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PSICOLOGIA DA SAÚDE
PROFESSORA ANA MARIA SÁ BARRETO MACIEL
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Prevenindo lesões e doenças 
A prevenção primária refere-se a ações para promover a saúde que são adotadas para prevenir a ocorrência de doenças ou ferimentos. Exemplos de preven­ção primária incluem usar o cinto de segurança, ter boa nutrição, praticar exercícios, evitar fumar e fazer exames de saúde com regularidade. Os imunógenos comportamentais são exemplos de prevenção primária.
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A prevenção secundária envolve ações adotadas para identificar e tratar a doença no seu começo. No caso de uma pessoa que apresenta pressão sangüínea alta, por exemplo, a prevenção secundária incluiria exames regulares para monitorar sinto­mas, uso de medicações para reduzir a pressão sangüínea e mudanças na dieta.
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A prevenção terciária implica ações adotadas para conter ou retardar danos, uma vez que a doença já tiver progredido além de seus estágios iniciais. Um exemplo de prevenção terciária é o uso de radioterapia ou quimioterapia para destruir um tu­mor maligno. A prevenção terciária tenta a máxima reabilitação possível.
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Barreiras à promoção da saúde
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BARREIRAS INDIVIDUAIS
As pessoas jovens têm pouco incentivo imediato para praticar bons comportamentos e corrigir maus hábitos de saúde. Este gradiente de reforço - o princípio que diz que as recompensas ou punições imediatas são mais eficazes do que as retardadas - opera no decorrer da vida. 
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BARREIRAS OMPOSTAS PELA FAMÍLIA
Os hábitos de saúde normalmente são adquiridos com os pais e outras pessoas que atuam como modelos de comportamentos prejudiciais à saúde. As crianças também podem adquirir suas expectativas a respeito de comportamentos de risco observando os comportamentos de familiares e suas conseqüências. 
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Barreiras impostas pelo sistema de saúde
Como a medicina tende a concentrar-se em condições de tratamento que já estão desenvolvidas, sinais precoces de doenças e fatores de risco adicionais passam desapercebidos nos cuidados de saúde. 
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Barreiras impostas pela comunidade
A comunidade pode ser uma força poderosa para promover ou desencorajar a vida saudável. As pessoas têm mais probabilidade de adotar comportamentos que aumentem a saúde quando estes são promovidos por organizações comunitárias, como escolas, agências governamentais e o sistema de saúde. 
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Adesão ao tratamento médico
É definida de forma ampla como seguir corretamente orientações em relação a medicações, mudanças em estilo de vida (por exemplo, perder peso ou parar de fumar), ou como recomendações sobre medidas preventivas, como evitar alimentos gordurosos ou começar um programa de exercícios. A adesão é uma atitude e um comportamento. 
Disposição do paciente a seguir o regime de tratamento receitado e conseguir fazê-lo. 
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Interpretando e compreendendo a doença
Quando as pessoas recebem informações novas que parecem contradizer crenças antigas, elas costumam considerar mais fácil modificar ou ignorar essas informações do que mudar sua estrutura de conhecimento existente.
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A teoria de quatro componentes de Leventhal 
O psicólogo Howard Leventhal e colaboradores investigaram quatro compo­nentes da maneira como as pessoas conceitualizam a doença 
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O primeiro componente:
Identificar a doença, refere-se à maneira como as pessoas rotulam a doença quan­do primeiramente notam os sintomas. 
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O segundo componente:
A linha do tempo
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Terceiro componente:
As conseqüências percebidas das doenças - A maneira como uma pessoa percebe as conseqüências de determina­do diagnóstico pode ter impacto enorme sobre sua resposta. 
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Quarto componente
Determinar a causa da doença - A necessidade de atribuir sintomas a uma causa é forte 
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A tendência otimista
Tendência a acreditar que se tem menos probabilidade de ficar doente do que outras pessoas da própria idade e gênero.
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A mudança de atitude em relação à doença no decorrer da vida 
Os conceitos na infância a respeito da doença incluem noções mágicas sobre a causalidade. Somente em uma idade posterior elas começam a compreender o conceito de contágio e os mecanismos pelos quais as doenças infecciosas são transmitidas. Mais tarde, ainda, à medida que seu conceito de auto-eficácia continua a amadurecer, começam a compreender que podem fazer algumas coisas para controlar sua saúde (Burbach e Peterson, 1986).
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TEORIAS DE COMPORTAMENTO DE SAÚDE
As teorias sem estágios concentram-se em prever a maneira como as pessoas tomam decisões sobre determinado comportamento (Weinstein, Rothman e Sutton, 1998). A maioria delas tem por base a idéia de que as pessoas são racionais e entram em um processo de pesar os prós e contras de praticarem determinado comporta­mento que poderia afetar sua saúde. 
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Teorias sem estágios
As teorias sem estágios de comportamento de saúde buscam identificar variá­veis que influenciem comportamentos relacionados com a saúde e os combinem em uma fórmula que antecipe a probabilidade de que determinado indivíduo aja de certa maneira em dada situação. 
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O modelo de crenças de saúde
Teoria sem estágios que identifica três crenças que influenciam a tomada de decisões com relação a comportamentos saudáveis: a percepção de suscetibilidade a uma ameaça á saúde; a percepção da gravidade da doença ou condição e a percepção dos benefícios e barreiras ao comportamento. 
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A teoria da ação racional 
Segundo essa teoria, a tomada de decisões com relação ao comportamento de saúde é moldada pela atitude da pessoa em relação ao comportamento e por sua motivação em obedecer às visões de outras pessoas: no que diz respeito ao comportamento em questão.
 
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Norma subjetiva
Interpretação de um indivíduo das visões de outras pessoas no que diz respeito a determinado comportamento relacionado com a saúde.
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A teoria do protótipo/disposição
Teoria da tomada de decisões que pressupõe que o comportamento relacionado com a saúde é função da motivação da pessoa para realizar esse comportamento (disposição comportamental) e da imagem social associada com o comportamento (protótipo social). 
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Disposição comportamental
Em teorias de comportamentos de saúde, é a motivação reativa e não-planejada envolvida na decisão de realizar o comportamento de risco.
 Protótipo social imagem social predominante que o indivíduo associa a determinado grupo de pessoas. 
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A teoria do comportamento planejado 
Teoria que prevê o comportamento saudável com l em três fatores: a atitude pessoal para com o comportamento, norma subjetiva em relação ao comportamento e o grau de percepção de controle sobre ele. 
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Teorias de estágios 
As teorias sem estágios do comportamento de saúde tentam identificar variá­veis que influenciam comportamentos relacionados com a saúde e combiná-los em uma fórmula que preveja a probabilidade de que determinado indivíduo aja de certa forma em dada situação. 
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Teorias de Estágios
Os estágios do comportamento relacionado com a saúde não seguem um processo estável e linear. 
Luta para parar de fumar: 
 1 passo para a frente 
 e 2 passos para trás.
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O Modelo Transteórico
Teoria de estágios mais usada em psicologia da saúde.
Modelo aplicado a uma variedade de comportamentos relacionados com a saúde.
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O Modelo Transteórico
As pessoas progridem por meio de 5 estágios, que são definidos em termos de comportamentos passados e intenções de ações futuras:
Estágio 1: Pré-contemplação
Estágio 2: Contemplação
Estágio 3: Preparação
Estágio 4: Ação
Estágio 5: Manutenção
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O Modelo Transteórico
O modelo transteórico reconhece que as pessoas avançam e retrocedem nesses estágios.
Muitos tem recaídas da manutenção para a preparação.
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O modelo Transteórico
É a teoria de estágios mais usada em psicologia da saúde. Desenvolvida para explicar o comportamento envolvido no ato de fumar, o modelotem sido aplicado a uma variedade de comportamentos relacionados com a saúde, incluindo a prática de exercícios, mamograma e sexo seguro (Prochaska, Redding, Harlow, Rossi e Velicer, 1994; Sutton, 1997).
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O modelo transteórico sustenta que as pessoas progridem por meio de cinco estágios ao alterar comportamentos relacionados com a saúde. 
Estágio 1: Pré-contemplação. Durante este estágio, o indivíduo não está pensando seriamente sobre mudar seu comportamento. Ele pode até evitar reconhecer que o comportamento deve ser-mudado.
Estágio 2: Contemplação. Durante este estágio, é reconhecida a existência de um problema (como o hábito de fumar) e o indivíduo considera seriamente a possibilidade de mudar seu comportamento (parar de fumar) em um futuro próximo (normalmente dentro de seis meses).
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Estágio 3: Preparação. Este estágio envolve pensamentos e ações. Ao preparar-se para parar de fumar, por exemplo, a pessoa obtém uma receita para um patch de nicotina, entra para um grupo de apoio, busca apoio familiar e faz outros planos específicos.
Estágio 4: Ação. Durante este estágio, já mudou o comportamento e há ten­tativas para manter os esforços.
Estágio 5: Manutenção. As pessoas que se encontram neste estágio continuam a obter sucesso em seus esforços para alcançar seu objetivo final. Embora este estágio possa durar indefinidamente, sua duração em geral é definida de forma arbi­trária em seis meses.
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O modelo do processo de adoção de precaução
O modelo do processo de adoção de precaução baseia-se no pressuposto de que as pessoas passam por sete estágios discretos ao adotarem comportamentos saudáveis preventivos. 
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Teorias de Estágios
Previsão: 
 continuar a fumar.
Visão positiva com 
 relação ao hábito.
Teoria do comportamento planejado
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O Modelo do Processo de Adoção de Precaução:
As pessoas passam por 7 estágios ao adotarem comportamentos saudáveis preventivos.
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O Modelo do Processo de Adoção de Precaução:
Foi colocado em questão o ato de beber entre amigos universitários, para explicar os 7 estágios.
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O Modelo do Processo de Adoção de Precaução:
Estágio 1 (Ignorância)
“Não sei de nada sobre aspectos de saúde relacionados a bebida.”
Estágio 2 (Tendência otimista)
“Já ouvi falar que beber demais é perigoso, mas não vai acontecer nada comigo.”
Estágio 3 (Envolvimento)
“Preciso tomar uma decisão quanto a beber ou não.”
Estágio 4 (Sem mudança)
“Beber pode fazer mal à saúde, mas vou continuar bebendo com meus amigos.”
Estágio 5 (Intenção de mudar)
“Decidi parar de beber.”
Estágio 6 (Implementação)
“Estou evitando festas que tenham bebidas para mudar meus hábitos.”
Estágio 7 (Manutenção)
“Nunca mais voltarei ao meu velho estilo de vida.”
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MUDANDO CRENÇAS E COMPORTAMENTOS RELACIONADOS COM A SAÚDE
As teorias obtêm o maior valor de sua aplicação em problemas do mundo real e, em psicologia da saúde, uma boa teoria proporciona aos psicólogos o desenvolvimento de intervenções que ajudem a promover a saúde. As campanhas de saúde são dividi­das em três categorias: programas de bem-estar no local de trabalho, campanhas de educação para a saúde e. intervenções comportamentais.
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Programas de bem-estar no local de trabalho
Os programas de bem-estar no local de trabalho proporcionam variadas atividades, incluindo controle do peso, orientação nutricional, programas para ajudar as pessoas a pararem de fumar, exames preventivos de saúde, seminários educacionais, manejo do estresse, cuidados com a coluna, centros de ginástica, programas de imunização e programas pré-natais. Em um programa eficaz de baixo custo, uma companhia simplesmente substituiu máquinas de vender alimentos de baixa qualidade nos refeitórios por ou­tras que ofereciam alimentos mais nutritivos e divulgavam o seu valor nutricional (Anderson, Cacioppo e Roberts, 1995).
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Educação para a saúde ...
É qualquer intervenção planejada envolvendo comunicações que promovam o aprendizado de comportamentos mais saudáveis.

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