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Assinale a opção em que se encontra uma ou mais causas do enfraquecimento político e cultural dos romanos na Península Ibérica:
as invasões bárbaras e o domínio dos árabes.
o emprego e a difusão do latim vulgar pela Igreja.
o surgimento do galego-português no século XII.
a adoção do Cristianismo como religião oficial.
a publicação de Os Lusíadas, de Luís de Camões.
A história do português está diretamente ligada ao Império Romano, que se instalou, também, na Península Ibérica onde, séculos depois, formar-se-ia Portugal e, assim, a língua que herdamos.
O que levou os Romanos até aquela ponta da Europa, a Península Ibérica, no século III a. C.?
A vontade de expandir o seu Império por aquela região, que era muito importante por ser densamente povoada.
O intuito de ensinar a sua língua, o latim clássico, aos colonos e habitantes de diversas regiões do Império.
O impulso de levar a Religião Católica Apostólica Romana a todos as regiões e pessoas do planeta Terra.
O desejo de conquistar aquela importante região e, assim, conseguir um acesso ao Mar Mediterrâneo.
A necessidade de impedir o avanço dos cartagineses, conquistadores rivais, que pretendiam dominar aquela região.
O que é substrato?
É a mais alta camada da sociedade romana.
É a influência da língua do vencedor na do vencido.
É uma situação de convivência entre duas línguas, muito assemelhada a um bilinguismo.
E a forma de divisão da sociedade romana.
É a influência da língua do vencido na do vencedor.
Leia com atenção o que se diz a seguir:
I. Os romanos foram habilíssimos colonizadores.
II. Os escravos eram ordenados por conterrâneos.
III. O latim falado pelos soldados era o clássico.
Sobre as frases apresentadas, pode-se dizer que são:
I e III são falsas.
Falsas todas elas.
I e II são falsas.
II e III são falsas.
Verdadeiras todas elas.
Avalie as frases abaixo sobre as consequências da Invasão dos Bárbaros na Península Ibérica, no século V:
I. O desaparecimento de escolas.
II. A extinção da organização comercial.
III. A quebra da unidade linguística.
Assinale a opção correta:
São corretas apenas a I e a II.
Todas são falsas.
Todas são corretas.
São corretas apenas a II e a III.
São corretas apenas a I e a III.
A evolução histórica do nosso sistema gramatical, através do tempo, remontando ao latim vulgar da Península Ibérica e às inovações introduzidas pelo português arcaico (séculos XII ao XVI), até chegar ao português moderno constitui um estudo de caráter:
morfológico
sintático
estilístico
diacrônico
sincrônico
O português é o latim hoje, derivado do tempo e no espaço.
porque
A estrutura sintática e 80% do léxico da língua portuguesa foram herdados do antigo idioma do Império Romano.
Sobre essas duas afirmativas, pode-se dizer com certeza que:
As duas afirmativas estão corretas e a segunda justifica a primeira.
Somente a primeira afirmativa está correta.
Somente a segunda afirmativa está correta.
As duas afirmativas estão incorretas.
As duas afirmativas estão corretas e a primeira justifica a segunda.
Pode-se caracterizar romance, ou romanço como:
Era o modo de vida dos romanos que foram habitar a Península Ibérica.
Era uma língua falada, dominada por todo o povo de Roma.
Era uma língua eminentemente escrita e usada apenas pelos romanos.
Era a língua falada na Península Ibérica antes da chegada dos romanos.
Língua da fase intermediária entre o latim vulgar e o galego-português;
O que é adstrato?
É a mais alta camada da sociedade romana.
É uma situação de convivência entre duas línguas, muito assemelhada a um bilinguismo.
E a forma de divisão da sociedade romana.
É a influência da língua do vencedor na do vencido.
É a influência da língua do vencido na do vencedor.
Como ensina o linguista Ferdinand de Saussure, os fatos de uma língua podem ser estudados sob dois pontos de vista: o do funcionamento (sincronia) e o da evolução (diacronia). O estudo diacrônico compreende a história externa (evolução sociolinguística) e a história interna, ou seja, a evolução estrutural da língua em seus aspectos fonológicos e morfossintáticos. No caso do português, uma língua românica, esse estudo deve ter como ponto de partida a distinção latim clássico/latim vulgar.
Como se percebe pelo texto, a história externa de uma língua aborda:
as influências sociais no desenvolvimento de uma língua.
os falares e os dialetos dos povos que formaram uma determinada língua.
as mudanças morfofonológicas de uma língua ao longo dos tempos.
o contato dessa língua com outras vizinhas ou fronteiriças.
uma determinada época em essa língua surgiu e se fortaleceu.
Quais os principais fatos que concorreram para a quebra da relativa unidade linguística romana?
A invasão dos bárbaros e dos árabes.
A invasão germânica.
A resistência celta.
O fato de haver muitos escravos no império romano.
O fato de o império romano ter se dividido em duas partes.
Sobre os romanos, foram ditas as seguintes frases:
I. Os romanos eram caracterizados pela disciplina e pelo raciocínio lógico.
II. Os romanos eram ótimos estrategistas e organizaram muito bem o estado.
III. Os romanos não levavam aos povos vencidos a sua forma de vida.
Assinale a opção correta:
São corretas a II e a III.
Todas são falsas.
São corretas a I e a II.
Todas são corretas.
São corretas a I e a III.
Sobre as diferenças entre Latim Vulgar e Latim Culto, assinale a opção correta:
O Latim Vulgar influenciou o Latim Culto e este influenciou o proto-romance.
O Latim Vulgar era mais estável enquanto o Latim Culto era mais volúvel..
O Latim Vulgar era só escrito enquanto o Latim Culto era apenas falado.
O Latim Vulgar era só falado pelos pobres e o Latim Culto só pelos ricos.
O Latim Vulgar era só falado enquanto o Latim Culto era apenas escrito.
O latim utilizado em larga escala nos mais distantes rincões do Império Romano foi chamado de "vulgar" e dele se originaram as línguas românicas. Sobre a denominação vulgar, é correto afirmar que:
é fruto do preconceito linguístico comum das classes socais mais favorecidas em relação à maneira de se expressar por escrito dos mais humildes.
refere-se à modalidade falada do latim que na sua modalidade escrita era bem diferente;
advém do grande número de termos chulos e de baixo calão que o povo usava em suas comunicações diárias;
refere-se a baixo, já que essa variedade era eminentemente popular;
refere-se a povo, exclusivo usuário dessa variedade do latim;
O termo Romania quer dizer:
A cultura dos romanos.
As regiões que os romanos desejavam conquistar.
O processo de romanização.
A unidade linguística dos territórios romanizados.
A língua dos romanos.
Comparando o mapa da România atual com o do Império Romano, vê-se que suas fronteiras não coincidem, pois:
As grandes navegações descobriram áreas desconhecidas à época.
As grandes navegações levaram outras línguas aos territórios romanizados anteriormente.
Após a independência dos países que compõem o novo mundo, a cultura latina se perdeu.
As grandes navegações levaram línguas neolatinas aos novos territórios
O Império Romano é bem maior do que a România atual.
O termo Româniapode designar:
o território em volta da cidade de Roma.
o mapa do Império Romano nos dias de hoje.
o centro do Império Romano, a cidade de Roma.
região em que se falam as línguas românicas.
o país europeu chamado hoje de Romênia.
Consideram-se como as línguas neolatinas:
Português, espanhol, francês e italiano.
Português, espanhol, francês e inglês.
Português, russo e romeno.
Português, espanhol e francês.
Português, espanhol, francês, italiano e inglês.
Sobre o latim, língua oficial do Império Romano, pode-se afirmar que:
A sua variedade popular originou outras línguas, transformando-se no tempo e no espaço.
Desapareceu junto com o Império Romano e não deixou vestígios.
Originou o inglês, o francês, o alemão e o português.
É hoje ainda uma língua viva, falada inclusive pelos católicos em todo o mundo.
Hoje não é mais uma língua de cultura, apenas de interação.
Chama-se de latim vulgar a variedade popular que se espalhou pelo Império Romano, concorrendo com o latim clássico, mais restrito às classes sociais mais abastadas de Roma.
O termo vulgar pode ser compreendido como:
chulo
baixo
incomum
técnico
corriqueiro
Quando se fala da unidade linguística dos romanos, essa unidade relaciona-se ao fato de que:
Os romanos falavam uma língua que funcionava como uma língua geral.
Os romanos falavam uma língua sem variação.
Os romanos conseguiram extinguir o uso de outras línguas em seu território.
Os romanos usavam uma língua modelo.
Os romanos falavam uma só língua, mesmo que suas variações fossem muitas.
Avalie as frases abaixo sobre o latim vulgar:
I. É morfologicamente menos complexo do que o latim clássico.
II. Revela uma preferência pelas formas sintáticas analíticas.
III. Maior frequência de nomes concretos em seu léxico.
IV. Manutenção dos casos e das declinações do latim culto.
São características do proto-romance:
I e IV.
Todas.
Nenhuma.
II, III e IV.
I, II e III.
A România não se manteve em algumas regiões porque:
Havia situação de substrato.
As novas gerações queriam se rebelar quanto à tradição romana.
A atuação bélica romana dizimou grupos inteiros.
As novas gerações achavam o latim muito complexo
Havia dificuldade de acesso a algumas regiões e alguns grupos mantiveram suas línguas maternas preservadas.
Sobre a História externa e a História interna de uma língua, pode-se afirmar que:
A história externa focaliza apenas as questões relativas à superfície da língua, ou seja, baseia seus estudos no plano da expressão, enquanto a história interna vai mais fundo em seus estudos e atém-se ao plano do conteúdo.
Tanto a história externa quanto a interna tratam da evolução da língua no tempo, a diacronia, estudando suas formas sintáticas, morfológicas e fonéticas ancestrais (a externa) e essas mesmas formas na atualidade (a interna) do português, desde o latim até os dias de hoje;
A primeira trata dos aspectos extralinguísticos, isto é, fatores sociais e culturais que influenciaram no desenvolvimento de uma língua. Já a segunda trata da estrutura da língua e suas modificações no decorrer do tempo nos diversos níveis linguísticos (Fonética, Morfologia, Sintaxe etc)
A segunda trata dos aspectos extralinguísticos, isto é, fatores sociais e culturais que influenciaram no desenvolvimento de uma língua. Já a primeira trata da estrutura da língua e suas modificações no decorrer do tempo nos diversos níveis linguísticos (Fonética, Morfologia, Sintaxe etc)
A primeira dedica-se à história da linguística desde os tempos mais remotos até os dias de hoje, enquanto a segunda debruça-se sobre os fenômenos da linguística na sincronia e os avanços que essa ciência tem alcançado na atualidade.
A língua latina era uma só, mas, como ocorre em toda língua de cultura, apresentava diversidade de realizações, constituindo um diassistema em que se contrapunham dois níveis: o latim escrito e o latim falado. Em termos linguísticos,uma variante culta (sermo nobilis) e uma variante coloquial-popular (sermo vulgaris ou usualis), que corresponderiam respectivamente aos dois segmentos fundamentais da sociedade.
As realizações diversas que "ocorrem em toda língua de cultura" são chamadas de:
variedades linguísticas
normas populares;
falares diatópicos;
sotaques regionais;
dialetos sociais;
No processo de transformação da língua ocorre um fenômeno conhecido por metaplasmo que significa transformação, constituindo, portanto, as mudanças fonético-fonológicas por quais passam várias palavras. Temos quatro grupos de alterações: por aumento, por supressão, por substituição e por transformação. São exemplos dessas alterações na ordem aprensentada:
e) semper > sempre; nocte > noite; Liliu > lírio; luna > l~u a > lua
b) luna > l~u a > lua; pede > pee > pé; semper > sempre; ante > antes
a) ante > antes; pede > pee > pé; semper > sempre; nocte > noite
c) ponere > ponêre; stella > estrela; mare > mar; liliu > lírio
d) Liliu > lírio; luna > l~u a > lua; pede > pee > pé; nocte > noite
Sobre o latim vulgar, variedade popular do latim clássico, é correto afirmar que:
Sua unidade linguística foi rompida no século IV.
Não é considerado uma língua de cultura.
Por ser quase exclusivamente escrito, o latim vulgar sofreu menos influências externas de outras línguas.
Era a língua utilizada pelos soldados, colonos, administradores e comerciantes por todo o Império Romano.
Era escrito e falado pelas classes mais favorecidas de Roma.
Explicação:
O latim vulgar era falado pelo povo romano. Essa variedade era diferente do latim clássico que era falado e escrito apenas pelas pessoas consideradas cultas.
Marque a alternativa que apresenta características linguísticas da passagem do latim para as línguas neolatinas:
Manutenção do sistema morfológico que não utilizava artigos.
A existência de três números morfológicos (singular, plural e dual).
A fixação da ordem das palavras no discurso a larga utilização das preposições.
A existência de três gêneros morfológicos (masculino, feminino e neutro).
Manutenção de desinências nominais para a marcação dos casos.
Sobre as mudanças ocorridas no sistema vocálico do latim clássico para o latim vulgar, NÃO é correto afirmar que:
As dez vogais latinas foram reduzidas a cinco;
O "O" longo de tota virou "O" fechado como em "toda" no português;
O "E" breve de ferru virou "E" aberto como em "ferro" no português;
O "U" breve de gula virou "O" aberto, como em "gola" no português;
O "I" breve de vir(i)de virou "E" fechado, daí termos em português a palavra "verde";
Assinale a opção dentre as que vêm abaixo que se refira ao latim literário:
A literatura e os documentos da época eram produzidos nessa língua;
Possuía sete vogais;
Poucas fontes chegaram até nós;
Não era escolarizado;
Era eminentemente uma língua falada pelo povo (vulgus);
Algumas alterações do latim vulgar para o romance e deste para as línguas neolatinas na morfologia e na sintaxe estão abaixo. Assinale a que NÃO CORRESPONDE a esse processo:
as desinências dos antigos casos desaparecem;
O gênero neutro surge na língua desse período, ele que não existia no latim;
quanto aos verbos, as formas sintéticas são frequentemente substituídas pelas perífrases.
surgem artigos definidos lo, La, los, las advindosdo pronome demonstrativo ille;
o sistema de flexão dos casos acaba por desaparecer e ficam apenas as duas formas de acusativo;
Quais são as principais fontes de estudo do latim vulgar?
Os textos populares
As gramáticas
As poesias em versos livres
Os discursos políticos
Os documentos oficiais
Qual a origem da Língua Portuguesa ? Assinale a resposta correta.
LATIM POPULAR
LATIM CLÁSSICO
LÍNGUA GREGA
O HEBRAICO
LINGUA CELTA
Qual a origem da Língua Portuguesa ? Assinale a resposta correta.
LATIM POPULAR
LATIM CLÁSSICO
LÍNGUA GREGA
O HEBRAICO
LINGUA CELTA
Quais são os conceitos de pidgin e crioulo?
Níveis de língua, fruto do contato de culturas diferentes
Línguas inventadas por escravos que detinham certo prestígio social
Línguas estrangeiras transplantadas para outras culturas
Usos lingüísticos de gente pobre e sem cultura
Preconceitos sociais que se estampam na língua
Abaixo, há características fonológicas do latim vulgar em todas as opções, exceto em uma. Assinale-a:
O ¿i¿ e o ¿u¿ perderam a distinção de longa e breve;
O ¿a¿ longo e o ¿a¿ breve se identificaram;
Algumas vogais passaram a se distinguir em abertas e fechadas;
Os ditongos desapareceram por completo;
As vogais perderam as diferenças de duração;
Assinale a opção que contém uma das fontes do latim vulgar:
Os documentos oficiais.
Os textos populares.
As gramáticas.
Os discursos políticos.
As poesias em versos livres.
São formas divergentes os pares de palavras abaixo, exceto um. Marque-o:
Peixe / beijo
Óculos / olhos
Artículo / artelho
Coágulo / coalho
Partícula / partilha
As alterações do latim vulgar para o romance e deste para as línguas neolatinas não deixaram registro escrito. Mas as diferenças que aparecem no estabelecimento das línguas neolatinas permitem reconhecer certas regularidades em cada uma delas. Assinale a opção que NÃO CORRESPONDE a essa afirmação:
Os ditongos latinos desaparecem e se tornam hiatos no romance;
A redução das dez vogais clássicas para as sete que utilizamos hoje:
A redução dos ditongos clássicos latinos para [ ] e [e]: caecum > cego e foedum > feo;
Regina, pronunciado [g] passa a um iode [y], desaparecendo em seguida e formando rainha em português.
Síncope de [n] antes de /s/ como em mensa > mesa;
Características fonéticas desse período são:
Palatalização e ditongação de antigos hiatos
O reconhecimento de sete vogais e da redução dos ditongos clássicos
Palatalização e ensurdecimento das consoantes intervocálicas
Ditongação dos hiatos e sonorização das surdas intervocálicas.
Redução dos ditongos clássicos e ditongação dos hiatos
Quais os principais fatos que concorreram para a quebra da relativa unidade linguística romana?
A invasão dos bárbaros e dos árabes?
A resistência celta?
O fato de o império romano ter se dividido em duas partes?
O fato de haver muitos escravos no império romano?
A invasão germânica?
Sobre o latim vulgar, pode-se afirmar que:
Não era usado pela aristocracia;
Era chamado pelos clássicos de "rusticitas";
Foi a língua hegemônica em toda a românia após a queda do Império Romano.
É posterior ao latim literário;
É apenas falado;
A frase latina abaixo, que significa "O homem ama a mulher", pode ser escrita em QUALQUER ordem.
Veja:
Homo amat feminam.
Homo feminam amat.
Feminam homo amat.
Feminam amat homo.
Amat homo feminam.
Amat feminam homo.
Em português, isso não é possível: "O homem ama a mulher" é diferente de "A mulher ama o homem". Tal diferença estrutural do português deve-se a um fator da formação de nossa língua.
Assinale a opção em que esse fator está corretamente exposto:
o desaparecimento do gênero neutro.
o desaparecimento das preposições.
a ausência dos artigos em nossa língua.
o desaparecimento do caso vocativo.
a queda da declinação nominal.
Os artigos não existiam em latim. No português, eles são originados:
da preposição /ex/ no genitivo.
da preposição /de/ no acusativo.
do demonstrativo /ille/ no ablativo.
do demonstrativo /ille/ no nominativo.
do demonstrativo /ille/ no acusativo.
Sobre o galego-português, assinale a opção correta:
Era um dialeto anterior ao latim e foi transformado pela língua dos romanos.
Os grupos iniciais pl-, cl- e fl- foram substituídos por ch-, como em plenus > cheo.
Poucas foram as transformações ocorridas até a ascensão da língua portuguesa.
Teve grande influência germânica e árabe na formação de seus vocábulos.
Era a língua dos habitantes portugueses e árabes do sul da Península Ibérica.
Leia com atenção as afirmativas sobre a formação do léxico do português elencadas abaixo:
A - Quase todas as palavras do português que começam com -al são de origem árabe.
B - Os germânicos trouxeram itens lexicais ligados, sobretudo, aos campos semânticos da guerra.
C - O inglês contribuiu com algumas palavras a partir do século XII.
Assinale a opção correta sobre as frases acima:
Todas são verdadeiras.
Todas elas são falsas.
Só A e B são verdadeiras.
Só B e C são verdadeiras.
Só A e C são verdadeiras.
Leia com atenção as frases abaixo sobre as transformações do latim ao galego-português:
A - A declinação nominal simplifica-se e acaba por desaparecer, sobrevivendo apenas duas formas: o acusativo singular e o plural.
B - Os gêneros se reduzem a masculino e feminino, ocorrendo o desfazimento do neutro.
C - As relações sintáticas anteriormente expressas pelos casos passam a ser reconhecidas por uma ordem mais fixa na frase e pelo uso de preposições.
Sobre elas, pode-se afirmar que:
Somente A é correta.
Só A e C são corretas.
Só B e C são corretas.
Todas elas são falsas.
Todas estão corretas.
Sobre o galego-português, assinale a opção correta:
É uma língua que se formou a partir do latim vulgar levado à Península Ibérica pelos romanos.
É a língua em que Camões escreveu a sua maior e mais importante obra épica "Os Lusíadas"
É uma língua que foi falada em toda a Península Ibérica, inclusive pelos romanos.
É um dialeto posterior ao latim clássico levado pelos romanos à Península Ibérica.
É uma língua que não teve registro escrito e que, por isso, não se pode precisar sua forma.
Sobre a periodização da história de nossa língua, a ordem aceita é:
Latim vulgar, romance, português arcaico, português clássico e português moderno.
Latim vulgar, romance, galego-português, português moderno e português contemporâneo.
Latim vulgar, latim clássico, galego-português, português moderno e português contemporâneo.
Latim vulgar, romance, português arcaico, galego-português, português moderno.
Latim vulgar, galego, português arcaico, português moderno e português contemporâneo
Assinale a opção em que se explica corretamente o surgimento das vogais nasais em português:
as vogais nasais são o resultado do desfazimento do dígrafo /nh/ durante o galego-português.
as vogais nasais só aparecem em palavras tomadas por empréstimo a línguas estrangeiras.
as vogais nasais surgiram em português pela queda do /n/ intervocálico, como em /lana/ > /lãa/ > /lã/.
as vogais nasais surgiram emportuguês por influência do inglês, uma língua anasalada por natureza.
as vogais nasais surgiram em português por influência do francês, uma língua anasalada por natureza.
Além do vocabulário latino popular (aquele grande conjunto latino herdado ao longo da história) e das palavras trazidas à língua por empréstimo, há também um vocabulário, composto por palavras criadas, em todas as épocas, fundamentadas no conhecimento do latim e do grego.
A essas palavras chamam-se:
estrangeirismos eruditos.
estrangeirismos semieruditos.
homônimas e semieruditas.
científicas e eruditas.
eruditas e semieruditas.
Sobre o galego-português, NÃO se pode afirmar que:
É a língua dos pobres e não teve registro escrito.
É a língua em que foram escritas as cantigas trovadorescas.
É também chamado de português arcaico.
É a língua anterior à fase moderna do português.
É a língua formada no norte da Península Ibérica.
Sobre os metaplasmos, NÃO É CORRETO AFIRMAR que:
Indicam as transformações sintáticas por que passam as línguas ao longo de sua evolução.
A harmonização vocálica e sonorização de consoantes surdas são alguns dos seus exemplos;
Significam transformação e podem ser por aumento ou supressão de elementos da palavra.
Indicam as mudanças fonético-fonológicas por quais passam várias palavras.
Sempre estão presentes em qualquer língua e em qualquer tempo.
Dentre os assuntos abordados sobre o surgimento do Galego-português há as questões voltadas para a ortografia de nossa língua, a qual passou por três períodos distintos: Fonético, Pseudo-etimológico e Histórico-científico.
Estabeleça a relação dos períodos com suas respectivas características.
1 - Fonético
2- Pseudo-etimológico
3- Histórico-científico
A- ( ) As decisões ortográficas eram baseadas em impressões, o que faz com que esse período também pudesse ser chamado de impressionista.
B- ( ) Em Portugal, a simplificação ortográfica é estruturada pelos filólogos da época, o que quer dizer que foi feita respeitando a história das palavras e considerando o impacto de cada grafia.
C- ( ) Essa fase assim se nomeia em razão da absoluta ausência de sistematização em torno do assunto, do escasso acesso ao texto escrito, da baixa quantidade de pessoas alfabetizadas, da imprensa rudimentar.
D- ( ) Com o Renascimento os olhares se voltaram mais fortemente para os antigos textos e houve uma necessidade nesse momento em se revestir de uma alta carga de erudição em todo o movimento cultural desse tempo. Assim é que, em uma busca descontrolada da parte dos intelectuais da época, surgiram as etimologias falsas ao lado das verdadeiras.
A relação correta é:
a) A-1; B-3; C-1; D-2.
e) A-3; B-3; C-1; D-2.
c) A-2; B-1; C-3; D-1.
b) A-1; B-2; C-3; D-1.
d) A-2; B-3; C-1; D-1.
A fase moderna da língua portuguesa começa, segundo a postura mais aceita pelos estudiosos:
pela invasão da Península Ibérica pelos árabes, no sécula VII
com o Appendiz probi, uma das fontes do latim vulgar;
com a Carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei de Portugal dando conta do achamento do Brasil, em 1500.
pela publicação do testamento de Dom Afonso II, no século XIII;
pela publicação de Os lusíadas, de Luís de Camões, em 1572.
Assinale a opção em que as transformações linguísticas apresentadas atendem ao surgimento do galego-português:
Nocte> noche
Pleno> lleno
Oclu> ojo
Color> coor
Pedra> piedra
Metaplasmo, como o nome já indica, significa transformação, constituindo, portanto, as mudanças fonético-fonológicas por quais passam várias palavras. A mudança no vocábulo pode ocorrer por supressão, quando a palavra perde um elemento; por acréscimo, quando ela ganha um elemento; por transformação, quando um fonema muda, mas permanece na palavra:
Assinale a opção em que estejam representados os três tipos de metaplasmos explicados acima (acréscimo, supressão e transformação), respectivamente:
pede > pee > pé / ante > antes / beilitia > beleza
beilitia > beleza / ante > antes / pede > pee > pé;
statua > estátua / pede > pee > pé / aurícula > oricla > orelha
hodie > hoje / Stella > estrela / acume > agume >gume
oricla > orelha / acume > agume >gume / hodie > hoje
Assinale a opção correta sobre o galego-português:
Escreve-se /ch/ para o som de chave [ ʃ ] .
Desaparecem as consoantes surdas intervocálicas.
O léxico tem enorme influência francesa
Não há modificações radicais em relação ao latim vulgar.
Permanecem as declinações do latim vulgar.
O Período Fonético de nossa ortografia é assim chamado porque:
é grande o número de pessoas alfabetizadas da época.
só leva em conta os aspectos morfológicos dos vocábulos.
é marcado pela alta sistematização do sistema ortográfico..
procurava-se escrever exatamente conforme as pessoas falavam.
privilegia em sua concepção ortográfica os aspectos sintáticos.
Sobre o galego-português é correto afirmar que:
as vogais em posição tônica já são as mesmas que utilizamos hoje.
a morfologia não sofre alterações drásticas em relação ao latim.
o léxico não conta com empréstimos de outras línguas.
as vogais em posição átona já são as mesmas que utilizamos hoje.
a nasalização das vogais é representada somente pelo /m/ ou /n/.
O período pseudoetimológico de nossa ortografia é assim chamado porque:
as pessoas escreviam as palavras em latim ou em grego.
muitas palavras usadas na época eram frutos de etimologias falsas.
não se levava em conta a forma da palavra, só o significado.
as pessoas escreviam conforme a origem da palavra.
havia grande erudição naquele período de nossa história.
Explica-se a forma semelhante das palavras e seus significados diferentes porque:
Cada uma tem uma origem que se perderam por não haver registro escrito delas.
As palavras se originam de domine que se transformou ao longo do tempo assim: domine > domyne > donu > dôo > dom, originando sentidos diferentes conforme a ocasião de uso.
Cada uma tem uma origem diferente. Dom (virtude) vem de donu, enquanto dom (senhor) vem de domine.
As palavras têm a mesma origem, donu, que se distanciaram ao longo da evolução do latim para o galego-português.
As palavras têm a mesma origem, domine, que se distanciaram ao longo da evolução do latim para o galego-português.
Quando uma única forma pode originar resultados diferentes na evolução de uma língua para outra temos como resultado formas divergentes.
Assinale a opção em que NÃO estão listadas apenas formas divergentes:
regula > regra, régua, relha.
planu > chão, plano, porão.
plicare > chegar, pregar.
masticare > mastigar, mascar.
sanu, sunt, sanctu > são
Assinale a opção em que só há informações verdadeiras sobre o galego-português:
As cantigas trovadorescas eram escritas nessa língua.
Nessa língua só foram escritos textos literários.
Nessa língua só foram escritos textos oficiais.
Antecedeu o português arcaico de que é a origem
Foi posterior ao latim clássico e anterior ao proto-romance.
Formas CONVERGENTES são palavras que têm origens absolutamente distintas e que, por sua evolução fonética, acabam apresentando as mesmas grafias em um determinado estágio da língua, mas ainda com significadosdiversos.
Assinale a opção em que isso está demonstrado:
sanu, sunt, sanctu > são.
masticare > mastigar, mascar.
plicare > chegar, pregar.
planu > chão, plano, porão.
regula > regra, régua, relha.
Leia com atenção o que se diz sobre o galego-português:
1. Fixa-se o infinitivo flexionado, característica ímpar do galego-português, como teer, teeres, teer, teermos, teerdes, teeren.
2. Aparecem formas arcaicas de 1ª pessoa do singular de alguns verbos, como senço (sinto), arco (ardo), moiro (morro) etc.
3. As vogais voltam a ser dez, como no latim clássico, retornando a distinção por quantidade.
Sobre as afirmativas acima, assinale a opção correta:
Todas estão corretas
1 e 2 estão corretas
Nenhuma está correta
1 e 3 estão corretas
2 e 3 estão corretas
Sabemos que algumas formas originais latinas são capazes de produzir produtos absolutamente discrepantes no português moderno, como é o caso de plaga do latim que resulta em chaga, praga, praia e plaga. Sobre o que ocorreu com essas palavras, assinale a opção INCORRETA:
No primeiro resultado (chaga), temos a evolução natural da palavra em que o grupo pl- sofre palatização, como se viu anteriormente, levando ao ch-.
Todas as palavras, independente de sua forma atual, têm o mesmo significado na nossa língua.
Na segunda transformação, vê-se uma alteração marginal e portanto menos frequente, em que o grupo pl- passa a pr-.
O terceiro resultado é uma transformação do segundo em que atua a síncope do ¿g- intervocálico.
Uma única forma pode originar resultados diferentes. A esse fato se dá o nome de formas divergentes.
Sobre o artigo, é correto afirmar que:
Origina-se no pronome latino ille no galego-português;
Era de uso facultativo na latim e, por isso desapareceu no galego-português;
Não existia no latim clássico; seu surgimento deu-se no proto-romance;
Vem desde o latim clássico, mas formalizou-se no latim vulgar;
No latim, designava a função sintática das palavras;
Além do vocabulário latino popular (aquele grande conjunto latino herdado ao longo da história) e das palavras trazidas à língua por empréstimo, há também o vocabulário erudito, composto por palavras criadas, em todas as épocas, fundamentadas no conhecimento do latim e do grego, como automóvel, telefone, digitar, etc. e o ainda o semierudito, composto por palavras ¿resgatadas¿ em um estágio anterior a certas alterações, como ocorre, por exemplo, com plano, que veio de planu-. Na evolução natural, transformou-se em chão, mas foi resgatada como plano, em época posterior.
A partir da leitura do trecho acima, depreende-se que:
As palavras portuguesas formaram-se por transformações do grego, do árabe e dos germânicos ou por empréstimos do latim literário e vulgar;
O léxico português é quase todo originário no grego e no latim por empréstimo e herança, além das palavras compostas que vieram das línguas dos povos que já estavam na Península Ibérica antes da chegada dos Romanos, como os árabes;
Nosso léxico formou-se basicamente por palavras latinas que se transformaram e por outras que foram trazidas quase sem transformação à nossa língua, posteriormente, além da adoção de palavras originárias de línguas com as quais o latim conviveu;
Nosso vocabulário é todo latino, por empréstimo, com alguma influência herdada dos compostos gregos, povo muito admirado pelos romanos.
Nosso léxico é todo latino e formou-se apenas por herança e empréstimos eruditos ou semi-eruditos ao grego e ao latim;
Marque a opção em que se aponham correta e cronologicamente as fases da ortografia de nossa língua:
período histórico-científico / período pseudo-etimológico / período fonético (impressionista;
período fonético (impressionista) / período pseudo-etimológico / período histórico-científico;
período histórico-científico / período fonético (impressionista) / período pseudo-etimológico;
período pseudo-etimológico / período fonético (impressionista) / período histórico-científico;
período pseudo-etimológico / período histórico-científico / período fonético (impressionista);
Vários povos contribuíram com a formação lexical do português. A essa incorporação de palavras de outras línguas ao nosso vocabulário chama-se:
Formas convergentes;
Mateplasmo;
Herança lexical;
Empréstimo;
Formas divergentes;
Há várias e profundas transformações do latim vulgar para o galego-português. Uma delas é a simplificação e o posterior desaparecimento da declinação nominal. Uma das conseqüências disso está expressa numa das opções abaixo. Assinale-a:
Surgem os artigos, inexistentes em Latim Vulgar;
A forma e o sentido de algumas palavras latinas alteram-se;
O sujeito e o predicativo, antes, no latim, expressos pelo nominativo, passam a ter equivalência sintática no galego-português;
A ordem das termos na frase passa a não ter mais importância já que as terminações indicavam a função sintática que exerciam;
As relações sintáticas antes expressas pelos casos passam a ser reconhecidas por uma ordem mais fixa na frase e pelo uso das preposições;
Assinale a opção em que só há vocábulos característicos do galego-português:
ueritatem, cabuçu, molier;
filio, nunquam, plus;
saluo, ouuermos, molier;
lãa, agia, dulcíssimo;
saluo, ueritatem, ouermos;
Sobre o primeiro texto do galego-português em prosa não literária pode-se afirmar que:
Foi escrito no século XVI por um monge do Mosteiro de Alcobaça;
Foi escrito por Dom Afonso II, rei de Portugal, no século XII;
Não há registros dele, é apenas uma lenda;
É uma carta de uma freira a sua superiora;
Foi a Cantiga da Ribeirinha, de Paio Soares de Taveirós;
As formas veer, do galego-português, é resultado:
de um empréstimo semi-erudito;
de uma mutação sintática do latim vulgar
de um empréstimo erudito;
de um metaplasmo;
de um estrangeirismo
As consoantes P, T e K, em posição intervocálica:
desaparecem;
são substituídas pelas fricativas correspondentes;
tornam-se mudas;
sofrem síncope;
sofrem um processo de sonorização;
Sobre as cantigas trovadorescas, escritas em galego-português, pode-se afirmar que:
circulavam somente em versões escritas.
apresentavam como marca a crítica e a sátira.
havia as de amigo e as de amor.
eram poemas para serem lidos em voz alta.
tinham caráter eminentemente religioso.
O anel do meu amigo
Perdi-o sso-lo verde pinho,
E chor'eu, bela.
O anel do meu amado
Perdi-o sso-lo verde ramo,
E choreu, bela.
Perdi-o sso-lo verde pinho,
Por en chor'eu, dona virgo,
E chor'eu, bela.
Perdi-o sso-lo verde ramo,
Por en chor'eu, dona d'algo,
E chor'eu, bela.
(De Pero Gonçalves de Porto Carreyro. Séc. XII, apud J. Leite de Vasconcelos. Textos Arcaicos)
Sobre esse texto, pode-se afirmar que:
foi escrito por um homem, mas o eu-lírico é feminino.
o eu-lírico é masculino, mas foi escrito por uma mulher.
não se sabe quem o escreveu e a quem se dirige.
foi escrito por uma mulher que se dirige ao seu amado.
é uma cantiga de amor e denota uma declaração à amada.
Peraveer meu amigo,
Que talhou preito comigo,
Alá vou, madre;
Pera veer meu amdo,
Que migg'á preito talhado,
Alá vou, madre;
Que talhou preito comigo...
É por esto que vos digo:
Alá vou , madre;
Que migg'á preito talhado...
É por esto que vos falo:
Alá vou, madre.
(De El-rei D. Dinis. Séc.XII, apud Dr. J. Leite de Vasconcelos. Textos Arcaicos)
Sobre esse texto, pode-se afirmar que:
é a letra de uma canção popular atual.
é uma poesia medieval de caráter religioso.
é um poema de amor do português moderno.
é um poema moderno que fala da amizade.
é uma cantiga de amigo do galego-português.
Qual é a função do til?
Enfeitar a letra
Marcar a nasalidade da vogal
Marcar a pronúncia fechada da vogal
Marcar a acentuação
Marcar a ditongação
Leia com atenção o trecho do Testamento de Dom Afonso II:
"P(ri)meiram(en)te mãdo q(ue) meu filio infante don Sancho q(ue) ei da raina dona Orraca agia meu reino enteg(ra)m(en)te e en paz. E ssi este for morto sen semmel, o maior filio q(ue) ouuer da raina dona Orraca agia o reino entegram(en)te e en paz. E ssi filio barõ nõ ouuermos, a maior filia q(ue) ouuuermos agia'o ..."
Na passagem "... agia meu reino", há um exemplo de: há um exemplo de:
Construção de "haver" em estrutura de posse
Construção com "agir" no modo subjuntivo
Construção bitransitiva
Construção metonímica
Construção intransitiva
Observando-se a série a seguir leder> leer>ler; color > coor>cor; lana > lãa > lã; percebe-se um fenômeno fonético que caracteriza a passagem do galego-português para o português moderno que se caracteriza:
Pela síncope da semivogal e o surgimento de uma vogal longa, como havia no latim clássico;
Pela inclusão de novos fonemas oriundos do latim vulgar;
Pela queda das consoantes [d], [l] e ]n] e a posterior contração das duas vogais do hiato;
Pela sonorização das consoantes [d], [l] e ]n] e formação dos ditongos;
Pela diferença de pronúncia dos portugueses do sul e do norte;
Como inovação fonética do século XIX mais evidente, identifica-se:
A alteração de algumas vogais para um u bem fechado
A alteração de algumas vogais para um e bem fechado
A alteração de algumas vogais para um a bem fechado, pronunciado [ä]
A alteração de algumas vogais para um i bem fechado
A alteração de algumas vogais para um o bem fechado
Assinale a opção em que está o nome da obra cuja publicação marca o início do português moderno:
Cancioneiro da Ajuda, do final do século XIII;
Os Lusíadas, de Luís de Camões, de 1572;
Sermão da Sexagésima, de Padre Antônio Vieira, de 1655;
A Cantiga da Ribeirinha, Paio Soares de Taveirós, de 11198;
O Testamento de D. Afonso II, em 1214;
Sobre o Moderno Português Europeu, é correto afirmar que:
é também chamado de galego-português.
inicia-se com o fim do Império Romano.
é o idioma em que foram escritas as cantigas.
surge no sul a mudança que se transforma em norma.
é a língua portuguesa posterior ao galego-português.
O antigo sistema de quatro sibilantes no galego-português evolui para:
Duas consoantes, uma ápico-alveolar surda e uma sonora no português moderno
Três consoantes, uma pré-dorsodental surda e uma sonora e uma ápico-alveolar surda, no português moderno
Três consoantes, uma pré-dorsodental surda e uma sonora e uma ápico-alveolar sonora, no português moderno
Duas consoantes, uma pré-dorsodental surda e uma ápico-alveolar sonora no português moderno
Duas consoantes, uma pré-dorsodental surda e uma sonora no português moderno
Sobre a obra "Os lusíadas", emblemática para o Moderno Português Europeu, pode-se afirmar que:
Foi escrita pelo bardo Luís de Camões no fim do século XVI.
Foi escrita na Idade Média e narra a história de Portugal.
Foi escrita pelo navegante Gil Vicente em 1572.
Foi escrita em galego-português e traduzida para o Português.
É uma obra de valor simbólico por seu rigor histórico e linguístico
O centro cultural de Portugal oscila, então, entre Coimbra, Lisboa e Évora, inicialmente, pois que aí estão localizadas as Universidades e os Mosteiros (também responsáveis pela produção do saber, como é o caso dos de Alcobaça e de Santa Cruz).
A informação acima diz respeito:
ao período do proto-romance.
ao período em que vigorou o latim vulgar.
ao Moderno Português europeu.
à fase de nossa língua chamada arcaica.
à língua chamada de galego-português.
Aponte uma opção em que se perceba uma característica do Moderno Português Europeu:
Os nomes em -on e - am convergiram para -ão.
Os fonemas /b/ e /v/ deixam de ter distinção.
O ditongo -oi desaparece completamente da língua.
As vogais eram diferenciadas pelo timbre e passaram a cinco.
As vogais eram 10 e diferenciadas pela quantidade.
Sobre o Moderno Português Europeu, pode-se afirmar que é:
o período em surgem as primeiras gramáticas de nossa língua.
a sincronia que sucede o latim vulgar ainda sem registro escrito.
a sincronia que antecede e prepara o galego-português.
a língua em que foi escrito o Testamento de Dom Afonso II.
o português falado e escrito em Portugal a partir do século VII.
Sobre a separação do galego e do português, é correto afirmar:
Português e galego separam de uma vez e nunca mais se aproximam
Português se separa do galego, mas o galego, inicialmente, ainda é usado como língua literária
Português se separa do galego, mas essa língua ainda figura no uso cotidiano
Português se separa do galego, mas só o português é usado como língua literária
Português se separa do galego, mas essa língua ainda fica sendo usada na literatura portuguesa
É exemplo do aspecto conservador do português brasileiro um dos que são apresentados abaixo.
Assinale a opção em que ele está alocado:
vocalização de [l] em quase todo o brasil, passando a um nítido [w].
pronúncia de [r] em fim de sílaba tende a se realizar como zero fonético em quase todo o Brasil.
os ditongos [ey] e também sua realização nasal, [e] antes de palatais
os grupos ti e di sofrem, quase em absoluto, palatalização para [t∫] e [dȝ].
a pronúncia chiante de [s] e [z] implosivos em fim de sílaba vem adicionada de um iode.
Identifique a opção correta quanto às alterações morfológicas no português europeu:
os plurais dos nomes terminados em -l se estruturam com o simples acréscimo de -s ao fim do vocábulo, tendência já presente no galego-português
Fixam-se os plurais de nomes terminados em -l e os de nomes terminados em -ão
os plurais dos nomes terminados em -ão não mantêm a regra do galego-português (síncope do -n- intervocálico)
os plurais dos nomes terminados em -ão convergem pra uma única forma
os plurais dos nomes terminados em -l variam segundo a antiga regra fonética do galego-português (síncope do -l- intervocálico) e a nova tendência de manter o -l- intervocálico
Sobre o moderno português europeu, É INCORRETO afirmar que:
quanto à morfologia do verbo, há uma simplificação de seu paradigmaas primeiras pessoas do tipo senço, menço e arço são então estabilizadas em sinto, minto e ardo.
os particípios passados em ¿udo desaparecem em favor da desinência ¿ido.
fezemos e posemos passam a fizemos e pusemos
há um repúdio às formas latinas ou latinizantes
Pode-se dizer que a morfologia atingiu um nível de estabilidade que inspirará poucas alterações no português europeu. Tal afirmação refere-se à fase do português conhecida como:
fonética;
proto-histórica;
romance;
arcaica;
moderna;
Leia com atenção as afirmativas a seguir. Elas se referem ao Moderno Português Europeu.
A - As primeiras pessoas do tipo senço, menço e arço são então estabilizadas em sinto, mintoe ardo.
B - Os particípios passados em udo desaparecem em favor da desinência ido. As alternâncias vocálicas se regularizam.
C - Fezemos e posemos passam a fizemos e pusemos.
Assinale a opção que avalia corretamente o que as frases analisadas informam.
Apenas os comentários (A) e (B) estão corretos.
Os comentários (A), (B) e (C) estão corretos.
Apenas os comentários (B) e (C) estão corretos.
Apenas os comentários (A) e (C) estão corretos.
Apenas o comentário em (A) está correto.
Identifique a opção correta quanto às alterações morfológicas no português europeu:
A 2ª pessoa do plural continua a ser grafada com o o ¿d- etimológico, contrariando a regra da síncope do ¿d- intervocálico
A desinência de particípio passado dos verbos de 2ª conjugação desaparece por completo, sem deixar nenhum vestígio desse uso
O desuso da 2ª pessoa do plural na língua falada
As formas verbais arcaicas de primeira pessoa continuam correntes na língua
On enquanto forma indefinida desaparece, mas o partitivo ainda é amplamente utilizado.
A formação dos plurais de nomes terminados em -ão, como ocorre com os exemplos mãos, cães e leões, assim como ocorre também com a fixação dos femininos de adjetivos em -ão, como o exemplo de sã, são marcas:
da fase de nossa língua chamada arcaica.
do período em que vigorou o latim vulgar.
do período do proto-romance.
da língua chamada de galego-português.
do Moderno Português europeu.
Sobre o Acordo Ortográfico de 2009, os portugueses:
o consideram benéfico e o apoiam sem restrições;
são em sua grande maioria favoráveis
são indiferentes;
o rejeitam
são descrentes em relação à sua eficácia
Leia atentamente as frases a seguir sobre o moderno português europeu e em seguida marque a opção adequada:
I O início da era moderna salienta uma acentuada liberdade em termos de colocação das palavras na frase. Muitos desses casos são o que se chama "atinismo", isto é, uma retomada, dentro do possível, do estilo dos autores latinos.
II Uso de vocábulos erudito: circonspecto, satisfaçam, letradura, por exemplo; na ortografia, de modo que não raro ressurgem formas como lettera, digno (em vez de dino), elefante (em vez de alifante), etc.
III Inicia-se com o testamento de dom afonso ii IV Encerra-se com a publicação de "os lusíadas", de luís de camões, em 1572.
Estão corretas as frases:
I E II;
I E III;
II E IV;
II E III;
III E IV;
Sobre a língua geral adotada no Brasil no início da colonização, pode-se afirmar que:
Era o português europeu misturado com o tupi;
Era o galego-português;
Era o português brasileiro;
Era uma mistura do português do Brasil com o de Portugal;
Era o tupi modificado pelos jesuítas;
Leia as afirmações abaixo sobre a colonização portuguesa:
I A COLONIZAÇÃO COMEÇOU PELO LITORAL. SÓ MAIS ADIANTE, COMEÇAM, POR SÃO PAULO, AS EXPEDIÇÕES INTERIORANAS.
II NÃO HOUVE INVESTIMENTO CULTURAL PROPRIAMENTE DITO. NÃO HÁ UNIVERSIDADE NEM TIPOGRAFIA.
III AS ESCOLAS ALFABETIZAM E ENSINAM O PORTUGUÊS EUROPEU, QUE É ENTÃO DE FATO APRENDIDO. IV NAS RUAS, A CONVERSAÇÃO ORDINÁRIA SE DÁ EM LÍNGUA GERAL INICIALMENTE.
Sobre elas, pode-se dizer que:
Somente a primeira é verdadeira;
Somente a primeira é falsa;
São verdadeiras a primeira, a segunda e a quarta afirmações;
Todas são verdadeiras;
Todas são falsas;
É exemplo do aspecto inovador do português brasileiro um dos que são apresentados abaixo. Assinale a opção em que ele está alocado:
algumas formas ortográficas não foram adotadas no brasil, como o -sc-, pronunciado como [∫] em Portugal;
emprego do [r] uvular,
emprego dos ditongos [ey] e também sua realização nasal, [e] antes de palatais;
a pronúncia chiante de -s e -z implosivos em fim de sílaba vem adicionada de um iode.
pronúncia de -s e -z implosivos;
Assinale a opção em que está alocada uma expressão típica da fala brasileira, diferente da maneira pela qual os portugueses se expressam:
Ela já havia saído quando cheguei.
Vou na casa de minha mãe neste fim de semana;
Chegarei à Bahia no sábado;
Dá-me o livro para que eu estude para a AV3;
Estou a fazer o dever de casa;
Em toda língua viva, o léxico se mantém sempre em renovação. A necessidade dos falantes para nomear objetos, situações que emergem da vida social, conceitos, entre outros, impulsiona-os a criar palavras e expressões novas ou, simplesmente, tomam-nas de empréstimo em outras línguas. Na formação de novas palavras, os falantes recorrem a vários processos, dentre os quais os mais produtivos são:
Estrangeirismo e herança.
A composição e a derivação.
Herança e composição.
Herança e empréstimo.
Empréstimo e derivação.
Sobre as contribuições do tupi e das línguas africanas no português brasileiro, pode-se afirmar que:
O tupi é substrato e as línguas africanas são superstratos em relação ao português;
O tupi e as línguas africanas são substratos em relação ao português;
O tupi é superstrato e as línguas africanas são substratos em relação ao português;
O tupi e as línguas africanas são superstratos em relação ao português;
O tupi e as línguas africanas são adstratos em relação ao português;
Sobre o léxico do português brasileiro pode-se afirmar que:
É formado por palavras eruditas e semi-eruditas de fundo latino e por palavras inglesas e francesas;
Além da matriz latina, formado por evolução (herança) ou empréstimo (eruditas e semi-eruditas), há contribuições do tupi e das línguas africanas, além de contribuições por empréstimos de línguas estrangeiras;
É formado por palavras eruditas e semi-eruditas de fundo latino e estrangeirismos diversos agregados pro empréstimos e metaplasmos;
É basicamente formado por palavras de origem latina, evoluídas do galego-português, sem mais contribuições significativas;
É resultado da castelhanização ocorrida no século XVI e da enorme influência francesa no século XVIII;
O português que falamos hoje no Brasil é resultado de um processo que teve início com a chegada dos colonos lusitanos ao nosso país e da modificação desse idioma em contato com os diferentes povos que por aqui passaram. Essas interferências externas sofridas pela língua portuguesa deixaram marcas no idioma que, ao longo do tempo, foram se solidificando e tornaram-se norma linguística. As marcas estão presentes:
No léxico e na expressão oral.
Na expressãooral e na sintaxe.
Na morfologia e na sintaxe.
No léxico, na sintaxe, na morfologia e na expressão oral.
Apenas na sintaxe.
Leia:
"A expressão dialeto brasileiro serve para indicar de modo geral a variante portuguesa falada no Brasil." (ELIA, 1961)
"A nossa gramática não pode ser inteiramente a mesma dos portugueses. As diferenças regionais reclamam estilo e método diversos." (ELIA, 1961)
Por essas duas afirmações, pode-se concluir que:
A língua que é falada no Brasil é o brasileiro e não português.
O português do Brasil é uma variedade da língua portuguesa.
Português brasileiro e português de Portugal são línguas diferentes.
O português do Brasil é uma língua diferente da língua portuguesa.
O português do Brasil é igual ao português falado pelos portugueses
Sobre o português do Brasil, é correto afirmar:
Tem tendência fortemente conservadora
Mantém-se de forma igualitária nas transformações linguísticas em relação a Portugal
Tem as tendências conservadora e inovadora
Não se enquadra em nenhum das situações descritas acima
Tem tendência fortemente inovadora
Assinale a alternativa correta:
"s" e "z" implosivos tornaram-se sibilantes em absolutamente todo o Brasil
"s" e "z" implosivos tornaram-se chiantes em absolutamente todo o Brasil
"s" e "z" implosivos tornaram-se chiantes em áreas litorâneas, sobretudo no Rio de Janeiro
"s" e "z" implosivos tornaram-se sibilantes em áreas litorâneas, sobretudo no Rio de Janeiro
"s" e "z" implosivos se realizam no Brasil com a mesma pronúncia de Portugal
Está corretamente ligado ao fenômeno conhecido por relusitanização um dos fatos abaixo. Assinale-o:
Presença de 15.000 portugueses da Corte no Rio de Janeiro.
Abolição dos Escravos;
Retirada da Família Real Portuguesa;
Influência da cultura francesa;
Chegada de muitos imigrantes europeus;
A literatura que se destaca nos países africanos de língua portuguesa tem em Mia Couto um dos seus expoentes. Sobre ele, pode-se afirmar que:
sua obra é, na verdade, ainda incipiente para ser considerada e analisada;
a sua linguagem é mais próxima do português europeu do que do português brasileiro;
é um escritor cuja obra é escrita em português arcaico;
sua linguagem caracteriza-se pela reinvenção de palavras através de junções vocabulares inusitadas;
seus livros não vendem em Portugal;
Quais os países que têm como idioma oficial a língua portuguesa?
Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste
Brasil, Portugal, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste.
Brasil, Portugal, Angola, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste.
Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste.
Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e Timor Leste.
Marque a opção correta em relação ao Português no Mundo;
O português é a língua falada em três continentes;
O português só é língua oficial no Brasil e em Portugal;
O português de Portugal foi o que deu origem ao português adotado hoje em países da África e da Ásia;
O português que é adotado na África é tão diferente do português do Brasil que é impossível entender um falante de Angola, por exemplo;
O português é a oitava língua mais falada no mundo;
Em quais continentes a língua portuguesa foi implantada?
Europa, Ásia e América do Sul
Europa, Ásia, África e América do Sul
Europa, Ásia, Oceania e América do Sul
Europa, Ásia, África, Oceania e América do Sul
América do Norte, Europa e América do Sul
Assinale a opção que melhor explica a existência da língua portuguesa, que é neolatina, como idioma oficial em países da África e da Ásia, ou seja, fora da România;
Os portugueses, com As Grandes Navegações, chegaram àquelas partes do mundo e lá deixaram sua língua para os povos colonizados;
O Império Romano teve possessões na Ásia e na África e lá deixou o latim que se transformou com o tempo em português;
Os portugueses, espalharam-se pelo mundo atrás de oportunidades comerciais e desse contato com os povos africanos e asiáticos, surgiu o português que se fala na Ásia e na África;
Os escravos negros, após o fim da escravidão, voltaram para suas terras e levaram junto o português aprendido no Brasil;
Os jesuítas, que estiveram em todas as partes do mundo, ensinavam a sua língua, o português, aos catequizados.
Como se expandiu a língua portuguesa pelo mundo?
Através das grandes navegações
Pelo descobrimento do Brasil
Pelas conquistas romanas
Com a revolução industrial
Como consequência da primeira guerra mundial
Marque a alternativa incorreta sobre o português do Brasil:
É comum o emprego da dupla negação ("Não sei não").
Simplificou o código de tratamento em você e senhor (senhora).
Assemelha-se no uso oral do português europeu.
Emprego de estar+gerúndio ("Estou escrevendo um livro").
Uso do pronome oblíquo átono em início de frase ou oração.
Sobre o português da África, só NÃO se pode afirmar que:
Possui o status de língua oficial em alguns países;
Segue a norma europeia, mas se distancia dela no uso oral;
Aproxima-se mais por certas particularidades do português brasileiro;
É um exemplo típico de crioulo;
Trata-se do português falado e escrito por parte dos habitantes dos novos estados africanos independentes;
Sobre o Português que se fala nos países africanos que foram colônias de Portugal, pode-se afirmar que:
é a língua oficial, mas há outros dialetos, que o influenciam, largamente utilizados pelos povos desses países;
é a língua oficial, mas só é utilizada em ocasiões diplomáticas porque é desconhecida pelo povo;
é um crioulo já que é resultado da mistura do português de Portugal com os dialetos locais;
não é língua oficial porque após a independência esses países adotaram os seus dialetos originais como língua;
não é a língua oficial, mas boa parte da população a utiliza;