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RESUMO DE NUTRIÇÃO DE RUMINANTES
SUPLEMENTAÇÃO
Baixa produtividade estacionalidade na oferta de forragens
Problema: o suprimento de forragem ao longo do ano não coincide com as necessidades dos rebanhos. A produção de forragem pode ser aumentada através de: adubação e irrigação (muito caro)
Estacionalidade na oferta de forragem: períodos de safra e entressafra de POA. 
Ajuste entre demanda e suprimento planejamento alimentar 
O clima determina a oferta (forragem) e a demanda (nº de animais)
Problema: o animal não consegue alcançar sua demanda em nutrientes para manter uma curva crescente de crescimento. O que leva a: atraso idade de abate, atraso na parição a primeira cria e baixa fertilidade
Solução: ajuste entre demanda e oferta de nutrientes
Alternativa: SUPLEMENTAÇÃO
Vantagens da suplementação
- encurtamento do ciclo de produção
- aumento do desfrute (> tx de lotação e < idade ao abate)
- aumento da atividade microbiana ruminal (aumento da taxa de passagem e aumento da digestão)
- baixo investimento em capital fixo 
- pode ser incorporada a qualquer escala da produção
- melhor monitoramento do rebanho e da produção como um todo
Tipo de manipulação nutricional 
Função
Desempenho projetado para os animais
Demanda nutricional
Disponibilidade de pasto
Disponibilidade de alimentos a serem utilizados
Tipos: 1. Suplementos para mantença ou ganhos moderados x 2. Suplementos para terminação ou acabamento
Atividade microbiana estimulada otimização do pastejo
Efeito aditivo do suplemento sobre a digestibilidade e o consumo
Baixo consumo
Maior controle sobre o consumo através da % de uréia (>10%) e sal (20 e 30%) na mistura. 
Baixa palatabilidade da mistura 
Perfil fisiológico: PDR liberação de amônia no rúmen 
Menor controle sobre o consumo através da % de uréia (<10%) e sal (3 a 5%) na mistura 
Permitido um efeito de substituição controlado (%PV)
PDR ajustado a demanda nutricional do animal 
Alto consumo 
Maior mão de obra, pois o produtor precisa ir todo dia 
Manejo do pasto 
Disponibilidade de MS (vedação)
- menor diferenciação morfológica (relação foha/caule)
- menor perda do valor nutritivo 
- maior que 2-3x o consumo seleção
Formulação 
Desempenho projetado para os animais 
Demanda nutricional 
Disponibilidade de pasto 
Disponibilidade de alimentos a serem utilizados nos suplementos 
	Suplemento de baixo consumo ou baixo ganho 
	Suplemento de alto consumo ou alto ganho 
	Auto-controle ou tratador 
	Tratador 
	Em média 0,1% PC
	Em média 0,8% PC
	
	
Uréia + sal baixos = animal não faz o alto controle, precisa do tratador todos os dias
	
	Pouco mineral e pouca uréia 
NNP = PROTEÍNA 
Ex1: 56% NNP e 56% PB, tem proteína verdadeira? Não, pois todo o suplemento já foi preenchido com proteína não verdadeira 
Ex2: 11,2% NNP e 30%PB, tem proteína verdadeira? Sim. 
O uso de suplementos deve interagir com o pasto de modo a otimizar o uso da forrageira pelo animais. 
DETERMINAÇÃO DA DIGESTIBILIDADE
	IN VIVO 
	IN SITU 
	IN VITRO
	Passa por todo o TD
	Só usa uma parte do TD
	Usa-se o fluido ruminal (precisa de um animal doador)
 
Qtdade consumida – Qtdade nas fezes X 100
 Qtdade consumida 
DIGESTIBILIDADE IN VIVO
In vivo - direto coleta total de fezes 
 - indireto indicadores (amostragem)
Indicadores são substâncias químicas fornecidas ao animal que serve como um trocador/marcador
	DIRETO 
	INDIRETO 
	- Gaiolas de metabolismo (animais menores)
- Bolsas coletoras 
- Mínimo de 3 animais 
- Controle do alimento fornecido 
- Controle de sobras 
- Análise laboratorial: fornecido e fezes
	- Confinamento; animais em pastejo
- Marcador externo: serve para estimar a produção fecal total 
- Marcador interno: serve para saber a quantidade do alimento consumido; é um componente químico presente na dieta do animal. 
Fornecido – sobras = consumido 
- Qual a melhor alternativa para o pequeno ruminante? Bolsa, pois as fezes são secas, já no bovino não é uma boa alternativa pois as fezes são pastosas, vai ficar pesado e estressar o animal 
Bovino: melhor o indireto 
- O animal está numa baia controlada, sabe-se tudo o que ele come, qual o melhor tipo de marcador? 
- O animal está solto no campo, não tem bolsa coletora, usa-se marcador externo? 
Para coleta fecal parcial: marcador externo 
Se coletar todas as fezes (bolsa): marcador interno
Animal solto no pasto/livre: usa-se os dois tipos de marcadores 
Animal confinado: não precisa de marcador interno NORMALMENTE
ALTERNATIVAS:
	Interno + externo
	Só interno projetar a capacidade do animal/projetar o consumo. Usa-se quando não tem controle sobre o consumo. 
	Só externo estimar a produção fecal
	Só a bolsa 
	MARCADOR EXTERNO 
	MARCADOR INTERNO
	Indigerível e não absorvido 
	Vantagem: natural do alimento 
	Sem efeito farmacológico no TGI 
	Animais em pastejo: PROBLEMAS amostra de forragem consumida, simulação de pastejo, *fístula esofágica
	Fácil determinação analítica e manuseio 
	
	Mistura uniforme com a digesta 
	
	Ex: Cr2O3, Ru, Lantânio, Dióxido de Titânio, Itérbio
	Ex: lignina, sílica, FDN e FDA indigestível 
*A fístula esofágica é muito agressiva. A comida não vai pro rúmen. A comida entra pela boca e sai pelo esôfago (fica em uma bolsa). Serve para representar mais fielmente o que o animal ingere. 
Fístula ruminal: não causa problemas ao animal 
Validade dos Coeficientes de digestibilidade 
Fezes: 
- enzimas e descamação do TGI
- proteína, gordura e minerais = origem endógena 
- DIG. VERDADEIRA > DIG. APARENTE
O que o animal ingeriu 100%
Excreta diferença 
REGRA DE 3 
Ex: excretado 1kg, comeu 8 kg, retido no corpo 7 kg. 
 8kg -------- 100
7 kg --------- X 
X= 87,5%
DIGESTIBILIDADE IN SITU
Mais usada para ruminantes, pois tudo acontece no rúmen, ou seja, toda a degradação ocorre em um compartimento só. 
Amostra
 (3-5g) colocadas em saquinhos, vedados e incubados no rúmen do animal fistulado 
Sacos
Tecido sintético permeável (nylon)
Porosidade (50 nm)
Retirada: lavagem 
Fatores que afetam a acurácia do método 
 - secagem da amostra 
- tamanho das partículas 
- local da incubação (saco dorsal x saco ventral) 
- tamanhos dos poros dos saquinhos 
- lavagem dos saquinhos 
- dieta fornecida ao animal (vai afetar a digestão microbiana) 
 
Vantagem dos sacos:
 1 KG (ganho de peso) 
 
 8 KG
 
 50% 80%
 
 16 KG alimento 10 KG
Ex: coloca o saquinho no animal com 4g, quando tira tem 1g, qual a digestibilidade? 25%
DIGESTIBILIDADE IN VITRO
- amostra em contato com o liquido ruminal no interior de um tubo de ensaio 
- reprodução das condições ruminais: presença de microorganismos, anaerobiose, temperatura de 39 graus, poder tampão e pH 6,9, incubação por 48 horas (precisa agitar para simular o ambiente ruminal) 
Método em 2 etapas 
1º etapa 
- amostra moída (2mm): 0,5 g
- solução tampão: liquido ruminal (4:1) 50 ml
- tubos de ensaio rolhas com válvulas de bunsen 
- incubação: 48 hrs (anaerobiose, 39 graus)
2º etapa
- HCl 6N 2 ml pH 2 (morte dos MO)
- pepsina 5 ml incubação 48 horas 
- resíduo indigerível: filtrar, secar, pesar 
Fatores que afetam a acurácia da técnica 
- qualidade do fluido ruminal 
- espécie animal 
- dieta fornecida 
- tempo de coleta 
- manutenção das condições ideais na incubação 
*a qtdade de FDN indigerido fecal é a própria qtdade de FDN indigerido da dieta, essa qtdade de FDN indigerido da dieta veio de onde? 
FDNi dieta= FDNi forragem + FDNi concentrado

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