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Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida GUIA PRÁTICO DE PEDIATRIA 1. Hipoglicemia: Dx < ou = 40 mg/dl - controle da glicemia e reposição apenas na alimentação e na hidratação com SG. Dx < ou = 30 mg/dl (Hipoglicemia Grave) – Necessário fazer “Flush de Glicose” Flush de Glicose: 1ml – 2ml/kg de glicose 25% sendo que a concentração máxima em veia periférica é de 12,5%, logo... Ex.: Peso = 3kg 3kg x 1ml de glicose a 25% = 3ml 3ml + 3ml AD, EV, em bolus (aqui a concentração passa a ser de 12,5%) Hidratação Hipertônica (regra da ARANHA): Varia de 7% a 12,5% (veia periférica e até 24% (acesso central). Ex.: Peso 3kg Glicose 25% 4 (9%-5%) x 3,375 = 13,48 = aprox. 13,5 ml glicose 9% SG 5% 16 (25%-9%) x 3,375 = 53,92 = aprox. 20 54 ml SG5% RN com 2 dias de vida TH: 90 (constante para 2º DV) x 3kg = 270 / 4 (etapas) = 67,5 ml (por etapa) 67,5 / 20 (constante utilizada quando usamos glicose 25%) = 3,375 HV: 4etapas TH: 90ml SG 5% 54ml Glicose 25% 13,5 ml 2 mEq NaCl 10% _________ CONSTANTES: Glicose 25% --- usar 20 Glicose 50% --- usar 45 TIG: varia 4 – 8mg/min Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 300 mg Gluc Ca 10% ______ 1 mEq KCl 10% ___________ SG5% glicose 25% 100 ml -------- 5g 100 ml --------- 25 g 54 ml --------- x 13,5 ----------- x X = 2,7 g x = 3,37g 2,7 + 3,37 = 6g glicose TIG = G (glicose) / Peso / 6 horas / 60 min x 1000 TIG = 6g / 3kg / 6h / 60 min x 1000 TIG = 5,5 mg/min Cálculo da Superfície Corpórea: SC = (Peso x 4) + 7 / 90 +Peso 2. HIDRATAÇÃO VENOSA PARA RN’s: RN = 80 ml de SG5% x Peso, no 1º dia de vida, e vai aumentando 10 ml por dia. Ex.: 2º dia de vida -> 90 ml x peso /4 (nº etapas) = nº da taxa hídrica por etapa Até o 8º DV aumentar 10 ml por dia de SG5%. Na (usar somente a partir do 1º DV) 1º DV (>24h depois de nascer) = 1 mEq x Peso / 4 / 1,7 (Na 10%) 2º DV = 2 mEq x Peso / 4 / 1,7 K (usar somente a partir do 2º DV) 2º DV = 1 mEq x Peso / 4 / 1,34 (K 10%) 3º DV = 2 mEq x Peso / 4 / 1,34 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Ca (utilizar a partir da hora que nasce) 300 mg x Peso / 4 / 100 (Cada 1ml de Ca 10% tem 100 mg) PARA CRIANÇAS MAIORES (REGRA DE HOLLIDAY): Até 10 kg: 100 ml/kg 10 – 20 kg: 1000 ml + 50 ml/kg acima de 10 kg (ou seja: para cada kg acima de 10, adiciona-se 50 ml ao esquema) Acima de 20 kg: 1500 ml + 20 ml/kg acima de 20 kg (ou seja: para cada kg acima de 20, adiciona-se 20 ml ao esquema). OBS.: Lembrando que TODA MANUTENÇÃO hidratação venosa é feita com SG5%. Somente a fase de EXPANSÃO pode ser feita com SF 0,9%. Peso Calórico: Volume total calculado pelo Holliday / 100 3. ANEMIA FALCIFORME Hematócrito Basal do Falcêmico: 21% Hemoglobina Basal do Falcêmico: 7g/dl OBS.: Quando o paciente falcêmico necessita de transfusão, optar pela do tipo “LAVADO” pois a mesma não vai possuir outros achados que possam ocluir a parede do vaso e produzir a crise álgica. Exames para solicitar: Radiografia de Tórax; Hemograma; Sódio; Potássio; TGO; TGP; Blirrubina Total e Frações; Cultura (swab anal e nasal; hemocultura) Tratamento: se optar por fazer antibioticoterapia - Para > 5 anos: Penicilna Cristalina - Para < 5 anos: Ampicilina Se o paciente apresentar cardiopatia congênita e necessitar de concentrado de hemácias, o cálculo da infusão é dado por: 3 – 5 ml x Peso correr em 2 a 4 horas (depois desse tempo faz hemólise) de 12/12h Se o paciente NÃO possuir nenhuma Cardiopatia e necessitar de infusão de concentrado de hemácias, o cálculo é dado por: Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 10 – 15 ml x Peso, correr em 2 a 4 horas (depois desse tempo faz hemólise) Tratamento da Anemia Falciforme: Fase de Expansão: 20 ml SF 0,9% x Peso Fase de Manutenção: Usar a Regra de Holliday com SG5%. NÃO esquecer de repor Sódio e Potássio na Manutenção. Dipirona (500mg/ml) 10 – 20 ml / kg / dose ou 0,03 – 0,05 x peso (Macete) Concentrado de Hemácias 10 – 15 ml x Peso, correr EV em 2h. Penicilina Cristalina (5000000/10ml) 200000 UI – 400000 UI x Peso / 4 (6/6h), EV, por 7 – 10 dias OU Ampicilina (1g/10ml) ou (500 mg/5ml): 100 – 400 mg / kg / dia (6/6h), EV (dose mais utilizada: 200 mg/kg/dia) OU Cefalotina (1g/10ml): 100 – 150 mg / kg / dia (6/6h), EV OU Oxacilina (1g/10ml) ou (500mg/5ml): 100 – 200 mg / kg / dia (6/6h) EV OU Ceftrioaxona (1g/10ml) 100 – 150 mg / kg / dose, EV, (24/24h) ou 100 – 150 mg / kg / dia (12/12h) OU Cefepime (1g/10ml) ou (2g/20ml): 50mg / kg / dose de 8/8h Dramin B6 DL (30mg/10ml) ou (3mg/1ml): 1,3 x peso / 3 (8/8h); diluir bem (em 50 ml de SF 0,9%) OU Bromoprida (gotas) 1 gota/kg de 8/8h Nebulização: SF 0,9% 05 ml Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Berotec (1 gota para cada 3 kg; Máx. de 8 gts na pediatria) Atrovent (Dobro do Berotec) 4. HIPERGLICEMIA: Dx > 150 mg/dl Deve-se diminuir a concentração do Soro glicosado Soro glicosado 5% transformar em 2,5%: 100 ml SG5%=> 50 ml SG5% + 50 ml AD = 100 ml SG 2,5% 5. INFUSÃO DE PLASMA / PLAQUETAS: Plaquetas: 1 UI para cada 10 kg (casos leves) 1 UI para cada 05 kg (casos graves) Deve ser infundido em até 30 min. Plasma Fresco: 10 – 15 ml / kg 6. CRISE CONVULSIVA: Fenobarbital (200mg/2ml) ou (100mg/ml) IM Fenobarbital sódico (200mg/2ml) EV ou IM Fenitoína (250mg/5ml) ou (50mg/ml) Diazepam (10mg/2ml): MEDICAMENTO DE ESCOLHA PARA CRISE CONVULSIVA 0,15 a 0,5 mg / kg / dose, EV Ou 0,3 mg / kg / dose (MACETE) OBS.: NÃO utilizar no RN. Usar somente a partir de 1 mês de vida. Midazolam (5mg/ml) 0,15 a 0,2 mg / kg / dose, EV Do nascimento até 2 anos: Fenitoína e Fenobarbital - Dose de Ataque: 15 – 30 mg / kg / dose Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida - 2 a 5 anos (Dose de Ataque): 10 – 15 mg / kg / dose - 5 – 12 anos (Dose de Ataque): 10 mg / kg / dose Manutenção: 5 – 7mg/kg/dia 12/12h ou 8/8h Fentanil: 2- 4 mg / kg (Infusão Contínua) 0,02 a 0,04 ml/peso 7. LEISHMANIOSE VISCERAL (Calazar): Hemograma: mostra Pancitopenia Fraqueza, hiporexia, esplenomegalia, febre > 10 dias. Diagnóstico Diferencial: Leucemia (presença de gânglios); Anemia Falciforme (fazer falci-teste); Malária (gota-espessa). TRATAMENTO: Glucantime (81mg/ml): 20mg / kg / dose, diluir em SG5%, 1 x dia por 20 dias, avaliar função hepática e Renal. OBS.:NÃO usar Glucantime em menores de 6 meses de idade! OU Anfotericina (50 mg/10 ml): 0,5 – 0,7 mg / kg / dia, EV 1x dia (diluir em quantidade de SG 5% em 10 x o valor em mg que der a dosagem da Anfotericina. Ex.: se deu 3,5 mg por dia de Anfotericina, vou diluir em 35 ml de SG 5%). 8. ERISIPELA / CELULITE: - ERISIPELA: mais superficial Benzetacil 600000 UI < 20 kg ou 1200000 UI > 20 kg (2ml a 4ml) Ou 50000 UI x Peso; 1 x dia IM. Em paciente internado: Usar Penicilina Cristalina ou Cefalotina ou Oxacilina ou Ceftriaxona (doses já descritas acima). - CELULITE: (se for de face, é melhor internar) INFUSÃO CONTÍNUA PESO X nº horas x Dose 50 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Oxacilina 200 mg / kg / dia, EV, por 7 – 10 dias Se em 5 dias evoluir bem, mandar o paciente para casa para completar o esquema de 7 dias de antibiótico com: Amoxicilina (250mg/5ml) 8/8h ou Cefalexina 50 mg / kg / dia 6/6h. 9. IMPETIGO BOLHOSO / PUSTULOSO (Strepto ou Stafilo epidermidis): INTERNAR O PACIENTE Utilizar Oxacilina ou Penicilina Cristalina ou Cefalotina por 7 a 10 dias. (doses já citadas acima) RN a termo: - Oxacilina (1g/10ml): até 7 dias de vida (50 mg / kg /dose de 12/12h); > 7 dias de vida = 50 mg / kg /dose 8/8h - Gentamicina (40mg/ml) ou (20mg/ml) ou (80mg/2ml): 4mg / kg / dose de 24/24 h - Amicacina (50mg/ml) ou (250mg/2ml) ou (500mg/2ml): 15 mg / kg / dose de 24/24h. Em casos mais leves, sem necessidade de internação, pode-se utilizar a CEFALEXINA para tratamento em casa por VO. 10. LESÕES URTICARIFORMES: - ALERGIA Adrenalina (1:1000): 0,01 x peso (IM ou SC) Fenergam (50mg/2ml) ou (25mg/ml): 0,5 x peso / 25 (IM) de 8/8h Metilprednisolona (125 mg/2ml) ou (500 mg/8ml). Dose de Ataque: 2mg / kg / dose. Dose de Manutenção: 4 mg / kg / dia ou 1mg / kg / dose (6/6h) EV Hidrocortisona (100mg/ml) ou (500mg/5ml). Dose de Ataque: 10 mg / kg / dose. Dose de Manutenção: 5 mg / kg / dose de (6/6h) ou 20 mg / kg / dia EV Dexametasona (4mg/ml). Dose de ataque: 0,15 – 0,5 mg / kg / dose. Dose de Manutenção: 0,3 mg / kg / dia / 4 (porque é de 6/6h) EV Prednisona (20mg ou 5mg) VO. 1-2 mg /kg / dose às 8 horas da manhã. Mais utilizada nas púrpuras e na síndrome nefrótica. Hixizine (somente a partir de 6 meses) (2mg/ml) (Xarope): 2 mg/kg/dia 8/8h ou de 6/6h Prometazina 0,25 – 0,5 mg / kg / dia de 8/8h ou de 12/12h. de 5 a 7 dias. Para crise alérgica leve pode-se fazer a associação EV de: hidrocortisona + ranitidina + fenergam Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Dermatite atópica: Probiotop 1 sachê diluido em agua, 1 x ao dia, por pelo menos 30 dias. Somente para maiores de 1 ano. 11. DIARREIA Nem toda vez que tiver febre associada, é de origem infecciosa. Expansão: 20ml SF 0,9% X Peso, correr de 30 min a 1 hora Se não tiver diurese, repetir a expansão (pode repetir até 3 vezes). Se a criança mesmo assim, não urinar (IRA): iniciar Furosemida (20mg/2ml) ou (10mg/ml) 0,5mg / kg / dose EV. Diarreia com Sangue (Suspeitar de parasitoses intestinais) - Albendazol (400mg/10ml) > 2anos: dar 10 ml, 1 x dia. Dose única. - Mebendazol (100 mg/5ml) pode ser usado em < 2 anos: dar 5 ml de 12/12h por 3 dias. - Giardia e Ameba: Metronidazol (40mg/ml) pode ser usado em < 2 anos: 20 – 30 mg / kg / dia de 8/8h (Giardia – de 5 – 7 dias) ou de 12/12h (Ameba – de 3 – 5 dias) Secnidazol (450mg/15ml) < 20 kg Dose Única. Ou (900mg/30ml) para > 20kg. SE DIARREIA PERSISTENTE / AGUDA Florax pediátrico 1 flaconete, VO, 12/12H, POR 3 A 5 DIAS (PARA > 4 MESES) Colikids 05 gotas 1 x dia até acabar o frasco. (Para qualquer idade, desde o RN até a criança maior). Indicado para constipação intestinal e cólica do lactente. Simbiotil (de 6 meses até 2 anos): 1 sachê diluido em água de 12/12h por 3 dias. Simbiofos (a partir de 2 anos): 1 sachê diluido em água de 12/12h por 3 dias. Simbioflora (>2 anos): 1 sachê diluido em agua por pelo menos 30 dias. Indicado para constipação intestinal. 12. SIBILOS ESPARSOS (Ex,: Asma, Bronquiolite, Coqueluche, Pneumonia): Nebulização: 6/6h SF 0,9% 05 ml Berotec - 1 gota a cada 3 kg (max. de 8 gotas na pediatria) Atrovent (o dobro do Berotec) OXIURÍASE Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 13. OBSTRUÇÃO INTESTINAL: Dor + distensão abdominal + vômitos + hematêmese + defesa abdominal (aumento dos movimentos peristálticos, no início do quadro; e diminuição ou ausência dos RHA com q evolução do quadro). Ex.: Imperfuração Anal; Obstrução por mecônio (Íleo meconial); Megacólon Congênito (Doença Aganglionar). Dieta Zero; SOG aberta, se RG > ou igual 20 ml Hidratação Venosa, 4 etapas; Sintomáticos Se tiver em quadro Séptico, entrar com Antibiótico (que pegue Gram+ e Gram- ): Ampicilina + Gentamicina OU Ceftrioaxona (crianças maiores) OU Oxacilina + Gentamicina OU Oxacilina + Amicacina. Pode-se associar Metronidazol ao esquema em casos mais graves, além disso, solicitar, radiografia de tórax e abdômen. Solicitar: Hemograma, eletrólitos, uréia, creatinina, TGO, TGP, PCR, coagulograma. Se suspeita de Obstrução por Ascaris: Óleo Mineral (fazer por SNE somente se a criança não conseguir engolir: 20 ml de 4/4h VO Piperazina (500mg/5ml) (Neutraliza a bainha nervosa do Ascaris) Obs.: só pode ser iniciado após a criança começar a eliminar o óleo mineral. - Dose de Ataque: 75 mg / kg / dose - Dose de Manutenção: 50 mg / kg / dia de 12/12h por 3 dias OBS.: depois que a criança começar a eliminar o óleo mineral, iniciar: - Mebendazol (100mg/5ml): 5 ml de 12/12h VO. OBS.: se o paciente estiver toxemiado, iniciar antibioticoterapia com: - Ampicilina + Gentamicina OU Cefalotina + Gentamicina - Sempre pegar Gram + e Gram -; Se suspeitar de perfuração de alça acrescentar um antibiótico que cubra anaeróbios. Ex.: Metronidazol (500mg/100ml) 20 – 30mg / kg / dia, 8/8h, EV. Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida OBS.: se não houver obstrução, apenas infestação com eliminação dos vermes, NÃO iniciar os anti-helmínticos para não estimular a migração dos vermes (Síndrome de Loeffler). Fazer SOMENTE Óleo Mineral + Piperazina para estimular a eliminação dos vermes. 14. SINDROME NEFRÍTICA: Caracterizada por Edema + Hipertensão Arterial + Hematúria Macroscópica (Colúria) A doença de Alport é a forma hereditária de Sindrome Nefrítica EAS: cilindros granulosos, hialinos, hemácias incontáveis. Fazer restrição de sal e hídrica até estabilizar o quadro. Exames para solicitar: hemograma, ureia, creatinina, lipidograma, proteinúria de 24h, proteinograma, C3, C4, CH50, Na, K, Ca Atenção: a criança pode estar tão edemaciada que pode apresentar congestão pulmonar (iniciar Furosemida). Prescrição: 1 – Dieta hipossódica 2 – Restrição hídrica (Não dar nada EV – risco maior de fazer edema) 20 ml x peso (VO) para 24 horas 3 – Benzetacil (600000 UI/2ml) 1 fraco IM para < 20 kg ou (1200000) 1 frasco IM para > 20 kg ou 50000UI/kg; todos DOSE ÚNICA. 4 – Peso em jejum 5 – Repouso absoluto ou relativo no leito 6 – Furosemida (20mg/2ml) 2 – 6 mg / kg / dia 6/6h ou 8/8h ou 12/12h 7 – Adalat sublingual (nifedipino) (10mg = 1 cápsula = 5 gotas =>1 gota = 2 mg) 0,25 – 0,5 mg / kg / dose VO, se PA maior ou igual 120x90 mmHg OU Captopril 25 mg – 1comprimido – Diluir em 10 ml. Fazer 1 – 2 mg / kg / dia 12/12h VO. 8 – Controle da Diurese. 9 – PA de 6/6h 10 – Sinais Vitais 6/6h Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 15. CRISE HIPOXÊMICA / CRISE DE CIANOSE / CRISE DE HIPÓXIA Geralmente causada por uma Cardiopatia Congênita Cianótica. O paciente cardiopata pode desenvolver a crise hipoxêmica por várias causas, dentre elas: Dor Acidose metabólica Infecção Hipoglicemia Anemia Crise convulsiva Policitemia Desidratação Tratamento inicial na cardiopatia: Propranolol (40mg): 01 cp, diluir em 10 ml de AD. 1 – 2 mg/kg/dia de 12/12h ou 8/8h VO Na anemia, o cardiopata tem que ter o hematócrito entre 35 – 55% e a hemoglobina > ou = 10 mg/dl No cardiopata a infusão do concentrado de hemácias é dado por: 3 – 5 ml x peso de 12/12h Após o uso do concentrado, nesses pacientes, deve-se fazer: Furosemida na dose de 1 mg/kg/dose (dose profilatica, não de tratamento ) ÷ 2 (no meio e no final dos concentrados). OBS.: Ampicilina (a termo): 100 mg/kg/dose de 12/12 (< 7 dias de vida) ou 8/8h (> 7 dias de vida). Gentamicina (a termo): > ou = 35 semanas => 4 mg/kg/dose de 24/24h Ou < ou = 35 semanas 4,5 mg/kg/dose de 36/36h < ou = 29 semanas 4,5 mg/kg/dose de 48/48h Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Em caso de dor: Morfina (10 mg/ml): 0,1 – 0,2 mg/kg/dose pode ser repetido até de 4/4h, EV Pode ser feito EV, IM ou SC. Ex.: peso 10 kg 0,1 x 10 kg = 1 mg => 1 mg ÷ 10 mg/ml => 0,1 ml + 05 ml AD, EV. A desidratação no cardiopata: Sempre na hidratação venosa do cardiopata considerar somente 60% do valor total da hidratação feita pela regra do Holliday. Sempre usar na hidratação do cardiopata < 10 kg a regra de: 60 ml x peso e depois ÷ 4 (número de etapas). A fase de expansão é dada por: 10 ml SF0,9% x peso 16. ACIDOSE METABÓLICA Quando se deseja fazer bicarbonato em BIC, deve-se utilizar a fórmula: Peso x 0,3 x (HCO3 desejado - HCO3 esperado) Para a utilização do FLUSH deve-se utilizar: 1 – 2 mEq x peso, na proporção de 1:4 e em 30 minutos Ex.: peso 10 kg 1mEq x 10kg = 10 ml de Bicarbonato 8,4% + 40 ml de AD, EV em BIC em 30 minutos. Policitemia hematócrito > 60% Fazer exsanguineo transfusão parcial, calculada pela fórmula: 80ml (volemia) x peso x (Ht encontrado – Ht desejado) Ht desejado Ex.: peso 10 kg; Ht 70% 80 x 10 x (70 – 60) / 60 => 130 ml Na pediatria o bicarbonato desejado varia de 15 – 22, se a criança for nefropata varia de 16 - 26 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Retirar 130 ml de sangue e repor com 130 ml de SF 0,9%. 17. DIETA NO RN: Estímulo trófico no prematuro extremo (< ou = 1 kg): 0,5 ml de 6/6h (leite materno ordenhado ou pré-NAN). RNPT: intermediário > 1kg : 1ml de 6/6h A TERMO: 2 ml de 6/6h OBS.: se boa aceitação da dieta, no dia seguinte dobra-se a dieta, então após 72h do aumento da dieta, calculamos a “dieta real”. Se houver alterações clínicas (ex.: distensão abdominal, regurgitação), suspende-se a dieta e deixa-se o RN em dieta zero. DIETA REAL RNPT: 20 ml x peso / número de mamadas A TERMO: 30ml x peso / número de mamadas Ex.: peso: 1,325 kg, RNPT, DIETA 8 ml de 3/3h 20 x 1,325 / 8 (número de mamadas) => 2 ml (esse valor é o que se deve aumentar em cada etapa/mamada da dieta) 8 ml + 2 ml = 10 ml Logo, a dieta passa a ser de 10 ml de 3/3h OBS.: no RNPT com peso < 1500 g a dieta deve ser feita de 2/2h. TAXA HÍDRICA no RN: Este tipo de inicio de dieta é indicado somente após 72h de vida do RN, para aqueles que sofreram algum tipo de anoxia e por isso podem apresentar algum tipo de debilidade no trato digestório. Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Com base na hidratação venosa: 1° dia de vida: 80 ml 2° dia de vida: 90 ml 3° dia de vida: 100 ml 4° dia de vida: 110 ml 5° dia de vida: 120 ml 6° dia de vida: 130 ml 7° dia de vida: 140 ml 8° dia de vida: 150 ml OBS.: A partir do 8° dia d3 vida a TH não aumenta, mantem-se constante 150 ml. EX.: RN no 10° dia de via, com peso = 1,3 kg; dieta está de 10 ml 3/3h TH = 150 ml x 1,3 kg = 195 ml Dieta: 10 ml x 8 tomadas = 80 ml 195 ml – 80 ml = 115 ml Logo, 115 ml representa quanto poderei ofertar de HV para o RN. 115 ml de SG 5% / 4 etapas = 28,75 ml por etapa. Estabelecer dieta plena e retirar hidratação venosa do RN, quando: * TH dada pela Dieta > ou = 100 ml (max. 200 ml) * Taxa calórica dada pela dieta for > ou = 70 cal (150 cal) Ex.: dieta de 10 ml de 3/3h; peso: 1,3 kg TH: 10 ml x 8 mamadas / 1,3 kg => TH = 61,53 ml Ou seja, 61,53 ml é menor que 100 ml, logo, não posso retirar a HV do RN. Tcal = TH x 0,7 (constante) Tcal = 61,53 x 0,7 => 43 cal, logo é menor que 70 cal e não posso retirar a HV do RN. OBS.: SE O RN TIVER UMA TH (COM BASE NA DIETA) < OU = 100 ml, ou < ou = 70 cal, o mesmo não poderá sair da HV, pois não ganhará peso. 18. INFECÇÃO URINÁRIA: Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Em RN’s, a clínica é dada por: regurgitação, recusa alimentar, febre com calafrios ou não, irritabilidade, diarreia. Nos lactentes: diarreia, vômitos e Giordano +. A urocultura pode apresentar E. coli, nas crianças maiores, e nos RN’s, os germes da flora da mãe. Exames laboratoriais para solicitar: ureia, creatinina, EAS, Urocultura, hemograma, eletrólitos (sódio, potássio). Esses exames sempre devem ser investigados também para RN’s com USG com alterações (ex.: dilatação pielocalicial). Iniciar cefalexina profilática para evitar infecções recorrentes ¼ da dose: 10 mg / kg / dose, VO. 19. HIPERCALEMIA: Potássio sérico > ou = 6,5 Furosemida (20 mg/2 ml): 1 ml/kg/dia de 6/6h, EV E / OU Bicarbonato de sódio 8,4% (flush) 1 – 2 ml/kg/dose EV, aberto, correr em 30 min Diluição (1:1) no RN; (1:4) em crianças maiores E / OU Gluconato de calcio 10%: 0,5 ml – 1 ml/kg/dose em bolus, EV, em 30 minutos. (Diluição 1:1) E / OU Sorcal: 1 sachê (30g) – 0,5 a 1 g, VO ou Via retal de 4/4h ou de 6/6h. Diluir de 50 a 100 ml de SF 0,9% E / OU NBZ: Berotec (1 gota a cada 3 kg) + SF 0,9% 5 ml 6/6h. E / OU Solução Polarizante: Glicose: 0,5 a 1 g de glicose 1 UI de Insulina = 4 g de glicose Ex.: peso 1 kg 1g x 1 kg = 1 g de glicose [ ] glicose 10% = 100 ml (sempre utilizar glicose 10%) 100 ml -------------- 10 g de glicose X --------------- 1 g de glicose X = 10 ml 1 UI de IR --------- 4g de glicose Y --------- 1 g de glicose Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Y = 0,25 UI Glicose 25% 5 (10% - 5%) x 0,5 => 2,5 ml x 20 (constante)= 50ml 10% SG 5% 15 (25% - 10%) x 0,5 => 7,5 ml x 20 = 150 ml 5 +15 = 20 X / 20 => 10 / 20 => 0,5 Como utilizei a glicose a 25%, então utilizo a constante “20”, para multiplicar os valores encontrados. Solução Polarizante: SG 5% ---- 150 ml Glicose 25% ---- 50 ml IR ---- 5 UI Totalizando 205 ml. Após achar esse valor, divide-se o mesmo por 2 e então: uma metade dessa solução é utilizada para lavar o equipo e impregnar a IR no equipo e a outra metade é o valor que será utilizado na infusão. Da metade que se usa para lavar o equipo, preconizou- se uma quantidade padrão de 50 ml que são suficientes para lavar o mesmo. O que temo é o seguinte: Valor total: 205 ml 205 ml / 2 = 102,5ml ( duas metades de 102,5 ml) De uma metade eu retirarei 50 ml para lavar o equipo, o resto é desprezado.: 102,5 ml – 50 ml = 52,5ml são desprezados Da outra metade (102,5 ml) eu retiro 10% desse valor para iniciar a infusão: 102,5 ml × 10%=> aproximadamente 10 ml Ou seja, a infusão será de 10 ml EV de 4/4 ou de 6/6h em BIC. Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 20. HIPERNATREMIA Sódio Normal = 135 – 145 Hipernatremia => Sódio sérico > 160 Nos casos agudos, fazer correção em 24 - 48h, e nos casos crônicos fazer a correção de 48 - 72h. A correção é feita com solução gilicofisiológica (na proporção de 1:1) ou água destilada. 4mg /kg => diminui 10 mEq do sódio sérico da solução em 24h. Ex.: peso 20 kg 4 ml/kg diminui 10 mEq 4 ml/kg x 20 kg = 80 ml 80 ml x 10 mEq = 800 ml Correção da Hipernatremia SF 0,9%: 400 ml + SG 5% 400 ml, correr, 33,3 ml/h EV em BIC. 800 ml / 24 h => 33,3 ml/h 21. CHOQUE EM CRIANÇAS: DEFINIÇÃO Desequilíbrio entre a oferta de O2 e nutrientes e a demanda metabólica dos tecidos. FISIOPATOLOGIA Choque é o déficit agudo de O2 nas células, levando ao metabolismo anaeróbio e acidose lática. Em indivíduos normais, a captação do oxigênio independe do suprimento de O2, assim, quando o transporte é reduzido, aumenta a capacidade de extração de O2 e então, o consumo de O2 fica constante. Só abaixo de um ponto crítico é que a extração de O2 é superada e o consumo de O2 cai => metabolismo anaeróbio e acidose lática. No choque há aumento da demanda, diminuição da capacidade de extração de O2 dos tecidos e transporte comprometido em virtude de hipovolemia, disfunção miocárdica ou diminuição do conteúdo arterial de O2. Mecanismos compensatórios: taquicardia, aumento da contratilidade cardíaca e do tônus do sistema venoso. Nas crianças, o aumento da contratilidade não Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida tem muito efeito, sendo o principal mecanismo a taquicardia. No entanto, as crianças já tem FC alta, por isso, esse mecanismo é pouco eficaz. Então, é o aumento do tônus venosos que aumenta a pré-carga e aumenta o débito cardíaco. Em crianças a hipotensão é um sinal tardio e súbito de descompensação cardiovascular. DIAGNÓSTICO Alteração da FC e PA Sinais de hipoperfusão tecidual VALORES NORMAIS DE FC EM CRIANÇAS RN 90 – 190 1 – 6 meses 80 – 180 6 – 12 meses 75 – 155 1 – 2 anos 70 – 150 2 – 6 anos 70 – 140 6 – 10 nos 65 – 125 Acima de 10 anos 55 – 115 VALORES PARA CONSIDERAR HIPOTENSÃO EM CRIANÇAS IDADE PA SISTÓLICA RN a termo Menor que 60 Lactentes (1 – 12 meses) Menor que 70 1 – 10 anos Menor que 70 + (2 × idade) Maior que 10 anos Menor que 90 CLASSIFICAÇÃO DO ESTADO FISIOLÓGICO - Compensado: PA normal; - Descompensado: PA alterada. - Hipodinâmico / Frio: séptico, hipovolêmico, cardiogênico. Diminuição da perfusão periférica (aumento da RVS). Pele fria, pulsos finos, marmórea, TEC > 2 seg. - Hiperdinâmico / Quente: Anafilático. Extremidades quentes, avermelhadas, aumento da pressão de pulso, perfusão periférica rápida. ETIOLOGIA - HIPOVOLÊMICO: redução do volume intravascular. Principal causa de choque em crianças, resultante de desidratação, hemorragia e perdas para o Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida terceiro espaço. Pode ocorrer a hipovolemia relativa por vasodilatação sistêmica como na sepse e anafilaxia. Diminuição do volume IV => diminui VS => Diminui pré-carga => diminui DC Barorreceptores periféricos são ativados e liberam catecolaminas, aumentando a FC e RVS (para manter a PA). Sinais Clínicos: taquicardia, PA normal ou diminuída, diminuição da pressão de pulso, pulsos finos, TEC > 2 seg, pele fria, palidez, cianose, marmoreação, diaforese, alteração do estado menta e oligúria. - CARDIOGÊNICO: a disfunção miocárdica, cujas causas são cardiomiopatia, distúrbios do ritmo, cardiopatias congênitas e as lesões traumáticas do coração. História: sinais de esforço respiratório, dificuldade de alimentação, dispneia às mamadas, sudorese excessiva, baixo ganho pôndero-estatural, infecções respiratórias frequentes. Exame: taquicardia, ritmo de galope, taquipneia, extremidades frias, pulso fino, cianose, diaforese, estertores crepitantes, sibilos (pelo edema pulmonar), hepatomegalia, estase jugular e edema periférico. Redução do DC => aumento RVS e pós-carga => mecanismo compensatório é deletério para o coração. Quase nunca apresenta-se compensado. Diagnóstico: suplementado por radiografia de tórax, ECG e Ecocardiograma. Marcadores como Troponina I e BNP também vem sendo usados. - DISTRIBUTIVO: caracterizado pela distribuição inadequada de sangue aos tecidos que resulta em má perfusão tecidual, geralmente secundária a alterações do tônus vasomotor. Causas: anafilaxia, anestesia epidural ou espinhal, secção de medula, disfunção grave do cérebro e do tronco cerebral e uso inapropriado de vasodilatador. Anafilático: Vasodilatação sistêmica, aumento da permeabilidade capilar, hipovolemia relativa e vasoconstrição pulmonar. Sinais / Sintomas: agitação, náuseas e vômitos, urticária, angioedema, desconforto respiratório com estridor e sibilos, hipotensão e taquicardia. Neurogênico: Perda da inervação simpática da musculatura lisa da parede vascular => vasodilatação. Sintomas / Sinais: hipotensão com alargamento da pressão de pulso, sem taquicardia compensatória. Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida - OBSTRUTIVO: obstrução mecânica à entrada e/ou saída do sangue do coração (ou seja, DC adequado, função miocárdica adequada e volume intravascular normal). Causas: tamponamento cardíaco, embolia pulmonar maciça e pneumotórax hipertensivo. Em crianças, geralmente o tamponamento cardíaco ocorre após trauma penetrante ou cirurgia cardíaca. Clínica: pulso paradoxal (PAS aumenta 10 mmHg na inspiração), abafamento de bulhas cardíacas, distensão das veias do pescoço. Ao ECG: QRS de baixa amplitude. Diagnóstico definitivo: Ecocardiograma. No pneumotórax hipertensivo: compressão pulmonar causa falência respiratória e a compressão do mediastino leva a diminuição do retorno venoso e do DC. Suspeitar em: vítimas de traumas torácicos ou pacientes entubados que deterioraram subitamente durante VPP. Clínica: hiperressonância à percussão com diminuição do MV do lado afetado, distensão das veiasdo pescoço, desvio de traqueia para o lado contralateral, deterioração rápida da perfusão / taquicardia com evolução rápida para bradicardia e PCR. Embolia: Rara. - SÉPTICO: Choque séptico: SIRS + Foco infeccioso => SEPSE SEPSE + Disfunção de órgãos à distância => CHOQUE SÉPTICO. Relembrar: 2 ou mais das seguintes condições: Taquicardia Taquipneia Hemograma com leucocitose, leucopenia ou desvio à esquerda Febre ou hipotermia Alterações de órgãos a distância: diminuição de diurese, alteração do nível de consciência e acidose lática. Pode ser hiper ou Hipodinâmico . A hipotensão não é necessária para o diagnóstico, mas a sua presença é confirmatória (descompensado). Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Engloba vários tipos de choque: hipovolêmico, cardiogênico, distributivo. Hipovolêmico: lesão endotelial, aumenta da permeabilidade capilar, aumento de perdas e diminuição da ingesta. Cardiogênico: disfunção miocárdica por mediadores como, TNF, Interleucina-1. Distributivo: mediadores fazem dilatação e constrição de microvasculatura, alterando o fluxo => hipóxia. 80% tem baixo débito. TRATAMENTO OBJETIVO: Reestabelecer perfusão e oxigenação tecidual com: - TEC < 2 seg - Pulsos normais - Extremidades aquecidas - Diurese > 1ml / kg / h ou > 12 ml / m2 / R - Consciência normal - PA normal - Saturação venosa central de O2 > ou = 70% # Manejo inicial do Choque # 1 – manutenção de vias aéreas. 2 – ventilação 3 – oxigenação 4 – acesso venoso periférico (2 calibrosos) + ressuscitação hídrica (em geral 40 – 60 ml / kg na primeira hora. Se choque cardiogênico: 5 -10 ml / kg em 15 a 20 minutos). 5 – acesso venoso central (para verificar PVC. Infundir drogas vasoativas, se necessário). 6 – infusão de concentrado de hemácias (10 – 15 ml / kg) para pacientes pediátricos vítimas de trauma com choque hemorrágico ou quando persistem sinais de choque ou instabilidade hemodinâmica após administração de 40 – 60 ml / kg OU hemoglobina < 10 em qualquer choque. O tratamento com drogas vasoativas deve ser iniciado se o paciente ainda tiver sinais de choque mesmo após correção da volemia (PVC > igual 12 mmHg). Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida SÉPTICO: DROGA DE ESCOLHA => Dopamina Adrenalina (choque frio) Noradrenalina (choque quente) + Antibioticoterapia, correção de distúrbios hidroeletrolíticos, acidose, hipoglicemia, hipocalemia. + Corticoesteroides (crianças com risco de insuficiência adrenal – púrpura fulminante, uso crônico de corticoides, doenças do SNC, com choque refratário à catecolaminas) - Hidrocortisona: Ataque: 50 mg – lactentes 150 mg – crianças maiores Manutenção: 100 mg / m2 / dia de 6/6h CARDIOGÊNICO: Milrinona ou Dobutamina + Diuréticos (quando: edema pulmonar ou congestão venosa sistêmica) OBS.: Administrar somente após restaurar perfusão sistêmica e normalizar PA. + Medidas que diminuem demanda de oxigênio (suporte ventilatório, uso de sedativos, analgésicos, manutenção da temperatura corporal). ANAFILÁTICO: Adrenalina Anti-histamínicos - Difenidramina (1 – 2 mg / kg / dose de 4/4h 6/6h) - Ranitidina ( 1,25 mg/kg/dose de 8/8h) Corticoide OBSTRUTIVO: Manejo da causa específica. 22. MENINGITE RN (até 2 meses) => prostração = hipoatividade Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Recusa alimentar, vômitos (regurgitação), abaulamento de fontanela. Ausência de sinais de Kerning e Brudzinsk Infecção geralmente pela flora bacteriana da mãe => TTO: Ampicilina + Gentamicina OU Oxacilina + Amicacina OU Taxocin OU Cefotaxima OU Ceftazidima OU Cefepime. Crianças: vômitos em jato, convulsão, irritabilidade, Sinais de Kerning e Brudzinsk presentes, abaulamento de fontanelas (até os 2 anos), rigidez de nuca. Até os 6 meses: pode aparecer o Haemophilus, mas com a vacinação, dificilmente ele aparece. De 2 meses até 5 anos: Meningococo (tratar po 7-10 dias) Pneumococo (tratar por 14 dias) Haemophilus (tratar por 7-10 dias) Ampicilina (400 mg/kg/dia de 6/6h) + Cloranfenicol (100 mg/kg/dia 6/6h) OU Ceftrioaxona. De 5 anos até 12 anos: Meningococo Pneumococo Penicilina Cristalina (5 milhões UI/10ml) = 400000 UI x peso ÷ 6 (4/4h) OU Ceftrioaxona (1g/10ml): 100 – 150 mg/kg/dia de 12/12h É INDICADO TAMBÉM FAZER ESSES CORTICOIDES NESSES PACIENTES! EXAME DO LÍQUOR VALORES DE REFERÊNCIA: (Normal) Cor: incolor Aspecto: límpido Proteína: 15 – 45 mg/dl Glicose: 50 – 80 mg/dl Cloro: 115 – 130 mEq/L Ácido Lático: 1,2 – 2,1 mmol/L Leucócitos: 0 a 4 mm3 Hemácias: 0 mm3 Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida Neutrófilos: 0% Linfócitos: 50 – 70% Monócitos: 30 – 50% Eosinófilos: 0% Reticulares: 0% Plasmócitos: 0% Bacterioscopia por Gram: ausência de bactérias Prova do Látex (líquor) Cultura do líquor + TSA PROFILAXIA DOS CONTACTANTES: O único que não se faz profilaxia é para o Pneumococo. O Haemophilus somente se faz profilaxia para aqueles menores de 5 anos ou que não possuírem calendário vacinal completo. A profilaxia do Meningococo é feita em todas as idades. MENINGOCOCO Rifampicina 600 mg/dia de 12/12h (adultos) por 2 dias 10 mg/kg/dia de 12/12 (crianças) por 2 dias OU Ceftrioaxona 125 mg IM para < 15 anos (dose única) 250 mg IM para adultos (dose única) OU Ciprofloxacino (Adulto) 500 mg, 1 comp. em dose única. HAEMOPHILUS Rifampicina (20 mg/kg/dose) = por 4 dias 1 x dia => crianças ENCEFALITE: vômitos + cefaleia + febre + sinais meníngeos + convulsão. Mais comum: causado pelo vírus do Herpes. Fazer pesquisa do líquor TRATAMENTO: Aciclovir (250 mg/ 10ml) Dose: 30 mg/kg/dia 8/8h ou 250 a 500 mg/m2 Ex.: peso 16kg Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida SC = (P x 4) + 7 => SC = (16 x 4) + 7 / 90 + 16 => SC = 0,66 m2 90 + P 250 mg ----- m2 250 mg ----- 10 ml X ------ 0,66 m2 165 mg ------ X X = 165 mg X = 7 ml Aciclor (250 mg/10 ml) aplicar 7 ml + 50 ml SG 5% de 8/8 h, correr em 1 hora. Obs.: a diluição pode ser feita em 50 a 100 ml de SG 5%. 23. CETOACIDOSE DIABÉTICA Pacientes com hiperglicemia, associado a descompensação clínica, como: dispneia e desidratação. 1. Expansão SF 0,9% 20 ml x peso, podendo fazer até60 ml x peso, correr entre 20 – 30 min. 2. Insulina Regular 0,1 a 0,2 UI x peso, SC Ex.: peso 10 kg 0,1 UI x 10 kg = 1 UI SC. Fazer para compensar o paciente Manter glicemia capilar entre 150 – 200 mg/dl Fazer IR se Dx > ou igual 250 mg/dl Infusão de Insulina Regular EV SF 0,9% ------ 100 ml IR ------ 10 UI Correr 1ml/h em BIC, EV, entre 4 – 6 horas. Ex.: peso 25 kg SF 0,9% ------ 250 ml IR ------ 25 UI Correr 2,5 ml/h em BIC, EV entre 4 – 6 horas OBS.: A quantidade de SF 0,9% é 10 x peso; a quantidade de Insulina Regular é 1 x peso; e o volume que vai correr na BIC é o peso ÷ 10. Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida OBS.: Quando se faz Insulina Regular EV, deve-se fazer glicemia capilar de 1/1 hora. OBS.: antes de desligar a bomba de infusão, fazer 0,1 UI de Insulina Regular x peso, SC, para evitar hiperglicemia de rebote. OBS.: Só se deve fazer Bicarbonato EV se o bicarbonato sérico tiver < 7, pois corre o risco de fazer edema cerebral. Se o bicarbonato estiver entre 7 – 10, pH < 7,3 e o Dx < 200 mg/dl, deve-se diminuir a infusão de Insulina Regular na bomba de infusão, mas não pode fazer reposição de Bicarbonato EV. Quando o paciente está compensado? pH > 7,3 Dx = 150 – 200 mg/dl Anion Gap > 8 Bicarbonato > 15 Após compensar o paciente, adicionar à prescrição: INPH 0,6 – 0,7 X peso Exames a solicitar: radiografia de tórax; hemograma, uréia, creatinina, sódio, potássio, fósforo, cálcio, gasometria arterial. Fazer oxigenioterapita Ex: peso 15 kg; Dx 450 mg/dl; Na = 145; K = 3,5 => paciente estável OBS.: Toda vez que eu for fazer a fase de manutenção da HV na criança já estável hemodinamicamente e sem sinais de desidratação, tenho que utilozar um valor total de HV entre 1800 e 2000 ml de SF 0,9% X SC. SC = (P X 4) + 7 => SC = (15 x 4) + 7 / 90 + 15 => SC = 0,6 m2 90 + P TH = 1800 × 0,6 => 1148 ÷ 4 (etapas) => 287 ml de SF 0,9% em cada etapa. SÓDIO CORRIGIDO Na encontrado + [1,6 x (glicemia – 100)] ÷ 100 Ex.: Na = 145; glicemia = 450; K = 3,5 Na encontrado + [1,6 x (glicemia – 100)] ÷ 100 145 + [1,6 × (450 – 100)] ÷ 100 Na = 150,6 mEq Nesse caso, como o sódio está normal e a glicemia alta, deve-se usar SF 0,9% + 30 mEq de K para cada L de SF 0,9% (pois o potássio está em 3,5). Após estabilizado o paciente, prescrição: Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 1. Dieta para DM (liberado somente se paciente bem acordado e sem náuseas e vômitos). 2. HV – 4 etapas 6/6 horas SF 0,9% 287 ml (seguindo o exemplo dado pela SC acima) Correr EV 16 gotas/ min (para saber esse valor é só pegar o valor total e dividir por 18. EX: 287 ml ÷ 18 = 16 gts/min) 3. Dx de 4/4 horas 4. IR se Dx > ou igual 250 mg/dl, 1 UI SC 5. Controle da diurese. 6. Medir cetonúria. TIPOS DE SOLUÇÃO UTILIZADA SE SÓDIO CORRIGIDO < 150 E GLICEMIA CAPILAR > 250 mg/dl: USAR SF0,9% PURO SE SÓDIO CORRIGIDO < 150 E GLICEMIA CAPILAR < 250 mg/dl: USAR SG5% OU A 10% + NaCl (40mEq/L) SE SÓDIO CORRIGIDO > 150 E GLICEMIA CAPILAR > 250 mg/dl: USAR SF0,9% + ÁGUA DESTILADA (1:1) SE SÓDIO CORRIGIDO > 150 E GLICEMIA CAPILAR < 250 mg/dl: USAR SF 0,9% + SG5% (1:1) POTASSIO - Se maior que 5,5 não é necessário repor; - De 3,5 a 5,5: repor 30 mEq para cada litro da solução - Se menor ou igual a 3,5 e maior que 2,5: 50 mEq para cada litro da solução - Se menor que 2,5: 0,5 mEq/kg/h 24. HEMODERIVADOS Tem indicação quando hemoglobina < 7 e/ou hematócrito < 21%, sendo os valores normais para hemoglobina de 10 – 15 e para o hematócrito 35 – 45%. Em pacientes que se encontram em ventilação mecânica ou possuem cardiopatia deve-se manter Hb > 10 e < 15 e Ht > 35% e < 45%. 1. O concentrado de hemácias total é indicado para todos os pacientes, desde que não tenham contra-indicações, como: reações alérgicas anteriores, etc. 2. Desleucocitado: 10 – 20 ml/kg em 2 – 4 horas. CI: em pacientes com reações alérgicas anteriores a esse tipo de concentrado ou alguma relação alérgica em vigência. 3. Lavado ou Filtrado: hemácia mais pura; chance de aumentar a viscosidade sanguínea (bom para anemia falciforme); bom para quem já fez reação alérgica ao Desleucocitado. Deficiente em IgA. Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida 4. Irradiado: para quem já fez várias transfusões, imunossuprimidos (radioterapia, quimioterapia, transplantados), RN < 1500g, rea oes severas à outras transfusões. OBS.: SE RISCO IMINENTE DE MORTE, FAZER QUALQUER UM DOS CONCENTRADOS. OBS.: SE O PACIENTE NUNCA RECEBEU TRANSFUSÃO, PODE RECEBER A DO TIPO CONCENTRADO DE HEMÁCIAS TOTAL. CORRER DE 2 – 4 HORAS. PLASMA FRESCO 1 UI sangue = 1 UI de plasma fresco 10 – 20 ml/kg Indicações: sangramentos em decorrência de plaquetopenia ou distúrbios de coagulação. Age nos fatores II, V, X e XII de coagulação. CONCENTRADO DE PLAQUETAS 1UI para 10 kg, correr em 30min, ou 1 UI para 5 kg (casos mais graves). Indicação: quando plaquetas < 25000. Se cirurgia, quando plaquetas < 100000. CRIOPRECIPITADOS 1UI para cada 5 kg, correr em 30 min. Usado para aumentar o Fibrinogênio (quando este está abaixo de 100 ou o paciente apresenta algum distúrbio de coagulação). Possui os fatores VII, VIII e XIII da coagulação. Tem mais fibrinogênio que no plasma. Só é utilizado em último caso! 25. RESÍDUO GÁSTRICO RN => SOG LACTENTE => SNG É considerado importante, valores acima de 20 ml. Como repor na HV o que o paciente perdeu no RG? Ex.: RG 20 ml SG5% ---- 10 ml SF 0,9% -- 10 ml correr EV em “Y” com a HV em 1 hora. Desenvolvido por: Alynne Miranda Fontes de Almeida KCl 10% -- 0,6 ml Potassio 100 ml ---- 3 mEq 20 ----- x X = 0,6 ml Se o potássio sérico estiver maior que 5,5 não se deve repor. OBS.: DIVIDE-SE A QUANTIDADE TOTAL DO RG NOS VOLUMES DE SG5% E SF 0,9% NAS PROPORÇÕES DE 1:1. EX: Se o RG for de 100 ml SG 5% --- 50 ML SF 0,9% -- 50 ML correr EV em “Y” com a HV KCl 10% --- 3 ml Potássio 100 ml --- 3 mEq 100 ml --- x X = 3 ml