relatório osazonas
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relatório osazonas


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Resultados e discursões 
As osazonas são compostas de cor amarela, insolúveis em água e facilmente cristalizáveis, formando cristais diferentes para cada tipo de açúcar. As osazonas são muito importantes para a identificação do seu respectivo açúcar, uma vez que possuem formas cristalinas, rotações específicas e tempos de formação muito característicos
O tratamento do carboidrato com a fenilhidrazina dá uma hidrazona do respectivo açúcar. A reação, porém, não para neste estágio. Ocorre uma segunda reação com a fenilhidrazina, na qual o produto final é uma fenilhidrazona dupla, também denotado de osazona,
Fonte: google 
Figura 1.: Reação da glicose com fenilidrazina para a formação de uma osazona.
No primeiro experimento realizado, foi utilizado diferentes tipos de carboidratos, para observar a formação de cristais de osazonas, e os intervalos de tempos obtidos, encontrando os seguintes resultados: 
Tabela 1: Intervalos de tempo para formação dos cristais de osazonas em diferentes carboidratos 
	Açucar (0,1M)
	Tempo de formação de cristais 
	Frutose
	15 mim
	Glicose 
	23 mim
	Sacarose
	25 mim
	Lactose
	30 mim
	
	
Fonte: Próprio autor.
A figura 2 mostra as estruturas dos carboidratos utilizados no experimento
Fonte: google 
A partir da observação do tempo de formação de cristais da glicose e a frutose podemos observar que os tempos são próximos . Isso pode ser
justificado pelo fato de ambos apresentarem a estrutura igual a partir carbono 3, diferenciando apenas no fato de a glicose ser uma aldose e a frutose ser uma cetose.
Já na sacarose, tem-se a desidratação da mesma desprendendo a frutose e a glicose, sendo que estes monossacarídeos reagem com a fenilhidrazina formando as osazonas respectivas, que apresentam estruturas cristalinas. 
A lactose apresenta o mesmo princípio que a sacarose e a maltose, pois desidrata formando a galactose e a glicose, consequentemente as osazonas apresentam uma estrutura característica dos dois monossacarídeos, isto é, uma estrutura cristalina .
Na segunda parte do experimento, foi utilizado diferentes concentrações de glicose para observar a velocidade de reação(formação de osazona) quando aquecido, obtendo os seguintes resultados: 
Tabela 2: Intervalos de tempo para formação dos cristais de osazonas em diferentes concentrações de glicose. 
	Solução ( 0,1M) de Glicose 
	Tempo de formação de cristais
	0,5 ml e 4,5 ml de agua
	30 mim 
	1,5 ml e 3,5 ml de agua
	24 mim
	2,5 ml e 2,5 ml de agua
	21 mim
	3,5 ml e 1,5 ml de agua
	19 mim
	5,5 ml e 0,0 ml de agua
	17 mim
Fonte: Próprio autor.
Figura 3: cristais de osazonas formadas em diferentes concentrações de glicose.
Com os dados da tabela 2, podemos analisar que a glicose mais concentrada tem uma formação de cristais mais rápido do que a menos concentrada. A prática realizada limita as observações sobre o formato dos tipos de osazonas, para analisar as diferenças das mesmas em relação aos tipos de carboidratos.
Referencias
Volhardt, K.P.C., Schore, N.E., Química Orgânica: estrutura e função; 4 ed; Editora: Bookman, Porto Alegre, 2004; p. 920
Nelson, D.L.; Cox, M.M. Lehninger Princípios de Bioquímica \u2013 Terceira
Edição, agosto de 2002
http://bioquimica.ufcspa.edu.br/pg2/pgs/nutricao/quimicanut/glicidios.pdf