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BPF: HIGIENE E SAÚDE DOS MANIPULADORES DE ALIMENTOS HIGIENE AMBIENTAL Profa Dra Ana Paula Rodrigues Faculdades Objetivo Disciplina: Higiene e Legislação de Alimentos Agosto, 2018 OS MANIPULADORES DE ALIMENTOS • “Toda pessoa que pode entrar em contato com um produto comestível em qualquer etapa da cadeia alimentar” (Germano, 2003) • Todas as pessoas que trabalham com alimentação são consideradas “Manipuladores de Alimentos”, ou seja, quem produz, vende, transporta, recebe, prepara e serve o alimento (Silva, 2002) MANIPULADORES E OS MICROOGANISMOS CONTAMINAÇÃO DOS ALIMENTOS VIA MANIPULADORES Manipulador de alimentos Saúde do manipulador Higiene pessoal Unforme adequado HIGIENE PESSOAL HIGIENE PESSOAL • Lavar e secar bem os pés • Lavar a cabeça com frequencia e escovar bem os cabelos • Não utilizar perfumes • Usar desodorante inodoro ou bem suave • Não aplicar maquiagem em excesso • Não usar esmaltes • Conservar os uniformes limpos HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS • Lavar as mãos é uma das melhores formas de evitar a contaminação dos alimentos por micróbios patogênicos. • A maioria das pessoas não gasta nem 10 segundos para lavar as mãos. Atenção: uma boa lavagem deve durar mais que 20 segundos. FREQUÊNCIA OBRIGATÓRIA DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS • Quando chegar ao trabalho • Depois de: • Utilizar os sanitários • Tossir, espirrar ou assoar o nariz • Usar esfregões, panos e materiais de limpeza • Fumar • Recolher lixo e outros resíduos • Tocar em sacarias, caixas, garrafas e alimentos não higienizados/crus • Pegar em dinheiro ou tocas nos sapatos • Qualquer interrupção do serviço, especialmente entre alimentos crus e cozidos • Antes de manipular alimentos • Antes e após o uso de luvas • Toda vez que mudar de atividade • Cada vez que as mãos estiverem sujas PROCEDIMENTO DE HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS PROCEDIMENTO DE ANTISSEPCIA DAS MÃOS • Utilizar anti-séptico adequado (álcool gel 70%) • Aplicar o anti-séptico nas mãos • Esperar secar naturalmente • Não fazer antissepcia por imersão das mãos • Não utilizar anti-séptico sem ter lavado as mãos com água e sabão • Ao utilizar sabão anti-séptico não é necessário etapa separada de antissepcia COMPORTAMENTO PESSOAL COMPORTAMENTO PESSOAL COMPORTAMENTO PESSOAL UNIFORME ADEQUADO • Cor clara • Sempre limpos, passados • Trocar uniforme diariamente • Sapatos fechados e antiderrapante • Usar toucas para proteção dos cabelos • Avental – evitar molhar, não usar próximo ao calor • Uniformes somente nas dependências da UAN • Proibido acessórios e adornos • Não carregar canetas, lápis, ferramentas, pente, cigarros, etc. USO DE LUVAS DESCARTÁVEIS: • Sempre por períodos rápidos, trocando sempre que retornar a uma função previamente interrompida – VEÍCULO DE CONTAMINAÇÃO • Dispensadas quando implicarem risco de acidente de trabalho: manuseios de fornos, fogões, fritadeiras, semelhantes MALHA DE AÇO: • Item de segurança para manipulação de carnes cruas • Higienização: lavagem + 15 min fervura • Não são indicadas para hortifrutis prontos para consumo – dificuldade de higienizá-las USO DE LUVAS TÉRMICAS: • Item de segurança • Atenção à higiene das mesmas e deve-se cuidar para não tocarem nos alimentos, quando usadas BORRACHA: • Utilizadas para proteção do manipulador • Devem ser distintas para cada atividade: lavagem de panelas e utensílios; coleta e transporte de lixo e outros resíduos; higienização de tambores e contentores de lixo; limpeza de sanitários; manipulação de produtos químicos USO DE MÁSCARAS • Não é recomendada como mecanismo de prevenção na contaminação • Após 15 minutos de uso è úmida è permite a passagem de grande quantidade de micro- organismos • No caso de adoção, elas devem ser descartáveis e trocadas no máximo, a cada 30 minutos SAÚDE DO MANIPULADOR • NR7 – realização PCMSO (Programa de Controle Médico e Saúde Ocupacional) • Exame médico admissional • Periódico • Demissional • Retorno ao trabalho • Mudança de função • Vigilância sanitária – Controle Clínico da Saúde • Exames médicos admissionais e periódicos (anual): • Hemograma, coprocultura, coproparasitológico e VDRL. Outros de acordo com avaliação médica SAÚDE DO MANIPULADOR • Vigilância sanitária exige que NÃO seja permitida manipulação de alimentos por funcionários que apresentem: • Feridas • Lesões • Chagas • Cortes nas mãos e braços • Gastroenterites agudas ou crônicas • Acometidos de infecções pulmonares ou faringites • Devem ser afastados para outras atividades HIGIENIZAÇÃO AMBIENTAL E DE UTENSÍLIOS HIGIENIZAÇÃO AMBIENTAL O cuidado e a limpeza do ambiente, diminui riscos de acidentes de trabalho e de contaminação dos alimentos ETAPAS – HIGIENIZAÇÃO DO AMBIENTE HIGIENIZAÇÃO AMBIENTAL - PERIODICIDADE • Diário: pisos, rodapés e ralos, todas as áreas de lavagem e de produção, maçanetas, pias, sanitários, cadeiras e mesas, monoblocos, recipientes de lixo • Semanal: paredes, portas, janelas, armários, prateleiras, coifa, geladeiras, câmara, “freezers” HIGIENIZAÇÃO AMBIENTAL - PERIODICIDADE • Quinzenalmente: estoque, estrados • Mensal: luminárias, interruptores, tomadas, telas • Semestral: reservatórios de água • De acordo com o uso / necessidade: equipamentos, utensílios, bancadas, superfícies de manipulação, saboneteiras, borrifadores, teto, forro, caixa de gordura, filtro de ar condicionado CUIDADOS COM A HIGIENIZAÇÃO AMBIENTAL • Proibido varrer a seco o piso das áreas de manipulação • Desinfecção química – mínimo 15 min em contato com desinfetante • Desinfecção pelo calor – imergir por15 min em água fervente ou no mínimo a 80ºC, dispensando enxágue posterior • Máquina de lavar louça – respeitar temperaturas de lavagem (55/65ºC) + enxágue (80/90ºC) • Desinfecção química com álcool 70% - dispensa enxágue, deixar secar ao ar CUIDADOS COM A HIGIENIZAÇÃO AMBIENTAL • Começar pelo alto • Higienizar tanques, ralos, vassouras, panos, rodo, entre outros • Separar os materiais para lavar o chão dos que são usados para lavar pias • Não usar panos ou papelões como tapetes • Substituir as esponjas toda semana • Recolher o lixo diariamente ou sempre que estiver cheio • Não deixar que entrem na cozinha pessoas que não tenham cumprido o ritual de higienização pessoal HIGIENE DE UTENSÍLIOS • Retirar o excesso • Lavar com detergente • Enxagüar • Desinfetar com solução clorada para utensílios/ • equipamentos • Secar ao natural sempre que possível HIGIENE DE EQUIPAMENTOS CUIDADOS COM A HIGIENE DE UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS • Use água morna para retirar resíduos de alimentos (mín 44ºC) • Não utilizar pano para secagem – feita de forma natural • Desinfecção: • Imersão – 2 min – água aquecida (≥ 77ºC) • Imersão – 1 min – água aquecida (≥ 82ºC) • Imersão em solução de cloro ativo (pelo menos 100 mg por litro) • Secagem: • Natural, toalha de papel descartável, estufa ou ar quente CUIDADOS COM A HIGIENE DE UTENSÍLIOS E EQUIPAMENTOS • Equipamentos • Partes fixas higienizar a seco • Desinfecção - pano embebido em solução clorada a 200 ppm ou álcool 70% • Refrigeradores e câmaras frias – limpeza semanal • Sistema de exaustão – coifa semanalmente, ductos internos trimestralmente PANOS • Grandes focos de contaminação • Utensílios e equipamentos– somente descartáveis • Para higienização ambiental: permitido uso de panos convencionais • Separados por áreas (banheiros/ processamento de alimentos/ áreas externas) • Lavar com água, sabão, água sanitária e escova • Esfregar vigorosamente • Enxaguar bem • Secar em secadoras ou local limpo, bem ventilado CAPACITAÇÃO DOS FUNCIONÁRIOS • As operações de higienização devem ser realizadas por funcionários comprovadamente capacitados e com frequência que garanta a manutenção dessas condições e minimize o risco de contaminação do alimento • Educação permanente REFERÊNCIAS • ABERC – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS EMPRESAS DE REFEIÇÕES COLETIVAS. Manual de práticas de elaboração e serviço de refeições para coletividades. 8. ed., São Paulo: ABERC, 2003. • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC no 216, de 16 de setembro de 2004. Dispõe sobre regulamento técnico de boas práticas para serviços de alimentação. Brasília, DF: ANVISA, 2004. • BRASIL. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Resolução RDC nº275, de 21 de outubro de 2002. Dispõe sobre Regulamento Técnico de Boas Práticas para Serviços de Alimentação. • SILVA-JUNIOR, E.A. Manual de controle higiênico-sanitário em alimentos. 4. ed. São Paulo: Varela, 2001.