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eletroterapia

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celular -> o aumento da temperatura acelera as reações químicas envolvidas na atividade metabólica, podendo levar ao aumento da taxa metabólica de 13% para cada aumento de 1ºC na temperatura do tecido.
Fluxo sanguíneo -> quando a pele é aquecida, a superfície fica avermelhada (eritema) e os vasos sanguíneos se tornam dilatados levando a um aumento do fluxo sanguíneo. Um bom suprimento sanguíneo é essencial para o aquecimento e caso haja infecção, o numero de células brancas e exsudatos fluido ajudam a destruir as bactérias. Se ocorre algum dano tissular local durante o aquecimento, uma dilatação adicional pode ser produzida pela liberação de substâncias semelhantes à histamina e bradicinina. Níveis aumentados de certos metabólitos no sangue – resultado da atividade metabólica aumentada decorrente de temperaturas aumentadas – também tem um efeito direto nas paredes dos vasos, estimulando a vasodilatação. A aplicação de calor local nos estágios iniciais do trauma deve ser evitada para não resultar em edema, visto que a presença de mediadores químicos pode afetar a permeabilidade capilar e pós-capilar das vênulas e o aumento da pressão hidrostática capilar pode resultar em edema. 
Colágeno -> As propriedades de certos tecidos podem ser mudadas com o aquecimento, por exemplo, a extensibilidade dos tendões podem ser aumentadas quando se eleva a temperatura. A temperatura articular influencia na resistência ao movimento, com a baixa temperatura aumentando e a alta temperatura reduzindo a resistência, essas alterações articulares podem ser atribuídas as mudanças na viscosidade do fluido sinovial. Por isso muitos autores tem sugerido que o calor é benéfico se usado antes de um alongamento passivo ou ativo para mobilizar cicatrizes ou alongar contraturas.
 
Alterações neurológicas -> Esses efeitos incluem primariamente alterações no tônus muscular e níveis da dor. É observado na pratica clínica que o tônus aumentado, pode as vezes ser aliviado com o uso de calor. Há evidências de que o aquecimento da pele resulta em diminuição da tensão, provavelmente devido à atividade das fibras y afetando os fusos musculares. Em relação ao alívio da dor, o calor é frequentemente usado em diversos distúrbios, em alguns casos a dor pode ser aliviada com a redução do espasmo muscular. A dor atribuída à isquemia pode ser reduzida pela vasodilatação induzida pelo calor, com células e substancias químicas, vindo para a área assistir a regeneração e remover os resíduos da lesão. Há também alegações de que o calor age como contra-irritante, esses efeitos podem ser mediados através do efeito dos receptores de morfina no sistema nervoso central e do papel das encefalinas e endorfinas na modulação da dor. 
Efeitos terapêuticos:
Cicatrização -> nos estágios iniciais das lesões inflamatórias não é benéfica a aplicação de calor, já nos estágios crônicos, de reparo e regeneração são apropriadamente tratados com calor, todas as formas de aquecimento terapêutico são aplicadas a uma grande variedade de condições crônicas.
Alívio da dor -> o calor terapêutico é amplamente usado para o alívio da dor. Barbour e seus colaboradores (1986) descobriram que o calor era o método não-analgésico mais efetivo para o controle da dor. A estimulação dos receptores sensoriais de calor pode ativar o mecanismo da comporta da dor,o desenvolvimento de hiperalgesia em consequência do aquecimento leve sugere que as vias dos mecanorreceptores da pele são influenciadas pelo calor, o que pode contribuir para a modulação da dor.
Redução do espasmo muscular -> tem-se sugerido que o aquecimento das terminações nervosas aferentes secundárias dos fusos musculares e órgãos tendíneos de Golgi poderia ser um modo por meio do qual a influencia inibitória é aplicado ao grupo de neurônios motores para diminuir a excitação muscular (Lehmann e de Lateur, 1982). Apesar de esse efeito ter sido demonstrado em gatos, esse mecanismo não deve ser aplicado em humanos, pois a dor e o espasmo são interdependentes, uma redução em um causará uma redução no outro.
Efeito sedativo -> verificou-se que durante e após os tratamentos com o calor os pacientes adormecem mais prontamente. Apesar de isso ser apenas uma consequência do alívio da dor, tem-se notado que as temperaturas da pele aumentam um pouco antes do inicio do sono, de modo que esse efeito sedativo do calor superficial poderia ser um fenômeno reflexo. Apesar da escassez de estudos clínicos de suporte, ainda há uma aceitação considerável do uso do calor para alívio da dor. A associação que há entre o calor e a sensação de conforto e relaxamento, pode levar a sensação de bem estar a superfície do corpo é aquecida, o que é um efeito psicossomático. 
Aumento da amplitude de movimento articular 
são três mecanismos envolvidos: 
O efeito analgésico do calor permite maior tolerância ao alongamento, uma comparação entre o alongamento de isquiotibiais aplicando calor superficial antes mostrou um aumento maior na flexão do quadril dessa forma do que com o alongamento apenas (Michlovitz, 1986).
A viscosidade dos tecidos é reduzida, o que explica em parte a redução da rigidez articular que acorre com o aquecimento (Wright e Johns, 1961).
O aumento da extensibilidade do colágeno ocorre com temperaturas mais elevadas (Lehmann et al., 1970).
O calor é portanto usado antes do alongamento passivo e do exercício para aumentar o movimento articular ou alongar cicatrizes ou contraturas, por exemplo nos estágios crônicos da artrite reumatóide ou qualquer condição na qual a fibrose seja uma características acentuada.
Dosimetria
A dosimetria vai depender do:
Nível de temperatura tecidual. A faixa terapêutica aproximada 40 a 45º C.
Duração da elevação de temperatura tecidual. A faixa terapêutica aproximada é de 3 a 30 minutos. 
Velocidade da elevação de temperatura nos tecidos. 
Tamanho da área tratada.
Contra indicação:
Área de hiper ou hiposensibilidade; 
Área cancerosa; 
Área de tromboflebite; 
Área hemorrágica; 
Sobre áreas abdominal, pélvica e lombar de gestantes; 
Sobre uma patologia inflamatória aguda e grave; 
Pacientes confusos e não confiáveis; 
Área de circulação sanguínea comprometida; 
Sobre feridas superficiais abertas e fechadas, incluindo feridas enxertadas ou queimaduras.
Indicação:
Condições inflamatórias subagudas e crônicas, 
dor subaguda e crônica, 
remoção do edema subagudo, 
diminuição de ADM, 
reabsorção de edema, 
pontos-gatilho miofasciais, 
músculo antálgico, 
espasmo muscular, 
tensão muscular subaguda. 
FRIO
A terapia que utiliza o frio ou a crioterapia se refere ao uso do resfriamento local ou geral do corpo com fins terapêuticos.
Efeitos fisiológicos:
Atividade celular -> a constatação que os processos químicos e biológicos se tornam mais lentos com a diminuição da temperatura. Como a maioria dos sistemas enzimáticos opera a uma temperatura ideal, o abaixamento da temperatura resulta em uma lenta inativação dos processos químicos. A viabilidade celular depende dos sistemas de transportes da membrana envolvendo bombas bioquímicas, que mantem a composição iônica intracelular. As baixas temperaturas resultam em um ganho de Na+ e Ca+² e perda de K+ nas células, as membranas perdem a sua permeabilidade seletiva em condições frias.
Fluxo sanguíneo -> Os termorreceptores são estimulados a produzirem uma vasoconstrição reflexa autônoma na superfície do corpo. Além disso, há um efeito constritor direto do frio sobre a musculatura lisa das arteríolas e vênulas, reduzindo a transferência de calor para a periferia. 
Colágeno -> o colágeno tende a tornar-se mais rígido quando resfriado, nas articulações, por exemplo, ocorre um aumento na rigidez a medida que as temperaturas são reduzidas.
Alterações neurológicas -> o frio aplicado a pele proporciona um forte estimulo sensorial por meio da estimulação dos receptores de frio, podendo ser usado terapeuticamente na supressão da dor e no tratamento da hipertonicidade. Se o frio é intenso o suficiente, ele reduz a velocidade

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