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Transit point São bastante similares aos centros de distribuição avançados, mas não mantém estoques. O Transit point é localizado de forma a atender determinada área do mercado distante dos armazéns centrais e opera como uma instalação de passagem, recebendo carregamentos consolidados e separando-os para entregas locais e a clientes individuais. Uma característica básica dos sistemas Transit point é que os produtos recebidos já têm os destinos definidos, ou seja, já estão pre-alocados aos clientes e podem ser imediatamente expedidos para entrega local. Não há espera pela colocação dos pedidos. As instalações tipo Transit point são estruturalmente simples, necessitando de baixo investimento em sua instalação. Seu gerenciamento é facilitado, pois não são executadas atividades de estocagem, que exigem grande nível de controle gerencial. Seu custo de manutenção é baixo. Os Transit point, guardam as mesmas relações de custo de transporte que os centros de distribuições avançados, visto que permitem que as movimentações em grandes distanciem sejam feitas com cargas consolidadas, que resultam em baixos custos de transporte. A operação Transit point, no entanto, depende da existência de volume suficiente para viabilizar o transporte de cargas consolidadas com frequência regular. Quando não há escala para realizar entregas diárias, por exemplo, podem ser necessários procedimentos, como a entrega programada, em que os pedidos de uma área geográfica são atendidos em determinados dias da semana. Cross-docking As instalações tipo Cross-docking operam sob o mesmo formato que os Transit point, mas caracterizam-se por envolver múltiplos fornecedores que atendem a clientes comuns. Cadeias de varejo são candidatas naturais à utilização desse sistema. Em sistemas de Cross-docking automatizados, são utilizados leitores de código de barras que identificam a origem e o destino de cada paletes. Embora seja operacionalmente simples, para que haja sucesso na operação de Cross-docking é preciso alto nível de coordenação entre os participantes (fornecedores, transportadores) viabilizada pela utilização intensiva de sistemas de informação, como transmissão eletrônica de dados e identificação de produtos por código de barras. Além disso, é de fundamental importância a existência de softwares de gerenciamento de armazenagem para coordenar o intenso e rápido fluxo de produtos entre as docas. As instalações de Cross-docking que operam com alto nível de eficiência possuem de um lado, apenas uma plataforma com as docas de recebimento e, de outro, as docas de expedição. Não há, portanto, necessidade de grandes áreas para o estoque em transito, sendo a utilização das docas e dos veículos é muito maior. Sistema de cross-docking Merge in transit O merge in transit é uma extensão do conceito de cross-docking combinado com o sistema de just-in-time. Ele tem sido aplicado à distribuição de produtos de alto valor agregado, formado por multicomponentes que têm suas partes produzidas em diferentes plantas especializadas (estações de trabalho, formadas por CPUs, monitores e teclados). Tradicionalmente os componentes são consolidados em armazéns centrais e expedidos aos clientes com base na disponibilidade estoque. Esse esquema, além de levar a movimentações redundantes, apresenta alto custo de estocagem e grande risco de obsolescência, em virtude da grande pericibilidade dos produtos de alta tecnologia. A operação merge in transit procura coordenar o fluxo de componentes, gerenciando os respectivos leads time de produção e transporte, para que estes sejam consolidados em instalações próximas aos mercados consumidores, no momento de sua necessidade, sem implicar estoques intermediários. As necessidades de coordenação são muito mais rigorosas que nos sistemas cross-docking tradicionais, e por isso utilizam o estado-da-arte em termos de sistemas de informação para rastreamento e controle de fluxos. Logística – Uma função essencial na empresa A logística empresarial estuda como a administração pode prover melhor nível de rentabilidade nos serviços de distribuição aos clientes e consumidores, através de planejamento, organização e controle efetivos para as atividades de movimentação e armazenagem que visa facilitar o fluxo dos produtos. Numa economia livre é responsabilidade dos empresários promoverem os serviços logísticos necessários. Contudo, as empresas operam dentro de um ambiente que muda constantemente devido a avanços tecnológicos, as alterações econômicas e legislativas. A logística representa uma nova visão empresarial – uma nova ordem das coisas. A concepção logística de agrupar conjuntamente as atividades relacionadas ao fluxo de produtos e serviços para administrá-las de forma corretiva é uma evolução natural do pensamento administrativo. Entretanto, a administração de empresas nem sempre se preocupou em focalizar o controle e a coordenação coletiva de todas as atividades logísticas. Atividades Primárias: Transportes; Manutenção de estoques; Processamento de pedidos. Transportes: o transporte é a atividade logística mais importante simplesmente porque ela absorve, em media, de um a dois terços dos custos logísticos. É essencial, pois nenhuma firma moderna pode operar sem providenciar a movimentação de suas matérias primas ou de seus produtos acabados de alguma forma. Sua importância é sempre sublinhada pelos problemas financeiros colocados para muitas empresas quando há uma greve ferroviária nacional ou quando carreteiros autônomos paralisam suas atividades devido a aumentos de combustíveis. Não é incomum denominar tais eventos de desastres nacionais. Os mercados não podem ser atendidos e produtos permanecem no canal de distribuição para deteriorarem-se ou tornarem-se obsoletos. Manutenção de estoques: Geralmente, não é viável providenciar produção ou entrega instantânea aos clientes. Para se atingir um grau razoável de disponibilidade de produto, é necessário manter estoques, que agem como “amortecedores” entre a oferta e a demanda. O uso extensivo de estoques resulta no fato de que, em média, eles são responsáveis por aproximadamente um a dois terços dos custos logísticos, o que torna a manutenção de estoques uma atividade-chave da logística. Processamento de pedidos: Os custos de processamento de pedidos tendem a ser pequenos quando comparados aos custos de transporte ou de manutenção de estoques. Contudo, processamento de pedidos é uma atividade logística primaria. Sua importância deriva do fato de ser um elemento critico em termos do tempo necessário para levar bens e serviços aos clientes. É também a atividade primária que inicializa a movimentação de produtos e a entrega de serviços. Atividades de apoio Apesar de transportes, manutenção de estoques e processamento de pedidos serem os principais ingredientes que contribuem para a disponibilidade e a condição física de bens e serviços há uma serie de atividades adicionadas que apoia estas atividades primarias. Elas são: Armazenagem Manuseio de materiais Embalagem de produção Obtenção Programação de produtos Manutenção de informação Armazenagem: Refere-se à administração do espaço necessário para manter estoques. Envolve problemas como localização, dimensionamento de área, arranjo físico, recuperação do estoque, projeto de docas ou baias de atração e configuração do armazém. Manuseio de materiais: Está associada com a armazenagem e também apoia manutenção de estoques. É uma atividade que diz respeito à movimentação do produto no local de estocagem, por exemplo, a transferência de mercadorias do ponto de recebimento no deposito ate o local de armazenagem e deste até o ponto de despacho. Embalagem de proteção: um dos objetivos da logística é movimentar bens sem danificá-los além do economicamente razoável. Bom projeto de embalagem do produto auxilia a garantia de movimentação sem quebra. Além disso, dimensões adequadas de empacotamento encorajam manuseio e armazenagem eficientes. Obtenção: é a atividade que deixa o produto disponível para osistema logístico. Trata-se de uma seleção de fontes de suprimento, das quantidades a serem adquiridas, da programação das compras e da forma pela qual o produto é comprado. É importante para a logística, pois decisão de compra tem dimensões geográficas e temporais que afetam os custos logísticos. Programação do produto: enquanto a obtenção trata do suprimento (fluxo de entrada) de firmas de manufatura, a programação de produto lida com a distribuição (fluxo de saída). Refere-se primariamente às quantidades agregadas que devem ser produzidas e quando e onde devem ser fabricadas. Manutenção de informação: Não há eficiência logística sem informações de custo e desempenho, tais informações são essenciais para o correto planejamento e controle logístico. E importante manter essas informações atualizadas para melhor controle de clientes, vendas, entregas, estoques, etc. Distribuição física Preocupa-se principalmente com bens acabados ou semiacabados, ou seja, com mercadorias que a companhia oferece para vender e que não planeja executar processamentos posteriores. Desde o instante em que a produção é finalizada até o momento no qual o comprador toma posse dela, as mercadorias são responsabilidade da logística, que deve manter no deposito da fabrica e transporta-las até depósitos locais ou diretamente ao cliente. A compensação de custos O conceito de compensação de custos reconhece que os modelos de custos das varias atividades da firma por vezes exibem características que colocam essas atividades em conflito econômico entre si. O conceito do custo total O conceito do custo total reconhece que os custos individuais exibem comportamentos conflitantes, devendo ser examinados coletivamente e balanceados no ótimo. O conceito do sistema total Este é uma extensão do conceito do custo total e é provavelmente um dos termos mais utilizados e mal definidos da administração de empresas hoje. Representa uma filosofia para gerenciamento da distribuição que considera todos os fatores afetados de alguma forma pelos efeitos da decisão tomada. O canal de suprimento Da mesma forma que existe um canal de distribuição para os fluxos de produtos e informações na distribuição física, ha um canal semelhante no suprimento fisico. As atividades identificadas no canal de suprimento podem ser consideradas fundamentais para a administração de materiais, pois elas afetam principalmente a economia e a eficácia do movimento de materiais. As tarefas mais importantes são: Inicialização e transmissão das ordens (pedidos) de compras, Transporte dos carregamentos ate o local da fabrica, Manutenção dos estoques na planta. A motivação da administração de materiais é satisfazer as necessidades de sistemas de operação, tais como uma linha de produção na manufatura ou um processo operacional de banco, hospital etc. Essas necessidades provem das curvas de demanda dos clientes, das atividades de promoção e dos programas e planos de distribuição física. Estas são convertidas nos programas e planos de produção ou operação. As operações da empresa são os clientes para o gerente de materiais da firma. Isto também é valido para organizações que compram com o propósito de revenda, tais como empresas de varejo. As necessidades da linha de produção ou do sistema de operações são convertidas em ordens de compra. Um comprador seleciona fornecedores que atingem requisitos de preço, entrega e qualidade exigido. Tipicamente, uma ordem de comprar é preparada e enviada à firma fornecedora. Importantes informações logísticas, como quantidades a serem embarcado destino de entrega e data requerida para entrega constam da ordem de compra em seguida, o fornecedor processa e prepara ordens para remessa. A entrega é arranjada pelo fornecedor ou pela firma compradora, conforme os acordos de preço. Se o transporte é incluído no preço, geralmente o próprio fornecedor realiza sua contratação. Se não, em geral o comprador trata do transporte. Apos a recepção do carregamento, é submetido a inspeção de qualidade e colocado no estoque até ser necessário para operações. Este é o ciclo de suprimento usual. Suprimento para estoque Estoques agem como “amortecedores” entre suprimentos e demanda ou neste caso entre suprimentos e necessidades de produção são benefícios ao sistema de suprimentos porque garantem maior disponibilidade de componentes para linha de produção, diminui o tempo dedicado da administração para manter a disponibilidade desejada e podem reduzir custos de transporte. Para um item se mantido economicamente em estoque, ao invés de ser comprado sobre encomenda, deve geralmente seguir as seguintes características: Ser comprado em quantidades maiores ou iguais a um lote mínimo, A tabela de preços do fornecedor deve ter desconto por volume, Ser de valor relativamente baixo, Ser econômico compra-lo juntamente com outros itens, Poder ser usado numa larga variedade de modelos ou produtos, Ter tabelas de fretes ou requisitos de manuseio que facilitem a compra em grandes lotes, Ter algo grau de incerteza na entrega ou na continuidade do suprimento. Quando as necessidades de operação são “protegidas” por estoques, são os critérios de controle de estoques que determinam o lançamento das ordens de compra para ressuprimento. Esses critérios podem ser calculados de maneira que, quando uma ordem é liberada, esta tem a quantidade mais econômica em termos de preços e custos de transportes. Caso os estoques de componentes estejam disponíveis, as necessidades de operação podem ser atendidas diretamente do inventario sem demora. Produtos podem ser classificados Bens de consumo: dirigem-se aos consumidores finais, Bens de conveniência; Bens de comparação; Bens de uso especial; Bens Industriais: são aqueles dirigidos a indivíduos ou organizações que os utilizam para produzir outros produtos e serviços, é comum classificar bens industriais conforme seu envolvimento no processo de produção: Existem bens que são partes de produtos acabados, tais como matéria prima ou peças componentes, Há outros usados no processo de manufatura, como edifícios e equipamentos, Existem bens que não entram no processo diretamente, como material de escritório ou serviço administrativo, apesar desta classificação ser valida na preparação da estratégia de vendas, suas utilidades não são tão evidentes no planejamento logístico. Produtos tem ciclo de vida; Introdução, Crescimento, Maturidade, Declínio. Características do produto Dentre as características mais importantes do produto que influenciam a estratégia de distribuição estão os atributos do próprio produto. Eles são peso, volume, valor, pericibilidade, inflamabilidade e substitutibilidade. Nas suas varias combinações, estes atributos indicam as necessidades para armazenagem, estoques, transporte, manuseio e processamento de pedido. Essas combinações são mais bem discutidas se divididas em categorias; Relação peso – volume (densidade), Relação valor – peso, Substitutibilidade, Característica de risco (periculosidade). Formação do preço O preço é um dos fatores chave, juntamente com a qualidade e o nível do serviço, que, segundo o cliente, constituem o produto. A formação de preços é complexo problema de decisão, envolvendo teorias econômicas, de comportamento de compradores, de competição e outras. Para maioria dos fornecedores, os clientes não se concentram num único ponto; pelo contrario, eles costumam dispersar-se por grandes áreas. Isto significa que o custo total para distribuição varia de cliente para cliente, conforme sua localização. As empresas podem ter centenas de milhares de clientes. Administrar preços separados torna-se cansativo e caro. A escolha do método de formação de preço depende parcialmente do balanceamento do nível de detalhe na estrutura de preços com os custos para administra-las. Existe um numero limitado de categorias para definir a maioria de métodos que usam critérios geográficos. Eles são: F.B.O.: (free on board), preço sem frete incluso e significa o local onde o preço é valido,Preço regional: reduz a complicação administrativa pela fixação de um único preço dentro de uma ampla área geográfica. Preço único ou simples: preço único para todos os clientes, independentemente da sua localização. Nivelamento de fretes: fixação de estratégia de preços, por motivo competitivo que resulta em diferentes taxas de retorno para as empresas que a utilizam. Preço por ponto – base: esse método estabelece um ponto diferente daquele que o produto será entregue, como o ponto a partir do qual o preço será computado. Isso é gerado devido à competição. Transporte Multimodal O transporte multimodal é o nome dado à utilização de diversos meios de transporte com o objetivo de diminuir custos, tempo e o impacto ambiental causado pelos deslocamentos. Em logística discutimos muito esse assunto no transporte de cargas, especialmente para longas distâncias. Sabemos que no Brasil as rodovias são utilizadas para todo tipo de transporte, seja de curta ou longa distância. No entanto, já sabemos que esta não é a opção ideal, pois o transporte rodoviário deixa de ser economicamente atrativo para médias e longas distâncias. As ferrovias brasileiras poderiam ser melhor exploradas, não fosse o problema de terem bitolas de tamanhos diferentes em diferentes regiões. Assim, vemos a possibilidade de uma primeira integração, que não chega a ser multi modal, mas “multi trem”. Além disso, a maioria das ferrovias brasileiras tem o litoral como destino, e poderiam servir como fonte de carga para os portos trabalharem com o transporte por cabotagem. Aí sim começamos a falar em multimodalidade. O transporte ferroviário é indicado quando o volume de cargas é grande, baixo valor e grande densidade (baratos e pesados, como minérios, por exemplo) e é um meio de transporte menos poluidor que os caminhões. Estes, por sua vez, em altíssima adaptabilidade com relação ao tipo de carga a ser transportada, tem ampla cobertura geográfica e exige menos custos em termos de embalagens. Mas podemos também olhar para o litoral e avaliar a possibilidade de utilizar a cabotagem como meio de transporte de cargas: é muito competitivo para produtos baratos (ferro, cimento, químicos), mas é pouco flexível e exige um tempo de transporte maior. Se pensarmos em plataformas multimodais completas, é preciso haver a integração efetiva de pelo menos dois meios de transporte, sendo os três citados acima os mais usuais. Mas outras opções ainda existem. Confira abaixo. No modo aéreo, apesar do alto custo, temos um tempo de transporte baixo, boa confiabilidade e é indicado para produtos de alto valor agregado. No entanto sofre, assim como nos portos, da lentidão no desembaraço da carga, devido à saturação da capacidade dos aeroportos nacionais. Por fim, temos o transporte por dutos, ou dutoviário. Estes têm uma vida útil bastante longa, requerem pouca manutenção ou mão-de-obra para o funcionamento e é bastante rápido. É usado para líquidos e gases (gás natural, químicos, dentre outros). No entanto a adaptabilidade para outros tipos de produto é quase nula e necessita de investimento inicial elevado. Computador a bordo O computador de bordo é um sistema integrado do veículo que possui e transmite ao condutor várias informações. Ele pode conter: Quilômetro por hora; Quilômetro médio por litro; Capacidade do tanque de combustível; Nível do tanque de combustível; Indicador de lâmpadas queimadas; Porta, porta-malas ou capô abertos; Indicador de óleo e água; Pressão dos pneus; Estado de freios e suspensões. Código de barras Código de barras é uma representação gráfica de dados numéricos ou alfanuméricos. A decodificação (leitura) dos dados é realizada por um tipo de scanner - o leitor de código de barras -, que emite um raio vermelho que percorre todas as barras. Onde a barra for escura, a luz é absorvida; onde a barra for clara (espaços), a luz é refletida novamente para o leitor. Os dados capturados nessa leitura óptica são compreendidos pelo computador, que por sua vez converte-os em letras ou números humano-legíveis. Transporte terceirizado Algumas vantagens da terceirização: Gera a desburocratização, simplificando as atividades logísticas; Alivia a estrutura organizacional; Melhora a qualidade dos serviços, como tempo de entrega, redução de avarias, segurança da carga; Gera a economia de recursos: Humanos, materiais, econômicos e financeiros. A terceirização vem a ser um casamento entre a empresa fornecedorado serviço e a empresa que a contrata, sendo que esta união só irá seconcretizar se ambos entenderem que as duas empresas precisam de lucro e que o objetivo principal é o de atender e satisfazer o cliente final. De nada adianta concretizar um negócio por um “preço recorde” em que o prestador não consiga contemplar todos os custos, inclusive os financeiros, e ter lucro. Sem isso ele não conseguirá sobreviver, tão pouco investir na manutenção de uma operação de excelência. Para que haja a terceirização deve ser prestado um serviço no mínimo igual, ou melhor, do que a empresa executa internamente, a um preço justo. Deve ser exigido da terceirização rapidez, qualidade, e execução em um tempo satisfatório. O fornecedor de serviços não pode ter no seu cliente sua única fonte de renda, sendo assim as partes deve se comportar como de fossem sócios. Para que isso tudo aconteça, cabe ao contratante estabelecer alguns pré-requisitos que lhe permitem optar pela melhor empresa especializada, contratada de acordo com suas necessidades: como capacidade de absorver as atividades a serem terceirizadas, lista de clientes e tipos de trabalho desenvolvidos, número de funcionários e técnicos habilitados para a prestação de serviços, capacidade empreendedora, uso de tecnologia e busca de aprimoramento. Com relação às atividades terceirizadas: treinamento e desenvolvimento do seu pessoal e política de treinamento de funcionários do contratante, metodologia de trabalho com ênfase na transferência de tecnologia se for o caso, processos e programas de qualidade e produtividade empregados em atividades assemelhadas a serem controladas, flexibilidade e agilidade do prestador de serviços em se adaptar as condições do cliente, responsabilidades no cumprimento de prazos, números de funcionários alocados, equipamento e materiais envolvidos. O contrato é definido o prestador de serviço, deverá obrigatoriamente ser proposta a assinatura de um contrato, que dará o aspecto formal à relação entre as partes. Com a prática da terceirização a formalização contratual se torna um instrumento de apoio e suporte da operação, responsabilizando o prestador de serviços, estabelecendo regras de relacionamento, e dando uma base juridicamente adequada à relação. Devem-se definir bem as obrigações e direitos de ambos (contratante e contratado) bem como atividades fins, porque devem diferir para que não haja vínculo empregatício. Não deve haver posicionamento equilibrado para que não haja subordinação de uma parte ou outra, é sempre bom incluir no contrato, uma cláusula prevendo o risco do tomador de vir a ser interpelado judicialmente por uma obrigação trabalhista não cumprida pelo prestador, nesta mesma cláusula o contratante poderá interpelar judicialmente o prestador para que haja ressarcimento dos prejuízos. Por isso o contrato de prestação deve conter Introdução, objetivo, as partes envolvidas, obrigações, participação das partes, prazo de vigência, preço no período, condições de reajuste, forma de pagamento, execução das tarefas, as técnicas, uso tecnológico, treinamento e desenvolvimento, parâmetros de medição da qualidade, itens de controle operacional, forma de rescisão, garantias, risco responsabilidade das partes, reparação de danos, inovação tecnológica e redução de custos para garantir aumento de competitividade, o foro, assinaturas, data, e testemunhas. O percentual de negócios que envolvem contratos ainda é muito pequeno, e isso se deve muito por parte dos transportadores, que muitas vezes não percebem que o contrato também é vantajoso paraa contratada, pois é possível determinar prêmios, faturamento mínimo, exclusividade, entre outros. Paletes São plataformas de madeira, com dimensões padronizadas, sustentadas por pés ou vigas de madeira, nas quais as mercadorias são empilhadas. A altura dos paletes deve ser tal, de modo a permitir a entrada de garfo de empilhadeira, mas também não deve ser excessiva para não roubar espaço nos compartimentos de carga. Geralmente possuem 1,00 x 1,00m ou 1,00 x 1,20 m., embora esta última seja a preferida, devido ao maior número de combinações possíveis para a arrumação da carga, por ser retangular. Têm uma ou duas faces, duas ou quatro entradas para os garfos das empilhadeiras. No transporte internacional carga e estrado são amarrados, de modo a formar um único conjunto, frequentemente protegido por plástico retrátil (shrink wrapped), de modo a tornar a unidade impermeável, assim como dificultar a ocorrência de faltas e avarias. O peso de cada unidade de carga paletizada geralmente oscila em torno de uma tonelada. Todas as unidades de um embarque têm a mesma altura, embora variem segundo diferentes embarques. Contêiner Distintamente das demais formas de unitização citadas, o contêiner, que segue o padrão internacional estabelecido pela ISO, é um equipamento de transporte, e não apenas uma forma de acondicionamento de carga, tendo em vista que é parte integrante das unidades de transporte quer sejam vagões ferroviários, veículos rodoviários ou navios. Possuem as seguintes características: De natureza permanente, e, desta forma, resistente o bastante para permitir utilização repetida; Projetado especialmente para facilitar o transporte de mercadorias por uma ou mais modalidades de transporte, sem recarregamentos intermediários; Equipado com dispositivos que permitem sua pronta movimentação, particularmente sua transferência de uma modalidade de transporte à outra; Projetado de forma a ser facilmente enchido e esvaziado; O estudo dos aspectos relativos à construção do contêiner foi iniciado pela ISO já em 1961, de modo a determinar padrões internacionais para contêineres de carga. Estes devem ser construídos de tal forma que possam ser transferidos de um meio de transporte para outro, de modo a permitir a automatização de sua movimentação, assim como a compatibilidade entre os sistemas de transporte nacional e internacional de contêineres. Os padrões englobam dimensões, resistência mínima e requisitos de teste para cada componente do contêiner, tolerância, dispositivos de canto, certificados, terminologia, marcação e identificação além de outros itens, de modo a facilitar o intercâmbio dos contêineres e garantir a segurança no carregamento, na movimentação, na transferência e em todas as modalidades de transporte. Os ensaios aos quais os contêineres são submetidos, antes de se iniciar a sua fabricação em série, vão decidir quanto à sua adaptabilidade ou não ao uso internacional ou, no caso de uso doméstico, apenas, quanto à sua capacidade para resistir aos serviços previstos na sua utilização, ou seja: A transferência entre as modalidades de transporte; A compatibilidade com os outros contêineres, qualquer que seja o construtor ou o país de origem; A proteção e a unitização da carga; A obediência às características peso/volume; Às solicitações múltiplas e diversas no ato de transporte ECEX/IE/UFRJ – Curso de Pós-Graduação em Comércio Exterior A vida útil mínima prevista do contêiner é de 8 anos e a máxima de 12 (dependendo do material utilizado na sua construção) uma vez que o contêiner é um equipamento durável e de uso repetitivo. Os dispositivos de canto têm um papel essencial, pois graças a eles os contêineres podem ser manipulados sem restrições pelos equipamentos intermodais. Constituem-se nas principais peças para içamento ou imobilização do contêiner sobre o veículo e no interior do navio. Sua resistência e posição padronizadas estão sujeitas e tolerâncias severas. A determinação de padrões de desempenho, a serem atendidos na fabricação de contêineres, possibilitou a cada elemento integrante da rede de transporte e distribuição (compreendendo companhias de navegação, ferrovias, empresas de transporte rodoviário, embarcadores, operadores de portos e terminais) tornar-se capaz de desenvolver equipamentos de movimentação, veículos de transporte e demais dispositivos necessários para um sistema de transporte totalmente integrado, capaz de propiciar a movimentação direta das unidades da origem ao destino. A maioria dos contêineres em uso é classificada como carga seca (dry van containers) para transporte ou armazenagem de carga unitizada ou carga geral. Os demais tipos foram criados para atender ao transporte de produtos específicos, englobando as unidades: Tanque (para líquidos); De meia altura; Frigoríficos; “Open top” (com teto aberto); Ventilados; Para granéis secos; Para automóveis; Plataformas - dispõem de armações e dispositivos de canto para carregamento lateral de cargas pesadas ou muito grandes; Desmontáveis. Razões para manter estoques Estoques servem para uma serie de finalidades, eles são: Melhoram o nível de serviço, Incentivam economias na produção, Permitem economias de escala nas compras e no transporte, Agem como proteção em caso de aumento de preço, Protege a empresa de incertezas na demanda e no tempo de ressuprimento, Servem como segurança em caso de contingências. Necessidade de espaço físico A necessidade da armazenagem consiste no fato de as organizações não poderem prever a demanda precisamente, ou seja, de maneira 100% segura. Caso essa perfeita coordenação entre oferta e demanda fosse possível, a produção deveria ter um tempo de resposta instantâneo e o transporte deveria ser totalmente confiável, com tempo de entrega nulo. Desse modo, as empresas utilizam os estoques para melhorarem a coordenação entre oferta e demanda e diminuírem os custos totais. Os custos gastos com armazenagem e manuseio de materiais são justificados e compensados por meio dos custos de transporte e de produção. A empresa reduz custos produtivos, pois seus estoques armazenados absorvem flutuações dos níveis de produção devido a incertezas do processo de manufatura ou a variações de oferta ou demanda. Os custos de transporte são reduzidos, pois a armazenagem permite o uso de quantidades maiores e mais econômicas nos lotes de carregamento. Monitoração de carga Estima-se que, no transporte de cargas, as fraudes, como alteração do canhoto de entrega ou desvio de mercadoria, somem quase 25% dos prejuízos de um transportador. E, geralmente, isso ocorre devido aos poucos recursos tecnológicos que as empresa transportadoras possuem para monitorar e gerenciar a carga de seus clientes. Com isso, a Pamcary, em parceria com a Autofax, enxergou uma brecha no mercado que lhe possibilitou o lançamento de mais um produto, o Pamcert.A novidade, na verdade, é um pacote de serviços que extingue a certificação de papel da mercadoria, tornando o gerenciamento da carga totalmente digital e já com integração aos modelos de NF-e e CT-e. Como parte do pacote, a Autofax, responsável pela parte tecnológica do produto, desenvolveu um equipamento um pouco maior do que um celular, sem fio e com alta capacidade de localização, por conta do sistema wireless dual-chip, GPRS e GPS. O equipamento, que é carregado pelo motorista durante a viagem, conta ainda com um leitor de cartões e em caso de falhas de localização, o que é praticamente descartado pelos criadores do produto, os dados são armazenados e reprogramados automaticamente. Com esse aparelho e um portal online exclusivo para o monitoramento da carga, o transportador coordena o horário de saída do caminhão, - feito por meio de uma assinatura digital da empresa e do motorista -, o percurso completo do veículo, e, por fim, a sua chegada, na qual recebe a assinatura do destinatário e novamente a do motorista. A assinatura digital é feita com um cartão - o e-CPF/e-CNPJ – que é mais um item do pacote. Transferência e transbordoUma das formas mais populares do uso de depósitos é desagregar ou fracionar quantidades transferidas em grandes volumes para as quantidades menores demandadas pelos clientes. É uma aplicação importante do principio logístico de despachar tão longe quanto possível como maior volume viável. Ou seja, a estrutura dos fretes e tal que grandes lotes de entrega têm fretes unitários significativamente mais baixos do que entregas mais volumosas. Portanto, distribuir para clientes que demandam pequenos volumes fica mais barato se um depósito regional é estabelecido para atendê-los. O produto pode ser estocado por algum tempo para sincronizar as entradas (suprimento) com as saídas (demanda) do armazém. A utilização de um terminal de carga para trasbordo e semelhante ao caso do terminal ou deposito de transferência, com exceção de que não se intenciona a guarda do produto. O deposito serve simplesmente como o ponto onde os grandes lotes de entrega terminam suas viagens e onde se originam as entregas dos volumes fracionados. O armazém, como um terminal de carga, providencia as facilidades de operação intermodal da troca de um tipo de veiculo para outro, desagregando os grandes volumes entregues nos menores volumes de distribuição. Trabalho de Logística Tema: Transit Point / Cross-docking / Gestão de Suprimento