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MOBILIZAÇÃO ARTICULAR
DEFINIÇÃO
A mobilização articular é uma técnica manual que busca restaurar o movimento artrocinemático de deslizamento e “alongar” o tecido conjuntivo envolto que possua contraturas ou aderências, combatendo assim, a hipomobilidade. 
Tal técnica consiste na realização de movimentos articulares oscilatórios que respeitem os graus propostos por Maitland e na posição articular que possua menor contato entre as superfícies ósseas. 
A mobilização irá estimular a produção do líquido sinovial e relaxar a musculatura através da inibição autógena realizada pelos Órgãos Tendinosos de Golgi, além de ativar os mecanorreceptores que podem inibir a transmissão de estímulos nociceptivos ao nível da medula espinhal ou tronco encefálico.
DISFUNÇÕES QUE ALTERAM A MECÂNICA ARTICULAR:
- Efusão articular,
- Contraturas e aderências nas cápsulas ou ligamentos,
- Desalinhamento entre superfícies articulares
APLICAÇÃO DA MOBILIZAÇÃO
A aplicabilidade dessa técnica manual requer o conhecimento dos movimentos fisiológicos da articulação a ser mobilizada (osteocinemática) e o conhecimento dos movimentos considerados acessórios que ocorrem dentro da articulação (artrocinemática).
- Osteocinemática – movimentos que o paciente pode fazer voluntariamente. Ex.:flexão, rotação.
- Artocinemática – não podem ser realizados ativamente pelo paciente. Inclui separação, deslizamento, compressão, rolamento e giro das superfícies articulares. O termo artocinemático é usado quando são descritos esses movimentos das superfícies ósseas dentro da articulação.
TIPOS DE MOVIMENTOS
Rolamento:
 - Ocorre sempre no mesmo sentido, ou seja, tanto nas superfícies côncavas como convexas, esse movimento respeita a direção do osso quando esse se movimenta.
- O rolamento não ocorre puro e sim em combinação com o deslizamento.
Deslizamento:
 - A direção desse movimento é dependende da superfície articular que está sendo movimentada - ela pode ser côncava ou convexa.
* Superfície côncava sendo movimentada: movimento ocorre na mesma direção que o movimento angular do osso
* Superfície convexa sendo movimentada: movimento ocorre na direção oposta ao movimento angular do osso
Giro:
 - O mesmo ponto de uma determinada superfície cria um arco de um círculo à medida que o osso gira.
- É a rotação de um segmento em torno de um eixo mecânico
- O giro raramente ocorre sozinho - há combinação com o rolamento e deslizamento
Compressão:
 - É a diminuição do espaço articular entre as partes ósseas.
Tração:
 É a separação, afastamento das superfícies articulares.
Tipos de tração e o sentido que elas ocorrem:
Tração no sentido longitudinal do osso: acarreta em deslizamento da superfície articular
Tração no sentido perpendicular do osso: promove o afastamento das superfícies articulares
GRAUS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR BASEADO NO MÉTODO MAINTLAND
* Grau 1: movimentos rítmicos de pequena amplitude próximo do início da ADM;
* Grau 2: oscilações rítmicas de grande amplitude realizadas dentro da ADM disponível, sem alcançar o limite;
* Grau 3: oscilações rítmicas de grande amplitude realizadas até o limite da ADM e dentro da resistência tecidual;
* Grau 4: movimentos rítmicos de pequena amplitude realizadas no limite da ADM e dentro da resistência tecidual;
* Grau 5: técnica com golpes de pequena amplitude e alta velocidade aplicados ao final da ADM
BENEFÍCIOS GERAIS DA TÉCNICA:
- Aliviar quadro álgico
- Melhorar nutrição articular
- Alongar tecido conjuntivo aderido (cápsula/ligamentos)
- Reposicionamento das superfícies articulares
- Reverter hipomobilidade articular
CONTRA-INDICAÇÕES
- Hipermobilidade articular
- Efusão articular
- Fratura articular recente
- Osteoporose
- Instabilidade articular
Terapia manual e mobilização neural
	O termo terapia manual pode refere-se a diferentes métodos de tratamento na fisioterapia: mobilização e manipulação articular, massagem do tecido conectivo, massagem de fricção transversa, entre outras. Mobilização e manipulação articular são métodos conservativos de tratamento de dor, restrição de amplitude de movimento articular, e outras disfunções de movimento do sistema musculoesquelético. A terapia manual usada no contexto deste artigo vai refere-se apenas à mobilização e a manipulação articular.
	Mobilização e manipulação são exercícios passivos acessórios de amplitude de movimento executados por terapeutas. Existem dois tipos de exercícios passivos que podem ser executados por terapeutas: movimentos acessórios e movimentos fisiológicos. 
	Movimentos fisiológicos são executados quando uma articulação é movida dentro dos três planos cardinais cinesiológicos (coronal, sagital, e transverso). Os movimentos fisiológicos são: extensão, flexão, rotação, adução, abdução, pronação, e supinação. 
	Movimentos acessórios podem apenas ser executados pelo terapeuta. Os movimentos acessórios são: aproximação, separação, deslizamento, rolamento, e o girar. 
	Na fisioterapia, a manipulação e a mobilização geralmente referem-se a diferentes técnicas de terapia manual. Mobilização refere-se a movimentos passivos acessórios de jogo articular executados gentilmente em baixa velocidade pelo terapeuta. Estes últimos podem ser executados ritmicamente numa série de oscilações ou num único movimento executado vagarosamente. A suavidade de aplicação de movimentos de mobilização permite ao terapeuta ajustar as técnicas ao conforto dos pacientes. Movimentos de mobilização são executados sobre o controle dos pacientes. 
	Manipulação refere-se à execução de movimentos acessórios de jogo articular executados em alta velocidade. A alta velocidade de aplicação de técnicas de manipulação não permite que o paciente tenha controle da execução das mesmas. Por causa da alta velocidade das técnicas de manipulação, o uso destas está associado a certos efeitos colaterais (rompimento de vasos sangüíneos, lesão nervosa, entre outros). Portanto, somente terapeutas habilidosos e com anos de experiência clínica deveriam executar a manipulação articular.
	Os efeitos neurofisiológicos da terapia manual são utilizados no tratamento de dor articular e tensão muscular. Fato que pode ser explicado pela a função de receptores nervosos articulares e a teoria da comporta de dor.
	A mobilização neural refere-se a um conjunto de técnicas que visam colocar o neuroeixo em tensão e alongá-lo por meio de mobilizações adequadas. Estas técnicas de tratamento são uma evolução dos testes diagnósticos propostos por Elvey para verificar a presença de tensão neural adversa. O tratamento consiste na aplicação de movimentos oscilatórios e/ou brevemente mantidos ao tecido neural.
	A mobilização neural é uma técnica que vem sendo recentemente usada no Brasil. Os estudos atuais mencionam em suas referências basicamente os mesmos estudos dos mesmos autores já publicados anteriormente.
	A mobilização neural procura restaurar o movimento e elasticidade ao sistema nervoso, o que promove o retorno as suas funções normais. Portanto, a técnica parte do princípio que se houver um comprometimento da mecânica/fisiologia do sistema nervoso (movimento, elasticidade, condução, fluxo axoplasmático) isso pode resultar em outras disfunções no próprio sistema nervoso ou em estruturas musculoesqueléticas que recebem sua inervação. O restabelecimento de sua biomecânica/fisiologia (neurodinâmica) adequada através do movimento e/ou tensão permite recuperar a função normal do sistema nervoso assim como das estruturas comprometidas. Esse restabelecimento se dá através de movimentos oscilatórios e/ou brevemente mantidos direcionados aos nervos periféricos e/ou medula.
	A técnica se aplica a todas as condições que apresentam um comprometimento mecânico/fisiológico do sistema nervoso. Para se verificar a presença desse comprometimento, uma avaliação específica deve ser realizada.
Mobilização Articular
- Osteocinemática – movimentos que o paciente pode fazer voluntariamente. Ex.:flexão, rotação.
O termoostecinemático é usado quando ao descritos esses movimentos ósseos.
- Artocinemática – não podem ser realizados ativamente pelo paciente. Inclui separação, deslizamento, compressão, rolamento e giro das superfícies articulares. O termo artocinemático é usado quando são descritos esses movimentos das superfícies ósseas dentro da articulação.
Tipos de articulação
O tipo de movimento que ocorre entre partes ósseas dentro de uma articulação é influenciável pelo formato das superfícies articulares:
Ovóide – Uma superfície e convexa e a outra e côncava.
Selar (em sela) – Uma superfície e côncava em uma direção e convexa na outra, com a superfície oposta convexa e côncava respectivamente; semelhante a um cavaleiro em oposição complementar ao formato da sela.
Tipos de Movimentos
Enquanto uma alavanca óssea se move sobre um eixo de movimento, ocorre também movimento da superfície óssea na superfície oposta dentro da articulação. É chamado de oscilação descrito como: flexão, extensão, abdução, adução e rotação. O movimento das superfícies articulares é uma combinação de rolamento, deslizamento e giro.
a) Rolamento
Características de um osso que rola sobre o outro: as superfícies são incongruentes; novos pontos de uma superfície encontram novos pontos na superfície oposta; o rolamento resulta em movimento angular do osso (oscilação); é sempre na mesma direção que o movimento ósseo angular; quando não ocorre sozinho causa compressão nas superfícies do lado para qual o osso esta angulando e separação do outro lado. O alongamento passivo usando somente angulação óssea pode resultar em forças compressivas que sobrecarregam partes da superfície articular com a possibilidade de provocar lesão articular; em articulações com funcionamento normal, o rolamento puro não ocorre sozinho, mais em combinação com deslizamento e giro.
b) Deslizamento
Características de um osso que desliza sobre o outro: para um deslizamento puro a superfícies precisam ser congruentes, sejam elas planas ou curvas; o mesmo ponto em uma superfície fique em contato com novos pontos na superfície oposta; o deslizamento puro não ocorre nas articulações, já que as superfícies não são completamente congruentes; A direção na qual o deslizamento ocorre depende da superfície que está movendo ser côncava ou convexa. O deslizamento é na direção oposta à do movimento angular do osso se a superfície articular que se move é convexa. O deslizamento é na mesma direção do movimento angular do osso se a superfície que se move é côncava (obs.: regra convexo-concava - é a base para a determinação da direção da força mobilizadora quando são usadas técnicas de manipulação articular com deslizamento).
c) Rolamento-deslizamento combinados numa articulação
Quanto mais congruentes forem as superfícies articulares, mais deslizamento ocorre entre as partes ósseas com movimento; quanto mais incongruentes forem às superfícies articulares ocorrem mais rolamento entre as partes ósseas durante o movimento; a mecânica articular anormal resultante pode provocar microtraumas e disfunção articular; o rolamento não é usado para alongar cápsulas articulares retraídas porque produz compressão articular. (obs.: quando o terapeuta move passivamente a superfície articuladora na direção na qual o deslizamento ocorre, a técnica é chamada deslizamento-translação ou deslizamento. É usado para controlar a dor quando aplicado com cuidado ou para alongar a cápsula quando aplicado com uma força de alongamento.
d) Giro
Características de um osso que gira sobre o outro: Ocorre rotação de um segmento sobre um eixo mecânico estacionário; o mesmo ponto sobre a superfície que se move cria o arco de um círculo à medida que o osso gira; o giro raramente ocorre sozinho nas articulações, mas em combinação com o rolamento e deslizamento; três exemplos de onde ocorre giro nas articulações do corpo são o ombro na flexão/extensão, o quadril na flexão/extensão, e a articulação radioumeral na pronação/supinação.
Efeitos da mobilização articular
1) Estimula a atividade biológica, movimenta o líquido sinovial que traz nutrientes para a cartilagem avascular das superfícies articulares e fibrocartilagens intra-articulares dos meniscos. A atrofia da cartilagem articular começa cedo quando as articulações são imobilizadas.
2) Mantém a extensibilidade e força de tensão nos tecidos articulares e periarticulares. Com a imobilização ocorre proliferação fibroadiposa, que provoca adesões intra-articulares, assim como alterações bioquímicas em tendões, ligamentos e tecido articulares levando contraturas articulares e enfraquecimento ligamentar.
3) Impulsos nervosos aferentes de receptores articulares transmitem informação para o SNC e assim provêem percepções de posição e movimento. Com a lesão ou degeneração da cápsula, ocorre diminuição do potencial em uma fonte importante de feedback proprioceptivo que pode afetar a resposta de equilíbrio do indivíduo. A mobilização articular provê impulsos sensoriais relativos a:
- Tipo I (posição estática e senso de velocidade do movimento). São encontrados no interior das cápsulas articulares superficiais. Fornecem informação a cerca das mudanças na posição articular. È um mecanorreceptor estático e dinâmico, dependendo da posição articular, da pressão intra-articular, e dos movimentos articulares (ativos e passivos).
- Tipo II (mudança na velocidade do movimento). É encontrado nas cápsulas articulares profundas e coxim articular adiposo. Fornecem informações sobre a velocidade do movimento. E um mecanorreceptor dinâmico. Sua adaptação rápida e inativa em repouso e estimulada por estímulos rápidos e repetitivos
- Tipo III - São encontrados nos ligamentos. Registra a verdadeira posição articular. E dinâmico, sua adaptação é lenta. E estimulados com movimentos externos ativos e passivos.
- Tipo IV - São encontrados nas cápsulas fibrosas, ligamentos, coxim articulares adiposos, periósteo, paredes e vasos sanguíneos. Fornecem informações dolorosas (estímulo nocioceptivo). Sua adaptação é lenta ativada pelas deformações mecânicas.
OBS.: Regulação do tônus (Receptores I, II, III). Senso de movimento (Receptores I e III).
Contra-indicações verdadeiras para as técnicas de alongamento:
-Hipermobilidade: Pacientes com perigo de necrose dos ligamentos ou cápsula não devem fazer alongamento; só é benéfico técnica de mobilização intra-articular leve dentro dos limites de mobilidade.
-Efusão Articular: Pode haver edema articular (efusão) devido a trauma ou doença. O derrame articular rápido geralmente indica sangramento dentro da articulação e pode ocorrer com trauma ou em doenças tais como hemofilia. O derrame articular lento geralmente indica efusão séria de líquido sinovial em excesso ou edema dentro da articulação devido a trauma leve, irritação ou uma doença tal como artrite.
-Inflamação: Sempre que houver inflamação, o alongamento irá aumentar a dor e defesa muscular resultando em maior dano aos tecidos. Movimentos delicados de oscilação ou separação podem inibir temporariamente a resposta dolorosa.
Direção do Movimento
A direção do movimento durante o tratamento é paralela ou perpendicular ao plano de tratamento, que é um plano perpendicular à linha que vai do eixo de rotação até o meio da concavidade da superfície articular. O plano é na parte côncava, de modo que sua posição é determinada pela posição do osso côncavo; técnicas de tração articular são aplicadas perpendicularmente ao plano de treinamento. O osso todo é movido de modo que as superfícies articulares são separadas; técnicas de deslizamento são aplicadas paralelamente ao plano de tratamento. Se a superfície da parte óssea que se move é convexa, o deslizamento deve ser oposto à direção em que ocorre a oscilação óssea. Se a superfície da parte óssea que se move é côncava, o deslizamento feito no tratamento deve ser na mesma direção; o osso todo é movido de modo que ocorre deslizamento de uma superfície articular sobre a outra. O ossonão deve ser usado como alavanca, não deve haver movimento em arco (oscilação) do osso, o que poderia causar o rolamento e, assim, compressão das superfícies articulares.
TÉCNICAS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR EM REABILITAÇÃO
Com o surgimento de uma lesão em uma das articulações, quase sempre ocorre perda de movimento associada. Atribuídas a diversos fatores, como por exemplo, traumas, patologias reumáticas, estiramento excessivo, etc. Se a articulação não for tratada apresentará uma hipomobilidade e acabará apresentando sinais de degeneração.
A mobilização articular e a tração são técnicas de terapia manual que incluem os movimentos passivos e lentos das superfícies articulares. São utilizados para recuperar a amplitude de movimento ativo, para restaurar os movimentos passivos e lentos das superfícies articulares, para reposicionar ou realinhar a articulação, para recuperar a distribuição normal de forças e tensões ao redor da articulação ou para reduzir a dor. A mobilização e a tração podem ser utilizadas para alongar tecidos e romper aderências, mas caso sejam utilizadas inadequadamente podem também danificar os tecidos e causar entorses na articulação.           
RELAÇÃO ENTRE MOVIMENTOS FISIOLÓGICOS E ACESSÓRIOS
MOVIMENTO FISIOLÓGICO – É aquele que resulta das contrações musculares ativas, concêntricas e excêntricas, que movem os ossos ou articulações. Denominado de movimento osteocinemática. Movimento voluntário.
MOVIMENTO ACESSÓRIO – Acontecem quando a superfície de uma articulação se move em relação à outra. Acompanha o movimento fisiológico.
Ambos movimentos ocorrem simultaneamente, embora o movimento acessório normal deve ocorrer para que a amplitude total do movimento fisiológico ocorra, ou seja, um músculo não pode ser totalmente reabilitado se as articulações não estiverem livres e vice-versa.
TIPOS DE ARTICULAÇÃO
O tipo de movimento que ocorre entre partes ósseas dentro de uma articulação é influenciável pelo formato das superfícies articulares:
    Ovoide– Uma superfície e convexa e a outra e côncava.
Selar (em sela) – Uma superfície e côncava em uma direção e convexa na outra, com a superfície oposta convexa e côncava respectivamente; semelhante a um cavaleiro em oposição complementar ao formato da sela.
ARTROCINEMÁTICA ARTICULAR
Conjunto dos movimentos acessórios (girar, rolar e deslizar). O movimento das superfícies articulares dentro da articulação é uma combinação variável de rolamento, deslizamento e giro.
GIRO – Rotação de um segmento sobre um eixo mecânico estacionário e pode ocorrer tanto no sentido horário como anti-horário. Um exemplo de giro é o movimento da cabeça radial na articulação umerorradial, como ocorre na pronação e na supinação do antebraço.
ROLAMENTO – Ocorre quando uma série de pontos em uma superfície articular entra em contato com outra série de pontos em outra superfície articular. Côndilos femorais arredondados rolando sobre o platô tibial plano e estático. Sempre ocorre no sentido do movimento.
DESLIZAMENTO/ TRANSLAÇÃO – Ocorre quando um ponto específico em uma determinada superfície articular entra em contado com uma série de pontos em outra superfície, ou seja, do ponto de vista anatômico o deslizamento ou translação ocorreria durante o teste de gaveta anterior no joelho, quando o platô tibial plano desliza anteriormente em relação aos côndilos femorais arredondados e fixos.
O deslizamento ocorre simultaneamente com o rolamento, porém não necessariamente na mesma proporção e nem no mesmo sentido, a direção na qual o deslizamento ocorre depende se a superfície que está se movendo é côncava ou convexa. Ex. No joelho, os côndilos femorais seriam considerados a superfície convexa e o platô a côncava.
REGRA CÔNCAVO-CONVEXO
É a relação mecânica conhecida como a base para a determinação da direção da força de mobilização. O sentido do componente de deslizamento do movimento é determinado pelo formato da superfície articular que estiver em movimento.
Segundo Kisner: A direção na qual o deslizamento ocorre depende de a superfície em movimento ser concava ou convexa. o deslizamento é na direção oposta ao movimento angular do osso quando a superfície articular que se move é convexa. o deslizamento é na mesma direção que o movimento angular do osso quando a superfície que se move é côncava. 
Exemplo: Quando um  individuo realiza um movimento de abdução do ombro (articulação glenoumeral), o rolamento ocorre no sentido do movimento que está sendo realizado (nesse caso no sentido superior) e o deslizamento sempre no sentido oposto, ou seja, quando o terapeuta for realizar a mobilização articular da articulação glenoumeral no sentido inferior vai proporcionar o ganho de amplitude de movimento da abdução pelo seguinte motivo: está realizando o deslizamento no sentido inferior e favorecendo o rolamento no sentido do movimento de abdução.
Quando um individuo realiza um movimento de extensão de joelho (articulação tibiofemoral), o rolamento ocorre no sentido do movimento que está sendo realizado (nesse caso no sentido anterior) e o deslizamento sempre no mesmo sentido, ou seja, quando o terapeuta for realizar a mobilização articular da articulação tibiofemoral no sentido anterior vai proporcionar o ganho de amplitude de movimento da extensão pelo seguinte motivo: está realizando o deslizamento no sentido anterior e favorecendo o rolamento no sentido do movimento de extensão.
POSIÇÕES ARTICULARES
Cada articulação do corpo possui uma posição na qual a cápsula articular e o ligamento estão mais relaxados, possibilitando a quantidade máxima de jogo articular. Essa posição é denominada de posição de repouso.
TÉCNICAS DE MOBILIZAÇÃO ARTICULAR
As técnicas de mobilização articular são utilizadas para melhorar a mobilidade articular ou para diminuir a dor articular por meio da restauração dos movimentos acessórios à articulação, permitindo, assim, a amplitude de movimento total indolor, não-restrita.
OBJETIVOS
Redução da dor; diminuição da proteção muscular; alongamento ou aumento do comprimento do tecido conjuntivo da articulação (especialmente em tecidos capsulares e ligamentares; efeitos reflexogênicos que inibem ou facilitam o tônus muscular ou o reflexo de alongamento e efeitos proprioceptivos para melhorar a consciência postural e cinética.
EFEITOS NEUROFISIOLÓGICOS
Estímulo dos mecanoceptores que podem inibir a transmissão de estímulos nociceptivos ao nível da medula espinhal ou tronco cerebral.
EFEITOS MECÂNICOS
Promovem a movimentação do fluído sinovial, que é o veículo transportador de nutrientes para as porções avasculares de cartilagem articular, prevenindo efeitos dolorosos e degenerativos.
EFEITOS BIOLÓGICOS
Mantém a extensibilidade e força de tensão nos tecidos articulares e periarticulares. Com a imobilização ocorre proliferação fibroadiposa, que provoca adesões intra-articulares, assim como alterações bioquímicas em tendões, ligamentos e tecido articulares levando contraturas articulares e enfraquecimento ligamentar e estimula a atividade biológica movimentando o liquido sinovial que traz nutrientes para a cartilagem avascular das superfícies articulares e fibrocartilagens intra-articulares dos meniscos.
Indicações para mobilização articular:
         Dor, defesa muscular e espasmo
         Hipomobilidade articular reversível
         Limitação Progressiva
         Imobilidade Funcional
Contraindicações verdadeiras para as técnicas de mobilização intra-articular:
         Hipermobilidade:Pacientes com perigo de necrose dos ligamentos ou cápsula não devem fazer alongamento; só é benéfico técnica de mobilização intra-articular leve dentro dos limites de mobilidade.
     Efusão articular: Pode haver edema articular (efusão) devido a trauma ou doença. O derrame articular rápido geralmente indica sangramento dentro da articulação e pode ocorrer com trauma ou em doenças tais como hemofilia. O derrame articular lento geralmente indica efusão séria de líquido sinovial em excessoou edema dentro da articulação devido a trauma leve, irritação ou uma doença tal como artrite.
      Inflamação: Sempre que houver inflamação, o alongamento irá aumentar a dor e defesa muscular resultando em maior dano aos tecidos. Movimentos delicados de oscilação ou separação podem inibir temporariamente a resposta dolorosa.
TÉCNICA
A técnica é composta por movimentos lentos de pequena amplitude, sendo que a amplitude é a distância em que a articulação é movida passivamente dentro de sua amplitude total. As técnicas de mobilização utilizam movimentos de deslizamentos de oscilação de pequena amplitude para deslizar uma das superfícies articulares em uma direção apropriada dentro de uma amplitude específica.
A direção apropriada para os deslizamentos de oscilação é determinada pela regra côncavo-convexa
.
GRAUS DE MOBILIZAÇÃO
Grau I: (FROUXO). Oscilações articular de pequena amplitude, onde a cápsula articular não é sobrecarregada. Utilizado quando a dor e o espasmo limitam prematuramente o movimento.
Grau II: (TENSO). Oscilações ou deslizamento de grande amplitude dentro da amplitude existente, não atingido o limite. Nas superfícies articulares para tensionar os tecidos ao redor da articulação. Utilizado quando o espasmo limita o movimento, ou quando a dor crescente restringe na metade a ADM.
Grau III:(ALONGANDO). Oscilações ou deslizamento das superfícies articulares com uma amplitude grande suficiente para fazer alongamento na cápsula articular e estruturas periarticulares vizinhas. Utilizado para alongar as estruturas articulares e assim aumentar a mobilidade intra-articular.
Grau IV: oscilações rítmicas de pequena amplitude no limite da mobilidade existente e forçadas na resistência do tecido.
Grau V: técnica brusca com pequena amplitude e alta velocidade para soltar adesões no limite da mobilidade disponível.
Aplicações:
         Graus I e II: articulações limitadas pela dor.
         Graus III e IV: manobras de alongamento.

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