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eletroterapia

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contusões, hematomas…
Riscos e Contra- Indicação
Há riscos de queimaduras devido ao deslocamento eletrolítico;
Seu uso é desaconselhável em casos de:
Hipersensibilidade à corrente;
Inflamações agudas;
Tumores malignos;
Osteossíntese.
Técnicas de Aplicação
-Coloque o paciente em posição confortável
- Limpe a região a ser tratada com algodão e álcool
- Identifique-os pontos motores com lápis dermográfico
- identifique o pólo ativo ou passivo para o tratamento
- Umedeça as almofadas
- Coloque os eletrodos no interior das almofadas
- os eletrodos devem ser colocados transversalmente ou longitudinalmente
- prenda os eletrodos com fita ou elástico
- ligue o cabo no eletrodo, tendo o cuidado para que a garra não fique em contato com a pele
- certifique que o aparelho esteja zerado
- ligue o aparelho e aumente a intensidade lentamente
- Ao final do tratamento, zere a intensidade lentamente
- desligue o aparelho
Iontoforese
Também chamada de transferência iônica ou ionização, consiste na introdução de íons de medicamentos, a partir da pele e das mucosas para o interior dos tecidos.
 Iontoforese Seleção dos Íons Medicamentosos
	Produto
	Polaridade
	Solução
	Efeito Fisiológico
	Salicilato
	-
	2%
	Analgésico e antiinflamatório
	Cloreto de Cálcio
	+
	2%
	Antiespasmódico
	Iodo
	-
	4%
	Bactericida
	Citrato de Potássio
	-
	2%
	Antiinflamatório e Antiedematoso
	Dexametasona
	-
	0,40%
	Antiinflamatório
	Sulfato de Magnésio
	+
	2%
	Vasodilatador e Antiespasmódico
	Ácido Acético
	-
	2%
	Descalcificação
	Óxido de Zinco
	+
	2%
	Cicatrizante
Iontoforese
Efeitos Fisiológicos
Depende das substâncias medicamentosas utilizadas no tratamento
Efeito analgésico
Efeito antiespasmódico
Efeito antiedematoso
Efeito cicatrizante
Efeito vasodilatador
Indicação
Em certas doenças do sistema nervoso como: neuralgia do trigêmio, neurite, hemiplegia.
Doenças de pele, como micoses
Para relaxamento da espasticidade muscular
No tratamento de entorses, bursites, lombalgias, ciatalgias, espasmos crônicos
Contra- Indicações
É desaconselhável para pessoas que apresentam resistência a corrente galvânica
Em reações alérgicas as substâncias utilizadas pela a iontoforese
Intensidade e duração do tratamento
Início de baixa intensidade (0,1 – 0,5mA) e por um tempo curto (10 min)
Estimulação Elétrica funcional (FES):
Termo usado quando a meta do tratamento é favorecer ou produzir movimento funcional, como por exemplo, favorecer a dorsiflexão durante a marcha em crianças com paralisia cerebral. 
EVIDÊNCIAS DE EFICÁCIA CLÍNICA:
Estimulação elétrica de músculos saudáveis 
Tem sido claramente mostrado que a combinação de estimulação elétrica e exercício não é mais efetiva do que apenas exercício (Currier e Mann, 1983; Wolf et al., 1986). É importante notar que em geral os efeitos vistos com a estimulação elétrica neuromuscular (NMES) foram produzidos com forças de treinamento muito mais baixas do que as usadas no exercício voluntário. 
Estimulação elétrica de músculos atrofiados
Clinicamente útil para prevenir a atrofia por desuso e casos de imobilização ou contra-indicações para exercícios dinâmicos (Selkowitz, 1989), no início da reabilitação facilitando a contração muscular, no fortalcimento muscular seletivo ou na reeducação muscular (Lake, 1992). 
Estimulação elétrica do músculo desnervado
Há controvérsias quanto o uso e eficácia em músculos desnervados, devido a integridade nervosa que deve estar preservada e não há um consenso sobre o ciclo de trabalho, frequência de estimulação ou número de contrações necessárias para que haja estímulo.
APLICAÇÃO PRÁTICA:
Preparação da pele
Antes do tratamento, deve ser lavada com água e sabão ou lenço umedecido com álcool para remover resíduos da pele. 
Eletrodo
Tipos: 
Silicone carbonado: Reutilizáveis, acoplados à pele com uso de gel condutor elétrico. Há versão auto-adesiva, que já possui uma camada de material condutor. 
Tamanho: 
A escolha do tamanho do eletrodo depende do tamanho do músculo a ser estimulado e da intensidade de contração a ser desencadeada. Eletrodos pequenos podem ser utilizados para localizar o ponto de estimulação de pequenos músculos ou para aplicar um estimulo sobre o nervo que supre aquele músculo. Eletrodos mais largos utilizados para estimular músculos maiores e grupos musculares. 
Localização:
Um eletrodo menor deve ser colocado sobre o ponto motor do músculo. Em geral, o ponto motor de um músculo se localiza sobre o ventre do músculo, na junção entre terço superior e médio do ventre muscular. O outro eletrodo maior pode ser colocado em qualquer área do ventre músculo a ser estimulado – técnica unipolar, adequado para músculos inervados. 
Também podem ser colocados em extremidade do ventre muscular, método adequado para músculos desnervados e também inervados, os eletrodos são de tamanho similares – técnica bipolar. 
PARÂMETROS – DOSIMETRIA 
Freqüência da corrente: 
De 20 a 80Hz, sendo que de 20 a 50Hz recruta mais fibras do tipo I e de 50 a 80Hz recruta mais fibras do tipo II. Freqüências baixas minimizam a fadiga muscular. 
Largura de pulso: 200 a 400us (quando aumentado à corrente parece estar mais forte)
Ciclo do trabalho: 
É a relação entre o tempo de estimulação e o tempo de repouso (TON:TOFF).
Para inicio de tratamento e músculos muito atrofiados utilizamos a relação 1:3.
Para músculos sadios utilizamos a relação 1:1.
Essa relação é para evitar a fadiga do músculo estimulado.
TON/TOFF – 1:1 (forte) 1:2 (+ ou -) 1:3 (branda) 
Tempo de rampa:
Evita que a estimulação comece abruptamente. O paciente não se assusta com a entrada súbita da estimulação. A subida gradual da estimulação torna a contração mais natural, com as fibras sendo cada vez mais recrutadas. 
Rampa de subida 1 a 2seg
Rampa de descida 1 a 2seg
Tempo total da aplicação:
A freqüência da sessão e o numero de contrações podem ser aumentadas com o tempo e geralmente seguem os mesmos princípios usados nos programas de fortalecimento com exercícios voluntários – 8-15 contrações por sessão, 3-5 sessões por semana, durante 3-5 semanas de treinamento (Lake, 1992).
EM GERAL AS APLICAÇÕES SÃO FEITAS ENTRE 5 E 20 MINUTOS. 
Intensidade: (depende, para melhorar a função a intensidade deve ser o suficiente. Para ganho de força a intensidade deve ser a máxima, até onde o paciente aguentar.)
CONTRA-INDICAÇÕES:
Lesões musculotendinosas que podem ser danificadas com a contração muscular 
Inserção não segura do músculo no osso 
Marcapasso
Pacientes cardiopatas 
Em órgãos vitais 
Nervo frênico e pélvico 
Seio carotídeo 
Paciente hiper ou hipotenso 
Tromboses vasculares periféricas
Neoplasias, infecções 
Próximo de aparelhos de diatermia – mínimo 15 metros 
Obesidade 
Pacientes que não podem dar uma resposta clara
INDICAÇÕES: 
Facilitação neuromuscular;
Fortalecimento muscular;
Ganhar ou manter a amplitude de movimento articular;
Controlar contraturas;
Controlar a espasticidade;
Como substituição ortótica;
Escoliose idiopática;
Subluxação de ombro.
EFEITOS FISIOLÓGICOS: 
A técnica FES tem como base a produção da contração através da estimulação elétrica, que despolariza o nervo motor, produzindo uma resposta sincrônica em todas as unidades motoras do músculo. Este sincronismo promove uma contração eficiente, mas é necessário treinamento específico, afim de evitar a fadiga precoce que impediria a utilização funcional do método com o objetivo reabilitacionais.
EFEITOS TERAPÊUTICOS:
Aumentar o movimento e facilitar a reaprendizagem motora. 
Permitir que uma articulação seja mobilizada em toda sua excursão disponível.
Fortalecer um músculo ou grupo muscular debilitado por desuso.
Controlar a espasticidade, ainda que temporariamente, permitindo a realização de programas de treinamento funcional, facilitação e fortalecimento muscular.
TENS
Refere-se ao uso de estimuladores elétricos capazes de emitir correntes pulsadas com a finalidade