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eletroterapia

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de estimular fibras nervosas através da pele por meio de eletrodos estimuladores de superfície, com o intuito de modular ou aliviar a dor. 
Dosimetria
TENS convencional:
Este modo envolve emissão de pulsos elétricos com duração relativamente curta, altas frequências, e estimulação a nível sensorial. Esse modo implica na despolarização preferencial de fibras A-beta de diâmetro largo. A estimulação elétrica é percebida como confortável e a modulação da dor ocorre por meio do sistema da comporta. A analgesia é rápida e relativamente curta. 
Frequência (F): >80 Hz 
Tempo da aplicação (t): > 30 minutos 
Intensidade (I): sensorial 
Duração do pulso (T): <150 ms
TENS acupuntura:
Este modo refere-se a emissão de pulsos elétricos com durações relativamente longas, baixas frequências e estimulação no nível sensorial e motor. Implica na despolarização preferencialmente de fibras aferentes A-beta de diâmetro largo e fibras motoras eferentes alfa que inervam os músculos esqueléticos. O inicio da analgesia é lento e mantém-se por um período longo. 
Frequência (F): <10Hz
Tempo da aplicação (t): máximo de 30 minutos
Intensidade (I): nível sensorial e motor
Duração do pulso (T): >150ms 
TENS breve intenso:
Este modo envolve a emissão de pulsos elétricos com durações relativamente longas, alta frequência e amplitude de corrente capazes de estimulação nociva. Implica na despolarização preferencial de todas as fibras nervosas (A-beta, A-delta e C), causando uma sensação de contração muscular forte e dor tolerável. A modulação da dor ocorre por meio do sistema opioide. A analgesia é rápida e se mantém por longo período. 
Frequência (F): >80 Hz
Tempo da aplicação (t): máximo de 15 minutos
Intensidade (I): nível motor 
Duração do pulso (T): >150ms 
TENS burst: 
Este modo refere-se a emissão de trens de pulsos, com frequência baixa e estimulação sensorial e motora. Implica na despolarização preferencial de fibras sensoriais A-delta e motora alfa. A modulação da dor ocorre por meio do sistema opioide. A analgesia é lenta e se mantém por um período longo.
Frequência (F): >10 Hz
Tempo da aplicação (t): máximo de 30 minutos
Intensidade (I): nível sensorial e motor
Duração do pulso (T): >150ms 
Indicação
· Processos dolorosos em geral
O tempo de estimulação ótima para a TENS é muito discutido. Em alguns casos de dores
intensas e prolongadas, o recurso pode ser utilizado praticamente o dia inteiro, tomando-se o
cuidado de nunca deixar a interface pele/eletrodo sem gel condutor. É de bom senso também
trocar de lugar os eletrodos de 1 em 1 hora para não causar danos a pele.
Num estudo de Cheing (2003), foi constatado que a duração de estimulo ótima para tratar
dores decorrentes de osteoartrite de joelho, foi de 40 minutos. Este período de tratamento foi
suficiente para diminuir a magnitude da dor e aumentar a duração da analgesia pós-estimulação
com a TENS.
Contra-indicações
· Marcapassos
· Cardiopatias ou disritmias
· Nos primeiros três meses de gestação
· Abdômen durante a gestação
· Boca
· Seio carotídeo
· Feridas de pele
· Nas proximidades dos olhos
· AVC e AIT e Epilepsia devemos evitar na região da cabeça e face.
Efeitos terapêuticos:
Alívio sintomático da dor;
Antiemético;
Restauração do fluxo sanguíneo para tecidos isquêmicos e feridas. 
EFEITOS FISIOLÓGICOS:
Mecanismo periférico
A mediação da dor neste caso ocorre através do bloqueio das fibras de diâmetro largo (A-beta).
Mecanismo segmentar (teoria das comportas)
A analgesia é produzida através de um mecanismo segmentar por meio do qual a atividade gerada nas fibras A-beta inibe a atividade dos neurônios nociceptivos de segunda ordem (relacionados com a dor) do corno dorsal da medula espinhal. Estudos feitos sugerem que o neurotransmissor GABA pode ter uma participação. 
Mecanismo extra-segmentar (Opioides Endogenos)
A atividade nas fibras A-delta e C provenientes dos nociceptores leva à excitação (+) dos neurônios de transmissão (T) central da nocicepção que se projetam para o cérebro produzindo a experiência sensorial da dor. A atividade induzida leva a ativação de núcleos do tronco encefálico que são a substância cinzenta periaquedutal e o núcleo magno da Rafe. Esses núcleos formam as vias descendentes inibitórias da dor que excitam os interneurônios inibitórios da substância gelatinosa e das células T.
CORRENTE FARÁDICA:
A corrente farádica tem sido utilizada desde o final do século XIX. A corrente farádica é uma corrente interrompida, de curta duração (1 milissegundo), forma triangular e freqüência de 50 Hz. Ela pode ser modulada em trens de pulso, variando sua taxa de repetição. A partir da década de 60 apareceu a corrente neofarádica, onde a principal diferença está na diminuição da duração do pulso ficando na casa dos microsegundos, e na possibilidade de modificar parâmetros como a freqüência oscilando de 50 a 100 Hz, e com isto trazendo mais conforto ao paciente.
Efeitos fisiológicos:
a) estimulação de nervos sensitivos (parestesia, reflexo de vasodilatação);
b) estimulação de nervos motores;
c) efeito de contração muscular
d) aumento do metabolismo;
e) aumento da irrigação sangüínea dos músculos;
f) aumento do retorno venoso e linfático;
Efeitos terapêuticos:
a) hipertrofia e hipertonia;
b) facilitação da contração muscular;
c) reeducação da ação muscular (memória cinestésica);
d) aprendizagem de uma ação muscular nova;
e) prevenção de aderências;
f) absorção de líquidos (edemas).
Parâmetros para ajustar no aparelho – dosimetria 
• Largura de pulso (já vem ajustado)
• Frequência (já vem ajustado)
• Tempo
• Intensidade
• T on
• T off
MICROCORRENTES:
Emissão transcutânea de formas de onda de correntes elétricas contínuas e pulsadas com amplitudes dentro da faixa de microampéres, de 1 a 999 mA. A terapia gera estimulação elétrica nos tecidos para cicatrização e reparo, é usada para promover e acelerar o processo de cicatrização de feridas cutâneas. 
EFEITOS FISIOLÓGICOS E EFEITOS TERAPÊUTICOS:
Efeito galvanotaxia
Como muitas células-chave envolvidas no processo de cicatrização das feridas carregam cargas negativas ou positivas levantaram a hipótese de que a natureza monofásica da estimulação por microcorrente facilita a atração dessas células para dentro da ferida por meio da aplicação de um cátodo ou ânodo sobre a ferida ou em torno dela, promovendo assim sua cicatrização. 
Efeito germicida
Há evidências sugerindo que a passagem de uma corrente elétrica monofásica, como a usada na terapia microcorrente, por dentro de uma ferida pode ter um efeito germicida sobre os germes que costumam colonizar ou infectar feridas humanas. Evidências sugerem que a passagem dessas formas de onda das correntes monofásicas pode, ter um efeito de inibição do crescimento sobre as bactérias. 
Dosimetria: 
Amplitude da corrente: 1 a 999 mA
Polaridade dos eletrodos: a seleção baseia-se na fase de cicatrização que o fisioterapeuta deseja facilitar. A estimulação anódica (+) é recomendada durante a fase inflamatória da cicatrização da ferida. A estimulação catódica (-), é recomendada para facilitar as fases de proliferação, remodelamento e maturação da cicatrização da ferida. 
Modo de emissão: contínuo ou pulsado. O modo pulsado é aplicado com frequências que variam de 0,1 à 200 pulsos por segundo (pps). 
Duração da aplicação: varia de 30 a 120 minutos.
Indicação: 
Feridas dérmicas;
Pontos gatilhos miofasciais;
Epicondielite;
Miocontratura;
Peritendinite de ombro;
Distúrbios da coluna lombar;
Distúrbios da ATM. 
Contraindicação:
Sobre uma área de osteomielite;
Sobre áreas cancerígenas;
Sobre implantes eletrônicos;
Sobre a área cervical anterior
CALOR E FRIO
CALOR
Modalidades de termoterapia e Agentes Terapêuticos 
	
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Ultra-som
Efeitos fisiológicos: 
Atividade