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eletroterapia

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um ponto da membrana, que não gera uma voltagem suficiente para estimular a área adjacente da membrana o que é possível através da estimulação elétrica.
Lianza (2001), explica que a estimulação elétrica no fortalecimento muscular pode fazer com que quase todas as unidades motoras, constituídas por um neurônio motor simples e a fibra muscular que este inerva, em um músculo, se contraiam de forma sincronizada, algo que não pode ser conseguido na contração voluntária. Isso permitiria o desenvolvimento de contrações musculares mais fortes, acompanhada de uma maior hipertrofia muscular, com o uso da estimulação elétrica.
De acordo com Fuirini Júnior (2003), para a utilização da corrente russa analisa-se o tipo de fibra muscular a ser estimulada e a modulação de corrente. Por exemplo, em fibras tônicas, ou seja, de contração lenta utilizam-se parâmetros de 20 a 30 Hz e nas fibras fásicas ou de contrações rápidas de 50 a 120 Hz.
No estudo de Orlandi (2005), a terapêutica adotada foi a aplicação da corrente russa, durante 12 sessões com duração de 20 minutos cada, 03 vezes por semana, associada ou não ao exercício resistido em mulheres jovens, com idade entre 17 e 24 anos, subdivididas em três grupos, cada grupo contendo seis participantes, sendo o primeiro grupo, o grupo experimental A (realizou-se a aplicação da corrente russa associada ao exercício resistido), o segundo; o grupo experimental B (realizou-se somente a aplicação da corrente russa) e o terceiro grupo; o grupo experimental C (realizou-se somente o exercício resistido). Foi observado um aumento na força nos grupos 1 e 2, em média, de 1,67 e 1,83 kg respectivamente e o grupo 3 com 0,50 Kg, em média, não existindo um aumento significativo para o estudo. Demonstrando pouca efetividade no estudo.
Corrente Interferencial Vetorial: 
É a corrente formada a partir da interposição de duas correntes sinusoidais alternadas, apresentando cerca de 4000 pulsos por segundo (Hz). 
A corrente resultante tem uma frequência igual a média das frequências das duas correntes utilizadas que se encontram fora de fase. 
Uma corrente tem frequência fixa em 4000 Hz e a outra é ajustável, normalmente entre 4000 e 4200 Hz. 
Teoricamente as duas correntes se somam ou se cancelam, produzindo a “Corrente Interferencial”. 
A frequência da corrente resultante será a média das duas correntes. 
• Exemplo: F1 = 4000 Hz 
 F2 = 4100 HzFrequência média = 4050 Hz 
AMF = Amplitude de Modulação de Frequência 
AMF = F2 – F1 = 100 Hz 
FREQUÊNCIA PORTADORA 
Nos aparelhos de CIV há possibilidade de utilizar a corrente portadora em 2000 ou 4000 (em alguns aparelhos 8000 ou 10000) Hz. 
Quando optamos pela frequência portadora de 2000 Hz a utilizamos como corrente excitomotora e devemosutilizá-la de forma semelhante à Corrente Russa (Frequência modulada de acordo com o tipo de fibra muscular, T On, T Off). 
EFEITOS FISIOLÓGICOS
•	Estimulação das fibras mielínicas de grosso calibre, Teoria das comportas;
•	Alívio do quadro doloroso pela liberação de substâncias opióides;
•	Promove o relaxamento e melhora da circulação, contribuindo para a liberação dos mediadores químicos tais como as prostaglandinas responsáveis pelo efeito da analgesia;
•	Aumento da microcirculação;
•	Diversos estudos realizados em pacientes com incontinência por instabilidade vesical revelam modificações significativas dos parâmetros urodinâmicos após tratamento com eletroestimulação. A capacidade vesical funcional aumenta, com a diminuição do número de micções diárias. 
•	A estimulação elétrica inibe o detrusor (músculo da bexiga) por um reflexo medular longo que requer a integridade de vários nervos.
•	Promove o efeito metabólico que leva o restabelecimento funcional e estrutural de distintos tecidos, sendo a analgesia uma consequência desse reparo. 
EFEITOS TERAPÊUTICOS
A melhoria da força muscular após o uso da eletroterapia por meio da corrente interferencial está associada aos seguintes fatores:
•	Aumento da área de secção transversa das fibras musculares (hipertrofia muscular)
•	Melhora do controle neuromuscular (otimização do controle motor)
•	Força muscular e terapia interferencial
DOSIMETRIA
AMF - Amplitude de Modulação de Frequência 
É tradicionalmente considerada o componente efetivo da CIV, simulando as corrente de baixa frequência. Alguns autores (Johnson, 1999; Martin, 1996; Palmer et al, 1999) negam essas alegações demonstrando que a alteração da AMF tem pouco efeito no limiar de ativação das respostas sensoriais. 
Quanto maior a frequência de AMF, mais cômoda é a corrente, com isso: 
Em casos agudos: AMF entre 75 a 150 Hz. 
Em casos subagudos:AMF entre 50 e 75 Hz. 
Em casos crônicos: AMF entre 25 e 50 Hz. 
VARREDURA DE FREQUÊNCIA
(SWEEP ou ∆F) 
	É a variação da AMF ao longo da estimulação. 
	Alguns autores alegam que tem a função evitar a acomodação. 
	Normalmente é fixada num valor maior que 50% do AMF, normalmente 60%.
• Exemplo: AMF: 100 Hz ∆F : 60 Hz 
SLOPE 
	É a variação em segundos que ocorre entre o AMF e o ∆F. 
	Existem 3 programas para introduzir o SLOPE: 
• Em casos crônicos: 1/1 
• Em casos subagudos: 1/5/1 
• Em casos agudos: 6/6 
INTENSIDADE 
• Sempre em nível sensorial. 
• Nos casos agudos devemos usar intensidades mais baixas. 
• Nos casos crônicos o paciente deve sentir uma parestesia forte e intensa, porém agradável.
TEMPO DE APLICAÇÃO 
• Tem-se sugerido tempo de aplicação entre 10 e 20 minutos.
• Não há base científica para recomendação do tempo total de aplicação. 
TÉCNICAS DE APLICAÇÃO
	BIPOLAR (também chamada de heterógena):
• São utilizados dois eletrodos que farão parte de umcanal. Utilizadano tratamento de quadros álgicos mais localizados. 
• Os eletrodos deverão cercar a dor. 
• A profundidade de modulação é sempre 100% e tem o mesmo valor em todo trajeto. 
	TETRAPOLAR:
• São usados 4 eletrodos em 2 canais, que devem estar cruzados.
• A intensidade resultante máxima encontra-se num ângulo de 45º (diagonal do circuito). 
• Naregião onde a profundidade de modulação é 100%, a amplitude de corrente é maior. 
• Atingeuma profundidade maior e é utilizado para quadros álgicos mais dispersos. 
ESCOLHA DE VETORAÇÃO 
	Manual:Terapeuta escolhe onde quer concentrar maior quantidade de corrente 
	Automático:Aumenta a área útil de estimulação. Naescolha manual de vetor apenas uma área terá a modulação de 100%, com vetoração automática o estímulo sofrerá alterações com o passar do tempo. 
CONTRAINDICAÇÃO
•	Sobre as áreas: cervical anterior, região torácica e área craniana
•	Em pacientes que usam marca-passos responsivos à frequência ou desfibriladores-cardioversores implantados (ICDs);
•	Sobre as áreas: abdominal, pélvica ou lombar de gestantes no primeiro trimestre;
•	Sobre implantes metálicos;
•	Em pacientes epiléticos;
•	Sobre área hemorrágica;
•	Sobre área com câncer;
•	Sobre pele lesionada.
INDICAÇÃO
Indicada para tratamento agudo e crônico de patologias ortopédicas e reumatológicas como:
•	Fraqueza da musculatura pélvica – Incontinência Urinária; 
•	Dor por osteoartrite; 
•	Consolidação de fratura óssea; 
•	Dores: Lombar, mandibular e no ombro; 
•	Psoríase palmar e artrítica; 
•	Doença vascular periférica; 
•	Enxaqueca; 
•	Hiper-reflexia do músculo detrusor; 
•	Dor pós-cirúrgica no joelho; 
•	Fraqueza do quadríceps femoral; 
•	Dor por dismenorreia
• Seus efeitos não analgésicos ainda não estão claros. 
• Ainda há pouca fundamentação ou evidência para algumas de suas indicações (efeito anti-inflamatório, anti-edematoso, destonizante).
CORRENTES DE BAIXA FREQUÊNCIA
Correntes Diadinâmicas de Bernard – CDB:
É uma corrente senoidal alternada pulsada retificada. É descrita como uma corrente monofásica feita de formas de onda em meia-senoide, entra na categoria ampla de estimulação elétrica nervosa