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Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
GUIA PRÁTICO DE PEDIATRIA 
 
1. Hipoglicemia: 
 
Dx < ou = 40 mg/dl - controle da glicemia e reposição apenas na alimentação e 
na hidratação com SG. 
Dx < ou = 30 mg/dl (Hipoglicemia Grave) – Necessário fazer “Flush de Glicose” 
Flush de Glicose: 1ml – 2ml/kg de glicose 25% sendo que a concentração 
máxima em veia periférica é de 12,5%, logo... 
Ex.: Peso = 3kg 
3kg x 1ml de glicose a 25% = 3ml 
3ml + 3ml AD, EV, em bolus (aqui a concentração passa a ser de 12,5%) 
 
Hidratação Hipertônica (regra da ARANHA): 
Varia de 7% a 12,5% (veia periférica e até 24% (acesso central). 
Ex.: Peso 3kg 
Glicose 25% 4 (9%-5%) x 3,375 = 13,48 = aprox. 
 13,5 ml glicose 
 9% 
 
SG 5% 16 (25%-9%) x 3,375 = 53,92 = aprox. 
 20 54 ml 
SG5% 
 
RN com 2 dias de vida 
TH: 90 (constante para 2º DV) x 3kg = 270 / 4 (etapas) = 67,5 ml (por etapa) 
67,5 / 20 (constante utilizada quando usamos glicose 25%) = 3,375 
HV: 4etapas 
TH: 90ml SG 5% 54ml 
 Glicose 25% 13,5 ml 
 2 mEq NaCl 10% _________ 
CONSTANTES: 
Glicose 25% --- usar 20 
Glicose 50% --- usar 45 
TIG: varia 4 – 8mg/min 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 300 mg Gluc Ca 10% ______ 
 1 mEq KCl 10% ___________ 
SG5% glicose 25% 
100 ml -------- 5g 100 ml --------- 25 g 
54 ml --------- x 13,5 ----------- x 
X = 2,7 g x = 3,37g 
2,7 + 3,37 = 6g glicose 
 
TIG = G (glicose) / Peso / 6 horas / 60 min x 1000 
TIG = 6g / 3kg / 6h / 60 min x 1000 
TIG = 5,5 mg/min 
 
Cálculo da Superfície Corpórea: 
SC = (Peso x 4) + 7 / 90 +Peso 
 
 
2. HIDRATAÇÃO VENOSA 
 
PARA RN’s: 
 
RN = 80 ml de SG5% x Peso, no 1º dia de vida, e vai aumentando 10 ml por 
dia. 
Ex.: 2º dia de vida -> 90 ml x peso /4 (nº etapas) = nº da taxa hídrica por etapa 
Até o 8º DV aumentar 10 ml por dia de SG5%. 
 
Na (usar somente a partir do 1º DV) 
 1º DV (>24h depois de nascer) = 1 mEq x Peso / 4 / 1,7 (Na 10%) 
 2º DV = 2 mEq x Peso / 4 / 1,7 
 
K (usar somente a partir do 2º DV) 
 2º DV = 1 mEq x Peso / 4 / 1,34 (K 10%) 
 3º DV = 2 mEq x Peso / 4 / 1,34 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 
Ca (utilizar a partir da hora que nasce) 
 300 mg x Peso / 4 / 100 (Cada 1ml de Ca 10% tem 100 mg) 
 PARA CRIANÇAS MAIORES (REGRA DE HOLLIDAY): 
 
 Até 10 kg: 100 ml/kg 
 10 – 20 kg: 1000 ml + 50 ml/kg acima de 10 kg (ou seja: para cada kg 
acima de 10, adiciona-se 50 ml ao esquema) 
 Acima de 20 kg: 1500 ml + 20 ml/kg acima de 20 kg (ou seja: para cada 
kg acima de 20, adiciona-se 20 ml ao esquema). 
OBS.: Lembrando que TODA MANUTENÇÃO hidratação venosa é feita com 
SG5%. Somente a fase de EXPANSÃO pode ser feita com SF 0,9%. 
 
Peso Calórico: Volume total calculado pelo Holliday / 100 
 
3. ANEMIA FALCIFORME 
 
Hematócrito Basal do Falcêmico: 21% 
Hemoglobina Basal do Falcêmico: 7g/dl 
OBS.: Quando o paciente falcêmico necessita de transfusão, optar pela do tipo 
“LAVADO” pois a mesma não vai possuir outros achados que possam ocluir a 
parede do vaso e produzir a crise álgica. 
 Exames para solicitar: Radiografia de Tórax; Hemograma; Sódio; 
Potássio; TGO; TGP; Blirrubina Total e Frações; Cultura (swab anal e 
nasal; hemocultura) 
 Tratamento: se optar por fazer antibioticoterapia 
- Para > 5 anos: Penicilna Cristalina 
- Para < 5 anos: Ampicilina 
 
Se o paciente apresentar cardiopatia congênita e necessitar de concentrado de 
hemácias, o cálculo da infusão é dado por: 
3 – 5 ml x Peso correr em 2 a 4 horas (depois desse tempo faz hemólise) 
de 12/12h 
Se o paciente NÃO possuir nenhuma Cardiopatia e necessitar de infusão de 
concentrado de hemácias, o cálculo é dado por: 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
10 – 15 ml x Peso, correr em 2 a 4 horas (depois desse tempo faz 
hemólise) 
Tratamento da Anemia Falciforme: 
 Fase de Expansão: 
20 ml SF 0,9% x Peso 
 Fase de Manutenção: 
Usar a Regra de Holliday com SG5%. NÃO esquecer de repor Sódio e 
Potássio na Manutenção. 
 
 Dipirona (500mg/ml) 
10 – 20 ml / kg / dose ou 0,03 – 0,05 x peso (Macete) 
 Concentrado de Hemácias 10 – 15 ml x Peso, correr EV em 2h. 
 Penicilina Cristalina (5000000/10ml) 200000 UI – 400000 UI x Peso / 4 
(6/6h), EV, por 7 – 10 dias 
 
OU 
 
Ampicilina (1g/10ml) ou (500 mg/5ml): 100 – 400 mg / kg / dia (6/6h), EV 
(dose mais utilizada: 200 mg/kg/dia) 
 
OU 
 
Cefalotina (1g/10ml): 100 – 150 mg / kg / dia (6/6h), EV 
 
OU 
 
Oxacilina (1g/10ml) ou (500mg/5ml): 100 – 200 mg / kg / dia (6/6h) EV 
 
OU 
 
Ceftrioaxona (1g/10ml) 100 – 150 mg / kg / dose, EV, (24/24h) ou 100 – 
150 mg / kg / dia (12/12h) 
 
OU 
 
Cefepime (1g/10ml) ou (2g/20ml): 50mg / kg / dose de 8/8h 
 
 Dramin B6 DL (30mg/10ml) ou (3mg/1ml): 1,3 x peso / 3 (8/8h); diluir 
bem (em 50 ml de SF 0,9%) 
OU 
Bromoprida (gotas) 1 gota/kg de 8/8h 
 Nebulização: SF 0,9% 05 ml 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 Berotec (1 gota para cada 3 kg; Máx. de 8 gts na pediatria) 
 Atrovent (Dobro do Berotec) 
 
 
 
 
4. HIPERGLICEMIA: 
 
Dx > 150 mg/dl 
Deve-se diminuir a concentração do Soro glicosado 
Soro glicosado 5% transformar em 2,5%: 
100 ml SG5%=> 50 ml SG5% + 50 ml AD = 100 ml SG 2,5% 
 
5. INFUSÃO DE PLASMA / PLAQUETAS: 
 
 Plaquetas: 1 UI para cada 10 kg (casos leves) 
 1 UI para cada 05 kg (casos graves) 
Deve ser infundido em até 30 min. 
 
 Plasma Fresco: 10 – 15 ml / kg 
 
6. CRISE CONVULSIVA: 
 
 Fenobarbital (200mg/2ml) ou (100mg/ml) IM 
 Fenobarbital sódico (200mg/2ml) EV ou IM 
 Fenitoína (250mg/5ml) ou (50mg/ml) 
 Diazepam (10mg/2ml): MEDICAMENTO DE ESCOLHA PARA CRISE 
CONVULSIVA 
0,15 a 0,5 mg / kg / dose, EV 
Ou 0,3 mg / kg / dose (MACETE) 
OBS.: NÃO utilizar no RN. Usar somente a partir de 1 mês de vida. 
 Midazolam (5mg/ml) 
0,15 a 0,2 mg / kg / dose, EV 
Do nascimento até 2 anos: Fenitoína e Fenobarbital 
 - Dose de Ataque: 15 – 30 mg / kg / dose 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 - 2 a 5 anos (Dose de Ataque): 10 – 15 mg / kg / dose 
 - 5 – 12 anos (Dose de Ataque): 10 mg / kg / dose 
Manutenção: 5 – 7mg/kg/dia 12/12h ou 8/8h 
 Fentanil: 2- 4 mg / kg (Infusão Contínua) 
0,02 a 0,04 ml/peso 
 
 
 
 
7. LEISHMANIOSE VISCERAL (Calazar): 
 
 Hemograma: mostra Pancitopenia 
 Fraqueza, hiporexia, esplenomegalia, febre > 10 dias. 
 Diagnóstico Diferencial: Leucemia (presença de gânglios); Anemia 
Falciforme (fazer falci-teste); Malária (gota-espessa). 
TRATAMENTO: 
 Glucantime (81mg/ml): 20mg / kg / dose, diluir em SG5%, 1 x dia por 20 
dias, avaliar função hepática e Renal. 
OBS.:NÃO usar Glucantime em menores de 6 meses de idade! 
OU 
 Anfotericina (50 mg/10 ml): 0,5 – 0,7 mg / kg / dia, EV 1x dia (diluir em 
quantidade de SG 5% em 10 x o valor em mg que der a dosagem da 
Anfotericina. Ex.: se deu 3,5 mg por dia de Anfotericina, vou diluir em 35 
ml de SG 5%). 
 
8. ERISIPELA / CELULITE: 
 
- ERISIPELA: mais superficial 
 Benzetacil 600000 UI < 20 kg ou 1200000 UI > 20 kg (2ml a 4ml) 
Ou 50000 UI x Peso; 1 x dia IM. 
Em paciente internado: 
Usar Penicilina Cristalina ou Cefalotina ou Oxacilina ou Ceftriaxona (doses já 
descritas acima). 
 
- CELULITE: (se for de face, é melhor internar) 
INFUSÃO CONTÍNUA 
PESO X nº horas x Dose 
50 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 Oxacilina 200 mg / kg / dia, EV, por 7 – 10 dias 
Se em 5 dias evoluir bem, mandar o paciente para casa para completar 
o esquema de 7 dias de antibiótico com: 
 Amoxicilina (250mg/5ml) 8/8h ou Cefalexina 50 mg / kg / dia 6/6h. 
 
9. IMPETIGO BOLHOSO / PUSTULOSO (Strepto ou Stafilo 
epidermidis): INTERNAR O PACIENTE 
 
 Utilizar Oxacilina ou Penicilina Cristalina ou Cefalotina por 7 a 10 dias. 
(doses já citadas acima) 
 RN a termo: 
- Oxacilina (1g/10ml): até 7 dias de vida (50 mg / kg /dose de 12/12h); > 
7 dias de vida = 50 mg / kg /dose 8/8h 
- Gentamicina (40mg/ml) ou (20mg/ml) ou (80mg/2ml): 4mg / kg / dose 
de 24/24 h 
- Amicacina (50mg/ml) ou (250mg/2ml) ou (500mg/2ml): 15 mg / kg / 
dose de 24/24h. 
Em casos mais leves, sem necessidade de internação, pode-se utilizar a 
CEFALEXINA para tratamento em casa por VO. 
 
10. LESÕES URTICARIFORMES: 
 
- ALERGIA 
 Adrenalina (1:1000): 0,01 x peso (IM ou SC) 
 Fenergam (50mg/2ml) ou (25mg/ml): 0,5 x peso / 25 (IM) de 8/8h 
 Metilprednisolona (125 mg/2ml) ou (500 mg/8ml). Dose de Ataque: 
2mg / kg / dose. Dose de Manutenção: 4 mg / kg / dia ou 1mg / kg 
/ dose (6/6h) EV 
 Hidrocortisona (100mg/ml) ou (500mg/5ml). Dose de Ataque: 10 mg 
/ kg / dose. Dose de Manutenção: 5 mg / kg / dose de (6/6h) ou 20 
mg / kg / dia EV 
 Dexametasona (4mg/ml). Dose de ataque: 0,15 – 0,5 mg / kg / 
dose. Dose de Manutenção: 0,3 mg / kg / dia / 4 (porque é de 
6/6h) EV 
 Prednisona (20mg ou 5mg) VO. 1-2 mg /kg / dose às 8 horas da 
manhã. Mais utilizada nas púrpuras e na síndrome nefrótica. 
 Hixizine (somente a partir de 6 meses) 
(2mg/ml) (Xarope): 2 mg/kg/dia 8/8h ou de 6/6h 
 Prometazina 
 0,25 – 0,5 mg / kg / dia de 8/8h ou de 12/12h. de 5 a 7 dias. 
Para crise alérgica leve pode-se fazer a associação EV de: 
hidrocortisona + ranitidina + fenergam 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 Dermatite atópica: Probiotop 1 sachê diluido em agua, 1 x ao dia, 
por pelo menos 30 dias. Somente para maiores de 1 ano. 
 
11. DIARREIA 
 
 Nem toda vez que tiver febre associada, é de origem infecciosa. 
 Expansão: 
20ml SF 0,9% X Peso, correr de 30 min a 1 hora 
 Se não tiver diurese, repetir a expansão (pode repetir até 3 vezes). 
 Se a criança mesmo assim, não urinar (IRA): iniciar Furosemida 
(20mg/2ml) ou (10mg/ml) 0,5mg / kg / dose EV. 
 Diarreia com Sangue (Suspeitar de parasitoses intestinais) 
- Albendazol (400mg/10ml) > 2anos: dar 10 ml, 1 x dia. Dose 
única. 
- Mebendazol (100 mg/5ml) pode ser usado em < 2 anos: dar 5 ml 
de 12/12h por 3 dias. 
- Giardia e Ameba: 
Metronidazol (40mg/ml) pode ser usado em < 2 anos: 20 – 30 mg 
/ kg / dia de 8/8h (Giardia – de 5 – 7 dias) ou de 12/12h (Ameba – 
de 3 – 5 dias) 
 Secnidazol (450mg/15ml) < 20 kg Dose Única. Ou (900mg/30ml) 
para > 20kg. 
SE DIARREIA PERSISTENTE / AGUDA 
 Florax pediátrico 1 flaconete, VO, 12/12H, POR 3 A 5 DIAS (PARA 
> 4 MESES) 
 Colikids 05 gotas 1 x dia até acabar o frasco. (Para qualquer idade, 
desde o RN até a criança maior). Indicado para constipação 
intestinal e cólica do lactente. 
 Simbiotil (de 6 meses até 2 anos): 1 sachê diluido em água de 
12/12h por 3 dias. 
 Simbiofos (a partir de 2 anos): 1 sachê diluido em água de 12/12h 
por 3 dias. 
 Simbioflora (>2 anos): 1 sachê diluido em agua por pelo menos 30 
dias. Indicado para constipação intestinal. 
 
12. SIBILOS ESPARSOS (Ex,: Asma, Bronquiolite, Coqueluche, 
Pneumonia): 
Nebulização: 6/6h 
SF 0,9% 05 ml 
Berotec - 1 gota a cada 3 kg (max. de 8 gotas na pediatria) 
Atrovent (o dobro do Berotec) 
OXIURÍASE 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 
13. OBSTRUÇÃO INTESTINAL: 
 
Dor + distensão abdominal + vômitos + hematêmese + defesa abdominal 
(aumento dos movimentos peristálticos, no início do quadro; e diminuição 
ou ausência dos RHA com q evolução do quadro). 
Ex.: Imperfuração Anal; Obstrução por mecônio (Íleo meconial); Megacólon 
Congênito (Doença Aganglionar). 
 Dieta Zero; 
 SOG aberta, se RG > ou igual 20 ml 
 Hidratação Venosa, 4 etapas; 
 Sintomáticos 
Se tiver em quadro Séptico, entrar com Antibiótico (que pegue Gram+ e Gram-
): 
Ampicilina + Gentamicina OU Ceftrioaxona (crianças maiores) OU Oxacilina + 
Gentamicina OU Oxacilina + Amicacina. 
Pode-se associar Metronidazol ao esquema em casos mais graves, além disso, 
solicitar, radiografia de tórax e abdômen. 
Solicitar: Hemograma, eletrólitos, uréia, creatinina, TGO, TGP, PCR, 
coagulograma. 
Se suspeita de Obstrução por Ascaris: 
 Óleo Mineral (fazer por SNE somente se a criança não conseguir 
engolir: 20 ml de 4/4h VO 
 Piperazina (500mg/5ml) (Neutraliza a bainha nervosa do Ascaris) 
Obs.: só pode ser iniciado após a criança começar a eliminar o 
óleo mineral. 
- Dose de Ataque: 75 mg / kg / dose 
- Dose de Manutenção: 50 mg / kg / dia de 12/12h por 3 dias 
OBS.: depois que a criança começar a eliminar o óleo mineral, iniciar: 
- Mebendazol (100mg/5ml): 5 ml de 12/12h VO. 
 
OBS.: se o paciente estiver toxemiado, iniciar antibioticoterapia com: 
 - Ampicilina + Gentamicina OU Cefalotina + Gentamicina 
- Sempre pegar Gram + e Gram -; Se suspeitar de perfuração de alça 
acrescentar um antibiótico que cubra anaeróbios. 
Ex.: Metronidazol (500mg/100ml) 20 – 30mg / kg / dia, 8/8h, EV. 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
OBS.: se não houver obstrução, apenas infestação com eliminação dos 
vermes, NÃO iniciar os anti-helmínticos para não estimular a migração dos 
vermes (Síndrome de Loeffler). Fazer SOMENTE Óleo Mineral + Piperazina 
para estimular a eliminação dos vermes. 
 
14. SINDROME NEFRÍTICA: 
 
 Caracterizada por Edema + Hipertensão Arterial + Hematúria 
Macroscópica (Colúria) 
 A doença de Alport é a forma hereditária de Sindrome Nefrítica 
 EAS: cilindros granulosos, hialinos, hemácias incontáveis. 
 Fazer restrição de sal e hídrica até estabilizar o quadro. 
 Exames para solicitar: hemograma, ureia, creatinina, lipidograma, 
proteinúria de 24h, proteinograma, C3, C4, CH50, Na, K, Ca 
 Atenção: a criança pode estar tão edemaciada que pode 
apresentar congestão pulmonar (iniciar Furosemida). 
Prescrição: 
1 – Dieta hipossódica 
2 – Restrição hídrica (Não dar nada EV – risco maior de fazer edema) 
20 ml x peso (VO) para 24 horas 
3 – Benzetacil (600000 UI/2ml) 1 fraco IM para < 20 kg ou (1200000) 1 frasco 
IM para > 20 kg ou 50000UI/kg; todos DOSE ÚNICA. 
4 – Peso em jejum 
5 – Repouso absoluto ou relativo no leito 
6 – Furosemida (20mg/2ml) 2 – 6 mg / kg / dia 6/6h ou 8/8h ou 12/12h 
7 – Adalat sublingual (nifedipino) (10mg = 1 cápsula = 5 gotas =>1 gota = 2 
mg) 
0,25 – 0,5 mg / kg / dose VO, se PA maior ou igual 120x90 mmHg 
OU 
Captopril 25 mg – 1comprimido – Diluir em 10 ml. Fazer 1 – 2 mg / kg / dia 
12/12h VO. 
8 – Controle da Diurese. 
9 – PA de 6/6h 
10 – Sinais Vitais 6/6h 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
15. CRISE HIPOXÊMICA / CRISE DE CIANOSE / CRISE DE HIPÓXIA 
 
Geralmente causada por uma Cardiopatia Congênita Cianótica. O paciente 
cardiopata pode desenvolver a crise hipoxêmica por várias causas, dentre 
elas: 
 Dor 
 Acidose metabólica 
 Infecção 
 Hipoglicemia 
 Anemia 
 Crise convulsiva 
 Policitemia 
 Desidratação 
Tratamento inicial na cardiopatia: 
 Propranolol (40mg): 01 cp, diluir em 10 ml de AD. 
1 – 2 mg/kg/dia de 12/12h ou 8/8h VO 
Na anemia, o cardiopata tem que ter o hematócrito entre 35 – 55% e a 
hemoglobina > ou = 10 mg/dl 
No cardiopata a infusão do concentrado de hemácias é dado por: 
3 – 5 ml x peso de 12/12h 
Após o uso do concentrado, nesses pacientes, deve-se fazer: 
 Furosemida na dose de 1 mg/kg/dose (dose profilatica, não de 
tratamento ) ÷ 2 (no meio e no final dos concentrados). 
OBS.: 
 Ampicilina (a termo): 100 mg/kg/dose 
de 12/12 (< 7 dias de vida) ou 8/8h (> 7 
dias de vida). 
 Gentamicina (a termo): 
> ou = 35 semanas => 4 mg/kg/dose de 
24/24h 
Ou 
< ou = 35 semanas 
4,5 mg/kg/dose de 36/36h 
< ou = 29 semanas 
4,5 mg/kg/dose de 48/48h 
 
 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
Em caso de dor: 
 Morfina (10 mg/ml): 0,1 – 0,2 mg/kg/dose pode ser repetido até de 
4/4h, EV 
Pode ser feito EV, IM ou SC. 
Ex.: peso 10 kg 
0,1 x 10 kg = 1 mg => 1 mg ÷ 10 mg/ml => 0,1 ml + 05 ml AD, EV. 
 
A desidratação no cardiopata: 
 Sempre na hidratação venosa do cardiopata considerar somente 
60% do valor total da hidratação feita pela regra do Holliday. 
 Sempre usar na hidratação do cardiopata < 10 kg a regra de: 60 
ml x peso e depois ÷ 4 (número de etapas). 
 A fase de expansão é dada por: 10 ml SF0,9% x peso 
 
16. ACIDOSE METABÓLICA 
 
Quando se deseja fazer bicarbonato em BIC, deve-se utilizar a fórmula: 
Peso x 0,3 x (HCO3 desejado - HCO3 esperado) 
 
Para a utilização do FLUSH deve-se utilizar: 
1 – 2 mEq x peso, na proporção de 1:4 e em 30 minutos 
Ex.: peso 10 kg 
1mEq x 10kg = 10 ml de Bicarbonato 8,4% + 40 ml de AD, EV em BIC em 
30 minutos. 
 
 
 
 
 Policitemia hematócrito > 60% 
Fazer exsanguineo transfusão parcial, calculada pela fórmula: 
 
80ml (volemia) x peso x (Ht encontrado – Ht desejado) 
 Ht desejado 
Ex.: peso 10 kg; Ht 70% 
80 x 10 x (70 – 60) / 60 => 130 ml 
Na pediatria o bicarbonato desejado 
varia de 15 – 22, se a criança for 
nefropata varia de 16 - 26 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
Retirar 130 ml de sangue e repor com 130 ml de SF 0,9%. 
 
17. DIETA NO RN: 
 
Estímulo trófico no prematuro extremo (< ou = 1 kg): 0,5 ml de 6/6h (leite 
materno ordenhado ou pré-NAN). 
RNPT: intermediário > 1kg : 1ml de 6/6h 
A TERMO: 2 ml de 6/6h 
 
 
 
 
 
 
 
 
OBS.: se boa aceitação da dieta, no 
dia seguinte dobra-se a dieta, então após 72h do aumento da dieta, 
calculamos a “dieta real”. Se houver alterações clínicas (ex.: distensão 
abdominal, regurgitação), suspende-se a dieta e deixa-se o RN em dieta 
zero. 
 DIETA REAL 
RNPT: 20 ml x peso / número de mamadas 
A TERMO: 30ml x peso / número de mamadas 
Ex.: peso: 1,325 kg, RNPT, DIETA 8 ml de 3/3h 
20 x 1,325 / 8 (número de mamadas) => 2 ml (esse valor é o que se deve 
aumentar em cada etapa/mamada da dieta) 
8 ml + 2 ml = 10 ml 
Logo, a dieta passa a ser de 10 ml de 3/3h 
 
OBS.: no RNPT com peso < 1500 g a dieta deve ser feita de 2/2h. 
 
 TAXA HÍDRICA no RN: 
Este tipo de inicio de dieta é 
indicado somente após 72h de 
vida do RN, para aqueles que 
sofreram algum tipo de anoxia e 
por isso podem apresentar algum 
tipo de debilidade no trato 
digestório. 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 Com base na hidratação venosa: 
1° dia de vida: 80 ml 
2° dia de vida: 90 ml 
3° dia de vida: 100 ml 
4° dia de vida: 110 ml 
5° dia de vida: 120 ml 
6° dia de vida: 130 ml 
7° dia de vida: 140 ml 
8° dia de vida: 150 ml 
OBS.: A partir do 8° dia d3 vida a TH não aumenta, mantem-se constante 
150 ml. 
EX.: RN no 10° dia de via, com peso = 1,3 kg; dieta está de 10 ml 3/3h 
TH = 150 ml x 1,3 kg = 195 ml 
Dieta: 10 ml x 8 tomadas = 80 ml 
195 ml – 80 ml = 115 ml 
Logo, 115 ml representa quanto poderei ofertar de HV para o RN. 
115 ml de SG 5% / 4 etapas = 28,75 ml por etapa. 
 
Estabelecer dieta plena e retirar hidratação venosa do RN, quando: 
* TH dada pela Dieta > ou = 100 ml (max. 200 ml) 
* Taxa calórica dada pela dieta for > ou = 70 cal (150 cal) 
Ex.: dieta de 10 ml de 3/3h; peso: 1,3 kg 
TH: 10 ml x 8 mamadas / 1,3 kg => TH = 61,53 ml 
Ou seja, 61,53 ml é menor que 100 ml, logo, não posso retirar a HV do RN. 
Tcal = TH x 0,7 (constante) 
Tcal = 61,53 x 0,7 => 43 cal, logo é menor que 70 cal e não posso retirar a HV 
do RN. 
OBS.: SE O RN TIVER UMA TH (COM BASE NA DIETA) < OU = 100 ml, ou < 
ou = 70 cal, o mesmo não poderá sair da HV, pois não ganhará peso. 
 
18. INFECÇÃO URINÁRIA: 
 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 
 Em RN’s, a clínica é dada por: regurgitação, recusa alimentar, 
febre com calafrios ou não, irritabilidade, diarreia. 
 Nos lactentes: diarreia, vômitos e Giordano +. 
 A urocultura pode apresentar E. coli, nas crianças maiores, e nos 
RN’s, os germes da flora da mãe. 
 Exames laboratoriais para solicitar: ureia, creatinina, EAS, 
Urocultura, hemograma, eletrólitos (sódio, potássio). Esses 
exames sempre devem ser investigados também para RN’s com 
USG com alterações (ex.: dilatação pielocalicial). 
 Iniciar cefalexina profilática para evitar infecções recorrentes 
¼ da dose: 10 mg / kg / dose, VO. 
 
19. HIPERCALEMIA: 
 
 Potássio sérico > ou = 6,5 
 Furosemida (20 mg/2 ml): 1 ml/kg/dia de 6/6h, EV 
E / OU 
 Bicarbonato de sódio 8,4% (flush) 
1 – 2 ml/kg/dose EV, aberto, correr em 30 min 
Diluição (1:1) no RN; (1:4) em crianças maiores 
E / OU 
 Gluconato de calcio 10%: 0,5 ml – 1 ml/kg/dose em bolus, EV, em 
30 minutos. (Diluição 1:1) 
E / OU 
 Sorcal: 1 sachê (30g) – 0,5 a 1 g, VO ou Via retal de 4/4h ou de 
6/6h. Diluir de 50 a 100 ml de SF 0,9% 
E / OU 
 NBZ: Berotec (1 gota a cada 3 kg) + SF 0,9% 5 ml 6/6h. 
E / OU 
 Solução Polarizante: 
Glicose: 0,5 a 1 g de glicose 
1 UI de Insulina = 4 g de glicose 
Ex.: peso 1 kg 
1g x 1 kg = 1 g de glicose 
[ ] glicose 10% = 100 ml (sempre utilizar glicose 10%) 
100 ml -------------- 10 g de glicose 
 X --------------- 1 g de glicose 
 
X = 10 ml 
 
 
1 UI de IR --------- 4g de glicose 
 Y --------- 1 g de glicose 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 
Y = 0,25 UI 
 
Glicose 25% 5 (10% - 5%) x 0,5 => 
 2,5 ml x 20 (constante)= 50ml 
 
 10% 
 
 
SG 5% 15 (25% - 10%) x 0,5 => 
 7,5 ml x 20 = 150 ml 
 
 
5 +15 = 20 
X / 20 => 10 / 20 => 0,5 
 
Como utilizei a glicose a 25%, então utilizo a constante “20”, para 
multiplicar os valores encontrados. 
 
Solução Polarizante: 
SG 5% ---- 150 ml 
Glicose 25% ---- 50 ml 
IR ---- 5 UI 
 
Totalizando 205 ml. 
 
Após achar esse valor, divide-se o mesmo por 2 e então: uma 
metade dessa solução é utilizada para lavar o equipo e impregnar 
a IR no equipo e a outra metade é o valor que será utilizado na 
infusão. Da metade que se usa para lavar o equipo, preconizou-
se uma quantidade padrão de 50 ml que são suficientes para 
lavar o mesmo. O que temo é o seguinte: 
 
Valor total: 205 ml 
205 ml / 2 = 102,5ml ( duas metades de 102,5 ml) 
De uma metade eu retirarei 50 ml para lavar o equipo, o resto é 
desprezado.: 
102,5 ml – 50 ml = 52,5ml são desprezados 
Da outra metade (102,5 ml) eu retiro 10% desse valor para iniciar 
a infusão: 
102,5 ml × 10%=> aproximadamente 10 ml 
Ou seja, a infusão será de 10 ml EV de 4/4 ou de 6/6h em BIC. 
 
 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
20. HIPERNATREMIA 
 
Sódio Normal = 135 – 145 
Hipernatremia => Sódio sérico > 160 
Nos casos agudos, fazer correção em 24 - 48h, e nos casos crônicos fazer a 
correção de 48 - 72h. 
A correção é feita com solução gilicofisiológica (na proporção de 1:1) ou água 
destilada. 
4mg /kg => diminui 10 mEq do sódio sérico da solução em 24h. 
Ex.: peso 20 kg 
4 ml/kg diminui 10 mEq 
4 ml/kg x 20 kg = 80 ml 
80 ml x 10 mEq = 800 ml 
Correção da Hipernatremia 
SF 0,9%: 400 ml + SG 5% 400 ml, correr, 33,3 ml/h EV em BIC. 
800 ml / 24 h => 33,3 ml/h 
 
21. CHOQUE EM CRIANÇAS: 
 
 DEFINIÇÃO 
Desequilíbrio entre a oferta de O2 e nutrientes e a demanda metabólica dos 
tecidos. 
 
 FISIOPATOLOGIA 
Choque é o déficit agudo de O2 nas células, levando ao metabolismo 
anaeróbio e acidose lática. Em indivíduos normais, a captação do oxigênio 
independe do suprimento de O2, assim, quando o transporte é reduzido, 
aumenta a capacidade de extração de O2 e então, o consumo de O2 fica 
constante. Só abaixo de um ponto crítico é que a extração de O2 é superada e 
o consumo de O2 cai => metabolismo anaeróbio e acidose lática. 
No choque há aumento da demanda, diminuição da capacidade de extração de 
O2 dos tecidos e transporte comprometido em virtude de hipovolemia, 
disfunção miocárdica ou diminuição do conteúdo arterial de O2. 
Mecanismos compensatórios: taquicardia, aumento da contratilidade cardíaca e 
do tônus do sistema venoso. Nas crianças, o aumento da contratilidade não 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
tem muito efeito, sendo o principal mecanismo a taquicardia. No entanto, as 
crianças já tem FC alta, por isso, esse mecanismo é pouco eficaz. Então, é o 
aumento do tônus venosos que aumenta a pré-carga e aumenta o débito 
cardíaco. 
Em crianças a hipotensão é um sinal tardio e súbito de descompensação 
cardiovascular. 
 
 DIAGNÓSTICO 
Alteração da FC e PA 
Sinais de hipoperfusão tecidual 
VALORES NORMAIS DE FC EM CRIANÇAS 
 
RN 90 – 190 
1 – 6 meses 80 – 180 
6 – 12 meses 75 – 155 
1 – 2 anos 70 – 150 
2 – 6 anos 70 – 140 
6 – 10 nos 65 – 125 
Acima de 10 anos 55 – 115 
 
VALORES PARA CONSIDERAR HIPOTENSÃO EM CRIANÇAS 
IDADE PA SISTÓLICA 
RN a termo Menor que 60 
Lactentes (1 – 12 meses) Menor que 70 
1 – 10 anos Menor que 70 + (2 × idade) 
Maior que 10 anos Menor que 90 
 
CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FISIOLÓGICO 
- Compensado: PA normal; 
- Descompensado: PA alterada. 
- Hipodinâmico / Frio: séptico, hipovolêmico, cardiogênico. Diminuição da 
perfusão periférica (aumento da RVS). Pele fria, pulsos finos, marmórea, TEC > 
2 seg. 
- Hiperdinâmico / Quente: Anafilático. Extremidades quentes, avermelhadas, 
aumento da pressão de pulso, perfusão periférica rápida. 
 
 ETIOLOGIA 
- HIPOVOLÊMICO: redução do volume intravascular. Principal causa de 
choque em crianças, resultante de desidratação, hemorragia e perdas para o 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
terceiro espaço. Pode ocorrer a hipovolemia relativa por vasodilatação 
sistêmica como na sepse e anafilaxia. 
Diminuição do volume IV => diminui VS => Diminui pré-carga => diminui 
DC 
Barorreceptores periféricos são ativados e liberam catecolaminas, aumentando 
a FC e RVS (para manter a PA). 
Sinais Clínicos: taquicardia, PA normal ou diminuída, diminuição da pressão 
de pulso, pulsos finos, TEC > 2 seg, pele fria, palidez, cianose, marmoreação, 
diaforese, alteração do estado menta e oligúria. 
- CARDIOGÊNICO: a disfunção miocárdica, cujas causas são cardiomiopatia, 
distúrbios do ritmo, cardiopatias congênitas e as lesões traumáticas do 
coração. 
História: sinais de esforço respiratório, dificuldade de alimentação, dispneia às 
mamadas, sudorese excessiva, baixo ganho pôndero-estatural, infecções 
respiratórias frequentes. 
Exame: taquicardia, ritmo de galope, taquipneia, extremidades frias, pulso fino, 
cianose, diaforese, estertores crepitantes, sibilos (pelo edema pulmonar), 
hepatomegalia, estase jugular e edema periférico. 
Redução do DC => aumento RVS e pós-carga => mecanismo 
compensatório é deletério para o coração. 
Quase nunca apresenta-se compensado. 
Diagnóstico: suplementado por radiografia de tórax, ECG e Ecocardiograma. 
Marcadores como Troponina I e BNP também vem sendo usados. 
- DISTRIBUTIVO: caracterizado pela distribuição inadequada de sangue aos 
tecidos que resulta em má perfusão tecidual, geralmente secundária a 
alterações do tônus vasomotor. 
Causas: anafilaxia, anestesia epidural ou espinhal, secção de medula, 
disfunção grave do cérebro e do tronco cerebral e uso inapropriado de 
vasodilatador. 
Anafilático: Vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade capilar, 
hipovolemia relativa e vasoconstrição pulmonar. 
Sinais / Sintomas: agitação, náuseas e vômitos, urticária, angioedema, 
desconforto respiratório com estridor e sibilos, hipotensão e taquicardia. 
Neurogênico: Perda da inervação simpática da musculatura lisa da parede 
vascular => vasodilatação. 
Sintomas / Sinais: hipotensão com alargamento da pressão de pulso, sem 
taquicardia compensatória. 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
- OBSTRUTIVO: obstrução mecânica à entrada e/ou saída do sangue do 
coração (ou seja, DC adequado, função miocárdica adequada e volume 
intravascular normal). 
Causas: tamponamento cardíaco, embolia pulmonar maciça e pneumotórax 
hipertensivo. 
Em crianças, geralmente o tamponamento cardíaco ocorre após trauma 
penetrante ou cirurgia cardíaca. 
Clínica: pulso paradoxal (PAS aumenta 10 mmHg na inspiração), abafamento 
de bulhas cardíacas, distensão das veias do pescoço. 
Ao ECG: QRS de baixa amplitude. 
Diagnóstico definitivo: Ecocardiograma. 
No pneumotórax hipertensivo: compressão pulmonar causa falência 
respiratória e a compressão do mediastino leva a diminuição do retorno venoso 
e do DC. 
Suspeitar em: vítimas de traumas torácicos ou pacientes entubados que 
deterioraram subitamente durante VPP. 
Clínica: hiperressonância à percussão com diminuição do MV do lado afetado, 
distensão das veiasdo pescoço, desvio de traqueia para o lado contralateral, 
deterioração rápida da perfusão / taquicardia com evolução rápida para 
bradicardia e PCR. 
Embolia: Rara. 
- SÉPTICO: 
Choque séptico: SIRS + Foco infeccioso => SEPSE 
 SEPSE + Disfunção de órgãos à distância => CHOQUE 
SÉPTICO. 
Relembrar: 2 ou mais das seguintes condições: 
Taquicardia 
Taquipneia 
Hemograma com leucocitose, leucopenia ou desvio à esquerda 
Febre ou hipotermia 
Alterações de órgãos a distância: diminuição de diurese, alteração do nível de 
consciência e acidose lática. 
Pode ser hiper ou Hipodinâmico . 
A hipotensão não é necessária para o diagnóstico, mas a sua presença é 
confirmatória (descompensado). 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
Engloba vários tipos de choque: hipovolêmico, cardiogênico, distributivo. 
Hipovolêmico: lesão endotelial, aumenta da permeabilidade capilar, aumento 
de perdas e diminuição da ingesta. 
Cardiogênico: disfunção miocárdica por mediadores como, TNF, Interleucina-1. 
Distributivo: mediadores fazem dilatação e constrição de microvasculatura, 
alterando o fluxo => hipóxia. 
80% tem baixo débito. 
 
 TRATAMENTO 
OBJETIVO: Reestabelecer perfusão e oxigenação tecidual com: 
- TEC < 2 seg 
- Pulsos normais 
- Extremidades aquecidas 
- Diurese > 1ml / kg / h ou > 12 ml / m2 / R 
- Consciência normal 
- PA normal 
- Saturação venosa central de O2 > ou = 70% 
 
# Manejo inicial do Choque # 
1 – manutenção de vias aéreas. 
2 – ventilação 
3 – oxigenação 
4 – acesso venoso periférico (2 calibrosos) + ressuscitação hídrica (em geral 
40 – 60 ml / kg na primeira hora. Se choque cardiogênico: 5 -10 ml / kg em 15 a 
20 minutos). 
5 – acesso venoso central (para verificar PVC. Infundir drogas vasoativas, se 
necessário). 
6 – infusão de concentrado de hemácias (10 – 15 ml / kg) para pacientes 
pediátricos vítimas de trauma com choque hemorrágico ou quando persistem 
sinais de choque ou instabilidade hemodinâmica após administração de 40 – 
60 ml / kg OU hemoglobina < 10 em qualquer choque. 
 
O tratamento com drogas vasoativas deve ser iniciado se o paciente ainda tiver 
sinais de choque mesmo após correção da volemia (PVC > igual 12 mmHg). 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 
SÉPTICO: DROGA DE ESCOLHA => Dopamina 
 Adrenalina (choque frio) 
 Noradrenalina (choque quente) 
 + 
 Antibioticoterapia, correção de distúrbios hidroeletrolíticos, acidose, 
hipoglicemia, hipocalemia. 
 + 
Corticoesteroides (crianças com risco de insuficiência adrenal – púrpura 
fulminante, uso crônico de corticoides, doenças do SNC, com choque refratário 
à catecolaminas) 
- Hidrocortisona: Ataque: 50 mg – lactentes 
 150 mg – crianças maiores 
 Manutenção: 100 mg / m2 / dia de 6/6h 
CARDIOGÊNICO: Milrinona ou Dobutamina 
 + 
 Diuréticos (quando: edema pulmonar ou congestão venosa 
sistêmica) OBS.: Administrar somente após restaurar perfusão sistêmica e 
normalizar PA. 
 + 
 Medidas que diminuem demanda de oxigênio (suporte 
ventilatório, uso de sedativos, analgésicos, manutenção da temperatura 
corporal). 
ANAFILÁTICO: Adrenalina 
 Anti-histamínicos - Difenidramina (1 – 2 mg / kg / dose de 4/4h 
6/6h) 
 - Ranitidina ( 1,25 mg/kg/dose de 8/8h) 
 Corticoide 
 
OBSTRUTIVO: Manejo da causa específica. 
 
22. MENINGITE 
RN (até 2 meses) => prostração = hipoatividade 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 Recusa alimentar, vômitos (regurgitação), abaulamento de 
fontanela. Ausência de sinais de Kerning e Brudzinsk 
 Infecção geralmente pela flora bacteriana da mãe => TTO: Ampicilina 
+ Gentamicina OU Oxacilina + Amicacina OU Taxocin OU Cefotaxima OU 
Ceftazidima OU Cefepime. 
Crianças: vômitos em jato, convulsão, irritabilidade, Sinais de Kerning e 
Brudzinsk presentes, abaulamento de fontanelas (até os 2 anos), rigidez de 
nuca. 
Até os 6 meses: pode aparecer o Haemophilus, mas com a vacinação, 
dificilmente ele aparece. 
De 2 meses até 5 anos: Meningococo (tratar po 7-10 dias) 
 Pneumococo (tratar por 14 dias) 
 Haemophilus (tratar por 7-10 dias) 
 
 Ampicilina (400 mg/kg/dia de 6/6h) + Cloranfenicol (100 mg/kg/dia 6/6h) 
 OU Ceftrioaxona. 
De 5 anos até 12 anos: Meningococo 
 Pneumococo 
 
 Penicilina Cristalina (5 milhões UI/10ml) = 400000 UI x peso ÷ 6 (4/4h) 
 OU 
 Ceftrioaxona (1g/10ml): 100 – 150 mg/kg/dia de 12/12h 
É INDICADO TAMBÉM FAZER ESSES CORTICOIDES NESSES PACIENTES! 
 EXAME DO LÍQUOR 
VALORES DE REFERÊNCIA: (Normal) 
Cor: incolor 
Aspecto: límpido 
Proteína: 15 – 45 mg/dl 
Glicose: 50 – 80 mg/dl 
Cloro: 115 – 130 mEq/L 
Ácido Lático: 1,2 – 2,1 mmol/L 
Leucócitos: 0 a 4 mm3 
Hemácias: 0 mm3 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
Neutrófilos: 0% 
Linfócitos: 50 – 70% 
Monócitos: 30 – 50% 
Eosinófilos: 0% 
Reticulares: 0% 
Plasmócitos: 0% 
Bacterioscopia por Gram: ausência de bactérias 
 Prova do Látex (líquor) 
 Cultura do líquor + TSA 
 PROFILAXIA DOS CONTACTANTES: 
O único que não se faz profilaxia é para o Pneumococo. O Haemophilus 
somente se faz profilaxia para aqueles menores de 5 anos ou que não 
possuírem calendário vacinal completo. A profilaxia do Meningococo é feita em 
todas as idades. 
MENINGOCOCO 
Rifampicina 600 mg/dia de 12/12h (adultos) por 2 dias 
 10 mg/kg/dia de 12/12 (crianças) por 2 dias 
OU 
Ceftrioaxona 125 mg IM para < 15 anos (dose única) 
 250 mg IM para adultos (dose única) 
OU 
Ciprofloxacino (Adulto) 500 mg, 1 comp. em dose única. 
HAEMOPHILUS 
Rifampicina (20 mg/kg/dose) = por 4 dias 1 x dia => crianças 
 
ENCEFALITE: vômitos + cefaleia + febre + sinais meníngeos + convulsão. 
Mais comum: causado pelo vírus do Herpes. 
Fazer pesquisa do líquor 
TRATAMENTO: 
Aciclovir (250 mg/ 10ml) 
Dose: 30 mg/kg/dia 8/8h ou 250 a 500 mg/m2 
Ex.: peso 16kg 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
SC = (P x 4) + 7 => SC = (16 x 4) + 7 / 90 + 16 => SC = 0,66 m2 
 90 + P 
250 mg ----- m2 250 mg ----- 10 ml 
 X ------ 0,66 m2 165 mg ------ X 
X = 165 mg X = 7 ml 
Aciclor (250 mg/10 ml) aplicar 7 ml + 50 ml SG 5% de 8/8 h, correr em 1 hora. 
Obs.: a diluição pode ser feita em 50 a 100 ml de SG 5%. 
 
23. CETOACIDOSE DIABÉTICA 
Pacientes com hiperglicemia, associado a descompensação clínica, como: 
dispneia e desidratação. 
1. Expansão 
SF 0,9% 20 ml x peso, podendo fazer até60 ml x peso, correr entre 20 – 
30 min. 
2. Insulina Regular 
0,1 a 0,2 UI x peso, SC 
Ex.: peso 10 kg 
0,1 UI x 10 kg = 1 UI SC. 
 
 
 Fazer para compensar o paciente 
 Manter glicemia capilar entre 150 – 200 mg/dl 
 Fazer IR se Dx > ou igual 250 mg/dl 
Infusão de Insulina Regular EV 
SF 0,9% ------ 100 ml 
 IR ------ 10 UI 
Correr 1ml/h em BIC, EV, entre 4 – 6 horas. 
Ex.: peso 25 kg 
SF 0,9% ------ 250 ml 
IR ------ 25 UI 
Correr 2,5 ml/h em BIC, EV entre 4 – 6 horas 
OBS.: A quantidade de SF 0,9% é 10 x peso; a quantidade de Insulina Regular 
é 1 x peso; e o volume que vai correr na BIC é o peso ÷ 10. 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
 
OBS.: Quando se faz Insulina Regular EV, deve-se fazer glicemia capilar de 1/1 
hora. 
OBS.: antes de desligar a bomba de infusão, fazer 0,1 UI de Insulina Regular x 
peso, SC, para evitar hiperglicemia de rebote. 
OBS.: Só se deve fazer Bicarbonato EV se o bicarbonato sérico tiver < 7, pois 
corre o risco de fazer edema cerebral. Se o bicarbonato estiver entre 7 – 10, pH 
< 7,3 e o Dx < 200 mg/dl, deve-se diminuir a infusão de Insulina Regular na 
bomba de infusão, mas não pode fazer reposição de Bicarbonato EV. 
 Quando o paciente está compensado? 
pH > 7,3 Dx = 150 – 200 mg/dl Anion Gap > 8 Bicarbonato > 15 
 Após compensar o paciente, adicionar à prescrição: 
INPH 0,6 – 0,7 X peso 
 Exames a solicitar: radiografia de tórax; hemograma, uréia, 
creatinina, sódio, potássio, fósforo, cálcio, gasometria arterial. 
 Fazer oxigenioterapita 
 
Ex: peso 15 kg; Dx 450 mg/dl; Na = 145; K = 3,5 => paciente estável 
OBS.: Toda vez que eu for fazer a fase de manutenção da HV na criança já 
estável hemodinamicamente e sem sinais de desidratação, tenho que utilozar 
um valor total de HV entre 1800 e 2000 ml de SF 0,9% X SC. 
SC = (P X 4) + 7 => SC = (15 x 4) + 7 / 90 + 15 => SC = 0,6 m2 
 90 + P 
TH = 1800 × 0,6 => 1148 ÷ 4 (etapas) => 287 ml de SF 0,9% em cada etapa. 
 
SÓDIO CORRIGIDO 
 
Na encontrado + [1,6 x (glicemia – 100)] ÷ 100 
Ex.: Na = 145; glicemia = 450; K = 3,5 
Na encontrado + [1,6 x (glicemia – 100)] ÷ 100 
145 + [1,6 × (450 – 100)] ÷ 100 
Na = 150,6 mEq 
Nesse caso, como o sódio está normal e a glicemia alta, deve-se usar SF 0,9% 
+ 30 mEq de K para cada L de SF 0,9% (pois o potássio está em 3,5). 
Após estabilizado o paciente, prescrição: 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
1. Dieta para DM (liberado somente se paciente bem acordado e sem 
náuseas e vômitos). 
2. HV – 4 etapas 6/6 horas 
SF 0,9% 287 ml (seguindo o exemplo dado pela SC acima) 
Correr EV 16 gotas/ min (para saber esse valor é só pegar o valor total e 
dividir por 18. EX: 287 ml ÷ 18 = 16 gts/min) 
3. Dx de 4/4 horas 
4. IR se Dx > ou igual 250 mg/dl, 1 UI SC 
5. Controle da diurese. 
6. Medir cetonúria. 
 
TIPOS DE SOLUÇÃO UTILIZADA 
 SE SÓDIO CORRIGIDO < 150 E GLICEMIA CAPILAR > 250 
mg/dl: USAR SF0,9% PURO 
 SE SÓDIO CORRIGIDO < 150 E GLICEMIA CAPILAR < 250 
mg/dl: USAR SG5% OU A 10% + NaCl (40mEq/L) 
 SE SÓDIO CORRIGIDO > 150 E GLICEMIA CAPILAR > 250 
mg/dl: USAR SF0,9% + ÁGUA DESTILADA (1:1) 
 SE SÓDIO CORRIGIDO > 150 E GLICEMIA CAPILAR < 250 
mg/dl: USAR SF 0,9% + SG5% (1:1) 
POTASSIO 
- Se maior que 5,5 não é necessário repor; 
- De 3,5 a 5,5: repor 30 mEq para cada litro da solução 
- Se menor ou igual a 3,5 e maior que 2,5: 50 mEq para cada litro da solução 
- Se menor que 2,5: 0,5 mEq/kg/h 
 
24. HEMODERIVADOS 
Tem indicação quando hemoglobina < 7 e/ou hematócrito < 21%, sendo os 
valores normais para hemoglobina de 10 – 15 e para o hematócrito 35 – 45%. 
Em pacientes que se encontram em ventilação mecânica ou possuem 
cardiopatia deve-se manter Hb > 10 e < 15 e Ht > 35% e < 45%. 
1. O concentrado de hemácias total é indicado para todos os pacientes, 
desde que não tenham contra-indicações, como: reações alérgicas 
anteriores, etc. 
2. Desleucocitado: 10 – 20 ml/kg em 2 – 4 horas. CI: em pacientes com 
reações alérgicas anteriores a esse tipo de concentrado ou alguma 
relação alérgica em vigência. 
3. Lavado ou Filtrado: hemácia mais pura; chance de aumentar a 
viscosidade sanguínea (bom para anemia falciforme); bom para quem já 
fez reação alérgica ao Desleucocitado. Deficiente em IgA. 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
4. Irradiado: para quem já fez várias transfusões, imunossuprimidos 
(radioterapia, quimioterapia, transplantados), RN < 1500g, rea oes 
severas à outras transfusões. 
OBS.: SE RISCO IMINENTE DE MORTE, FAZER QUALQUER UM DOS 
CONCENTRADOS. 
OBS.: SE O PACIENTE NUNCA RECEBEU TRANSFUSÃO, PODE 
RECEBER A DO TIPO CONCENTRADO DE HEMÁCIAS TOTAL. CORRER 
DE 2 – 4 HORAS. 
 
PLASMA FRESCO 
1 UI sangue = 1 UI de plasma fresco 
10 – 20 ml/kg 
Indicações: sangramentos em decorrência de plaquetopenia ou distúrbios 
de coagulação. Age nos fatores II, V, X e XII de coagulação. 
CONCENTRADO DE PLAQUETAS 
1UI para 10 kg, correr em 30min, ou 1 UI para 5 kg (casos mais graves). 
Indicação: quando plaquetas < 25000. Se cirurgia, quando plaquetas < 
100000. 
CRIOPRECIPITADOS 
1UI para cada 5 kg, correr em 30 min. Usado para aumentar o Fibrinogênio 
(quando este está abaixo de 100 ou o paciente apresenta algum distúrbio 
de coagulação). 
Possui os fatores VII, VIII e XIII da coagulação. Tem mais fibrinogênio que 
no plasma. 
Só é utilizado em último caso! 
 
25. RESÍDUO GÁSTRICO 
RN => SOG 
LACTENTE => SNG 
É considerado importante, valores acima de 20 ml. 
Como repor na HV o que o paciente perdeu no RG? 
Ex.: RG 20 ml 
SG5% ---- 10 ml 
SF 0,9% -- 10 ml correr EV em “Y” com a HV em 1 hora. 
 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 
KCl 10% -- 0,6 ml 
 
Potassio 
100 ml ---- 3 mEq 
20 ----- x 
X = 0,6 ml 
Se o potássio sérico estiver maior que 5,5 não se deve repor. 
OBS.: DIVIDE-SE A QUANTIDADE TOTAL DO RG NOS VOLUMES DE SG5% 
E SF 0,9% NAS PROPORÇÕES DE 1:1. 
EX: Se o RG for de 100 ml 
SG 5% --- 50 ML 
SF 0,9% -- 50 ML correr EV em “Y” com a HV 
KCl 10% --- 3 ml 
 
Potássio 
100 ml --- 3 mEq 
100 ml --- x 
X = 3 ml

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