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Choque Hipovolêmico

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como sensação de pressão no peito, formigamento no braço, sensação de bola na garganta ou náuseas.
Cuidados de Enfermagem
Monitorando o Estado Hemodinâmico
Uma das funções mais importantes da equipe de enfermagem após infarto recente ou angina de peito é a monitorização do comportamento cardíaco do paciente. Assim, a equipe de enfermagem deve: 
Manter a Contrapulsação por Balão Intra-aórtico
A equipe de enfermagem deve fazer os ajustes necessários e contínuos da bomba do balão com a finalidade de maximizar a sua eficácia e sicronizando-a com o ciclo cardíaco.
Aumentando a Segurança e o Conforto do Paciente
Administrar medicamento para aliviar a dor torácica;
Realizar procedimentos com técnica asséptica de modo a evitar infecção;
Promover o posicionamento adequado do paciente para promover a respiração adequada ao mesmo tempo que reduz a ansiedade
Realizar a monitorização por ECG;
Administrar medicamentos e líquidos e observar o comportamento hemodinâmico do paciente;
Relatar e documentar de imediato, alterações hemodinâmicas, cardíacas, pulmonares e valores laboratoriais;
Relatar o exame físico, e principalmente os achados anormais como alterações do ritmo cardíaco e sons respiratórios adventícios
Documenta e registra os medicamentos, líquidos administrados e a resposta do paciente referente a estes tratamentos;
Deve entender o mecanismo de ação dos medicamentos e os efeitos adversos dos mesmos. Por exemplo, a morfina, tira a dor de angina do paciente e tem efeitos vasoativos, por esse motivo pode provocar queda na pressão arterial. A nitroglicerina também pode ter esse efeito adverso;
Deve atentar para o paciente que está em terapia trombolítica (desfazer trombos que estão provocando angina e contribuindo para o surgimento de infarto) para não apresentar sangramentos;
Observar sítios de punção venosa e arterial se não há sangramento, caso haja, deve-se aplicar pressão para estancar o sangramento;
Avaliar o estado neurológico após a terapia trombolítica, pois há o risco de sangramento cerebral;
Observar se há a ocorrência de esfacelo e necrose tecidual após o início da administração de medicamentos vasopressores por via intravenosa. Se ocorrer, suspender imediatamente a administração e estabelecer outra punção venosa, pois, em vez dos medicamentos estar sendo administrados na corrente sanguínea, estão sendo administrados no tecido muscular, subcutâneo ou epitelial causando lesão;
Deve monitorar a função renal através do débito urinário e dosagens de creatinina e ureia. Debito urinário diminuído é uma das consequências do choque cardiogênico.
OBS: A equipe de enfermagem tem um papel importante no tratamento e prevenção do choque cardiogênico através da administração de medicamentos e líquidos pela via intravenosa. 
Tratamento
Fornecer oxigênio suplementar (por cânula nasal, 2 a 6 litros por minuto para alcançar uma saturação de 90%);
Controlar a dor torácica (A morfina intravenosa, além de tirar a dor, dilata os vasos sanguíneos fazendo com que o coração faça menos força para ejetar sangue para os tecidos e reduz a ansiedade do paciente);
Fornecer suporte de líquido selecionado (A administração de líquido deve ser devagar para não resultar em edema agudo de pulmão);
Administrar medicamentos vasoativos ( Ex.: dopamina, nitroglicerina e dobutamina – visam a melhoria da contratilidade cardíaca, redução da pré-carga e pós-carga, estabilização do ritmo e frequência cardíacos) ;
Controlar a frequência cardíaca com medicamentos ou com marcapasso;
Implementar suporte cardíaco mecânico
CHOQUE SÉPTICO
O choque séptico é uma condição grave que ocorre em decorrência da SEPSE e traz risco de vida. Ocorre quando um agente infeccioso, como bactérias, vírus ou fungo, entra na corrente sanguínea de uma pessoa. Essa infecção afeta todo o sistema imunológico, desencadeando uma reação em cadeia que pode provocar uma inflamação descontrolada no organismo. Esta resposta de todo o organismo à infecção produz mudanças de temperatura, da pressão arterial, frequência cardíaca, contagem de células brancas do sangue e respiração.
Etiologia
O choque séptico pode ser causado por diversos fatores. O mais comum é a migração de bactérias, fungos ou vírus, que estão localizados num único órgão (como no caso da pneumonia, por exemplo), para a corrente sanguínea, espalhando-se por todo o corpo. Sondas e cateteres infectados são também outras possíveis causas de choque séptico.
Sinais e sintomas deste tipo de choque incluem
O choque séptico pode afetar qualquer parte do organismo, incluindo coração, cérebro, rins, fígado e intestinos. Os sintomas podem incluir:
Extremidades frias e pálidas
Temperatura alta ou muito baixa, tremores
Tontura leve
Pressão arterial baixa, especialmente quando de pé
Produção de urina reduzida ou ausente
Palpitações
Frequência cardíaca acelerada
Inquietação, agitação, letargia ou confusão
Falta de ar
Exantema cutâneo ou descoloração da pele
Cuidados de Enfermagem
Monitorar sítios de punção arterial e venosa, incisões cirúrgicas, sondas urinárias, feridas traumáticas e úlceras de pressão para os sinais de infecção. Realizar todos os procedimentos invasivos com técnica asséptica, após cuidadosa higienização das mãos. Comunicar alterações da temperatura corporal; Administrar medicamentos com segurança.
Tratamento
O choque séptico é uma emergência médica e, portanto, deve ser tratado como tal. O tratamento para choque séptico pode incluir:
Aparelho de respiração artificial (conhecido também como ventilação mecânica)
Medicamentos para tratar pressão arterial baixa, infecção ou coágulos sanguíneos.
Ingestão de líquidos por via intravenosa
Oxigênio,Cirurgia.
CHOQUE ANAFILÁTICO
O choque anafilático, também conhecido como anafilaxia, é uma reação alérgica grave que surge poucos segundos, ou minutos, após estar em contato com uma substância a que se tem alergia, como camarão, veneno de abelha ou alguns medicamentos, etc.
Etiologia
Venenos: abelhas, marimbondos, vespas, etc;
Medicamentos: alguns antibióticos, como a penicilina, alguns anti-inflamatórios, anestésicos, contrastes contendo iodo, insulina, entre outros;
Alimentos: camarão, mariscos, frutos do mar, amendoim, dentre outros;
látex: derivados da borracha, como luvas.
Sinais e sintomas deste tipo de choque incluem
Olhos: lacrimejamento e coceira.
Pele: coceira, placas, (urticária), angioedema (inchação).
Aparelho respiratório: rinite, edema de laringe (glote), asma, falta de ar, chiado, tosse, asfixia.
Aparelho gastro-intestinal: vômitos, dor abdominal, diarreia.
Aparelho circulatório: sudorese, queda da pressão, arritmias, desfalecimento e parada cardíaca. Olhos: lacrimejamento e coceira.
Pele: coceira, placas, (urticária), angioedema (inchação).
Aparelho respiratório: rinite, edema de laringe (glote), asma, falta de ar, chiado, tosse, asfixia.
Aparelho gastro-intestinal: vômitos, dor abdominal, diarreia.
Aparelho circulatório: sudorese, queda da pressão, arritmias, desfalecimento e parada cardíaca.
Cuidados de Enfermagem
Levantar histórico e documentar alergias do paciente – alergia a medicamentos e outros;
Ensino sobre a prevenção de novos episódios alérgicos (como afastar o agente alergênico);
Ao administrar medicamentos que o paciente nunca tenha utilizado observar se há presença de sinais de alergias;
Observar atentamente á administração de medicamentos que são similares á aqueles em que o paciente tenha alergia. Pacientes com alergia á penicilina, podem ter alergia a medicamentos similares como o fármaco cefazolina;
Durante testes diagnósticos, observar se o paciente tem reação anafilática aos agentes de contrastes. Por conter iodo, pacientes alérgicos ao iodo ou ao peixe estão em risco para desenvolver choque anafilático;
A equipe de enfermagem deve estar preparada, caso o paciente desenvolva reação anafilática e evolua para parada cardiorrespiratória, iniciar imediatamente a reanimação cardiopulmonar;
Monitorar o estado hemodinâmico;