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Aluno: Camila Cezario Cabral Matrícula: 18212080308 Polo: Paracambi Tutor: Susana Almeida UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO FACULDADE DE EDUCAÇÃO FUNDAÇÃO CECIERJ CONSÓRCIO CEDERJ UAB Curso de Licenciatura em Pedagogia – modalidade EAD AVALIAÇÃO A DISTÂNCIA (AD1) – 2018/1 Disciplina: Alfabetização 1 Coordenador (a): Luiz Antonio Gomes Senna FICHAMENTO DE ARTIGO ACADÊMICO O roteiro a seguir tem por finalidade orientá-lo(a) na elaboração de seu fichamento e está dividido em quatro partes complementares. Seu trabalho deve ater-se exclusivamente ao conteúdo do texto lido, sem comentários pessoais ou comparações com outros textos. Entretanto, é recomendável mesclar trechos transcritos do texto com trechos escritos por você mesmo(a). Não se esqueça: sempre que transcrever um trecho do texto, utilize aspas e informe a(s) página(s) onde se encontra. Ao final, salve o arquivo com seu nome e o entregue a seu tutor presencial até a data limite, conforme constante no calendário da disciplina. Salvo instrução em contrário, você poderá efetuar a entrega desta AD pela plataforma on-line da disciplina. 1. Autor e título do artigo em forma de citação bibliográfica: WEISZ, Telma; TEBEROSKY, Ana; RIVERO, José. Alfabetização no contexto das políticas públicas. 2. Objetivo geral do artigo (um único objetivo que sintetize a finalidade do texto como um todo): Responder questões que se colocam sobre as causas do fracasso escolar nas séries inicias do ensino fundamental. 3. Principais seções ou blocos de informação que constituem o texto: “Supunha-se que a aprendizagem dependeria de pré-requisitos (cognitivos, psicológicos, perceptivo-motores, linguísticos...) e que as crianças que fracassavam o faziam por não dispor dessas habilidades prévias. O fato de o déficit se concentrar nas crianças das famílias mais pobres era explicado por uma incapacidade das próprias famílias para estimular suas crianças, tanto cognitiva quanto linguisticamente. ” “Uma outra explicação, relacionava o fracasso à pobreza: era a explicação nutricional. Segundo essa explicação, as crianças não aprendiam porque tinham fome. (...). No entanto, quando se perguntava diretamente às professoras por que seus alunos eram reprovados em massa, a explicação campeã é a que fala em problemas afetivos e familiares e na falta de interesse da família pela vida escolar dos filhos, que se expressaria nas faltas frequentes e no fato de as famílias não ajudarem nas lições. Famílias com baixíssima ou nenhuma escolaridade eram responsabilizadas por não ensinar os conteúdos escolares aos filhos. ” “Quando se conversa com orientadores educacionais das escolas da elite, o que se ouve é uma enxurrada de queixas com relação às famílias e aos problemas emocionais dos alunos. No entanto, os números do fracasso se concentram nas classes baixas. ” “É de situações como essa que estamos partindo ao buscar saídas para a cultura da repetência, com a ambição de criar uma educação menos exclusora. E nossa falta de clareza sobre a questão vem, também, de longa data. Darcy Ribeiro costumava dizer que atribuir nossos extraordinários índices de fracasso escolar a uma hipotética incompetência da escola era uma rematada tolice. Que a nossa escola era não só competente como eficiente pois preparava 50% da população para aceitar a exclusão social e atribuí-la à sua própria incapacidade. ” 4. Ideias principais de cada seção ou bloco de informação: Na primeira seção, o texto aborda as principais causas do fracasso escolar como sendo oriundas, em sua maior parte, de possíveis distúrbios neurológicos, adotando uma abordagem organicista. Neste caso, a culpa do fracasso recai sobre a própria criança por não possuir as habilidades necessárias para uma aprendizagem efetiva. E o fato deste fenômeno ocorrer, principalmente em famílias de camadas mais humildes, se justificaria por conta da origem do indivíduo, à “pobreza” linguística e cultural do ambiente familiar no qual a criança está inserida. Em seguida o texto aborda a questão através de um olhar voltado, primeiro para a situação nutricional da criança, segundo para a área psicológica, mostrando uma outra abordagem que tenta justificar que o fracasso se daria ou por conta da fome, da pobreza, ou dos conflitos emocionais gerados no ambiente familiar, principalmente no caso de famílias de baixa renda, onde a culpa também recai sobre a criança e sua família, e suas condições socioeconômicas. Os sistemas de ensino não conseguem atender às diversidades de necessidades presentes nas escolas, buscando associar este fracasso às condições de vida das crianças de classes menos favorecidas, que por não estarem inseridas em um contexto de leitura e escrita, têm dificuldades de adaptação a escola, mostrando-se indisciplinadas e com sérias dificuldades para aprender, e não vivenciam situações de uso social da escrita em seu contexto sociocultural. E o fato de estes números estarem concentrados nas classes pobres caracteriza um processo de interdição ao ato de ler.