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Profa. Taiz de Oliveira
UNIDADE II
Comunicação e Expressão
Unidade I
1. Texto e contexto 
2. Conhecimento linguístico (I)
 Conhecimento lexical 
 Conhecimento fonético/fonológico 
3. Conhecimento linguístico (II)
 Conhecimento morfológico 
 Conhecimento sintático
 Conhecimento semântico 
4. Conhecimentos de mundo e interacional
Comunicação e Expressão Panorama Geral 
Unidade II
5. Condições de produção do texto 
6. Intertextualidade 
7. Informações implícitas e alteração no sentido 
7.1 Pressuposto e subentendido 
7.2 Metáfora e metonímia 
7.3 Procedimentos argumentativos 
8. Gêneros discursivos opinativos e informativos 
8.1 Artigo de opinião 
8.2 Resenha 
8.3. Divulgação científica 
Comunicação e Expressão 
Panorama Geral
 A escrita alfabética é considerada uma tecnologia, porém não pode ser 
desvinculada de seu contexto de uso e de seus usuários; ao entrar no contexto 
linguístico e cultural de diferentes línguas, passa a ser modificada por esses 
contextos.
 Escrita = série de práticas socioculturais variadas.
Variações:
 em línguas diferentes
 dentro da própria língua do falante
Condições de Produção de Texto
 Grupos diferentes usam materiais escritos de forma diferente.
 A linguagem assim como a cultura se manifesta como variantes locais 
particularizadas em contextos específicos.
 Língua – escrita/oral
 compreensão e produção.
*linguagem multimodal (multimodalidade).
Condições de Produção de Texto
Segundo Koch e Elias, a escrita pode ter foco em três perspectivas:
 Na língua (linguagem = sistema pronto, sujeito pré-determinado, 
texto = produto a ser codificado).
 No escritor (autor = sujeito psicológico, individual, transpõe suas representações 
mentais para serem captadas, texto = produto do pensamento e intenções 
do autor).
 Na interação (produção textual, ativação de conhecimentos vários, interação 
escritor-leitor (construtores sociais, produtores de sentido).
Condições de Produção de Texto
Estratégias para atividade escrita:
 ativação de conhecimentos sobre a situação comunicativa: interlocutores, 
assunto a ser desenvolvido etc.;
 seleção, organização e desenvolvimento das ideias a fim de manter 
a continuidade do tema e sua progressão;
 balanceamento entre informações explícitas e implícitas;
 revisão da escrita ao longo do processo, guiada pelo objetivo da produção 
e pela interação que o escritor pretende estabelecer com o leitor.
Condições de Produção de Texto
 O momento sócio-histórico é determinante para a produção de sentido de um 
texto.
 Em uma situação de interação, atuamos com base no contexto, que se tornou 
indispensável para a construção e compreensão textual.
Visando a interação vale observar:
 Contexto imediato;
 Contexto mediado;
 Relação título-posicionamento do autor.
Condições de Produção de Texto
Veja uma síntese com base em Koch e Elias (2009, p. 84) voltada a quem escreve:
 Verificar para quem escreve. 
 Com que objetivo.
 Escolher do gênero textual em adequação ao contexto 
(avaliar o que é adequado ou não).
Condições de Produção de Texto
O contexto também possibilita:
 salientar o tópico do discurso e o que é esperado para a continuidade temática e 
progressão do texto;
 produzir inferência e sentido;
 explicar ou justificar o que foi dito;
 explicar ou justificar o que é dito e o que não deve ser dito.
Condições de Produção de Texto
 O ato de ler é natural para o ser humano? Qual a importância deste ato para a 
vida humana?
 Vamos refletir sobre isso...
Interatividade
 O ato de ler é um processo ensinado, pois para tal são necessários uma série de 
estratégias e procedimentos que devem respeitar o sistema linguístico em que 
estão se baseando e as questões culturais intrínsecas tanto na perspectiva do 
autor quanto do leitor.
 Além de possibilitar a ampliação e melhora da compreensão de mundo e das 
relações do Ser com tudo, possibilita o registro da história humana e dos 
contextos em cada tempo, fortalecendo sua identidade e seu potencial de 
transformar, modificar, criar etc.
Resposta
 Intertexto é o diálogo que cada texto estabelece com outros textos.
 Os textos têm a propriedade intrínseca de se constituir a partir de outros textos. 
Um texto remete a duas concepções diferentes: aquela que ele defende e a outra 
em oposição a qual ele se constrói. Nele, ressoam duas vozes, dois pontos de 
vista, e o discurso é sempre a arena em que se discutem esses pontos.
Intertextualidade
De acordo com Koch, Bentes e Cavalcante (2008) a intertextualidade pode 
separar-se em duas correntes:
a) stricto sensu – um texto inserido em outro (intertexto), apresentando uma 
ordenação ideológica de argumentos e/ou contra-argumentos, elementos 
modalizadores, verbos introdutores de opinião, operadores argumentativos etc.
b) lato sensu – o texto se constrói por citações, absorção e transformação de um 
outro texto. Presença de outras vozes textuais de forma indireta.
Intertextualidade
Tipos de intertextualidade:
 Temática – autor retoma terminologias e conceitos referentes a um tema discutido 
em determinado texto e/ou contexto.
 Estilística – autor repete, imita ou faz paródia do estilo estilístico de um texto, sem 
ligação temática.
 Explícita – caracteriza-se pela presença da citação da fonte do intertexto, ou seja, 
um fragmento de outro texto ou referência a um outro texto, servindo como 
argumento de autoridade. 
Intertextualidade
 Implícita – recorre ao sentido figurado, em um texto, sem permitir depreensão 
imediata de sentido, não há menção explícita da fonte. Pode ser de semelhança 
ou de diferença/subversão.
 Genérica – definida como gênero que exerce a função de outro. 
 Tipológica – decorre do fato de se poder depreender, entre tipos textuais –
narrativas, descritivas, expositivas etc. – um conjunto de características comuns, 
em termos de estruturação, seleção lexical, uso de tempos verbais, advérbios 
e outros.
Intertextualidade
Pressupostos e Subentendidos
 Pressupostos – recurso argumentativo que visa conduzir o leitor a aceitar certas 
ideias, pois a ideia implícita não está em discussão, apresentada como se fosse 
aceita por todos, e a explícita apenas contribui para confirmá-la.
 Subentendidos – é um processo de construção de sentido que se organiza a partir 
da percepção do ouvinte/leitor. O falante pode negar a interpretação de seu 
ouvinte/receptor. O sujeito não quer se comprometer com o que disse.
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
Metáfora e Metonímia
 Metáfora – figura de linguagem que altera o sentido das palavras por intermédio 
do acréscimo de um significado que aproxima os termos por uma relação de 
semelhança. Uma espécie de comparação, porém sem o conectivo que a 
estabelece. A metáfora não está apenas no domínio da literatura, mas na 
linguagem cotidiana.
Ex.: “O Brasil é novo, é um país pivete” (Abel Silva).
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
 Metonímia – é a substituição do sentido de uma palavra ou expressão por outro, 
havendo entre eles uma relação lógica.
 o autor pela obra.
 Ouvi Mozart com emoção.
 o continente (o que contém) pelo conteúdo (o que está contido).
 Ele comemorou tomando um copo de caipirinha.
 a parte pelo todo.
 São muitas as famílias que procuram um teto para morar.
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
 O singular pelo plural.
Todo homem tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
 O instrumento pela pessoa que o utiliza.
Os microfones corriam atropelando até o entrevistado.
 O abstrato pelo concreto.
A juventude é corajosa e nemsempre consequente.
 O efeito pela causa.
Com muito suor o operário construiu a casa.
 A matéria pelo objeto.
Os cristais tiniam na bandeja de prata.
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
Procedimentos Argumentativos
 Argumentação é um procedimento que tem por objetivo levar o indivíduo a 
reconhecer e aderir a uma determinada tese ou “verdade”. Para essa finalidade, 
são utilizados argumentos (proposições ou frases declarativas) para defesa de 
uma ideia ou ponto de vista.
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
 Observe as imagens a seguir e reflita sobre o conceito de intertextualidade, 
procurando elementos que a comprove.
 “Mon Bijou deixa sua roupa uma perfeita obra-prima”.
Interatividade
Esta oração
aparece na 
parte inferior 
da imagem 
à direita 
da tela.
Disponível em: 
<http://www.brasilescola.
com/redacao/intertextuali
dade.htm
A intertextualidade presente se constitui:
 Pelo diálogo/referências entre a imagem da Mona Lisa de Leonardo da Vinci e a 
figura do “garoto-propaganda” (que sempre representa algo ou alguém famoso, 
dando a ideia de 1001 utilidades como a marca Bom Bril que está no cenário da 
imagem) aqui vestido como a Mona Lisa, trazendo a ideia de obra-prima como 
central e reforçada pela oração “Mon Bijou deixa sua roupa uma perfeita 
obra-prima”.
 Desta forma, a propaganda ressalta e associa 
a perfeição da obra original, da empresa 
e do produto que está sendo divulgado.
Resposta
 Informação – base para argumentação
Opinião – Informação – Argumento
 Implica provar 
 Condições de argumentação e procedimentos argumentativos norteiam o 
desenvolvimento de textos persuasivos.
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
Condições de argumentação segundo Abreu (2001):
 1ª – definir uma tese e saber para que tipo de problema essa tese é resposta. 
 2ª – ter uma linguagem comum com o público para quem se dirige o texto. 
 3ª – causar empatia.
 4ª – agir de forma ética. 
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
Recursos Argumentativos (segundo Andrade e Medeiros):
a) Exemplificação
b) Explicitação (esclarecimento)
c) Enumeração (sequência de elementos que provem a sua opinião). 
d) Comparação (texto procura provar o que é apresentado como opinião do autor). 
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
A conclusão de uma argumentação pode estar no formato de:
 síntese: retomada do que já foi dito anteriormente.
 dedução: com base na defesa de uma ideia, é possível deduzir uma conclusão.
 relação de causa e consequência: as causas e as consequências relacionadas à 
defesa de ideia.
 por interrogação: recurso utilizado quando se deseja gerar uma dúvida que se 
transforma em tema para a reflexão.
 citação direta, parafraseada ou parodiada: recurso que 
traz ao texto o ponto de vista de outro, muitas vezes uma 
autoridade no assunto. Esse recurso também é 
reconhecido como um recurso de autoridade. 
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
Estrutura do texto argumentativo:
 Introdução: apresenta a defesa de uma ideia ou anuncia o assunto;
 Desenvolvimento: apresenta os argumentos apropriados para a defesa de ideia;
 Conclusão: enfatiza a pertinência da defesa de ideia e fecha todo o processo de 
raciocínio desenvolvido no texto.
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
18 formas para começar um texto, na visão de Viana (1998):
 Usar criatividade, chamando a atenção do leitor.
1. Uma declaração (forte, que surpreenda o leitor).
2. Divisão.
3. Definição. 
4. Uma pergunta. 
5. Comparação. 
6. Oposição.
7. Alusão histórica. 
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
8. Uma frase nominal seguida de explicação. 
9. Adjetivação. 
10. Citação. 
11. Citação de forma indireta. 
12. Exposição de ponto de vista. 
13. Retomada de um provérbio. 
14. Ilustração. 
15. Uma sequência de frases nominais (frases sem verbo).
16. Alusão a um romance, um conto, um poema, um filme. 
17. Descrição de um fato de forma cinematográfica. 
18. Omissão de dados identificadores.
Informações Implícitas e Alteração de Sentido
 Artigo de opinião – autor propositadamente posiciona-se no texto, deixando clara 
sua opinião. Apresenta argumentos e outros recursos da língua para convencer o 
leitor. Os temas são polêmicos.
Organização do tema no Artigo de Opinião
 Por ordem de apresentação da ideia a ser defendida.
 Por ordem de apresentação de argumentos.
 *Tese – Argumento – Contra-argumento*.
Gêneros Discursivos, Opinativos e Informativos
Etapas para produção de artigo científico:
 Formulação de questão polêmica.
 Fatores contextuais.
 Pré-produção do texto.
 Produção do texto.
 Análise do texto.
Gêneros Discursivos, Opinativos e Informativos
 Resenha – autor é grande influenciador; trata-se de um resumo com opinião, sem 
base teórica. Seleção e síntese de informações, com comentários e avaliações 
sobre o assunto de acordo com o contexto imediato.
 A resenha é um texto presente em diversos suportes e sua temática 
volta-se para objetos culturais.
Sobre a função desse gênero, contamos com explicação de Goldstein, 
Louzada e Ivamoto (2009, p. 113):
“A resenha exerce uma importante função social:
 formar opinião e, até mesmo, delinear valores estéticos 
sobre diferentes manifestações artísticas e campos do 
conhecimento [...]”.
Gêneros Discursivos, Opinativos e Informativos
 Divulgação científica – trata da divulgação de uma pesquisa recente, cujo 
resultado pode ser relevante para a sociedade de forma geral.
 Constitui-se a partir da intersecção de dois gêneros discursivos: o discurso da 
ciência e o discurso do jornalismo (transmissão de informação). 
*Em sumários, revistas e jornais fazem esta distinção segundo a funcionalidade: 
 o artigo científico baseia-se em teoria e dados comprováveis;
 e a resenha é um resumo com opinião, sem base teórica.
Gêneros Discursivos, Opinativos e Informativos
“A palavra é metade de quem a pronuncia, metade de quem a ouve”
Michel Montaigne
 Convite à participação.
 Tema: Gêneros discursivos.
Atividade no chat
 Vivemos imersos na linguagem e por ela nos constituímos. Nossos discursos são 
constituídos de muitos elementos que os caracterizam como tais.
 Vamos refletir sobre esta importante questão? 
Orientação para a atividade do chat
ATÉ A PRÓXIMA!

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