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Questões D. Consumidor

Conjunto de questões de múltipla escolha sobre o Código de Defesa do Consumidor, tratando natureza jurídica, aplicabilidade, conflito de leis com o Código Civil, formação histórica, exemplos de relações de consumo e explicações das respostas.

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Paula Deboni

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Questões resolvidas

Com relação ao Código do Consumidor, é incorreto afirmar:
é uma lei de origem constitucional em face do disposto do art. 5º, XXXII, da Constituição Federal;
é lei geral, tal qual o Código Civil, porque se aplica a todas as relações de consumo, onde quer que ocorrerem;
é uma lei principiológica porque estruturada em princípios e cláusulas gerais;
é lei especial em razão do sujeito;

O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor regulam relações de direito privado, por isso é correto afirmar que possuem a mesma essência.
sim, porque visam isonomia nas relações de direito privado.
sim, porque ambos possuem menção expressa na Constituição;
não, porque o CDC fica restrito à sua área de atuação enquanto o CC permite sua aplicação em determinadas leis especiais;
não, porque o CDC regula relações entre desiguais enquanto o CC regula relações entre iguais;

Com relação ao Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:
A Lei nº. 8.078/90 é norma de ordem pública e de interesse social, geral e principiológica e, com base no parágrafo 1º do artigo 2º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, sempre revoga as anteriores incompatíveis, quer estas sejam gerais ou especiais.
Não é possível ao magistrado aplicar as regras legais ex officio, ficando sempre na dependência de pedido expresso da parte.
Nas relações de consumo, não havendo lacuna no código consumerista, aplica-se somente seu regramento, podendo, entretanto, as partes optarem por outro sistema legal.
Mesmo se tratando de um sistema próprio, é possível aplicar normas de outro sistema legal nas relações de consumo, ainda que não haja lacuna no sistema consumerista.

No que diz respeito à defesa do consumidor é correto afirmar:
I - É um princípio inerente à ordem econômica;
II- É um direito e uma garantia fundamental;
III- Tem status constitucional de cláusula pétrea.
Nenhuma está correta.
Somente a I e III estão corretas.
Somente a I está correta.
Todas as afirmativas estão corretas.

Nos casos de extravio de bagagem nos transportes aéreos é CORRETO afirmar: I - Possuem indenização tarifada. II- Não estão sujeitos as regras do Código de Defesa do Consumidor. III - Ficam limitadas as determinações do Código Civil.
Nenhuma está correta.
Somente a I e III estão corretas.
Somente a II e III estão corretas.
Somente a I e II estão corretas.

A ordem econômica estabelecida na Constituição Federal, e que elege, entre os princípios a serem observados, a defesa do consumidor é fundada
na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa.
na livre concorrência e tratamento privilegiado do trabalho intelectual ou técnico.
no tratamento igualitário para as empresas de pequeno e grande porte, quando constituídas sob as leis brasileiras e desde que tenham sede e domicílio no país.
apenas na função social da propriedade.
na valorização do trabalho humano e na abolição da livre concorrência.

Maria e Manoel, casados, pais dos gêmeos Gabriel e Thiago que têm apenas três meses de vida, residem há seis meses no Condomínio Vila Feliz. O fornecimento do serviço de energia elétrica na cidade onde moram é prestado por um única concessionária, a Companhia de Eletricidade Luz S.A. Há uma semana, o casal vem sofrendo com as contínuas e injustificadas interrupções na prestação do serviço pela concessionária, o que já acarretou a queima do aparelho de televisão e da geladeira, com a perda de todos os alimentos nela contidos. O casal pretende ser indenizado. Nesse caso, à luz do princípio da vulnerabilidade previsto no Código de Proteção e Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA
A vulnerabilidade nas relações de consumo se divide em apenas duas espécies: a jurídica ou científica e a técnica. Aquela representa a falta de conhecimentos jurídicos ou outros pertinentes à contabilidade e à economia, e esta, à ausência de conhecimentos específicos sobre o serviço oferecido, sendo que sua verificação é requisito legal para inversão do ônus da prova a favor do casal e do consequente direito à indenização.
É dominante o entendimento no sentido de que a vulnerabilidade nas relações de consumo é sinônimo exato de hipossuficiência econômica do consumidor. Logo, basta ao casal Maria e Manoel demonstrá-la para receber a integral proteção das normas consumeristas e o consequente direito básico à inversão automática do ônus da prova e a ampla indenização pelos danos sofridos.
Prevalece o entendimento jurisprudencial no sentido de que a vulnerabilidade no Código do Consumidor é sempre presumida, tanto para o consumidor pessoa física, Maria e Manoel, quanto para a pessoa jurídica, no caso, o Condomínio Vila Feliz, tendo ambos direitos básicos à indenização e à inversão judicial automática do ônus da prova.
A doutrina consumerista dominante considera a vulnerabilidade um conceito jurídico indeterminado, plurissignificativo, sendo correto afirmar que, no caso em questão, está configurada a vulnerabilidade fática do casal diante da concessionária, havendo direito básico à indenização pela interrupção imotivada do serviço público essencial.

Sobre a boa-fé objetiva é incorreto afirmar:
limita o exercício dos direitos subjetivos para coibir condutas abusivas
indica a ausência de malícia do agente ou a suposição de estar agindo corretamente
é critério hermenêutico ou paradigma interpretativo;
é fonte de deveres anexos para as partes contratantes;

Considere as seguintes afirmativas: I- Vulnerabilidade e hipossuficiência se confundem, pois dizem respeito à situação de inferioridade do consumidor perante o fornecedor. II - Em qualquer caso de relação de consumo, é preciso que fique demonstrada a vulnerabilidade do consumidor para que incida o CDC. III - Não fere o princípio constitucional da isonomia o tratamento diferenciado dispensado pelo CDC ao consumidor em razão de sua vulnerabilidade.
todas as afirmacoes estão corretas;
somente a I e II estão corretas;
todas estão incorretas
somente a III está correta;

(Defensor Público - DPE/MS - VUNESP - 2014) É princípio norteador da política nacional das relações de consumo:
Reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo, desde que hipossuficiente financeiro.
Ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor pela presença do Estado no mercado de consumo.
Incentivo à criação pelas defensorias públicas de mecanismos de proteção ao consumidor.

Com base no CDC, informe a opção incorreta:
O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao triplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.
Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.
O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Sobre os princípios do CDC, é incorreto afirmar:
a principal consequência do princípio da transparência é o dever de informar;
o princípio da equidade não está previsto no CDC.
os princípios da segurança e informação são os fundamentos do sistema de responsabilidade civil nas relações de consumo;
vulnerabilidade é qualidade intrínseca, ingênita, peculiar e indissolúvel de todo consumidor

O direito de reflexão previsto no CDC poderá ser exercido:
Até 5 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que o negócio seja realizado fora do estabelecimento.
Até 7 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que a relação de consumo seja firmada fora do estabelecimento do lojista.
Até 7 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, sendo um direito do consumidor e obrigação do fornecedor independente do local de aquisição do produto ou serviço.
Até 30 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que a compra ou serviço sejam realizados no estabelecimento.

Verossimilhança e hipossuficiência são pressupostos para a inversão do ônus da prova:
são pressupostos sempre cumulativos.
são sempre alternativos.
só para a inversão ope judicis.
só para a inversão ope legis.
tanto para a inversão ope judicis como para a ope legis.

No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
não se aplica à fase pré-contratual.
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo.
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.

Sobre o princípio da vulnerabilidade do consumidor, indique a opção correta:
A vulnerabilidade só possuí caráter socioeconômico, portanto, um consumidor que também possua grandes fortunas não poderá arrogar para si a condição de vulnerável.
A vulnerabilidade da pessoa física será sempre de presunção absoluta, ao passo em que a vulnerabilidade da pessoa jurídica depende de comprovação.
Afirmar que o consumidor é vulnerável significa dizer que este também é hipossuficiente.
Um consumidor pode ser considerado hipossuficiente sem ser considerado vulnerável.
Pode-se afirmar que existe presunção absoluta de vulnerabilidade e hipossuficiência em toda relação de consumo.

O artigo 3º da Lei n.º 8.078/1990 conceitua fornecedor como toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Sobre a aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos serviços públicos, o diploma legal de proteção ao consumidor indica:
Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações antes referidas, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las, respondendo de acordo com as regras do Código de Defesa do Consumidor pela prestação de serviços públicos uti singuli e uti universi em caso de danos causados aos consumidores.
Todos os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações antes referidas, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las, respondendo subjetivamente em caso de danos causados aos consumidores.
A racionalização e melhoria dos serviços púbicos como princípio da Política Nacional das Relações de Consumo; como direito básico do consumidor, a sua adequada e eficaz prestação, e a obrigatoriedade dos órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias ou permissionárias, à prestação de serviços públicos uti singuli e uti universi adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, respondendo objetivamente em caso de danos causados aos consumidores pela aplicação da norma consumerista às duas espécies de serviços públicos.
Independentemente de a prestação do serviço público ser realizada pelos órgãos públicos, administração direta ou indireta, concessionária ou permissionária, não há hipótese de aplicação da lei de consumo para esta modalidade de prestação serviço, posto que não há serviço público que possa ser mensurável economicamente, tampouco individualizado, razão pela qual afasta a proteção de consumo.
A racionalização e melhoria dos serviços públicos como princípio da Política Nacional das Relações de Consumo, como direito básico do consumidor, a adequada e eficaz prestação, e a obrigatoriedade dos órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias ou permissionárias, ou mesmo sob qualquer outra forma de empreendimento, à prestação de serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, respondendo objetivamente em caso de danos causados aos consumidores pelos serviços públicos defeituosos.

No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
não se aplica à fase pré-contratual.
importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes.
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo.

Com relação à vulnerabilidade, é correto dizer:
é pressuposto para a inversão do ônus da prova.
é sinônimo de hipossuficiência.
é princípio da ordem econômica.
é princípio estruturante do Direito do Consumidor.

Eliane trabalha em determinada empresa para a qual uma seguradora apresentou proposta de seguro de vida e acidentes pessoais aos empregados. Eliane preencheu o formulário entregue pela seguradora e, dias depois, recebeu comunicado escrito informando, sem motivo justificado, a recusa da seguradora para a contratação por Eliane. Partindo da situação fática narrada, à luz da legislação vigente, assinale a afirmativa correta.
Eliane pode exigir o cumprimento forçado da obrigação nos termos do serviço apresentado, já que a oferta obriga a seguradora e a negativa constituiu prática abusiva pela recusa infundada de prestação de serviço.
Por se tratar de contrato bilateral, a seguradora poderia ter se recusado a ser contratada por Eliane nos termos do Código Civil, norma aplicável ao caso, que assegura que a proposta não obriga o proponente.
A seguradora não está obrigada a se vincular a Eliane, já que a proposta de seguro e acidentes pessoais dos empregados não configura oferta, nos termos do Código do Consumidor.
Trata-se de hipótese de aplicação da legislação consumerista, mas, a despeito das garantias conferidas ao consumidor, em hipóteses como a narrada no caso, é facultado à seguradora recusar a contratação antes da versão do ônus da prova em favor do consumidor pessoa física.

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Questões resolvidas

Com relação ao Código do Consumidor, é incorreto afirmar:
é uma lei de origem constitucional em face do disposto do art. 5º, XXXII, da Constituição Federal;
é lei geral, tal qual o Código Civil, porque se aplica a todas as relações de consumo, onde quer que ocorrerem;
é uma lei principiológica porque estruturada em princípios e cláusulas gerais;
é lei especial em razão do sujeito;

O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor regulam relações de direito privado, por isso é correto afirmar que possuem a mesma essência.
sim, porque visam isonomia nas relações de direito privado.
sim, porque ambos possuem menção expressa na Constituição;
não, porque o CDC fica restrito à sua área de atuação enquanto o CC permite sua aplicação em determinadas leis especiais;
não, porque o CDC regula relações entre desiguais enquanto o CC regula relações entre iguais;

Com relação ao Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar:
A Lei nº. 8.078/90 é norma de ordem pública e de interesse social, geral e principiológica e, com base no parágrafo 1º do artigo 2º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, sempre revoga as anteriores incompatíveis, quer estas sejam gerais ou especiais.
Não é possível ao magistrado aplicar as regras legais ex officio, ficando sempre na dependência de pedido expresso da parte.
Nas relações de consumo, não havendo lacuna no código consumerista, aplica-se somente seu regramento, podendo, entretanto, as partes optarem por outro sistema legal.
Mesmo se tratando de um sistema próprio, é possível aplicar normas de outro sistema legal nas relações de consumo, ainda que não haja lacuna no sistema consumerista.

No que diz respeito à defesa do consumidor é correto afirmar:
I - É um princípio inerente à ordem econômica;
II- É um direito e uma garantia fundamental;
III- Tem status constitucional de cláusula pétrea.
Nenhuma está correta.
Somente a I e III estão corretas.
Somente a I está correta.
Todas as afirmativas estão corretas.

Nos casos de extravio de bagagem nos transportes aéreos é CORRETO afirmar: I - Possuem indenização tarifada. II- Não estão sujeitos as regras do Código de Defesa do Consumidor. III - Ficam limitadas as determinações do Código Civil.
Nenhuma está correta.
Somente a I e III estão corretas.
Somente a II e III estão corretas.
Somente a I e II estão corretas.

A ordem econômica estabelecida na Constituição Federal, e que elege, entre os princípios a serem observados, a defesa do consumidor é fundada
na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa.
na livre concorrência e tratamento privilegiado do trabalho intelectual ou técnico.
no tratamento igualitário para as empresas de pequeno e grande porte, quando constituídas sob as leis brasileiras e desde que tenham sede e domicílio no país.
apenas na função social da propriedade.
na valorização do trabalho humano e na abolição da livre concorrência.

Maria e Manoel, casados, pais dos gêmeos Gabriel e Thiago que têm apenas três meses de vida, residem há seis meses no Condomínio Vila Feliz. O fornecimento do serviço de energia elétrica na cidade onde moram é prestado por um única concessionária, a Companhia de Eletricidade Luz S.A. Há uma semana, o casal vem sofrendo com as contínuas e injustificadas interrupções na prestação do serviço pela concessionária, o que já acarretou a queima do aparelho de televisão e da geladeira, com a perda de todos os alimentos nela contidos. O casal pretende ser indenizado. Nesse caso, à luz do princípio da vulnerabilidade previsto no Código de Proteção e Defesa do Consumidor, assinale a afirmativa correta.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA
A vulnerabilidade nas relações de consumo se divide em apenas duas espécies: a jurídica ou científica e a técnica. Aquela representa a falta de conhecimentos jurídicos ou outros pertinentes à contabilidade e à economia, e esta, à ausência de conhecimentos específicos sobre o serviço oferecido, sendo que sua verificação é requisito legal para inversão do ônus da prova a favor do casal e do consequente direito à indenização.
É dominante o entendimento no sentido de que a vulnerabilidade nas relações de consumo é sinônimo exato de hipossuficiência econômica do consumidor. Logo, basta ao casal Maria e Manoel demonstrá-la para receber a integral proteção das normas consumeristas e o consequente direito básico à inversão automática do ônus da prova e a ampla indenização pelos danos sofridos.
Prevalece o entendimento jurisprudencial no sentido de que a vulnerabilidade no Código do Consumidor é sempre presumida, tanto para o consumidor pessoa física, Maria e Manoel, quanto para a pessoa jurídica, no caso, o Condomínio Vila Feliz, tendo ambos direitos básicos à indenização e à inversão judicial automática do ônus da prova.
A doutrina consumerista dominante considera a vulnerabilidade um conceito jurídico indeterminado, plurissignificativo, sendo correto afirmar que, no caso em questão, está configurada a vulnerabilidade fática do casal diante da concessionária, havendo direito básico à indenização pela interrupção imotivada do serviço público essencial.

Sobre a boa-fé objetiva é incorreto afirmar:
limita o exercício dos direitos subjetivos para coibir condutas abusivas
indica a ausência de malícia do agente ou a suposição de estar agindo corretamente
é critério hermenêutico ou paradigma interpretativo;
é fonte de deveres anexos para as partes contratantes;

Considere as seguintes afirmativas: I- Vulnerabilidade e hipossuficiência se confundem, pois dizem respeito à situação de inferioridade do consumidor perante o fornecedor. II - Em qualquer caso de relação de consumo, é preciso que fique demonstrada a vulnerabilidade do consumidor para que incida o CDC. III - Não fere o princípio constitucional da isonomia o tratamento diferenciado dispensado pelo CDC ao consumidor em razão de sua vulnerabilidade.
todas as afirmacoes estão corretas;
somente a I e II estão corretas;
todas estão incorretas
somente a III está correta;

(Defensor Público - DPE/MS - VUNESP - 2014) É princípio norteador da política nacional das relações de consumo:
Reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo, desde que hipossuficiente financeiro.
Ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor pela presença do Estado no mercado de consumo.
Incentivo à criação pelas defensorias públicas de mecanismos de proteção ao consumidor.

Com base no CDC, informe a opção incorreta:
O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao triplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.
O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.
Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.
Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.
O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Sobre os princípios do CDC, é incorreto afirmar:
a principal consequência do princípio da transparência é o dever de informar;
o princípio da equidade não está previsto no CDC.
os princípios da segurança e informação são os fundamentos do sistema de responsabilidade civil nas relações de consumo;
vulnerabilidade é qualidade intrínseca, ingênita, peculiar e indissolúvel de todo consumidor

O direito de reflexão previsto no CDC poderá ser exercido:
Até 5 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que o negócio seja realizado fora do estabelecimento.
Até 7 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que a relação de consumo seja firmada fora do estabelecimento do lojista.
Até 7 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, sendo um direito do consumidor e obrigação do fornecedor independente do local de aquisição do produto ou serviço.
Até 30 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que a compra ou serviço sejam realizados no estabelecimento.

Verossimilhança e hipossuficiência são pressupostos para a inversão do ônus da prova:
são pressupostos sempre cumulativos.
são sempre alternativos.
só para a inversão ope judicis.
só para a inversão ope legis.
tanto para a inversão ope judicis como para a ope legis.

No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
não se aplica à fase pré-contratual.
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo.
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes.
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.

Sobre o princípio da vulnerabilidade do consumidor, indique a opção correta:
A vulnerabilidade só possuí caráter socioeconômico, portanto, um consumidor que também possua grandes fortunas não poderá arrogar para si a condição de vulnerável.
A vulnerabilidade da pessoa física será sempre de presunção absoluta, ao passo em que a vulnerabilidade da pessoa jurídica depende de comprovação.
Afirmar que o consumidor é vulnerável significa dizer que este também é hipossuficiente.
Um consumidor pode ser considerado hipossuficiente sem ser considerado vulnerável.
Pode-se afirmar que existe presunção absoluta de vulnerabilidade e hipossuficiência em toda relação de consumo.

O artigo 3º da Lei n.º 8.078/1990 conceitua fornecedor como toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. Sobre a aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos serviços públicos, o diploma legal de proteção ao consumidor indica:
Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações antes referidas, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las, respondendo de acordo com as regras do Código de Defesa do Consumidor pela prestação de serviços públicos uti singuli e uti universi em caso de danos causados aos consumidores.
Todos os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações antes referidas, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las, respondendo subjetivamente em caso de danos causados aos consumidores.
A racionalização e melhoria dos serviços púbicos como princípio da Política Nacional das Relações de Consumo; como direito básico do consumidor, a sua adequada e eficaz prestação, e a obrigatoriedade dos órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias ou permissionárias, à prestação de serviços públicos uti singuli e uti universi adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, respondendo objetivamente em caso de danos causados aos consumidores pela aplicação da norma consumerista às duas espécies de serviços públicos.
Independentemente de a prestação do serviço público ser realizada pelos órgãos públicos, administração direta ou indireta, concessionária ou permissionária, não há hipótese de aplicação da lei de consumo para esta modalidade de prestação serviço, posto que não há serviço público que possa ser mensurável economicamente, tampouco individualizado, razão pela qual afasta a proteção de consumo.
A racionalização e melhoria dos serviços públicos como princípio da Política Nacional das Relações de Consumo, como direito básico do consumidor, a adequada e eficaz prestação, e a obrigatoriedade dos órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias ou permissionárias, ou mesmo sob qualquer outra forma de empreendimento, à prestação de serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, respondendo objetivamente em caso de danos causados aos consumidores pelos serviços públicos defeituosos.

No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que
não se aplica à fase pré-contratual.
importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação.
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes.
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo.

Com relação à vulnerabilidade, é correto dizer:
é pressuposto para a inversão do ônus da prova.
é sinônimo de hipossuficiência.
é princípio da ordem econômica.
é princípio estruturante do Direito do Consumidor.

Eliane trabalha em determinada empresa para a qual uma seguradora apresentou proposta de seguro de vida e acidentes pessoais aos empregados. Eliane preencheu o formulário entregue pela seguradora e, dias depois, recebeu comunicado escrito informando, sem motivo justificado, a recusa da seguradora para a contratação por Eliane. Partindo da situação fática narrada, à luz da legislação vigente, assinale a afirmativa correta.
Eliane pode exigir o cumprimento forçado da obrigação nos termos do serviço apresentado, já que a oferta obriga a seguradora e a negativa constituiu prática abusiva pela recusa infundada de prestação de serviço.
Por se tratar de contrato bilateral, a seguradora poderia ter se recusado a ser contratada por Eliane nos termos do Código Civil, norma aplicável ao caso, que assegura que a proposta não obriga o proponente.
A seguradora não está obrigada a se vincular a Eliane, já que a proposta de seguro e acidentes pessoais dos empregados não configura oferta, nos termos do Código do Consumidor.
Trata-se de hipótese de aplicação da legislação consumerista, mas, a despeito das garantias conferidas ao consumidor, em hipóteses como a narrada no caso, é facultado à seguradora recusar a contratação antes da versão do ônus da prova em favor do consumidor pessoa física.

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1 
 
Ref.: 201408228290 
 1a Questão 
 
 
Com relação ao Código do Consumidor, é incorreto afirmar: 
 
 
 
 
é uma lei de origem constitucional em face do disposto do art. 5º, XXXII, da Constituição Federal; 
 
é lei geral, tal qual o Código Civil, porque se aplica a todas as relações de consumo, onde quer que 
ocorrerem; 
 
é uma lei principiológica porque estruturada em princípios e cláusulas gerais; 
 
é lei especial em razão do sujeito; 
 
Ref.: 201408228287 
 2a Questão 
 
 
No tocante à aplicabilidade do Código de Defesa do Consumidor é correto afirmar: I- Criou mais uma lei especial, 
dentre tantas, para regular uma relação específica; II- Havendo um consumidor e um fornecedor, há uma relação de 
consumo, logo a Lei 8.078/90 é aplicada; III- Criou uma sobrestutura jurídica multidisciplinar, aplicável em todos os 
ramos do Direito onde ocorram relação de consumo; 
 
 
 
 
Somente a afirmativa I está correta; 
 
Somente a II está correta; 
 
Somente a II e a III estão corretas. 
 
Nenhuma afirmativa está correta; 
 
Ref.: 201408228345 
 3a Questão 
 
 
Havendo conflito de leis abrangendo relação de consumo: 
 
 
 
 
deverá prevalecer a lei que for mais específica. 
 
deverá ser aplicado o Código Civil porque regula relações de direito privado. 
 
deverá ser afastado o Código de Defesa do Consumidor. 
 
deverá prevalecer o Código de Defesa do Consumidor 
 
Ref.: 201408228296 
 4a Questão 
 
 
2 
 
O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor regulam relações de direito privado, por isso é correto afirmar 
que possuem a mesma essência. 
 
 
 
 
sim, porque visam isonomia nas relações de direito privado. 
 
não, porque o CDC fica restrito à sua área de atuação enquanto o CC permite sua aplicação em determinadas 
leis especiais; 
 
sim, porque ambos possuem menção expressa na Constituição; 
 
não, porque o CDC regula relações entre desiguais enquanto o CC regula relações entre iguais; 
 
Ref.: 201408959348 
 5a Questão 
 
 
Em relação à formação histórica do Direito do Consumidor, um fato relevante foi a revolução industrial, que trouxe 
consigo a revolução do consumo. Assinale a opção que não corresponde a uma mudança introduzida por essa 
revolução nas relações de consumo? 
 
 
 
 
d) Aumento das cláusulas abusivas. 
 
a) A produção passa a ser em massa. 
 
b) Surgimento dos contratos coletivos e contratos de adesão com cláusulas de interesse somente do 
fornecedor. 
 
e) Separação entre produtor e consumidor. 
 
c) Um forte aparato jurídico capaz de suprir as novas demandas dos consumidores. 
 
Explicação: 
Tal aparato jurídico afirmado na alternativa é consequência do desequilíbrio entre consumidores e fornecedores e 
não consequência da Revolução Industrial. 
Ref.: 201408676321 
 6a Questão 
 
 
Várias relações jurídicas não são consideradas relações de consumo. Das citadas abaixo, é considerada de relação de 
consumo: 
 
 
 
 
contratos com instituições financeiras 
 
condomínio 
 
arrendamento rural 
 
parceria rural 
 
locação 
 
Explicação: 
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) entende que não se aplicam aos contratos de locação as normas do Código de 
3 
 
Defesa do Consumidor, pois tais contratos não possuem os traços característicos da relação de consumo, previstos 
nos artigos 2º e 3° do CDC, e além disso, já são regulados por lei própria, a Lei 8.245/1991. 
Ref.: 201408681931 
 7a Questão 
 
 
(185º. Concurso de Provas e Títulos para Ingresso na Magistratura - TJ/SP - VUNESP - 2014) Com relação ao 
Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar: 
 
 
 
 
Mesmo se tratando de um sistema próprio, é possível aplicar normas de outro sistema legal nas relações de 
consumo, ainda que não haja lacuna no sistema consumerista. 
 
Nas relações de consumo, não havendo lacuna no código consumerista, aplica-se somente seu regramento, 
podendo, entretanto, as partes optarem por outro sistema legal. 
 
A Lei nº. 8.078/90 é norma de ordem pública e de interesse social, geral e principiológica e, com base no 
parágrafo 1º do artigo 2º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, sempre revoga as anteriores 
incompatíveis, quer estas sejam gerais ou especiais. 
 
Não é possível ao magistrado aplicar as regras legais ex officio, ficando sempre na dependência de pedido 
expresso da parte. 
 
Explicação: 
Art. 2o Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a modifique ou revogue. 
§ 1o A lei posterior revoga a anterior quando expressamente o declare, quando seja com ela incompatível ou quando 
regule inteiramente a matéria de que tratava a lei anterior. 
§ 2o A lei nova, que estabeleça disposições gerais ou especiais a par das já existentes, não revoga nem modifica a lei 
anterior. 
§ 3o Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei revogadora perdido a vigência. 
Ref.: 201408228285 
 8a Questão 
 
 
No que diz respeito à defesa do consumidor é correto afirmar: I - É um princípio inerente à ordem econômica; II- É 
um direito e uma garantia fundamental; III- Tem status constitucional de cláusula pétrea. 
 
 
 
 
Nenhuma está correta. 
 
Todas as afirmativas estão corretas. 
 
Somente a I e III estão corretas. 
 
Somente a I está correta. 
 
Ref.: 201408891180 
 1a Questão 
 
 
Com relação ao Código do Consumidor, é incorreto afirmar: 
4 
 
 
 
 
 
é uma lei que tem por objeto a tutela do consumidor e não a proteção do consumo. 
 
é uma lei principiológica porque estruturada em princípios e cláusulas gerais; 
 
é lei especial em razão do sujeito; 
 
é uma lei de origem constitucional em face do disposto do art. 5º, XXXII, da Constituição Federal; 
 
é lei geral, tal qual o Código Civil, porque aplica-se a todas as relações de consumo, onde quer que 
ocorrerem; 
 
Explicação: 
Conforme Sérgio Cavalieri e outros autores, a total vulnerabilidade do consumidor foi o fator principal para a 
formação de um novo direito e para criação de uma lei de cunho principiológico, cujas normas gerais abrangem 
todas as relações de consumo. 
Ref.: 201408228342 
 2a Questão 
 
 
Nos casos de extravio de bagagem nos transportes aéreos é CORRETO afirmar: I- Possuem indenização tarifada. II- 
Não estão sujeitos as regras do Código de Defesa do Consumidor. III- Ficam limitadas as determinações do Código 
Civil. 
 
 
 
 
Somente a I e II estão corretas 
 
Nenhuma está correta. 
 
Somente a I e III estão corretas. 
 
Somente a II e III estão corretas. 
 
Ref.: 201408228313 
 3a Questão 
 
 
A Constituição menciona que o Estado promoverá a defesa do consumidor. Quando o poder constituinte originário 
faz tal afirmação significa dizer que: 
 
 
 
 
não é uma mera faculdade e sim um dever do Estado 
 
assim como tantos outros direitos mencionados na Constituição sua aplicabilidade ou não caberia ao apelo 
social, não passando de mera faculdade do Estado 
 
mesmo com a determinação da Constituição, não se pode esquecer que o Estado é soberano, logo, não há 
que se falar em dever. 
 
não há que se falar em dever do Estado uma vez que o Direito do Consumidor regula as relações de direito 
privado 
 
Ref.: 201408674993 
 4a Questão 
5 
 
 
 
PROC/SP/2005 - Considerando que a entrada em vigor do Novo Código Civil é posterior à promulgação do Código 
de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
as novas regras do Código Civil revogam a aplicação de todas asregras em contrário do Código de Defesa 
do Consumidor. 
 
o novo código civil revogou o Código de Defesa do Consumidor no que diz respeito à responsabilidade 
civil. 
 
as novas regras do Código Civil passam a reger as relações de consumo, devendo o Código de Defesa do 
Consumidor ser aplicado complementarmente e subsidiariamente. 
 
não existe qualquer relação entre esses dois diplomas legais, uma vez que o Código Civil regula as relações 
cíveis e o Código de Defesa do Consumidor regula as relações de consumo. 
 
as novas regras do Código Civil se aplicam às relações de consumo, desde que seja para ampliar a proteção 
do consumidor. 
 
Explicação: 
Sendo o CDC lei especial, qualquer norma que não trate diretamente das relações de consumo não tem o condão de 
revogar suas determinações. 
Ref.: 201408266217 
 5a Questão 
 
 
A ordem econômica estabelecida na Constituição Federal, e que elege, entre os princípios a serem observados, a 
defesa do consumidor é fundada 
 
 
 
 
na livre concorrência e tratamento privilegiado do trabalho intelectual ou técnico. 
 
na valorização do trabalho humano e na abolição da livre concorrência. 
 
apenas na função social da propriedade. 
 
na valorização do trabalho humano e na livre iniciativa. 
 
no tratamento igualitário para as empresas de pequeno e grande porte, quando constituídas sob as leis 
brasileiras e desde que tenham sede e domicílio no país. 
 
Ref.: 201408674993 
 4a Questão 
 
 
PROC/SP/2005 - Considerando que a entrada em vigor do Novo Código Civil é posterior à promulgação do Código 
de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
as novas regras do Código Civil revogam a aplicação de todas as regras em contrário do Código de Defesa 
do Consumidor. 
 
as novas regras do Código Civil passam a reger as relações de consumo, devendo o Código de Defesa do 
6 
 
Consumidor ser aplicado complementarmente e subsidiariamente. 
 
as novas regras do Código Civil se aplicam às relações de consumo, desde que seja para ampliar a proteção 
do consumidor. 
 
o novo código civil revogou o Código de Defesa do Consumidor no que diz respeito à responsabilidade 
civil. 
 
não existe qualquer relação entre esses dois diplomas legais, uma vez que o Código Civil regula as relações 
cíveis e o Código de Defesa do Consumidor regula as relações de consumo. 
 
Explicação: 
Sendo o CDC lei especial, qualquer norma que não trate diretamente das relações de consumo não tem o condão de 
revogar suas determinações. 
Ref.: 201408847587 
 1a Questão 
 
 
Maria e Manoel, casados, pais dos gêmeos Gabriel e Thiago que têm apenas três meses de vida, residem há seis 
meses no Condomínio Vila Feliz. O fornecimento do serviço de energia elétrica na cidade onde moram é prestado 
por um única concessionária, a Companhia de Eletricidade Luz S.A. Há uma semana, o casal vem sofrendo com as 
contínuas e injustificadas interrupções na prestação do serviço pela concessionária, o que já acarretou a queima do 
aparelho de televisão e da geladeira, com a perda de todos os alimentos nela contidos. O casal pretende ser 
indenizado. Nesse caso, à luz do princípio da vulnerabilidade previsto no Código de Proteção e Defesa do 
Consumidor, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
 
Prevalece o entendimento jurisprudencial no sentido de que a vulnerabilidade no Código do Consumidor 
é sempre presumida, tanto para o consumidor pessoa física, Maria e Manoel, quanto para a pessoa 
jurídica, no caso, o Condomínio Vila Feliz, tendo ambos direitos básicos à indenização e à inversão 
judicial automática do ônus da prova. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
É dominante o entendimento no sentido de que a vulnerabilidade nas relações de consumo é sinônimo 
exato de hipossuficiência econômica do consumidor. Logo, basta ao casal Maria e Manoel demonstrá-la 
para receber a integral proteção das normas consumeristas e o consequente direito básico à inversão 
automática do ônus da prova e a ampla indenização pelos danos sofridos. 
 
A vulnerabilidade nas relações de consumo se divide em apenas duas espécies: a jurídica ou científica e a 
técnica. Aquela representa a falta de conhecimentos jurídicos ou outros pertinentes à contabilidade e à 
economia, e esta, à ausência de conhecimentos específicos sobre o serviço oferecido, sendo que sua 
verificação é requisito legal para inversão do ônus da prova a favor do casal e do consequente direito à 
indenização. 
 
A doutrina consumerista dominante considera a vulnerabilidade um conceito jurídico indeterminado, 
plurissignificativo, sendo correto afirmar que, no caso em questão, está configurada a vulnerabilidade 
fática do casal diante da concessionária, havendo direito básico à indenização pela interrupção imotivada 
do serviço público essencial. 
 
Explicação: 
 O princípio da vulnerabilidade é de suma importância porque estabelece a igualdade dentro da relação de consumo, 
coisa que antes do Código de Defesa do Consumidor não existia e o fornecedor estava sempre em posição de 
vantagem 
Ref.: 201408228307 
 
 
 
 
7 
 
 2a Questão 
 
 
Sobre a boa-fé objetiva é incorreto afirmar: 
 
 
 
 
indica a ausência de malícia do agente ou a suposição de estar agindo corretamente 
 
é critério hermenêutico ou paradigma interpretativo; 
 
é fonte de deveres anexos para as partes contratantes; 
 
limita o exercício dos direitos subjetivos para coibir condutas abusivas 
 
Ref.: 201408228301 
 3a Questão 
 
 
Considere as seguintes afirmativas: I- Vulnerabilidade e hipossuficiência se confundem, pois dizem respeito à 
situação de inferioridade do consumidor perante o fornecedor. II- Em qualquer caso de relação de consumo, é 
preciso que fique demonstrada a vulnerabilidade do consumidor para que incida o CDC. III- Não fere o princípio 
constitucional da isonomia o tratamento diferenciado dispensado pelo CDC ao consumidor em razão de sua 
vulnerabilidade. 
 
 
 
 
todas estão incorretas 
 
somente a I e II estão corretas; 
 
todas as afirmações estão corretas; 
 
somente a III está correta; 
 
Ref.: 201408677446 
 4a Questão 
 
 
(Defensor Público - DPE/MS - VUNESP - 2014) É princípio norteador da política nacional das relações de consumo: 
 
 
 
 
Reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de consumo, desde que hipossuficiente 
financeiro. 
 
Ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor pela presença do Estado no 
mercado de consumo. 
 
Incentivo à criação pelas defensorias públicas de meios eficientes de controle de qualidade e segurança 
de produtos e serviços. 
 
Racionalização e melhoria dos serviços privados de consumo. 
 
Explicação: 
Esta é uma das formas que o Estado busca proteger de forma efetiva o vulnerável, que é o consumidor. A presença 
do Estado no mercado de consumo demonstra sua efetiva preocupação no que concerne à defesa direta dos 
 
 
 
 
8 
 
consumidores, que se faz através dos Órgãos fiscalizadores, como os 
Procons;dacriaçãodasassociaçoes,taiscomo:ADECON,IDEC,BRASILCON,alémda rega̲mentação,discipl∈a efiscaliz
ação dosserviçospublicospelaANATEL,AN∈L,ANS.Eporfim,garantiroade ofor≠cimen→de∏u→seserviçosesperad
ospeloscon∑idoreseatendidassuasf∈alidadesaνnciadas. 
Ref.: 201408959328 
 5a Questão 
 
 
Em relação aos princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta. 
 
 
 
 
O princípio da vulnerabilidade, que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação de consumo, 
diz respeito apenas à vulnerabilidade técnica. 
 
O princípio da transparência impõe um dever comissivoe um omissivo, ou seja, não pode o fornecedor 
deixar de apresentar o produto tal como ele se encontra nem pode dizer mais do que ele faz. 
 
O CDC é uma norma tipificadora de condutas, prevendo expressamente o comportamento dos 
consumidores e dos fornecedores. 
 
O princípio da transparência impõe um dever apenas comissivo, pois é obrigação do fornecedor informar 
todas as características do produto ou serviço. 
 
A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva. 
 
Explicação: 
O princípio da transparência estabelece que o consumidor tem o direito de ser informado sobre todos as informações 
importantes de serviço ou produto exposto ao consumo, traduzindo assim no princípio da informação. Havendo 
omissão de informação ao consumidor em cláusula contratual, prevalece a interpretação do artigo 47 do CDC, que 
retrata que as cláusulas contratuais serão interpretadas de maneira, mas favorável ao consumidor. 
Ref.: 201408739744 
 6a Questão 
 
 
O direito de reflexão previsto no CDC poderá ser exercido: 
 
 
 
 
Até 30 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que a compra ou serviço sejam 
realizados no estabelecimento. 
 
Até 7 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que a relação de consumo seja 
firmada fora do estabelecimento do lojista. 
 
Até 7 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, sendo um direito do consumidor e 
obrigação do fornecedor independente do local de aquisição do produto ou serviço. 
 
Até 5 dias do recebimento do produto ou assinatura do contrato, desde que o negócio seja realizado fora do 
estabelecimento 
 
Explicação: 
O direito de arrependimento no prazo de 7 dias, contados da assinatura do contrato ou do recebimento do produto ou 
serviço, é devido ao consumidor, como parte vulneravel da relação de consumo, quando as compras realizadas 
 
 
 
 
9 
 
ocorrem fora do estabelecimento comercial, conforme artigo 49CDC. 
Ref.: 201408228267 
 7a Questão 
 
 
Em relação aos princípios previstos no Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa correta. 
 
 
 
 
O CDC é uma norma tipificadora de condutas, prevendo expressamente o comportamento dos consumidores e 
dos fornecedores. 
 
O princípio da vulnerabilidade, que presume ser o consumidor o elo mais fraco da relação de consumo, diz 
respeito apenas à vulnerabilidade técnica. 
 
A boa-fé prevista no CDC é a boa-fé subjetiva. 
 
O princípio da transparência impõe um dever comissivo e um omissivo, ou seja, não pode o fornecedor deixar 
de apresentar o produto tal como ele se encontra nem pode dizer mais do que ele faz; não pode, portanto, mais 
existir o dolus bonus. 
 
Ref.: 201408157795 
 8a Questão 
 
 
Verossimilhança e hipossuficiência são pressupostos para a inversão do ônus da prova: 
 
 
 
 
são sempre alternativos. 
 
são pressupostos sempre cumulativos; 
 
só para a inversão ope legis; 
 
tanto para a inversão ope judicis como para a ope legis; 
 
só para a inversão ope judicis; 
 
Ref.: 201409256780 
 1a Questão 
 
 
Com base no CDC, informe a opção incorreta: 
 
 
 
 
O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do 
que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. 
 
Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil 
compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos. 
 
O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata 
correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais 
 
 
 
 
 
 
10 
 
destinatários das informações incorretas. 
 
O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao triplo do 
que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. 
 
Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a 
qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. 
 
Explicação: 
Havendo cobrança indevida ou excessiva, cabe repetição do indebito ao consumidor em valores correspondentes ao 
dobro do que foi pago em excesso, art. 42 do CDC. 
Ref.: 201408228308 
 2a Questão 
 
 
Com relação aos princípios do CDC, é incorreto afirmar: 
 
 
 
 
a principal consequência do princípio da transparência é o dever de informar; 
 
o princípio da equidade não está previsto no CDC. 
 
os princípios da segurança e informação são os fundamentos do sistema de responsabilidade civil nas 
relações de consumo; 
 
vulnerabilidade é qualidade intrínseca , ingênita, peculiar e indissolúvel de todo consumidor 
 
Ref.: 201408842716 
 3a Questão 
 
 
Para traduzir o interesse social da segurança das relações jurídicas, diz-se, como está expresso no código civil 
alemão, que as partes devem agir com lealdade e confiança recíprocas(...). Indo mais adiante, aventa-se a ideia de 
que entre o credor e devedor é necessária a colaboração, um ajudando o outro na execução do contrato. A tanto, 
evidentemente, não se pode chegar, dada a contraposição de interesses, Mas é certo que a conduta, tanto de um como 
de outro, subordina-se as regras que visam a impedir dificulte uma parte a ação da outra. (Orlando Gomes ¿ 
Contratos. 26a ed. RJ. Forense, 2008, p. 43). Nesse texto, pode-se afirmar que o autor refere-se: 
 
 
 
 
apenas à boa-fé subjetiva. 
 
à vedação da lesão nos contratos bilaterais. 
 
à equidade que deve ser utilizada na interpretação dos contratos. 
 
à matéria pertinente ao direito alemão e estranha ao direito brasileiro. 
 
à boa-fé objetiva. 
 
Explicação: 
O próprio enunciado apresenta a justificativa da resposta. Trata-se de conceito introduzido pelo CDC e depois 
incorporado no Código Civil de 2002. 
 
 
 
 
11 
 
Ref.: 201408846420 
 4a Questão 
 
 
No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que 
 
 
 
 
não se aplica à fase pré-contratual. 
 
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes. 
 
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação. 
 
Explicação: 
Erigido como pilar da relação de consumo, a boa-fé tem o condão de manter a lealdade e honestidade na relação, 
exatamente para proteção da parte mais vulnerável, que é o titular passivo da obrigação. 
Ref.: 201408887956 
 5a Questão 
 
 
Sobre o princípio da vulnerabilidade do consumidor, indique a opção correta: 
 
 
 
 
Pode-se afirmar que existe presunção absoluta de vulnerabilidade e hipossuficiência em toda relação de 
consumo 
 
Um consumidor pode ser considerado hipossuficiente sem ser considerado vulnerável 
 
A vulnerabilidade da pessoa física será sempre de presunção absoluta, ao passo em que a vulnerabilidade da 
pessoa jurídica depende de comprovação 
 
Afirmar que o consumidor é vulnerável significa dizer que este também é hipossuficiente 
 
A vulnerabilidade só possuí caráter socioeconômico, portanto, um consumidor que também possua grandes 
fortunas não poderá arrogar para si a condição de vulnerável 
 
Explicação: 
O próprio CDC afirma a presunção absoluta em seu art. 4º, ressaltando a vulnerabilidade com intuito de tratar o 
consumidorde forma especial. 
Ref.: 201409040589 
 6a Questão 
 
 
Veja a assertiva e, em seguida, marque a alternativa de acordo com o direcionamento abaixo descrito. 
 
 
 
 
 
 
12 
 
Em relação à vulnerabilidade é INCORRETO afirmar: 
 
 
 
 
Vulnerabilidade é qualidade intrínseca, imanente e universal de todos que se encontram na posição de 
consumidor. 
 
Vulnerabilidade e hipossuficiência são a mesma coisa porque ambas indicam a fragilidade e a situação de 
desigualdade do consumidor. 
 
As normas do CDC estão sistematizadas a partir da ideia básica de proteção do consumidor, por ser ele 
vulnerável. 
 
Todos os consumidores são vulneráveis por presunção absoluta, mas nem todos são hipossuficientes. 
 
Hipossuficiência é um agravamento da situação de vulnerabilidade ligada a aspectos processuais. 
 
Explicação: 
A vulnerabilidade elimina a premissa de igualdade entre as partes envolvidas, pois, se um dos polos é vulnerável as 
partes são claramente desiguais e, portanto teremos que o vulnerável, por sofrer uma desigualdade naquele 
contexto, é protegido pela legislação, com o fim de garantir os princípios constitucionais da isonomia e igualdade 
nas relações jurídicas minimizando deste modo a desigualdade. 
A hipossuficiência por sua vez, não se confunde com a vulnerabilidade, pois se apresentará exclusivamente no 
campo processual devendo ser observada caso a caso, já que se trata de presunção relativa, então, sempre precisará 
ser comprovada no caso concreto diante do juiz. 
Ref.: 201409040571 
 7a Questão 
 
 
O artigo 3º da Lei n.º 8.078/1990 conceitua fornecedor como toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, 
nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou 
prestação de serviços¿. Sobre a aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos serviços públicos, o diploma 
legal de proteção ao consumidor indica: 
 
 
 
 
Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias, são obrigados a fornecer 
serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Nos casos de descumprimento, 
total ou parcial, das obrigações antes referidas, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las, 
respondendo de acordo com as regras do Código de Defesa do Consumidor pela prestação de serviços 
públicos uti singuli e uti universi em caso de danos causados aos consumidores. 
 
Todos os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias, são obrigados a 
fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Nos casos de 
descumprimento, total ou parcial, das obrigações antes referidas, serão as pessoas jurídicas compelidas a 
cumpri-las, respondendo subjetivamente em caso de danos causados aos consumidores. 
 
A racionalização e melhoria dos serviços púbicos como princípio da Política Nacional das Relações de 
Consumo; como direito básico do consumidor, a sua adequada e eficaz prestação, e a obrigatoriedade dos 
órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias ou permissionárias, à prestação de serviços 
públicos uti singuli e uti universi adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos, 
respondendo objetivamente em caso de danos causados aos consumidores pela aplicação da norma 
consumerista às duas espécies de serviços públicos. 
 
Independentemente de a prestação do serviço público ser realizada pelos órgãos públicos, administração 
direta ou indireta, concessionária ou permissionária, não há hipótese de aplicação da lei de consumo para 
esta modalidade de prestação serviço, posto que não há serviço público que possa ser mensurável 
economicamente, tampouco individualizado, razão pela qual afasta a proteção de consumo. 
 
A racionalização e melhoria dos serviços públicos como princípio da Política Nacional das Relações de 
 
 
13 
 
Consumo, como direito básico do consumidor, a adequada e eficaz prestação, e a obrigatoriedade dos 
órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias ou permissionárias, ou mesmo sob qualquer 
outra forma de empreendimento, à prestação de serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos 
essenciais, contínuos, respondendo objetivamente em caso de danos causados aos consumidores pelos 
serviços públicos defeituosos. 
Explicação: (CDC, art. 4º, inciso VII, 14, 22; ). 
Ref.: 201408733299 
 8a Questão 
 
 
Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil 
compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a: 
 
 
 
 
dois anos. 
 
dez anos. 
 
oito anos. 
 
três anos. 
 
cinco anos. 
Explicação: 
O consumidor tem acesso às informações existentes em seu cadastro, conforme art. 43 do CDC. É um direito 
subjetivo. E tais informações nao poderão ficar indefinidamente nos bancos de dados dos fornecedores. O prazo 
legal é de no máximo 5 anos, conforme parágrafo primeiro do artigo 43 do CDC. 
Ref.: 201408676333 
 1a Questão 
 
 
Sobre os direitos e princípios que devem ser aplicados na defesa do consumidor, assinale a opção correta de acordo 
com as normas estabelecidas pelo CDC. 
 
 
 
 
O dirigismo contratual não é aplicado nas relações de consumo. 
 
O princípio da vulnerabilidade estabelece que todo e qualquer consumidor é a parte mais fraca da relação de 
consumo, sendo tal presunção absoluta. 
 
Aplica-se a teoria da imprevisão para a revisão das cláusulas contratuais, nos termos do artigo 6 V do CDC. 
 
Nos contratos de consumo, impõem-se, na fase de formação, mas não na de execução, a transparência e a 
boa-fé, a fim ser compensada a vulnerabilidade do consumidor. 
 
É direito básico unilateral do consumidor a revisão de cláusula contratual excessivamente onerosa 
decorrente de fatos supervenientes, o que acarreta, como regra, a resolução do contrato celebrado. 
Explicação: 
Nos contratos de consumo a transparência e a boa-fé devem estar presentes em todas as fases dos contratos. 
A revisão do contrato não é unilateral. O fornecedor também poderá solicitar a revisão do contrato. 
A teoria da imprevisão não é aplicada para o art. 6°, V do CDC. 
O dirigismo contratual também pode ser aplicado as relações de consumo. 
A única opção correta está relacionada ao princípio da vulnerabilidade. 
 
 
 
 
14 
 
Ref.: 201408228262 
 2a Questão 
 
 
No âmbito do Código de Defesa do Consumidor, em relação ao princípio da boa-fé objetiva, é correto afirmar que 
 
 
 
 
importa em reconhecimento de um direito a cumprir em favor do titular passivo da obrigação. 
 
não se aplica à fase pré-contratual. 
 
sua aplicação se restringe aos contratos de consumo. 
 
para a caracterização de sua violação imprescindível se faz a análise do caráter volitivo das partes. 
 
Ref.: 201408228311 
 3a Questão 
 
 
Com relação à vulnerabilidade, é correto dizer: 
 
 
 
 
é princípio da ordem econômica; 
 
é sinônimo de hipossuficiência 
 
é princípio estruturante do Direto do Consumidor; 
 
é pressuposto para a inversão do ônus da prova; 
 
Ref.: 201408842520 
 4a Questão 
 
 
(XIII Exame da OAB Questão 46) Eliane trabalha em determinada empresa para a qual uma seguradora apresentou 
proposta de seguro de vida e acidentes pessoais aos empregados. Eliane preencheu o formulário entregue pela 
seguradora e, dias depois, recebeu comunicado escrito informando, sem motivo justificado, a recusa da seguradora 
para a contratação por Eliane. Partindo da situaçãofática narrada, à luz da legislação vigente, assinale a afirmativa 
correta. 
 
 
 
 
Eliane pode exigir o cumprimento forçado da obrigação nos termos do serviço apresentado, já que a 
oferta obriga a seguradora e a negativa constituiu prática abusiva pela recusa infundada de prestação de 
serviço 
 
Por se tratar de contrato bilateral, a seguradora poderia ter se recusado a ser contratada por Eliane nos 
termos do Código Civil, norma aplicável ao caso, que assegura que a proposta não obriga o proponente 
 
A seguradora não está obrigada a se vincular a Eliane, já que a proposta de seguro e acidentes pessoais 
dos empregados não configura oferta, nos termos do Código do Consumidor 
 
Trata-se de hipótese de aplicação da legislação consumerista, mas, a despeito das garantias conferidas ao 
consumidor, em hipóteses como a narrada no caso, é facultado à seguradora recusar a contratação antes da 
 
 
 
 
 
 
15 
 
assinatura do contrato. 
 
Explicação: 
Trata-se do principio da vinculação da oferta. Se ofertou um produto ou serviço de forma correta, clara, precisa esta 
oferta obriga àquele que a fez veicular, integrando o contrato que vier a ser celebrado. Os principios da informação e 
da boa-fé devem regulamentar a relação contratual de consumo. Art.30 CDC. 
Ref.: 201408228298 
 5a Questão 
 
 
É incorreto afirmar que os princípios desempenham a função: 
 
 
 
 
de estabelecer a conduta adequada para hipóteses específicas, perfeitamente caracterizadas; 
 
de apontar os rumos a serem seguidos por toda a sociedade e obrigatoriamente perseguidos pelos poderes 
constituídos; 
 
de dar unidade e harmonia ao sistema jurídico, integrando suas diferentes partes 
 
de condicionar a atividade do intérprete, lente do exame de toda e qualquer questão submetida ao julgador; 
 
Ref.: 201408811796 
 6a Questão 
 
 
Sobre a inversão do ônus da prova em favor do consumidor pessoa física todas as assertivas estão corretas, exceto: 
 
 
 
 
a) A denominada inversão ope judicis está prevista no art. 6., VIII, do CDC e depende de apreciação 
judicial. 
 
c) Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de julgamento, o momento de sua 
apreciação é na sentença 
 
b) A vulnerabilidade é fenômeno de direito material com presunção relativa, enquanto que a 
hipossuficiência é fenômeno de direito processual com presunção absoluta. 
 
d) Segundo àqueles que entendem que a inversão ope judicis é regra de procedimento, o momento de sua 
apreciação é até o saneamento, fase mais compatível para assegurar o exercício dos direitos 
constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 
Explicação: 
A vulnerabilidade se revela como fenômeno de direito material, ao passo que a hipossuficiência, de direito 
processual. Ou seja, a vulnerabilidade gera presunção absoluta, que não pode ser afastada pela produção de prova 
pela parte contrária, o que pode acontecer com a hipossuficiência, que gera presunção relativa, analisada a cada caso 
concreto, com a possibilidade de inversão do ônus da prova. 
Ref.: 201408854006 
 7a Questão 
 
 
 
 
 
 
16 
 
 
 
Em relação à vulnerabilidade é incorreto afirmar: 
 
 
 
 
Hipossuficiência é um agravamento da situação de vulnerabilidade ligada a aspectos processuais. 
 
Todos os consumidores são vulneráveis por presunção absoluta, mas nem todos são hipossuficientes; 
 
Vulnerabilidade e hipossuficiência não são a mesma coisa muito embora ambas indiquem fragilidade e 
situação de desigualdade do consumidor; 
 
As normas do CDC estão sistematizadas a partir da ideia básica de proteção do consumidor, por ser ele 
vulnerável; 
 
Vulnerabilidade é qualidade intrínsica, imanente e universal de todos que se encontram na posição de 
consumidor; 
 
Ref.: 201408228316 
 1a Questão 
 
 
Considerando as três assertivas abaixo, assinale a alternativa correta: I ¿ Quando se trata da análise do conceito de 
consumidor deve ser observada a teoria finalista porque é a adota de forma predominante no ordenamento jurídico. 
II ¿ Nos casos de revisão da cláusula contratual em razão de onerosidade excessiva, no âmbito do CDC, deve ser 
observada a teoria da imprevisão. III ¿ A inversão do ônus da prova sempre se faz presente nos casos que envolver 
relação de consumo. 
 
 
 
 
Nenhuma está correta. 
 
Somente a I está correta. 
 
Apenas a I e II estão corretas. 
 
Apenas a II e III estão corretas. 
 
Ref.: 201408675026 
 2a Questão 
 
 
MP/TO/2004 - Na defesa dos consumidores, um aspecto primordial é a definição do que é consumidor e fornecedor. 
Em conformidade com as normas aplicáveis, assinale a opção incorreta com relação a esses conceitos. 
 
 
 
 
A coletividade também pode ser equiparada a consumidor, quando intervier nas relações de consumo. 
 
Quando uma concessionária de energia elétrica fornece um produto aos cidadãos, submete-se ao Código de 
Defesa do Consumidor (CDC) 
 
um mesmo estabelecimento comercial pode ser fornecedor e consumidor em operações distintas. 
 
Uma indústria asiática que exporta produtos para o Brasil enquadra-se no conceito de fornecedor. 
 
O estado do Tocantins, por ser pessoa jurídica de direito público, não pode ser enquadrado no conceito de 
consumidor. 
Ref.: 201408963931 
17 
 
 3a Questão 
 
 
No que concerne à relação jurídica de consumo, assinale a opção correta. 
 
 
 
 
Segundo o entendimento do STF, nas operações de natureza securitária, não se aplica o Código de Defesa do 
Consumidor. 
 
Para que seja equiparado a consumidor, um grupo de pessoas deve ser determinável. 
 
Toda venda de produto implica a prestação de serviço, bem como toda prestação de serviço implica a venda 
de produto. apartamentos para alugar em santos 
 
As pessoas atingidas por um acidente aéreo, ainda que não sejam passageiros, são equiparadas aos 
consumidores. 
 
Há relação de consumo quando uma montadora de automóveis adquire peças para montar um veículo. 
Explicação: consumidor por equiparação 
 
Ref.: 201408743499 
 4a Questão 
 
 
Considera-se consumidor Padrão, standard ou strictu sensu: 
 
 
 
 
aquele que adquire para revenda e seu consumo produto ou serviço, sendo o destinatário final do produto. 
 
aquele que recebe para seu consumo produto ou serviço, sendo o destinatário final do produto. 
 
aquele que adquire para seu consumo produto ou serviço, sendo ou não o destinatário final do produto. 
 
aquele que adquire para seu consumo produto ou serviço, sendo o destinatário final do produto. 
Explicação: 
O artigo 2° do CDC conceitua quem é o consumidor padrão, ou seja, aquele que adquire bens ou contrata serviços 
como destinatário final, ou seja, o destinatário fático e econômico do produto ou serviço, com fins apenas de obter o 
bem e fazer uso próprio. 
Ref.: 201408676327 
 5a Questão 
 
 
Na análise de casos concretos, a identificação da relação de consumo e seus elementos é o critério básico para 
determinar-se a aplicação do Código de Defesa do Consumidor. Nesta análise 
 
 
 
 
Para a teoria maximalista, destinatário final do artigo 2º do CDC é aquele destinatário fático e econômico 
do bem ou serviço, seja ele pessoa jurídica ou física. Não basta ser destinatário fático, é necessário ser 
destinatário econômico do bem. 
 
É preciso identificar a existência de consumidor e fornecedor. Consumidor é toda pessoa física ou jurídica 
que adquire o produto ou serviço como destinatário final. A expressão ¿destinatário final¿ encontra na 
doutrina e jurisprudênciadiversas interpretações, surgindo a este respeito as teorias finalista, maximalista e 
do finalismo aprofundado 
18 
 
 
O CDC define a expressão destinatário final 
 
O STJ hodiernamente adota a teoria maximalista 
 
A teoria finalista aprofundada considera que a definição de consumidor é objetiva, não importando se a 
pessoa física ou jurídica tem ou não fim de lucro quando adquire um produto ou utiliza um serviço. 
Destinatário final seria o destinatário fático do produto. 
Explicação: 
 Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário 
final. 
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo 
nas relações de consumo. 
 Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os 
entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, criação, construção, transformação, 
importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços. 
 § 1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial. 
 § 2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de 
natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista. 
Ref.: 201408842022 
 6a Questão 
 
 
Mais recentemente infere-se da novíssima Lei nº 12.965, de 23 de abril de 2014, sintomaticamente denominada 
¿Marco Civil da Internet¿, que o uso da internet no Brasil deve respeito à liberdade de expressão e igualmente à livre 
iniciativa, à livre concorrência e à defesa do consumidor, cumprindo essa sua função social (art. 2º, VI, VI). Em 
momento seguinte, a Lei nº 12.965/2014 com esteio nos princípios constitucionais da liberdade de comunicação e da 
informação (art. 5º, IX, CR) proclamou expressamente que o acesso à internet é essencial ao exercício da cidadania, 
devendo-se assegurar ao usuário entre outros direitos a aplicação das normas de proteção e defesa do consumidor nas 
relações de consumo realizadas na rede de mundial de computadores (art. 7º). Quando a contratação ocorre por site 
da internet, o consumidor pode desistir da compra? 
 
 
 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois 
que recebe o produto 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato 
no prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência. 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que 
ele apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir. 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet 
Explicação: 
O prazo legal para exercer o direito de arrependimento, por parte do consumidor, que realizar compras por meio 
eletronico é de 7 dias, contados da assinatura do contrato ou do recebimento do produto ou serviço. Artigo 49 CDC 
Ref.: 201408939825 
 7a Questão 
 
 
¿De regra, o consumidor intermediário, por adquirir produto ou usufruir de serviço com o fim de, direta ou 
indiretamente, dinamizar ou instrumentalizar seu próprio negócio lucrativo, não se enquadra na definição constante 
no art.2º do CDC. Denota-se, todavia, certo abrandamento na interpretação finalista, na medida em que se admite, 
excepcionalmente, a aplicação das normas do CDC a determinados consumidores profissionais, desde que 
demonstrada, in concreto, a vulnerabilidade técnica, jurídica ou econômica.¿ (REsp nº 660.026/RJ). Nesse julgado, o 
STJ adotou, com relação ao conceito de consumidor, a teoria (assinale a opção correta): 
19 
 
 
 
 
 
A teoria subjetiva. 
 
A teoria maximalista; 
 
A teoria objetiva; 
 
A teoria finalista; 
 
A teoria finalista atenuada; 
Explicação: 
A teoria finalista mitigada ou atenuada representa uma flexibilização da teoria finalista clássica, cuja aplicação não 
conseguia proteger todas as relações de consumo que se apresentavam aos tribunais brasileiros. 
Ref.: 201408887960 
 8a Questão 
 
 
Marcos é caminhoneiro e comprou um veículo novo para o seu trabalho independente de transportes de mercadorias, 
sendo esta sua fonte de trabalho e sustento próprio e de sua família. Dois meses após a compra, o veículo apresenta 
um grave defeito de fabricação, conforme os julgados do STJ, é correto afirmar: 
 
 
 
 
Marcos não poderá arrogar para si a condição de consumidor, já que este trabalha de forma independente e 
por isso é um indivíduo profissional, portanto o STJ não prevê a possibilidade de se estabelecer sua 
vulnerabilidade no caso concreto 
 
Aplica-se o CDC ao caso, adotando-se a teoria finalista mitigada, que determina esta excepcionalidade, 
onde pessoa física ou jurídica, embora não seja propriamente a destinatária final do produto ou do serviço, 
apresenta-se em situação de vulnerabilidade 
 
Aplica-se o CDC ao caso, já que o STJ segue a teoria maximalista, que determina que todas as relações 
podem ser de consumo, flexibilizando a noção de destinatário final 
 
Marcos não é destinatário final, já que utiliza o caminhão como instrumento de trabalho, portanto, não 
poderia este utilizar a proteção do CDC 
 
Marcos poderia ser considerado um empresário e a partir do Código Civil de 2002, a jurisprudência 
deixou de reconhecer a pessoa jurídica como consumidora, afastando a aplicação do CDC 
Explicação: 
O STJ, em geral, tem manifestado o entendimento pela Teoria Finalista Mitigada, ou seja, considera-se consumidor 
tanto a pessoa que adquire para o uso pessoal quanto os profissionais liberais e os pequenos empreendimentos que 
conferem ao bem adquirido a participação no implemento de sua unidade produtiva, desde que, nesse caso, 
demonstrada a hipossuficiência, sob pena da relação estabelecida passar a ser regida pelo Código Civil. 
Ref.: 201408905152 
 1a Questão 
 
 
Gregório é proprietário de apartamento que integra o Condomínio Vila Bela e pretende propor ação judicial contra o 
mencionado condomínio sob o argumento de que houve ofensa aos seus direitos de consumidor, ao ser majorada a 
taxa condominial em 300%. O síndico do Condomínio Vila Bela justificou o aumento da taxa condominial com a 
alegação de que a competente concessionária de serviços públicos estaria cobrando indevida taxa de esgoto, que 
deveria ser custeada por todos os condôminos. Considerando a situação hipotética apresentada, assinale a opção 
correta acerca do Código de Defesa do Consumidor (CDC). 
20 
 
 
 
 
 
Sendo constatada relação de consumo, presume-se a vulnerabilidade de Gregório, por ser pessoa física, ao 
contrário das pessoas jurídicas, que devem demonstrar esse requisito de aplicação do CDC. 
 
O Condomínio Vila Bela não é considerado consumidor de bens e serviços de consumo, por ser apenas 
pessoa formal, sem personalidade jurídica. 
 
Todo consumidor é vulnerável e hipossuficiente, pois referidas expressões são tratadas no CDC como 
sinônimas. 
 
Inexiste relação de consumo entre o Condomínio Vila Bela e a concessionária de serviços públicos que 
cobra indevidamente taxa de esgoto. 
 
Quanto às despesas de manutenção, aplica-se o CDC à relação jurídica entre Gregório e o Condomínio 
Vila Bela. 
Explicação: 
Há possibilidade de atuação em face do condomínio, assim como também existe posicionamento do STJ no sentido 
de que o condomínio pode atuar como polo ativo em casos envolvendo relação de consumo. 
"CDC pode ser aplicado em conflito de condomínio contra empresa 
Para os ministros da Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça(STJ), disputas entre um condomínio de 
proprietários e empresas podem caracterizar relação de consumo direta, o que possibilita a aplicação do Código de 
Defesa do Consumidor (CDC) para resolver o litígio. 
 
No caso analisado pelo STJ, um condomínio questionou na Justiça uma alienação feita pela construtora do prédio, e 
no rito da ação pediu a aplicação do inciso VIII do artigo 6º do CDC para inverter o ônus da prova, para que a 
construtora provasse a necessidade da alienação, bem como sua efetividade. 
 
Em primeira e segunda instância, o pedido foi negado, ao entendimento de que a relação entre o condomínio e a 
construtora não configura consumo de acordo com a definição do CDC. Com a negativa, o condomínio entrou com 
recurso no STJ." 
Ref.: 201408733278 
 2a Questão 
 
 
Todas as vítimas de um evento danoso evolvendo uma relação de consumo, mesmo aquelas que não estão 
diretamente configuradas como consumidores, serão consideradas de acordo com o CDC: 
 
 
 
 
Fornecedor 
 
Consumidor Voluntário 
 
Consumidor por analogia 
 
Consumidor Involutário 
 
Consumidor por Equiparação 
Explicação: 
O CDC tanto protege o consumidor padrão, conforme o caput do art. 2°, quanto do consumidor por equiparação, 
conforme parágrafo único do art. 2°, artigos 17 e 29. O consumidor por equiparação abrange a coletividade de 
pessoas, ainda que intermináveis , que haja intervindo nas relações de consumo; as vítimas do evento danoso e as 
pessoas expostas às práticas comerciais e contratuais abusivas. 
Ref.: 201408887963 
 3a Questão 
 
21 
 
 
Qual seria o termo utilizado na parte suprimida da seguinte descrição: ¿os _______ viam nas normas do CDC o novo 
regulamento do mercado de consumo brasileiro, e não normas orientadas para proteger somente o consumidor não 
profissional. O CDC seria um código geral sobre o consumo um código para a sociedade de consumo, que institui 
normas e princípios para todos os agentes do mercado, os quais podem assumir os papéis ora de fornecedores, ora de 
consumidores. A definição do art. 2º deve ser interpretada o mais extensivamente possível, segundo esta corrente, 
para que as normas do CDC possam ser aplicadas a um número cada vez maior de relações de consumo.¿ 
MARQUES, Claudia Lima; BENJAMIN, Antonio Herman V.; BESSA, Leonardo Roscoe. Manual de Direito do 
Consumidor. 3. ed. São Paulo: RT, 2010. p. 85. 
 
 
 
 
maximalistas e os finalistas tradicionais 
 
finalistas tradicionais 
 
finalistas tradicionais e mitigados 
 
maximalistas 
 
finalistas mitigados 
Explicação: 
Para os seguidores desta corrente, consumidor é considerado aquele que retira um bem do mercado de consumo, 
independentemente do destino que dara ao mesmo, ou seja, basta que seja destinatário fático. 
Ref.: 201408733364 
 4a Questão 
 
 
Segundo o entendimento do STJ considera-se consumidor: 
 
 
 
 
Todas as pessoas físicas que adquirirem produtos na qualidade de destinatário final, nos termos da teoria 
finalista. 
 
Excluem-se as pessoas jurídicas de direito público, segundo a teoria híbrida ou mitigada adotada pelo STJ 
 
Pessoas físicas e jurídicas que adquirem produtos na qualidade de destinatário final, devendo a pessoa 
jurídica produtos não destinados a sua atividade fim, nos termos da teoria híbrida ou mitigada. 
 
Tanto pessoas físicas como jurídicas desde que adquirentes na qualidade de destinátario final, conforme 
teoria maximalistica adotada pelo STJ. 
Explicação: 
O STJ costuma se posicionar de forma mais constante segundo a teoria finalista mitigada, apresentando decisões que 
buscam atingir maior sensação de justiça nos casos concretos analisados. 
Ref.: 201408854052 
 5a Questão 
 
 
A despeito da identificação do elemento subjetivo da relação de consumo, indique a opção incorreta: 
 
 
 
 
Também é considerado como consumidor terceiros que, embora não estejam diretamente envolvidos na 
relação de consumo, são atingidos pelo aparecimento de um defeito no produto ou no serviço; 
22 
 
 
A teoria maximalista entende que basta o produto ou serviço seja retirado do mercado de consumo para a 
pessoa física ou pessoa jurídica ser considerada consumidor; 
 
Considera-se consumidor todo destinatário final de produtos e serviços; 
 
Pela teoria finalista mitigada permite a aplicação do Código de Defesa do Consumidor para pequenas 
empresas e profissionais liberais, mesmo que não comprovada uma vulnerabilidade; 
Explicação: 
Consumidor, de acordo com o art. 2° do CDC, é o destinatário final do produto ou serviço. E destinatário final é 
 aquele que retira o bem do mercado de consumo, ou seja, consumidor fatico, e cuja destinacao é para uso próprio 
 ou familiar, ou seja, consumidor econômico. 
Ref.: 201408266221 
 6a Questão 
 
 
Ficam excluídas da definição de consumidor: 
 
 
 
 
as pessoas físicas ou jurídicas que utilizem o produto ou o serviço como bens de produção. 
 
as pessoas físicas não consideradas hipossuficientes, segundo os critérios legais. 
 
todas as pessoas jurídicas, ainda que utilizem o produto ou o serviço como destinatárias finais. 
 
apenas as pessoas jurídicas de direito público interno. 
 
apenas as pessoas jurídicas de direito privado com fins econômicos. 
 
Ref.: 201408905145 
 7a Questão 
 
 
Com relação à proteção do consumidor, assinale a opção correta com base na Lei n.º 8.078/1990. 
 
 
 
 
Pessoa jurídica não pode ser considerada consumidor. 
 
Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, com exceção dos 
entes despersonalizados, que desenvolva atividades de comercialização de produtos. 
 
Bem imaterial não pode ser considerado produto. 
 
Coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo equipara-
se a consumidor. 
 
Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, independentemente de remuneração, com 
exceção da atividade de natureza securitária, salvo se for decorrente de relação de caráter trabalhista. 
Explicação: 
Art. 2° CDC Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário 
final. 
Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja 
intervindo nas relações de consumo. 
Ref.: 201408675018 
23 
 
 8a Questão 
 
 
PROC/PR/2007 - Assinale a alternativa correta: 
 
 
 
 
Consumidor é tão somente a pessoa física que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. 
 
Consumidor é a pessoa física ou jurídica destinatária de produto necessário ao desempenho de sua atividade 
lucrativa. 
 
Consumidor é tão somente a pessoa física destinatária de produto ou serviço necessário ao desempenho de 
sua atividade lucrativa. 
 
Consumidor é a pessoa física ou jurídica, ou ainda a coletividade indeterminada de pessoas que adquire um 
produto ou serviço necessário ao desempenho de sua atividade lucrativa ou simplesmente como seu 
destinatário final. 
 
Consumidor é a pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final. 
Explicação: 
Art. 2º do CDC - Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como 
destinatário final. 
Ref.: 201408228314 
 7a Questão 
 
 
Quando o Código de Defesa do Consumidor trata do conceito de consumidor em seu art. 2° é incorreto dizer com 
relação ao tema que: 
 
 
 
 
A teoria maximalista amplia o conceito de consumidor 
 
A teoria finalista restringe o conceito de consumidor. 
 
O STJ adota a teoria finalista para conceituar consumidor.O STJ adota a teoria maximalista para conceituar consumidor. 
 
Ref.: 201408903041 
 1a Questão 
 
 
De acordo com a jurisprudência do STJ, aplicam-se as regras do CDC a 
 
 
 
 
crédito educativo custeado pelo Estado ao aluno, relação travada entre condomínio e condôminos e contrato 
de franquia. 
 
serviço de fornecimento de água e esgoto, contrato de previdência privada e contrato de plano de saúde. 
 
contrato de serviços advocatícios, contrato de trabalho e envio de produto gratuitamente como brinde. 
 
contrato de locação, perícia judicial e serviços notariais. 
 
relação entre o condômino e o condomínio, no direito de vizinhança, disciplinado pelo Direito Civil. 
24 
 
Explicação: 
Execução indireta (¿uti singuli¿): tarifas ¿ aplica o CDC 
Quando o serviço é remunerado por tarifa, prestado de forma indireta (¿uti singuli¿) o Código de Defesa do 
Consumidor será utilizado porque haverá relação de consumo. 
Ref.: 201408266186 
 2a Questão 
 
 
De acordo com as disposições do Código de Defesa do Consumidor, assinale a alternativa CORRETA: 
 
 
 
 
As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são solidariamente responsáveis 
pelas obrigações decorrentes do Código de Defesa do Consumidor. 
 
É direito básico do consumidor a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da 
prova, a seu favor, no processo civil, independentemente da verossimilhança da alegação ou de seu estado de 
hipossuficiência. 
 
A responsabilidade das sociedades coligadas é objetiva. 
 
Para efeitos do Código de Defesa do Consumidor, entende-se por interesses ou direitos difusos os 
transindividuais de natureza indivisível, de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre 
si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base. 
 
As sociedades consorciadas são solidariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de 
Defesa do Consumidor. 
 
Ref.: 201408681924 
 
 3a Questão 
 
 
(185º. Concurso de Provas e Títulos para Ingresso na Magistratura - TJ/SP - 2014 - VUNESP) Com relação ao 
direito do consumidor, assinale a opção correta. 
 
 
 
 
Demonstrando os sócios e/ou administradores da pessoa jurídica uma administração isenta de culpa 
ou dolo, ficam isentos de qualquer responsabilidade por eventual dano causado ao consumidor por 
ela. 
 
A disregard doctrine não tem aplicação no Código de Defesa do Consumidor. 
 
A teoria menor da desconsideração da personalidade jurídica, adotada excepcionalmente no direito do 
consumidor, aplica-se com a mera prova de insolvência da pessoa jurídica para o pagamento de suas 
obrigações. 
 
A teoria maior da desconsideração da personalidade jurídica, adotada como regra geral pelo Código 
de Defesa do Consumidor, exige, além da demonstração de estar a pessoa jurídica insolvente para 
cumprir suas obrigações, também prova do desvio de finalidade, ou a demonstração de confusão 
patrimonial. 
Explicação: 
Adotada pelo CDC, a Teoria Menor da desconsideração da personalidade jurídica é uma teoria ampla, mais 
benéfica ao consumidor, pois não exige prova da fraude ou do abuso de direito. Nem é necessária a prova da 
confusão patrimonial entre os bens da pessoa jurídica e física. Basta, nesse sentido, que o consumidor 
demonstre o estado de insolvência do fornecedor, ou, ainda, o fato de a personalidade jurídica representar um 
25 
 
obstáculo ao ressarcimento dos prejuízos causados. 
EMENTA: 
PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONSUMIDOR. CUMPRIMENTO DE SENTENÇA. 
AUSÊNCIA DE PATRIMÔNIO DA PESSOA JURÍDICA. DESCONSIDERAÇÃO DA PERSONALIDADE 
JURÍDICA. INDÍCIOS DE FRAUDE. INEXIGÍVEL. APLICAÇÃO DA TEORIA MENOR. DECISÃO 
REFORMADA. 1. O Código Civil e o Código de Defesa do Consumidor adotam teorias distintas para 
justificar a desconsideração da personalidade jurídica. Enquanto o primeiro acolheu a teoria maior, exigindo 
a demonstração de abuso ou fraude como pressuposto para sua decretação (CC art. 50), o CDC perfilha a 
teoria menor, a qual admite a responsabilização dos sócios quando a personalidade da sociedade empresária 
configurar impeditivo ao ressarcimento dos prejuízos causados ao consumidor (CDC art. 28, § 5º). 2. Na 
hipótese, tratando-se de relação de consumo, comprova-se a realização de diligências infrutíferas no sentido de 
encontrar bens passíveis de penhora, sendo suficiente para decretar a perda episódica da personalidade jurídica do 
fornecedor. 3. Somando-se a ausência de patrimônio, têm-se fortes indícios da prática de atos fraudulentos, uma vez 
que a executada não foi encontrada nos diversos endereços indicados nos sistemas de pesquisa, constando nos 
registros da Receita Federal como inapta. 4. Recurso conhecido e provido. (Acórdão n.950088, 
20150020332364AGI, Relatora: MARIA IVATÔNIA 5ª TURMA CÍVEL, Data de Julgamento: 22/06/2016, 
Publicado no DJE: 29/06/2016. Pág.: 213/221. 
 
Ref.: 201408228315 
 4a Questão 
 
 
Com relação ao serviço público essencial é correto afirmar: I- Devem ser contínuos, segundo determinação do 
Código de Defesa do Consumidor. II- Podem ser cortados se o consumidor for previamente comunicado do corte na 
prestação do serviço diante de inadimplemento. III- Jamais podem ser cortados porque devem ser contínuos. Essa é a 
posição pacífica na jurisprudência. 
 
 
 
 
Somente a I e II estão corretas. 
 
Somente a I e III estão corretas. 
 
Somente a II e III estão corretas 
 
Todas estão corretas. 
 
Ref.: 201408225148 
 5a Questão 
 
 
No tocante às relações de consumo, é correto afirmar que 
 
 
 
 
a reparação do dano moral coletivo está prevista no Código de Defesa do Consumidor 
 
a interpretação das cláusulas contratuais deve ocorrer de forma a não favorecer nem prejudicar o consumidor 
 
a pessoa jurídica não sofre dano moral indenizável. 
 
é isento de responsabilidade o fornecedor que não tenha conhecimento dos vícios de qualidade por 
inadequação de produtos e serviços de consumo. 
 
Ref.: 201408899798 
26 
 
 6a Questão 
 
 
MPE-SPMPE-SP (0.5) Promotor de Justiça Verifique a exatidão dos seguintes conceitos à luz da lei nº 8.078/90 
(Código de Defesa do Consumidor): I- Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou 
serviço para satisfazer suas necessidades. II- Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, 
nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividade de produção, montagem, 
criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou 
prestação de serviços. III- Produto é qualquer bem material, móvel ou imóvel. IV- Serviço é qualquer atividade 
fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, 
inclusive as decorrentes das relações de caráter trabalhista. Pode-se afirmar que: 
 
 
 
 
e) Apenas a assertiva II está correta. 
 
b) Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas. 
 
a) Apenas as assertivas II e III estão corretas. 
 
d) Apenas as assertivas II e IV estão corretas. 
 
c) Apenas as assertivas I, III e IV estão corretas. 
Explicação: 
Aplicação da teoria finalista, interpretando o art. 3º do CDC. 
Ref.: 201408266241 
 7a Questão 
 
 
Bruno e Brenda, desejando passar a lua-de-mel em Las Vegas, adquiriram junto à Operadora de Viagens e Turismo 
Voe bem um pacote de viagem, composto de passagens aéreas de ida e volta, hospedagem por seis noites, e seguro 
saúde e acidentes pessoais, este último prestado pela seguradora Nada Acontece. Após chegar à cidade, Brenda 
sofreu os efeitos de uma dor de cabeça severae Bruno entrou em contato com a operadora de viagens a fim de que o 
seguro fosse acionado, sendo informado que não havia médico credenciado naquela localidade. O casal procurou um 
hospital, que manteve Brenda internada por 24 horas, e retornou ao Brasil no terceiro dia de estada em Las Vegas, 
tudo às suas expensas. Partindo da hipótese apresentada, assinale a afirmativa correta: 
 
 
 
 
O casal poderá acionar judicialmente a operadora de turismo, mesmo que a falha do serviço tenha sido da 
seguradora, em razão da responsabilidade solidária aplicável ao caso. 
 
O casal terá que acionar judicialmente a operadora de turismo e a seguradora simultaneamente por se 
tratar da hipótese de litisconsórcio necessário e unitário, sob pena de insurgir em carência da ação. 
 
O casal não poderá acionar judicialmente a operadora de turismo já que havia liberdade de contratar o 
seguro saúde viagem com outra seguradora e, portanto, não se tratando de venda casada, não há 
responsabilidade solidária na hipótes 
 
O casal somente poderá acionar judicialmente a seguradora, já que a operadora de turismo responderia 
por falhas na organização da viagem, e não pelo seguro porque esse foi realizado por outra empresa. 
 
Ref.: 201408854010 
 8a Questão 
 
 
27 
 
Consta expressamente no Código de Defesa do Consumidor que: "os órgãos públicos, por si ou suas empresas, 
concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer 
serviços:" 
 
 
 
 
com informação e transparência. 
 
adequados e seguros. 
 
adequados, eficientes e seguros. 
 
de boa-fé e com função social. 
 
de boa-fé, eficientes e seguros. 
 
Ref.: 201408266239 
 1a Questão 
 
 
Maria Fernanda contratou com determinada empresa de telefonia fixa um pacote de serviços de valor 
preestabelecido que incluía ligações locais de até 300 minutos e isenção total dos valores pelo período de três meses, 
exceto os minutos que ultrapassassem os contratados, ligações interurbanas e para telefone móvel. Para sua surpresa, 
logo no primeiro mês recebeu cobrança pelo pacote de serviços no importe três vezes superior ao contratado, mesmo 
que tivesse utilizado apenas 32 minutos em ligações locais. A consumidora fez diversos contatos com a fornecedora 
do serviço para reclamar o ocorrido, mas não obteve solução. De posse dos números dos protocolos de reclamações, 
ingressou com medida judicial, obtendo liminar favorável para abstenção de cobrança e de negativação do nome. 
Considerando o caso acima descrito, assinale a afirmativa correta: 
 
 
 
 
A tutela liminar será concedida, desde que não implique em ordem de busca e apreensão, que requer 
medida cautelar própria e justificação prévia 
 
A conversão da obrigação em perdas e danos independe de pedido do autor, em qualquer hipótese. 
 
A conversão da obrigação em perdas e danos faz-se independentemente de eventual aplicação de multa. 
 
A multa diária ao réu pode ser fixada na sentença, mas desde que o autor tenha requerido expressamente. 
 
Ref.: 201408749688 
 1a Questão 
 
 
Academia de ginástica veicula anúncio assinalando que os seus alunos, quando viajam ao exterior, podem se utilizar 
de rede mundial credenciada, presente em 60 países e 230 cidades, sem custo adicional. Um ano após continuamente 
fazer tal divulgação, vários alunos reclamam que, em quase todos os países, é exigida tarifa de uso da unidade 
conveniada. A academia responde que a referência ao ¿sem custo adicional¿ refere-se à inexistência de acréscimo 
cobrado por ela, e não de eventual cobrança, no exterior, de terceiro. Acerca dessa situação, assinale a afirmativa 
correta: 
 
 
 
 
Nenhuma alternativa acima. 
 
Não há irregularidade, e as informações complementares podem ser facilmente buscadas na recepção ou 
com as atendentes, sendo inviável que o ordenamento exija que detalhes sejam prestados, todos, no 
anúncio. 
 
A loja faz publicidade enganosa, que se configura, basicamente, pela falsidade, total ou parcial, da 
informação veiculada 
28 
 
 
A loja veicula publicidade enganosa, que se caracteriza como a que induz o consumidor a se comportar de 
forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança. 
 
A loja promove publicidade abusiva, pois anuncia informação parcialmente falsa, a respeito do preço e 
qualidade do serviço. 
Explicação: 
Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva. 
 § 1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou 
parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a 
respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados 
sobre produtos e serviços. 
Ref.: 201408157800 
 2a Questão 
 
 
Com relação à publicidade, pode-se dizer: 
a) Publicidade tem objetivo comercial, enquanto que propaganda visa a um fim ideológico. 
b) Nem toda informação é publicidade, como também nem toda a publicidade é informação. 
c) No regime contratual consumerista a publicidade obriga o fornecedor e integra o contrato que vier a ser celebrado, 
e nisso consiste o princípio da veracidade da publicidade. 
d) Ao vedar a publicidade enganosa, o CDC consagrou o princípio da vinculação da publicidade. 
e) O elemento fundamental para a caracterização da publicidade enganosa será a sua capacidade de induzir em erro o 
consumidor. Assinale a opção correta: 
 
 
 
 
Todas as afirmativas são corretas. 
 
Apenas a afirmativa da letra A está correta 
 
Apenas a letra E está correta. 
 
Todas as afirmativas estão incorretas. 
 
Estão incorretas as afirmativas das letras C e D 
 
Ref.: 201408846436 
 3a Questão 
 
 
Josefa celebrou contrato de prestação de serviço com a transportadora X, cujo teor do documento assinado seguia o 
formato ¿de adesão¿. Considerando tal instrumento de negócio jurídico nas relações de consumo, é correto afirmar 
que 
 
 
 
 
tal modalidade contratual, por ter sido deliberada de forma unilateral, é considerada prática abusiva, 
devendo ser imposta pena pecuniária ao fornecedor do serviço. 
 
serão redigidos com caracteres ostensivos, cujo tamanho da fonte não seja inferior ao corpo doze, e as 
29 
 
cláusulas que limitem direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
Josefa poderá inserir cláusulas no formulário apresentado pela Transportadora X, o que desfigurará a 
natureza de adesão do referido contrato. 
 
o contrato de adesão é permitido nos termos da norma consumerista, mas desde que não disponha de 
cláusula resolutória, expressamente inadmitida. 
Explicação: 
Art. 54 CDC 
§ 3o Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, cujo 
tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor. 
§ 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser redigidas com destaque, 
permitindo sua imediata e fácil compreensão.¿ 
Ref.: 201408975602 
 4a Questão 
 
 
Assinale a alternativa que NÃO está de acordo com o Código do Consumidor a respeito do Direito do Consumidor 
 
 
 
 
Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a 
qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito á 
repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e 
juros legais, salvo na hipótese de engano justificável. 
 
É direito do consumidor a facilitação da defesa deseus direitos, incluindo-se a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando ele for 
hipossuficiente; 
 
É direito do Consumidor a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, o que inclui 
a especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço e a explicitação dos 
riscos relacionados a produtos e serviços; 
 
O consumidor tem direito á modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações 
desproporcionais, mas não á revisão delas em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente 
onerosas; 
 
O consumidor tem direito á efetiva reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e 
difusos; 
Explicação: 
Artigo 6 CDC estabele como direitos do consumidor: 
 V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão 
de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas; 
Ref.: 201408157791 
 5a Questão 
 
 
Os produtos que possuem risco inerente, como inseticidas, uma navalha etc, não se subordinam aos princípios da 
informação e segurança pois todos tem conhecimento dos risco normais desses produtos. Caso causem algum dano 
30 
 
ao consumidor não haverá o dever de indenizar. 
 
 
 
 
a afirmativa é incorreta pois os produtos e serviços de risco inerente devem observar com maior rigor o 
princípio da informação; 
 
está correta porque nem todos os princípios consagrados no CDC devem ser observados conjuntamente. 
 
está correta por não ser possível fornecer produtos e serviços de riscos inerentes sem tais características; 
 
está correta porque o CDC assegura ao consumidor o direito de ser indenizado sempre que sofrer qualquer 
dano; 
 
 
 
 
Ref.: 201408266223 
 6a Questão 
 
 
É abusiva a publicidade: 
 
 
 
 
apenas quando se aproveite da deficiência de julgamento e inexperiência da criança, ou que seja capaz de 
induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança. 
 
quando omitir informação capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, 
qualidade, quantidade ou propriedades de produto ou serviço. 
 
se não tiver sido autorizada pelos órgãos de proteção e defesa do consumidor. 
 
quando, em qualquer modalidade, transmitir informação inteira ou parcialmente falsa. 
 
quando discriminatória de qualquer natureza, que incite à violência ou explore o medo ou superstição. 
 
Ref.: 201408266231 
 7a Questão 
 
 
Obriga-se o fornecedor pela oferta quando veicular: 
 
 
 
 
qualquer publicidade ou informação considerada enganosa. 
 
informação por meios de comunicação, qualquer que seja seu conteúdo, independentemente de poder levar o 
consumidor a erro 
 
informação ou publicidade de produto de sua fabricação, mas não daqueles que apenas comercializa 
 
informação ou publicidade suficientemente precisa relativamente a produtos ou serviços oferecidos ou 
apresentados. 
 
qualquer tipo de informação que possa levar o consumidor a erro 
 
Ref.: 201408228340 
 8a Questão 
31 
 
 
 
Com relação ao risco do desenvolvimento é incorreto afirmar: 
 
 
 
 
no Direito Comunitário Europeu haverá a exclusão da responsabilidade se o produtor comprovar que o 
estado do conhecimento técnico e científico, no momento em que o produto foi colocado em circulação, não 
permitia, de modo algum, a contratação da existência do defeito; 
 
o defeito já existe no momento em que o produto é colocado em circulação (defeito oculto), apenas se 
exterioriza depois 
 
no produto anterior àquele de melhor qualidade posteriormente lançado no mercado não há defeito na época 
em que foi colocado em circulação, apenas é superado pelo surgimento de outro de melhor qualidade; 
 
por se tratar de defeito imprevisível, o fornecedor de produtos e serviços não responde pelo risco do 
desenvolvimento. 
Ref.: 201408846409 
 1a Questão 
 
 
Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa, mesmo quando não 
essencial para o produto. 
 
é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais. 
 
a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas 
Explicação: 
Publicidade abusiva é toda aquela que for discriminatoria de qualquer natureza, induzindo o consumidor a se 
comportar de forma prejudicial à sua saúde e segurança, inclusive desrespeitando valores ambientais, conforme art. 
37 do CDC. 
Ref.: 201408829154 
 2a Questão 
 
 
São direitos básicos do consumidor, exceto: 
 
 
 
 
O CDC não exclui a aplicação de outra norma mais favorável ao consumidor. 
 
A informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de 
quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem 
 
a proteção da vida, saúde e segurança contra riscos por práticas no fornecimento de produtos e serviços 
considerados perigosos e nocivos 
 
o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos 
patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos. 
 
a vulnerabilidade do cunsumidor 
32 
 
Explicação: 
Em razão do desequilibrio na relação de consumo entre fornecedor e consumidor, a forma encontrada para 
reequilibar esta relação foi conferir direitos aos consumidores e impor deveres aos fornecedores. O artigo 6º do CDC 
elenca uma série de direitos basicos do consumidor. São eles: a proteção da vida, saúde e segurança; liberdade de 
escolha e a igualdade nas contratações; informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços;proteção 
contra a publicidade enganosa e abusiva; modificação das cláusulas contratuais com prestações desproporcionais ou 
revisão em razão de fatos supervenientes; efetiva prevenção e reparação de danos; acesso aos órgãos judiciários e 
administrativos; facilitação da defesa de seus direitos, com a inversão do ônus da prova; adequada e eficaz prestação 
dos serviços públicos. 
Ref.: 201408228268 
 3a Questão 
 
 
Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas. 
 
a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa, mesmo quando não 
essencial para o produto. 
 
é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais. 
 
o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação. 
 
Ref.: 201408827558 
 4a Questão 
 
 
Em um contrato de consumo, não é considerada abusiva a cláusula que 
 
 
 
 
estabelece a remessa do nome do consumidor inadimplente para bancos de dados ou cadastros de 
consumidores. 
 
NRA NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
transfere responsabilidades a terceiros. 
 
determina a utilização compulsória de arbitragem. 
 
estabelece a inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor. 
 
Explicação: 
Cláusulas abusivas são aquelas que colocam o consumidor em desvantagem nos contratos de consumo. O 
consumidor que se deparar com uma cláusula abusiva poderá recorrer à Justiça para pleitear sua nulidade, e, 
consequentemente, livrar-se da obrigação nela prevista. São abusivas não só as cláusulas contratuaisa que se refere o 
Código do Consumidor, como também aquelas previstas nas Portarias do Ministério da Justiça. 
Porém, é certo que é direito do fornecedor proteger o crédito no mercado, portanto, a simples inclusão não é abusiva. 
Ref.: 201408266189 
 5a Questão 
33 
 
 
 
Sobre o tratamento da publicidade no Código de Defesa do Consumidor, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
a publicidade somente vincula o fornecedor se contiver informações falsas. 
 
é abusiva a publicidade que desrespeita valores ambientais 
 
a publicidade que não informa sobre a origem do produto é considerada enganosa, mesmo quando não 
essencial para o produto. 
 
o ônus da prova da veracidade da mensagem publicitária cabe ao veículo de comunicação. 
 
Ref.: 201408899776 
 6a Questão 
 
 
MPE/TO ¿ PROMOTOR DE JUSTIÇA) (0,5) Acerca da proteção contratual do consumidor, assinale a opção 
correta. 
 
 
 
 
a) Segundo o princípio da vinculação da oferta, toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, 
veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação, com relação a produtos e serviços oferecidos ou 
apresentados, implica em obrigação para o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra 
obrigatoriamente o contrato que vier a ser celebrado. 
 
d) Por ter regime próprio e ser regido por legislação especial, no contrato bancário que envolver 
financiamento ao consumidor, a instituição pode eximir-se de prestar informações detalhadas sobre os 
encargos assumidos pelo cliente, porque as taxas de juros de mora, os índices de reajuste de preço, 
correção monetária e os demais acréscimos são fixados por lei e sujeitos a variação. 
 
b) Em todo contrato de consumo implicitamente consta a cláusula de arrependimento, segundo a qual o 
consumidor poderá arrepender-se do negócio e, dentro do prazo de reflexão, independentemente de 
qualquer justificativa, rescindir unilateralmente o acordo celebrado. 
 
c) Os contratos de consumo comportam execução específica, ou seja, o juiz pode adotar toda e qualquer 
medida que viabilize o alcance do efeito concreto pretendido pelas partes, salvo quando constar 
expressamente do contrato cláusula que disponha de maneira diversa, em caso de não cumprimento da 
oferta ou do contrato pelo fornecedor. 
 
e) Em todo contrato de consumo não permite a cláusula de arrependimento, segundo a qual o consumidor 
poderá arrepender-se do negócio e, dentro do prazo de reflexão, independentemente de qualquer 
justificativa, rescindir unilateralmente o acordo celebrado. 
Explicação: 
 Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de 
comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular 
ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado. 
Ref.: 201408905088 
 7a Questão 
 
 
Amadeu, aposentado, aderiu ao plano de saúde coletivo ofertado pelo sindicato ao qual esteve vinculado por força de 
sua atividade laborativa por mais de 30 anos. Ao completar 60 anos, o valor da mensalidade sofreu aumento 
significativo (cerca de 400%), o que foi questionado por Amadeu, a quem os funcionários do sindicato explicaram 
que o aumento decorreu da mudança de faixa etária do aposentado. A respeito do tema, assinale a afirmativa correta. 
34 
 
 
 
 
 
O aumento do preço é legítimo, tendo em vista que o idoso faz maior uso dos serviços cobertos e o 
equilíbrio contratual exige que não haja onerosidade excessiva para qualquer das partes, não se aplicando 
o CDC à hipótese, por se tratar de contrato de plano de saúde coletivo envolvendo pessoas idosas. 
 
Neste caso a cobrança poderia ser realizada, pois ocorreu autorização da SUSEP (Superintendência de 
Seguros e Previdência Privada), tudo avalizado pela ANS (Agência Nacional de Saúde). 
 
O aumento do preço é abusivo, mas o microssistema consumerista não deve ser utilizado na hipótese, sob 
pena de incorrer em colisão de normas, uma vez que o Estatuto do Idoso estabelece a disciplina aplicável 
às relações jurídicas que envolvam pessoa idosa. 
 
O aumento do preço é abusivo e a norma consumerista deve ser aplicada ao caso, mesmo em se tratando 
de plano de saúde coletivo e, principalmente, que envolva interessado com amparo legal no Estatuto do 
Idoso. 
 
O aumento do valor da mensalidade é legítimo, uma vez que a majoração de preço é natural e 
periodicamente aplicada aos contratos de trato continuado, motivo pelo qual o CDC autoriza que o critério 
faixa etária sirva como parâmetro para os reajustes econômicos. 
Explicação: 
A Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu em 2017 pela legitimidade dos reajustes de 
mensalidade dos planos de saúde conforme a faixa etária do usuário, desde que haja previsão contratual 
e que os percentuais sejam razoáveis. 
¿O reajuste de mensalidade de plano de saúde individual ou familiar fundado na mudança de faixa etária do 
beneficiário é válido desde que (i) haja previsão contratual, (ii) sejam observadas as normas expedidas pelos órgãos 
governamentais reguladores e (iii) não sejam aplicados percentuais desarrazoados ou aleatórios que, concretamente e 
sem base atuarial idônea, onerem excessivamente o consumidor ou discriminem o idoso.¿ 
Ref.: 201409279384 
 8a Questão 
 
 
Leticia contratou serviço de TV, internet e telefone com empresa X, sendo o contrato de adesão. Esta lhe informa que 
há uma cláusula que impõe multa exclusiva para o consumidor em caso de rescisão de contrato, sem nenhum tipo de 
previsão de não aplicação da multa em caso de falha do fornecedor de serviços. Com base nestas informações: 
 
 
 
 
por se tratar de uma relação de consumo, o princípio da autonomia da vontade é mitigado, portanto não 
seria possível tal espécie de cláusula 
 
a presente cláusula não afeta a relação de consumo e não deve prosperar discussões a respeito de sua 
presença no contrato de adesão 
 
tal cláusula está de acordo com o princípio da estrita vinculação ao conteúdo contratual 
 
aos contratos de adesão não cabe interpretação sobre suas condições, já que é escolha do consumidor 
contratar o serviço ou não 
 
tal cláusula contratual necessita primeiro criar prejuízo ao consumidor para que Letícia possa discuti-la 
judicialmente 
Explicação: 
A questão exige a percepção de que os contratos, nas relações de consumo, exigem uma mitigação da autonomia de 
35 
 
vontade das partes. Tal reconhecimento surge da condição de vulnerabilidade do consumidor quando colocado em 
uma situação negocial com fornecedores. 
Enquanto no direito civil também existe certa mitigação, por conta da boa-fé que deve ser observada em todos os 
momentos do negócio jurídico, é no CDC que tal conceito ganhou o corpo que se conhece atualmente, dominando de 
forma mais relevante nas relações de consumo. 
Ref.: 201408228346 
 1a Questão 
 
 
Foi veiculada nos principais meios de comunicação a decisão de um Laboratório Farmacêutico quanto à retirada de 
um anti-inflamatório do mercado, em virtude da constatação de que pode causar danos aos consumidores que o 
utilizarem de forma contínua, dobrando a probabilidade de a pessoa sofrer infarto e outras complicações ligadas a 
parte cardíaca. Diante do caso concreto pode-se afirmar: 
 
 
 
 
o fornecedor pode e deve retirar o medicamento do mercado respeitando o direito básico do consumidor 
de proteção à vida, saúde e segurança, conforme determinação do Código de Defesa do Consumidor. 
 
nessa situação o Código de Defesa do Consumidor somente será observado se causar algum dano efetivo 
para o consumidor. 
 
a decisão do laboratório não possui qualquer relação com o Código de Defesa do Consumidor jáque 
possui uma legislação específica tratando de forma exclusiva sobre remédios. 
 
não havia necessidade da retirada do remédio do mercado porque é um produto que, por si só, apresenta 
um risco inerente. 
 
Ref.: 201408913945 
 
 2a Questão 
 
 
(OAB/CESPE -2007.3 - ADAPTADA) Considerando-se a relação jurídica em face da proteção contratual ordenada 
pelo CDC, é correto afirmar que um consumidor que tenha comprado produto mediante pagamento em 10 
prestações. 
 
 
 
 
terá a garantia contra defeitos do produto após o pagamento da última parcela. 
 
pode escolher, no ato da compra, se a garantia do fornecedor contra defeitos aparentes ou ocultos que 
ocorram no produto adquirido será ou legal ou contratual. 
 
pode liquidar antecipadamente o débito em questão, total ou parcialmente, exigindo redução proporcional 
dos juros cobrados. 
 
deve ser imediatamente indenizado caso o produto apresente problemas, preferencialmente mediante 
abatimento do valor da indenização nas prestações vincendas. 
 
dispõe de até 7 dias para desistir da compra realizada, desde que ela tenha sido efetuada no estabelecimento 
comercial do fornecedor. 
Explicação: Gabarito C. Conforme artigo 52, § 2º: "É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, 
total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos". 
 
Ref.: 201409279385 
 3a Questão 
36 
 
 
 
O artigo 6 do Código de Defesa do consumidor estabelece direitos básicos que devem ser observados em toda 
relação de consumo, aponte a opção que não indica um destes direitos: 
 
 
 
 
a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo 
civil, quando, a critério das partes, for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias do processo; 
 
a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de 
produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; 
 
o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos 
patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e 
técnica aos necessitados; 
 
a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de 
escolha e a igualdade nas contratações; 
 
a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral 
Explicação: 
Questão que possuí fundamento na própria leitura do artigo 6, VIII do CDC, nos moldes de questões de concurso 
que exigem certo conhecimento de artigos importantes. 
Todas as opções são reproduções fieis dos incisos do referido artigo, com a modificação apenas do inciso VIII, onde 
a questão aponta que o critério de hipossuficiência for das partes, quando na verdade é a critério do juízo da causa. 
Artigo 6, VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no 
processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as 
regras ordinárias de experiências; 
Ref.: 201408664837 
 4a Questão 
 
 
Assinale a alternativa Incorreta. O direito à informação, como um direito básico do consumidor está justificado 
devido a (ao): 
 
 
 
 
Dever legal do fornecedor de prestar esclarecimentos, informações e até educação ao consumidor. 
 
Fato do povo brasileiro não ter um nível mínimo de educação comparado ao dos países desenvolvidos. 
 
Hipossuficiência do consumidor que consiste nas suas carências mentais e econômicas frente ao 
fornecedor. 
 
Intervencionismo estatal adotado pelo legislador pátrio nas obrigações oriundas das relações de consumo. 
 
Opção do legislador brasileiro em proteger a parte mais fraca da relação em alguns ramos do direito, como 
também ocorre no Direito do Trabalho. 
Explicação: 
O direito à informação é um direito básico do consumidor, conforme inciso III, do artigo 6°, do CDC. É um direito 
de obter informação adequada, clara, sem ser dúbia, por parte do fornecedor, sobre os diferentes produtos e serviços 
37 
 
 colocados no mercado de consumo. 
Ref.: 201408899781 
 5a Questão 
 
 
05 FCCTJ-SE Juiz Substituto (0,5) Assinale a alternativa que atende, com fundamento nos princípios do direito do 
consumidor, ao enunciado que decorre do ¿princípio da informação¿: 
 
 
 
 
a)A informação decorre de o consumidor ser o elemento mais fraco da relação consumerista, por não dispor 
do controle sobre a produção dos produtos, consequentemente acaba se submetendo ao poder dos detentores 
deste controle, no que surge à necessidade da criação de uma política jurídica que busque a minimização 
dessa disparidade na dinâmica das relações de consumo. 
 
c)O Princípio da informação, nas relações de consumo, refere-se à reparação por danos pelo fato do 
produto, e, orienta as práticas comerciais, a publicidade, e a proteção contratual, merecedora de especial 
destaque, que considera nulas de pleno direito, cláusulas contratuais que sejam incompatíveis com a boa-fé 
e equidade. 
 
O princípio da equidade, que emana da necessidade da adequação dos produtos e serviços ao 
binômio,qualidade/segurança, atende aos objetivos da Política Nacional das Relações de Consumo, e 
consiste na atenção de eventuais problemas dos consumidores, no que diz respeito à sua dignidade, saúde e 
segurança, a proteção de seus interesses econômicos e a melhoria da sua qualidade de vida. 
 
d) O princípio da informação, que emana da necessidade da adequação dos produtos e serviços ao 
binômio,qualidade/segurança, atende aos objetivos da Política Nacional das Relações de Consumo, e 
consiste na atenção de eventuais problemas dos consumidores, no que diz respeito à sua dignidade, saúde e 
segurança, a proteção de seus interesses econômicos e a melhoria da sua qualidade de vida. 
 
b) A informação é um direito na seara consumerista que já vem desde a antiguidade, como nas Leis das XII 
Tábuas, que exigia do vendedor uma obrigação de transparência, determinando que este definisse as 
qualidades essenciais de seus produtos e proibindo-o de fazer publicidade mentirosa; de uma forma mais 
evoluída o princípio da informação exige que o consumidor seja informado em todos os aspectos que 
envolvem o ato de comprar, de adquirir bens ou serviços, para que este não venha a ser lesado quando 
desejar adquirir o bem da vida. 
Explicação: 
Assegurando o direito básico de informação, podendo realizar uma compra segura, na forma do art. 6º I e III do 
CDC. 
Ref.: 201409101510 
 6a Questão 
 
 
Recentemente, chegou a ser retirado do ar um comercial no qual um conhecido cantor fazia comentários 
depreciativos acerca da boa forma física de uma mulher. Na época, essa publicidade foi considerada 
 
 
 
 
Abusiva 
 
Engraçada 
 
De mau gosto 
 
Enganosa 
 
Clandestina 
38 
 
Explicação: 
É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter publicitário, inteira ou parcialmente 
falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da 
natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos 
e serviços. 
É abusiva , dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza, a que incite à violência, explore o 
medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores 
ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde 
ou segurança. 
Ref.: 201408228341 
 7a Questão 
 
 
Considere as proposições abaixo e indique a incorreta:embora não prevista no CDC, a força maior exclui a responsabilidade do fornecedor por se tratar de causa 
externa, sem qualquer relação com defeito do produto ou serviço 
 
risco do desenvolvimento é defeito de concepção ou de projeto do produto ou serviço e, como tal, exclui a 
responsabilidade do fornecedor; 
 
o fortuito interno, integrante do próprio risco do empreendimento, não exclui a responsabilidade do 
fornecedor 
 
o fato exclusivo da vítima ou de terceiro são causas de exclusão da responsabilidade do fornecedor. 
 
Ref.: 201408842003 
 8a Questão 
 
 
As cláusulas abusivas no Código de Defesa do Consumidor são: 
 
 
 
 
anuláveis e previstas em rol taxativo. 
 
tidas por inexistentes. 
 
anuláveis e previstas em rol exemplificativo. 
 
nulas de pleno direito e previstas em rol taxativo. 
 
nulas de pleno direito rol meramente exemplificativo 
Explicação: 
As cláusulas abusivas sao consideradas práticas abusivas e demonstram uma conduta ilícita por parte do fornecedor, 
que se prevalece da fragilidade do consumidor. Estão previstas no artigo 51 do CDC, sendo nulas de pleno direito, 
cuja nulidade é absoluta, além de se tratar de rol exemplificativo. 
Ref.: 201408677453 
 1a Questão 
 
39 
 
 
(Defenso Público - DPE/MS - VUNESP/2014) No que tange à colocação de produto de alto grau de periculosidade à 
saúde ou segurança no mercado de consumo, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
O fornecedor deve, expressamente, na embalagem ou rótulo, destacar a alta periculosidade inerente ao 
produto. 
 
O fornecedor que, posteriormente à introdução de produto no mercado de consumo, tiver conhecimento 
de sua alta periculosidade, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos 
consumidores, mediante anúncios publicitários. 
 
Cabe privativamente à União, sempre que tiver conhecimento da alta periculosidade de um produto à 
saúde ou segurança dos consumidores, informá-los a respeito. 
 
Os anúncios publicitários informativos da alta periculosidade de determinado produto devem ser 
realizados, exclusivamente, em mídia televisiva, às expensas do Procon quando o fornecedor não tiver 
condições financeiras para tanto. 
Explicação: 
Conforme artigos 8º e 10 do CDC, os produtos colocados no mercado de consumo não podem acarretar riscos à 
saúde ou segurança dos consumidores, nem apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade. Porém, se após 
introdução do produto no mercado, o fornecedor tiver conhecimento da periculosidade que ele apresente, deverá 
comunicar imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários, que 
deverao ser veiculados em todos os meios de comunicação. 
Ref.: 201408228317 
 1a Questão 
 
 
Com relação a inversão do ônus da prova no âmbito do Código de Defesa do Consumidor é correto afirmar: 
 
 
 
 
O CDC adota a inversão do ônus da prova ope legis. 
 
O CDC adota a inversão do ônus da prova ope legis e ope judicis. 
 
A inversão do ônus da prova nas relações de consumo pode e deve ser utilizada de forma irrestrita quando 
envolver relação de consumo. 
 
O CDC adota a inversão do ônus da prova ope judicis. 
 
Ref.: 201408228263 
 2a Questão 
 
 
Analisando o artigo 6º, V, do Código de Defesa do Consumidor, que prescreve: ¿São direitos básicos do consumidor: 
V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de 
fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas¿, assinale a alternativa correta. 
 
 
 
 
Exige a imprevisibilidade do fato superveniente. 
 
Não traduz a relativização do princípio contratual da autonomia da vontade das partes. 
 
Almeja, em análise sistemática, precipuamente, a resolução do contrato firmado entre consumidor e 
fornecedor. 
40 
 
 
Admite a incidência da cláusula rebus sic stantibus. 
 
Ref.: 201408903037 
 3a Questão 
 
 
Na hipótese de ação indenizatória por vício do produto, a inversão do ônus da prova a favor do consumidor, quando 
for verossímil a alegação e quando for ele hipossuficiente 
 
 
 
 
pode ser determinada pelo Juiz na própria sentença, por se tratar de regra de julgamento e não de 
procedimento. 
 
não será cabível nas ações coletivas que tenha como tutela direitos de consumidores. 
 
prescinde de decisão judicial, ocorrendo ope legis. 
 
deve ser determinada pelo Juiz preferencialmente na fase de saneamento do processo ou, pelo menos, 
assegurar à parte prejudicada a reabertura de oportunidade para apresentação de provas. 
 
deve ser determinada pelo Juiz antes da citação do réu, sob pena de ofensa ao contraditório. 
Explicação: 
Com intuito de assegurar a ampla defesa e o contraditório. 
Ref.: 201408891186 
 4a Questão 
 
 
O ônus da prova incumbe a quem alega a existência do fato constitutivo de seu direito e impeditivo, modificativo ou 
extintivo do direito daquele que demanda. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, entretanto, prevê a 
possibilidade de inversão do onus probandi e, a respeito de tal tema, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
O CDC não prevê a inversão do ônus da prova. 
 
Ocorrerá em casos excepcionais em que o juiz verifique ser verossímil a alegação do consumidor ou 
quando for ele hipossuficiente. 
 
É regra e basta ao consumidor alegar os fatos, pois caberá ao réu produzir provas que os desconstituam, já 
que o autor é hipossuficiente nas relações de consumo. 
 
Ocorrerá em todo processo civil que tenha por objeto as relações consumeristas, não se admitindo 
exceções, sendo declarada abusiva qualquer cláusula que disponha de modo contrário. 
 
Será deferido em casos excepcionais, exceto se a inversão em prejuízo do consumidor houver sido 
previamente ajustada por meio de cláusula contratual. 
Explicação: 
O inciso VIII, do artigo 6º do CDC facilita a defesa dos direitos dos consumidores com a inversão do ônus da prova 
a seu favor no processo civil, quando a critério do juiz, for verossimil a alegação ou quando for ele hipossuficiente. É 
a inversao "ope judicis". 
Ref.: 201408225141 
 5a Questão 
41 
 
 
 
Assinale a opção que não está de acordo com o Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
 
 
O consumidor tem direito à modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações 
desproporcionais, mas não à revisão delas em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente 
onerosas. 
 
É direito do consumidor a facilitação da defesa de seus direitos, incluindo-se a inversão do ônus da prova, a 
seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando ele for 
hipossuficiente. 
 
É direito do consumidor a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, o que inclui a 
especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço e a explicitação dos 
riscos relacionados a produtos e serviços. 
 
O consumidor tem direito à efetiva reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e 
difusos. 
 
Ref.: 201408157798 
 
 6a Questão 
 
 
É correto dizer que no CDC a revisão de cláusula contratual terá lugar se ocorrer: 
 
 
 
 
fato superveniente e álea normal; 
 
fato superveniente de alcance particular do devedor. 
 
fato superveniente e álea extraordinária; 
 
fato superveniente imprevisível; 
 
a álea normal ou ordinária; 
 
Ref.: 201408846442 
 7a Questão 
 
 
O ônus da prova incumbe a quem alega a existência do fato constitutivo de seu direito e impeditivo, modificativo ou 
extintivo do direito daquele que demanda. O Código de Proteção eDefesa do Consumidor, entretanto, prevê a 
possibilidade de inversão do onus probandi e, a respeito de tal tema, é correto afirmar que 
 
 
 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
é regra e basta ao consumidor alegar os fatos, pois caberá ao réu produzir provas que os desconstituam, já 
que o autor é hipossuficiente nas relações de consumo. 
 
será deferido em casos excepcionais, exceto se a inversão em prejuízo do consumidor houver sido 
previamente ajustada por meio de cláusula contratual. 
 
ocorrerá em casos excepcionais em que o juiz verifique ser verossímil a alegação do consumidor ou 
quando for ele hipossuficiente. 
 
ocorrerá em todo processo civil que tenha por objeto as relações consumeristas, não se admitindo 
exceções, sendo declarada abusiva qualquer cláusula que disponha de modo contrário. 
42 
 
Explicação: 
Para facilitação da defesa dos direitos da parte considerada vulnerável, ou seja, o consumidor, é concedido ao 
mesmo, conforme o inciso VII, artigo 6º, do CDC, a inversão do ônus da prova a seu favor, quando a critério do juiz 
sua alegação for verossimil ou quando o mesmo for hipossuficiente. É a chamada inversão "ope judicis", ou seja, 
decorrente da lei. 
Ref.: 201408266234 
 8a Questão 
 
 
A inversão do ônus da prova, no processo civil, quando a matéria estiver incluída no âmbito do Código de Defesa do 
Consumidor, é cabível: 
 
 
 
 
sempre a favor do consumidor, mas também a favor do fornecedor, se o juiz entender que o consumidor é 
litigante de má-fé 
 
a favor do consumidor, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele 
hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiência. 
 
a favor do consumidor, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou for ele vulnerável, segundo as 
regras ordinárias de experiência. 
 
mediante simples requerimento do consumidor que invocar sua vulnerabilidade. 
 
sempre que ao consumidor forem concedidos os benefícios da assistência judiciária gratuita 
 
Ref.: 201408891171 
 1a Questão 
 
 
O ônus da prova incumbe a quem alega a existência do fato constitutivo de seu direito e impeditivo, modificativo ou 
extintivo do direito daquele que demanda. O Código de Proteção e Defesa do Consumidor, entretanto, prevê a 
possibilidade de inversão do onus probandi e, a respeito de tal tema, é correto afirmar que: 
 
 
 
 
Ocorrerá em todo processo civil que tenha por objeto as relações consumeristas, não se admitindo 
exceções, sendo declarada abusiva qualquer cláusula que disponha de modo contrário. 
 
O CDC não prevê a inversão do ônus da prova. 
 
É regra e basta ao consumidor alegar os fatos, pois caberá ao réu produzir provas que os 
desconstituam, já que o autor é hipossuficiente nas relações de consumo. 
 
Será deferido em casos excepcionais, exceto se a inversão em prejuízo do consumidor houver sido 
previamente ajustada por meio de cláusula contratual. 
 
Ocorrerá em casos excepcionais em que o juiz verifique ser verossímil a alegação do consumidor ou 
quando for ele hipossuficiente. 
Explicação: 
O inciso VIII, do artigo 6º do CDC facilita a defesa dos direitos do consumidor com a inversão do ônus da prova a 
seu favor no processo civil, quando a critério do juiz, for verossimil a alegação ou quando for o 
consumidor hipossuficiente. Trata-se da inversao "ope judicis", pois o ônus probante. 
Ref.: 201408899770 
43 
 
 2a Questão 
 
 
ANS ¿ 2007-Antônio realizou compra no valor de R$ 150,00 correspondente aos gêneros alimentícios que sua 
família necessitava, dividindo tal valor em três parcelas mensais e consecutivas, sendo expedido carnê de 
pagamento. Antônio pagou pontualmente as três parcelas, mas, decorridos trinta dias do último pagamento, foi 
surpreendido com a cobrança de mais R$ 100,00 que seriam referentes a encargos moratórios. Com temor de que 
seus dados pessoais fossem averbados nos órgãos de proteção ao crédito, Antônio efetuou o pagamento dessa quantia 
indevida. Segundo a Lei nº 8.078/90, Antônio terá direito à repetição do indébito por valor igual 
 
 
 
 
c) ao quádruplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese 
de engano justificável. 
 
e) ao que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e de juros legais, inclusive na hipótese de 
engano justificável 
 
a) ao que pagou em excesso, acrescido de juros legais e de multa de 2% e atualização monetária, 
inclusive na hipótese de engano justificável. 
 
b) ao triplo do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de 
engano justificável. 
 
d) ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de 
engano justificável. 
Explicação: 
Em respeito ao que preceitua o art. 42, parágrafo único do CDC. 
Ref.: 201408225145 
 1a Questão 
 
 
Acerca da responsabilidade no Código de Defesa do Consumidor, assinale a opção correta. 
 
 
 
 
No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o consumidor o fornecedor 
imediato, mesmo se identificado claramente o produtor. 
 
A ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por inadequação dos produtos e serviços o exime de 
responsabilidade. 
 
É permitida a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de 
indenizar. 
 
Caso o vício do produto ou do serviço não seja sanado no prazo legal, pode o consumidor exigir o abatimento 
proporcional do preço. 
 
Ref.: 201408733283 
 2a Questão 
 
 
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a ignorância do fornecedor sobre os vícios de qualidade por 
inadequação dos produtos e serviços: 
 
 
 
44 
 
 
Não o exime de responsabilidade. 
 
Exclui a sua responsabilidade. 
 
O exime parcialmente de responsabilidade. 
 
O exime de responsabilidade. 
 
Reduz a sua responsabilidade. 
 
Ref.: 201409256779 
 3a Questão 
 
 
Letícia adquiriu um computador na loja X com direito a instalação por parte do fornecedor. Contudo, o técnico, ao 
concluir de modo correto o procedimento de instalação do aparelho, constatou que existia um problema na placa de 
vídeo. Nessa situação hipotética, a responsabilidade civil prevista no CDC está fundada no: 
 
 
 
 
vício do serviço 
 
fato do serviço 
 
fato do produto 
 
vício do produto 
 
direito de arrependimento 
Explicação: 
Ocorre vicio do produto quando existe um descompasso entre o produto oferecido e as expectativas do consumidor 
quanto à sua função ou o fim a que se destina. Vicio que torna o produto improprio, inadequado a que se destina. Art. 
18 do CDC. 
Ref.: 201408846425 
 4a Questão 
 
 
Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra? 
 
 
 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet. 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que 
ele apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir. 
 
NENHMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato 
no prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência. 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois 
que recebe o produto. 
Explicação: 
 Art. 49 CDC O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de 
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtose serviços ocorrer fora 
do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. 
Ref.: 201408846455 
45 
 
 5a Questão 
 
 
A telespectadora Maria, após assistir ao anúncio de certa máquina fotográfica, ligou e comprou o produto via 
telefone. No dia 19 de março, a câmera chegou ao seu endereço. Acerca dessa situação, assinale a alternativa correta. 
 
 
 
 
Após o prazo de desistência, que é decadencial, Maria não poderá reclamar de vícios do produto ou de 
desconformidades entre a oferta apresentada e as características do bem adquirido, a não ser que exista 
garantia contratual. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
Mesmo que o produto não tenha defeito, se Maria se arrepender da aquisição e desistir do contrato no dia 
25 de março do mesmo ano, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, deverão ser devolvidos, 
monetariamente atualizados. 
 
Se, no dia 26 de março do mesmo ano, a consumidora pretender desistir do contrato, não poderá fazê‐lo, 
pois, além de o prazo decadencial já ter fluído, os contratos são regidos pelo brocardo pacta sunt servanda. 
 
A contar do recebimento do produto, a consumidora pode exercer o direito de arrependimento no prazo 
prescricional de quinze dias. 
Explicação: 
 Art. 49 CDC O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de 
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do 
estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. 
Ref.: 201408228259 
 6a Questão 
 
 
Franco adquiriu um veículo zero quilômetro em novembro de 2010. Ao sair com o automóvel da concessionária, 
percebeu um ruído todas as vezes em que acionava a embreagem para a troca de marcha. Retornou à loja, e os 
funcionários disseram que tal barulho era natural ao veículo, cujo motor era novo. Oito meses depois, ao retornar 
para fazer a revisão de dez mil quilômetros, o consumidor se queixou que o ruído persistia, mas foi novamente 
informado de que se tratava de característica do modelo. Cerca de uma semana depois, o veículo parou de funcionar 
e foi rebocado até a concessionária, lá permanecendo por mais de sessenta dias. Franco acionou o Poder Judiciário 
alegando vício oculto e pleiteando ressarcimento pelos danos materiais e indenização por danos morais. 
Considerando o que dispõe o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, a respeito do narrado acima, é correto 
afirmar que, por se tratar de vício oculto, 
 
 
 
 
o prazo decadencial é de trinta dias contados do momento em que o veículo parou de funcionar, tornando-
se imprestável para o uso. 
 
o prazo decadencial para reclamar se iniciou com a retirada do veículo da concessionária, devendo o 
processo ser extinto. 
 
o consumidor Franco tinha o prazo de sete dias para desistir do contrato e, tendo deixado de exercê-lo, 
operou-se a decadência. 
 
o direito de reclamar judicialmente se iniciou no momento em que ficou evidenciado o defeito, e o prazo 
decadencial é de noventa dias. 
 
Ref.: 201408832409 
 7a Questão 
46 
 
 
 
São considerados viciados os produtos que 
 
 
 
 
São perigosos e são inseguros 
 
São inseguros 
 
Possuam validade de pouca duração. 
 
São perigosos 
 
Se revelem inadequados ao fim a que se destinam 
Explicação: 
Visualizamos um vício no produto ou serviço quando ocorrer dele não se apresentar com a qualidade ou 
quantidade que se espera diante das informações contidas no manual, recipiente, na embalagem, na rotulagem ou na 
mensagem publicitária, etc., como disciplinado nos artigos 18 e 19 da Lei 8078/90 
Ref.: 201408266210 
 8a Questão 
 
 
O Código de Defesa do Consumidor (8.078/90) expressa que os contratos que regulam as relações de consumo não 
obrigarão os consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou 
se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance. Sobre 
os contratos de consumo, é CORRETO afirmar: 
 
 
 
 
Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas 
alienações fiduciárias em garantia, consideram-se válidas as cláusulas que estabeleçam a perda total das 
prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e 
a retomada do produto alienado. 
 
Nos contratos de adesão, admite-se cláusula resolutória, desde que alternativa, cabendo a escolha ao 
fornecedor. 
 
São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e 
serviços que estabeleçam inversão do ônus da prova a favor do consumidor. 
 
O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de 
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer 
fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou em domicílio. 
 
 Ref.: 201408846434 
 1a Questão 
 
 
Ao instalar um novo aparelho de televisão no quarto de seu filho, o consumidor verifica que a tecla de volume do 
controle remoto não está funcionando bem. Em contato com a loja onde adquiriu o produto, é encaminhado à 
autorizada. O que esse consumidor pode exigir com base expressamente na lei, nesse momento, do comerciante? 
 
 
 
 
O conserto do produto no prazo máximo de 30 dias. 
 
Um produto idêntico emprestado enquanto durar o conserto. 
47 
 
 
O dinheiro de volta. 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
 
A imediata substituição do produto por outro novo. 
Explicação: 
Um produto que não atenda às expectativas do consumidor, ou que se apresente inadequado ao fim a que se destina, 
apresenta um vÍcio, que no caso concreto é de qualidade, conforme artigo 18 do CDC. Neste caso, cabe ao 
fornecedor tentar sanar o problema no prazo de 30 dias, conforme paragrafo primeiro, do artigo 18 do CDC. 
Ref.: 201408733291 
 2a Questão 
 
 
O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação caduca em: 
 
 
 
 
Noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. 
 
Sessenta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. 
 
Trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. 
 
Trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis. 
 
Sessenta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis. 
 
Ref.: 201408846417 
 
 3a Questão 
 
 
O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de 
 
 
 
 
90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício 
 
90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto 
 
90 (noventa) dias a contar da entrega do produto 
 
30 (trinta) dias a contar da entrega do produto 
 
NENHUMA DAS RESPOSTAS ACIMA 
Explicação: 
Vicio oculto é aquele que não pode ser evidenciado à primeira vista. O prazo decadencial é contado a partir do 
momento em que se evidencia o defeito. Sendo de 90 dias o prazo para reclamação. Art. 26, parágrafo terceiro do 
CDC. Leva-se em conta a vida útil do produto. 
Ref.: 201408266228 
 4a Questão 
 
 
No Código de Defesa do Consumidor, consideram-se: 
 
 
48 
 
 
 
decadencial o prazo para o exercício da pretensão à reparação pelos danos causados por fato do serviço e 
prescricional o prazo para a reclamação por vício aparente ou oculto de produto ou de serviço. 
 
decadenciais os prazos de exercício de pretensão condenatória e prescricionais os das ações constitutivas. 
 
indistintamenteos prazos prescricionais ou decadenciais, porque ambos se sujeitam à interrupção e à 
suspensão. 
 
prescricional o prazo para o exercício da pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto e 
decadencial o prazo para reclamar pelo vício do produto 
 
prescricional o prazo para a reclamação por vício aparente dos produtos e decadencial o prazo para reclamar 
por vício oculto dos produtos. 
 
Ref.: 201408749727 
 5a Questão 
 
 
Ao instalar um novo aparelho de televisão no quarto de seu filho, o consumidor verifica que a tecla de volume do 
controle remoto não está funcionando bem. Em contato com a loja onde adquiriu pessoalmente o produto, é 
encaminhado à autorizada. O que esse consumidor pode exigir com base na lei, nesse momento, do comerciante: 
 
 
 
 
O dinheiro de volta. 
 
O conserto do produto no prazo máximo de 30 dias. 
 
Um produto idêntico emprestado enquanto durar o conserto. 
 
Nenhuma das alternativas acima. 
 
A imediata substituição do produto por outro novo. 
Explicação: 
 Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios 
de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes 
diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da 
embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o 
consumidor exigir a substituição das partes viciadas. 
 § 1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à 
sua escolha: 
 I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; 
 II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e 
danos; 
 III - o abatimento proporcional do preço. 
Ref.: 201408841984 
 6a Questão 
 
 
Elisabeth e Marcos, desejando passar a lua-de-mel em Paris, adquiriram junto à Operadora de Viagens e Turismo 
¿X¿ um pacote de viagem, composto de passagens aéreas de ida e volta, hospedagem por sete noites, e seguro saúde 
e acidentes pessoais, este último prestado pela seguradora ¿Y¿. Após chegar à cidade, Elisabeth sofreu os efeitos de 
uma gastrite severa e Marcos entrou em contato com a operadora de viagens a fim de que o seguro fosse acionado, 
sendo informado que não havia médico credenciado naquela localidade. O casal procurou um hospital, que manteve 
Elisabeth internada por 24 horas, e retornou ao Brasil no terceiro dia de estada em Paris, tudo às suas expensas. I - O 
casal poderá acionar judicialmente a operadora de turismo, mesmo que a falha do serviço tenha sido da seguradora, 
em razão da responsabilidade solidária aplicável ao caso. Porque II - Todas as empresas integrantes da cadeia de 
fornecedores de serviços respondem solidariamente pelos danos causados aos consumidores por defeitos na 
prestação dos serviços contratados. Considerando o caso relatado no texto, avalie as seguintes asserções e a relação 
49 
 
proposta entre elas: 
 
 
 
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, e a II é uma justificativa da I. 
 
A asserção I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira. 
 
A asserção I é uma proposição verdadeira, e a II é uma proposição falsa 
 
As asserções I e II são proposições falsas. 
 
As asserções I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justificativa da I. 
 
Ref.: 201408224196 
 
 7a Questão 
 
 
Martins celebrou negócio jurídico com a empresa Zoop Z para o fornecimento de dez volumes de determinada 
mercadoria para entretenimento infantil. No contrato restava estabelecido que Martins vistoriara toda mercadoria 
antes da aquisição e que o consumidor retiraria os produtos no depósito da empresa. Considerando tal situação 
fictícia, assinale a alternativa correta à luz do disposto na Lei nº. 8.078/90, de acordo com cada hipótese abaixo 
apresentada 
 
 
 
 
É nula de pleno direito a cláusula contratual que exonere a contratada de qualquer obrigação de indenizar 
por vício do produto em razão de ter sido a mercadoria vistoriada previamente pelo consumidor. 
 
A garantia legal do produto independe de termo expresso no contrato, bem como é lícito ao fornecedor 
estipular que se exime de responsabilidade na hipótese de vício de qualidade por inadequação do produto, 
desde que fundada em ignorância sobre o vício. 
 
O contrato poderia prever a impossibilidade de reembolso da quantia por Martins, bem como ter 
transferido previamente a responsabilidade por eventual vício do produto, com exclusividade, ao 
fabricante. 
 
A Zoop Z tem liberdade para estabelecer compulsoriamente a utilização de arbitragem, bem como exigir o 
ressarcimento dos custos de cobrança da obrigação de Martins, sem que o mesmo seja conferido contra o 
fornecedor. 
 
Ref.: 201408157802 
 1a Questão 
 
 
Claudia comprou uma televisão LCD 48 polegadas na Casa Bons Negócios, com garantia de doze meses. No décimo 
terceiro mês de uso a televisão apresentou grave defeito de imagem, mas a Casa Bons Negócios se recusa a reparar o 
defeito ao argumento de já estar vencido o prazo de garantia. Em face da negativa da vendedora. É correto afirmar: 
 
 
 
 
está correto o entendimento da vendedora porque o caso é de vício oculto do produto para o qual não há 
garantia legal. 
 
está correto o entendimento da vendedora porque prevalece a garantia contratual; 
 
não está correto o entendimento da vendedora, porque o caso é de prescrição cujo prazo é de cinco anos; 
 
está correto o entendimento da vendedora (Casa Bons Negócios); 
 
não está correto o entendimento da vendedora porque prevalece a garantia legal; 
 
Ref.: 201408939845 
50 
 
 2a Questão 
 
 
Com base no CDC, assinale a opção correta acerca da responsabilidade na prestação de serviços. 
 
 
 
 
A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais deve ser apurada independentemente da verificação de 
culpa. 
 
O fornecedor de serviço responderá pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos 
relativos à prestação dos serviços ou decorrentes de informações insuficientes ou inadequadas sobre sua 
fruição e riscos somente se comprovada a sua culpa. 
 
O serviço é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas. 
 
O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar culpa exclusiva do consumidor ou de 
terceiro, ou quando provar que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste. 
 
NRA 
Explicação: 
Resposta correta. Causas de excludentes de responsabilidade do fornecedor de serviços, conforme parágrafo terceiro, 
do artigo 14 do CDC. 
Ref.: 201408268118 
 3a Questão 
 
 
VII Exame de Ordem Unificado A telespectadora Maria, após assistir ao anúncio de certa máquina fotográfica, ligou 
e comprou o produto via telefone. No dia 19 de março, a câmera chegou ao seu endereço. Acerca dessa situação, 
assinale a alternativa correta. 
 
 
 
 
Após o prazo de desistência, que é decadencial, Maria não poderá reclamar de vícios do produto ou de 
desconformidades entre a oferta apresentada e as características do bem adquirido, a não ser que exista 
garantia contratual. 
 
Mesmo que o produto não tenha defeito, se Maria se arrepender da aquisição e desistir do contrato no dia 
25 de março do mesmo ano, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, deverão ser devolvidos, 
monetariamente atualizados. 
 
Se, no dia 26 de março do mesmo ano, a consumidora pretender desistir do contrato, não poderá fazê‐lo, 
pois, além de o prazo decadencial já ter fluído, os contratos são regidospelo brocardo pacta sunt servanda. 
 
A contar do recebimento do produto, a consumidora pode exercer o direito de arrependimento no prazo 
prescricional de quinze dias. 
 
Ref.: 201408910784 
 4a Questão 
 
 
Acerca da responsabilidade por vícios do produto e do serviço nas relações de consumo, assinale a opção correta. 
 
 
 
51 
 
 
A explosão de loja que comercializa, entre outros produtos, fogos de artifício e pólvora, causando lesão 
corporal e morte a diversas pessoas, acarreta a responsabilidade civil do comerciante decorrente de fato do 
produto, se ficar demonstrada a exclusividade de sua culpa pelo evento danoso. Nesse caso, aos 
consumidores equiparam-se todas as pessoas que, embora não tendo participado diretamente da relação de 
consumo, venham a sofrer as consequências do evento danoso. 
 
A reparação por danos materiais decorrentes de vício do produto ou do serviço afasta a possibilidade de 
reparação por danos morais, ainda que comprovado o fato e demonstrada a ocorrência de efetivo 
constrangimento à esfera moral do consumidor. 
 
O fornecedor pode eximir-se da responsabilidade pelos vícios do produto ou do serviço e do dever de 
indenizar os danos por eles causados se provar que o acidente de consumo ocorreu por caso fortuito ou 
força maior ou que a colocação do produto no mercado se deu por ato de um representante autônomo do 
fornecedor. 
 
A reparação por danos morais decorrentes de vício do produto ou do serviço afasta a possibilidade de 
reparação por danos materiais 
 
Quando forem fornecidos produtos potencialmente perigosos ao consumo, mesmo sem haver dano, incide 
cumulativamente a responsabilidade pelo fato do produto e a responsabilidade por perdas e danos, além 
das sanções administrativas e penais. 
 
Explicação: Trata-se de questão relativa ao Fato do produto, e, no caso em pauta, origina-se de culpa exclusiva do 
Comerciante que não acondicionou bem o produto, conforme o art. 13, III, CDC , lembrando sempre que o 
comerciante abrange, não só a loja, como poderia ser também um distribuidor que tem estoque, um representante 
comercial, um vendedor free lance etc., isto é, todos aqueles que assumem o risco do produto. 
 
Ref.: 201408228276 
 5a Questão 
 
 
Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra? 
 
 
 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que ele 
apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir. 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet. 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato no 
prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência. 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois que 
recebe o produto. 
 
Ref.: 201408228258 
 6a Questão 
 
 
A empresa Cristal Ltda., atendendo à solicitação da cliente Ruth, realizou orçamento para prestação de serviço, 
discriminando material, equipamentos, mão de obra, condições de pagamento e datas para início e término do 
serviço de instalação de oito janelas e quatro portas em alumínio na residência da consumidora. Com base no 
narrado acima, é correto afirmar que 
 
 
 
 
o orçamento terá validade de trinta dias, independentemente da data do recebimento e aprovação pela 
consumidora Ruth. 
 
uma vez aprovado, o orçamento obriga os contraentes e não poderá alterado ou negociado pelas partes, 
52 
 
que, buscando mudar os termos, deverão fazer novo orçamento. 
 
o valor orçado terá validade de dez dias, contados do recebimento pela consumidora; aprovado, obriga os 
contraentes, que poderão alterá-lo mediante livre negociação. 
 
Ruth não responderá por eventuais acréscimos não previstos no orçamento prévio, exceto se decorrente da 
contratação de serviço de terceiro. 
 
Ref.: 201408265667 
 7a Questão 
 
 
V Exame de Ordem Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra? 
 
 
 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet. 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato no 
prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência. 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois que 
recebe o produto. 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que ele 
apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir. 
 
Ref.: 201408266235 
 8a Questão 
 
 
O consumidor pode desistir do contrato: 
 
 
 
 
a qualquer momento, se ainda não tiver sido pago integralmente o preço da compra ou da prestação do 
serviço, e este ainda não tiver sido completamente executado. 
 
no prazo de sete dias a contar de sua assinatura se for celebrado dentro do estabelecimento do fornecedor e, 
em quinze dias, se for celebrado por telefone ou meio eletrônico, a partir do recebimento do produto. 
 
sempre que o contrato for celebrado por meio eletrônico, no prazo de 10 dias a contar do recebimento do 
produto. 
 
no prazo de sete dias, a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que 
a contratação ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. 
 
sempre que, antes do pagamento, encontrar produto similar oferecido no mercado, por preço inferior, mesmo 
que já recebida a mercadoria em seu domicílio 
 
Ref.: 201408228260 
 1a Questão 
 
 
Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra? 
 
 
 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet. 
53 
 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato no 
prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência. 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois que 
recebe o produto. 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que ele 
apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir. 
 
Ref.: 201408265670 
 2a Questão 
 
 
V Exame de Ordem Ao instalar um novo aparelho de televisão no quarto de seu filho, o consumidor verifica que a 
tecla de volume do controle remoto não está funcionando bem. Em contato com a loja onde adquiriu o produto, é 
encaminhado à autorizada. O que esse consumidor pode exigir com base na lei, nesse momento, do comerciante? 
 
 
 
 
Um produto idêntico emprestado enquanto durar o conserto. 
 
A imediata substituição do produto por outro novo. 
 
O conserto do produto no prazo máximo de 30 dias. 
 
O dinheiro de volta. 
 
Ref.: 201408905172 
 3a Questão 
 
 
Easy Idiomas Ltda. firmou contrato de prestação de serviços publicitários com LOB Publicidade Ltda. No curso da 
execução do contrato, uma pesada placa de propaganda instalada pela contratada, sem os mínimos cuidados de 
segurança, caiu e causou danos materiais, morais e estéticos em Jurema. Considerando a situação hipotética 
apresentada, assinale a opção correta acerca das normas do CDC. 
 
 
 
 
A culpa concorrente é hipótese de exclusão do dever de indenizar, expressamente prevista no CDC. 
 
O entendimento jurisprudencial do STJ é no sentido de que nãosão cumuláveis indenizações por danos 
morais e estéticos. 
 
O fortuito externo não exclui a responsabilidade do fornecedor nas relações de consumo. 
 
No contrato de prestação de serviços firmado entre a Easy Idiomas Ltda. e a LOB Publicidade Ltda., é 
inadmissível cláusula de limitação de responsabilidade civil. 
 
Nessa situação, há relação de consumo entre Jurema e as pessoas jurídicas Easy Idiomas Ltda. e LOB 
Publicidade Ltda. 
Explicação: 
Entende-se ser vítima por equiparação, na forma do art. 17 do CDC. 
Ref.: 201408268117 
 1a Questão 
 
 
54 
 
VII Exame de Ordem Unificado Martins celebrou negócio jurídico com a empresa Zoop Z para o fornecimento de 
dez volumes de determinada mercadoria para entretenimento infantil. No contrato restava estabelecido que Martins 
vistoriara toda mercadoria antes da aquisição e que o consumidor retiraria os produtos no depósito da empresa. 
Considerando tal situação fictícia, assinale a alternativa correta à luz do disposto na Lei nº. 8.078/90, de acordo com 
cada hipótese abaixo apresentada: 
 
 
 
 
A garantia legal do produto independe de termo expresso no contrato, bem como é lícito ao fornecedor 
estipular que se exime de responsabilidade na hipótese de vício de qualidade por inadequação do produto, 
desde que fundada em ignorância sobre o vício. 
 
O contrato poderia prever a impossibilidade de reembolso da quantia por Martins, bem como ter transferido 
previamente a responsabilidade por eventual vício do produto, com exclusividade, ao fabricante. 
 
É nula de pleno direito a cláusula contratual que exonere a contratada de qualquer obrigação de indenizar por 
vício do produto em razão de ter sido a mercadoria vistoriada previamente pelo consumidor. 
 
A Zoop Z tem liberdade para estabelecer compulsoriamente a utilização de arbitragem, bem como exigir o 
ressarcimento dos custos de cobrança da obrigação de Martins, sem que o mesmo seja conferido contra o 
fornecedor. 
 
Ref.: 201408225138 
 2a Questão 
 
 
Joana adquiriu um aparelho de telefone em loja de eletrodomésticos e, juntamente com o manual de instruções, foi-
lhe entregue o termo de garantia do produto, que assegurava ao consumidor um ano de garantia, a contar da efetiva 
entrega do produto. Cerca de um ano e um mês após a data da compra, o aparelho de telefone apresentou 
comprovadamente um defeito de fabricação. Em face dessa situação hipotética, assinale a opção correta acerca dos 
direitos do consumidor. 
 
 
 
 
Após o prazo de um ano de garantia conferida pelo fornecedor, Joana não poderá alegar a existência de 
qualquer defeito de fabricação 
 
O prazo para Joana reclamar dos vícios do produto é de apenas noventa dias, a partir da entrega efetiva do 
produto, independentemente de prazo de garantia. 
 
Joana poderá reclamar eventuais defeitos de fabricação até o prazo de noventa dias após o final da 
garantia contratual conferida pelo fornecedor. 
 
A lei garante a Joana a possibilidade de reclamar de eventuais defeitos de fabricação a qualquer tempo, 
desde que devidamente comprovados. 
 
Ref.: 201408224095 
 3a Questão 
 
 
Quando a contratação ocorre por site da internet, o consumidor pode desistir da compra? 
 
 
 
 
Não. O direito de arrependimento só existe para as compras feitas na própria loja, e não pela internet 
 
Não. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor é obrigado a ficar com o produto, a menos que ele 
apresente vício. Só nessa hipótese o consumidor pode desistir. 
 
Sim. Quando a compra é feita pela internet, o consumidor pode desistir da compra em até 30 dias depois que 
recebe o produto. 
55 
 
 
Sim. Quando a compra é feita fora do estabelecimento comercial, o consumidor pode desistir do contrato no 
prazo de sete dias, mesmo sem apresentar seus motivos para a desistência. 
 
Ref.: 201408225150 
 4a Questão 
 
 
Ao consumidor adquirente de produto de consumo durável ou não durável que apresente vício de qualidade ou 
quantidade que o torne impróprio ou inadequado ao consumo a que se destina, não sendo o vício sanado no prazo de 
30 dias, assegura-se 
 
 
 
 
a substituição imediata do produto por outro de qualquer espécie, em perfeitas condições de uso. 
 
a imediata restituição do valor pago, atualizado monetariamente, não cabendo indenização. 
 
o abatimento de até 50% do valor pago, em razão do vício apresentado e do inconveniente causado pela 
aquisição de produto defeituoso. 
 
convencionar com o fornecedor um prazo maior que 30 dias para que o vício seja sanado. 
 
Ref.: 201408157809 
 5a Questão 
 
 
São consideradas cláusulas abusivas as que: (assinale a afirmativa incorreta) 
 
 
 
 
estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor. 
 
estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem 
exagerada; 
 
condicionam o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço; 
 
transfiram responsabilidade a terceiros; 
 
estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor; 
 
Ref.: 201408265933 
 6a Questão 
 
 
VI Exame de Ordem Franco adquiriu um veículo zero quilômetro em novembro de 2010. Ao sair com o automóvel 
da concessionária, percebeu um ruído todas as vezes em que acionava a embreagem para a troca de marcha. 
Retornou à loja, e os funcionários disseram que tal barulho era natural ao veículo, cujo motor era novo. Oito meses 
depois, ao retornar para fazer a revisão de dez mil quilômetros, o consumidor se queixou que o ruído persistia, mas 
foi novamente informado de que se tratava de característica do modelo. Cerca de uma semana depois, o veículo 
parou de funcionar e foi rebocado até a concessionária, lá permanecendo por mais de sessenta dias. Franco acionou o 
Poder Judiciário alegando vício oculto e pleiteando ressarcimento pelos danos materiais e indenização por danos 
morais. Considerando o que dispõe o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, a respeito do narrado acima, é 
correto afirmar que, por se tratar de vício oculto, 
 
 
 
56 
 
 
o consumidor Franco tinha o prazo de sete dias para desistir do contrato e, tendo deixado de exercê-lo, 
operou-se a decadência. 
 
o prazo decadencial para reclamar se iniciou com a retirada do veículo da concessionária, devendo o 
processo ser extinto. 
 
o direito de reclamar judicialmente se iniciou no momento em que ficou evidenciado o defeito, e o prazo 
decadencial é de noventa dias. 
 
o prazo decadencial é de trinta dias contados do momento em que o veículo parou de funcionar, tornando-
se imprestável para o uso. 
 
Ref.: 201408739120 
 7a Questão 
 
 
Em caso de vício de qualidade, o consumidor tem direito a reclamar ao fornecedor, dentro do prazo legal de: 
 
 
 
 
90 dias no caso de produtos duráveis e 30 para os não duráveis 
 
30 dias em caso de produtos duráveis e 10 dias não duráveis 
 
30 dias para os produtos duráveis e não duráveis 
 
15 dias em caso de produtos não duráveis e 30 para produtos duráveis 
Explicação: 
Os prazos que os consumidores possuem para reclamar dos vicios apresentados nos produtos sao: 30 dias para 
produtos nao duraveis e 90 dias para produtos duraveis. Artigo 26 do CDC. Prazos decadenciais. 
Ref.: 201408266203 
 8a Questão 
 
 
Pela previsão do artigo 28 do Código de Defesa do Consumidor, o juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica 
da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato 
ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. Sobre a desconsideração da personalidade jurídica no 
CDC, é CORRETOafirmar: 
 
 
 
 
As sociedades integrantes dos grupos societários e as sociedades controladas são solidariamente 
responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de Defesa do Consumidor. 
 
As sociedades coligadas só responderão por dolo 
 
As sociedades consorciadas são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes do Código de 
Defesa do Consumidor. 
 
Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, 
obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores. 
 
 Ref.: 201408266171 
 1a Questão 
 
 
No que se refere ao Código de Defesa do Consumidor, analise: I. Pretensão à reparação pelos danos causados por 
57 
 
fato do produto ou do serviço previsto nesse Código, quanto à qualidade do produto e do serviço. II. Direito de 
reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil constatação, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos 
duráveis. Nesses casos e excluindo-se eventuais causas obstativas, interruptivas ou suspensivas, ocorrem, 
respectivamente, a 
 
 
 
 
decadência em 60 (sessenta) dias e prescrição da ação em 5 (cinco) anos. 
 
prescrição da ação em 8 (oito) anos e decadência em 45 (quarenta e cinco) dias. 
 
decadência em 90 (noventa) dias e prescrição da pretensão em 3 (três) anos. 
 
prescrição da ação em 3 (três) anos e decadência em 120 (cento e vinte) dias. 
 
prescrição da pretensão em 5 (cinco anos) e decadência em 90 (noventa) dias. 
 
Ref.: 201408266190 
 1a Questão 
 
 
Com base no Código do Consumidor (Lei Federal nº 8.078/90), assinale a alternativa INCORRETA: 
 
 
 
 
Para a defesa coletiva são legitimados concorrentemente o Ministério Público, a União, os Estados, os 
Municípios e o Distrito Federal; as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda que 
sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos interesses e direitos protegidos por este 
código; as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que incluam entre seus fins 
institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos por este código, dispensada a autorização 
assemblear. 
 
A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo 
individualmente, ou a título coletivo. A defesa coletiva será exercida, entre outras hipóteses quando se tratar 
de interesses ou direitos difusos, assim entendidos, para efeitos deste código, os transindividuais, de natureza 
indivisível, de que sejam titulares pessoas indeterminadas e ligadas por circunstâncias de fato 
 
Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela 
específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do 
adimplemento. A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se por elas optar o 
autor ou o juiz, bem como se for impossível a tutela específica ou a obtenção do resultado prático 
correspondente. 
 
Caso seja relevante o fundamento da demanda e haja justificado receio de ineficácia do provimento final, é 
lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu. O juiz poderá, nessa 
hipótese, ou na sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente 
ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito. 
 
Ref.: 201408266196 
 2a Questão 
 
 
Quanto ao Código de Defesa do Consumidor, aponte a alternativa incorreta: 
 
 
 
 
Não sendo o vício sanado no prazo máximo de trinta dias, pode o consumidor exigir, alternativamente e à sua 
escolha: a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso; a restituição 
imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos; o 
abatimento proporcional do preço. 
58 
 
 
O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos 
causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações 
insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos; no caso dos profissionais liberais, no entanto, a 
responsabilidade pessoal será apurada mediante a verificação de culpa. 
 
O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 (sete) dias a contar de sua assinatura ou do ato de 
recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer 
fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Se o consumidor exercitar o 
direito de arrependimento, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, 
serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados. 
 
A garantia legal de adequação do produto ou serviço depende de termo expresso, vedada a exoneração 
contratual do fornecedor. 
 
O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, mas não é 
considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado. 
 
Ref.: 201408224099 
 3a Questão 
 
 
Determinado consumidor, ao mastigar uma fatia de pão com geleia, encontrou um elemento rígido, o que lhe causou 
intenso desconforto e a quebra parcial de um dos dentes. Em razão do fato, ingressou com medida judicial em face 
do mercado que vendeu a geleia, a fim de ser reparado. No curso do processo, a perícia constatou que o elemento 
encontrado era uma pequena porção de açúcar cristalizado, não oferecendo risco à saúde do autor. Diante desta 
narrativa, assinale a afirmativa correta. 
 
 
 
 
A responsabilidade do fornecedor depende de apuração de culpa e, portanto, não tendo o comerciante 
agido de modo a causar voluntariamente o evento, não deve responder pelo resultado. 
 
O comerciante não deve ser condenado e sequer caberia qualquer medida contra o fabricante, posto que 
não há fato ou vício do produto, motivo pelo qual não deve ser responsabilizado pelo alegado defeito. 
 
O elemento rígido não característico do produto, ainda que não o tornasse impróprio para o consumo, 
violou padrões de segurança, já que houve dano comprovado pelo consumidor. 
 
O fabricante e o fornecedor do serviço devem ser excluídos de responsabilidade, visto que o material não 
ofereceu qualquer risco à integridade física do consumidor, não merecendo reparação. 
 
Ref.: 201408266236 
 4a Questão 
 
 
Segundo o Código de Defesa do Consumidor: 
 
 
 
 
Os órgãos públicos por si, por suas concessionárias ou permissionárias são obrigados a fornecer produtos 
modernos e serviços adequados de forma contínua, ainda que não sejam essenciais 
 
Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas 
alienações fiduciárias em garantia, consideram- se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a 
perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a 
resolução do contrato e a retomada do produto alienado. 
 
Provada pelo fornecedor de produtos ou serviços sua ignorância sobre os vícios de qualidade por sua 
inadequação ao fim a que se destinam, estará ele isento de responsabilidade por eventual prejuízo causado ao 
consumidor. 
 
A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais, nas relações de consumo, será apurada 
59 
 
independentemente de culpa ou dolo. 
 
O fornecedor de produtos ou serviços é subsidiariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou 
representantes autônomos. 
 
Ref.: 201408228261 
 
 5a Questão 
 
 
Ao instalar um novo aparelho de televisão no quartode seu filho, o consumidor verifica que a tecla de volume do 
controle remoto não está funcionando bem. Em contato com a loja onde adquiriu o produto, é encaminhado à 
autorizada. O que esse consumidor pode exigir com base na lei, nesse momento, do comerciante? 
 
 
 
 
O dinheiro de volta. 
 
A imediata substituição do produto por outro novo. 
 
O conserto do produto no prazo máximo de 30 dias. 
 
Um produto idêntico emprestado enquanto durar o conserto. 
 
Ref.: 201408266237 
 6a Questão 
 
 
Acerca de publicidade empresarial, assinale a opção correta à luz do Código de Defesa do Consumidor. 
 
 
 
 
Considere que, em anúncio televisivo, protagonizado por médico de renome por fazer reportagens televisivas 
e por ser escritor, se afirme que determinado sabonete elimina 90% das bactérias presentes na pele das 
crianças e que se apure que, na verdade, o referido sabonete elimina apenas 10% das bactérias. Nessa 
situação, o anúncio é publicidade abusiva. 
 
É do MP o ônus da prova em ação civil pública por ele proposta para responsabilizar anunciante por 
publicidade abusiva ou enganosa, sendo aplicável a inversão se presentes os pressupostos que a justifiquem. 
 
Compete exclusivamente ao Poder Executivo impor a realização de contrapropaganda ao anunciante que 
tenha feito anúncio publicitário abusivo ou enganoso. 
 
Considere que, em jornal de circulação nacional, seja publicada, com aparência de matéria jornalística desse 
jornal e sem indicação de se tratar de publicidade, publicidade relativa a determinado automóvel em que esse 
automóvel é avaliado como excelente. Nesse caso, a referida publicidade é considerada enganosa. 
 
Considere que determinada agência de turismo promova a distribuição de panfletos anunciando a venda de 
pacotes de turismo, a preços baixos, para praias do México, nos meses de janeiro a março, mas omita que 
esse período corresponde à temporada de furacões na região. Nesse caso, a publicidade é considerada 
simulada por omissão. 
 
 Ref.: 201408157815 
 7a Questão 
 
 
Antônio, beneficiário do plano de saúde da empresa X há dez anos, necessita ser submetido a uma angioplastia, mas 
a empresa X se recusa a dar cobertura ao tratamento porque há no contrato cláusula expressa e clara que exclui da 
cobertura o fornecimento de prótese, órtese, stent, marcapasso, etc. No caso é correto afirmar que: 
60 
 
 
 
 
 
a cláusula é válida porque a exclusão da cobertura é expressa e clara, da qual Antônio tinha conhecimento; 
 
a cláusula é válida porque busca apenas reduzir a amplitude da obrigação pactuada. 
 
a cláusula é válida porque a empresa operadora de plano de saúde não é prestadora de serviço pelo que não 
lhe é aplicável o CDC; 
 
a cláusula é abusiva porque o CDC não admite nenhuma limitação ao direito do consumidor; 
 
a cláusula é nula por abusiva, porque exclui da cobertura material (stent) que integra necessariamente 
cirurgia ou procedimento coberto pelo plano; 
 
Ref.: 201408228265 
 8a Questão 
 
 
O prazo para reclamar sobre vício oculto de produto durável é de 
 
 
 
 
30 (trinta) dias a contar da entrega do produto. 
 
90 (noventa) dias a contar de quando ficar evidenciado o vício. 
 
90 (noventa) dias a contar da entrega do produto. 
 
90 (noventa) dias a contar da aquisição do produto. 
 
Ref.: 201408266180 
 1a Questão 
 
 
Assinale a opção correta a respeito da disciplina normativa da defesa, em juízo, do consumidor. 
 
 
 
 
Tratando-se de ações coletivas para a defesa de direitos individuais homogêneos, a sentença fará coisa julgada 
erga omnes, no caso de procedência ou improcedência do pedido, para beneficiar todas as vítimas. 
 
É lícita às associações legalmente constituídas há mais de um ano a propositura de ação coletiva para a defesa 
dos direitos de seus associados, desde que haja prévia autorização em assembleia. 
 
Na hipótese de ação coletiva para a defesa de interesses individuais homogêneos, é exclusivamente 
competente para a execução coletiva o juízo da liquidação da sentença ou o da ação condenatória. 
 
De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, as ações coletivas para a defesa de interesses ou de 
direitos coletivos não induzem litispendência para as ações individuais. 
 
Ref.: 201408157818 
 2a Questão 
 
 
Os serviços públicos sujeitos às regras do CDC são aqueles remunerados por: 
 
 
 
61 
 
 
tributos 
 
taxa 
 
impostos 
 
tarifa ou preço público 
 
Ref.: 201408224111 
 3a Questão 
 
 
Ao instalar um novo aparelho de televisão no quarto de seu filho, o consumidor verifica que a tecla de volume do 
controle remoto não está funcionando bem. Em contato com a loja onde adquiriu o produto, é encaminhado à 
autorizada. O que esse consumidor pode exigir com base na lei, nesse momento, do comerciante? 
 
 
 
 
Um produto idêntico emprestado enquanto durar o conserto. 
 
O conserto do produto no prazo máximo de 30 dias. 
 
O dinheiro de volta. 
 
A imediata substituição do produto por outro novo 
 
Ref.: 201408225152 
 4a Questão 
 
 
Considerando-se a relação jurídica em face da proteção contratual ordenada pelo CDC, é correto afirmar que um 
consumidor que tenha comprado produto mediante pagamento em 10 prestações 
 
 
 
 
dispõe de até 7 dias para desistir da compra realizada, desde que ela tenha sido efetuada no estabelecimento 
comercial do fornecedor. 
 
deve ser imediatamente indenizado caso o produto apresente problemas, preferencialmente mediante 
abatimento do valor da indenização nas prestações vincendas. 
 
pode liquidar antecipadamente o débito em questão, total ou parcialmente, exigindo redução proporcional 
dos juros cobrados. 
 
pode escolher, no ato da compra, se a garantia do fornecedor contra defeitos aparentes ou ocultos que 
ocorram no produto adquirido será ou legal ou contratual. 
 
Ref.: 201408266226 
 5a Questão 
 
 
A desconsideração da personalidade jurídica de sociedade fornecedora de produto ou de serviço se dará: 
 
 
 
 
por decisão judicial ou de autoridade administrativa competente quando, em detrimento do consumidor, 
houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou 
contrato social. 
62 
 
 
por decisão judicial, e em nenhuma hipótese por decisão administrativa, quando, em detrimento do 
consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos 
estatutos ou contrato social. 
 
apenas quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade provocados por má 
administração. 
 
apenas nos casos de comprovada fraude contra credores ou de execução em detrimento dos consumidores, 
por decisão judicial. 
 
por decisão judicial ou de autoridade administrativa competente quando se verificar confusão patrimonial, 
apurada pela existência de bens da sociedade em nome dos sócios e administradores. 
 
Ref.: 201408228281 
 6a Questão 
 
 
Franco adquiriu um veículo zero quilômetro em novembro de 2010. Ao sair com o automóvel da concessionária, 
percebeu um ruído todas as vezes que acionava a embreagem para a troca de marcha. Retornou à loja, e os 
funcionários disseram que tal barulho era natural ao veículo, cujo motor era novo. Oito meses depois, ao retornar 
para fazer a revisão de dez mil quilômetros, o consumidor se queixou que o ruído persistia, mas foi novamente 
informado de que se tratava de característica do modelo. Cerca de uma semana depois, o veículo parou de funcionar 
e foi rebocado até a concessionária, lá permanecendo por mais desessenta dias. Franco acionou o Poder Judiciário 
alegando vício oculto e pleiteando ressarcimento pelos danos materiais e indenização por danos morais. 
Considerando o que dispõe o Código de Proteção e Defesa do Consumidor, a respeito do narrado acima, é correto 
afirmar que, por se tratar de vício oculto, 
 
 
 
 
o direito de reclamar judicialmente se iniciou no momento em que ficou evidenciado o defeito, e o prazo 
decadencial é de noventa dias. 
 
o prazo decadencial para reclamar se iniciou com a retirada do veículo da concessionária, devendo o 
processo ser extinto. 
 
o consumidor Franco tinha o prazo de sete dias para desistir do contrato e, tendo deixado de exercê-lo, 
operou-se a decadência. 
 
o prazo decadencial é de trinta dias contados do momento em que o veículo parou de funcionar, tornando-
se imprestável para o uso. 
 
Ref.: 201408228266 
 7a Questão 
 
 
Em sua primeira viagem com seu carro zero quilômetro, Joaquim, fechado por outro veículo, precisa dar uma freada 
brusca para evitar um acidente. O freio não funciona, o que leva Joaquim, transtornado, a jogar o carro para o 
acostamento e, em seguida, abandonar a estrada. Felizmente, nenhum dano material ou físico acontece ao carro nem 
ao motorista, que, muito abalado, mal consegue acessar seu celular para pedir auxílio. Com a ajuda de moradores 
locais, se recupera do imenso susto e entra em contato com seus familiares. Na qualidade de advogado de Joaquim, 
qual seria a orientação correta a ser dada em relação às providências cabíveis? 
 
 
 
 
Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face do fabricante do veículo. 
 
Não há ação a ser proposta porque não houve dano. 
 
Propositura de ação de responsabilidade civil pelo vício do produto em face do fabricante e da 
concessionária, uma vez que a responsabilidade é solidária. 
 
Propositura de ação de responsabilidade civil pelo fato do produto em face da concessionária que vendeu 
63 
 
o veículo a Joaquim. 
 
Ref.: 201408228283 
 8a Questão 
 
 
A telespectadora Maria, após assistir ao anúncio de certa máquina fotográfica, ligou e comprou o produto via 
telefone. No dia 19 de março, a câmera chegou ao seu endereço. Acerca dessa situação, assinale a alternativa correta. 
 
 
 
 
Mesmo que o produto não tenha defeito, se Maria se arrepender da aquisição e desistir do contrato no dia 
25 de março do mesmo ano, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, deverão ser devolvidos, 
monetariamente atualizados. 
 
Após o prazo de desistência, que é decadencial, Maria não poderá reclamar de vícios do produto ou de 
desconformidades entre a oferta apresentada e as características do bem adquirido, a não ser que exista 
garantia contratual. 
 
Se, no dia 26 de março do mesmo ano, a consumidora pretender desistir do contrato, não poderá fazê‐lo, 
pois, além de o prazo decadencial já ter fluído, os contratos são regidos pelo brocardo pacta sunt servanda. 
 
A contar do recebimento do produto, a consumidora pode exercer o direito de arrependimento no prazo 
prescricional de quinze dias. 
 
Ref.: 201408228344 
 1a Questão 
 
 
Os serviços públicos essências devem ser adequados, eficientes e seguros, mas os serviços públicos essências devem 
ser ainda: 
 
 
 
 
gratuitos 
 
diferente para cada usuário, o que é essencial para uma pessoa pode não ser para outra. 
 
contínuos 
 
nunca podem ser interrompidos. 
 
Ref.: 201408266244 
 
 2a Questão 
 
 
Tendo como referência as disposições da Lei n.º 8.078/1990, assinale a opção correta a respeito da qualidade de 
produtos e serviços, da prevenção e da reparação de danos. 
 
 
 
 
As partes poderão convencionar a redução ou a ampliação do prazo para saneamento do vício do produto, 
não podendo esse prazo ser inferior a sete nem superior a noventa dias. 
 
Em se tratando de produto industrial, cabe ao fabricante prestar as informações relativas a riscos à saúde ou 
à segurança dos consumidores, por meio de impressos apropriados, que devem acompanhar o produto. 
 
Ainda que tenham conhecimento de que determinado produto tem alto grau de periculosidade à saúde ou à 
64 
 
segurança dos consumidores, não cabe à União, aos estados, ao DF nem aos municípios informá-los a 
respeito. 
 
Determinado produto pode vir a ser considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido 
colocado no mercado.

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