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Resumo Depressão Pseudodemência

Resumo sobre neurotransmissores na depressão (serotonina, noradrenalina, dopamina), hipóteses monoaminérgicas e descrição clínica da distimia/transtorno depressivo persistente, incluindo critérios, sintomas marcantes e epidemiologia.

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SP2 - DEPRESSÃO
NEUROTRANSMISSORES da DEPRESSÃO
SEROTONINA
- É produzida nos neurônios dos núcleos da rafe. Os neurônios serotoninérgicos se projetam para o córtex, o estriado e áreas límbicas.
- Regula humor, ansiedade, sono, dor. Adição;
 - Sua deficiência está relacionada a ↑ do afeto negativo: 
humor deprimido, culpa, aversão, medo, ansiedade, hostilidade, irritabilidade, solidão. 
- A ação da serotonina em nível neural é altamente influenciada pelo estresse e fatores ambientais.
- Indivíduos com depressão apresentam menores níveis de metabólitos da serotonina no líquido cerebrospinal (LCS), diminuição da ligação ao transportador de serotonina e anormalidades no receptor de serotonina.
NORADRENALINA
- Os neurônios noradrenérgicos enviam projeções para o lobo frontal e sistema límbico.
- Principais funções: regula humor, estado de vigília, cognição, vias da dor;
- Regula a liberação de serotonina. Por isso, atua como 
(1) freio sobre a liberação de serotonina nos receptores alfa 2 corticais dos terminais axônicos e como 
(2) acelerador da liberação de serotonina nos receptores alfa 1 na área somatodendrítica. 
- Sua disfunção está relacionada a redução do afeto positivo:
humor deprimido, perda da felicidade, perda de interesse/prazer, perda de energia/entusiasmo, diminuição da vigilância e da autoconfiança. 
- Em pacientes que já realizaram tratamento para depressão e apresentaram remissão da doença, a queda de NE resulta em retorno dos sintomas depressivos.
- A cronicidade desse efeito de down regulation (NA alta demais faz tipo um feedback – para ↓ a serotonina) a partir da ansiedade e estresse demais pode ser responsável por uma depressão futura.
DOPAMINA
- Os neurônios produtores de dopamina no cérebro estão localizados no núcleo rubro, na substância nigra e na área ventral tegmental. 
- Podem seguir 1 de 3 diferentes vias para inervação. 
Via Nigroestriada: atua no planejamento e execução de atividades motoras, mas também tem função na cognição. 
Via mesocortical: atua na concentração e funções executivas (memória de trabalho). 
Via mesolímbica: relacionada com a motivação, experiência de prazer e sistema de recompensa
- Assim como a NE, também está relacionado a redução do afeto positivo: humor deprimido, perda da felicidade, do interesse/prazer e da energia/entusiasmo, diminuição da vigilância e da autoconfiança. 
- Na depressão (severa), há queda na liberação de DA, que resulta em mecanismos compensatórios que buscam aumentar a sensibilidade dos receptores à DA. Alteração apetite, sexo, dor.
- Mais relacionada a função de COGNIÇÃO (por isso se ↓ pessoa para pensar) recompensa, instinto, prazer funções básicas. Vício, compulsão.
- A dopamina é inativada pós-sinapticamente pela COMT e pode ser metabolizada pela MAO-A e pela MAO-B. Assim, Antidepressivos que atuam no sistema dopaminégico são os IMAOs, bupropiona e sertralina.
Hipótese monoaminérgica clássica da depressão: quando há uma quantidade normal de atividade neurotransmissora das monoaminas, não ocorre depressão. Quando há redução, depleção ou disfunção da quantidade normal de atividade neurotransmissora das monoaminas, pode ocorrer desenvolvimento da depressão.
Hipótese dos receptores monoaminérgicos para a depressão: a atividade deficiente dos neurotransmissores monoamínicos provoque a suprarregulação dos receptores pós-sinápticos de neurotransmissores monoamínicos, levando à depressão. 
 
TRANSTORNO DEPRESSIVOS
DISTIMIA
- É definida como uma depressão leve, de intensidade duradoura e início insidioso. 
- Faz parte do transtorno depressivo persistente (TDP) irritabilidade/mau-humor crônica (pessoa chata sempre) 
- Distimia pura: é uma depressão crônica de grau leve, sem todos os critérios de depressão maior durante os 2 anos anteriores. 
- Não causa perda funcional.
Características/Critérios:
- Humor deprimido por ≥ 2 semanas sem explicação médica ou psiquiátrica. 2 anos
- Deve ser acompanhada de ≥ 2 sintomas: hipersônia ou insônia, comer muito ou pouco, pouca energia ou fadiga, auto estima baixa, dificuldade de concentrar e tomar decisões, desesperançoso.
- O que mais marca é a irritabilidade, implicância e o mau humor e estes sinais com frequência acabam sendo tomadas por características pessoais do indivíduo.
EPIDEMIOLOGIA
- Mais comum em mulheres e em pessoas com história de estresse prolongado ou perdas súbitas. 
- É uma condição depressiva comum, com prevalência durante a vida de até 6% na população;
- Começa no início da final da adolescência; vida adulta e os sintomas devem estar presentes por pelo menos dois anos. 
QADRO CLÍNICO
- O pacte é taxado como “pessoa chata crônica”;
- Há ↓ da autoestima, fadiga, falta de apetite, problemas com sono, mau humor crônico, irritabilidade, falta de concentração e dificuldade para tomar decisões. Um episódio depressivo maior pode ocorrer após o início da distimia.
- Sintomas depressivos mais leves do que os da depressão maior, que persistem por pelo menos 2 anos, com um período livre de sintomatologia de apenas 2 meses em cada ano. 
- Pode coexistir com outros transtornos psiquiátricos, como abuso de substâncias e t. de personalidade. 
- Não é incapacitante, mas compromete o desempenho e o relacionamento interpessoal e traz sofrimento considerável.
*** Quando está presente, e ocorre uma decepção na vida, há > chance de desenvolver depressão maior.
DIAGNÓSTICO
- Segundo a CID-10, é feito quando o paciente apresenta humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida, levando a uma fatigabilidade ↑ e atividade ↓. 
QUADRO 
- Outros sintomas comuns são: concentração e atenção reduzidas, autoestima reduzida, ideias de culpa e inutilidade, visões pessimistas do futuro, ideias ou atos autolesivos ou suicídio, sono perturbado e apetite diminuído
TRATAMENTO
- A combinação de Farmacoterapia e atendimento psicoterápico parece ser o tto mais indicado nos transt. distímicos, embora as doses necessárias possam ser maiores do que para o tto de depressão maior.
DEPRESSÃO MAIOR
- Desordem caracterizada por humor deprimido persistente, falta de afeto positivo, anedonia (perda da capacidade de sentir prazer) por ≥ 2 semanas. 
Fator de risco: doenças clínicas (DM, AVC, IAM, hipoteoi);
CONCEITOS GERAIS:
Humor: tônus afetivo do indivíduo, estado emocional basal que colore a percepção que a pessoa tem do mundo. 
Intimamente ligado ao afeto e pode ser descrito como: ansioso, deprimido, eufórico, etc.
Transtornos do humor: antes chamados psicoses maníaco-depressivas; constituem um grupo de condições clinicas caracterizadas pela perda do senso de controle das expressões afetivas e pela experiência subjetiva de grande sofrimento. A perturbação é uma alteração do humor, no sentido de uma depressão (com ou sem ansiedade) ou de uma exaltação.
- Principais transtornos do humor: transtorno bipolar e transtorno depressivo. 
- Porque graduar? Porque medicações diferentes; E as causas;
- Ué medicação para todos? Mas na leve psicoterapia já basta, mas e o custo? Terapias alternativas.
DEPRESSÃO LEVE
Episódio depressivo LEVE: requer 2 dos sintomas descritos acima + pelo menos 2 dos seguintes sintomas:
Humor deprimido; perda de interesse e prazer; fatigabilidade aumentada;
- Nenhum sintoma deve estar presente em um grau intenso
- O paciente com episódio depressivo leve pode também apresentar sintomas somáticos.
- Os sintomas não o impedem de continuar fazendo suas atividades habituais. 
- Sintomas presentes há pelo menos duas semanas.
** Marcada por nenhum ou poucos sintomas, além do nº mínimo necessário para preencher os critérios diagnósticos, acompanhado por mínimo prejuízo funcional.
DEPRESSÃO MODERADA
Episódio depressivo MODERADO: 2 dos 3 principais sintomas estão presentes (assim como na leve). 
- A diferença é que devem estar presentes 3 ou, preferencialmente, 4 dos outros sintomas. 
- Vários dos sintomas estão presentes em um grau marcante, e o pcte tem dificuldadeem continuar com suas atividades habituais. Também pode apresentar sintomas somáticos. 
- Sintomas presentes há pelo menos 2 semanas.
** Maior nº de intensidade de sintomas depressivos com moderado prejuízo funcional.
DEPRESSÃO GRAVE
Episódio depressivo GRAVE: angústia ou agitação consideráveis, a menos que retardo seja um aspecto importante. Há o perigo de suicídio. 
- Todos os 3 sintomas principais devem estar presentes e pelo menos 4 outros devem ser de intensidade grave. 
- No episodio depressivo com sintomas psicóticos estão presentes delírios (envolvem ideias de pecado, pobreza ou desastre iminente, pelas quais o pcte pode assumir a responsabilidade), alucinações (normalmente de vozes depreciativas) ou estupor. 
- Existe um tipo de delírio que o pcte acredita estar morto ou que seus órgãos não estão mais funcionando: Síndrome de Cotard. 
 -É um humor deprimido ou perda de interesse em quase todas as atividades (anedonia) ou ambos por pelo menos 2 SEMANAS, acompanhados por pelo menos 3 dos 4 sintomas (ao todo 5 sintomas):
Insônia ou Hipersônia;
Sentimentos de Desvalia ou de Culpa Excessiva;
Fadiga ou falta de energia;
Capacidade diminuída para pensar ou concentrar-se;
Alteração substancial em apetite ou peso;
Agitação ou retardo psicomotor;
Pensamentos recorrentes de morte ou suicídio.
- Pacientes com ela experimentam marcada intensidade e sintomas depressivos difusos com prejuízo funcional significativos. 
- Pacientes com depressão menos intensa que não preenchem critérios para a depressão maior também podem se beneficiar da psicoterapia e farmacoterapia.
- A intensidade da depressão varia e é importante na determinação do tratamento ideal e do prognóstico.
EPIDEMIOLOGIA
- É o transtorno de humor mais comum no mundo;
- Prevalência durante a vida de 15% em mulheres (2x maior que nos homens);
- Incidência também é alta e a Prevalência de 10% na população geral e 15% dos pctes hospitalizados;
- Idade média de início: 40 anos (18-44anos).
- Não há variação da prevalência dos transtornos de humor entre as raças ou situação socioeconômica.
- Ocorre mais frequentemente em pessoas que não têm relações interpessoais ou são divorciadas.
- 2/3 de todos os pacientes deprimidos cogitam o suicídio, e 10 a 15% cometem-no.
ETIOLOGIA
- A causa base é desconhecida, mas existem fatores causais.
FATORES GENÉTICOS: é mais forte para transmissão do transtorno bipolar que para transtorno depressivo. Incidência nas famílias é maior que na população geral. Maior em gêmeos mono do que dizigóticos.
Filhos adotivos permanecem com risco ↑ de desenvolver, mesmo que afastados dos pais biológicos acometidos por este tipo de transtorno.
FATORES BIOLÓGICOS: NA e serotonina são os 2 neurotransmissores mais envolvidos na Fisiopato dos transtornos de humor. 
- Além desses, o GABA, dopamina e peptídeos neuroativos (vasopressina e opioides endógenos) também estão relacionados. 
FATORES NEUROENDÓCRINOS: alterações dos hormônios da tireoide podem causar depressão e mania por isso investigar a função tireoidiana em todos os pctes com transtorno de humor. 
Descritas alterações no GH e alterações adrenais, principalmente relacionadas ao cortisol, podendo afetar o estado imunológico destes pacientes.
Parece haver envolvimento do sistema límbico (cingulo anterior, amígdala), gânglios basais e hipocampo (possui um menor volume)
Pode ser causada por baixos níveis de folato, testosterona, menopausa, dor crônica, traumas.
FATORES PSICOSSOCIAIS: acontecimentos vitais estressantes precedem os 1os episódios. 
- A presença de agentes estressores permanentes precipita e influencia o curso dos transtornos de humor, interfere na sintomatologia e na recuperação.
- O acontecimento vital mais associado com o desenvolvimento de depressão é a perda de 1 dos pais antes dos 11 anos.
As síndromes e reações depressivas surgem com muita frequência após perdas significativas: 
de uma pessoa querida;
de um emprego;
de um local de moradia;
 de uma situação socioeconômica ou
de algo puramente simbólico.
2 teorias maiores
Hipótese inflamação e estresse oxidativo: marcadores inflamatórios e citocinas elevadas no sangue. Depressão melancólica (mais relação biológica).
- O estresse psicossocial pode ativar o Simpático levando ao estímulo de moléculas inflamatórias sinalizadores. Depressão não melancólica (mais fatores estressores ambientais associados).
- Citocinas inflamatórias infiltram o cérebro e influenciam o metabolismo de NT responsáveis pelo humor, fçs neuroendócrinas e plasticidade neural. 
- A ativação de vias inflamatórias no cérebro faz ↓ do suporte neurotrófico, glutamato alterado, stress oxidativo q leva a perda glial e excitotoxicidade.
Condições Médicas que podem causar depressão:
(Ajuda a contribuir para piora do prognóstico):
- T. bipolar ou pós-traumático;
- Endocrinopatias: hiper e hipotireoidismo, DM, hiper e hipoadrenalismo, hiper e hipoparatireoidismo e hipopituitarismo;
- Doenças CV: IAM, ICC e miocardiopatias;
- Doenças autoimunes: LES, AR, poliarterite nodosa, sarcoidose;
- Infecções: HIV, encefalite, sífilis, pneumonias;
- Neoplasias: SNC, pâncreas, pulmão, GI e renal;
- Doenças neurológicas: doença de Parkinson, demências, hidrocefalia de pressão normal, AVC, hemorragia subaracnoide, esclerose múltipla, epilepsia, trauma;
- Deficiências vitamínicas: beribérie (B1), pelagra (ácido nicotínico), anemia perniciosa (B12);
- Outros: alcoolismo, anormalidades eletrolíticas, envenenamento por metais pesados, hemodiálise. 
QUADRO CLÍNICO
- Causa um humor deprimido e anedonia (aspectos fundamentais no dx). 
- Fundamentais: humor deprimido e perda de interesses ou prazer.
- Mas os sintomas são variáveis.
- Os 2 padrões básicos de sintomas nos transtornos do humor são depressão e mania. 
Episódios depressivos podem ocorrer no transtorno depressivo maior assim como no transtorno bipolar I. 
Pesquisadores têm tentado encontrar diferenças confiáveis entre episódios depressivos do transtorno bipolar I e episódios de t. depressivo maior, mas as diferenças são ilusórias.
Em uma situação clínica, somente a história do paciente, a história familiar e o curso futuro podem ajudar a diferenciar as 2 condições;
- Descrevem os sintomas como uma dor emocional angustiante e, às vezes, se queixam de serem incapazes de chorar, um sintoma que se resolve quando melhoram.
Alguns indivíduos deprimidos parecem não ter consciência da depressão e não se queixam de um distúrbio do humor, mesmo afastando da família, dos amigos e de atividades que antes lhes interessavam.
- 97%: redução da energia, dificuldade de terminar tarefas, mau desempenho na escola e no trabalho e menos motivação para desenvolver novos projetos.
- 80%: dificuldades para dormir, especialmente de despertar matinal precoce (i.e., insônia terminal), e de despertares múltiplos ao longo da noite, durante os quais ruminam sobre seus problemas. 
- Muitos têm ↓ do apetite e perda de peso, mas outros têm ↑ do apetite e de peso e dormem por + tempo do q o habitual. São aspectos atípicos.
- 90%: tem ansiedade;
- As mudanças na ingestão de alimentos e repouso podem agravar condições clínicas coexistentes, como diabetes, hipertensão, doença pulmonar obstrutiva crônica e doenças cardíacas. 
- Outros sintomas vegetativos: anormalidade na menstruação e diminuição do interesse e do desempenho nas atividades sexuais. 
Os problemas sexuais muitas vezes podem levar a encaminhamentos inadequados, como terapia de casais ou terapia sexual, por falha em reconhecer o transtorno depressivo subjacente.
- 50% descrevem uma variação diurna de seus sintomas, ↑ de gravidade pela manhã e melhora à noite.
- 84%: incapacidade de concentrar;
Depressão em crianças e adolescentes. 
- Podem ser sintomas de depressão em crianças: Fobia escolar e apego excessivo aos pais.
- Já em adolescentes: Mau desempenho escolar, abuso de drogas, comportamento antissocial, promiscuidade sexual, ociosidade e fuga de casa.
Depressão em idosos. 
-É mais comum em pessoas mais velhas do q população em geral.
- Vários estudos: prevalência de 25 a quase 50%, embora a porcentagem desses casos que são causados por transtorno depressivo maior seja incerta. 
Pode estar correlacionada a condição socioeconômica baixa, perda de um cônjuge, doença física concomitante e isolamento social. 
Outros estudos indicaram que ela em idosos é pouco diagnosticada e raramente tratada, sobretudo por médicos gerais. 
- Isso pode ocorrer porque o transtorno aparece com + frequência por queixas somáticas nos idosos do que nos grupos mais jovens. 
´- Tb a discriminação de idade (ageismo) pode influenciar e levar os médicos a achar os sintomas depressivos como normais em pacientes + velhos.
SINTOMAS AFETIVOS: tristeza, melancolia, choro fácil e/ou frequente, apatia, sentimento de falta de sentimento, incapacidade de sentir prazer, tédio e aborrecimento crônico, irritabilidade aumentada, angustia ou ansiedade, desespero.
ALTERAÇÕES FÍSICAS: fadiga, cansaço fácil e constante, distúrbios do sono (insônia terminal ou hipersônia), perda ou aumento do apetite/peso, constipação, indigestão, distúrbios sexuais (diminuição da libido, disfunção erétil), alterações na menstruação, cefaleia.
DISTÚRBIOS DO PENSAMENTO: pessimismo, ideias de arrependimento e culpa, ideias de abandono e autopunição, ideias de morte, desejo de desaparecer, ideação negativa, planos ou tentativas suicidas.
ALTERAÇÕES DA AUTOVALORAÇÃO: sentimento de baixa autoestima e desvalia, sentimento de vergonha, autodepreciação e autoacusação.
ALTERAÇÕES DA PSICOMOTRICIDADE E VOLIÇÃO (ESCOLHAS): aumento da latência entre as perguntas e respostas, lentificação psicomotora, diminuição do discurso, redução do tom de voz, fala lentificada, mutismo, negativismo (recusa alimentar e à interação pessoal), ausência de planos e perspectivas.
ALTERAÇÕES COGNITIVAS: dificuldade de concentração e esquecimentos, dificuldade para tomar decisões, pseudodemência depressiva. 
SINTOMAS PSICÓTICOS: ideias delirantes de conteúdo negativo, delírios de ruína ou miséria, alucinações, geralmente auditivas, com conteúdos depressivos, outros sintomas psicóticos incongruentes com o humor.
No exame psíquico, o paciente deprimido pode parecer cansado e preocupado, apresentando fraco contato visual. 
- O cuidado com a aparência é reduzido e há tendência ao choro. 
- O humor apresenta-se triste ou irritável. Situações que antes representavam prazer deixam de interessar e perdem a graça. 
- Em depressões menos acentuadas, o humor oscila durante o dia, com piora matutina ou vespertina, e o paciente pode levar horas para retornar à normalidade. 
- A fala é monossilábica, sem espontaneidade, monótona, e com longas pausas. Predominam pensamentos de cunho depressivo, hipocondríacos, menosvalia, inferioridade e culpa. 
- As ideias de suicídio sempre devem ser investigadas e o risco avaliado. 
- O paciente pode apenas desejar a morte, ou pensar e mesmo planejar o suicídio. 
- Pode ocorrer diminuição da atenção (hipotenacidade).
Isso associado ao desinteresse as informações não são fixadas na memória. 
- Uma das alterações principais é a falta de energia, com tendência ao isolamento. 
- A capacidade de exercer crítica fica prejudicada, pois os acontecimentos são interpretados de modo depressivo.
DIAGNÓSTICO
- É clínico.
Nova atualização do DCM-V:
5 ou mais dos sintomas seguintes por pelo menos 2 semanas e que representam mudanças no funcionamento prévio do indivíduo;
 sendo pelo menos 1 desses 1) humor deprimido ou 2) perda de interesse ou prazer (Nota: não incluir sintoma nitidamente devido a outra condição clínica):
Humor deprimido na maioria dos dias, quase todos os dias (p. ex.: sente-se triste, vazio ou sem esperança) por observação subjetiva ou realizada por terceiros (Nota: em crianças e adolescentes pode ser humor irritável);
Acentuada diminuição do prazer ou interesse em todas ou quase todas as atividades na maior parte do dia, quase todos os dias (indicado por relato subjetivo ou observação feita por terceiros);
Perda ou ganho de peso acentuado sem estar em dieta (p.ex. alteração de mais de 5% do peso corporal em um mês) ou aumento ou diminuição de apetite quase todos os dias (Nota: em crianças, considerar incapacidade de apresentar os ganhos de peso esperado);
Insônia ou hipersônia quase todos os dias;
Agitação ou retardo psicomotor quase todos os dias (observável por outros, não apenas sensações subjetivas de inquietação ou de estar mais lento);
Fadiga e perda de energia quase todos os dias;
Sentimento de inutilidade ou culpa excessiva ou inadequada (que pode ser delirante), quase todos os dias (não meramente autorrecriminação ou culpa por estar doente);
Capacidade diminuída de pensar ou concentrar-se ou indecisão, quase todos os dias (por relato subjetivo ou observação feita por outros);
Pensamentos de morte recorrentes (não apenas medo de morrer), ideação suicida recorrente sem um plano específico, ou tentativa de suicídio ou plano específico de cometer suicídio;
B. Os sintomas causam sofrimento clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social, ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo;
C. Os sintomas não se devem aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (p. ex.: droga) ou outra condição médica;
Notas: 
Os critérios de A-C representam um episódio depressivo maior; 
Respostas a uma perda significativa (luto, perda financeira, perda por um desastre natural, uma grave doença médica ou invalidez) podem incluir sentimentos de tristeza intensa, reflexão excessiva sobre a perda, insônia, falta de apetite e perda de peso observado no critério A, que pode assemelhar-se a um episódio depressivo. 
- Embora estes sintomas possam ser compreensíveis ou considerados apropriados para a perda, a presença de um episódio depressivo maior em adição a uma resposta normal a uma perda significativa, deve também ser considerado cuidadosamente. Esta decisão, inevitavelmente, requer o exercício de julgamento clínico baseado na história do indivíduo e as normas culturais para a expressão de angústia no contexto de perda;
D. A ocorrência de episódio depressivo maior não é melhor explicada por transtorno esquizoafetivo, esquizofrenia, transtorno delirante ou outro transtorno especificado ou não do espectro esquizofrênico e outros transtornos psicóticos;
E. Não houve nenhum episódio de mania ou hipomania anterior (Nota: esta exclusão não se aplica se todos os episódios tipo maníaco ou hipomaníaco forem induzidos por substância ou atribuíveis aos efeitos fisiológicos de outra condição médica).
ESCALAS DE AVALIAÇÃO OBJETIVA DA DEPRESSÃO
Escalas de avaliação objetiva da depressão podem ser úteis na prática clínica para documentar o estado clínico do paciente deprimido. 
Zung. A Escala de Autoavaliação da Depressão de Zung é um relato de 20 itens.
- A pontuação normal é de 34 ou menos; a pontuação deprimido é de 50 ou mais. 
- A escala fornece um índice global da intensidade dos sintomas depressivos do paciente, incluindo a expressão afetiva da depressão.
Raskin. A Escala de Depressão de Raskin é avaliada pelo médico, que mede a gravidade da depressão, conforme o que ele observa e o paciente relata, em uma escala de 5 pontos de 3 dimensões: relato verbal, comportamento exibido e sintomas secundários.
- A escala tem uma variação de 3 a 13; a pontuação normal é 3, e a pontuação deprimido é 7 ou mais.
Hamilton. A Escala de Avaliação da Depressão de Hamilton (HAM-D) é amplamente utilizada com até 24 itens, sendo cada um classificado de 0 a 4 ou de 0 a 2, com a pontuação total de 0 a 76. 
- O médico avalia as respostas do paciente a perguntas sobre sentimentos de culpa, pensamentos de suicídio, hábitos de sono e outros sintomas de depressão, e as pontuações são derivadas da entrevista clínica.
DX pelo CID-10
- Diferencia os episódios depressivos em leve, moderado e grave (com ou sem sintomas psicóticos).
- Todos os sintomas devem estar presentes há2 semanas, a não ser que o quadro seja grave. 
- Segundo o CID-10, o dx é feito quando o pcte apresenta humor deprimido, perda de interesse e prazer e energia reduzida, levando a uma fatigabilidade aumentada e atividade diminuída. 
- Outros sintomas comuns: concentração e atenção diminuídas, autoestima reduzida, ideias de culpa e inutilidade, visões pessimistas sobre o futuro, ideias ou atos autolesivos ou suicídio, sono perturbado e apetite diminuído. 
	Sintomas fundamentais
	Humor deprimido
	
	Perda de interesse
	
	Fadigabilidade
	Sintomas acessórios
	Concentração e atenção reduzidas
	
	Autoestima e autoconfiança reduzidas
	
	Ideias de culpa e inutilidade
	
	Visões desoladas e pensamentos pessimitas no futuro
	
	Sono perturbado
	
	Perda de apetite
	Classificação dos episódios: 
	Ep. Leve
	2 sintomas fundamentais + 2 acessórios
	
	Ep. Moderado 
	2 sintomas fundamentais + 3 ou 4 acessórios
	
	Ep. Grave
	3 sintomas fundamentais + >4 acessórios
DDX
- Medicamentos que podem causar depressão (Depressão Secundária a Uso de Substância): diuréticos, betabloqueadores, metronidazol, antipsicóticos, hormônios tireoideanos, álcool, BZP.
Muitas doenças neurológicas e clínicas, bem como agentes farmacológicos, podem produzir sintomas de depressão.
- Os problemas neurológicos mais comuns que manifestam sintomas depressivos são doença de Parkinson, doenças demenciais (incluindo a demência do tipo Alzheimer), epilepsia, doenças cerebrovasculares e tumores.
- Pacientes adolescentes deprimidos devem ser testados para mononucleose, e aqueles que estão acentuadamente acima ou abaixo do peso devem ser testados para disfunção suprarrenal e tireoidiana. 
- Homossexuais, homens bissexuais e pessoas que abusam de drogas intravenosas devem ser testados para a aids. 
- Pacientes mais velhos devem ser avaliados para pneumonia viral e outras condições clínicas.
PROGNÓSTICO/EVOLUÇÃO
- O curso dos transtornos de humor tende a ser longo, com inúmeros recaídas. 
- O px tende a ser mais benigno que o da esquizofrenia, porque os pctes retornam à sua personalidade normal, anterior ao episódio. 
- A medida que progridem os transtornos depressivos, os pctes tendem a ter episódios mais frequentes e de maior duração Um episódio depressivo não tratado costuma durar de 6 a 12 meses. 
TRATAMENTO
- Indicações de hospitalização: 
necessidade de procedimentos diagnósticos; 
risco de suicídio ou homicídio; 
capacidade ↓ de autocuidados básicos;
vê que a pessoa tem um estresse psicossocial muito grande; que terá tendência de automutilação;
- LEMBRAR QUE HISPITAL NÃO TEM LEITOS CLÍNICOS;
- Eu não sou eu estou;
- Pcte mtas vzs faz abuso de medicação, consulta psiquiatra cara, e continua utilizando;
- Tratamento com psicoterapia cognitivo comportamental: indicada desde a depressão leve;
maioria dos estudos indica e a maioria dos médicos e pesquisadores acreditam que a combinação de psicoterapia e farmacoterapia é o tratamento mais eficaz para transtorno depressivo maior.
Mas alguns dados sugerem outra visão: tanto uma quanto a outra isoladas são eficientes, pelo - em episódios depressivos maiores leves, e o uso regular da terapia combinada ↑ o custo do tratamento e expõe o paciente a efeitos adversos desnecessários.
3 tipos de psicoterapia de curto prazo – terapias cognitiva, interpessoal e do comportamento.
- A psicoterapia de orientação psicanalítica tem sido utilizada p transtornos depressivos, e muitos médicos utilizam como método principal. 
- O que a diferencia dos 3 métodos de psicoterapia de curto prazo são os papéis ativo e diretivo do terapeuta, os objetivos diretamente reconhecíveis e os desfechos para a terapia de curto prazo.
- Farmacoterapia: indicada a partir da depressão moderada a severa;
Considerações sobre o tto antidepressivo:
Se não houver história prévia, deve-se usar como 1a escolha um ISRS ou tricíclico e monitorar por 2 a 3 semanas. 
A resposta geralmente aparece dentro de 4 semanas.
Os efeitos colaterais são a principal variável relacionada à não adesão dos pctes 
---------- Problema pessoa já com e dá: Disfunção sexual e efeitos GI como náuseas e vômitos são comuns com ISRS.
Principais efeitos colaterais dos tricíclicos são os efeitos colinérgicos 
Venlafaxina nos casos de depressão ansiosa.
O tto de manutenção com antidepressivos por pelo menos 6 meses ajuda na prevenção de recaídas. O tto a longo prazo pode ser feito nos pctes com transtorno depressivo recorrente.
A retirada do antidepressivo deve ser gradual, ao longo de 1 a 2 semanas.
- A estimulação experimental do nervo vago: (para graves e em casos de refretários a tto): Usado com sedação, analgesia.
começou para tratar epilepsia, aí começaram a ver que pctes depressão maior estavam melhorando.
- O mecanismo de ação da ENV é desconhecido. 
- O nervo vago conecta-se ao sistema nervoso entérico e, quando estimulado, pode provocar a liberação de peptídeos que agem como neurotransmissores.
CLASSIFICAÇÃO:
Episódio depressivo ou transtorno depressivo maior: evidentes sintomas depressivos devem estar presentes por pelo menos 2 semanas. Os episódios duram entre 3 e 12 meses. O episódio é dividido pelo CID-10 em leve, moderado e grave. 
Transtorno depressivo breve recorrente: risco aumentado para suicídio; segue curso diferente do da depressão maior, então pode representar um subtipo único deste transtorno. 
Depressão Endógena ou melancólica: “vem de dentro da pessoa”, “consciência infeliz”, mais independente de fatores psicogênicos desencadeantes. Os sintomas típicos são: anedonia, culpa excessiva, piora pela manhã, insônia terminal e lentificação psicomotora. 
Depressão atípica: ganho de peso, hiperfagia, aumento do apetite (principalmente por doces e chocolates), hipersonia e sensação de corpo muito pesado melhor resposta aos IMAOs 
Depressão apato-anérgica: hiperssônia, desânimo, desinteresse, anedonia, hipovolia, aumento do apetite/peso e diminuição da libido tto noradrenérgica/dopaminérgica (serotonina diminui nora e dopa por isso não é dado nessa depressão)
Depressão sazonal (transtorno afetivo sazonal – TAS): depressão que ocorre durante o menor período de luz diurna, no inverno e no outono e desaparece durante a primavera e verão. Fisiopatologia enfatiza o efeito da luz. Possíveis alterações incluem desregulação melatoninérgica, ritmo circadiano interrompido, disfunção de neurotransmissor e sensibilidade visual. 
Depressão pós-parto: início dentro de 4 semanas após o parto. Os sintomas variam de insônia acentuada, instabilidade e fadiga ao suicídio. Crenças delirantes e homicidas podem ocorrer com relação ao bebê. Pode ser uma emergência psiquiátrica. 
Transtorno disfórico pré-menstrual: início de sintomas graves, com pelo menos um sintoma de humor, no final da fase lútea do ciclo menstrual, com remissão durante o início da fase folicular.
Depressão psicótica: depressão grave, na qual ocorrem, associados aos sintomas depressivos, um ou + sintomas psicóticos, como delírio de ruína ou culpa, delírio hipocondríaco, alucinações com conteúdos depressivos. Se os sintomas psicóticos são de conteúdo depressivo, são classificados como humor-congruentes. Caso os sintomas psicóticos não sejam de conteúdo negativo, são denominados incongruentes com o humor, como delírios de perseguição, autorreferentes, paranoides. 
Estupor depressivo: prevalece o negativismo, com ausência de resposta às solicitações ambientais, mutismo, recusa alimentar e permanência no leito por dias, muitas vezes imóvel. Também chamado episodio depressivo catatônico. 
Depressão dupla: pctes distímicos que desenvolvem transtorno depressivo maior sobreposto. 
Pseudodemência (quadro depressivo com queixas de memória de início recente): transtorno depressivo maior que se apresenta como disfunção cognitiva semelhante à demência. Ocorre mais frequentemente em idosos com história previa de transtornos do humor, mas pode ocorrer em qqer pcte com depressão.A depressão é primária e antecede as alterações cognitivas. Algumas características clínicas que sugerem transtorno depressivo: variação diurna, aparecimento dos sintomas pode ser precisado, autorreprovação, agitação psicomotora, valorização dos sintomas. 
depressão nos idosos apresentam outros sintomas como queixas cognitivas e somáticas, hipocondria, sentimentos de inutilidade, irritabilidade, pensamentos auto-depreciativos/paranóides e recorrentes de suicídio. Evidências sugerem que isso ocorre devido ao efeito combinado da depressão maior com as alterações cerebrais decorrentes do envelhecimento como atrofia e doença vascular.
As principais alterações cognitivas observadas na depressão são: a redução da velocidade de processamento da informação, déficits na evocação, na memória e na linguagem;
A demência compromete as funções corticais superiores como memória;
Já a depressão afeta as funções sub-corticais como concentração e velocidade no processamento de informação;
PSEUDODEMÊNCIA
DEFINIÇÃO:
- Denominada hoje de SÍNDROME DEPRESSIVA COM DEMÊNCIA REVERSÍVEL;
- Esta síndrome tem recebido inúmeras denominações, algumas sugerindo a reversibilidade da desordem:
pseudodemência;
demência da depressão;
depressão com demência reversível;
desordem cognitivo-afetiva;
 estupor depressivo;
 síndrome afetiva orgânica;
 síndrome demencial da depressão e
 desordem cognitiva associada à depressão.
- É uma depressão associada a déficit cognitivo que melhora com o tratamento da depressão.
- Pode evoluir para demência em 3 anos, em 40% dos casos, podendo a depressão ser apenas uma manifestação precoce da demência. 
- Em alguns casos o diagnóstico diferencial é difícil, então deve-se observar as características sintomáticas peculiares de cada doença para decisão diagnóstica (comorbidades ou apresentação isolada de depressão ou demência).
- A depressão está frequentemente associada com distúrbios cognitivos e pior desempenho em testes neuropsicológicos. 
- Existe consenso crescente sugerindo que a disfunção cognitiva é intrínseca à depressão e diretamente relacionada com a neurobiologia da doença.
- Os médicos geralmente podem diferenciar a pseudodemência da demência de uma doença, como a do Alzheimer, a partir de dados clínicos. 
- Os sintomas cognitivos do transtorno depressivo maior têm início súbito, e outros sintomas, como autoacusação, também estão presentes. 
- Pode ocorrer uma variação diurna dos problemas cognitivos, que não é observada nas demências primárias. 
- Pacientes deprimidos com dificuldades cognitivas muitas vezes não tentam responder a perguntas (“não sei”), enquanto aqueles com demência podem confabular. 
- Durante uma entrevista, eles podem ser treinados ou encorajados a lembrar, uma capacidade que falta aos pacientes com demência.
	
QUADRO CLÍNICO
- Quando comparados com pacientes com depressão no curso da DA, os pacientes com síndrome depressiva com demência apresentam mais ansiedade, despertar precoce e perda de libido.
- O conceito de pseudodemência foi introduzido em 1880, por Wernicke, para descrever um nº de situações clínicas em que os prejuízos intelectuais em pacientes com desordens funcionais psiquiátricas poderiam mimetizar uma síndrome demencial.
- O diagnóstico de pseudodemência era “puramente descritivo e não possuía significado diagnostico”. 
 * Insistiram na predominância de etiologia depressiva nessas situações.
- A disfunção cognitiva da pseudodemência tinha início abruto e curta duração dos sintomas anteriormente à procura por auxilio médico.
 - Havia “nesses sujeitos uma marcada incongruência entre as queixas e o desempenho nos testes neuropsicológicos”. 
- Os pacientes apresentavam desempenho pobre em 1 ou mais testes para medir a disfunção orgânica, mas havia marcada inconsistência no desempenho entre os testes, o que depunha contra a hipótese de uma disfunção orgânica na gênese do distúrbio.
 * Para esse autor, a demência e pseudodemência depressiva poderiam ser diferenciadas utilizando-se parâmetros clínicos apenas.
- O desempenho de pacientes deprimidos no Mini Exame do estado mental assemelhava-se ao de pessoas demenciadas e propuseram o termo síndrome demencial da depressão.
- 1ª causa: Alzheimer e demência vascular.
	DEPRESSÃO
	DEMÊNCIA
	- Início bem demarcado;
	- Início sem distinção;
	HF de depressão;
	- HF de demência;
	História de dificuldades psicológicas ou de crise de vida recente;
	- II II II II pouco frequentes;
	- Perdas cognitivas posteriores à sintomatologia depresssiva
	- Perdas cognitivas anteriores aos sintomas depressivos;
	- Queixas de perdas cognitivas;
	- Poucas queixas (ele próprio) de perdas cognitivas;
	- Maiores déficits na memória a longo prazo;
	- Maiores déficits na memória a curto prazo.
	Melhoria de déficits cognitivos com medicação antidepressiva.
	- Melhoria pouco significativa dos déficits com antidepressivos.
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REFERÊNCIAS:
- Compêndio de Psiquiatria Kaplan, 11ª edição 2017.
- Tratado de geriatria e gerontologia;
- Artigo de revisão: DEPRESSÃO NO IDOSO, Revista Multidisciplinar e de Psicologia, 2015. (sobre a pseudodemência);
- Demências: da investigação ao diagnóstico. Revista médica de São Paulo - 2015

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