere-se que as práticas de higiene para a elaboração do produto, estejam de acordo com o
estabelecimento no: "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos
Cárnicos Elaborados" (Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985) "Código Internacional Recomendado de
Práticas de Higiene para a Carne Fresca" (CAC/RCP 11-1976 (rev. 1, 1993).
"Código Internacional Recomendado de Práticas - Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.:
CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985) - Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Mortadela deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" - Decreto nº 30.691, de 29/03/1952 .
7.1.3. As mortadelas deverão ser tratadas termicamente em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1. à
7.6.7. do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco ácidos e
Alimentos acidificados envasados".
7.2. Critérios Macroscópicos: Deverá atender a regulamentaçãoespecifica.
7.3. Critérios Microscópicos: Deverá atender a regulamentação especifica.
7.4. Critérios Microbiológicos: O produto deve obedecer a legislação específica em vigor.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o Regulamento vigente.
9. Rotulagem
9.1. Aplica-se o Regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 &# 150; Regulamento Técnico para
Rotulagem de Alimentos - Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.).
9.2. Será designado de "Mortadela" seguido da expressão que lhe for atribuída de acordo com a matéria
prima utilizada, processo tecnológico ou região de origem.
10. Métodos de Análises Físico-Químicos
- Instrução Normativa nº. 20 de 21.07.99, publicada no DOU de 09.09.99 " Métodos Analíticos
68
Físico-químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA "
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem os procedimentos recomendados na Norma vigente.
ANEXO III
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE LINGÜIÇA
1. Alcance
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar
oproduto cárneo denominado Lingüiça.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente regulamento refere-se ao produto Lingüiça, destinado ao comércio
nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição: Entende-se por Lingüiça o produto cárneo industrializado, obtido de carnes de animais de
açougue, adicionados ou não de tecidos adiposos, ingredientes, embutido em envoltório natural ou
artificial, e submetido ao processo tecnológico adequado.
2.2. Classificação: Variável de acordo com a tecnologia de fabricação.
Trata-se de um:
produto fresco
produto seco, curado e/ou maturado
produto cozido
outros.
De acordo com a composição da matéria-prima e das técnicas de fabricação:
Lingüiça Calabresa: É o produto obtido exclusivamente de carnes suína, curado, adicionado de
ingredientes, devendo ter o sabor picante característico da pimenta calabresa submetidas ou não ao
processo de estufagem ou similar para desidratação e ou cozimento, sendo o processo de defumação
opcional.
Lingüiça Portuguesa: É o produto obtido exclusivamente de carnes suína,] curado, adicionado de
ingredientes, submetido a ação do calor com defumação.
Nota: A forma de apresentação consagrada do produto é a de uma "ferradura", e com sabor acentuado de
alho.
Lingüiça Toscana: É o produto cru e curado obtido exclusivamente de carnes suína, adicionada de
gordura suína e ingredientes.
Paio: É o produto obtido de carnes suína e bovina (máximo de 20%) embutida em tripas natural ou
artificial comestível, curado e adicionado de ingredientes, submetida a ação do calor com defumação.
Nas lingüiças denominadas Tipo Calabresa, Tipo Portuguesa e Paio, que são submetidas ao processo de
cozimento, será permitido a utilização de até 20% de CMS - Carne Mecanicamente Separada, desde que
seja declarado no rótulo de forma clara ao consumidor a expressão "carne mecanicamente separada de
...." (espécie animal), além da obrigatoriedade de constar na relação de ingredientes a expressão
"contém..." ou "com CMS (espécie animal)".
69
Nota: a CMS utilizada poderá ser substituída pôr carne de diferentes espécies de animais de açougue, até
o limite máximo de 20 %.
2.3. Designação (Denominação de Venda): O produto será designado de Lingüiça, seguido de
denominação ou expressões que o caracterizem, de acordo com a sua apresentação para venda, tais como:
Lingüiça de Carne Bovina
Lingüiça de Carne Suína
Lingüiça de Lombo Suíno
Lingüiça de Lombo e Pernil Suíno
Lingüiça de Carne Suína Defumada
Lingüiça Calabresa
Lingüiça Portuguesa
Lingüiça Toscana
Lingüiça de Carne de Peru
Lingüiça de Carne de Frango
Lingüiça Mista
Lingüiça Tipo Calabresa
Lingüiça Tipo Portuguesa
Lingüiça Cozida de ...
Paio
Outros
3. Referências
- Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990, Brasil.
- Code of Federal Regulations, Animal and Animal Products, USA, 1982.
- Codex Alimentarius - Volume 10 - Programa conjunto FAO/ OMS sobre Normas Alimentarias,
Comisión del Codex Alimentarius, Roma, 1994.
- ICMSF- Microorganismus in foods. 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific
applications. University of Toronto. Press, 1974.
- Decreto nº 63.526 de 04 de Novembro de 1968, Ministério da Agricultura, Brasil.
- European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC of 20 February 1995. Official Journal of the
European Communities No L61/1, 18/03/95.
- Portaria INMETRO nº 88 de 24 de Maio de 1996, Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo,
Brasil.
- Padrões Microbiológicos. Portaria nº 451 de 19/09/97 - Publicada no DOU de 02/07/98, Ministério da
Saúde - Brasil.
- Programa Nacional de Controle de Resíduos Biológicos. Portaria nº 110 de 26 de Agosto de 1996,
Ministério da Agricultura, Brasil.
- Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal - RIISPOA - Decreto nº
30.691, de 29 de março de 1952.
- Resolução 91/94- Mercosul, Portaria 74 de 25/05/95, Ministério da Ind., Com. e Turismo, Brasil.
- Resolução GMC 36/93- Mercosul, 1993.
- Portaria nº 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico- Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/ Industrializadores de Alimentos – Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- Portaria nº 371, de 04/09/97 - Regulamento técnico para Rotulagem de Alimentos - Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) - Plano de Amostragem e Procedimentos
na Inspeção por atributos- 03.011- NBR 5426 - Jan/1985
- Portaria n º 1004 de 11.12.98 - Regulamento Técnico Atribuição de Função de Aditivos, Aditivos e seus
Limites Máximo de uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos - Ministério da Saúde, Brasil
- Instrução Normativa n. 20 de 21.07.99, publicada no DOU de 09.09.99 " Métodos Analíticos
Físico-químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA "
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
70
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios: Carne das diferentes espécies de animais de açougue e sal.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Gordura
Água
Proteína vegetal e/ou animal
Açúcares
Plasma
Aditivos intencionais
Aromas, especiarias e condimentos.
Notas:(Redação dada pela Instrução Normativa 44/2011/SDA/MAPA)
___________________________________________________________ Redações Anteriores
1. A adição de proteínas animais e vegetais nas lingüiças, de forma isolada ou combinada, é limitada ao
teor máximo de 2,5% (dois e meio por cento), como proteína agregada;(Acrescentado pela
InstruçãoNormativa 44/2011/SDA/MAPA)
1.1. A utilização do colágeno em suas diferentes apresentações, como proteína animal agregada, fica
limitada a 1,5% (um e meio por cento).(Acrescentado pela Instrução Normativa 44/2011/SDA/MAPA)
2. Na Lingüiça Toscana é proibido o uso de proteínas vegetais, sendo permitido o uso de colágeno como
proteínas animal agregada até limite de 1,5% (um e meio por cento).(Acrescentado pela Instrução
Normativa 44/2011/SDA/MAPA)
3. Nas Lingüiças Calabresa, Portuguesa, Blumenau e Colonial é proibido o uso de proteína agregada
animal e vegetal. (Acrescentado pela Instrução Normativa 44/2011/SDA/MAPA)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais: São definidas de acordo com o processo de obtenção.
4.2.1.1.Textura: Característica
4.2.1.2.Cor: Característica
4.2.1.3.Sabor: Característico
4.2.1.4.Odor: Característico
4.2.2.Características Físico-Químicas
FRESCAIS COZIDAS DESSECADAS
Umidade ( máx) 70% 60% 55%
Gordura ( máx) 30% 35% 30%
Proteína ( min) 12% 14% 15%
Cálcio (base seca) (máx) 0,1% 0,3% 0,1%
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. É proibido o uso de CMS (carne mecanicamente separada) em Lingüiças Frescais (cruas e
dessecadas).
4.2.3.2. O uso de CMS em Lingüiças Cozidas, fica limitado em 20%.
71
4.2.4. Acondicionamento Envoltórios naturais Envoltórios artificiais Embalagens plásticas ou similares
Caixas
4.2.4.1 Os envoltórios poderão estar protegidos por substâncias glaceantes, que deverão estar aprovadas
junto ao órgão competente.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/ Elaboração De acordo com o regulamento específico vigente.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores ao
limites estabelecido pelo Regulamento Vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto recomenda-se estar de acordo com o
estabelecido no:."Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos
Elaborados" (Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985).
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a Carne Fresca" (CAC/RCP 11-1976
(rev. 1, 1993).
"Código Internacional Recomendado de Práticas - Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.:
CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985) - Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
7.1.2. Toda a carne usada na elaboração de Lingüiças, deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" - Decreto nº 30691, de 29/03/1952.
7.1.3. As Lingüiças deverão ser tratadas termicamente em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1. à
7.6.7. do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco ácidos e
Alimentos acidificados envasados".
7.1.4. Após ter sido inspecionado a carne para Lingüiças, não deverá ficar exposta à contaminação ou
adicionada de qualquer substância nociva para o consumo humano.
7.1.5. As carnes para produção de Lingüiças e as Lingüiças já elaboradas, deverão ser manipuladas,
armazenadas e transportadas em locais próprios de forma que as Lingüiças estejam protegidas da
contaminação e deteriorização.
7.1.6. As Lingüiças curadas e dessecadas, defumadas ou não, poderão apresentar em sua superfície
externa "mofos", que deverão ser de gênero não nocivos a saúde humana.
7.2. Critérios Macroscópicos/ Microscópicos: O produto não deverá conter substâncias estranhas de
qualquer natureza.
7.3. Critérios Microbiológicos: O produto deve obedecer à legislação específica em vigor.
8. Pesos e Medidas Aplica-se o Regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se o Regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 - Regulamento Técnico para
Rotulagem de Alimentos - Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
9.1. Será designado de Lingüiça, seguida da expressão que lhe for atribuída, de acordo com a
matéria-prima utilizada, processo tecnológico ou região de origem.
72
10. Métodos de Análises Físico-Químicos
- Instrução Normativa n. 20 de 21.07.99, publicada no DOU de 09.09.99 " Métodos Analíticos
Físico-Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA
"Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados pela norma vigente (ABNT).
ANEXO IV
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE SALSICHA
1. Alcance
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o
produto cárneo industrializado denominado Salsicha.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente regulamento refere-se ao produto Salsicha, destinado ao comércio
nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição: Entende-se por Salsicha o produto cárneo industrializado, obtido da emulsão de carne de
uma ou mais espécies de animais de açougue, adicionados de ingredientes, embutido em envoltório
natural, ou artificial ou por processo de extrusão, e submetido a um processo térmico adequado.
Nota: As salsichas poderão ter como processo alternativo o tingimento, depelação, defumação e a
utilização de recheios e molhos.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cozido.
De acordo com a composição da matéria-prima e das técnicas de fabricação: Salsicha - Carnes de
diferentes espécies de animais de açougue, carnes mecanicamente separadas até o limite máximo de 60%,
miúdos comestíveis de diferentes espécies de animais de açougue (Estômago, Coração, Língua, Rins,
Miolos, Fígado), tendões, pele e gorduras.
Salsicha Tipo Viena - Carnes bovina e/ ou suína e carnes mecanicamente separadas até o limite máximo
de 40%, miúdos comestíveis de bovino e/ ou suíno (Estômago, Coração, Língua, Rins, Miolos, Fígado),
tendões, pele e gorduras.
Salsicha Tipo Frankfurt - Carnes bovina e/ ou suína e carnes mecanicamente separadas até o limite de
40%, miúdos comestíveis de bovino e/ ou suíno (Estômago, Coração, Língua, Rins, Miolos, Fígado)
tendões, pele e gorduras.
Salsicha Frankfurt - Porções musculares de carnes bovina e/ ou suína e gorduras.
Salsicha Viena -Porções musculares de carnes bovina e/ ou suína e gordura.
Salsicha de Carne de Ave - Carne de ave e carne mecanicamente separada de ave, no máximo de 40%,
miúdos comestíveis de ave e gorduras.
73
2.3. Designação (Denominação de Venda): Será denominada de Salsicha, e opcionalmente poderá ter as
seguintes denominações, isoladas ou combinadas de acordo com a sua apresentação para venda:
Salsicha
Salsicha Viena
Salsicha Frankfurt
Salsicha Tipo Viena
Salsicha Tipo Frankfurt
Salsicha de Carne de Ave
Salsicha de Peru
Outras
3. Referências
- Código de Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078 de 11 de Setembro de 1990, Brasil.
- Code of Federal Regulations, Animal and Animal Products, USA, 1982.
- Codex Alimentarius - Volume 10 - Programa conjunto FAO/OMS sobre Normas Alimentarias,
Comisión del Codex Alimentarius, Roma, 1994.
- ICMSF- Microorganisms in foods. 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific
applications. University of Toronto. Press, 1974.
- Decreto nº 63.526 de 04 de Novembro de 1968, Ministério da Agricultura, Brasil.
- European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC of 20 February 1995. Official Journal of the
European Communities No L61/1, 18/03/95.
- Portaria INMETRO nº 88 de 24 de Maio de 1996, Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo,
Brasil.
- Padrões Microbiológicos. Portaria nº 451 de 19/09/97 - Publicada no DOU de 02/07/98, Ministério da
Saúde - Brasil.
- Programa Nacional de Controle de Resíduos Biológicos. Portaria nº 110 de 26 de Agosto de 1996,
Ministério da Agricultura, Brasil.
- Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal - RIISPOA
Decreto nº 30.691, de 29 de março de 1952.
- Resolução 91/94- Mercosul, Portaria 74 de 25/05/95, Ministério da Ind., Com. e Turismo, Brasil.
- Resolução GMC 36/93- Mercosul, 1993.
- Portaria nº 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico- Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/ Industrializadores de Alimentos- Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- Portaria nº 371, de 04/09/97 - Regulamento técnico para Rotulagem de Alimentos - Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- Normas ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) - Plano de Amostragem e Procedimentos
na Inspeção por atributos-03.011- NBR 5426 - Jan/1985 Portaria n º 1004 de 11.12.98 – Regulamento
Técnico Atribuição de Função de Aditivos, Aditivos e seus Limites Máximo de uso para a Categoria 8 -
Carne e Produtos Cárneos - Ministério da Saúde, Brasil
- Instrução Normativa n. 20 de 21.07.99, publicada no DOU de 09.09.99 - Métodos Analíticos
Físico-químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA -
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios: Carnes das diferentes espécies de animais de açougue, conforme
designação do produto, observando definição estabelecida no Codex Alimentarius. Sal.
4.1.2.Ingredientes Opcionais
74
4.1.2.1 - O emprego de miúdos e vísceras comestíveis (coração, língua, rins, estômagos, pele, tendões,
medula e miolos), fica limitado no percentual de 10%, utilizados de forma isolada ou combinada, exceto
nas Salsichas Viena e Frankfurt.
4.1.2.2. - Outros Ingredientes Opcionais
Gordura animal ou vegetal
Água
Proteína vegetal e/ ou animal
Agentes de liga
Aditivos intencionais
Açucares
Aromas, especiarias e condimentos
Nota: Permite-se a adição de proteínas não cárnicas de 4,0% (max.), como proteína agregada. Não será
permitida a adição de proteínas não cárnicas nas salsichas Viena e Frankfurt, exceto as proteínas lácteas.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1.Textura : Característica
4.2.1.2.Cor : Característica
4.2.1.3.Sabor : Característico
4.2.1.4.Odor : Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Amido (máx.)1 - 2,0%
Carboidratos Totais (máx.)1 - 7,0%
Umidade (máx.) - 65%
Gordura (máx.) - 30%
Proteína (mín.) - 12%
PRODUTO TEOR DE CÁLCIO EM BASE SECA
Salsicha 0,9 %
Salsicha Viena 0,1 %
Salsicha Frankfurt 0,1 %
Salsicha Tipo Viena 0,6 %
Salsicha Tipo Frankfurt 0,6 %
Salsicha de Ave 0,6 %
(1)A somatória dos açúcares totais (carboidratos totais incluindo os de origem do amido ou da fécula)
não deverá ultrapassar o teor de 7% (sete por cento), sendo que o teor máximo de amido se limita a 2%
(dois por cento).(Redação dada pela Instrução Normativa 36/2011/SDA/MAPA)
___________________________________________________________________ Redações Anteriores
4.2.3. Acondicionamento: As salsichas deverão ser embaladas com materiais adequados para as condições
de armazenamento e que assegure uma proteção apropriada contra a contaminação.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/ Elaboração Deverá obedecer a legislação vigente.
6. Contaminantes: Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não deverão estar presentes em quantidades
superiores ao limite estabelecido pelo regulamento vigente.
7. Higiene
75
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. Sugere-se que as práticas de higiene para a elaboração do produto, estejam de acordo com o
estabelecimento no:
- "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
(Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)
- "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a Carne Fresca" (CAC/RCP 11-1976
(rev. 1, 1993)
- "Código Internacional Recomendado de Práticas - Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.:
CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985)) - Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salsichas deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" - Decreto nº 30691, de 29/03/1952 .
7.1.3. As carnes cruas, miúdos e gorduras e as Salsichas já elaborados, deverão ser manipuladas,
armazenadas e transportadas em locais próprios de forma que as carnes, gorduras e miúdos e as Salsichas
não deverão ficar expostos à contaminação ou adicionada de qualquer substância nociva para o consumo
humano.
7.1.4. As Salsichas deverão ser tratadas termicamente em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1 à 7.6.7
do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco Ácidos e
Alimentos pouco Ácidos Acidificados Envasados".
7.2. Critérios Macroscópicos: Deverá atender a regulamentação especifica.
7.3. Critérios Microscópicos: Deverá atender a regulamentação especifica
7.4. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o Regulamento vigente.
9. Rotulagem
9.1. Aplica-se o Regulamento vigente (Portaria n° 371, de 04/09/97) Regulamento Técnico para
Rotulagem de Alimentos - Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises Físico-Químicos Instrução Normativa n. 20 de 21.07.99 , publicada no DOU de
09.09.99 - Métodos Analíticos Físico-Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes -
Sal e Salmoura -SDA -Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem os procedimentos recomendados na Norma vigente.
D.O.U., 05/04/2000.
76
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 20, DE 31 DE JULHO DE 2000
O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO
ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 83, inciso IV do Regimento Interno da
Secretaria, aprovado pela Portaria Ministerial n° 574, de 8 de dezembro de 1998, considerando que é
necessário instituir medidas que normalizem a industrialização de produtos de origem animal, garantindo
condições de igualdade entre os produtores e assegurando a transparência na produção, processamento e
comercialização, e o que consta do Processo n° 21000.006298/99-36, resolve:
Art. 1° Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Almôndega, de
Apresuntado, de Fiambre, de Hambúrguer, de Kibe, de Presunto Cozido e de Presunto, conforme
consta dos Anexos desta Instrução Normativa.
Art. 2° Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
ANEXO I
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE ALMÔNDEGA
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o produto cárneo
denominado Almôndega
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se à Almôndega destinada ao comércio nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Almôndega o produto cárneo industrializado, obtido a partir da carne moída de uma ou
mais espécies de animais de açougue. moldada na forma arredondada, adicionada de ingredientes e
submetido ao processo tecnológico adequado .
2.2. Classificação
Trata-se de um produto: cru, semi-frito, frito, cozido ou esterilizado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Almôndega, seguido do nome da espécie animal, acrescido ou não do termo
"Carne".
Exemplos:
Almôndega Bovina ou Almôndega de Carne Bovina.
Almôndega de Frango ou Almôndega de Carne de Frango
Almôndega de Peru ou Almôndega de Carne de Peru
77
Outros.
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of lhe AOAC
international., 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria n° 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa n° 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal . Instrução Normativa n° 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria n° 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
-BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto n° 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto n° 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO n° 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei n° 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério dá Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria n° 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria n° 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES European Parliament and Council Directive n° 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. N° L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de Ias Naciones Unidas para Ia Agricultura y Ia Alimentacion. Organizacion
Mundial de Ia Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2°. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF Intemational Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
78
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO n° 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composição e requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carnes de diferentes espécies de animais de açougue.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Gordura animal e/ou vegetal
Água
Sal
Extensor de massa
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Carboidratos
Aditivos intencionais
Condimentos, aromas e especiarias
Nota: Permite-se, no limite máximo de 30%, a adição de carne mecanicamente separada, exclusivamente
em almôndega cozida. Será permitida a utilização de 4,0% (máx.) de proteína não cárnea na forma
agregada.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
São definidas de acordo com o processo de obtenção.
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Gordura (máx.) - 18%
Proteína (mín.) - 12%
Açucares totais (carboidratos)(máx.) ¿ 10%
Teor de cálcio (máx. Base seca) ¿ 0,1% em almôndega crua 0,45% em almôndega cozida
4.2.3. Acondicionamento
79
O produto deverá ser embalado com materiais adequados às condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e coadjuvantes de tecnologia/elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Réf. CAC/RCP 13 -1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de
Higiene para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 -1976 (rev. 1,1993)), do "Código Internacional
Recomendado de Práticas - Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 - 1969 (rev.
2 - 1985)} - Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria n° 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênicos-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos –
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Almôndega deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal"- Decreto n° 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3. As Almôndegas tratadas por processamento térmico deverão estar em conformidade com as seções
7.5 e 7.6.1. a 7.6.7. do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco
ácidos e Alimentos acidificados envasados".
7.2. Critérios Macroscópicos / Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria no 371, de 04/09/97 - Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
I0. Métodos de Análises
Portaria nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 ¿ Métodos Analíticos para
controle de Produtos Cárneos e seus ingredientes ¿ Métodos Físico-Químicos ¿ S D A ¿ Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
80
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE APRESUNTADO
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o produto cárneo
denominado Apresuntado.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Apresuntado destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Apresuntado o produto cárneo industrializado, obtido a partir de recortes e/ou cortes e
recortes de massas musculares dos membros anteriores e/ou posteriores de suínos, adicionados de
ingredientes e submetido ao processo adequado.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cozido.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
Será denominado de Apresuntado
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT ¿ Plano de amostragem e procedimentos na
inspeção por atributos ¿ 03.011. NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03.1995.
- BRASIL Ministério da Agricultura e do Abastecimento Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus ingredientes ¿ Sal e Salmoura ¿ SDA. Instrução Normativa nº 20 de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento. 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
81
- BRASIL. Ministério da Agricultura RIISPOA ¿ Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Industria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça. Departarmento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 ¿ Carne e Produtos Cárneos Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para las Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª Ed . v. 10, Roma, 1994. -
ICMSF, International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methodsfor microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for micobiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94 BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de pernil e/ou paleta de suíno
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio em forma de salmoura.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Açúcares
Malto dextrina
Condimentos, aromas e especiarias.
Aditivos intencionais
Nota: Será permitido a adição de 2,5% (máx.) de proteínas não cárnicas na forma agregada.
4.2. Requisitos
82
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Amido (Máx.)¹ - 2,0%
Carboidratos Totais (Máx.)¹ - 5,0%
Unidade (Máx.) - 75%
Gordura (Máx) - 12%
Proteína (Mín.) - 13%
(1) A somatória de açúcares totais (carboidratos totais incluindo os de origem do amido ou da fécula) não
deverá ultrapassar o teor de 5% (cinco por cento), sendo que o teor máximo de amido se limita a 2% (dois
por cento).(Redação dada pela Instrução Normativa 37/2011/SDA/MAPA)
_________________________________________________________________ Redações Anteriores
4.2.3. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos não deverão estar presentes em quantidades superiores aos limites
estabelecidos no regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárneos Elaborados" {(Ref.
CAC/RCP 13 ¿ 1976 (rev. 1.1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para
a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 ¿ 1976 (rev. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de
Práticas ¿ Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref. CAC/RCP1 ¿ 1969 (rev. 2 ¿ 1985)} ¿ Ref.
Codex Alimentarius, vol. 10. 1994
Portaria nº 368, de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos ¿ Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Apresuntado deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA ¿ "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" ¿ Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
83
7.1.3. Os apresuntados tratados por processamento térmico deverão estar em conformidade com as seções
7.5 e 7.6.1 a 7.6.7. do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco
ácidos e Alimentos acidificados envasados".
7.2 . Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 ¿ Métodos
Analíticos Físico-Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes ¿ Sal e Salmoura-
Secretaria de Defesa Agropecuária, Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO III
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE FIAMBRE
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o produto cárneo
denominado Fiambre.
1.1. Âmbito de aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Fiambre destinado ao comércio nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Fiambre o produto cárneo industrializado, obtido de carne de uma ou mais espécies de
animais de açougue, miúdos comestíveis, adicionados de ingredientes e submetido a processo térmico
adequado.
Nota: Faculta-se o uso de vegetais ou outro ingrediente na composição do produto.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cozido.
84
2.3. Designação (Denominação de Venda)
Será denominado de Fiambre
Nota: O produto poderá receber outras denominações, de acordo com a sua tecnologia e forma de
apresentação.
Exemplos:
Lanches
Pão de carne
Outros
3. Referências
¿ ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT ¿ Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos ¿ 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Associationof Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international. 42.1.03.1995.
- BRASIL Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL, Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes ¿ Sal e Salmoura ¿ SDA. Instrução Normativa nº 20 de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL ¿ Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da
Agricultura, 1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura RIISPOA ¿ Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Industria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça. Departamento de Proteção e Defesa do consumidor. 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL ¿ Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 ¿ Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98, Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
85
- EUROPEAN COMMUNITIES, European Parliament and Council Directive nº 95/2 EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1. 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Cárnicos. 2ª Ed. v. 10, Roma, 1994.
- ICMS . International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press. 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. Brasil. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de diferentes espécies de animais de açougue e sal.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Recheios (pistache, queijo, salame, etc.)
Açúcares
Malto dextrina
Condimentos, aromas e especiarias.
Aditivos intencionais
Nota: Permite-se, o limite máximo, de 30,0% de adição de carne mecanicamente separada; 10,0% de
miúdos comestíveis: 2.5% de proteínas não cárneas na forma agregada.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas:
A somatória de açúcares totais (carboidratos totais incluindo os de origem do amido ou da fécula) não
deverá ultrapassar o teor de 10% (dez por cento), sendo que o teor máximo de amido se limita a 5%
(cinco por cento).(Acrescentado pela Instrução Normativa 37/2011/SDA/MAPA)
86
Carboidratos Totais (Máx.) - 10% (somando-se o amido)
Umidade (Máx.) - 70%
Proteína (Mín.) - 12%
Amido (Máx.) - 5%
Teor de Cálcio (base seca) (Máx.) - 0,45%
4.2.3. Acondicionamento
O produto deverá ser acondicionado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que
lhe confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não deverão estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos no regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para elaboração do produto, estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárneos Elaborados"{(Ref.
CAC/RCP 13 -1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca"{(CAC/RCP 11-1976 (rev. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de Práticas
¿Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 ¿ 1969 (rev. 2 ¿ 1985) ¿ Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos ¿ Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Fiambre deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA ¿ "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal"- Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3. Os Fiambres tratados por processamento térmico deverão estar em conformidade com as seções 7.5
e 7.6.1 a 7.6.7 do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco
ácidos e Alimentos acidificados envasados".
7.2.Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
87
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21 de julho de 1999, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 ¿
Métodos Analíticos Físico-Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes ¿ Sal e
Salmoura ¿ SDA ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO IV
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE HAMBURGUER
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Hamburguer.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Hamburguer, destinado ao comércio nacional e/ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Hambúrguer (Hambúrguer) o produto cárneo industrializado obtido da carne moída dos
animais de açougue, adicionado ou não de tecido adiposo e ingredientes, moldado e submetido a processo
tecnológico adequado.
2.2 Classificação
Trata-se de um produto cru, semi-frito, cozido, frito, congelado ou resfriado.
2.3 Designação (Denominaçãode Venda)
O produto será designado de Hambúrguer ou Hambúrguer, seguido do nome da espécie animal, acrescido
ou não de recheio, seguido das expressões que couberem.
Exemplos:
Hambúrguer de Carne Bovina ou Hambúrguer de Bovino.
Hambúrguer de Carne Suína ou Hambúrguer Suíno.
Hambúrguer de Carne de Peru ou Hamburguer de Peru.
Hambúrguer de Carne de Frango ou Hamburguer de Frango.
Hambúrguer de Carne Bovina com Queijo ou Hamburguer de Bovino com Queijo.
Outros
88
3. Referências
¿ ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT- Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos ¿ 03.011. NBR 5426, jan/1985.
AOAC . Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e sue Ingredientes ¿ Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura, RIISPOA ¿ Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/06/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Industria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88 de, de
24/05/96. Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos, Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada o Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 ¿ Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004 de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2 EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Cárnicos. 2ª Ed. v. 10 Roma 1994.
- ICMSF ¿ International Commission On Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological specifications for Foods. micoorganisms in foods
2, Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applictions. University of Toronto Press,
1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
89
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de diferentes espécies de animais de açougue.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Gordura animal
Gordura Vegetal
Água
Sal
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Leite em pó
Açúcares
Malto dextrina
Aditivos intencionais
Condimentos, aromas e especiarias
Vegetais
Queijos
Outros recheios
Nota: Permite-se, no limite máximo de 30% a adição de carne mecanicamente separada, exclusivamente
em hamburguer cozido. Será permitida a adição de 4,0% (máx.) de proteína não cárnica na forma
agregada.
4.2 Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
São definidas de acordo com o processo de obtenção.
4.2.1.1 Textura: Caraterística
4.2.1.2 Cor: Característica
4.2.1.3 Sabor: Característico
4.2.1.4 Odor: Característico
4.2.2 Características Físico-Químicas
Gordura (máx.) ¿ 23%
Proteína (mín.) ¿ 15%
90
Carboidratos totais ¿ 3%
Teor de cálcio (máx. base seca) ¿ 0.1% em hamburguer cru
0,45% em hamburguer cozido
4.2.3. Acondicionamento
O hamburguer deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que
lhe confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos não deverão estar presentes em quantidades superiores aos limites
estabelecidos no regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1 As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárneos Elaborados" (Ref.
CAC/RCP 13 ¿ 1976 (rev. 1, 1985) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" (CAP/RCP 11 ¿ 1976 (rev. 1,1993) do "Código Internacional Recomendado de Práticas ¿
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos (Ref. CAC/RCP 1 ¿ 1969 (rev. 2 ¿ 1985)) ¿ Ref Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos-Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Hamburguer deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA ¿ "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal"- Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2 Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3 Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9 . Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Embalados ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21 de julho de 1999, publicada no Diário Oficial da União de 09/09/99 ¿
Métodos analíticos Físico-químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes ¿ Sal e
Salmoura S D A ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
91
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO V
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE KIBE
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Kibe.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Kibe, destinado ao comércio nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1 Definição
Entende-se por Quibe (kibe) o produto cárneo industrializado, obtidode carne bovina ou ovina , moída,
adicionado com trigo integral, acrescido de ingredientes. Quando a carne utilizada não for bovina ou
ovina, será denominado de Quibe (Kibe), seguido do nome da espécie animal de procedência.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cru, frito ou assado.
2.3 Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Quibe (Kibe), acrescido ou não de recheio, seguido das expressões que
couberem
Nota: Quando a carne utilizada não for bovina ou ovina deverá ser mencionada a espécie animal.
Exemplos:
Quibe de Frango
Quibe de Carne Suína
Quibe ou Quibe de Carne Bovina
Quibe com Amêndoas
Outros
3. Referências
- ABNT Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT ¿ plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos ¿ 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international, 42.1.03,1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições de Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para
92
Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do
abastecimento, 1997.
- BRASIL ¿ Ministério da Agricultura e do abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes- Sal e Salmoura ¿ S D A. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA ¿ Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça. Departamento de Proteção e Defesa do consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e
PadrõesMicrobiológicos para Alimentos . Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada o Diário Oficial da
União de 02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 ¿ Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2 / EC, of 20
february 1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de Las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Cárnicos. 2º ed. v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compedium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne, trigo integral e água
93
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Sal
Gordura vegetal e/ou animal
Proteínas de origem animal e/ou animal
Recheios
Condimentos, aromas e especiarias
Aditivos intencionais
Nota: Será permitida a utilização de 4.0% (máx.) de proteína não cárnea na forma agregada.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
São definidas de acordo com o processo de obtenção.
4.2.1.1 Textura: Característica
4.2.1.2 Cor: Característica
4.2.1.3 Sabor: Característico
4.2.1.4 Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Proteína (mín.) - 11%
Teor de cálcio (máx. base seca) - 0,1%
4.2.3. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente.
6. Contaminantes
Os Contaminantes orgânicos e inorgânicos não deverão estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos no regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As Práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárneos Elaborados"(Ref.
CAC/RCP 13 ¿ 1976 (rev. 1,1985) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" (CAC/RCP 11 ¿ 1976 (rev. 1,1993) do "Código Internacional Recomendado de Práticas ¿
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref. CAC/RCP 1 ¿ 1969 (rev. 2 ¿ 1985) ¿ Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
94
Portaria nº 368, de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos ¿ Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Quibes deverá ter sido submetida aos processos de inspeção
prescritos no RIISPOA. "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal"- Decreto nº 30.691., de 29/03/1952.
7.1.3. Os Quibes tratados por processamento térmico deverão estar em conformidade com as seções 7.5 e
7.6.1 a 7.6.7. do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco
ácidos e Alimentos acidificados envasados".
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371 de 04/09/97 ¿ Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Embalados ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21 de julho de 1999, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99
¿Métodos Analíticos Físico¿químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes ¿ Sal e
Salmoura ¿ S D A ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
D.O.U., 03/08/2000
95
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 21, DE 31 DE JULHO DE 2000
O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO
ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 83, inciso IV do Regimento Interno da
Secretaria, aprovado pela Portaria Ministerial nº 574, de 8 de dezembro de 1998, considerandoque é
necessário instituir medidas que normatizem a industrialização de produtos de origem animal, garantindo
a igualdade entre os produtos e assegurando a transparência na produção, processamento e
comercialização, e o que consta do processo nº 21000.007550/99-89, resolve:
Art. 1º Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Patê, de Bacon ou Barriga
Defumada e de Lombo Suíno, conforme consta dos Anexos desta Instrução Normativa.
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
Luiz Carlos de Oliveira
ANEXO I
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE PATÊ.
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o produto cárneo
denominado Patê.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Patê, destinado ao comércio nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Pasta ou Patê, seguido das especificações que couberem, o produto cárneo industrializado
obtido a partir de carnes e/ou cárneos e/ou miúdos comestíveis, das diferentes espécies de animais de
açougue, transformados em pasta, adicionado de ingredientes e submetido a um processo térmico
adequado.
Nota: As pastas poderão apresentar, em suas composições, fragmentos de tecido muscular e/ou vegetais
na forma trituradara ou em pedaços.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cozido, pasteurizado ou esterilizado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Pasta ou Patê, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem
de acordo com a sua apresentação para a venda.
Exemplos:
Patê de Fígado de Suíno
96
Patê de Bacon
Patê de Presunto
Patê de Galinha
Patê de Peru
Patê de Fígado de Aves
Patê de Calabres
Outros.
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas ABNT - Plano de amostragem e procedimento na
inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemist. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
- BRASIL Ministério de Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL, Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analísticos Físico-químicos para
controle de Produtos. Cárneos e os seus ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa nº 20,
de 21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL, Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. , de 20/12/99. Brasília: Ministério Instrução Normativa nº 42 da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento -
BRASIL Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL Ministério da Indústria, do Comércio o do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões, Ministério
da Agricultura Ministério da Indústria, do Comércio o do Turismo Microbiológicos para alimentos.
Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de 02/07/98. Brasília: Ministério da
Saúde, 1998.
- BRASIL Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para Categoria 8 - Carne e Produto Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC. Of 20 february
1995. Official Journal the European Communities. Nº L61/1.18/03/95.
97
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2a. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission en Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination os foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne e/ou miúdos das diferentes espécies de animais de açougue
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
Nota: Os patês, seguidos de sua designação, deverão conter no mínimo 30% da matéria-prima que o
designe, exceto o de fígado cujo limite mínimo poderá ser de 20%.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Gordura animal e/ou vegetal
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Açúcares
Maltodextrinas
Leite em pó
Amido
Aditivos intencionais
Vinho e conhaque
Condimentos, aromas e especiarias
Vegetais (amêndoas, pistaches, frutas, trufas, azeitonas, etc.)
Queijos
Nota: Permite-se à adição máxima de 3% de proteínas não cárneas na forma de proteína agregada.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
98
4.2.1.3. Sabor: Característica
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Amido (máx.) ¹ - 10%
Carboidratos Totais (máx.) ¹ - 10%
Umidade (máx.) - 70%
Gordura (máx.) - 32%
Proteína (mín.) - 8%
¹ A Somatória de Carboidratos Totais (máx.) e Amido (máx.) não deverá ser superior a 10%.
Nota: O Patê com teor de umidade maior que 60%, deverá ser, compulsoriamente, pasteurizado.
4.2.3. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado em materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com estabelecido no "Código
Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" {(Ref.
CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)} "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para
Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 -1976 (rev. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de Práticas -
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 - 1969 (ver. 2- 1985)} - Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitarios e de BoasPráticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos – Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne, miúdos comestíveis e gorduras usadas para elaboração de Patês deverão ter sido
submetidos aos processos de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e
Sanitária de Produtos de Origem Animal" - Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3. As matérias-primas (carnes cruas, miúdos comestíveis e gordura), vegetais e o produto elaborado
(Pasta ou Patê) devem ser manipulados, armazenados e transportados em locais próprios de forma que
não fiquem expostos à contaminação ou sofram adição de qualquer substância nociva para o consumo
humano.
7.1.4. Os Patês deverão ser tratados termicamente em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1 a 7.6.7, do
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco Ácidos e Alimentos
pouco Ácidos Acidificados Envasados".
99
7.2. Critérios Macroscópios/Microscópios
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente
8. Pesos e Medidas
Aplica-se ao regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 - Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos - Ministérios da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa n. 20, de 21.07.99, publicada no Diário Oficial da União, de 09.09.99 Métodos
Analíticos Físico Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE BACON E BARRIGA
DEFUMADA
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverão apresentar os produtos cárneos
denominados Bacon e Barriga Defumada.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se aos produtos Bacon e Barriga Defumada destinados ao comércio
nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Bacon, o produto cárneo industrializado, obtido do corte da parede torácico-abdominal
dos suínos, que vai do esterno ao púbis, com ou sem costela, com ou sem pele, adicionado de ingredientes
e submetido ao processo térmico adequado, com defumação.
2.1.1. O produto Barriga Defumada é obtido da porção abdominal (parte ventral) dos suínos.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto defumado, cozido ou não.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
100
O produto será designado de Bacon e Barriga Defumada, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com a sua apresentação para a venda.
Exemplos:
Bacon em pedaços
Bacon em peças
Bacon em cubos
Bacon redondo
Bacon fatiado
Barriga defumada
Outros.
Nota: O produto poderá ser obtido com os músculos adjacentes, sem osso, permitindo- se, neste caso, a
expressão "Especial" ou "Extra" na sua designação de venda.
Exemplos:
Bacon Especial Costela
Bacon Extra Lombo
Bacon Extra Paleta
Outros.
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03,1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de alimentos. Brasília: Ministério da agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL, Ministério da Agricultura e do Abastecimento Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA, Instrução Normativa nº 20, de
21//07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. de 20/12/99. Brasília: Ministério Instrução Normativa nº 42, da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
101
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, de 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, seus Limites
Máximos de Uso para Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de 11/12/98.
Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentaction. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2a Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo, Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul, Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1 Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Barriga de suíno
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Açúcares
Maltodextrina
Condimentos, aromas e especiarias
Aditivos intencionais
Nota: Permite-se a adição máxima de 2% de proteínas não cárneas na forma de proteína agregada.
4.2. Requisitos
102
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Caracteristico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Devido a natureza anatômica da matéria-prima, os parâmetros físico-químicos do produto são
dispensáveis pela sua alta variabilidade, exceto os previstos na Legislação de Aditivos Intencionais.
4.2.3. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com alegislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1 As práticas de higiene para a elaboração do produto, estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" (Ref.
CAC/RCP 13 1976 (rer. 1, 1985) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" (CAC/RCP 11-1976 (rer. 1, 1993)), do "Código de Internacional Recomendado de Práticas
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.: CAC/RCP 1 1969 (rer. 2 1985)) Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10,1994.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Bacon e Barriga Defumada deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3 As matérias-primas (carnes cruas) e o produto elaborado (Bacon e Barriga Defumada) devem ser
manipulados, armazenados e transportados em locais próprios de forma que não fiquem expostos à
contaminação ou sofram adição de qualquer substância nociva para o consumo humano.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
103
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos S.D.A
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO III
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE LOMBO
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o produto cárneo
denominado Lombo.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Lombo destinado ao comércio nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Lombo, seguido da especificação que couber, o produto cárneo industrializado obtido do
corte da região lombar dos suínos, ovinos e caprinos, adicionado de ingredientes e submetidos ao
processo tecnológicos adequado.
2.2. Classificação
Variável de acordo com a tecnologia de fabricação.
Lombo Tipo Canadense: é o produto obtido a partir do corte de carcaças de suínos denominados de
lombo, em peça íntegra ou parcial, adicionado de ingredientes, embutido em envoltórios naturais e/ou
artificiais, e submetido ao processo tecnológico adequado, defumado ou não.
Lombo Cozido: é o produto obtido a partir do corte de carcaças denominado de lombo, inteiro ou em
pedaços, adicionado de ingredientes, embutido em envoltórios naturais e/ou artificiais, e submetido ao
processo tecnológico adequado de cozimento, defumado ou não.
Lombo Temperado: é o produto obtido a partir do corte de carcaças denominados de lombo, inteiro ou em
pedaços, adicionado de ingredientes, submetido ao processo tecnológico adequado.
Lombo Curado Dessecado: é o produto obtido a partir do corte de carcaças denominado de lombo,
adicionado de sais de cura e ingredientes, embutido ou não, e submetido ao processo tecnológico
adequado, defumado ou não.
Carré Temperado (Kassler): é o produto obtido a partir do corte de carcaças denominado de lombo com
osso, inteiro ou cortado em pedaços, adicionado de ingredientes, submetido ao processo tecnológico
adequado, defumado ou não.
104
Outros.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Lombo, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem de
acordo com a sua apresentação para a venda.
Exemplos:
Lombo defumado
Lombo cozido
Lombo cozido e/ou defumado
Lombo tipo canadense defumado ou não
Lombo em cubos
Carré
Kassler
Outros.
Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas Normas. ABNT Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.103,1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Praticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. de 20/12/99. Brasília: Ministério Instrução Normativa nº 42, da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria n° 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
-BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto n° 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto n° 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo.Portaria INMETRO n° 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei n° 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
105
- BRASIL. Ministério da Saúde. Principios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicas para Alimentos. Portaria n° 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria n° 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive n° 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. N° L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF, International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composiçãoe Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Lombo
Sal
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Açúcares
Maltodextrina
Condimentos, aromas e especiarias
Aditivos intencionais
Nota: Permite-se a adição máxima de 2% de proteínas não cárneas na forma de proteína agregada.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
106
4.2.2. Características Físico-Químicas
Classificação Umidade
(máx.) %
Proteína (mÍn.)
%
Carboidratos
(máx.) %
Gordura
(máx) %
Lombo tipo
canadense
72 16 1 8
Lombo cozido 72 16 1 8
Lombo Curado
Dessecado
45
20 1 10
Lombo
Temperado
75 16 2
4.2.3. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" (Ref.
CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para
a Carne Fresca" (CAC/RCP 11-1976 (rev. 1, 1993)), do "Código Internacional Recomendado de Práticas
- Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref: CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 -1985))- Ref Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Lombo deverá ter sido submetida aos processos de inspeção
prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal" - Decreto n° 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3. As matérias-primas (carnes cruas) e o produto elaborado (Lombo) devem ser manipulados,
armazenados e transportados em locais próprios de forma que não fiquem expostos á contaminação ou
sofram adição de qualquer substância nociva para o consumo humano.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8 Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
107
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria n° 371, de 04/09/97 - Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos - Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa n° 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 – Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Métodos Físico-Químicos - S.D.A -
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
D.O.U., 03/08/2000
108
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 22, DE 31 DE JULHO DE 2000
O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO
ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 83, inciso IV do Regimento Interno da
Secretaria, aprovado pela Portaria Ministerial nº 574, de 8 de dezembro de 1988, considerando que é
necessário instituir medidas que normatizem a industrialização de produtos de origem animal, garantindo
condições de igualdade entre os produtores e assegurando a transparência na produção, processamento e
comercialização, e o que consta do Processo nº 21000.007551/99-41, resolve:
Art. 1º Aprovar os Regulamento Técnicos de Identidade e Qualidade de Copa, de Jerked Beef, de
Presunto tipo Parma, de Presunto Cru, de Salame, de Salaminho, de Salaminho tipo Alemão, de
Salame tipo Calabrês, de Salame tipo Friolano, de Salame tipo Napolitano, de Salame tipo
Hamburguês, de Salame tipo Italiano, de Salame tipo Milano, de Lingüiça Colonial e Pepperoni,
conforme consta dos Anexos desta Instrução Normativa.
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
ANEXO I
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE COPA.
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Copa.
1.2 Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Copa, destinado ao comércio nacional ou internacional.
2. Descrição
2.1 Definição
Entende-se por Copa, o produto cárneo industrializado, obtido do corte íntegro da carcaça suína,
denominado de nuca ou sobrepaleta, adicionado de ingredientes, maturado, dessecado, defumado ou não.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2 Classificação
Trata-se de um produto curado, maturado e dessecado
2.3 Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Copa, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem, de
acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
Copa em Pedaços
109
Copa Fatiada
Copa em Cubos
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Associacion of Official Analytical Chemists. Offcial methods of anallysis: of the AOAC
international., 42.03,1995
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL.Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal Instrução. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Regulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97 Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento. 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura RIISPOA Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96
Brasília: INMETRO, 1996
BRASIL Ministério da Justiça, Código de Proteção e Defesa do Consumidor Lei nº 8.078, de 11/09/90,
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípio Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus Limites
Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portarianº 1002/1004, de 11/12/98.
Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos, 2ª. Ed, v. 10. Roma, 1994.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
110
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL, Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Comum (GMC) 36/93. Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de Suíno (nuca ou sobrepaleta)
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Açúcares
Condimentos, aromas e especiarias
Aditivas intencionais
4.1.3. Coadjuvantes de Tecnologia
Cultivos Iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: característica
4.2.1.2. Cor: De tonalidade avermelhada, com gordura esbranquiçada entremeada, podendo apresentar
pontos de condimentos visíveis ao corte
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2 Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (máx.) - 0,90
Umidade (máx.) - 40%
Gordura (máx.) - 35%
Proteína (mín.) - 20%
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado.
4.2.4. Acondicionamento
111
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
Nota: Não será permitida a adição de fosfatos.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de
Higiene para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rev. 1, 1993)}, do "Código Internacional
Recomendado de Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref. CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2,
1985)} Ref. Codex Alimentarius, vol. 10,1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/ Industrializadores de Alimentos Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração da Copa deverá ter sido submetida aos processos de inspeção
prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal"
- Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópios/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos SDA
Ministério da agricultura e do Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03,1995.
112
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE CARNE BOVINA
SALGADACURADA DESSECADA OU JERKED BEEF
1. Alcance
1.1. objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Carne Bovina Salgada Curada Dessecada ou Jerked Beef.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Carne Bovina Salgada Curada Dessecada ou Jerked Beef,
destinada ao comércio nacional ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Jerked Beef ou Carne Bovina Salgada Curada Dessecada, o produto cárneo
industrializado, obtido de carne bovina, adicionado de cloreto de sódio e sais de cura, submetido a um
processo de maturação e dessecação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cru, curado e dessecado.
2.3 Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Jerked Beef, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem de
acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
Jerked Beef Picado
Outras
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Normas ABNT Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério de Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores. Brasília: O Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos de Alimentos. Analíticos Físico-
químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução
Normativa nº 20, de 21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
113
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº. 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da
Agricultura, 1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA- Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura. 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria nº 88 de 24/05/96. Brasília:
INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça, Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde, Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde, Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11.12.98, Brasília: Ministério da Saúde, 1998.- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official jornal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para a Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1996
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Comum (GMC) 36/93. Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de Bovina, água, sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Açúcares
Aditivas intencionais
Coadjuvantes de Tecnologia
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
114
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2 Características Físico-Químicas
Atividade de Água Aw (máx.) - 0,78
Umidade (máx.) - 55%
Matéria Mineral (máx.) - 18,3%
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos não devem estar presente em quantidades superiores aos limites
estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto de acorod com o estabelecido no "Código
Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" {(Ref.
CAC/RCP 13 1976 (rer. 1, 1985)} "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" do "Código Internacional Recomendado de Práticas Princípios Gerais de Higiene dos
Alimentos" {Ref.: CAC/RCP 1 1969 (rer. 2 1985)} Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994. Portaria nº
368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de
Elaboração para Estabelecimentos Elaborados / Industrializadores de Alimentos- Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração do Jerked Beef deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescrita no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal"- Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópios/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3 Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
115
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil)
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos
SDAMinistério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03,1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO III
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE PRESUNTO TIPO PARMA.
1. Alcance
1.1 Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Presunto Tipo Parma.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Presente Tipo Parma, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Presunto Tipo Parma, o produto cárneo industrializado obtido do pernil íntegro
selecionado de suínos pesados, sem a pata, salgado e dessecado por um período mínimo de 10 meses.
Nota 1: Entende-se por suíno pesado, animais vivos com peso mínimo de 130 kg, selecionados para a
finalidade.
Nota 2: A presença de "mofos" característicos, é conseqüência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto salgado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Presunto Tipo Parma, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
Presunto Tipo Parma fatiado
116
Presunto Tipo Parma em partes
Presunto Tipo Parma desossado
Outros
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
internacional., 42.1.03,1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97, Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaborados/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento.
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União. de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97 . Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiógicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de 11/12/98
: Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Cuncil Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communites. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS.Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specification for Foods. Compendium of methods
for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
117
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Pernil íntegro de suíno (peso mínimo de 9kg) e sal.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.3. Coadjuvantes tecnológicos
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Caraterístico
4.2.1.4. Odor: Caraterístico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividades de água Aw (max.) 0,92
Gordura (máx.) 15%
Proteína (mín.) 27%
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado, limitado ao período mínimo de 10 meses.
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
Nota: Não será permitida a adição de fosfatos.
6. Contaminantes
118
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 1976 (rev. 1,1985)}, do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene
para a Carne Fresca" {(Ref. CAC/RCP 11 1976 (rev. 1,1993)}, Princípios Gerais de Higiene dos
Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 1969 (ver. 2 1985)} Ref. Codex Alimentarius, vol.10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração do Presunto tipo Parma deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
Nota: Opcionalmente poderá ser usada expressão que indique o período de maturação.
10. Métodos de Análises
- Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos
SDAMinistério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
- AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03, 1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO IV
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE PRESUNTO CRU.
1. Alcance
1.1. Objetivo
119
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Presunto Cru.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Presunto Cru, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Presunto Cru, o produto cárneo industrializado obtido do pernil ou corte do pernil de
suínos, adicionado ou não de condimentos, curado ou não, defumado ou não e dessecado.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é conseqüência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cru, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Presunto Cru, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem
de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplo:
- Presunto Cru Fatiado
- Presunto Cru em Cubos
- Presunto Cru Tipo Espanhol
- Presunto Cru Tipo Italiano
- Outros
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. ABNT Plano de amostragem e procedimento na
inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international. 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
120
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la AlimentacionOrganizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos, 2ª Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Pernil ou corte de pernil suíno e sal
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Açúcares
Condimentos, aromas e especiarias
Aditivos intencionais
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
121
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4 Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (max.) 0,92
Gordura (max.) 20%
Proteína (min.) 27%
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado.
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
Nota: Não será permitida a adição de fosfatos.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados {(Ref.
CAC/RCP 13 1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rev. 1, 1993)}, do "Código Internacional Recomendado de Práticas
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 1969 (rev. 2 1985)} Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos- Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração do Presunto Cru deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
122
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos SDA
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03, 1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO V
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE SALAME
1. Alcance
1.1. Objetivos.
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salame, destinado ao comércio nacional e/ou internacional
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Salame, o produto cárneo industrializado obtido de carne suína ou suína e bovina
adicionado de toucinho, ingredientes, embutido em envoltórios naturais e/ou artificiais, curtido
fermentado, maturado, defumado ou não e dessecado.
Nota 1: A presença de "mofos" característicos, é conseqüência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto cru, curado, fermentado, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
123
O produto será designado de Salame, seguido ou não das expressões que caracterizem sua origem
processo de obtenção.
Exemplos:
Salame Tipo Italiano
Salame Tipo Milano
Salame Tipo Hamburgues
Salame Tipo Friolano
Salame Tipo Calabres
Salame Tipo Alemão
Salaminho
Outros
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Tecnicas. Normas ABNT ¿ Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos ¿ 03.011. NBR 5426,jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods. of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitarias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes ¿ Sal e Salmoura ¿ SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97 . Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA ¿ Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
124
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 ¿ Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentation. Organizacion
Mundialde la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1 Composição (Redação dada pela Instrução Normativa 43/2011/SDA/MAPA)
___________________________________________________________________ Redações Anteriores
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne Suína (mínimo de 60%, exceto para o salame tipo hamburguês, onde o teor permitido é de no
mínimo 50%)
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Carne Bovina
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteína animal (Proteína lácteas, colágeno e outras); (Redação dada pela Instrução Normativa
43/2011/SDA/MAPA)
___________________________________________________________________ Redações Anteriores
Aditivos intencionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
125
Nota: Para a proteína animal de colágeno nas suas diversas formas, permite-se o teor máximo de 1,5%
(um vírgula cinco por cento).(Acrescentada pela Instrução Normativa 43/2011/SDA/MAPA)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
De acordo com a designação do produto em seus respectivos regulamentos técnicos.
Valores máximos e mínimos aceitáveis:
Atividade de água ¿ Aw (máx.) - 0,92
Umidade (máx.) - 40%
Gordura (máx.) - 35%
Proteína (mín.) - 20%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.3. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
126
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" (Ref.
CAC/RCP 13 ¿ 1976 (rer. 1, 1985)) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" (CAC/RCP 11 ¿ 1976 (rer. 1, 1993)), do "Código Internacional Recomendado de Práticas ¿
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.: CAC/RCP 1 ¿ 1969 (rer. 2 ¿ 1985)) ¿ Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salames deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA ¿ "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" ¿ Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97- Regulmento Técnico para Rotulagem de
Alimentos ¿ Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99- Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus ingredientes ¿ Métodos Físico-Químicos ¿ SDA
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03, 1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO VI
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAMINHO
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salaminho.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salaminho, destinado ao comércio nacional ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
127
Entende-se por Salaminho, o produto cárneo industrializado, elaborado de carne suína ou suína e bovina,
toucinho, com granulometria média entre 6 e 9 mm, embutido em envoltórios naturais ou artificiais,
adicionado de ingredientes, curado, defumado ou não fermentado, maturado e dessecado por tempo
indicado pelo processo de fabricação.
Nota 1: O produto é caracterizado por ser embutido em tripas com calibre até 50 mm.
Nota 2: A presença de "mofos" característicos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto curado, fermentado, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salaminho, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem de
acordo com sua apresentação para venda.
Ex.: Salaminho fatiado
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento.
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-Químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97 . Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/9?.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimentode Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98, Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
128
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1,18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne Suína (mínimo de 60%)
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Carne Bovina
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos intencionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
129
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3 Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (máx.) - 0,90
Umidade (máx.) - 35%
Gordura (máx.) - 32%
Proteína (mín.) - 25%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 1976 (rer. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene
para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rer. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de
Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 1969 (rer. 2 - 1985)} Ref.
Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
130
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de
BoasPráticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salaminho deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos SDA
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03, 1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO VII
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAME TIPO ALEMÃO
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame Tipo Alemão.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salame Tipo Alemão, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Salame Tipo Alemão, o produto cárneo industrializado, elaborado a partir de carne
exclusivamente de suínos, adicionado de toucinho, moídos em granulometria fina (de 3 a 6 mm),
131
embutidos em envoltório natural ou artificial, curado, fermentado, maturado, defumado ou não e
dessecado por tempo indicado pelo processo de fabricação.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto curado, fermentado, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salame Tipo Alemão, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
Salame Tipo Alemão Fatiado
Salame Tipo Alemão em Cubos
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-Químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97 . Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministérioda Indústrica, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
132
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministérios da Saúde. Regulamento Técinco de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parlament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma,1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93 Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de suíno
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Leite em pó
Açucares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos intencionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
133
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2 Características Físico-químicas
Atividade de água Aw (máx.) - 0,92
Umidade (máx.) - 40%
Gordura (máx.) - 35%
Proteína (mín.) - 25%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de
Higiene para a Carne Fresca " {(CAC/RCP 11 1976 (rev. 1, 1993)}, do "Código Internacional
134
Recomendado de Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref. CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2,
1985)} Ref. Codex Alimentarius, vol. 10,1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/ Industrializadores de Alimentos Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salame tipo Alemão deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e sanitário de
Produtos de Origem Animal"-Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o Regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos SDA -
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03,1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO VIII
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAME TIPO CALABRES
1. Alcance
1.1. objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame Tipo Calabres.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salame Tipo Calabres, destinados ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
135
Entende-se por Salame Tipo Calabres, o produto cárneo industrializado, elaborado de carne suína ou
suína e bovina, adicionado de toucinho, moídos em granulometria média entre 10 e 15 mm, adicionado de
ingredientes, embutido em envoltório natural ou artificial, curado, fermentado, maturado e dessecado por
tempo indicado pelo processo de fabricação.
Nota 1: A presença de "morfos" caraterísticos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
Nota 2: O produto é caracterizado pelo sabor picante e calibre 80 mm.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto curado, fermentado e dessecado.
2.3 Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salame Tipo Calabres, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplo:
- Salame Tipo Calabres Fatiado
- Salame Tipo Calabres em Cubos
- Outros
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério de Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento. Técnico para Rotulagemde
Alimentos. Portaria no. 371 de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº. 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL, Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
136
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98, Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v, 10, Roma, 1994.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Comum (GMC) 36/93. Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de Bovina (mín. 60%)
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
Pimenta calabresa
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Leite em Pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos intencionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3 Coadjuvantes de tecnologia Cultivos iniciadores (starters)
137
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2 Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (máx.) - 0,90
Umidade (máx.) - 35%
Gordura (máx.) - 35%
Proteína (mín.) - 25%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Dependente do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de
138
Higiene para a Carne Fresca " {(CAC/RCP 11 1976 (rev. 1, 1993)}, do "Código Internacional
Recomendado de Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref. CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2,
1985)} Ref. Codex Alimentarius, vol. 10,1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/ Industrializadores de Alimentos Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salame Tipo Calabres deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescrição no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Método Físico-Químicos SDA -
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
- AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03.1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigentes.
ANEXO IX
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAME TIPO FRIOLANO
1.Alcance
1.1. objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame Tipo Friolano.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salame Tipo Friolano, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
139
Entende-se por Salame Tipo Friolano, o produto cárneo industrializado, elaborado exclusivamente de
carnes suínas e toucinho, adicionado de ingredientes, moídos em granulometria média entre 6 e 9 mm,
embutido em envoltórios naturais ou artificiais, adicionados de ingredientes, curado, defumado ou não,
fermentado, maturado e dessecado por tempo indicado pelo processo de fabricação.
Nota: A presença de "morfos" caraterísticos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto curado, fermentado e dessecado.
2.3 Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salame Tipo Friolano, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
- Salame Tipo Friolano Fatiado
- Salame Tipo Friolano em Cubos
- Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Método Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicadano Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo, Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
140
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98, Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos, 2ª, Ed, v, 10, Roma, 1994.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Comum (GMC) 36/93. Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de suíno
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos intencionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
141
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2 Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (máx.) - 0,90
Umidade (máx.) - 35%
Gordura (máx.) - 30%
Proteína (mín.) - 25%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quatidades superiores aos limites
estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Condições Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de
Higiene para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rev. 1, 1993)}, do "Código Internacional
142
Recomendado de Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 - 1969 (rev.
2, 1985)} Ref. Codex Alimentarius, vol. 10,1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/ Industrializadores de Alimentos Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salame tipo Friolano deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil)
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos SDA AOAC
Official Methods of Analysis, 42.1.03,1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO X
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAME TIPO NAPOLITANO
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame Tipo Napolitano.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salame Tipo Napolitano, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Salame Tipo Napolitano, o produto cárneo industrializado, elaborado a partir de carnes
suínas ou suínas e bovinas, adicionado de toucinho, ingredientes, moídos em granulometria grossa (de 8 a
143
12 mm), pimenta do reino quebrada ou em grãos, alho, embutido em envoltório natural ou artificial,
curado, fermentado, maturado, defumado ou não e dessecado por tempo indicado pelo processo de
fabricação.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é conseqüência natural do seu processo tecnológico de
fabricação
2.2. Classificação
Trata-se de um produto curado, fermentado, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salame Tipo Napolitano, seguido de expressões que o caracterizem:
Salame Tipo Napolitano Fatiado
Salame Tipo Napolitano em Cubos
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011. NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
internacional., 42.1.03,1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadoresde Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-Químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento. 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília. Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451. de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília. Ministério da Saúde, 1998.
144
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communites. Nº L61/1,18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agriculrura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v, 10, Roma, 1994.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF. 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis. Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de suíno (mínimo de 60%)
Toucinho
Pimenta do reino
Alho
Sal e nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Carne bovina
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos internacionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (startes)
145
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (max.) - 0,91
Umidade (max.) - 35%
Gordura (máx.) - 35%
Proteína (mix.) - 23%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnólógico empregado
4.2.4. Forma e Peso: Variáveis
4.2.5. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
146
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 1976 (rer. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene
para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rer. 1,1993)}, do Código Internacional Recomendado de
Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref: CAC/RCP 1 1969 (rer. 2 1985)} Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos-Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salame Tipo Napolitano deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
- Instrução Normativa nº 20, de 21.07.99, publicada no Diário Oficial da União, de 09.09.99 Métodos
Analíticos Fisico-Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmora SDA
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil. AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03,1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO XI
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAME TIPO
HAMBURGUES
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame Tipo Hamburgues
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salame Tipo Hamburguês, destinado ao comércio nacional
ou internacional.
147
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Salame Tipo Hamburgues, o produto cárneo industrializado, elaborado de carnes suínas
ou suínas e bovinas, adicionado de ingredientes, com granulometria média entre 3 e 6 mm embutido em
envoltórios naturais ou artificiais, curado, defumado,fermentado, maturado, e dessecado por tempo
indicado pelo processo de fabricação.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto curado, defumado, fermentado, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salame Tipo Hamburgues, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
Salame Tipo Hamburgues Fatiado
Salame Tipo Hamburgues em Cubos
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de NormasTécnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03,1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento,1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-Químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília. Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
148
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1,18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agriculrura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v, 10, Roma, 1994.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis. Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de Suíno (mínimo 50%)
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Carne Bovina
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos internacionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
149
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (max.) - 0,92
Umidade (max.) - 40%
Gordura (max.) - 35%
Proteína (min.) - 23%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnólógico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
150
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 1976 (rer. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene
para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (ver. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de
Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref. CAC/RCP 1 1969 (rer. 2 1985)} Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos – Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salame Hamburgues deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos SDA
Minsitério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03,1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO XII
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAME TIPO ITALIANO
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame Tipo Italiano.
1.2. Âmbito de Aplicação
151
O presente regulamento refere-se ao produto Salame Tipo Italiano, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Salame Tipo Italiano, o produto cárneo industrializado, elaborado de carnes suínas ou
suínas e bovinas, toucinho, adicionado de ingredientes, moídos em granulometria média entre 6 e 9 mm,
embutidos em envoltórios naturais ou artificias, curado, defumado ou não, fermentado, maturado e
dessecado por tempo indicado pelo processo de fabricação.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-sede um produto curado, fermentado, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salame Tipo Italiano, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplo:
Salame Tipo Italiano Fatiado
Salame Tipo Italiano em Cubos
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas, Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03,1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-Químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
152
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1,18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v, 10, Roma, 1994.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de Suíno (min. 60%)
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Carne bovina
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos intencionais
153
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (max.) - 0,90
Umidade (max.) - 35%
Gordura (max.) - 32%
Proteína (mín.) - 25%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
154
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no {(Ref.
CAC/RCP 13 1976 (rer. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rer. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de Práticas
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref. CAC/RCP 1 1969 (rer. 2 1985)} Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos – Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Salame Italiano deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 – Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Métodos Físico-Químicos SDA
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03, 1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO XIII
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO SALAME TIPO MILANO
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Salame Tipo Milano.
155
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Salame Tipo Milano, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Salame Tipo Milano, o produto cárneo industrializado, elaborado de carnes suínas ou
suínas e bovinas, toucinho, adicionado de ingredientes, com granulometria média entre 3 e 6 mm,
embutido em envoltóriosnaturais ou artificias, curado, defumado ou não, fermentado, maturado e
dessecado por tempo indicado pelo processo de fabricação.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.3. Classificação
Trata-se de um produto curado, fermentado, maturado e dessecado.
2.2. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Salame Tipo Milano, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplo:
Salame Tipo Milano Fatiado
Salame Tipo Milano em Cubos
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03,1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
156
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1,18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. Ministério da Indústria, do Comércio e do
Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de Suíno (mín. 60%)
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Carne bovina
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos intencionais
157
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (máx.) 0,90
Umidade (máx.) 35%
Gordura (máx.) 35%
Proteína (mín.) 23%
Carboidratos totais (máx.) - 4,0%
___________
Nota:
Redação dada pelo(a) Instrução Normativa nº 55/2003/SDA/MAA.
Redação(ões) anterior(es):
Redação original
___________
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
158
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 1976 (rer. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene
para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rer. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de
Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 1969 (rer. 2 1985)} Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração do Salame tipo Milano deverá ter sido submetida aos processos
de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos
O produto não deverá conter estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21.07.99, publicada no Diário Oficial da União, de 09.09.99 Métodos
Analíticos Físico-Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA
Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
- AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03, 1995.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO XIV
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DA LINGUIÇA COLONIAL
1. Alcance
1.1 Objetivo
159
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Lingüiça Colonial.
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamentorefere-se ao produto Lingüiça Colonial, destinado ao comércio nacional ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Lingüiça Colonial, o produto cárneo industrializado, elaborado exclusivamente a partir de
carnes suínas, adicionado de toucinho, ingredientes, moído em granulometria variável, embutida em
envoltório natural, curado, que sofre um processo rápido de fermentação, defumado e dessecado por
tempo indicado pelo processo de fabricação.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é consequência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação
Trata-se de um produto curado, defumado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Lingüiça Colonial, seguido de expressões ou denominações que o
caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seu Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento., 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção e Sanitária de Produtos de
Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
160
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. Internacional Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de suíno
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Proteínas lácteas
Aditivos intencionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
161
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Gordura (máx.) - 30%
Proteína (min.) - 18%
Carboidratos totais (máx.) - 1,5%
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.4. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene
para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rev. 1,1993)}, do "Código Internacional Recomendado de
Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 1969 (rev. 2 - 1985)} Ref.
Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos- Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Linguiça Colonial deverá ter sido submetida aos processos
de inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
162
7.2. Critérios Macroscópicos/ Microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº. 20, de 21.07.99, publicada no Diário Oficial da União, de 09.09.99 Métodos
Analíticos Físico-Químicos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
ANEXO XV
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DO PEPPERONI
1. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Pepperoni.
2. Âmbito de Aplicação
O presente regulamento refere-se ao produto Pepperoni, destinado ao comércionacional ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Pepperoni, o produto cárneo industrializado, elaborado de carnes suínas ou suínas e
bovinas, toucinho, adicionado de ingredientes, com granulometria média entre 3 e 6 mm, embutido em
envoltórios naturais ou artificiais, apimentado, curado, fermentado, maturado, dessecado por tempo
indicado pelo processo de fabricação, defumado ou não.
Nota 1: A presença de "mofos" característicos, é conseqüência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
Nota 2: O produto poderá sofrer processo de dessecação rápida em estufas apropriadas até que a
temperatura no centro do mesmo atinja 62ºC, mantendo-se as características de um produto maturado e
dessecado.
2.2. Classificação
163
Trata-se de um produto curado, fermentado, maturado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado de Pepperoni, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem de
acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
Pepperoni fatiado
Pepperoni em cubos
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT Plano de amostragem e procedimento
na inspeção por atributos 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Oficial Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
internacional., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério da agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento: Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Sal e Salmoura SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Official da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97 . Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Fundação de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para Categoria 8 Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de 11/12/98.
Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
164
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2a. Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio
e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de suíno (mínimo 50%)
Toucinho
Sal, nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
Páprica (pimentão vermelho picante)
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Carne bovina
Proteínas não cárneas
Leite em pó
Açúcares
Maltodextrinas
Aditivos intencionais
Vinho
Condimentos, aromas e especiarias
Substâncias glaceantes (revestimento externo)
Nota: Permite-se a adição de proteínas não cárneas no teor máximo de 2%, na forma de proteína
agregada.
4.1.3. Coadjuvantes de tecnologia
Cultivos iniciadores (starters)
4.2. Requisitos
165
4.2.1. Característica Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água Aw (max.) 0,92
Umidade (max.) 38%
Gordura (max.) 40%
Proteína (min.) 20%
Carboidratos totais (máx.) - 1,5%
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação
Depende do processo tecnológico empregado
4.2.5. Acondicionamento
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e que lhe
confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração
De acordo com a legislação vigente.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presente em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 1976 (rev. 1,1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene
para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 1976 (rev. 1.1993)}, do "Código Internacional Recomendado de
Práticas Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 1969 (rev 2 1985)} Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos- Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Pepperoni deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem
Animal " Decreto nº 30.691, de 29/03/1952
7.2. Critérios Macroscópicos/ Microscópicos
166
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas
Aplica-se ao regulamento vigente
9. Rotulagem
Aplica-se ao regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil).
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/09/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes Métodos Físico-Químicos SDA-
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03, 1995.
11. Amostragem
Seguem se os procedimentos recomendados na norma vigente.
D.O.U., 03/08/2000
167
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E DO ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA 06 DE 15 DE FEVEREIRO DE 2001
O SECRETARIO DE DEFESA AGROPECUARIA DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA E
DO ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 83, inciso IV do Regimento Interno
da Secretaria, aprovado pela Portaria Ministerial n. 574, de 8 de dezembro de 1998, considerando que é
necessário instituir medidas que normatizem a industrialização de produtos de origem animal, garantindo
condições de igualdade entre os produtores e assegurando a transparência na produção, processamento e
comercialização, e o que consta do Processo n. 21000.003524/2000-31, resolve:
Art. 1º Aprovar os Regulamentos Técnicos de Identidade e Qualidade de Paleta Cozida, de
Produtos Cárneos Salgados, de Empanados, de Presunto tipo Serrano e de Prato Elaborado Pronto
ou Semipronto Contendo Produtos de Origem Animal, conforme consta dos Anexos desta Instrução
Normativa.
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
LUIZ CARLOS DE OLIVEIRA
ANEXO I
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE PALETA COZIDA
1. Alcance
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o
produto cárneo denominado Paleta Cozida.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente regulamento refere-se ao produto Paleta Cozida destinado ao
comércio nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição: Entende-se por Paleta Cozida, seguida da especificação que couber, o produto cárneo
industrializado obtido do corte correspondente do membro dianteiro dos animais de açougue (mamíferos),
desossado ou não, acrescido de ingredientes e submetido ao processo tecnológico adequado.
2.2. Classificação: Trata-se de um produto cozido, defumado ou não.
Nota: A expressão "Tender" empregada na identificação da Paleta Cozida, refere-se ao produto
defumado.
2.3. Designação (Denominação de Venda): O produto será designado de Paleta Cozida, seguido de
expressões ou denominações que o caracterizem de acordo com a sua apresentação para a venda.
Exemplo:
Paleta Cozida de suíno
Paleta Cozida de bovino
Paleta Tender
Paleta Cozida Tender
168
Outras
3. Referências
ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa nº. 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº. 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº. 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº. 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto no. 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº. 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº. 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº. 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº. 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº. 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. No. L61/1,18/03/95.
FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in foods
2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of Toronto
Press, 1986.
169
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. . BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº. 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93. Mercosul,
1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios
Carne de paleta de diferentes espécies de animais de açougue
Sal
Nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Proteínas de origem animal e/ou vegetal
Açúcares
Malto dextrina
Condimentos, aromas e especiarias.
Aditivos intencionais
Nota: Permite-se a adição máxima de 2% de proteínas não cárneas na forma de proteína agregada.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Classificação
Relação umidade /proteína (máx.) Proteína % (mín.)
Carboidratos % (máx.)
Paleta cozida tender 4,2 18,0 1,0
Paleta cozida 5,2 14,0 2,0
Nota: o teor mínimo de proteína deve ser obtido a partir do produto isento de gordura.
4.2.3. Acondicionamento: O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de
armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração: De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes: Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades
superiores aos limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
170
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" {Ref.
CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para
a Carne Fresca" {CAC/RCP 11-1976 (rev. 1, 1993)}, do "Código Internacional Recomendado de Práticas
- PrincípiosGerais de Higiene dos Alimentos" {Ref.: CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985)} - Ref. Codex
Alimentarius, vol 10, 1994.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Paleta Cozida deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" - Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3. As matérias-primas (carnes cruas e gorduras) e o produto elaborado (Paleta Cozida) devem ser
manipulados, armazenados e transportados em locais próprios de forma que não fiquem expostos à
contaminação ou sofram adição de qualquer substância nociva para o consumo humano.
7.1.4. A Paleta Cozida deverá ser tratada termicamente em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1 à
7.6.7 do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco Ácidos e
Alimentos pouco Ácidos Acidificados Envasados".
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos: O produto não deverá conter substâncias estranhas de
qualquer natureza.
7.3. Critérios Microbiológicos: Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas: Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem: Aplica-se o regulamento vigente.
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99- Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Método Físico-Químicos - Secretaria
de Defesa Agropecuária - Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem: Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE PRODUTOS CÁRNEOS
SALGADOS
1. Alcance
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverão apresentar os
Produtos Cárneos Salgados.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente regulamento refere-se aos Produtos Cárneos Salgados, destinados
ao comércio nacional e internacional.
2. Descrição
2.1.Definição: Entende-se por Produtos Cárneos Salgados, os produtos cárneos industrializados, obtidos
de carnes de animais de açougue desossados ou não, tratados com sal, adicionados ou não de sais de cura,
condimentados ou não, cozidos ou não.
Nota: Incluem-se neste Regulamento os cortes e/ou carnes e/ou miúdos das diferentes espécies de animais
de açougue.
171
2.2. Classificação: Trata-se de um produto Salgado.
Defumação e cozimento são processos tecnológicos opcionais.
Nota: a apresentação do produto salgado poderá ser feita de forma seca ou úmida.
2.3. Designação (Denominação de Venda): O produto será designado de acordo com o corte e/ou carne
e/ou miúdo comestível seguido da palavra salgado e a espécie de animal de açougue correspondente.
Exemplo:
Carne salgada de suíno ou bovino
Pernil salgado de suíno
Costela salgada defumada de suíno
Miúdos salgados defumados de suíno
Paleta salgada de bovinos
Outros
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº. 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal . Instrução Normativa nº. 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº. 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº. 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da
Agricultura, 1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº. 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº. 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº. 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº. 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
172
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº. 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. No. L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. . BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº. 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
- USA. United States of America. Code of Federal Regulations, Animal and Animal Products, USA,
1982.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios: Cortes e/ou carnes e/ou miúdos comestíveis de diferentes espécies de
animais de açougue e sal.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Aditivos intencionais
Condimentos, aromas e especiarias.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.1.5. Aspecto: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas: Considerando a natureza anatômica da matéria-prima os índices
físico-químicos no produto são dispensáveis devido a alta variabilidade, exceto os previstos na Legislação
de Aditivos Intencionais.
4.2.3. Acondicionamento: O produto deverá ser embalado com materias adequados para as condições de
armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração: De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes: Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades
superiores aos limites estabelecidos pelo Regulamento vigente.
7. Higiene
173
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" (Ref.
CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para
a Carne Fresca" {CAC/RCP 11-1976 (rev. 1, 1993)}, do "Código Internacional Recomendado de Práticas
- Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {Ref.: CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985)} - Ref. Codex
Alimentarius, vol 10, 1994.7.1.2. Todo corte e/ou carne e/ou miúdo usados para elaboração de Salgados deverão ter sido submetidos
aos processos de inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" - Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3. Os cortes, as carnes e os miúdos Salgados já elaborados, deverão ser manipulados, armazenados e
transportados em locais próprios de forma que os mesmos não deverão ficar expostos à contaminação ou
adicionados de qualquer substância nociva para o consumo humano.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos: O produto não deverá conter substâncias estranhas de
qualquer natureza.
7.3. Critérios Microbiológicos: Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas: Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem: Aplica-se o regulamento vigente.
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99- Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Métodos Físico-Químicos- Secretaria
de Defesa Agropeária - Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
11. Amostragem: Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente
ANEXO III
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE EMPANADOS
1. Alcance
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverão apresentar os
produtos Empanados para consumo humano.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente regulamento refere-se ao produto Empanado, destinado ao
comércio Nacional e/ou Internacional.
2. Descrição
2.1. Definição Entende-se por Empanado, o produto cárneo industrializado, obtido a partir de carnes de
diferentes espécies de animais de açougue, acrescido de ingredientes, moldado ou não, e revestido de
cobertura apropriada que o caracterize.
2.2. Classificação: Trata-se de um produto cru, ou semi-cozido, ou cozido, ou semi-frito, ou frito, ou
outros.
Nota: O produto na sua composição poderá conter recheios.
2.3. Designação (Denominação de Venda): O produto será designado de Empanado, seguido de
expressões ou denominações que o caracterize de acordo com a sua apresentação para a venda.
174
Exemplos:
Cortes Empanados de Ave
Steak Empanado de Frango ou de Suíno ou de Bovino
Cortes Empanados de Suíno
Cortes Empanados de Bovino
Outros
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº. 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº. 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº. 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 46, de 10/02/98 que institui o
Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle - APPCC. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1998.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº. 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da
Agricultura, 1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº. 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº. 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078,de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº. 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº. 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 94, de 1º de novembro de 2000 (DOU 03/11/2000) da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que aprova o Regulamento Técnico para Rotulagem
Nutricional Obrigatória de Alimentos e Bebidas Embalados. Brasília: Ministério da Saúde, 2000.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº. 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. No. L61/1, 18/03/95.
175
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. . BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº. 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
- USA. United States of America. Code of Federal Regulations, Animal and Animal Products, USA,
1982.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios: Carne de diferentes espécies de animais de açougue com cobertura
apropriada.
4.1.2. Ingredientes Opcionais
Proteínas de origem vegetal e/ou animal
Aditivos intencionais
Condimentos, aromas e especiarias
Farinhas, féculas e amidos
Vegetais
Queijos
Molhos
Produtos cárneos industrializados
Nota: Permite-se a adição máxima de 4% de proteínas não cárneas na forma de proteína agregada.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1. Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Carboidratos Totais (máx.) 30%
176
Proteína (mín.) 10%
4.2.3. Acondicionamento: O produto deverá ser embalado em materiais adequados para as condições de
armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração: De acordo com a legislação vigente
6. Contaminantes: Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades
superiores aos limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" (Ref.
CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 1985)) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para
a Carne Fresca" (CAC/RCP 11- 1976 (rev.1, 1993)), do "Código Internacional Recomendado de Práticas
- Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.: CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985)) - Ref. Codex
Alimentarius, vol 10, 1994.7.1.2. Toda a carne usada para elaboração de Empanados deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" - Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos: O produto não deverá conter materiais estranhos ao
processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos: Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas: Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem: Aplica-se o regulamento vigente.
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 - Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Método Físico-Químicos - Secretaria
de Defesa Agropecuária - Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
AOAC Official Methods of Analysis - 42.1.03,1995.
11. Amostragem: Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente
ANEXO IV
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE PRESUNTO TIPO SERRANO
1. Alcance
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto
cárneo denominado Presunto Tipo Serrano.
1.2. Âmbito de Aplicação: O presente regulamento refere-se ao produto Presunto Tipo Serrano, destinado
ao comércio nacional ou internacional.
2. Descrição
177
2.1. Definição: Entende-se por Presunto Tipo Serrano, o produto cárneo industrializado obtido do pernil
íntegro selecionado de suínos com pata, salgado e dessecado por um período mínimo de 10 meses.
Nota: A presença de "mofos" característicos, é conseqüência natural do seu processo tecnológico de
fabricação.
2.2. Classificação: Trata-se de um produto salgado e dessecado.
2.3. Designação (Denominação de Venda): O produto será designado de Presunto Tipo Serrano, seguido
de expressões ou denominações que o caracterizem de acordo com sua apresentação para venda.
Exemplos:
- Presunto Tipo Serrano fatiado
- Presunto Tipo Serrano em partes
- Presunto Tipo Serrano desossado
- Outros
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal . Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 46, de 10/02/98 que institui o
Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle - APPCC. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1998.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
178
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria nº 451, de 19/09/97, publicada no Diário Oficial da União, de
02/07/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução nº 94, de 1º de novembro de 2000 (DOU 03/11/2000) da
Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que aprova o Regulamento Técnico para Rotulagem
Nutricional Obrigatória de Alimentos e Bebidas Embalados. Brasília: Ministério da Saúde, 2000.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive no. 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1,18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. . BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios: Pernil íntegro de suíno e sal
4.1.2. Ingredientes Opcionais: Nitrito e/ou nitrato de sódio e/ou potássio
4.2. Requisitos
4.2.1. Características Sensoriais
4.2.1.1.Textura: Característica
4.2.1.2. Cor: Característica
4.2.1.3. Sabor: Característico
4.2.1.4. Odor: Característico
4.2.2. Características Físico-Químicas
Atividade de água-Aw (máx.) 0,92
Gordura (máx.) 15 %
Proteína (mín.) 27 %
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade
179
4.2.3.1. Tempo de maturação/dessecação: Depende do processo tecnológico empregado, limitado ao
período mínimo de 10 meses.
4.2.4. Acondicionamento: O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de
armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração: De acordo com a legislação vigente
Nota: Não será permitida a adição de fosfatos.
6. Contaminantes: Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades
superiores aos limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 -1976 (rev. 1, 1985)} do "Código Internacional Recomendado de Práticas de
Higiene para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 -1976 (rev. 1,1993)}, do "Código Internacional
Recomendado de Práticas - Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.: CAC/RCP 1 - 1969 (rev.
2 - 1985)} - Ref. Codex Alimentarius,vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos - Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração do Presunto tipo Serrano deverá ter sido submetida aos
processos de inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal" - Decreto n0 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos: O produto não deverá conter materiais estranhos ao
processo de industrialização.
7.3. Critérios Microbiológicos: Aplica-se a legislação vigente.
8. Pesos e Medidas: Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem: Aplica-se o regulamento vigente.
10. Métodos de Análises
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99 publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99- Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Métodos Físico-Químicos - Secretaria
de Defesa Agropecuária - Ministério da Agricultura e Abastecimento, Brasil.
- AOAC Official Methods of Analysis,42.1.03 ,1995.
11. Amostragem: Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente
ANEXO V
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE PRATO ELABORADO
PRONTO OU SEMIPRONTO CONTENDO PRODUTOS DE ORIGEM ANIMAL
1. Alcance
180
1.1. Objetivo: Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade a que deverá obedecer o
produto prato elaborado pronto ou semipronto contendo produtos de origem animal para consumo
humano.
1.2. Ambito de aplicação O presente regulamento refere-se ao produto prato elaborado pronto ou
semipronto contendo produtos de origem animal, destinado ao comércio nacional e / ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição; Entende-se por prato elaborado pronto ou semipronto contendo produtos de origem animal
a expressão genérica que traduz o produto industrializado elaborado total ou parcialmente, que contenha
carnes de diferentes espécies de animais de açougue e/ou produtos cárneos e/ou qualquer outro produto de
origem animal, preparado na forma isolada ou combinada com ingredientes, tais como: molhos, vegetais,
farinhas, cereais e outros, submetido a processo tecnológico adequado.
2.2. Classificação; Trata-se de um produto cru, semicozido, cozido, semifrito, frito ou assado.
2.3. Designação (Denominação de Venda): O prato elaborado pronto ou semipronto contendo produtos de
origem animal será denominado por expressões ou denominações de acordo com a sua característica e
apresentação para a venda.
Exemplos:
pizzas;
massas recheadas;
molhos;
lasanhas;
estrogonofe;
almôndegas ao molho;
peito de frango ao molho branco;
penne gratinado ao molho parisiense;
lombo assado;
codorna recheada;
tábua de frios;
filé à parmegiana;
arroz carreteiro;
sopas;
carnes preparadas;
outros.
3. Referências
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT – Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international, 42.1.3, 1995. '
181
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físicoquímicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa n. 20, de
21 de julho de 1999, publica da no Diário Oficial da União, de 9 de setembro de 1999. Brasília:
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa n. 42, de 20 de dezembro de 1999. Brasília: Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº. 368, de 4 de setembro de 1997.
Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para
Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria n. 371, de 4 de setembro de 1997. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº. 46, de 10 de fevereiro de 1998 que
institui o Sistema de Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle - APPCC. Brasília: Ministério da
Agricultura e do Abastecimento, 1998.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto n. 63.526, de 4 de novembro de 1968. Brasília: Ministério
da Agricultura, 1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto n. 30.691, de 29 de março de 1952. Brasília: Ministério da
Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO n. 88, de 28 de maio
de 1996. Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei n. 8.078, de 11 de
setembro de 1990. Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor,
1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Portaria n. 451, de 19 de setembro de 1997, publicada no Diário Oficial
da União, de 2 de julho de 1998. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria n. 1.002/1.004, de 11 de
dezembro de 1998. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico referente a Rotulagem Nutricional de Alimentos
Embalados. Portaria n. 41(12), de 14 de janeiro de 1998 - SVS. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Resolução n. 94, de 19 de novembro de 2000 (D.O.U. 3 de novembro de
2000) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que aprova o Regulamento Técnico para Rotulagem
Nutricional Obrigatória de Alimentos e Bebidas Embalados. Brasília: Ministério da Saúde, 2000.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº. 95/2/EC, of20 february
1995. Official Journal ofthe EuropeanCommunities. N.L61/1,18.3.95.
- FAO/OMS. Organización de Ias Naciones Unidas para Ia Agricultura y Ia Alimentación. Organización
Mundial de Ia Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 21 Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
182
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Microorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: PrincipIes and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
7.2. Critérios macroscópicos/microscópicos
O produto não deverá conter materiais estranhos ao processo de industrialização.
7.3. Critérios microbiológicos
Aplica-se a legislação vigente de acordo com o componente principal do prato elaborado pronto ou
semipronto contendo produtos de origem animal.
8. Pesos e medidas
Aplica-se o regulamento vigente.
9. Rotulagem
Aplica-se o regulamento vigente.
Nota 1: o produto poderá ou não sofrer tratamento térmico pelo consumidor final, de acordo com os
dizeres de rotulagem.
Nota 2: é obrigatória a declaração em rótulo da composição nutricional do produto de acordo com a
Resolução n. 94, de 19 de novembro de 2000 novembro de 2000), da AgênciaNacional de Vigilância
Sanitária/MS.
Nota 3: em razão das características peculiares de alguns produtos na sua manipulação e preparo, o rótulo
deverá conter informações necessárias e suficientes para o consumidor.
10. Métodos de análise
Instrução Normativa n. 20, de 21 de julho de 1999, publicada no Diário Oficial da União, de 9 de
setembro de 1999, Métodos Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Métodos
Físico-Químicos - Secretaria de Defesa Agropecuária - Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
Brasil.
11. Amostragem
Seguem-se os procedimentos recomendados pela norma vigente.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO n. 74, de 25 de maio de 1995. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
4. Composição e requisitos
4.1. Composição
4.1.1. Ingredientes obrigatórios: Os ingredientes serão variáveis de acordo com o prato elaborado pronto
ou semipronto contendo produtos de origem animal.
4.2. Requisitos
4.2.1. Características sensoriais
4.2.1.1. Textura: característica.
4.2.1.2. Cor: característica.
183
4.2.1.3. Sabor: característico.
4.2.1.4. Odor: característico.
4.2.2. Características físico-químicas: Em razão da diversidade e composição dos produtos, os parâmetros
físico-químicos do prato elaborado pronto ou semipronto contendo produtos de origem animal são
dispensáveis, exceto aqueles previstos em legislação.
4.2.3. Acondicionamento: O produto deverá ser embalado em materiais adequados para as condições de
armazenamento e que lhe confiram uma proteção apropriada.
5. Aditivos e coadjuvantes de tecnologia/elaboração
De acordo com a legislação vigente.
6. Contaminantes
Os contaminantes orgânicos e inorgânicos não devem estar presentes em quantidades superiores aos
limites estabelecidos pelo regulamento vigente.
7. Higiene
7.1. Considerações gerais
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecimento no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados" (Ref.
CAC/RCP 13 - 1976 (rev. 1, 198)) do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a
Carne Fresca" (CAC/RCP 11-1976 (rev. 1, 1993)), do "Código Internacional Recomendado de Práticas -
Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.: CAC/RCP 1 – 1969 (rev. 2 - 1985)) - Ref. Codex
Alimentarius, vol. 10, 1994.
7.1.2. Toda matéria-prima usada para elaboração do prato elaborado pronto ou semipronto contendo
produtos de origem animal deverá ser submetida aos processos de inspeção prescritos no RIISPOA -
"Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de Origem Animal" - Decreton.30.691, de
29 de março de 1952.
7.1.3. Os pratos elaborados prontos ou semiprontos contendo produtos de origem animal tratados por
processamento térmico deverão estar em conformidade com as seções 7.5 e 7.6..1. até a 7..6.7. do
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos pouco ácidos e Alimentos
acidificados envasados".
D.O.U., 19/02/2001.
184
MINISTÉRIO DA AGROCULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 83, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2003 (*)
O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA, DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 15, inciso II, do Anexo I,
do Decreto nº 4.629, de 21 de março de 2003, tendo em vista o disposto no Decreto nº 30.691, de 29 de
março de 1952, Considerando ainda a necessidade de instituir medidas que normatizem a industrialização
de produtos de origem animal, garantindo condições de igualdade entre os produtores e assegurando a
transparência nos processos de produção, processamento e comercialização, e o que consta do Processo nº
21000.002076/2002-10, resolve:
Art. 1º Aprovar os REGULAMENTOS TÉCNICOS DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE
CARNE BOVINA EM CONSERVA (CORNED BEEF) E CARNE MOÍDA DE BOVINO, conforme
Anexos.
Art. 2º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
MAÇAO TADANO
(*) Republicada por ter saído com incorreção, do original, no DOU 228, Seção 1, páginas 29 a 30, de 24
de novembro de 2003.
ANEXO I
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE CARNE BOVINA EM
CONSERVA (CORNED BEEF)
l. Alcance
1.1. Objetivo:
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
industrializado denominado Carne Bovina em Conserva (Corned Beef).
1.2. Âmbito de Aplicação
O presente Regulamento refere-se ao produto Carne Bovina em Conserva (Corned Beef) destinado ao
mercado nacional e/ou internacional.
2. Descrição
2.1. Definição:
Entende-se por Carne Bovina em Conserva (Corned Beef) o produto cárneo industrializado, obtido
exclusivamente de carne bovina, curado, cozido, embalado hermeticamente, submetido à esterilização
comercial e esfriado rapidamente.
Nota: O produto Carne Bovina em Conserva (Corned Beef) poderá ser obtido sem adição de agentes de
cura atendendo as exigências comerciais e legislação específica desde que não comprometa a segurança
alimentar do produto final.
185
2.2. Classificação:
Trata-se de um produto acondicionado em recipiente hermeticamente fechado, termicamente processado e
comercialmente estéril.
2.3. Designação (Denominação de Venda):
O produto será designado de Carne Bovina em Conserva (Corned Beef) ou apenas Corned Beef quando
destinado ao mercado internacional.
3. Referência:
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international, 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Circular 028/DICAR de 19/06/78 - Divisão de Inspeção de Carnes
e Derivados - Brasília: Ministério da Agricultura, 1978.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Portaria INMETRO nº 157,
de 19/08/2002. INMETRO 2002.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa doConsumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Resolução - RDC nº 12, de 02/01/01. Brasília: Ministério da Saúde,
2001.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
186
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- James F.Price y Bernad S. Schweigert - Ciência da la Carne y de los productos cárnicos – Editorial
Acribia, S.A. - Zaragoza -España - 1994
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94. BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993.
- UNITED STATES - Code of Federal Regulamentations -Part 200 to end - Washington - 1995
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico sobre Embalagens e Equipamentos em contato
com Alimentos. Resolução RDC ANVISA nº 91, de 11/05/2001. Brasília. Ministério da Saúde, 2001.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico sobre Embalagens e Equipamentos Metálicos em
contato com Alimentos. Portaria SVS/MS nº 28, de 18/03/1996. Brasília. Ministério da Saúde, 1996.
- BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Instrução Normativa nº 08, de 16 de
janeiro de 2002, Uso de Produtos - AUP, nos estabelecimentos de produtos de origem animal, sob
Inspeção Federal, publicada no D.O.U de 17/01/2002.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição:
4.1.1. Ingredientes obrigatórios:
Carne Bovina (musculatura esquelética com gordura de constituição, inclusive recortes de desossa e
porção muscular do diafragma) - mínimo 55%;
Cloreto de sódio;
4.1.2. Ingredientes Opcionais:
CMS (carne mecanicamente separada) de bovino - até 20%;
Tendões, gelatina, estômago (rúmen e retículo) - até 5% isoladamente ou combinados entre si. Quando
esta matéria-prima for utilizada simultaneamente com CMS, o somatório fica limitado em 20%;
Carne industrial [(carnes de cabeça, de sangria, da base da língua, do esôfago (porção muscular)] – até
15%;
Coração e língua - até 5% isoladamente ou combinados entre si;
Tecido adiposo de cobertura in natura ou fundido;
Açúcares;
Aditivos intencionais;
Condimentos e Especiarias.
187
4.2. Requisitos:
4.2.1. Características Sensoriais:
4.2.1.1. Textura: Característica;
4.2.1.2. Cor: Característica;
4.2.1.3. Sabor: Característico;
4.2.1.4. Odor: Característico.
4.2.2. Característica físico-química:
Proteína Mínimo = 18%
4.2.3. Fatores Essenciais de Qualidade:
4.2.3.1. Matéria-prima: a carne com que se prepara o produto deverá estar isenta de tecidos inferiores
(cartilagens, ossos, hematomas, gânglios, papilas e outros), além de odores e sabores estranhos;
4.2.3.2. A carne deverá estar curada de modo uniforme e completo, permitindo o corte em fatias, uma vez
esfriada;
4.2.3.3. O produto final deve estar envasado em recipiente íntegro, hermeticamente fechado e ter sido
submetido a processamento térmico, previamente aprovado, estando limpo e isento de contaminações
devido ao processamento ou ao envase.
4.2.4. Envase e Acondicionamento:
4.2.4.1. O produto deverá ser envasado em material adequado às condições de processamento e
armazenagem, de modo que lhe confiram proteção apropriada.
4.2.4.2. O produto final deverá ser acondicionado em materiais adequados às condições de
armazenamento e transporte.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração:
De acordo com o Regulamento específico vigente.
6. Contaminantes:
Os resíduos orgânicos e inorgânicos devem estar ausentes e, quando presentes, em quantidades inferiores
aos limites estabelecidos em regulamentação específica.
7. Considerações Gerais:
7.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto devem estar de acordo com:
- "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárneos Elaborados"
(Ref. CAC/RCP 13-1976(rev.1, 1985).
- "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a 'Carne Fresca'" (CAC/RCP11-
1976(ver. 1, 1993).
- "Código Internacional Recomendado de Práticas/Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" (Ref.:
(CAC/RCP 1-1969 (rev.2 -1985)- Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
- Portaria nº 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores/Industrializadores de Alimentos –Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
188
7.1.2. Toda a Carne usada na elaboração de Corned beef deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" - Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.1.3. O destino do produto final deverá ser compatível com a certificação sanitária de procedência da
matéria-prima.
7.1.4. O Corned Beef deverá ser tratado termicamente em conformidade com as seções 7.5 e 7.6.1 a 7.6.7
do "Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para Alimentos de baixa acidez e
alimentos acidificados envasados".
7.1.5. Quando da apresentação ao DIPOA dos documentos referentes à homologação do processamento
térmico de produtos submetidos à esterilização comercial, as empresas devem indicar o valor de
esterilização desejado, sendo que em nenhuma hipótese esse valor poderá ser inferior ao equivalente a 6
minutos a 250º F (121,1ºC), com o parâmetro microbiológico Z = 18º F ( - 7.8ºC).
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos:
O produto não deverá conter substâncias/matérias estranhas de qualquer natureza.
7.3. Critérios Microbiológicos:
O produto deve obedecer à legislação específica em vigor.
8. Pesos e Medidas:
Aplica-se o Regulamento vigente.
9. Rotulagem:
Aplica-se o Regulamento vigente.
ANEXO II
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE CARNE MOÍDA DE BOVINO
1. Alcance
1.1. Objetivo:
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá obedecer o produto cárneo
denominado Carne Moída, obtido de massas musculares de carcaças de bovinos.
1.2. Âmbito de Aplicação:
O presente regulamento refere-se ao produto Carne Moída, destinado ao comércio nacional e/ou
internacional.
2. Descrição
2.1. Definição:
Entende-se por Carne Moída o produto cárneo obtido a partir da moagem de massas musculares de
carcaças de bovinos, seguido de imediato resfriamento ou congelamento.
Nota: o presente regulamento aplica-se também ao produto obtido a partir da carne de búfalos.
2.2. Classificação:
Trata-se de um produto cru, resfriado ou congelado.
189
2.3. Designação (Denominação de Venda):
O produto será designado de Carne Moída, seguido de expressões ou denominações que o caracterizem
de acordo com sua temperatura de apresentação e do nome da espécie animal da qual foi obtida.
É dispensávela indicação do sexo do animal.
É facultativo nomear o corte quando a Carne Moída for obtida, exclusivamente, das massas musculares
que o constituem.
Exemplos:
Carne moída resfriada de bovino;
Carne moída congelada de búfalo;
Carne moída congelada de bovino - Capa de filé;
Carne moída congelada de bovino - Patinho.
3. Referências:
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos - 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international, 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal. Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura
e do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento. Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Portaria INMETRO nº 157,
de 19/08/2002. INMETRO, 2002.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos. Resolução - RDC nº 12, de 02/01/01. Brasília: Ministério da Saúde,
2001.
190
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud. Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94.BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 36/93.
Mercosul, 1993. BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico sobre Embalagens e Equipamentos
em contato com Alimentos. Resolução RDC ANVISA nº91, de 11/05/2001. Brasília. Ministério da
Saúde, 2001.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico sobre Embalagens e Equipamentos Metálicos em
contato com Alimentos. Portaria SVS/MS nº 28 de 18/03/1996. Brasília.Ministério da Saúde, 1996.
4. Composição e Requisitos
4.1. Composição:
4.1.1. Ingredientes Obrigatórios:
Carnes obtidas de massas musculares esqueléticas de bovinos.
4.1.2. Ingredientes Opcionais:
Água (máximo 3%)
4.1.3. Coadjuvantes de Tecnologia:
Não tem.
4.2. Requisitos:
4.2.1. Características Sensoriais:
4.2.1.1. Textura: característica;
4.2.1.2. Cor: característica;
4.2.1.3. Sabor: característico;
4.2.1.4. Odor: característico.
4.2.2. Característica Físico-Química:
Espécie Gordura (máx.)
Bovina 15%
191
4.2.3. Fatores essenciais de qualidade:
4.2.3.1. Matéria-prima: carne resfriada e ou congelada não se permitindo a utilização de carne quente.
4.2.3.2. A matéria-prima a ser utilizada deverá estar isenta de tecidos inferiores como ossos, cartilagens,
gordura parcial, aponevroses, tendões, coágulos, nodos linfáticos, etc;
4.2.3.3. Não será permitida a obtenção do produto a partir de moagem de carnes oriundas da raspa de
ossos e carne mecanicamente separada - CMS;
4.2.3.4. Permiti-se á a utilização de carnes industrial da matança, desde que as mesmas sejam previamente
levadas, escorridas, e submetidas a processo de resfriamento ou congelamento.
4.2.3.5. O produto deverá ser obtido em local próprio para moagem, com temperatura ambiente não
superior a 10ºC;
4.2.3.6. A Carne Moída deverá sair do equipamento de moagem com temperatura nunca superior a 7ºC
(sete graus Celsius) e ser submetida, imediatamente, ao congelamento (rápido ou ultra-rápido) ou ao
resfriamento;
4.2.3.7. O prazo de validade do produto será estabelecido de acordo com o previsto na legislação vigente,
observando-se as variáveis dos processos de obtenção, embalagem e conservação. O produtor
demonstrará, junto aos órgãos competentes, os procedimentos, testes e resultados de garantia no prazo
estabelecido proposto.
4.2.4. Acondicionamento:
O produto deverá ser embalado com materiais adequados para as condições de armazenamento e
transporte, de modo que lhe confiram uma proteção apropriada.
4.2.5. Armazenamento:
A carne moída resfriada deverá ser mantida à temperatura de 0ºC a 4ºC e a carne moída congelada à
temperatura máxima de -18ºC (menos dezoito graus Celsius) durante o armazenamento.
5. Aditivos e Coadjuvantes de Tecnologia/Elaboração:
Não serão permitidos.
6. Contaminantes:
Os resíduos orgânicos e inorgânicos devem estar ausentes, e quando presentes, em quantidades inferiores
aos limites estabelecidos em regulamentação específica.
7. Higiene
7.1. Considerações Gerais:
7.1.1. As práticas de higiene para a elaboração do produto estarão de acordo com o estabelecido no
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para os Produtos Cárnicos Elaborados"
{(Ref. CAC/RCP 13 -1976 (rev. 1, 1985)}
"Código Internacional Recomendado de Práticas de Higiene para a Carne Fresca" {(CAC/RCP 11 -1976
(rev. 1,1993)}
"Código Internacional Recomendado de Práticas – Princípios Gerais de Higiene dos Alimentos" {(Ref.:
CAC/RCP 1 - 1969 (rev. 2 - 1985)} - Ref. Codex Alimentarius, vol. 10, 1994.
Portaria nº 368, de 04/09/97 - Regulamento Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas
Práticas de Elaboração para Estabelecimentos Elaboradores / Industrializadores de Alimentos –Ministério
da Agricultura e do Abastecimento, Brasil.
192
7.1.2. Toda a carne usada para elaboração da Carne Moída deverá ter sido submetida aos processos de
inspeção prescritos no RIISPOA - "Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitária de Produtos de
Origem Animal" - Decreto nº 30.691, de 29/03/1952.
7.2. Critérios Macroscópicos/Microscópicos:
O produto não deverá contersubstâncias/matérias estranhas de qualquer natureza.
7.3. Critérios Microbiológicos:
Aplica-se a Legislação vigente.
8. Pesos e Medidas:
Aplica-se o Regulamento vigente.
8.1. A carne moída deverá ser embalada imediatamente após a moagem, devendo cada pacote do produto
ter o peso máximo de 1 (um) quilograma.
8.2. Em função do destino do produto (uso hospitalar, escolas, cozinhas industriais, instituições, etc.)
poderão ser admitidas embalagens com peso superior a 1 kg, devendo sua espessura ser igual ou menor
que 15 centímetros, não sendo permitida a sua venda no varejo.
8.3. É proibido o fracionamento do produto no mercado varejista.
9. Rotulagem:
Aplica-se o Regulamento vigente (Portaria nº 371, de 04/09/97 - Regulamento Técnico para Rotulagem
de Alimentos -Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil).
9.1. Os dizeres PROIBIDO O FRACIONAMENTO deverão constar em rotulagem com caracteres
destacados em corpo e cor.
9.2. Os dizeres PROIBIDA A VENDA NO VAREJO deverão constar em rotulagem com caracteres
destacados em corpo e cor, quando as embalagens forem superiores a 1 kg.
10. Métodos de Análises:
Instrução Normativa nº 20, de 21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99 – Métodos
Analíticos para Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Métodos Físico-Químicos -SDA -
Ministério da Agricultura e do Abastecimento, Brasil. - AOAC Official Methods of Analysis, 42.1.03,
1995.
11. Amostragem:
Seguem-se os procedimentos recomendados na norma vigente.
D.O.U., 24/11/2003
REP., 03/12/2003
193
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA
INSTRUÇÃO NORMATIVA Nº 89, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2003 (*)
O SECRETÁRIO DE DEFESA AGROPECUÁRIA, DO MINISTÉRIO DA AGRICULTURA,
PECUÁRIA E ABASTECIMENTO, no uso da atribuição que lhe confere o art. 15, incisos II e III, do
Decreto nº 4.629, de 21 de março de 2003, considerando o disposto na Resolução MERCOSUL/GMC nº
32/92 e o que consta do Processo nº 21000.003736/2002-80, resolve:
Art. 1º Aprovar o Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade de Aves Temperadas, conforme
consta do Anexo desta Instrução Normativa.
Art. 2º Ficam cancelados os rótulos e memoriais descritivos anteriormente aprovados.
Art. 3º Fica revogada a Instrução Normativa SDA Nº 64, publicada no DOU nº 170, de 03 de setembro de
2003, Seção I, pág 118.
Art. 4º Esta Instrução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.
MAÇAO TADANO
ANEXO
REGULAMENTO TÉCNICO DE IDENTIDADE E QUALIDADE DE AVES TEMPERADAS
l. Alcance
1.1. Objetivo
Fixar a identidade e as características mínimas de qualidade que deverá apresentar o produto denominado
Aves Temperadas.
1.2. Âmbito de Aplicação O presente Regulamento refere-se ao produto Aves Temperadas destinada ao
mercado nacional e internacional.
2. Descrição
2.1. Definição
Entende-se por Aves Temperadas o produto cárneo industrializado, obtido de aves domésticas como
Frango, Galinha, Peru, Marreco, Galinha D'angola e outros, adicionado de Sal e Temperos durante seu
processo tecnológico.
2.2. Classificação
Trata-se de produto cru, temperado, comercializado na forma resfriada ou congelada.
2.3. Designação (Denominação de Venda)
O produto será designado com o nome da espécie animal seguido da palavra temperado, citando o
processo de conservação, o quantitativo específico de salmoura agregada e referência aos miúdos (fígado,
moela e coração) e aos cortes (pés, cabeça e pescoço) que poderá conter.
Exemplos:
- Frango Temperado Congelado (com pés, pescoço, cabeça, fígado, moela, e máximo de 20% de salmoura
temperada);
194
- Frango Temperado Resfriado (com pés, pescoço, cabeça, fígado, moela e máximo 20% de salmoura
temperada);
- Peru Temperado Resfriado (com 25% de salmoura temperada, pescoço e coração);
- Pato Temperado Resfriado (com 20% de salmoura temperada, fígado, pescoço e moela);
- Marreco Temperado Congelado (com máximo 20% de salmoura temperada, fígado, pescoço e moela);
- Galinha D'angola Temperada Resfriada (com Miúdos e máximo 20% de salmoura temperada);
- Outros.
3. Referência
- ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. Normas ABNT - Plano de amostragem e
procedimento na inspeção por atributos
- 03.011, NBR 5426, jan/1985.
- AOAC. Association of Official Analytical Chemists. Official methods of analysis: of the AOAC
international., 42.1.03, 1995.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento.Portaria nº 368, de 04/09/97. Regulamento
Técnico sobre as Condições Higiênico-Sanitárias e de Boas Práticas de Elaboração para Estabelecimentos
Elaboradores/Industrializadores de Alimentos. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento,
1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento.Métodos Analíticos Físico-químicos para
Controle de Produtos Cárneos e seus Ingredientes - Sal e Salmoura - SDA. Instrução Normativa nº 20, de
21/07/99, publicada no Diário Oficial da União, de 09/09/99. Brasília: Ministério da Agricultura e do
Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento.Plano Nacional de Controle de Resíduos em
Produtos de Origem Animal Instrução Normativa nº 42, de 20/12/99. Brasília: Ministério da Agricultura e
do Abastecimento, 1999.
- BRASIL. Ministério da Agricultura e do Abastecimento.Regulamento Técnico para Rotulagem de
Alimentos. Portaria nº 371, de 04/09/97. Brasília: Ministério da Agricultura e do Abastecimento, 1997.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. Decreto nº 63.526, de 04/11/68. Brasília: Ministério da Agricultura,
1968.
- BRASIL. Ministério da Agricultura. RIISPOA - Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária de
Produtos de Origem Animal. Decreto nº 30.691, de 29/03/52. Brasília: Ministério da Agricultura, 1952.
- BRASIL. Ministério da Indústria, do Comércio e do Turismo.Portaria INMETRO nº 88, de 24/05/96.
Brasília: INMETRO, 1996.
- BRASIL. Ministério da Justiça. Código de Proteção e Defesa do Consumidor. Lei nº 8.078, de 11/09/90.
Brasília: Ministério da Justiça, Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, 1997.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Princípios Gerais para Estabelecimento de Critérios e Padrões
Microbiológicos para Alimentos.Resolução - RDC nº 12, de 02/01/01. Brasília: Ministério da Saúde,
2001.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Regulamento Técnico de Atribuição de Função de Aditivos, e seus
Limites Máximos de Uso para a Categoria 8 - Carne e Produtos Cárneos. Portaria nº 1002/1004, de
11/12/98. Brasília: Ministério da Saúde, 1998.
195
- EUROPEAN COMMUNITIES. European Parliament and Council Directive nº 95/2/EC, of 20 february
1995. Official Journal of the European Communities. Nº L61/1, 18/03/95.
- FAO/OMS. Organizacion de las Naciones Unidas para la Agricultura y la Alimentacion. Organizacion
Mundial de la Salud.Codex Alimentarius. Carne y Productos Carnicos. 2ª. Ed, v. 10, Roma, 1994.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Compendium of
methods for microbiological examination of foods. ICMSF, 1992.
- ICMSF. International Commission on Microbiological Specifications for Foods. Micoorganisms in
foods 2. Sampling for microbiological analysis: Principles and specific applications. University of
Toronto Press, 1986.
- James F.Price y Bernad S. Schweigert - Ciência da la Carne y de los productos cárnicos – Editorial
Acribia, S.A. - Zaragoza España - 1994
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução 91/94.BRASIL. Ministério da Indústria, do
Comércio e do Turismo. Portaria INMETRO nº 74, de 25/05/95. Brasília: INMETRO, 1995.
- MERCOSUL. Mercado Comum do Sul. Resolução do Grupo Mercado Comum (GMC) 21/02.
Mercosul, 2002.
- UNITED STATES - Code of Federal Regulamentations Part 200 to end - Washington