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eletroterapia

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gama. O que difere todas essas é o comprimento da onda de radiação, que na ultravioleta varia de 400 a 100 nm. O espectro ultravioleta é dividido em 3 partes, pois os efeitos biológicos variam conforme o comprimento das ondas:
UVA: 400-320 nm;
UVB: 320-290 nm;
UVC: 290-200 nm.
Porem essa divisão não são fixas rigidamente, podendo variar.
A radiação ultravioleta é produzida artificialmente pela passagem de uma corrente elétrica através de um gás, geralmente mercúrio vaporizado. Seu efeito térmico ocorre devido a transferência de calor de uma modalidade física para o tecido, por meio da condução (contato direto com a pele). Contém um comprimento de onda grande (porem menor que o infravermelho) e uma penetração pequena.
Efeitos fisiológicos
Como esta é uma radiação eletromagnética térmica, seus principais efeitos são causados pelo calor, entre eles podem ser encontrado: elevação da temperatura local superficial, aumento do fluxo sanguíneo para a área aquecida, aumento do metabolismo celular, aumento da permeabilidade capilar, aumento da drenagem linfática e venosa, vasodilatação das arteríolas e vasos capilares, aumento da atividade reflexa do axônio, diminuição da viscosidade tecidual, diminuição do tônus muscular e espasmo muscular, diminuição da excitabilidade dos fusos musculares.
Desta forma seus efeitos na pele serão:
Eritema ou rubor: causado pela vasodilatação dos vasos superficiais sanguíneos da derme. Esse efeito aparece através do tempo de exposição e geralmente em espectro do tipo UVB. A explicação para o aparecimento do eritema é a liberação de prostaglandinas presentes nos vasos sanguíneos da derme. Após a exposição a radiação há um período de 2-4 horas para o aparecimento do eritema, porem se a exposição dor por tempo prolongado o aparecimento pode ser imediato. E pode ser necessário vários dias para seu desaparecimento, se a exposição for por tempo muito longo pode ser apresentado dor, edema e bolhas. Para saber o tempo mínimo de exposição para o aparecimento do eritema é feito um teste chamado Dose Eritematosa Mínima (DEM), com doses diferentes de UV. Esta é uma medida clinica útil e muito usada para saber a sensibilidade individual de cada paciente, já que o objetivo da fototerapia é alcançar um grau leve de eritema.
Bronzeado ou pigmentação de melanina: é também uma consequência da exposição à radiação UV, e nada mais é do que a pigmentação tardia da pele. A pigmentação de melanina possui dois tipos: constitutiva (cor da pele natural de cada raça) e facultativa (aumento reversível do bronzeamento, causado pela radiação). Existem 6 tipos de pessoas:
Grupo 1: sempre se queima, nunca se bronzeia;
Grupo 2: sempre se queima, as vezes se bronzeia;
Grupo 3: as vezes se queima, sempre se bronzeia;
Grupo 4: nunca se queima, sempre se bronzeia;
Grupo 5: pigmentação racial moderada (ex.: asiáticos)
Grupo 6: pigmentação racial acentuada (ex.: negros).
Hiperplasia: outo efeito causado pela exposição à radiação é o espessamento da derme, isso começa ocorrer cerca de 72 horas depois da exposição. É o resultado do aumento da divisão celular basal da epiderme.
Produção de vitamina D: quando a pele absorve a radiação UVB converte precursores de esterol na pele em vitamina D, esta então é transformada pelo fígado e rins em metabólitos biologicamente ativos, que então atuam na mucosa intestinal facilitando a absorção de cálcio e no osso facilitando as trocas de cálcio.
Envelhecimento da pele
Câncer de pele: os principais são carcinoma e melanoma. Comum em pessoas que se expõem por muito tempo de suas vidas à radiação, principalmente as pessoas do tipo 1 e 2.
Efeitos terapêuticos
Proporciona o alívio da dor pois, provoca o aumento do metabolismo, variação do limiar da dor nas fases subaguda e crônica e redução do espasmo muscular. O relaxamento muscular também é outro efeito devido ao aumento da extensibilidade do colágeno e a diminuição da excitabilidade dos fusos musculares. Aceleração do processo de reparo tecidual, aumento de metabolismo, fluxo sanguíneo, atividade enzimática e processos químicos juntamente com a vasodilatação favorecem a cicatrização e mitose celular.
Dosimetria 
A dosagem do UV é dada através do teste que determina a quantidade adequada de radiação para cada tipo de pele, este teste é chamado de Saidmann, consiste em colocar uma régua com vários furos na região anterior do antebraço ou nas costas, o emissor de UV é previamente aquecido (por volta de 10 a 20 minutos), e a radiação é focalizada em cima do primeiro furo, por 30 segundos, após esse tempo a radiação é focada também no segundo furo por mais 30 segundos, dessa forma o primeiro furo soma um minuto de aplicação e assim sucessivamente até o fim da régua. O paciente é liberado e volta após 12 a 24 horas no máximo, para ser visto o grau de eritema mínimo ou dose eritematosa mínima (apenas vermelhidão), usa-se então o 2º grau de eritema mínimo.
Exposição: a lâmpada deve estar perpendicular a aérea a ser tratada, sua quantidade também depende da aérea a ser tratada, assim aéreas menores são feitas aplicações com uma lâmpada numa distância de 30-40 cm, já para aéreas extensas são usadas várias lâmpadas com uma distância maior (geralmente em casos de bronzeamento artificial).
Tempo de aplicação: depende do resultado do teste de Saidmann. Em média é utilizado um tempo de 4 minutos.
Tipos de lâmpadas: fluorescentes e tubo de quartzo.
ULTRASSOM
Ultrassom não é estritamente eletroterapia, pois trata-se de vibração mecânica, ainda que produzida eletricamente. Refere-se às vibrações mecânicas que são as mesmas das ondas sonoras, mas com uma frequência mais alta. Essas ondas se situam fora do alcance da audição humana e podem ser chamadas de ultrassonoras. A vibração se incorpora ao som com frequências em torno de 20Hz; abaixo dessa frequência é chamado de infra-som ou infra-sonora.
EFEITOS FÍSICOS E BIOLÓGICOS
O resultado da absorção do ultrassom nos tecidos é a oscilação de partículas em torno de sua posição média. Essa oscilação, ou energia sonora, é convertida em energia térmica proporcional á intensidade do ultrassom. Se todo esse calor não é dissipado pelos meios fisiológicos normais, ocorre um aumento na temperatura local que resulta em efeitos térmicos. Se a dissipação de calor equivale á geração de calor, não há uma elevação na temperatura e pode ocorrer efeitos não-térmicos. Esses efeitos são obtidos usando-se baixas intensidades ou fornecendo uma saída pulsada.
EFEITOS TÉRMICOS E SUAS INDICAÇÕES
Um efeito térmico pode ser obtido se a temperatura do tecido for elevada para entre 40 e 45° por pelo menos 5 minutos. Temperaturas acima de 45° são destrutivas. O aquecimento de estruturas constituídas por tecido fibroso como cápsulas articulares, ligamentos, tendões e tecido cicatricial pode causar aumento temporário na sua extensibilidade, e portanto uma diminuição na rigidez articular. O aquecimento leve pode também reduzir a dor e o espasmo muscular e promover processos de cicatrização devido ao aumento na velocidade e condução em nervos motores e sensoriais após o uso do US terapêutico. As estruturas que serão aquecidas incluem periósteos, osso cortical superficial, meniscos articulares, músculo fibrótico, bainhas tendíneas e raízes nervosas maiores, e interfaces musculares. Depois de emitido, o calor é dissipado por difusão térmica e pelo fluxo sanguíneo local.
EFEITOS NÃO TÉRMICOS E SUAS INDICAÇÕES
Algumas situações como por exemplo baixa intensidade média espacial e temporal produz efeitos biológicos sem contudo envolver mudanças significativas na temperatura. Há algumas evidências indicando onde os mecanismos não-térmicos parecem exercer um efeito: estimulação da regeneração dos tecidos, reparo dos tecidos moles, fluxo sanguíneo em tecidos cronicamente isquêmicos, síntese de proteínas e raparo ósseo. Os mecanismo físicos que parecem estar envolvidos na produção desses efeitos não-termicos são: cavitação, correntes acústicas e ondas estacionárias.
EFEITOS TERAPÊUTICOS
Após uma lesão ocorrem