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CENTRO UNIVERSITÁRIO INTERNACIONAL UNINTER Katiana Daiara Piva, RU 1229266 PORTFÓLIO - LICENCIATURAS MÓDULO A – FASE II Dois Vizinhos 2018 A ESCOLA E OS TIPOS DE INCLUSÃO RESUMO O presente artigo tem por finalidade refletir sobre a inclusão e a capacidade de aceitação das diversidades dos indivíduos na escola, garantindo acesso igualitário a todos. Através deste artigo, busca-se compreender os desafios de uma educação inclusiva, e as ações que devem ser tomadas para torna-la justa. Foram abordadas algumas discussões teóricas sobre a função da escola e o papel do professor frente à inclusão. O estudo também se aprofundou em conhecer a realidade de um aluno com deficiência intelectual, tendo o auxilio de sua professora de sala de recursos, dessa forma se aprofundando em sua realidade, e tendendo se realmente ocorre uma inclusão efetiva. Palavras-chave: Educação inclusiva; Educação especial; Inclusão social e Inclusão escolar. 1INTRODUÇÃO Para a construção de uma verdadeira sociedade inclusiva é importante, também, que se tenha preocupação e cuidado com a linguagem que se utiliza. Afinal, através da linguagem é possível expressar, voluntariamente ou involuntariamente, aceitação, respeito ou preconceito e discriminação em relação às pessoas ou grupos de pessoas, conforme suas características. Na mesma escola, nas mesmas salas de aulas e com os mesmos professores convivem os mais diversos perfis de alunos. A base é a que toda criança tem o direito de acesso à melhor educação existente naquele bairro, naquela cidade. Trata-se da equiparação das oportunidades entre aqueles que sempre foram excluídos e aqueles que se incluem naturalmente no sistema educacional comum. Acompanhando de perto a realidade de um aluno com deficiência intelectual, e tendo como base o que sua professora de sala de recursos informou é possível perceber um grande desafio, fazer com que a Inclusão ocorra, sem distinção. Este artigo tem como principal objetivo ressaltar os direitos de uma educação inclusiva justa nas escolas de ensino regular, apontando as dificuldades para conseguir uma educação igualitária de qualidade, e os direitos que um aluno especial possue em relação ao sistema educacional inclusivo brasileiro. 2 DESENVOLVIMENTO . São muitos os questionamentos quando o assunto é inclusão, pois apesar de ser falado com certa frequência sobre esse tema, ele ainda é um tabu em muitas escolas de ensino regular. A possibilidade de se ensinar a turma toda, sem discriminação em relação às necessidades especiais de determinados alunos requer uma reestruturação do projeto pedagógico-escolar como um todo e as reformulações que esse novo projeto exige da prática de ensino, para que esta se ajuste a novos parâmetros de ação educativa. Ao questionar a professora de sala de recursos qual a maior dificuldade em relação a inclusão de um aluno especial, o que ela mais destacou foi o fato de não ter todo apoio material, com opções didáticas diversificadas, e também o fato de muitas vezes a família não amparar e reforçar o aprendizado do aluno em casa, pois o mesmo requer uma atenção maior para absorver as informações, nesse caso ela se refere ao aluno com deficiência intelectual. Na educação inclusiva, a escola deve se preparar para enfrentar o desafio de oferecer uma educação com qualidade para todos os seus alunos. Considerando que, cada aluno em uma escola, apresenta características próprias e um conjunto de valores e informações que os tornam únicos e especiais, constituindo uma diversidade de interesses e ritmos de aprendizagem, o desafio da escola hoje é trabalhar com essa diversidade na tentativa de construir um novo conceito do processo ensino e aprendizagem, eliminando definitivamente o seu caráter segregacionista, de modo que sejam incluídos neste processo todos que dele, por direito, são sujeitos. Para garantir que a inclusão seja feita nas escolas, o Ministério Público fiscaliza, geralmente com base em denúncias, para garantir o cumprimento da lei. O Ministério da Educação, por meio da Secretaria de Educação Especial, atualmente não tem como preocupação punir, mas levar as escolas a entender o seu papel e a lei e a agir para colocar tudo isso em prática. Na interpretação de Mantoan (2004), a Inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais é um movimento que tem sido muito polemizado por diferentes segmentos, mas essa inserção nada mais é do que garantir o direito constitucional que todos independentes de suas necessidades, têm a uma educação de qualidade, e que a Inclusão vai depender da capacidade de lidarmos com a diversidade e as diferenças. É muito importante pensar em estratégias diversificadas de ensino, especialmente elaboradas para os alunos com necessidades especiais, viabilizando uma diversificação de atividades e adaptações curriculares. 3 CONSIDERAÇÕES FINAIS Não temos dúvidas de que todos os indivíduos têm direito a uma educação de qualidade. No entanto, a dúvida que mais preocupa é como construir essa escola inclusiva, de qualidade para todos. Sabemos que a educação é o alicerce para o desenvolvimento de qualquer cidadão, e que incluir o aluno com necessidades educacionais especiais, é também, uma forma de respeitá-lo e garantir a possibilidade de seu crescimento. No entanto, percebemos que as dificuldades existem, não são poucas e ficam bem claras quando se pára para observar de forma mais crítica. Afinal, colocar o aluno em sala regular e não atender o que realmente ele necessita, não é inclusão. Não existe homogeneidade na escola. Aceitar e valorizar as diferenças e a diversidade é o primeiro passo para se fazer parte de um processo verdadeiramente inclusivo, e para a criação de uma escola de qualidade para todos; sem este item importante, todo o trabalho poderá ser perdido nas posturas rígidas e inflexíveis de professores ou instituições. Existem muitos preconceitos em relação aos alunos com necessidades especiais, são considerados sem capacidade para aprender, alunos que exigem extremo cuidado, meios muito sofisticados e profissionais especializados, quando na realidade, eles precisam de professores que acreditem neles e lhes deem a oportunidade de demonstrar que podem aprender que podem conviver com crianças de sua idade. Os alunos com necessidades especiais não serão os únicos beneficiados com a inclusão no ensino regular, os alunos ditos “normais” também serão direta ou indiretamente beneficiados, pois a convivência com as diferenças uns dos outros irá gerar seres humanos mais evoluídos e preparados para a vida, pois a integração é muito importante para o desenvolvimento humano, e dessa forma, os alunos do ensino regular poderão adquirir novos valores, e mais respeito às diferenças, valorizando as mesmas. As dificuldades ainda são muitas, e muitas delas não se referem exclusivamente aos alunos com necessidades especiais, mas são problemas existentes já há muito tempo na estrutura educacional do país como um todo. Nesse sentido, a inclusão desse aluno em classes comuns gera novas circunstâncias e desafios, que tendem a somar-se com as dificuldades já existentes do sistema atual, e, por conseguinte, reafirma a ideia de que a inclusão exige profundas mudanças a fim de melhorar a qualidadeda educação, seja para educandos com ou sem necessidades educacionais especiais. A inclusão é muito bonita na teoria, mas infelizmente é algo que ainda não faz parte da realidade da maioria das escolas brasileiras, visando isso, muitas mudanças precisarão acontecer em nosso sistema educacional, como por exemplo a capacitação dos profissionais da educação, adquirir recursos e materiais necessários, obter apoio das autoridades responsáveis pelo nosso sistema educacional, entre tantas outras coisas. Na escola inclusiva professores e alunos aprendem uma lição que a vida dificilmente ensina: respeitar as diferenças. Esse é o primeiro passo para construir uma sociedade mais justa. REFERÊNCIAS AVANCINI, Maria Marta. Entrevista com Maria Teresa Mantoan: Pedagogia da diferença. Revista Educação. São Paulo. Edição 216. Abril/2015. Disponível em: http://revistaeducacao.com.br/textos/216/pedagogia-da-diferencamaria-teresa-egler-mantoan-uma-das-maiores-especialistas-342444-1.asp. Acessado em: 20/05/2018 MEC/SECADI . Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=16690-politica-nacional-de-educacao-especial-na-perspectiva-da-educacao-inclusiva-05122014&Itemid=30192. Acessado em: 09/05/2018. DECLARAÇÃO DE SALAMANCA Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais. Espanha, 1994. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf. Acesso em: 20/05/2018 JANNUZZI, Gilberta. A educação do deficiente no Brasil: dos primórdios ao início do século XXI. Campinas, SP: Autores Associados, 2004. BRASIL, Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial. Saberes e práticas da inclusão: recomendações para a construção de escolas inclusivas. 2 ed. Coordenação geral.