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Reflexologia 
Integral 
Aplicada 
por
SANDRO PEDROL
 
“São nossos pés que nos sustentam...
Assim como arvores tem raízes, as nossas são nossos pés,
São estes que nos levam onde queremos chegar
Pois uma longa jornada sempre se começa com um primeiro passo.
Quanto tempo durará, nossa maior incógnita...” 
“Os melhores vinhos são os feitos com os pés...de incomparável sabor!” 
Sandro Pedrol 
2
Índice
 Legislação Brasileira 
 História
1 . Reflexologia Científica 
2 . Origens da Reflexologia
3 . Zonas de Reflexoterapia 
 3.1 – OS PÉS
 3.2 – AS ORELHAS
 3.3 – AS MÃOS 
 3.4 – A IRIS
 Familiarizando-se
4 . O princípio da zonoterapia
 Os primeiros toques
5 . Introdução à Reflexoterapia 
 5.1 - QUANTO TEMPO ESTIMULAR OS PONTOS
 5.2 - TRATANDO O CORPO EM DESEQUILÍBRIO
 Relaxamento
 5.3 – MANOBRAS DE RELAXAMENTO (CD-DVD)
 
 6 . Tocando alguns distúrbios 
 6.1 – CONTRA INDICAÇÕES DA REFLEXOTERAPIA
6.2 – EXPERIMENTANDO OS PRIMEIROS TOQUES
6.3 – EXERCÍCIOS 
 7 . Relatando os resultados
 8 . Anatomia dos pés
 
3
LEGISLAÇÃO
BRASILEIRA
4
O Paradigma Holístico: Holístico, por sua vez, vindo do 
grego holos, que significa totalidade, tendência atual de 
abordagem em diversas áreas do saber, onde a visão de totalidade, de 
síntese e de interconexão entre todos os itens se sobrepõe à análise e 
"dissecação" das "partes". Exemplos: Terapia Holística*, Empresariado 
Holístico (meio ambiente, qualidade de vida do empregador e do 
funcionário, lucro, tudo é tido como interdependente e igualmente 
importante), Educação Holística (as matérias são estudadas 
interconectadas entre si). 
A profissão de Terapeuta Holístico é LÍCITA, ou seja, inexiste Lei que 
a preveja, limite ou impeça o seu LIVRE exercício.
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à 
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
... XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, 
atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer;
Entretanto, ela não é REGULAMENTADA, ou seja, não existe Lei ou 
Decreto Federal específicos sobre o tema. A ausência de 
Regulamentação pelo governo para muitas profissões tem sido 
altamente benéficas, para outras, nem tanto, pois a colocam como alvo 
de polêmicas e perseguições. A correta interpretação da Constituição 
Federal garante que a ausência de regulamentação por Lei Federal 
torna LIVRE o exercício profissional. A CBO - Classificação Brasileira 
de Ocupações registra mais de 36.000 profissões e destas, cerca de 30 
possuem Lei regulamentando e órgão fiscalizador próprio. Ou seja, via 
de regra, a esmagadora maioria das profissões brasileiras são 
desregulamentadas, cabendo à "lei de mercado" a seleção dos 
trabalhadores, daí a grande importância da Auto-Regulamentação, das 
Normas Técnicas Voluntárias, Certificados de Conformidade e do CRT 
- Carteira de Terapeuta Holístico Credenciado, cuja adesão espontânea 
por parte do profissional, possibilita ao público interessado selecioná-
los como seus escolhidos.
5
CBO - Classificação Brasileira de Ocupações
3221: Acupunturistas, podólogos, quiropraxistas e afins.
Descrição sumária
Realizam prognósticos energéticos por meio de métodos da medicina 
tradicional chinesa para harmonização energética, fisiológica e psico-
orgânica; aplicam estímulos físico-químicos e técnicas corporais para 
tratamento de moléstias psico-neuro-funcionais e energéticas 
(acupunturista). Prognosticam e tratam as patologias superficiais dos 
pés e deformidades podais utilizando-se de instrumental pérfuro-
cortante, medicamentos de uso tópico, órteses e próteses (podólogo). 
Realizam ações prognosticas e terapêuticas, com o emprego das 
mãos, pelo uso da palpação, dinâmica e estática, bem como ajustes, 
com objetivo de normalizar o sistema neuro-músculo-esquelético, 
reconduzindo ao equilíbrio homeostático (quiropraxista).
Câmara dos Deputados - Projeto de Lei
Dispõe sobre a regulamentação da profissão de Terapeuta Holístico e 
dá outras providências.
O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º. Terapia Holística é uma proposta de natureza 
predominantemente preventiva e não invasiva, onde o que se busca é 
o equilíbrio corpóreo/psíquico/social por meio de estímulos os mais 
naturais possíveis para que sejam despertos os próprios recursos do 
cliente, almejando a auto-harmonização pela ampliação da 
consciência.
Parágrafo Único: O Terapeuta Holístico atua como um catalisador da 
tendência ao auto-equilíbrio, facilitando-a por meio de diversas 
técnicas, podendo, inclusive, fazer uso de instrumentos e 
equipamentos não agressivos, além de produtos cuja comercialização 
seja livre, bem como orientar seus clientes através do aconselhamento 
profissional.
6
Art. 2º. O exercício profissional como Terapeuta Holístico somente será 
permitido aos indivíduos e instituições registrados e em dia com as 
suas obrigações nos Conselhos Regionais de Terapia e portadores de 
certificados ou diplomas da área, reconhecidos pelos órgãos 
competentes do Ministério da Educação, ou no caso da inexistência 
destes, na Unidade da Federação do requerente, reconhecidos pelo 
órgão federal de fiscalização da classe.
Parágrafo Único: Os cargos de Terapeuta Holístico no serviço público 
e na economia privada, quer como profissional liberal, quer como 
assalariado, só poderão ser exercidos por profissionais legalmente 
habilitados nos parâmetros desta lei e em dia com suas obrigações 
perante o órgão regional de fiscalização da classe.
Art. 3º. A fiscalização do exercício da profissão de Terapeuta Holístico 
compete ao Conselho Federal de Terapia e aos Conselhos Regionais 
de Terapia, os quais ficam criados pela presente lei.
Parágrafo Único: Os membros do Conselho Federal de Terapia - 
autarquia criada por esta lei, que exercerão, a partir da promulgação da 
mesma, o primeiro mandato de 03 anos, serão os da diretoria 
atualmente eleita para o exercício destas funções no já existente 
Conselho Federal de Terapia (registrado no CGC sob nº. 
01.080.937/0001-87)
Art. 4º. Ao Conselho Federal compete, especialmente:
I. Elaborar o seu regimento interno;
II. Criar os Conselhos Regionais;
III. Fixar as contribuições, emolumentos, multas aplicáveis e forma de 
sanções, tanto pelo Conselho Federal, quanto pelos Conselhos 
Regionais.
[...]
Art. 6º. A inscrição como Terapeuta Holístico será feita no Conselho 
Regional de Terapia (CRT) mais próximo de sua área de atuação ou 
diretamente ao Conselho Federal de Terapia.
7
CÓDIGO DE ÉTICA AOS TERAPEUTAS
1 - É VEDADO AO TERAPEUTA INTERVIR EM OUTROS 
TRATAMENTOS
Caso a pessoa atendida já esteja sob tratamento de saúde com outros 
profissionais, este não deve ser interrompido, pois a Terapia Holística é 
sem contra-indicações e casa bem com qualquer outra forma de 
tratamento. Caso a pessoa atendida esteja tomando algum 
medicamento, a decisão de suspender ou continuar a usá-lo compete 
exclusivamente ao próprio médico que o receitou e não ao Terapeuta 
Holístico. Este, simplesmente, poderá recomendar o acréscimo de 
algum produto natural como complementação ao seu trabalho.
2 - INADEQUAÇÕES DO TERMO "PACIENTE" NA TERAPIA 
HOLÍSTICA
Do ponto de vista técnico "paciente" designa pessoa que se submete a 
uma cirurgia ou está hospitalizada. Na Terapia Holística, o 
recomendável é "cliente", pois por definição, traduz-se no individuo 
que confie seus interesses habitualmente a uma mesma pessoa.
3 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "DOUTOR", "DOENTE", 
"DIAGNÓSTICO", "RECEITA" E "CURA" NA TERAPIA HOLÍSTICA
A profissão que os Terapeutas Holísticos abraçaram requero dobro de 
cuidados das demais, inclusive no referente ao modo de se expressar, 
tanto verbalmente, quanto por escrito.
Se um bacharel em Direito ou um médico, sem nunca terem feito 
doutorado, são chamados de "doutor", ninguém se sente lesado. Se 
um Terapeuta Holístico aceitar ser tratado como "doutor", em pouco 
tempo é acusado de falsidade ideológica... 
Assim sendo, um Terapeuta Holístico jamais "receita", mas sim, 
"recomenda"; ele nunca "diagnostica", ele "avalia", "analisa"; jamais 
"doenças", mas sim, "disfunções", "desequilíbrios energéticos", 
"predisposições". 
Da mesma forma, jamais usa "medicamentos" (que pressupõe, pela 
própria gênese da palavra, a existência de um "médico"), recomenda, 
isto sim, "remédios", "essências", "extratos".
8
IMPORTANTE: jamais o Terapeuta deve alegar ter recomendado 
algum produto para tratar alguma "doença" (doença é monopólio 
médico), deve, isto sim, afirmar que o "recomendou" para "harmonizar, 
equilibrar, etc." os "desequilíbrios energéticos, as disfunções, etc.".
4 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "MASSAGEM" E 
"MASSAGISTA" NA TERAPIA HOLÍSTICA
Se o profissional faz uso de técnicas corporais, jamais deverá chamar 
este trabalho de "massagem", não só pelo sentido pejorativo que a 
confusão com prostituição trouxe à palavra, como, também, pelo fato 
de que estaria sendo enquadrado dentro de alguns requisitos 
impossíveis de serem cumpridos, pois estaria sujeito às seguintes 
diretrizes, dentre outras:
DECRETO-LEI 4.113 DE 14/02/1942
Regula a Propaganda de Médico, Cirurgiões Dentistas, Parteiras, 
Massagistas, Enfermeiros, de Casas de Saúde e de Estabelecimentos 
Congêneres, e a de Preparados Farmacêuticos
Das Parteiras, dos Massagistas e Enfermeiros (artigos 2 e 3)
ART.2 — é proibido às parteiras, aos massagistas e aos enfermeiros 
fazer referências a tratamentos de doenças ou de estado mórbido de 
qualquer espécie.
ART.3 — As parteiras, os massagistas e os enfermeiros estão 
obrigados a mencionar em seus anúncios o nome, título profissional e 
local onde são encontrados.
LEI 3.968 DE 05/10/1961
Dispõe sobre o Exercício da Profissão de Massagista, e dá outras 
Providências.
ART.1 — O exercício da profissão de Massagista só é permitido a 
quem possua certificado de habilitação expedido e registrado pelo 
Serviço Nacional de Fiscalização da Medicina após aprovação, em 
exame, perante o mesmo órgão.
ART.2 — O massagista devidamente habilitado, poderá manter 
gabinete em seu próprio nome, obedecidas as seguintes normas:
1 — a aplicação da massagem dependerá de 
prescrição médica, registrada a receita em 
livro competente e arquivada no gabinete;
9
2 — somente em casos de urgência, em que não seja encontrado o 
médico para a prescrição de que trata o item anterior, poderá ser esta 
dispensada;
3 — será, somente, permitida a aplicação de massagem manual sendo 
vedado o uso de aparelhagem mecânica ou fisioterápica;
4 — a propaganda dependerá de prévia aprovação da autoridade 
sanitária fiscalizadora.
Como podem perceber, será muito melhor nomear seus trabalhos 
como "Terapia Corporal", evitando, assim, se enquadrarem nas 
leis acima citadas, as quais só podem ter sido criadas para coibir a 
prática da Massagem. Ultimamente, a expressão "massoterapia" 
igualmente passou a ser sinônimo de prostituição, além de que, no 
Paraná, os órgãos públicos identificam como sinônimo de 
"massagem" e passaram a exigir daqueles que alegam trabalhar 
com esta técnica, o cumprimento das legislações impraticáveis 
(DECRETO-LEI 4.113 DE 14/02/1942 e LEI 3.968 DE 05/10/1961). 
Portanto, a melhor solução é o termo "Terapia Corporal". 
5 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "MEDICINA" E "MÉDICO" NA 
TERAPIA HOLÍSTICA
Outro tema importante a abordar é o perigo de usar expressões 
definidas por lei. Por exemplo: as palavras "medicina" e "médico". 
Muitos Terapeutas Holísticos, formados em outros países, de forma 
ingênua, fazem uso das mesmas expressões utilizadas em outras 
línguas, tais como "médico naturista", "medicina tradicional chinesa", 
ignorando serem estas expressões definidas e limitadas por Lei 
Federal, podendo ser acusados de exercício ilegal de medicina.
6 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "NUTRIÇÃO" E 
"NUTRICIONISMO" NA TERAPIA HOLÍSTICA
Certa vez, inadvertidamente, fizeram uso na propaganda de uma 
conceituada profissional da área de trofoterapia ("trofo" = comida) 
naturalista, da expressão "formada em nutricionismo pela antidieta", 
referindo-se a um de seus inúmeros diplomas estrangeiros. No Brasil, 
porém, as palavras "nutricionismo" e "dieta", são termos definidos por 
Lei e privativos dos Nutricionistas, que a denunciaram à Delegacia do 
Consumidor, acusando-a de "exercício ilegal de profissão"...
10
7 - INADEQUAÇÃO DOS TERMOS "PSICOLOGIA" E "PSICÓLOGO" 
NA TERAPIA HOLÍSTICA
É importante a abordar é o perigo de usar expressões definidas por lei. 
Por exemplo: as palavras "psicologia" e "psicólogo". Muitos Terapeutas 
Holísticos, formados em outros países, de forma ingênua, fazem uso 
das mesmas expressões utilizadas em outras línguas, tais como 
"psicólogo oriental", "psicologia indiana", ignorando serem estas 
expressões definidas e limitadas por Lei Federal, podendo serem 
acusados de exercício ilegal de profissão, pois tais expressões são 
prerrogativas de quem estiver devidamente inscrito junto ao CRP 
(Conselho Regional de Psicologia).
8 - INCONVENIÊNCIAS DOS TERMOS "NATURISTA" E 
"NATURALISTA" NA TERAPIA HOLÍSTICA
Um enorme número de reportagens popularizou a expressão 
"naturismo" como sinônimo de "nudismo", o que torna o uso desta 
palavra, no mínimo, estranha, quando aplicada a um consultório. Além 
da consagração pela mídia como sendo sempre referente ao nudismo, 
o "naturismo" também é uma expressão definida em Projeto de Lei, de 
autoria de Fernando Gabeira, onde igualmente se consolida, desta vez 
de modo "oficial", a palavra como sinônimo de "nudismo". Holístico, 
por sua vez, vindo do grego holos, que significa 
totalidade, torna muito mais ampla a gama de 
possibilidades de atuação do profissional.
9 - INSCRIÇÃO COMO TERAPEUTA HOLÍSTICO AUTÔNOMO — 
ABERTURA DE FIRMA INDIVIDUAL — CRIAÇÃO DO CÓDIGO 
ESPECÍFICO EM SEU MUNICÍPIO
Todo profissional que estabelece consultório necessita, sim, de 
inscrição como autônomo e/ou empresa e/ou firma individual e 
consideramos que esta é essencial para a segurança dos próprios 
filiados. Quem trabalha sem registro, é "clandestino" e, como tal, fica à 
total mercê e sem defesa perante qualquer tipo de fiscalização, além de 
desperdiçar a oportunidade de ter mais um documento oficial que 
ateste seu tempo de exercício profissional, fator que conta muito se 
tiver que brigar judicialmente pelo seus direitos ao exercício da Terapia 
Holística.
11
Municípios de todo o Brasil, de forma majoritária, acatam a inscrição 
como Terapeuta Holístico autônomo, pois, afinal, são mais impostos 
entrando nos cofres públicos.
Algumas cidades ainda não possuem este código e é impossível 
obrigar uma Prefeitura a criar um código específico para Terapeuta 
Holístico, ficando a cargo do bom-senso. Neste caso, a melhor e mais 
rápida alternativa é a abertura de Firma Individual (código — 8516-2- 
Outras atividades relacionadas com a atenção à saúde), uma saída 
eficiente e barata.
Como as condições de abertura variam em cada cidade, será 
fundamental encontrar um Contador experiente em sua própria região. 
Ao preencher a Declaração de Firma Individual, tome cuidado para 
escolher um Nome Comercial que não pareça com nome de "farmácia" 
ou de "consultório médico". Usem, por exemplo, "FULANO DE TAL — 
Terapia Holística M.E." No campo Objeto/Atividade Econômica, 
preencham com o máximo de detalhes, por exemplo: "PRESTAÇÃO 
DE SERVIÇOS E ORIENTAÇÃO EM TERAPIA HOLÍSTICA,TAIS 
COMO: ACUPUNTURA, SHIATSU, MASSOTERAPIA E SIMILARES." 
Observação: as técnicas citadas sãomeramente ilustrativas; cada um 
pode adaptar esta lista com as técnicas que realmente use ou pretenda 
vir a usar. Se a empresa pretende crescer, talvez o ideal seja abrir uma 
Sociedade Civil Com Fins Lucrativos. Neste caso, é preciso ter pelo 
menos um sócio e registrarem o Contrato Social, tirar CGC junto à 
Receita Federal, o DIF — Documento de Identificação Fiscal junto à 
Secretaria de Fazenda e Planejamento. A Razão Social seria, por 
exemplo, "Centro de Atendimento de Terapia Holística FULANO DE 
TAL S/C Ltda.", Tipo de Contribuinte: Sociedade Por Quota de Resp. 
Limitada, poderia ter, também, Nome Fantasia; Código de Atividade 
Econômica — ISS: o nº varia para cada região. O Alvará de 
Funcionamento deverá ser obtido junto à Divisão Regional de 
Licenciamento / Serviço de Licenciamento de Atividades Econômicas. 
Não se preocupe: para um Contador experiente isto será fácil.
MUITA ATENÇÃO: é questionável se o Terapeuta Holístico precisa de 
alvará da Vigilância Sanitária para trabalhar, entretanto, a Vigilância 
Sanitária em todo o país é extremamente rigorosa. Portanto, se 
estiverem pretendendo atender como Terapeutas e vender os produtos 
que recomendam, não convém! A Vigilância Sanitária considera 
antiético este tipo de atitude e tudo fará para fechar o local. 
Por este mesmo motivo é que um médico não pode ser dono de 
12
farmácia: para não ser "tentado" a receitar cada vez mais 
medicamentos, já que teria lucro nas vendas dos mesmos... É claro 
que, algumas pessoas, fazem uso de artifícios, tipo o médico tem seu 
consultório montado num local e a esposa tem uma farmácia, montada 
em outro e ele recomenda aos seus pacientes que comprem lá. 
Convenhamos, é um assunto muito polêmico, razão pela qual não 
recomendamos a ninguém que monte seu consultório junto com seu 
ponto de venda de produtos naturalistas.
10 - JURISPRUDÊNCIA: ACUPUNTURA NÃO CARACTERIZA 
EXERCÍCIO ILEGAL DE MEDICINA
É de conhecimento público que, na metade última do ano de 1995, 
fazendo-se valer de uma simples resolução do CFM (Conselho Federal 
de Medicina) sobre a Acupuntura (a qual não poderia jamais pretender 
ingerir sobre outras categorias profissionais que não fosse a classe 
médica), alguns médicos se dirigiram aos meios de comunicação 
dizendo-se representantes do CFM, e, iniciaram uma campanha 
difamatória, tentaram prejudicar seriamente os Acupunturistas, 
induzindo a perseguições indevidas dos órgãos públicos tais como 
Centros de Vigilância Sanitária, Secretarias de Saúde e Prefeituras de 
alguns pontos do território nacional, as quais, foram levadas ao erro, 
pois trataram as simples entrevistas nos meios de comunicação como 
se fossem leis. Na verdade, um Conselho profissional pode 
criar regras tão somente para seus próprios membros, 
ou seja, o Conselho de Medicina poderia criar regras 
para os médicos exercerem acupuntura, mas não tem 
direito legal de criar regras para os fisioterapeutas, 
nutricionistas, biomédicos, terapeutas holísticos, 
nenhuma outra profissão que não a própria... Assim sendo, 
tentaram lesar o Acupunturista em seus direitos constitucionais, em 
especial o ARTIGO 05 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL que lhe garante 
livre exercício deste ofício. Os membros dignos da classe médica, ou 
seja, a sua grande maioria, estão de pleno acordo com a nossa posição 
e nos apóiam, pois sabem que é moralmente insustentável que apenas 
os médicos possam exercer a Acupuntura, já que tal matéria nem 
sequer é estudada nos cursos de medicina.
13
Esta temática já foi objeto de avaliação recente em vários colegiados, 
sendo unânime a conclusão de que PRATICAR ACUPUNTURA NÃO 
É ATO MÉDICO. Já houve tentativa anterior de monopolizar a técnica 
para a classe médica, isto em 1993, por parte, inclusive, de alguns 
indivíduos que novamente nos dias de hoje procuram o mesmo 
objetivo. Tal absurdo partiu de alguns membros da Secretaria de 
Vigilância Sanitária (Brasília) que emitiu um "Relatório Final e 
Recomendações/ Seminário Sobre O Exercício Da Acupuntura No 
Brasil", onde extrapolando as suas atribuições, procuravam, numa 
atitude corporativista, monopolizar a Acupuntura como exclusividade 
médica. TODOS OS CONSELHOS PROFISSIONAIS DA ÁREA DE 
SAÚDE ASSINARAM DOCUMENTO DIRIGIDO AO 
EXCELENTÍSSIMO SENHOR MINISTRO DA SAÚDE ONDE 
DISCORDAM DO RELATÓRIO E CONCLUEM SOBRE A 
ACUPUNTURA: "A MESMA NÃO É UMA PRÁTICA MÉDICA MAS, 
SIM, E TÃO SOMENTE UMA METODOLOGIA TERAPÊUTICA 
APLICÁVEL EM QUALQUER CAMPO DO SABER NA SAÚDE". E 
mais, afirmam OFICIALMENTE ser a Acupuntura: "Em se tratando de 
uma Metodologia Terapêutica Milenar montada em bases Filosóficas 
dispares de qualquer formação acadêmica, em qualquer área 
profissional do campo da Saúde no país"; "Estas bases Filosóficas que 
movimentaram os Métodos e as Técnicas de Acupuntura são distintos 
dos princípios de diagnóstico e metodologia terapêuticas que 
movimentam academicamente as práticas de Saúde do mundo 
ocidental"; " Para a Acupuntura não há exigência de pré-qualificação 
no campo da medicina tanto no Brasil como no exterior. A mesma 
não é uma prática médica mas, sim, e tão somente uma Metodologia 
Terapêutica aplicável em qualquer campo do Saber na Saúde". 
Acrescentam ainda, de forma muito justa e honesta: "O Seminário 
contou apenas com a participação restrita e não representativa das 
profissões de Saúde, haja visto não terem sido convidados outros 
profissionais e mesmo autodidatas, que sempre demonstraram grau 
de responsabilidade com a questão da Acupuntura em nosso 
país". Relembrando: assinam este documento os representante oficiais 
dos Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional, Conselho 
Federal de Nutricionistas, Conselho Federal de Biologia, Conselho 
Federal de Odontologia, Conselho Federal de Farmácia, Conselho 
Federal de Biomedicina, Conselho Federal de Psicologia, Conselho 
Federal de Enfermagem, Conselho Federal de Medicina Veterinária, 
14
Conselho Federal de Serviço Social, Conselho Federal de 
Fonoaudiologia e, até mesmo, o próprio Conselho Federal de Medicina. 
Documento de teor semelhante é a Recomendação 27/93 da Comissão 
Técnica de Atuação Profissional na Área de Saúde, do Ministério da 
Saúde, afirmando: "Que no documento conclusivo do Seminário de 
Acupuntura transparece, fortemente, a vontade da criação de reserva 
mercantil para o exercício de tal atividade desconsiderando o 
aprofundamento necessário das discussões científicas e acadêmicas 
que envolvem a matéria". Convém lembrar que só uma lei federal pode 
restringir as práticas da Acupuntura para nossos filiados ao e não há 
um único projeto de lei que seja que tentasse enquadrá-la como 
monopólio médico. Todos os existentes visavam incluí-la como uma 
técnica distinta da classe médica. Como exemplos, podemos citar o 
próprio projeto desenvolvido pelo SINTE, que propõe a regulamentação 
da profissão de Terapeuta Holístico, que foi apresentado pelo ilustre 
Deputado José de Abreu, além dos anteriores do então senador 
Valmir Campelo que propunha a profissão de Terapeuta em Medicina 
Natural (projeto de Lei do Senado número 306, de 1991), além do PLC 
67/95, e, o projeto mais explícito sobre Acupuntura, de autoria do então 
senador, e ex- PRESIDENTE DA REPÚBLICA, FERNANDO 
HENRIQUE CARDOSO, que dispõe sobre o exercício da profissão de 
Técnico em Acupuntura. Muito nos gratifica saber que o próprio 
Presidente da República concorda com nosso ponto de vista. 
Igualmente interessante é a jurisprudência sobre as técnicas 
naturalistas serem ou não atividades lícitas e se são ou não ato 
médico: TODOS os pareceres concluíram ser LIVRE o exercício 
profissional. Tanto isso é verdade que o CFM abriu mão de seu direito 
de se manifestar na ocasião em que o Sr. Dr. Waldir Paiva Mesquita, 
M. D. Presidente do Conselho Federal de Medicina, recebeu a 
Notificação do CFT — Conselho Federal de Terapia, remetida viaCartório do 2º Ofício de Brasília, onde interpelamos: "Pretende o CFM, 
de acordo com as suas resoluções, impedir o terapeuta "não-médico" 
de exercer a acupuntura?". Esta Notificação, somada a outras ações do 
CFT pôs fim a uma série de informações incorretas sobre o exercício 
da Acupuntura, conquistando o máximo de tranqüilidade para nossos 
filiados.
Curiosamente, após tanta polêmica, conforme noticiado no próprio 
Jornal do CFM (Ago/Set/96), acabou não sendo validada a 
"especialidade médica de acupuntura", pois, "... situações como a da 
15
Associação Médica Brasileira de Acupuntura, que foi reconhecida pelo 
CFM mas não integra a AMB, não podendo, portando, conceder título 
de especialista" (o grifo é nosso).
11 - MODELO DE AUTORIZAÇÃO DE ATENDIMENTO COM TH A 
CLIENTE MENOR DE 18 ANOS
A privacidade cliente / terapeuta holístico é justificável, outrossim, se as 
técnicas que utilizadas possibilitarem, melhor será a presença dos 
responsáveis durante o atendimento. Em ambos os casos, é correto 
obter a autorização assinada de pelo menos um dos pais ou 
responsável, a qual deve ser anexada junto à ficha do cliente. Para 
tanto, pode-se utilizar uma folha do BRT, com o seguinte texto:
Eu, Fulano(a) de Tal, pai, mãe ou responsável, autorizo o atendimento 
com Terapia Holística, com as técnicas XXXXXXXXXXXX, ao(à) menor 
Fulano(a) de Tal Júnior, com o(a) Terapeuta Holístico Sicrano de Tal — 
CRT XXXXX
Local, data e assinatura.
12 - MODELO DE BLOCO DE RECOMENDAÇÃO TERAPÊUTICA — 
BRT
Um fator importante para todo Terapeuta Holístico é distinguir 
claramente a sua profissão das demais atividades ligadas à saúde. 
Registramos inúmeros casos onde ocorreram acusações de "exercício 
ilegal de medicina" e de "estar de posse e fazer uso de Receituário 
Médico falsificado", pelo simples fato do Terapeuta Holístico fazer uso 
de um bloco com texto e modelos de impressão completamente 
desaconselháveis do ponto de vista legal. Abaixo, está o formato 
recomendado por nossa organização. O BRT serve também para estas 
circunstâncias: "Declaro, para os devidos fins, que a Sra. Fulana de Tal 
realiza comigo sessões de Terapia Holística, por tempo indeterminado, 
ao custo de R$ 50,00 cada". Lembrando que isto só é possível se o 
colega for registrado como autônomo na Prefeitura e que deve declarar 
isto em seu imposto de renda. Caso não queira usar seu BRT, pode 
fazer uso de um recibo vendido em papelarias chamado RPA. O BRT 
também pode ser utilizado para atestar presença: "Atesto para os 
devidos fins que Fulano de Tal esteve em consulta na data de XX de 
XX de 2000, das XXhs às XXhs" — atenção: inexiste lei que obrigue 
16
qualquer empresa a reembolsar, a abonar faltas ou atrasos de seus 
funcionários por estarem em atendimento com Terapia Holística, por 
isso, cuidado com possíveis usos indevidos de seus atestados de 
presença.
13 - MODELO DE FICHA DE CLIENTE — FC
Um fator importante para todo Terapeuta Holístico é distinguir 
claramente a sua profissão das demais atividades ligadas à saúde. 
Registramos inúmeros casos onde ocorreram acusações de "exercício 
ilegal de medicina" e de posse e uso de "Prontuário Médico falsificado", 
pelo simples fato do Terapeuta Holístico fazer uso de uma ficha com 
texto e modelos de impressão completamente desaconselháveis do 
ponto de vista legal. Muitos colegas subestimam as implicações que 
podem decorrer do uso de termos inadequados nas fichas de seus 
clientes, supondo serem estas invioláveis. Entretanto há registros de 
apreensão dos cadastros de clientes de profissionais, sob o pretexto de 
investigar-se suposto exercício ilegal de profissão, sendo as fichas 
submetidas à perícia de, é claro, médicos, os quais ao localizarem uma 
simples menção a um nome de doença, darão seus pareceres 
confirmando a existência do crime de exercício ilegal de medicina, pois 
tanto diagnóstico, quanto tratamento de doenças é monopólio médico 
segundo a legislação vigente. Como Terapeuta Holístico trabalha sobre 
um paradigma absolutamente distinto, realmente inexiste justificativa 
para constar este tipo de dados na FC, exceto se estiver explicitado o 
médico responsável pela informação, comprovando que em momento 
algum, o Terapeuta Holístico extrapolou as atribuições de sua 
profissão.
14 – SOBRE O USO DE TERMOS “CURA”
No Código Penal, se observamos os Artigo 284 (CURANDEIRISMO) — 
Exercer o curandeirismo: I — Prescrevendo, ministrando ou aplicando, 
habitualmente, qualquer substância; II — Usando gestos, palavras ou 
qualquer outro meio; III — Fazendo diagnóstico; e o Artigo 283 
(CHARLATANISMO) — Inculcar ou anunciar cura por meio secreto ou 
infalível. Ou seja, se uma pessoa má intencionada quiser prejudicar 
aqueles que INADVERTIDAMENTE, utilizem expressões como "cura" 
ou que utilize símbolos "secretos", bastará ir à delegacia de polícia 
mais próxima e registrar queixa.
17
15 - INADEQUAÇÃO QUANTO AO USO DE ROUPAS BRANCAS
Inexiste qualquer Lei que proíba o branco, ou que o torne exclusivo de 
uma só profissão: açougueiros, vendedores de picolé, pais e mães-de-
santo, etc. muita gente o usa.
Outrossim, o bom-senso nos leva a desaconselhar o seu uso, tendo em 
vista ser muito tênue a linha que separa o gosto pessoal pelo branco 
com a acusação de falsidade ideológica e de exercício ilegal de 
medicina. A recomendação expressa é higiene, bom gosto ao se vestir 
e abolir o branco, cor, aliás, que nem os médicos mais estão usando: 
suja muito.
16 - SIMPLIFICANDO A SELEÇÃO DOS PONTOS (T.T.C)
Dificilmente se encontrará mais que uns 5 pontos a serem equilibrados. 
Se possui conhecimentos maiores de anatomia, estará bem servido 
pelos mapas auriculares da escola francesa. Se a sua formação tender 
mais para a "anatomia energética", um bom procedimento é fazer a 
pesquisa nos órgãos equivalentes aos Cinco Movimentos Chineses: 
coração e intestino delgado (Fogo), baço-pâncreas e estômago (Terra), 
pulmão e intestino grosso (Metal), rim e bexiga (Água) e fígado e 
vesícula biliar (Madeira). Em minha prática, opto por esta segunda 
alternativa, acrescida de uma pesquisa de pontos na região 
correspondente à coluna e em outras relativas às queixas do cliente ou 
suspeitas devido aos sintomas apresentados.
17 - INTERFERÊNCIA DO TERAPEUTA HOLÍSTICO NA FILOSOFIA 
OU RELIGIÃO DO CLIENTE?
A interpretação do material psíquico aflorado como sendo um fato real 
ou meramente simbólico é de exclusivo direito do cliente, que o fará de 
acordo com sua filosofia e crenças religiosas, jamais devendo o TH 
impor seu ponto de vista pessoal. Quer seja interpretado como fato 
concreto, quer seja considerado uma fantasia do inconsciente, 
tecnicamente, o que importa é que a vivência proporciona "insight" sob 
a forma de lembranças ou de imagens simbólicas a serem decifradas 
em conjunto pelo cliente e TH, o que possibilita apreender na forma de 
síntese uma série de fatores até então não compreendidos, os quais, 
via aconselhamento, proporcionam ao cliente condições de elaborar a 
vivência em auto-conhecimento.
18
18 - UTILIZAÇÃO DE MEDIDORES DE PRESSÃO ARTERIAL
É uma prerrogativa exclusiva do Médico, pois a informação se a 
pressão está alta ou baixa é utilizada comumente para diagnósticos de 
doenças. Até mesmo farmacêuticos já foram processados por exercício 
ilegal de medicina pelo simples fato de terem medido a pressão de 
seus clientes. Quem atua em nossa área profissional deve ter o dobro 
de cuidados, daí a inconveniência de realizar medições de pressão no 
atendimento de consultório, pois este simples ato pode ser usado 
contra você.
19
História
20
1 – REFLEXOLOGIA CIENTÍFICA 
O termo Reflexologia vem do termo grego (logia) , isto é, estudo dos reflexos, 
ciência que estuda os efeitos reflexos no organismo humano.
As pesquisas científicas no início do século XX realizadas por Ivan PetrovitchPavlov (1849-1936) (figura 1) e seus companheiros na Rússia, foram 
importantíssimas para as descobertas da influência dos estímulos e respostas 
condicionadas nos organismos, assim ficando estabelecidas como todos os 
seres vivos se adaptam no mundo que os cercam, e no caso do ser humano 
como estabelece um sistema de sinais (linguagem simbólica), que indicavam 
que o ser humano age e reage segundo padrões aprendidos em seu meio de 
vivência, como também pelo seu próprio experenciar.
Segundo estas pesquisas, o comportamento são reações observáveis, que 
podem ser captadas também por instrumentos, como no caso de reações 
musculares, glandulares (i.e hormonais) e neurológicas, pois há regiões do 
cérebro específicas para determinadas funções, assim, muito embora a palavra 
REFLEXOLOGIA não seja sempre mencionada, ela está na base de muitas 
pesquisas científicas atuais, e até mesmo de exames simples e rotineiros pelos 
quais passamos. 
É óbvio que os cientistas russos não pensavam em “Reflexologia” nos termos 
que passaremos a explicar, mas há uma clara a relação entre a Reflexologia 
Russa e a Reflexoterapia proposta , pois ambas trabalham debaixo da regra 
Estímulo-Resposta (E-R) e seus efeitos, e ambas tem por objetivo tanto as 
reações no organismo provocadas pelos estímulos, bem como em estabelecer 
um “meio” de equilibrar todo o organismo e suas funções vitais.
“ Podemos analisar os fenômenos da adaptação em suas formas simples, apoiando-nos sobre os fatos 
objetivos... Que razão teríamos para mudar de procedimento quanto ao estudo das adaptações numa ordem 
mais elevada ?” I.P. PAVLOV
Figura 01
21
2 - ORIGENS DA REFLEXOLOGIA
As origens da Reflexologia remontam à antiguidade, quando as terapias de 
pressão eram reconhecidas como uma forma de “medicina” preventiva e 
terapêutica.
Embora não se saiba ao certo quando e como isso começou, as evidências 
indicam que a massagem terapêutica nos pés, tem sido praticada por diversas 
culturas ao longo da história.
De acordo com uma teoria que tem longa aceitação, a Reflexologia nasceu na 
China há 5.000 anos.
Vários reflexologistas respeitados manifestam sua crença nessa teoria, muito 
embora as evidências concretas sejam ambíguas. Entretanto, as culturas 
egípcias e babilônica desenvolveram-se antes da chinesa, e o Egito contribuiu 
com uma valiosa evidência histórica e arqueológica.
Um antigo documento que mostra a prática da Reflexoterapia foi encontrada 
em escavações no Egito, quando um pictograma produzido em torno de 2500 
A.C., foi descoberta numa tumba de Ankmahor, médico egípcio em Saqqaral.
Figura 02
22
Uma forma de Reflexoterapia, semelhante a atual Auriculoterapia foi praticada 
na Europa até o século XIV, pois após isto com uma “demonização” realizada 
contra terapias milenares dentro do “domínio cristão de Roma”, foram 
expulsas todas as pessoas com conhecimentos considerados “bárbaros”, 
ou então queimadas como praticantes de bruxaria, fizeram que sob o domínio 
da igreja, somente seus desígnios, fossem aceitos como “santos” e praticados 
dentro dos impérios “cristãos”. 
Assim no ocidente, perdeu-se muito tempo, em termos de avanço das terapias 
naturais, fato que só se alterou séculos mais tarde com os médicos Adamus e 
Atatis escrevendo um livro sobre terapias por zonas, sendo que em Leipezig o 
Dr. Ball escreveu outro livro sobre o mesmo assunto, ambos por volta de 
1600.
Em 1898, Sir Henry Head (Londres-Inglaterra) demonstrou a existência daquilo 
que se tornaria conhecido como “zonas de hiperalgesia”.
Na Alemanha por volta do início do ano 1900, foram desenvolvidas técnicas 
denominadas como "massagem reflexa" , ficando aí esclarecidas os benefícios 
destas, como reações as massagens.
Nos Estados Unidos da América o Dr. William Fitzgerald, conhecido como o 
fundador da chamada “Terapia por Zonas” (figura 06) também por volta do 
ano 1900, foi quem impulsionou o conhecimento e a arte da terapia reflexa no 
ser humano, sendo que ele descobriu que pressionando certos pontos em uma 
das 10 ZONAS em que ele dividiu o corpo humano, podia 
afetar outras partes do corpo.
 
23
 Mapa proposto pelo Dr. William Fitzgerald
 Figura 03
24
Infelizmente suas técnicas não foram bem aceitas pela comunidade médica de 
seu tempo, mas um médico chamado Dr. Joe S. Rilley e sua esposa, 
acreditaram em seu trabalho e usaram suas técnicas durante anos. Rilley 
aprimorou a técnica e fez os primeiros “mapas” e desenhos detalhados dos 
pontos reflexos nos pés.
Mas foi a assistente de Rilley que provavelmente fez a maior contribuição para 
o moderno tratamento de saúde através dos pés, sim, coube a uma mulher, 
Eunice D. Ingham (1879-1974) as maiores descobertas para a reflexoterapia 
podal. 
Eunice D. Ingham
Figura 04
Ela mapeou os pontos reflexos dos pés seguindo as 10 Zonas propostas pelo 
Dr. Fitzgerald, assim estabelecendo um mapa seguro para cada parte reflexa 
do corpo humano nos pés.
25
Com seu conhecimento e sensibilidade, os quais a ajudaram a desenvolver a 
Reflexoterapia, também pôde contribuir com dois maravilhosos livros; 
HISTÓRIAS QUE OS PÉS PODEM CONTAR (1938) E HISTÓRIAS QUE 
OS PÉS CONTARAM (1963), levando a um aprofundamento da 
REFLEXOTERAPIA PODAL muito além do tratamento de doenças.
No Brasil o seu desenvolvimento natural parece iniciar na década de 1980, 
quando passou a ser divulgada e praticada por pioneiros terapeutas.
3 – ZONAS DE REFLEXOTERAPIA
Fazem parte destes estudos as técnicas de Auriculo-reflexologia (reflexo das 
orelhas), Quiro Reflexologia (reflexo das mãos) e Reflexologia Podal (reflexo 
dos pés), pois são regiões com alta concentração de plexos nervosos (i.e. parte 
do Sistema Nervoso), correspondentes ao corpo humano, embora não 
possamos afirmar que o alcance desta forma de terapia se deva tão somente ás 
funções do sistema nervoso.
Seu desenvolvimento demonstrou que há áreas e zonas de reflexo nos pés, 
mãos e pavilhão auricular que tem ligação com órgãos, sistemas e estados 
emocionais. São nestes “canais de energia” que esta terapia visa seu alcance, 
pois quando corretamente estimulados, enviam “mensagens corretivas” que 
passam a equilibrar e restabelecer a saúde global da pessoa.
A afirmação mais coerente em relação à Reflexoterapia, é que ela é uma forma 
de tratamento para a pessoa, e não contra sua doença ou sintomas.
 
 
3.1 – Os pés
 Nos pés há uma representação fiel de todo o organismo (figura 02),
 havendo no mínimo uma zona de reflexo capaz de estimular e 
 equilibrar cada órgão, víscera ou glândula, bem como estados 
 emocionais desequilibrados. 
26
A Imagem Humana refletida nos Pés
Figura 05
 
3.2 – As orelhas
 
 No pavilhão auricular encontramos a semelhança de um feto invertido, 
 (figura 03) pesquisado pelo Dr. Paul Nogier (França 1957), onde 
 reavivou uma técnica usada pelos romanos desde 100 A.C . 
Figura 06
A Imagem de um Feto Invertido no Pavilhão Auricular
Pesquisado pelo Dr. Paul Nogier 
27
 
28
29
 3.3 – As mãos 
 Também é possível localizarmos zonas de reflexo nas mãos, embora 
 se necessite um pouco mais de “profundidade” nos toques terapêuticos 
 para tratarmos uma pessoa.
 
MAPA DE REFLEXOLOGIA DAS MÃOS
30
Figura 07
A Reflexoterapia traz diversos benefícios para a saúde e qualidade de vida da 
pessoa tratada, tanto aplicada isoladamente, bem como na potencialização de 
outros métodos convencionais ou ortodoxos de tratamento, pois é capaz de 
restabelecer a harmonia no funcionamento global do organismo, estimulando 
recursos que todo ser vivo traz dentro de si, que é a capacidade de auto-
regulação e auto-regeneração(homeoestase), trazendo com isto um 
equilíbrio geral da saúde.
31
3.4 – A íris 
IRIDOLOGIA
A Iridologia iniciou-se no século 19, com um jovem húngaro chamado, 
Ignats Von Peczley. Quando tinha 11 anos quebrou acidentalmente a 
perna de uma coruja. Ao olhar nos olhos do animal, observou uma 
listra negra surgindo na íris. Von Peczley enfaixou a perna e cuidou do 
pássaro até que ele se restabelecesse e restituiu-lhe a liberdade. Mas o 
animal permaneceu no jardim por vários anos e Von Peczley, pode 
observar o aparecimento de linhas brancas e tortuosas, onde 
primeiramente havia aparecido a listra negra. Esta listra tornou-se 
finalmente um pequenino ponto preto, cercado por linhas brancas e 
sombras.
Quando Ignatz von Peczley cresceu tornou-se um médico. Ele jamais 
esqueceu o incidente com a coruja. O trabalho em salas de cirurgia de 
hospital de sua universidade deu-lhe a oportunidade de observar as íris 
de seus pacientes após acidentes e precedendo cirurgias. Um estudo 
sobre as transformações nos olhos coincidindo com traumatismos, 
cirurgias ou doenças, convenceu von Peczley que havia um 
relacionamento reflexo entre os vários sinais na íris e o resto do corpo. 
Ele estudava certo que a íris reflete mudanças nos tecidos dos diversos 
órgãos e criou primeiro mapa da íris¹, baseado em suas descobertas.
Em um ponto similar na história o Rev. Niels Lijequist, um clérigo 
sueco, descobria a relação existente entre o uso contínuo de várias 
drogas e as descolorações da íris do olho. Extremamente doente 
quando jovem, Lijequist tomou maciças doses de quinina. Isto o levou a 
correlacionar o descoramento amarelo everdeado de seu olho e o uso 
da quinina.
A iridologia progrediu tremendamente desde o século 19, Numerosos 
terapeutas e cientistas tem estudado iridologia e revisto e ampliado o 
mapa da íris. Entre eles podemos destacar os trabalhos de Deck e 
Vida biólogos alemães que relacionaram iridologia e genética humana 
e também o trabalho de Bernard Jensen², nutricionista norte-
americano que introduziu a ciência da iridologia nos EUA e elaborou 
um dos mapas mais aceitos atualmente. 
32
 O que é Iridologia
Como uma forma de definição podemos dizer que é a ciência e a 
prática de revelar inflamações, sua localização e estágio em que se 
encontram. A íris revela as condições de saúde, determinadas 
fraquezas inatas e a transição que ocorre no corpo de uma pessoa de 
acordo com a forma que ela vive. Esta análise complementar permite 
ao terapeuta relacionar pontos e sinais na íris com manifestações dos 
vários órgãos do corpo. O olho tem sido proclamado através dos 
tempos como o espelho da alma e atualmente os iridologistas o 
conhecem como a janela para o corpo, permitindo visualizar estados 
normais e anormais dentro corpo e seus órgãos.
Como a Íris representa tudo isso?
Contidos na íris¹ estão milhares de filamentos nervosos microscópicos. 
Eles recebem mensagens virtualmente de todos os nervos do corpo 
por via de concessões aos nervos óticos, tálamo e cordão espinhal. 
Também microscópicas fibras musculares e finíssimos vasos 
sanguíneos duplicam as alterações teciduais simultaneamente com os 
órgãos refletidamente associados. Deste modo, pelo exame das 
marcas descoloramentos, texturas e outras manifestações da íris, o 
iridólogo está apto a analisar o grau de sanidade de todos os 
constituintes do corpo humano.
COMO TUDO ISSO? 
33
34
Familiarizando-se
35
4 - O PRINCÍPIO DA ZONOTERAPIA
O Dr. Fitzgerald dividiu o corpo em 10 ZONAS (figura 06), sendo que 5 zonas 
(linhas imaginárias) ficam do lado esquerdo e 5 zonas do lado direito do corpo. 
A zona 1 começa sempre no centro do corpo indo para o lado direito ou 
esquerdo as outras 4 zonas, assim nos pés começam no hálux e nas mãos no 
polegar as zonas 1 , indo para os outros dedos do lado as 4 zonas restantes, 
terminando no ultimo dedo o mínimo a zona 5.
A terapeuta alemã Hanne Marquardt, identificou originalmente as ZONAS 
HORIZONTAIS, dividindo-as em três partes (figura 08): 
1- Cintura escapular (cabeça)
2- Cintura (tórax)
3- Cintura pélvica (pélvis) ;
Sendo que nos pés também se refere em três divisões reflexas destas áreas no 
corpo, veja a figura abaixo:
A imagem das zonas no corpo e nos pés
Figura 08 
36
Assim como o Dr. Paul Nogier fez uma analogia entre a orelha e a posição de 
um feto invertido, a Terapeuta alemã Hanne Marquardt propôs uma analogia 
entre os pés e a posição de uma pessoa sentada. 
37
Os primeiros toques
38
 
Nossa terminologia para assegurar um entendimento 
mutuo
Zonas Corporais, longitudinal ou horizontal: a “grelha” de Fitzgerald para 
orientação na pessoa in situ e no microssistema dos pés. 
- Em RT nós não trabalhamos apenas nos reflexos porque nós consideramos 
que estes estejam somente conectados ao sistema nervoso. Nós trabalhamos 
com áreas que “refletem” o “macro cosmo” da pessoa num “micro cosmo”, 
os pés, mãos ou orelhas. Entretanto nós denominamos estas de Zonas de 
Reflexo ou abreviada de: Zona ou Área. 
Características das Zonas Anormais 
Mais e mais dos denominados “microssistemas” tem sido descobertos no 
ultimo século. O formato de uma pessoa sentada verticalmente é facilmente 
reconhecida nos pés, e é provavelmente a forma mais bem conhecida. Os 
microssistemas não são reconhecidas numa pessoa saudável, assim como uma 
pessoa saudável não pode sentir a posição dos órgãos no corpo. Todavia, em 
tempos de desconforto ou distúrbios, os órgãos e sistemas in situ e seus 
microssistemas também podem ser reconhecidos por:
- Por dores locais, variando em intensidade e qualidade; 
- Por sinais específicos do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) e 
- posteriormente, com a prática e boa observação, pela palpação.
1. Sensação de dor 
Nós devemos lembrar: A dor não é nossa inimiga que devemos lutar contra, 
pois ela é necessária à vida. Nós temos que aprender a ouvir o que esta quer 
nos dizer. A dor, não importa onde quer que apareça, no nível físico ou 
emocional, sempre significa que há uma necessidade de mudar algo. Na RT, 
a dor mostra o caminho para o tratamento. Nós sempre trabalhamos com a 
dor do cliente, mas nunca contra esta. 
Muitos reagem aos estímulos nas zonas com disturbios (doloridas), com 
sinais verbais ou de maneira muito pessoal relacionada a dor experenciada. 
Estes clientes devem ser encorajados a expressar seus 
39
sentimentos livremente. Assim, estes sinais podem ajudar os 
iniciantes a não violar os limites pessoais, concernente a dosagem 
apropriada de pressão durante o tratamento. 
Sinais audíveis: Exclamações repentinas, suspiros ou um riso embaraçado. 
Sinais visíveis: Lábios pressionados, testa enrugada, movimentos rápidos
das sobrancelhas. Gestos expressando incomodo, dor ou desconforto. 
Tensão em vários grupos musculares ou na pessoa toda. Entretanto, deve se 
ter cuidado em não subestimar a dor sentida ou expressada pela pessoa, mas 
preste muita atenção, senão, mais que o normal aos sinais „silenciosos“ 
do SNA. Inicialmente a dor nas zonas de reflexo é um indicador suficiente 
para alterar a dosagem da pressão. Atualmente, entretanto, sinais normais de 
dor são quase sempre mascarados por medicamentos ou outras influências. 
Portanto, evitamos estímulos fortes demais, que são desnecessários,mas 
quanto a importância dos sinais do SNA deve ser fortemente enfatizada. 
2. Irritação do SNA 
Alguns clientes mostram também um SNA irritado e super ativo antes de ser 
tratado.Um dos sinais mais comuns são o suor das mãos. A irritação do 
SNA também pode ser causada por pressões rudes, rápidas ou fortes 
demais em certas zonas de reflexo, durante a sessão terapêutica. Isto 
sinaliza a necessidade de mudarmos o modo de estimularmos estas áreas, 
mesmo se elas estiverem sem dor (ex. Pessoa usando antiinflamatórios,psicotrópicos, ansiolíticos, pílulas pra dormir etc.). 
 Sinais de um SNA irritado pedindo por uma dosagem correta de 
 estímulo/pressão:
 Transpiração rápida e profusa das palmas das mãos, transpiração em 
 outras partes no corpo pessoa. 
 Mudanças óbvias e espontaneas em:
 - frequência do pulso, mais em direção da taquicardia
 - Face: muito branca ou muito vermelha
 - Temperatura corporal: Muito quente, muito frio e tremores persistentes.
 - Aumento de saliva ou mesmo diminuição. 
 - Ritmo respiratório – pouco e muito superficial, às vezes estagnado. 
 - Nausea, provinda dos órgãos digestivos ou da circulação sanguínea 
 (raramente!). 
40
 Reações inesperadas no nível emocional como uma inquietação pessoal, 
 medo, desconcentração, raiva, um quase choro sem motivos aparentes. 
 Uma forte sensação de frio ou vibrações e tremores. 
3. Palpação
Nós podemos testar nossas qualidades táteis, de modo a reconhecer as 
zonas anormais por mudanças no tônus do tecido e/ou temperatura local. 
Neste estágio nós não dependemos somente das reações do paciente para 
reconhecer os limites da dosagem correta. Para adquirir esta destreza, a 
empatia e um interesse no trabalho são requisitos básicos, também uma 
certa quantidade de prática. 
4. A dosagem apropriada 
Cada sessão representa uma relação muito pessoal entre duas pessoas. 
Ambos tem seus modos muito pessoais de aproximação durante o tempo de 
tratamento. A dosagem apropriada é de crucial significancia para o 
resultado do tratamento e demanda de uma cuidadosa observação das 
reações do cliente durante o tratamento, e um empático entendimento da 
situação atual da pessoa. 
 
 Acima de tudo: Não deve ser somente a boa vontade da pessoa para 
 cooperar com o Terapeuta, que deve determinar a dosagem correta; é 
 preferível que o terapeuta deva estar bem familiarizado com as regras
 profissionais para tratar eficientemente o paciente. 
5. Como lidar com as irritações do SNA e reações fortes durante o 
tratamento 
- Nós oferecemos pressões de harmonização antes, durante e/ou depois 
do tratamento.
- Nós reduzimos a intensidade e velocidade do impulso terapêutico, e 
encurtamos a sessão.
- Quando o cliente mostra sinais de reações fortes, não importa se foi a 
dor ou sinais do SNA, é preferível para ambos que o terapeuta reestabeleça 
sua propria tranquilidade, postura e ritmo respiratório e/ou
- simplismente tocar a região irritada nos pés do paciente gentilmente e 
calmamente com as mãos, por um curto espaço de tempo. Isto já é o 
suficiente em si mesmo. 
41
- Nós oferecemos uma bebida quente, uma bolsa de água quente ou uma 
coberta para manter a pessoa aquecida quando for necessario. 
- Nós estamos conectados com a capacidade de auto regeneração do 
cliente e não com sua irritação ou medo. 
- A fase de repouso (pelo menos 15 a 20 min.) após o tratamento é de 
grande importancia e valor, recomende sempre isto ao seu cliente.
5 - INTRODUÇÃO À REFLEXOTERAPIA 
Ao procurarmos restabelecer o equilíbrio do organismo, sempre temos de 
lembrar que ao tocar os pontos reflexos, não basta apenas pressionar o ponto 
reflexo do órgão com mau funcionamento, mas sim com um conjunto de áreas 
e pontos, que influenciam o funcionamento de determinado órgão e as 
emoções refletidas ali, assim o terapeuta em questão, não estará se 
preocupando apenas com o sintoma que afeta o órgão, mas sim com o 
conjunto reflexo desequilibrado da pessoa .
Fragmento de epiderme com terminações nervosas livres (t.n.l)
Parte da terapia de reflexo tem ação direta aqui.
Figura 09
42
 Ao tocarmos os pontos e áreas nos pés, mãos ou orelhas, podemos 
 utilizar ambas as mãos em especial os polegares ou instrumentos 
 próprios de estimulação, deslizando e parando sobre as zonas
 reflexas em desequilibrio.
 
 5.1 - QUANTO TEMPO ESTIMULAR OS PONTOS
 Sempre ao tratarmos uma pessoa, temos de lembrar que cada
 um tem um limite a ser descoberto e respeitado em 
 relação a dor, causadas pelos estímulos durante a sessão de 
 Reflexoterapia.
 O Terapeuta respeitará os limites de cada pessoa, sendo 
 que um estímulo não precisa se prolongar mais do que alguns 
 segundos (em geral aproximadamente 12 segundos), aqui é 
 importante lembrar que a “dose faz o veneno!”, se ultrapassarmos 
 tempo demais ou um estímulo (i.e. toque) muito forte, 
 o organismo tratado poderá ter reações exacerbadas além do 
 necessário, assim o Terapeuta estará de todo atento a este fato, 
 pois observará que ao retornar ao mesmo ponto após uma série de 
 estímulos em ambas as áreas de reflexo nos dois pés que estamos 
 trabalhando, notaremos que a dor ali diminuiu, indicando um 
 processo de auto-regulação, e até que se alcance o equilíbrio 
 almejado, que é sentida ao tocarmos as áreas e pontos , onde 
 estas zonas gradualmente vão ficando menos sensíveis, isto é, não 
 serão doloridos aos estímulos dados pelo terapeuta.
 Geralmente este processo acontece em cerca de 6 a 12 
 sessões iniciais, sendo que , tais sessões são 
 realizadas 1 vez por semana, com um 
 tempo aproximado de 45 minutos cada sessão 
 terapêutica, não ultrapassando 1 hora. 
43
 5.2 - TRATANDO O CORPO EM DESEQUILÍBRIO
 Físico :
 
 Avalia-se pelo grau da dor na zona de reflexo, a intensidade do 
 distúrbio, quando estas zonas de reflexo são estimuladas corretamente, 
 enviam informações aos órgãos e sistemas afetados, restabelecendo o 
 seu bom funcionamento (homeostase) e como conseqüência a saúde 
 global do organismo.
 
 Emocional :
 Avalia o estado geral através das zonas relacionadas às emoções,
 segundo a “Somatização Pessoal” que vão se esclarecendo a cada 
 nova sessão realizada, auxiliando a identificar alguns possíveis 
 bloqueios que atrapalham o pleno desenvolvimento do ser 
 humano e seu vivenciar, neste caso, a pessoa pode aumentar 
 seu auto-conhecimento em áreas da vida que pode melhorar por sua 
 responsabilidade, com a possibilidade de mudança de curso na 
 maneira de experenciar sua vida, beneficiando assim uma real 
 qualidade de vida, não apenas no nível físico, mas também nas 
 emoções humanas.
 OBS.: NESTA FASE NÃO ENTRAREMOS NOS DETALHES 
EMOCIONAIS DAS ZONAS DE REFLEXO, POIS ENTENDEMOS 
QUE AO TOCARMOS AS PESSOAS A QUEM TRATAMOS, JÁ 
OCORRERÃO ALGUMAS REAÇÕES EMOCIONAIS EM NÍVEIS 
INCONSCIENTES, FATO PELO QUAL, SEMPRE PERMITIREMOS 
QUE A PESSOA A QUEM TRATAMOS EXPRESSE SEUS 
SENTIMENTOS, NUNCA INTERFERINDO NISTO, EMITINDO UMA 
“OPINIÃO”, MAS APENAS “OUVINDO” A PESSOA!!! 
44
Relaxamento
 5.3 – Manobras de relaxamento (CD-DVD)
Figura 10
45
6 - Tocando alguns distúrbios 
 
A partir de agora passaremos da “teoria” ao “tocar”, onde você precisará da 
colaboração de algum parente, amigo ou pessoa disposta, para ser dado os 
primeiros toques em seus pés, pois praticamente será impossível fazer em si 
mesmo, assim será muito proveitoso contar com alguns “colaboradores 
dispostos”, e assim acompanhar os resultados de perto, através dos relatos 
destas pessoas e das reações provocadas.
Importante:
EM NOSSA PROFISSÃO JAMAIS TRATAMOS, 
DIAGNOSTICAMOS OU “CURAMOS” DOENÇAS, 
POISESTAS SÃO LEGALMENTE DEVER DA 
CLASSE MÉDICA! (veja matéria adicional no final da 
apostila).
POR PRINCÍPIO E HISTORICAMENTE FALANDO, 
A REFLEXOTERAPIA É UM TRATAMENTO PARA A 
PESSOA, E NÃO CONTRA SEUS SINTOMAS , 
DERIVADOS DE UMA SUPOSTA DENOMINADA 
DOENÇA ! 
 6.1 – CONTRA INDICAÇÕES DA REFLEXOTERAPIA
 
 Em qualquer situação das quais descritas abaixo, não se aplicará a 
 Reflexoterapia até que o problema seja sanado: 
 
 - LESÕES OU CIRURGIAS RECENTES NOS PÉS;
 - FERIDAS NÃO CICATRIZADAS E RECENTES NOS PÉS;
 - TROMBOSES NAS PERNAS E PÉS;
 - MELANOMA (CÂNCER) NOS PÉS;
46
 - INFECÇÕES POR MICOSES OU FUNGOS DISSEMINADO; 
 
 
 6.2 – EXPERIMENTANDO OS PRIMEIROS TOQUES
 Bem, aqui chegamos a um inicial denominador comum sobre o que
 se espera do(a) Terapeuta em relação a sua prática, e falando nesta 
 vamos ao que interessa, o “toque”. 
 
 Nos exercícios propostos, você iniciará com uma série 
 chamada “ZONO REFLEXOTERAPIA PODAL” , onde, mesmo 
 sem saber quais partes do corpo estará estimulando, teoricamente 
 estará estará estimulando “todo o organismo” (veja os exemplos, 
 figura 06 e figura 08). 
 
 Denominação das áreas dos pés:
A) PLANTAR = sola dos pés;
B) DORSAL = parte de cima dos pés; 
C) LATERAL = parte de “fora” dos pés; 
D) MEDIAL = parte “interna” dos pés. 
Figura 11
47
 
ATENÇÃO!
Em relação às dores nos pés, nem sempre podem estar relacionadas a zonas de 
reflexo, mas podem estar ligadas a problemas de coluna, tais como “bico de 
papagaio”, “hérnia de disco” ou “subluxações”. Assim o(a) terapeuta tem de 
estar atento, se não houver melhoras nas sensibilidades de tais áreas após as 
sessões terapêuticas, deve-se encaminhar a um outro profissional de nossa área, 
por exemplo um Quiropraxista. 
Segue abaixo exemplo de áreas nos pés e sua relação com a coluna vertebral:
Onde: 
L = LOMBAR 
S = SACRAL 
48
MAP A DE ZONAS DE REFLEXO 
PROPOSTA PELA TERAPEUTA 
ALEMÃ HANNE MARQUARDT
49
 
 
50
 Ao colocar a pessoa a ser tratada, deitada em um local confortável, 
 bem como você também se colocar numa posição confortável em 
 relação a esta pessoa, que poderá ser seu parente, amigo(a) ou 
 conhecido(a), e passe a “identificar” os pés, tocando as diversas 
 áreas e regiões dos pés, deslizando seu “dedão” pelas linhas 
 imaginárias, pois isto será muito importante daqui em diante.
 
 
 
 Após ter se certificado dos passos anteriores, comece apoiando bem 
 os pés em suas mãos, como por exemplo, ao começar trabalhando no 
 pé direito com o exemplo abaixo, procure sustentar com outra mão
 como suporte, iniciando no calcanhar na área plantar na LINHA 1 
 e terminando na mesma LINHA 1 na área dorsal e assim de 
 maneira sucessiva as LINHAS 2,3,4 e 5 no pé direito e depois 
 iniciando o mesmo no pé esquerdo começando na LINHA 1 do 
 calcanhar da área plantar, e terminando na mesma LINHA 1 da área 
 dorsal, e assim sucessivamente as LINHAS 2,3,4 e 5 no pé 
 esquerdo. 
 
 
51
 Atenção:
 Quando chegar nas áreas do Hálux (Dedão) note que há uma 
 micro divisão de zonas, e assim como nos pés aqui também 
 comece na linha um na área plantar e termine na mesma linha 1 da 
 área dorsal do dedão em ambos os pés nas 5 micro zonas. 
 Ao encerrar a ZONOTERAPIA LONGITUDINAL, comece seus 
 toques nas 
 ZONAS TRANSVERSAIS, sempre seguindo a direção das setas, 
 PROCURE FAZER TODOS OS TOQUES “DESLIZANDO” 
 PELAS LINHAS IMAGINÁRIAS ! 
 Ao realizar seus “exercícios de toque”, não se preocupe em saber 
 qual região você estará estimulando, neste momento você deve 
 apenas estar se familiarizando com os pés em contato com suas 
 mãos, e aprimorando este contato com os pés e sua forma própria 
 de tocá-los!
 
 Lembre-se, não existe uma “fórmula” rígida na maneira de 
 abordar os pés e tocá-los, mas você terá de descobrir sua 
 maneira de abordar os pés e estimular os pontos e zonas de 
 REFLEXO. 
 Inicie sempre nas bases da seta seguindo suas direções deslizando 
 em ambos os lados dos pés, usando o DEDÃO de suas mão 
 para tocar. 
52
ZONO REFLEXOTERAPIA PODAL
Longitudinal
53
ZONO REFLEXOTERAPIA PODAL
Transversal
54
Veja aqui a imagem refletida nos pés e nas mãos, das zonas de reflexo do 
corpo humano, propostas pelo DR. RANDOLPH STONE da Alemanha 
(Terapia da Polaridade) , e veja se consegue visualizar “onde” passou pelo 
corpo humano, ao realizar seus primeiros toques terapêuticos.
Figura 13
55
EXERCÍCIOS 
PRÁTICOS
Agora você fará seus toques terapêuticos de maneira 
56
diferente, usando o mesmo “mapa” de terapia por zonas, 
pois no primeiro exercício você “deslizou” seus dedos 
através das linhas imaginárias, o que mudará no próximo!
 
Ao iniciar seus toques terapêuticos na linha 1 de cada 
zona e indo em direção as demais, em cada um dos pés, 
iniciando pelo pé direito e depois da mesma maneira em 
todas as zonas no pé esquerdo, SEMPRE MANTENDO A 
DIREÇÃO DAS SETAS, VOCÊ USARÁ UMA 
PRESSÃO MAIOR COM SEUS DEDOS NESTAS 
LINHAS, E QUANDO A PESSOA DIZER QUE DOEU, 
NESTE PONTO VOCÊ IRÁ ESTIMULAR COM SEU 
DEDO, DURANTE APROXIMADAMENTE DOZE 
SEGUNDOS, E APÓS ISTO, CONTINUARÁ SEGUINDO 
A MESMA LINHA IMAGINÁRIA ATÉ SEU FINAL, 
REPETINDO O MESMO ESTÍMULO EM TODAS AS 
ÁREAS SENSÍVEIS AO TOQUE, RESPEITANDO A 
TOLERÂNCIA INDIVIDUAL EM CADA EXERCÍCIO!!!
Lembre-se de marcar o nome da pessoa que você estará 
tratando em cada um dos três exercícios propostos, E VEJA 
SE CONSEGUE VER AS DIFERENÇAS DE ZONAS 
SENSIVEIS EM CADA UM DE SEUS CLIENTES, E 
IDENTIFICAR SE ESTÃO NA ZONA DO CÍNGULO 
SUPERIOR OU ESCAPULAR (CABEÇA E 
PESCOÇO), NA CINTURA (TÓRAX) OU NA 
CINTURA PÉLVICA (PÉLVIS), procure anotar com 
uma caneta as áreas mais sensíveis no mapa, para depois 
identificar em quais zonas do corpo se localizam (figura 08). 
57
6.3 – EXERCÍCIOS
1 - NOME:___________________________________________________________ IDADE:____
58
59
2 - NOME:___________________________________________________________ IDADE:____
60
61
3 - NOME:___________________________________________________________ IDADE:____
62
63
 7 . Relatando os resultados
 No espaço abaixo passe a descrever as reações e resultados obtidos 
 seus primeiros toques terapêuticos e suas dúvidas para 
 respondermos através do canal eletrônico exclusivo que você terá 
 acesso durante o seu curso.
1 - DESCREVA AQUI O NOME DA PRIMEIRA PESSOA TRATADA, RESULTADOS E 
 DUVIDAS : 
2 - DESCREVA AQUI O NOME DA SEGUNDA PESSOA TRATADA, RESULTADOS E 
 DUVIDAS:
 3 - DESCREVA AQUI O NOME DA PRIMEIRA PESSOA TRATADA, RESULTADOS E 
 DUVIDAS:
64
8 . Anatomia dos pés
O pé humano é composto de 26 ossos assim distribuídos: sete ossos do tarso 
(tálus , calcâneo, cubóide, navicular e os três cuneiformes); cincos ossos do 
metatarso; 14 falanges (três para cada um dos dedos, excetopara o hálux , que 
tem apenas duas).
Os ossos são mantidos unidos através dos ligamentos, que totalizam número de 
107, formando as articulações. No pé, as articulações são em número de 33: 
articulação superior do tornozelo( talocrural ), articulação subtalar, articulação 
mediotársica ( calcaneocubóide e talonavicular ), articulações 
tarsometatarsianas ( cubóide, cuneiformes e bases metatársicas), articulações 
metatarsofalangeanas, articulações interfalangeanas.
65
Os músculos são classificados em extrínsecos e intrínsecos. Os músculos 
extrínsecos possuem origem abaixo do joelho e inserção no pé, e realizam os 
movimentos do tornozelo como dorsiflexão , a plantiflexão , a inversão e 
eversão , além de atuarem na movimentação dos artelhos (dedos). Os músculos 
intrínsecos são representados pelos que se originam abaixo da articulação do 
tornozelo, podendo situar-se no dorso ou na planta do pé, estes músculos 
realizam a movimentação dos artelhos. 
MOVIMENTOS DO TORNOZELO E PÉ
Dorsiflexão é o movimento de aproximação do dorso do pé à parte anterior da 
perna. A amplitude desse movimento é em torno de 20°. Os músculos que 
atuam neste movimento são o tibial anterior, o extensor longo dos dedos e o 
fibular terceiro.
Plantiflexão consiste em abaixar o pé procurando alinhá-lo em maior eixo com 
a perna, elevando o calcanhar do chão. A amplitude média desse movimento é 
de 50°. Esse movimento é realizado principalmente pelos músculos sóleo e 
gastrocnêmios.
Inversão ocorre quando a borda medial do pé dirige-se em direção a parte 
medial da perna oposta. A amplitude máxima deste movimento é de 20°. 
Realizado principalmente pelo músculo tibial posterior, e auxiliado pelos 
músculos gastrocnêmios , sóleo e flexor longo dos dedos.
Eversão ocorre quando a borda lateral do pé dirige-se para fora. A amplitude 
máxima é de 5°. Realizado principalmente pelos músculos fibular curto e longo, 
auxiliado pelos músculos extensor longo dos dedos e fibular terceiro.
Abdução é o movimento que ocorre no plano transverso, com os dedos 
apontando para fora. A adução consiste no movimento oposto, de apontar os 
dedos para dentro.
Pronação este movimento é triplanar, ocorre com uma combinação de 
movimentos sendo formado por uma eversão do calcâneo, abdução e 
dorsiflexão, onde o calcâneo move-se em relação ao tálus.
Supinação é o oposto da pronação, ocorrendo uma inversão do calcâneo, 
abdução e flexão plantar.
66
BIOMECÂNICA DA MARCHA
Podemos dividir em duas fases. A primeira é a fase de apoio ou de sustentação, 
que começa a partir do contato inicial no toque do calcâneo e termina quando 
os dedos saem do chão. A segunda fase e a de balanço ou recuperação. 
Representa o período imediatamente seguinte ao desprendimento dos dedos. 
Durante o contato inicial, a articulação subtalar encontra-se supinada. Essa 
supinação da articulação subtalar acarreta obrigatoriamente a rotação externa 
da tíbia. À medida que o pé recebe a carga, a articulação subtalar move-se para 
pronação e conseqüentemente uma rotação interna da tíbia. A pronação do pé 
destrava a articulação mediotarsal e permite uma melhor absorção de impacto. 
A pronação é normal e permite essa distribuição de forças sobre o máximo de 
estruturas possíveis com o objetivo de evitar o excesso de carga. A articulação 
subtalar permanece em pronação até que 55% a 85% da fase de apoio sejam 
compatíveis com o centro de gravidade corporal que passa sobre a base de 
apoio. O pé recomeça a supinar e se aproxima da posição subtalar neutra em 
70% a 90% da fase de apoio. Na supinação a articulação mediotarsal está 
travada e o pé fica estável e rígido preparando-se para a propulsão
EXCESSO DE PRONAÇÃO E SUPINAÇÃO
Destacamos que a pronação e supinação são movimentos normais da 
articulação subtalar, que ocorrem na marcha. Entretanto, se forem excessivas 
ou prolongadas, podem desenvolver lesões específicas importantes. Tanto a 
pronação excessiva, quanto a supinação são decorrentes de alguma 
deformidade estrutural ou funcional do pé ( antepé valgo, antepé varo ou 
retropé varo). A pronação excessiva relaciona-se com o antepé e retropé varo. 
Já a supinação decorre de um antepé valgo. A compensação geralmente 
ocasiona a lesão por esforço repetitivo e não a deformidade em si. Estes são os 
principais, devemos considerar outras deformidades como; tíbia vara, tornozelo 
equinovaro, eversão excessiva do calcâneo etc.
67
2) TIPOS DE PISADA
Neutra
- Inicia o contato com o solo do lado externo do calcanhar e, então, 
ocorre uma rotação moderada para dentro, terminando a passada no 
centro da planta do pé.
- Calçado ideal: entre amortecimento e estabilidade.
Supinada
- A pisada inicia no calcanhar do lado externo e se mantém o contato do 
pé com o solo do lado externo, terminando a pisada na base do dedinho.
- Pé supinado é, em geral, muito rígido.
- Calçado ideal: aumento do amortecimento e da flexibilidade.
Pronada
- Aquela em que a pisada também se inicia do lado externo do calcanhar, 
ou algumas vezes um pouco mais para a parte interna, para então ocorrer 
uma rotação acentuada do pé para dentro, terminando a passada perto do 
dedão.
- A pronação é um problema de hipermobilidade .
- Calçado ideal: menos flexível, mais estabilidade e controle do 
movimento (retropé).
68
3) COMO ESCOLHER O TÊNIS IDEAL?
Em primeiro lugar, é preciso entender que os tênis de corrida, em geral, 
são agrupados em cinco categorias: estabilidade, controle de 
movimento, amortecimento, performance e trilha. O que de fato vai nos 
interessar são as três primeiras categorias.
CONTROLE DO MOVIMENTO
- São os mais rígidos.
- Geralmente, são mais pesados, mas muito duráveis, e têm solado plano 
para oferecer maior estabilidade e suporte. 
- Você deve preferir este tipo de tênis caso tenha um grau de 
pronação muito acentuada.
ESTABILIDADE
- Estes tênis possuem uma boa estabilidade, mas não deixam totalmente 
de lado o amortecimento. Amortecem o impacto, pelo menos no 
calcanhar, e sua estrutura procura minimizar o movimento de pronação , 
estabilizando o pé após seu contato com o solo. 
- Geralmente indicado para pronadores leves a moderados, mas 
corredores neutros e supinadores leves podem optar por modelos 
dessa categoria, desde que o nível de amortecimento seja adequado ao 
seu peso.
- Solado semi-curvo.
AMORTECIMENTO
- Amortecimento: está do outro lado do espectro em relação à categoria 
Controle de Movimento. 
- Tem como principal objetivo amortecer o impacto com o solo. 
- Os supinadores, que normalmente têm o pé mais rígido (e portanto 
menos eficiente como amortecedor natural), vão encontrar aqui os 
modelos mais adequados. Corredores de pisada neutra também 
podem se satisfazer com esse tipo de tênis.
- Solado curvo ou semicurvo para estimular os movimentos dos pés.
69
4) PRINCIPAIS LESÕES ESPORTIVAS QUE PODEM OCORRER 
NOS PÉS DEVIDO UMA BIOMECÂNICA INEFICIENTE, CAUSADA 
POR SUPINAÇÃO OU PRONAÇÃO EXCESSIVA
70
Lesões por Supinação excessiva
- Entorses por inversão do tornozelo.
- Síndrome do estresse tibial medial
- Tendinite dos fibulares . 
- Síndrome do atrito no trato iliotibial. 
- Bursite trocantérica.
- Fratura por estresse do 5º metatarso (fratura de Jones).
Lesões por Pronação excessiva
- Fratura por estresse do navicular.
- Fratura por estresse do 2º metatarso ( fratura de March).
- Joanete. 
- Fasciíte plantar. 
- Tendinite do tibial posterior . 
- Tendinite do tendão de aquiles.
- Síndrome do estresse tibial medial (sóleo e tibial posterior).
- Dor na parte medial do joelho. 
- Neuroma de morton.
- Subluxação do cubóide.
- Síndrome do túnel do tarso.
5) CUIDADOS NA PREVENÇÃO DE LESÕES.
- Avaliação médica, física e postural .
- Treinamento aeróbico e anaeróbico adequado e individualizado.
- Reforço muscular.
- Exercícios de alongamentos.
-Alimentação adequada.
- Uso de Calçados adequados à sua pisada.
71
MATÉRIA PARA INFORMAÇÃO COMPLEMENTAR
As estratégias da indústria farmacêutica 
para multiplicar lucros
 
As estratégias da indústria farmacêutica para multiplicar lucros 
espalhando o medo e transformando qualquer problema banal de saúde numa 
"síndrome" que exige tratamento.
Ray Moynihan, Alain Wasmes
Há cerca de trinta anos, o dirigente de uma das maiores empresas farmacêuticas 
do mundo fez declarações muito claras. Na época, perto da aposentadoria, o 
dinâmico diretor da Merck, Henry Gadsden, revelou à revista Fortune seu 
desespero por ver o mercado potencial de sua empresa 
confinado somente às doenças. Explicando preferiria ver a Merck transformada 
numa espécie de Wringley's - fabricante e distribuidor de gomas de mascar -, 
Gadsden declarou que sonhava, havia muito tempo, produzir medicamentos 
destinados às... pessoas saudáveis. Porque, assim, a Merck teria a possibilidade 
de "vender para todo mundo". Três décadas depois, o sonho entusiasta de 
Gadsden tornou-se realidade.
As estratégias de marketing das maiores empresas farmacêuticas almejam 
agora, e de maneira agressiva, as pessoas saudáveis. Os altos e baixos da vida 
diária tornaram-se problemas mentais. Queixas totalmente comuns são 
transformadas em síndromes de pânico. Pessoas normais são, cada vez mais 
pessoas, transformadas em doentes. Em meio a campanhas de promoção, a 
indústria farmacêutica, que movimenta cerca de 500 bilhões de dólares por ano, 
explora os nossos mais profundos medos da morte, da decadência 
física e da doença - mudando assim literalmente o que significa ser humano. 
 
72
 
Recompensados com toda razão quando salvam vidas humanas e reduzem os 
sofrimentos, os gigantes farmacêuticos não se contentam mais em vender para 
aqueles que precisam. Pela pura e simples razão que, como bem sabe Wall 
Street, dá muito lucro dizer às pessoas saudáveis que estão doentes.
A fabricação das "síndromes"
 
A maioria de habitantes dos países desenvolvidos desfruta de 
vidas mais longas, mais saudáveis e mais dinâmicas que as de seus ancestrais. 
 
Mas o rolo compressor das campanhas publicitárias, e das campanhas de 
sensibilização diretamente conduzidas, transforma as pessoas saudáveis 
preocupadas com a saúde em doentes preocupados. Problemas menores são 
descritos como muitas síndomes graves, de tal modo que a timidez torna-se 
um "problema de ansiedade social", e a tensão pré-menstrual, uma doença 
mental denominada "problema disfórico pré-menstrual". O simples fato de ser 
um sujeito "predisposto" a desenvolver uma patologia torna-se uma doença em 
si.
O epicentro desse tipo de vendas situa-se nos Estados Unidos, abrigo de 
inúmeras multinacionais famacêuticas. Com menos de 5% da população 
mundial, esse país já representa cerca de 50% do mercado de medicamentos. 
As despesas com a saúde continuam a subir mais do que em qualquer outro 
lugar do mundo. Cresceram quase 100% em seis anos - e isso 
não só porque os preços dos medicamentos registram altas drásticas, mas 
também porque os médicos começaram a prescrever cada vez mais.
De seu escritório situado no centro de Manhattan, Vince Parry 
representa o que há de melhor no marketing mundial. Especialista em 
publicidade, ele se dedica agora à mais sofisticada forma de venda de 
medicamentos: dedica-se, junto com as empresas farmacêuticas, a criar novas 
doenças. Em um artigo impressionante intitulado "A arte de catalogar um 
estado de saúde", Parry revelou recentemente os artifícios utilizados 
por essas empresas para "favorecer a criação" dos problemas médicos [1]. 
 
Às vezes, trata-se de um estado de saúde pouco conhecido que ganha uma 
atenção renovada; às vezes, redefine-se uma doença conhecida há muito tempo, 
73
dando-lhe um novo nome; e outras vezes cria-se, do nada, uma nova 
"disfunção".
Entre as preferidas de Parry encontram-se a disfunção erétil, o 
problema da falta de atenção entre os adultos e a síndrome disfórica pré-
menstrual - uma síndrome tão controvertida, que os pesquisadores avaliam que 
nem existe.
Médicos orientados por marqueteiros
Com uma rara franqueza, Perry explica a maneira como as empresas 
farmacêuticas não só catalogam e definem seus produtos com sucesso, tais 
como o Prozac ou o Viagra, mas definem e catalogam também as condições 
que criam o mercado para esses medicamentos.
Sob a liderança de marqueteiros da indústria farmacêutica, 
médicos especialistas e gurus como Perry sentam-se em volta de uma mesa 
para "criar novas idéias sobre doenças e estados de saúde". O objetivo, diz ele, 
é fazer com que os clientes das empresas disponham, no mundo inteiro, "de 
uma nova maneira de pensar nessas coisas". O objetivo é, sempre, estabelecer 
uma ligação entre o estado de saúde e o medicamento, de maneira a otimizar as 
vendas.
Para muitos, a idéia segundo a qual as multinacionais do setor 
ajudam a criar novas doenças parecerá estranha, mas ela é moeda corrente no 
meio da indústria. Destinado a seus diretores, um relatório recente de Business 
Insight mostrou que a capacidade de "criar mercados de novas doenças" 
traduz-se em vendas que chegam a bilhões de dólares. Uma das estratégias de 
melhor resultado, segundo esse relatório, consiste em mudar a maneira como as 
pessoas vêem suas disfunções sem gravidade. Elas devem ser "convencidas" de 
que "problemas até hoje aceitos no máximo como uma indisposição" são 
"dignos de uma intervenção médica". 
Comemorando o sucesso do desenvolvimento de mercados lucrativos ligados a 
novos problemas da saúde, o relatório revelou grande otimismo em relação ao 
futuro financeiro da indústria farmacêutica: "Os próximos anos evidenciarão, de 
maneira privilegiada, a criação de doenças patrocinadas pela 
empresa".
74
Dado o grande leque de disfunções possíveis, certamente é difícil traçar uma 
linha claramente definida entre as pessoas saudáveis e as doentes. As fronteiras 
que separam o "normal" do "anormal" são freqüentemente muito elásticas; elas 
podem variar drasticamente de um país para outro e evoluir ao longo do tempo. 
Mas o que se vê nitidamente é que, quanto mais se amplia o campo da 
definição de uma patologia, mais essa última atinge doentes em potencial, e 
mais vasto é o mercado para os fabricantes de pílulas e de cápsulas.
 
Em certas circunstâncias, os especialistas que dão as receitas 
são retribuídos pela indústria farmacêutica, cujo enriquecimento está ligado à 
forma como as prescrições de tratamentos forem feitas. Segundo esses 
especialistas, 90% dos norte-americanos idosos sofrem de um problema 
denominado "hipertensão arterial"; praticamente quase metade das norte-
americanas são afetadas por uma disfunção sexual batizada FSD (disfunção 
sexual feminina); e mais de 40 milhões de norte-americanos deveriam ser 
acompanhados devido à sua taxa de colesterol alta. Com a ajuda dos meios de 
comunicação em busca de grandes manchetes, a última disfunção é 
constantemente anunciada como presente em grande parte da população: grave, 
mas sobretudo tratável, graças aos medicamentos. As vias 
alternativas para compreender e tratar dos 
problemas de saúde, ou para reduzir o número 
estimado de doentes, são sempre relegadas ao último 
plano, para satisfazer uma promoção frenética de 
medicamentos.
Quanto mais alienados, mais consumistas
 
A remuneração dos especialistas pela indústria não significa 
necessariamente tráfico de influências. Mas, aos olhos de um grande número de 
observadores, médicos e indústria farmacêutica mantêm laços extremamente 
estreitos.
75
As definições das doenças são ampliadas, mas as causas dessas pretensas 
disfunções são, ao contrário, descritas da forma mais sumária possível. No 
universo desse tipo de marketing, um problema maior de saúde, tal como as 
doenças cardiovasculares, pode ser consideradopelo foco estreito da taxa de 
colesterol ou da tensão arterial de uma pessoa. A 
prevenção das fraturas da bacia em idosos confunde-se com a obsessão pela 
densidade óssea das mulheres de meia-idade com boa saúde. A tristeza pessoal 
resulta de um desequilíbrio químico da serotonina no cérebro.
O fato de se concentrar em uma parte faz perder de vista as 
questões mais importantes, às vezes em prejuízo dos indivíduos e da 
comunidade. Por exemplo: se o objetivo é a melhora da saúde, alguns dos 
milhões investidos em caros medicamentos para baixar o colesterol em pessoas 
saudáveis, podem ser utilizados, de modo mais eficaz, em campanhas 
contra o tabagismo, ou para promover a atividade física e melhorar o equilíbrio 
alimentar.
A venda de doenças é feita de acordo com várias técnicas de 
marketing, mas a mais difundida é a do medo. Para vender às mulheres o 
hormônio de reposição no período da menopausa, brande-se o medo da crise 
cardíaca. 
Para vender aos pais a idéia segundo a qual a menor depressão requer um 
tratamento pesado, alardeia-se o suicídio de jovens. Para vender os 
medicamentos para baixar o colesterol, fala-se da morte prematura. E, no 
entanto, ironicamente, os próprios medicamentos que são objeto de publicidade 
exacerbada às vezes causam os problemas que deveriam evitar.
O tratamento de reposição hormonal (THS) aumenta o risco de crise cardíaca 
entre as mulheres; os antidepressivos aparentemente aumentam o risco de 
pensamento suicida entre os jovens. Pelo menos, um dos famosos 
medicamentos para baixar o colesterol foi retirado do mercado porque havia 
causado a morte de "pacientes". Em um dos casos mais graves, o medicamento 
considerado bom para tratar problemas intestinais banais causou tamanha 
constipação que os pacientes morreram. No entanto, neste e em outros 
casos, as autoridades nacionais de regulação parecem mais interessadas em 
proteger os lucros das empresas farmacêuticas do que a saúde pública.
76
A "medicalização" interesseira da vida
A flexibilização da regulação da publicidade no final dos anos 
1990, nos Estados Unidos, traduziu-se em um avanço sem precedentes do 
marketing farmacêutico dirigido a "toda e qualquer pessoa do mundo". O 
público foi submetido, a partir de então, a uma média de dez ou mais 
mensagens publicitárias por dia. O lobby farmacêutico gostaria de impor o 
mesmo tipo de desregulamentação em outros lugares.
Há mais de trinta anos, um livre pensador de nome Ivan Illich* 
deu o sinal de alerta, afirmando que a expansão do
establishment médico estava prestes a "medicalizar" a própria vida, minando a 
capacidade das pessoas enfrentarem a realidade do sofrimento e da morte, e 
transformando um enorme número de cidadãos comuns em doentes. Ele 
criticava o sistema médico, "que pretende ter autoridade sobre as pessoas que 
ainda não estão doentes, sobre as pessoas de quem não se pode racionalmente 
esperar a cura, sobre as pessoas para quem os remédios receitados pelos 
médicos se revelam no mínimo tão eficazes quanto os oferecidos pelos tios e 
tias [2] ".
Mais recentemente, Lynn Payer, uma redatora médica, descreveu um processo 
que denominou "a venda de doenças": ou seja, o modo como os médicos e as 
empresas farmacêuticas ampliam sem necessidade as definições das 
doenças, de modo a receber mais pacientes e comercializar mais medicamentos 
[3].
 Esses textos tornaram-se cada vez mais pertinentes, à medida que aumenta o 
rugido do marketing e que se consolidas as garras das multinacionais sobre o 
sistema de saúde.
(Tradução: Wanda Caldeira Brant) wbrant@globo.com
Autor recomendado pelo IPETRANS: Ivan Illich, com a Nêmesis da Medicina, 
on-line.
 http://www.ivanillich.org/Principal.htm
 Mais autores recomendados:
 http://www.ipetrans.hpg.ig.com.br/IPETRANS-166.htm
77
 * Philippe Pignarre, "O que é o medicamento?", Ed. 34,1999.
 
 Bibliografia complementar:
* A revista médica PLoS Medecine traz, em seu número de abril de 2006, um 
importante dossiê sobre "A produção de doenças" - 
http://medicine.plosjournals.org/
* Na França, as revistas Pratiques (dirigida ao grande público) e Prescrire 
(destinada aos médicos) avaliam os medicamentos e trazem um olhar crítico 
sobre a definição das doenças.
* Jörg Blech, Les inventeurs de maladies. Manouvres et 
manipulations de l'industrie pharmaceutique, Arles, Actes Sud, 2005.
* Philippe Pignarre, Comment la dépression est devenue une 
épidémie, Paris, Hachette-Littérature, col. Pluriel, 2003.
[1] Ler, de Vince Parry, "The art of branding a condition ", 
Medical Marketing & Media, Londres, maio de 2003.
[2] *Ler, de Ivan Illich, Némésis médicale, Paris, Seuil, 1975.
 [3] Ler, de Lynn Payer, Disease-Mongers: How Doctors, Drug Companies, 
and Insurers are Making You Feel Sick, Nova York, John Wiley & Sons, 2002.
Matéria do Le Monde Diplomatique-Brasil, in 
coDebate.com.br - 16/06/2006
 Os vendedores de doenças
 16/6/2006
78

Mais conteúdos dessa disciplina